A visita foi uma atividade da disciplina Microbiologia Ambiental, ministrada pelo professor Robinson Moresca de Andrade, que acompanhou os estudantes, juntamente com o diretor da Fundação Santo Antônio, frei José Monteiro Sobrinho, e lideranças comunitárias. Uma das principais causas da agressão ao meio ambiente é a retirada de água e argila das lagoas.
“Nas duas localidades foram constatadas situações que caracterizam degradação ambiental, como depósito de lixo e desova de material de construção”, afirmou o professor Robinson. No caso específico da lagoa Salgada, ele citou ainda o caso das olarias, que retiram argila do fundo da mesma, “o que influencia diretamente no clima da cidade”, conforme frisou.
O professor lembrou que o problema foi verificado no ano passado e feito um relatório indicando o comprometimento da lagoa, mas as olarias permanecem ativas, o que significa que nenhuma providência foi tomada. Ainda na lagoa Salgada, o grupo constatou que estão sendo construídas casas residenciais em áreas cada vez mais próximas, praticamente invadindo a lagoa.
A situação na lagoa do Subaé não é muito diferente. Só que nesse caso há os estragos causados por uma rede de esgotamento sanitário que passa por dentro da Escola Municipal Luciano Ribeiro, percorre ruas a céu aberto e deságua na lagoa. A partir de informações de moradores, os estudantes verificaram que o esgoto é proveniente de residências localizadas no fundo da escola.
O mau cheiro exalado aponta, de longe, a gravidade do problema. É que a rede de esgoto esbarrou no muro da escola, que foi furado para dar passagem às águas fétidas pela área interna do fundo do prédio, contou a aluna Daniela Santos, alertando para outra questão igualmente grave: a canalização dos esgotos está passando muito próximo. “A tubulação passa praticamente dentro da lagoa”, denunciou.
O aluno Sérgio Aras considerou lamentável a situação, principalmente pelo fato da visita ter ocorrido próximo ao Dia Mundial do Meio Ambiente. “É uma prova de que não temos mesmo o que comemorar”, disse o ambientalista, que também atua na Secretaria de Meio Ambiente. Ele defendeu que a ação da faculdade sirva como alerta e reflexão “sobre a destruição do meio em que vivemos”.
(Com informações de Madalena de Jesus e Socorro Pitombo, da Assessoria de Comunicação FTC/FSA)

Um comentário:
Dimas, nem lhe conto sôbre o estado de nossas lagoas, rios,etc,daqui. Você não sabe o que depredação, de verdade. Quem vem do Aeroporto Tom Jobin, ao chegar perto do Fundão, a sujeira é tão grande e enojante e o cheiro é tão horrível, que não adianta os vidros fechados.
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