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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"Cabe esclarecer"

Editorial de "O Globo"
Na visão tosca do presidente Lula sobre como funciona a imprensa independente e profissional, “ dono de jornal e revista fazer a matéria que ele quer e contar a mentira que quer é liberdade de imprensa”.
Não é. Trata-se de calúnia, injúria, difamação, e o atingido deve ir à Justiça em busca de seus direitos.
Crítica à imprensa também não é censura, como imagina o quase ex-presidente. Aliás, a própria imprensa divulga as críticas que recebe. Crítica é uma coisa; controle, outra.
Tentativa de censura é utilizar o legítimo e necessário direito à crítica como biombo para criar mecanismos de interferência do Estado na produção de qualquer conteúdo jornalístico e artístico, como ocorreu na Era Lula, nas malfadadas iniciativas de instituição da Ancinav, do Conselho Federal de Jornalismo e, mais recentemente, de conselhos de “controle social” da mídia.
Redação de imprensa profissional não é sindicato, onde o “capo” tudo pode.

"Valendo ouro"

Com a decisão do TSE de que prefeito só vira ficha suja com as contas rejeitadas pelos vereadores, ficou mais cara a disputa pela presidência de Câmara Municipal. Mais cara que mandato de deputado estadual.
Fonte: Claudio Humberto

Deu em Claudio Humberto


"Capilaridade da publicidade e a pressão sobre a imprensa"

Por César Maia
1. Se os problemas financeiros enfrentados pela imprensa, no mundo todo, mostram uma taxa crescente de perecibilidade na grande imprensa -jornais, revistas, rádios, TVs- imagine-se em relação à pequena imprensa. A entrada pesada do governo Lula nos pequenos veículos (plano Gushiken, pré-mensalão, quando era ministro da propaganda), ao tempo que gerou um alivio, gerou um risco e um constrangimento, em caso de descontinuidade.
2. Nas pequenas cidades, a importância do rádio é muito maior. As repetidoras das redes nacionais de TV têm seus programas locais, cuja busca de patrocínio é sempre problemática. E os jornais de porte médio e pequeno porte nem se fala. O governo Lula multiplicou o gasto em propaganda (publicidade, patrocínios, eventos, marcas culturais e esportivas, promoções, papelaria...) que, somando tudo (empresas estatais, convênios com estados e municípios que têm item de propaganda...), deve ter alcançado cerca de 10 bilhões de reais em 2010, invisíveis, pois boa parte não é contabilizada como propaganda/publicidade.
3. Essa imensa capilaridade cria pressões e constrangimentos à pequena imprensa, pelo risco de "perder a publicidade". Os comunicadores populares têm que sublinhar seus testemunhais a cada release enviado pelo governo. A agência do Governo Federal deve ser replicada etc. O TCU poderia avaliar, comparando os gastos em um e outro veículo, aqui e acolá para checar se os valores guardam relação com a comunicação ou com a política. E agora entram os blogs e afins, todos das redes "sociais" de militantes.
4. (Folha de S. Paulo, 28) "Quando Lula tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do Governo Federal. Agora, o número foi para 8.094. Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios. Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação. A categoria "outros" inclui portais de Internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos".
5. Chama a atenção o aumento do número de "outros". Em 2003, eram apenas 11. Agora, são 2.512. A informação do governo é que a maioria é composta por sites e blogs na Internet.
Fonte: "Ex-Blog do César Maia"

Grosseria no Gabinete do Prefeito

Também ainda rende o pedido de exoneração do jornalista e radialista Jair Cezarinho, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) - Seccional Nordeste do seu cargo na Secretaria de Comunicação Social, antes do Natal.
Ele foi até o Gabinete do Prefeito solicitar audiência com o chefe do Executivo Tarcízio Pimenta para tratar de assunto de interesse da classe e foi "tratado mal" pelo chefe de Gabinete Milton Brito, o que motivou seu pedido de saída do governo.

"Democratas: Nordeste é prioridade"

Os líderes do Democratas consideram o Nordeste uma das grandes prioridades nacionais. Ali, a maioria da populaação sofre com a fome, a pobreza extrema e o desemprego crônico. Em grande parte dos municípios nordestinos, atá a agricultura resiste com dificuldade porque ainda não há, efetivamente, atividade produtiva no semi-árido. Sem conseguir trabalhar e produzir, grande parcela da população depende da aposentadoria rural e do Bolsa-Família para pôr comida no prato.
Falta quase tudo para o nordestino, até água para o consumo doméstico. O governo federal, porém, não se mexe: não há atuação organizada dos órgãos públicos para garantir sequer a construção de cisternas. A Sudene, recriada no governo Lula, não tem nenhuma função executiva. E o Banco do Nordeste tem desenvolvido atividades que nada têm a ver com os objetivos para o qual foi criado. Conclusão: a população do Nordeste não está conseguindo avançar porque não conta com um projeto positivo do Governo Federal.
Fonte: "Blog 25: Democratas"

Ainda rende

Em sua prestigiada coluna semanal no jornal "Folha do Estado", nesta quarta-feira, 29, o colunista social Oydema Ferreira escreve:
"Dimas Oliveira, jornalista dos mais competentes e sérios, injustificadamente, foi demitido da Prefeitura. Porém, seu talento, sua garra, sua independência prosseguirão através do seu famoso Blog Demais, muito acessado em Feira, na Bahia, no Brasil e por paulistas e feirenses radicados em São Paulo".

