De Jorge Magalhães
Serão 28 dias, agora 27, mais exaustivos do que surpreendentes. Joguem as pesquisas no lixo, avaliem pessoalmente, se informem, analisem, comentem com amigos, no trabalho, no bar, no clube, na “pracinha”, constatem o ridículo a que os institutos se expõem, quando dizem arrogante, mas desavisadamente: “Estes cálculos estão sujeitos a uma diferença de 2 pontos para mais ou para menos”.
E erram às vezes por causa de milhões de votos que separam a realidade das suas suposições e afirmações. São dezenas de casos, erraram praticamente nos mais diversos estados. Para dar apenas um exemplo, fiquemos em São Paulo, na eleição para o Senado. Durante toda a campanha não falaram no nome de Aloysio Nunes Ferreira.
Nas pesquisas, nos cálculos, nas análises e avaliações, desde que Quércia e Tuma, favoritos, foram para o hospital, “estavam eleitos Dona Marta e Netinho de Paula”. E o candidato do PSDB? Não existia, não aparecia, não seria eleito. Pois às 21 horas de domingo, esse “inexistente” Aloysio, surgia em primeiro lugar com mais de 11 milhões de votos.
De onde veio essa montanha de votos? E em quanto tempo, já que na própria semana, todos os institutos (SEM EXCEÇÃO) desconheciam completamente o seu nome? É impossível justificar isso, explicar a votação, embora no caso tenha sido uma vitória do BEM. Apesar dele ser amigo de Serra. E assim aconteceu praticamente no país todo, com algumas exceções de vitoriosos previstos, anunciados e confirmados.
O segundo turno será cansativo, exaustivo e precisa ter emoção, compromisso, projeto, afirmação, e não apenas promessas vagas. Os discursos de Dilma e Serra, logo depois da confirmação do segundo turno (a partir da afirmação do presidente do TSE, às 21h15 de domingo) foram calculados mas ainda sem emoção..
O dela, visivelmente ressentido. Satisfeita abertamente, caminhando alegremente para o céu, à última hora começou a ver os obstáculos, percebeu que trilhava a estrada do inferno, o que acabou acontecendo. Lula, mais lúcido, às 8 horas mandou retirar a segurança da praça dos Três Poderes, compreendeu, antes dos outros, que não haveria comemoração, pelo menos naquele momento.
Os discursos? O dela, ressentido (como eu disse), surpreendido, não mais envaidecido. O dele agradecido.
Os 20 milhões de votos de Marina Silva, muito bem identificados como “onda verde”, que varreram os subterrâneos da votação e chegaram aos computadores do TSE, não foram pressentidos ou percebidos pelos institutos. Mas também não podem ser “leiloados”, “transferidos”, “serralizados ou dilmizados”, sem maiores explicações.
20 milhões (é muito) têm que constar das urnas do 31 de outubro, eles existem. Já começaram as conversas particulares e os elogios públicos, que Marina merece amplamente. Mas que dificuldade, primeiro para identificar se esses acordos devem ser feitos com ela, pessoalmente, ou com o PV, legenda pela qual concorreu.
O PV, agora em evidência eleitoral e logicamente política, esteve acusadíssimo por irregularidades (que não atingiram a então senadora) praticadas pela cúpula. E a divisão se instalou no partido, com uma trégua natural, todos precisavam de votos, nem pensavam na Presidência.
Excluindo o fato de não se saber com quem conversar, o mais importante é o que conversar. Marina pode se entender com o PT e Dilma? Estará então contrariando a ela mesma, deixou o PT, “não posso me realizar, não tenho espaço no partido”. Terá que ser um acordo amplo e cheio de compromisso, coisa que nenhuma das duas exibiu na campanha.
Fonte: Blog "Falando Francamente"
Serão 28 dias, agora 27, mais exaustivos do que surpreendentes. Joguem as pesquisas no lixo, avaliem pessoalmente, se informem, analisem, comentem com amigos, no trabalho, no bar, no clube, na “pracinha”, constatem o ridículo a que os institutos se expõem, quando dizem arrogante, mas desavisadamente: “Estes cálculos estão sujeitos a uma diferença de 2 pontos para mais ou para menos”.
E erram às vezes por causa de milhões de votos que separam a realidade das suas suposições e afirmações. São dezenas de casos, erraram praticamente nos mais diversos estados. Para dar apenas um exemplo, fiquemos em São Paulo, na eleição para o Senado. Durante toda a campanha não falaram no nome de Aloysio Nunes Ferreira.
Nas pesquisas, nos cálculos, nas análises e avaliações, desde que Quércia e Tuma, favoritos, foram para o hospital, “estavam eleitos Dona Marta e Netinho de Paula”. E o candidato do PSDB? Não existia, não aparecia, não seria eleito. Pois às 21 horas de domingo, esse “inexistente” Aloysio, surgia em primeiro lugar com mais de 11 milhões de votos.
De onde veio essa montanha de votos? E em quanto tempo, já que na própria semana, todos os institutos (SEM EXCEÇÃO) desconheciam completamente o seu nome? É impossível justificar isso, explicar a votação, embora no caso tenha sido uma vitória do BEM. Apesar dele ser amigo de Serra. E assim aconteceu praticamente no país todo, com algumas exceções de vitoriosos previstos, anunciados e confirmados.
O segundo turno será cansativo, exaustivo e precisa ter emoção, compromisso, projeto, afirmação, e não apenas promessas vagas. Os discursos de Dilma e Serra, logo depois da confirmação do segundo turno (a partir da afirmação do presidente do TSE, às 21h15 de domingo) foram calculados mas ainda sem emoção..
O dela, visivelmente ressentido. Satisfeita abertamente, caminhando alegremente para o céu, à última hora começou a ver os obstáculos, percebeu que trilhava a estrada do inferno, o que acabou acontecendo. Lula, mais lúcido, às 8 horas mandou retirar a segurança da praça dos Três Poderes, compreendeu, antes dos outros, que não haveria comemoração, pelo menos naquele momento.
Os discursos? O dela, ressentido (como eu disse), surpreendido, não mais envaidecido. O dele agradecido.
Os 20 milhões de votos de Marina Silva, muito bem identificados como “onda verde”, que varreram os subterrâneos da votação e chegaram aos computadores do TSE, não foram pressentidos ou percebidos pelos institutos. Mas também não podem ser “leiloados”, “transferidos”, “serralizados ou dilmizados”, sem maiores explicações.
20 milhões (é muito) têm que constar das urnas do 31 de outubro, eles existem. Já começaram as conversas particulares e os elogios públicos, que Marina merece amplamente. Mas que dificuldade, primeiro para identificar se esses acordos devem ser feitos com ela, pessoalmente, ou com o PV, legenda pela qual concorreu.
O PV, agora em evidência eleitoral e logicamente política, esteve acusadíssimo por irregularidades (que não atingiram a então senadora) praticadas pela cúpula. E a divisão se instalou no partido, com uma trégua natural, todos precisavam de votos, nem pensavam na Presidência.
Excluindo o fato de não se saber com quem conversar, o mais importante é o que conversar. Marina pode se entender com o PT e Dilma? Estará então contrariando a ela mesma, deixou o PT, “não posso me realizar, não tenho espaço no partido”. Terá que ser um acordo amplo e cheio de compromisso, coisa que nenhuma das duas exibiu na campanha.
Fonte: Blog "Falando Francamente"
Por Thomas Oliveira

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