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sexta-feira, 9 de março de 2012

"Estão chutando o nosso traseiro"

por
Em termos da Lei da Copa está o governo Dilma Rousseff pendurado no pincel, sem escada. Obriga-se a presidente a sancionar o texto a ser em breve aprovado no Congresso, quase todo de acordo com as imposições da Fifa. Vetos não são previstos, apesar de possíveis, por razão muito simples: foi tudo aprovado pelo Lula, quando no poder, depois de explosões de euforia pela escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de Futebol.
Naquela manhã festiva, na Suíça, nenhum assessor lembrou-se de alertar o presidente da República para as exigências descabidas constantes do protocolo por ele assinado.
Agora, salvo milagre, bebidas alcóolicas estão liberadas nos estádios: uísque nas áreas vips, cerveja para a plebe discriminada, com o agravante de que apenas uma marca poderá ser comprada nas arquibancadas, por coincidência aquela que patrocina a entidade internacional.
Da mesma forma, nas ruas e avenidas que demandam os estádios, os estabelecimentos comerciais ficam proibidos de expor em suas vitrinas e de fazer propaganda de produtos concorrentes aos apresentados pelos patrocinadores da Copa. Não só de bebidas, mas de material esportivo e até de alimentos.
Tem mais: o governo brasileiro compromete-se a rasgar a Constituição e a proibir greves e paralisações nas capitais onde se realizarão os jogos, desconsiderando o inalienável direito do trabalhador. A meia entrada estará proibida para os estudantes, assim como o tesouro nacional compromete-se a indenizar eventuais prejuízos causados às bilheterias da Fifa, até por fenômenos da natureza.
Estamos ou não sendo chutados no traseiro? A Fifa sabe muito bem que os estádios em obras ficarão prontos até o início do certame, constituindo-se em balão de ensaio as críticas a respeito do atraso. A pressão se faz, mesmo, para a aprovação pelo Congresso das regras draconianas em péssimo momento aceitas pelo Lula. Como depois dos deputados, cabe aos senadores pronunciar-se, e à presidente Dilma sancionar ou vetar a lei, convém aguardar…
Fonte: http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/

Um comentário:

Mariana disse...

Tá esquisito mesmo. Olhe, essa história de que os senadores colocarão no projeto prá aprovação, que os bares ao redor dos estádios só poderão vender bebidas ao povo, 2horas antes e 2 horas depois do evento, se passar na teoria, a gente sabe que na prática, não será assim. NUNCA tivemos fiscal de nada, aqui no Brasil. Nos primeiros dias, uns quatro ou cinco gatos pingados(donos de bares) serão multados e só. Não seria melhor um bafômetro na entrada do estádio? No Rio, o Maraca ficaria quase vazio, aposto.