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Troca de partido e adesão

No programa "Rádio Repórter", edição desta quarta-feira, 29, entre 16 e 17 horas, na Rádio Subaé, o âncora Renato Ribeiro vai revelar informação sobre troca de partido que será perpetrada por um político local em meados de 2011. Além da mudança, adesão ao governo petista.

Curso 3D para 2011

Clique na imagem para ampliar

(Com informações de Antônio Carlos da Graça Souza)

"Tropa de Elite 2" é o filme mais visto no Brasil

Wagner Moura em "Tropa de Elite 2"
Foto: Divulgação

Deu no G1:

Até o dia 27, filme de José Padilha acumulou R$ 102,6 milhões. Longa bateu cifra de 'Avatar', que faturou R$ 102,3 milhões.
"Tropa de Elite 2", de José Padilha, tornou-se o filme com a maior bilheteria da história no Brasil, acumulando um total de R$ 102,6 milhões. A informação foi divulgada pelo instituto Filme B e confirmada pela assessoria do filme.
Com esse valor, calculado até segunda-feira, 27, o longa bate "Avatar", de James Cameron, que faturou R$ 102,3 milhões.
No dia 8 de dezembro, "Tropa de Elite 2" se tornou o filme mais visto da história do cinema brasileiro, quando atingiu a marca de 10.736.995 espectadores após nove semanas de exibição.
O longa ultrapassou o antigo campeão, "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, 1976, que foi visto por 10.735.525 de pessoas.
Em novembro, o filme de José Padilha atingiu a marca dos 10 milhões de espectadores e sagrou-se o mais visto de 2010 no Brasil, entre longas nacionais e internacionais. "É milagroso", disse Padilha ao G1 quando o filme ultrapassou os 10 milhões e já vislumbrava o recorde. "Eu não sou aquele tipo de diretor que fica acompanhando números, não entro nessa ansiedade não. Mas é um resultado muito especial, que entra para a história", afirmou o cineasta.
Continuação do longa de 2007, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, "Tropa de elite 2" mostra seu protagonista, o policial do Bope, capitão Nascimento (Wagner Moura), combatendo novos inimigos: políticos corruptos e as milícias que agem nas favelas cariocas.
A segunda parte do longa dá um salto de 15 anos em relação à trama original e traz o ex-capitão do Bope, promovido a subsecretário da Segurança Pública, também em confronto com um ativista dos direitos humanos, vivido por Irandhir Santos.
"Tropa de Elite 2" foi lançado sob forte esquema antipirataria, que incluiu instruções do Bope segundo o diretor José Padilha. Além de não ter produzido cópias digitais, somente película, a sessão première no Teatro Municipal de Paulínia, no interior paulista, incluía revista em bolsas com apreensão de câmeras e celulares de convidados, além de portas com detectores de metais na sala de exibição.
Segundo o diretor, tanta precaução se referia ao "trauma" sofrido em 2007, quando o filme foi pirateado e se tornado fenômeno nos camelôs. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido a um DVD pirata do filme antes de sua estreia.

"Lula finalmente confessa: quer mesmo censurar a imprensa"

Por Reinaldo Azevedo

Então fica combinado: Lula não pára de falar bobagem, e eu não paro de escrever que ele fala bobagem. Ele não desiste, eu também não. Nesta segunda, em dois momentos, o Babalorixá de Banânia, já nos estertores da apoteose mental, resolveu atacar a imprensa, evidenciando, pela enésima vez, que ainda não entendeu direito o que é essa tal democracia - ou, o mais provável, já entendeu, mas não gosta.
Em café da manhã com jornalistas, voltou a defender o controle da “mídia”, negando, como sempre, que pretenda censurar a imprensa. Leia esta sua fala, publicada na Folha Online:
“Temos que fazer um debate que todos participem e aprovar uma lei que seja o caminho do meio, nem o que quer a extrema direita nem o que quer a extrema esquerda. Tem que ter bom senso”.
Como as palavras fazem sentido, o que temos acima é uma confissão: Lula pretende mesmo censurar a imprensa; esta que existe não lhe serve. Por que afirmo isso? O Apedeuta defende uma lei que seja o “caminho do meio”. O meio de qual polarização? Segundo ele, entre a “extrema direita” e a extrema esquerda”.
A extrema esquerda, no que diz respeito à comunicação, é formada por aquele bando de desocupados, financiados pelo governo ou por ONGs, que participaram da Confecom (Conferência de Comunicação) e aprovaram o “controle social da mídia”. Ela seria uma das pontas dessa luta. E a extrema direita? Onde estaria?
Seria a imprensa que está aí, entenderam? Ao classificá-la de extremista, Lula pode reivindicar para si o “centro”. A lógica se impõe: se, para o barbudo, a “mídia” é hoje de extrema direita, é evidente, então, que ele está defendendo uma lei - OBSERVEM QUE ELE FALA EM “LEI” - que a force a caminhar para a esquerda. E como isso se faria sem policiamento de conteúdo? Não se faria! A proposta será inescapavelmente autoritária. Nos limites da Constituição e das leis democráticas, o único juiz aceitável do que a imprensa pública ou deixa de publicar é o indivíduo.
Trata-se de uma mentira grosseira a ilação de que a imprensa brasileira é de “extrema direita”. A verdade é bem outra, como sabem os leitores. Os valores dominantes hoje nas redações do país são majoritariamente de esquerda. Basta escolher o tema e fazer o teste. Mais ainda: a grande popularidade de Lula se deve à generosíssima cobertura que lhe dispensa a imprensa que ele quer controlar. Por que essa obsessão?
Ele tentou se explicar:
“Não defendo o controle da mídia, mas responsabilidade. [a mídia] Precisa parar de achar que não pode ser criticada, porque, toda a vez que é criticada, diz que é censura. Quando faz a matéria, diz que é liberdade de imprensa; quando recebe a crítica, diz que é censura”.
Nunca é tarde para Lula aprender alguma coisa, e eu ensino, embora, ex-professor, eu saiba reconhecer um esforço inútil. O problema não está na crítica que Lula e os petistas fazem à imprensa, mas na mobilização do aparato de estado contra a liberdade de expressão. O Apedeuta estabelece uma equivalência entre o Planalto e o jornalismo que é absolutamente falsa! Afinal, nós não podemos pressionar os poderosos com leis de sotaque discricionário, mas eles podem tentar nos intimidar. Mais: a sociedade tem a obrigação de vigiar o governo, mas um governo não pode tentar vigiar a sociedade além dos limites estabelecidos pela Constituição.
Quando a imprensa critica um governante - e é claro que a crítica pode ser injusta -, é razoável supor que estamos num regime democrático. Quando um governante critica a imprensa - sem apontar seus supostos erros -, estamos diante, quando menos, de uma tentação autoritária.
Não, Lula! Não passará!
Quem está passando é Lula.
Faltam apenas três dias.
PS: Era visível o ar compungido de Lula, triste mesmo, de quem está prestes a ser retirado do parquinho porque expirou o prazo do bilhete.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Neve sobre uma farsa

Ninguém fala mais da farsa sobre aquecimento global. Que é dos ecologistas alarmistas? Enquanto isso, a neve cai sobre New York.

Sobe e desce


Votos de Neide Sampaio


União Motores premiada


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ministra de Dilma defende aborto

Ministra petista Iriny Lopes: "Não dá para obrigar mulher a ter filho"
Foto: Reprodução


Por Julio Severo
O governo de Dilma, a mulher que nunca renunciou ao seu terrorismo do passado, mal começou e o aborto já vira prioridade. De acordo com reportagem do jornal esquerdista "Folha de S. Paulo", a nova ministra Iriny Lopes, escolhida por Dilma Rousseff para tratar das questões das mulheres, vai ter como preocupação defender exatamente aquilo que quase derrotou Dilma na eleição presidencial e aquilo que Dilma se comprometeu a não promover: o aborto.
Veja a matéria:
“Não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. Ninguém defende o aborto, é respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar.” Essa é a posição pessoal declarada pela atual deputada federal pelo PT do Espírito Santo e futura ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, 54.
A informação é de entrevista de Johanna Nublat publicada na edição desta segunda-feira, 27, da "Folha".
Iriny tem histórico de militante dos direitos humanos e sua declaração toca num dos pontos mais explorados durante a disputa eleitoral. Para ela, o papel do Governo Federal na questão é cumprir a lei, e cabe ao Congresso definir políticas públicas.
O tema consta em programa do PT do início do ano. A futura presidente Dilma Rousseff, porém, se disse contrária a mudanças na legislação - que prevê o aborto apenas em caso de estupro ou risco à saúde materna.
Leia trechos da entrevista:
A sra. fala sobre o aborto?
Sim. Temos a responsabilidade no zelo da saúde pública, dentro da lei, de não permitir nenhum risco às mães.
A sra. tem uma posição pessoal sobre o assunto?
Minha posição é que temos que ter muitas políticas de prevenção e de esclarecimento. Agora, eu não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. "Ah, é defesa do aborto..."
Ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar.

É impressionante. Em plena estação de Natal, época de pensar em Jesus, e os petistas só estão pensando em aborto e derramamento de sangue!
Fonte: http://www.juliosevero.com/

Joilton Freitas barrado

O jornalista e radialista Joilton Freitas deixou a entender agora, tarde de segunda-feira, 27, no seu programa "Rotativo News", que o prefeito Tarcízio Pimenta barrou sua indicação para voltar à Chefia da Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Feira de Santana.

Sequência no então Campo do Gado Novo

O filme "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, 1964, como o Blog Demais já postou, teve seqüência filmada, com Geraldo Del Rey e Milton Rosa, em Feira de Santana. Foi no então Campo do Gado Novo (na região onde hoje está o Boulevard Shopping) a locação do mais importante filme brasileiro de todos os tempos.
Assista nas primeira e segunda partes de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, 1964, em cópia da Rai, televisão italiana.
http://www.youtube.com/watch?v=-C7U8Zup7_E
http://www.youtube.com/watch?v=-Y5FUsui3wY

Trailer de "Deus e o Diabo na Terra do Sol"

Trailer original de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Galuber Rocha, 1964.
Assista:
http://www.youtube.com/watch?v=QEsoB05RjGs

"From Goyaz to Glauber"

Assista ao vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=ukMjqO41kLU
Esse vídeo é o resultado da Oficina de Fotografia em Vídeo Digital, ministrada por Dib Lutfi, diretor de fotografia do filme "Terra em Transe", de Glauber Rocha, entre outros, e da Oficina de Edição de Vídeo, ministrada por João Paulo Carvalho, editor da sitcom "Armação Ilimitada", entre outros trabalhos.
As oficinas ocorreram durante o VIII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na cidade de Goiás-GO, entre 6 e 11 de junho de 2006.
O vídeo teve finalização da editora Aline Nóbrega, locução é de Pedro Novaes e produção da Cora Filmes, com direção de Pedro Novaes e Yuri Vieira. O Fica é uma realização da Agepel, sob coordenação de Nasr Chaul.

Carta de Aurora e Florentino aos alunos de "O Pequeno Príncipe"

Feira de Santana, 26 de dezembro de 2010
Prezados alunos,
Há tempo para tudo debaixo do sol, anuncia sabiamente o livro de Eclesiastes. O que temos a dizer aos senhores, que nos prestigiam com a atenção da sua leitura, é que para nós, chegou o tempo de trilharmos novos caminhos, agradecendo por tudo que Deus nos permitiu conquistar.
E para nós não é pouco. Durante 43 anos, tivemos o privilégio de escrever com a nossa querida escola "O Pequeno Príncipe", uma história que se confunde com a história das nossas vidas.
Nesses anos, milhares de crianças, adolescentes e familiares, centenas de colaboradores, professores, especialistas, pessoas simples, personalidades ilustres, religiosos, concorrentes amigos, enfim, muitas pessoas fizeram e fazem parte da nossa trajetória, permitindo-nos a honra de fazer parte das suas vidas também.
Aprendemos muito mais do que ensinamos. Aprendemos com o riso e com o choro, com as chegadas e as despedidas, com os maiores sucessos e com os avanços limitados. Seria impossível tentar descrever o tanto que aprendemos, mas não nos restam dúvidas que aprendemos a ousar, pela fé, reconhecendo os nossos limites.
Tudo muda, o mundo mudou e continua a mudar. Mudou o nosso país, mudaram as famílias, a nossa cidade, as pessoas e nós mudamos também. Muitas mudanças foram para melhor, outras, nem tanto. Mas, é impossível não mudar.
Por outro lado, não temos o controle sobre nossa vida e sobre as surpresas que ela nos traz. Numa delicada decisão, em que observamos as inúmeras questões envolvidas, decidimos encerrar a história do Centro Educacional "O Pequeno Príncipe", assim como ele está: firme, vigoroso, entre os melhores da cidade e com uma história honrosa do primeiro ao último dia do seu funcionamento.
Nós e nossos familiares nos manteremos na luta em outros desafios. Em alguns em que já estamos envolvidos e em outros que estão por vir. Em todos eles, estaremos certos de que a nossa missão é e será contribuir para um mundo melhor.
Registramos aqui a nossa imensa gratidão aos senhores, à sua família e a todas as pessoas que conosco conviveram e convivem.
E a Deus, agradecemos pelo que pudemos realizar nesses 43 anos, sob a sua Divina Proteção. A ELE, toda honra, louvor e glória!
Sejam felizes!
Abraços,
Aurora e Florentino.

Momentos da "Aula da Saudade"






1. Aurora Matos, com Florentino, fala aos ex-alunos
2. Pátio da escola cheio de ex-alunos
3. Vereador Roberto Tourinho e ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho: Presença política
4. Florentino Matos fala durante o hasteamento de bandeiras
5. Thaís Oliveira, Raquele Leandra e Tamara Oliveira: Alegria na formação
Fotos: Blog Demais


No domingo, 26, "Aula da Saudade" no Centro Educacional "O Pequeno Príncipe", que marcou o emocionante encerramento das atividades - depois de 43 anos - do educandário.

Minhas filhas Thaís, do Programa Nacional SST IC, da Unidade Feira de Santana do Sesi, e Tamara, professora do Colégio Helyos e do Município, que tiveram sua formação n"O Pequeno Príncipe", participaram da celebração. Thomas, funcionário do Banco do Brasil, também teve formação no PP, mas preferiu não comparecer.
Elas contaram da emoção do momento, do reencontro com professores e colegas e das lembranças vividas.

"DEM: Oposição ao governo, não ao país"

Em 2011, os líderes do Democratas deverão continuar fortalecendo a legenda que representam, uma vez que só assim o Brasil contará com um partido democrático, centro-reformista e modernizador. Um Partido que cumpre a missão de exercer Oposição ao governo, não ao Brasil. Há grandes tarefas a cumprir: a defesa das instituições democráticas e das garantias individuais, a luta pelo funcionamento adequado dos Três Poderes da República e o combate sem trégua ao autoritarismo que ameaça conquistas democráticas essenciais como a liberdade de imprensa.
Fonte: "Blog 25: Democratas"

"Inteligência nacional"

Por Thomas Oliveira

Nós brasileiros somos uns gênios. Recentemente resolvemos padronizar as tomadas do país, para acabar com aquela bagunça de aparelhos com tomadas de tipos diferentes, que não podiam entrar na tomada da parede. O problema é que uma tomada universal, que aceitava praticamente todos os tipos de aparelhos já existia. Era essa aí da imagem 1.
Qual era o problema com essa tomada? Até onde eu sei, nenhum. Ela aceitava as tomadas de computadores, tripolares, e aceitava os dois tipos de tomadas mais comuns. Era a tomada padrão. Mas os políticos resolveram que queriam facilitar a nossa vida, e por isso decidiram criar um tipo de tomada completamente diferente, que só aceitava um padrão de tomada bipolar que já existia e a tripolar teria que ser algo totalmente novo. Obrigado, Brasil! George Orwell dizia em seus romances que uma das finalidades das guerras era a destruição de bens de consumo para que fossem comprados novos. Aqui no Brasil não temos guerra, mas temos os políticos para criar esse padrão de tomada aí (Imagem 2):
Que simplesmente não permite o encaixe de nenhum computador do padrão anterior, e inúmeros carregadores de celular que utilizavam aquela tomada fina, por exemplo. A solução é fazer adaptadores caseiros com tês, comprar adaptadores mais mal feitos que o que a gente faz em casa, ou trocar a tomada de sua casa se comprar um computador novo. Padronização aqui no Brasil é assim. Em vez de aproveitar algo que já existe e é compatível, criamos um novo padrão e obrigamos todo mundo a trocar tudo. É a inteligência nacional. Os mesmos políticos também inventam leis onde um taxista pode transportar seu filho sem um equipamento especial, mas você, que é o pai, não pode.
Fonte: Blog "Jabuticaba Republic"

Deu em Clauido Humberto


"A oposição se deixou massacrar"

Na revista "Veja" desta semana uma retrospectiva do governo Lula e sobre o seu futuro. Reinaldo Azevedo escreve um longo artigo intitulado “A oposição se deixou massacrar".
A seguir, reprodução de um terço do texto:
“Em nosso país, queremos substituir o egoísmo pela moral (…); os costumes pelos princípios; as conveniências pelos deveres; a tirania da moda pelo império da razão; o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vício; a insolência pelo orgulho; a vaidade pela grandeza d’alma; o amor ao dinheiro pelo amor à glória (…); a intriga pelo mérito (…); o tédio da volúpia pelo encanto da felicidade; a pequenez dos grandes pela grandeza do homem; um povo cordial, frívolo e miserável por um povo generoso, forte e feliz; ou seja, todos os vícios e ridicularias da Monarquia por todos os milagres da República.”
As palavras acima são parte de um discurso feito por Robespierre, um dos líderes jacobinos, a corrente mais radical da primeira safra dos revolucionários franceses, e foram pronunciadas no dia 5 de fevereiro de 1794. É grande o risco de o leitor ter ouvido de um professor, em algum momento de sua vida escolar, que ali estava um cara batuta, que queria “liberdade, igualdade e fraternidade”. Quem de nós pode ser contra o horizonte que ele propõe? No dia 28 de julho daquele mesmo ano, Robespierre perdeu a cabeça na guilhotina. Ainda retornarei à França do fim do século 18 depois de passar pelo Brasil do começo do século 21.
De volta para o futuro, pois:
Quem contesta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva odeia o país. Quem manifesta contrariedade com a concessão de um prêmio literário a uma celebridade, em um jogo de cartas marcadas, está com inveja. Quem enfrenta a patrulha politicamente correta quer fazer a história marchar para trás. Os dias andam hostis à crítica - a qualquer uma e em qualquer área. Não é a voz do povo que expressa intolerância, mas a dos que se querem seus intérpretes privilegiados. As urnas demonstraram que a massa de eleitores é bem mais plural do que os donos do “Complexo do Alemão” mental da política, da ideologia, da cultura e até de setores da imprensa, que tentam satanizar o dissenso.
Nesse ambiente, fazer oposição ao governo liderado pelo PT, partido que atribui a si mesmo a missão de depurar a história, é tarefa das mais difíceis, especialmente quando a minoria parlamentar será minoria como nunca antes na democracia deste país. Ao longo de oito anos, é preciso convir, os adversários de Lula não conseguiram encontrar o tom e se deixaram tragar pela voragem retórica que fez tabula rasa do passado e privatizou o futuro. O PT passa a impressão de já ter visitado o porvir e estar entre nós para dar notícias do amanhã.
A pergunta óbvia é com que discurso articular o dissenso, sem o qual a democracia se transforma na ditadura do consentimento?
Não existem receitas prontas. Mas me parece óbvio que o primeiro passo consiste em libertar a história do cativeiro onde o PT a prendeu. Isso significa mostrar, e não esconder, os feitos e conquistas institucionais que se devem aos atuais oposicionistas e que se tornaram realidade apesar da mobilização contrária bruta e ignorante do PT. Ajuda também falar a um outro Brasil profundo, que não aquele saído dos manuais da esquerda, sempre à espera de reparações e compensações promovidas pelo pai-patrão dadivoso ou a mãe severa e generosa, à espera da “grande virada”, que nunca virá!
Temos já um Brasil de adultos contribuintes, com uma classe média que trabalha e estuda, que dá duro, que pretende subir na vida, que paga impostos escorchantes, diretos e indiretos, a um estado insaciável e ineficiente. Milhões de brasileiros serão mais autônomos, mais senhores de si e menos suscetíveis a respostas simples e erradas para problemas difíceis quando souberem que são eles a pagar a conta da vanglória dos governos. É inútil às oposições disputar a paternidade do maná estatal que ceva mega-currais eleitorais. Os órfãos da política, hoje em dia, não são os que recebem os benefícios - e nem entro no mérito, não agora, se acertados ou não -, mas os que financiam a operação. Entre esses, encontram-se milhões de trabalhadores, todos pagadores de impostos, muitos deles também pobres!
Esse Brasil profundo também tem valores - e valores se transformam em política. O que pensa esse outro país? O debate sobre a descriminação do aborto, que marcou a reta final da disputa de 2010, alarmou a direção do PT e certa imprensa “progressista”. Descobriu-se, o que não deixou menos espantados setores da oposição, que amplas parcelas da sociedade brasileira, a provável maioria, cultivam valores que, mundo afora, são chamados “conservadores”, embora essas convicções, por aqui, não encontrem eco na política institucional - quando muito, oportunistas caricatos os vocalizam, prestando um desserviço ao conservadorismo.
Terão as oposições a coragem de defender seu próprio legado, de apelar ao cidadão que financia a farra do estado e de falar ao Brasil que desafia os manuais da “sociologia progressista”? Terão as oposições a clareza de deixar para seus adversários o discurso do “redistributivismo”, enquanto elas se ocupam das virtudes do “produtivismo”? Terão as oposições a ousadia de não disputar com os seus adversários as glórias do mudancismo, preferindo falar aos que querem conservar conquistas da civilização? Lembro, a título de provocação, que o apoio maciço à ocupação do Complexo do Alemão pelas Forças Armadas demonstrou que quem tem medo de ordem é certo tipo de intelectual; povo gosta de soldado fazendo valer a lei. Ora, não pode haver equilíbrio democrático onde não há polaridade de idéias. Apontem-me uma só democracia moderna que não conte com um partido conservador forte, e eu me desminto.
(…)
Leia a íntegra do texto na edição impressa da "Veja", páginas 244 a 250.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

"A primeira mulher presidente no Brasil!"

Na coluna de César Maia, de sábado, 25, na "Folha de S. Paulo":
1. Em 2010, cumpriram-se os 250 anos do nascimento da primeira mulher presidente no Brasil, Bárbara de Alencar. Ela nasceu em Exu (PE), em 1760. Mudou-se para o Crato (CE) depois do casamento, em 1782, com José Gonçalves dos Santos, comerciante de tecidos naquela vila, com quem teve quatro filhos. Foi a primeira mulher a se envolver, para valer, em política no Brasil -durante a revolução pernambucana de 1817, com vistas à independência e à República. O Ceará e outras províncias limítrofes aderiram - no Ceará, especialmente na região do Cariri.
2. Bárbara de Alencar liderou esse movimento no Crato, ampliando a revolução em Pernambuco. Ela declara a independência e proclama a República do Crato, assumindo a presidência. Com a derrota em Pernambuco, a rebeldia nas demais províncias foi sendo desmontada pelas forças do Conde dos Arcos, governador da Bahia, a mando de dom João 6º. Bárbara foi presa em Fortaleza. Por quatro anos, foi mantida presa em Fortaleza, Recife e Salvador. Ganha a liberdade no ato de anistia geral de novembro de 1821. Teve quatro filhos, três homens.
3. Em 1824, outra revolução em Pernambuco: a Confederação do Equador, liderada por Frei Caneca. No âmbito desse movimento, no Ceará, Crato, Icó e Quixeramobim aderiram. Seus três filhos homens se envolveram. Em 26 de agosto de 1824, foi declarada a República do Ceará e designado presidente Tristão de Alencar, um dos filhos de Bárbara. A repressão das forças imperiais culminou com a morte de dois de seus filhos: Tristão e Carlos. José Martiniano de Alencar sobreviveu e, mais tarde, terminou se credenciando como deputado às cortes constitucionais de Lisboa.
4. Foi governador do Ceará e senador. Seu filho José de Alencar foi escritor, poeta e fundador do indianismo com seu "O Guarani". A força da memória de Bárbara de Alencar ressurgiu em 1869, na escolha de senador em uma lista tríplice. Os conselheiros de dom Pedro 2º sugeriram o veto a José de Alencar, apesar de ele ter sido ministro da Justiça pouco tempo antes. O temor era que as ideias republicanas que começavam a ser reativadas pudessem coincidir com o DNA de José de Alencar.
5. Neste ano de 2010, em que o Brasil registra e comemora a assunção de uma mulher ao cargo de presidente da República, faltaram as comemorações em memória de Bárbara de Alencar, primeira mulher política brasileira, primeira presidente de República, do Crato, e mãe de outro presidente de República, do Ceará. E, quem sabe, ancestral de outro cearense Alencar presidente: Humberto. A conferir.
Fonte: "Ex-Blog do César Maia"

A aula mais extensa da história de "O Pequeno Príncipe"

Por Sarah Roberta Carneiro
Para além das minhas palavras, a energia deste encontro. E, antes do depoimento de cada um, que em algum momento tomado pela emoção aqui vai se pronunciar; eis que há o sentimento, a admiração sincera e o caloroso aplauso oferecido ao Centro Educacional “O Pequeno Príncipe”. Ah, e é bom deixar dito que este é um aplauso que parte não somente das nossas mãos, que tanto escrevemos sendo alunos desta escola, mas também das mãos dos nossos pais, tios, padrinhos, avós, vizinhos e até dos nossos amigos que não estudaram no PP, pois incrivelmente quem estudou e mesmo quem não estudou neste grandioso colégio não têm dúvida: "OPequeno Príncipe" é um gigante da boa formação.
Se nossas mãos batem palmas para este gigante, nossos pés nos trouxeram para cá nesta manhã de dezembro, e assim anunciamos: "O Pequeno Príncipe" ocupa lugar especialíssimo em nossas vidas. E mais: se antes da finalização de todos os trabalhos aqui realizados, nos dispomos a compor este inesquecível acontecimento, fazermos esta bela celebração, estamos então comprovando, com imensa força e para sempre, o que é impossível negar: o Centro Educacional "O Pequeno Príncipe" deixa marcas indeléveis na vida de quem nele estudou, trabalhou, educou, viveu.
Sabemos: o PP é especialista em deixar registros na pele, é mestre em ficar na memória, morando nela com um sabor inigualável de saudade. E, se para além das palavras que fui convidada a dizer, verificamos o sentimento de todos nós que aqui estamos, digo-lhes: não só muito antes deste momento, mas depois e muito depois dele, porque serão para o resto de nossas vidas, estão e estarão o nosso abraço afetuoso, o nosso aperto de mão único e nosso beijo de imenso agradecimento na face de Tia Aurora e de Tio Florentino, por terem construído, com a ajuda de um sem número de competentes profissionais, esta poderosa escola, com a qual firmamos laços tão fortes, que ao sabermos do seu fechamento, não permitimos que ela se encerrasse silenciosamente.
Que o PP sabe ficar na memória é uma certeza partilhada por todos, tanto pelos pais, que confiaram na direção desta escola e matricularam seus filhos, quanto pelos profissionais que atuaram em suas instalações, desde os que se relacionam com os serviços gerais aos professores, cujas aulas necessariamente têm exatos 50 minutos, pois no Centro Educacional "O Pequeno Príncipe" não se cultiva a finalização antecipada da aula; a sirene precisa tocar, anunciar que a atividade foi concluída, para que a turma saia educadamente de dentro da sala.
E eis que hoje esta escola vive a sua última aula, talvez a aula mais extensa da sua história, e nela queremos passar em revisão muitas das nossas vivências. Afinal, são 43 anos de vida, de suor derramado, de cadernetas preenchidas, planos de aula, merenda, linguagem infantil, com os pequenos, termos jovens, com os mais crescidos; sapiência para não deixar vendedores de doce ficarem no passeio da escola, pois há de se evitar dispersão. São 43 anos reunindo em torno de si os melhores significados que um espaço educacional pode abarcar: troca, partilha, semente, adubo, plantio, semeadura, colheita, seriedade, compromisso. Sim, são inúmeras as boas palavras que nos chegam, quando o nome Centro Educacional "O Pequeno Príncipe" é pronunciado mundo afora.
Quem teve a chance de passar por esta escola pôde experimentar de forma irrepetível o sentido profundo da educação, e mais: quem aqui estudou aprendeu acessar, em dose bastante acertada, o significado e a importância da palavra disciplina, esta dimensão tão necessária aos que fazem da vida uma caminhada de buscas e sabem que para alcançarem seus espaços e realizarem seus sonhos precisam se doar ao projeto de fazê-los. Afinal, muito cedo aprendemos a seguinte lição: n"O Pequeno Príncipe", professor não reprova aluno, este é que se aprova ou se reprova, a partir do seu empenho. Conclusão: na vida, colhemos o que plantamos, e este é um aprendizado, que uma vez apreendido com a própria carne, tem um valor inestimável.
E ao mesmo tempo em que carregamos este valor tão caro ao nosso amadurecimento, posso falar também em muitos outros valores disseminados nas salas e nos corredores desta escola. Ouçam esta pequena lista do que aqui colhemos: amizade construída, uso acertado do dicionário, respeito aos mais velhos, atenção cuidadosa na hora de fazer uma prova ou um teste, pois devemos nos concentrar em seus enunciados e buscar respondê-los com total atenção; conjugação correta dos verbos, aprendizado cuidadoso das operações matemáticas, poderosas narrativas promovidas pela história das Américas, o dever do boletim bem apresentável, o diário de classe que merecia ser bem preenchido.
O sentido das noções cívicas, a obrigação do cabeçalho nos cadernos, a indicação de que não se inicia uma carta com a saudação de "bom dia" ou "boa tarde", pois não se sabe a que hora seu destinatário vai lê-la, o imperativo de que a educação física não é algo figurativo, os bons efeitos da consciência desportiva, o amor à Língua Portuguesa, a necessidade de observarmos as datas históricas, o sabor dos jograis, o respeito à farda usada, seja ela uma calça marrom e uma blusa bege ou a farda mais atual; o zelo com a limpeza da sala, com os materiais pessoais, com as carteiras, as mesas dos professores, os ventiladores, enfim, são muitas as lições que nós, que aqui crescemos, que aqui aprendemos a ler e a escrever, que aqui recebemos régua e compasso, levamos conosco permanentemente. É muito saboroso ter começado aqui a caminhada que, por exemplo, me transformou em jornalista. É uma delícia ter aqui o meu alicerce.
E é bonito ver que toda esta história de boa e rica colheita estará mantida em nossa memória, que esta história não corre o risco de se desfazer nas mãos de quem, por ventura, viesse a dar prosseguimento à sua existência, após a saída de Tia Autora e Tio Florentino, que são, sem dúvida, junto com toda equipe de coordenadores, professores e funcionários desta escola, os principais responsáveis pela síntese de disciplina, inteligência e respeito que aqui se concentra.
Sim, admiramos a decisão pelo fechamento do ciclo, quando o ciclo apontou seus sinais de cansaço. Sim, há admiração pelo encerramento do ciclo, com o ciclo ainda vivo, visto que este gesto revela sabedoria. Por quê? Porque é bonito ver que, nestes tempos em que se nota uma educação altamente privatizada, que, por exemplo, na ambiência das faculdades particulares, verifica-se até a venda de alunos, a compra de cursos, de vagas etc., esta escola não se rendeu ao capital, não se aventurou a uma continuidade pela continuidade; deixou, sim, sua essência falar mais alto, mesmo num período em que a aparência parece encher mais os olhos.
A cidade de Feira de Santana registra, hoje, um ato corajoso: os proprietários do Centro Educacional "O Pequeno Príncipe" optam por deixarem a imagem e o significado do PP vivíssimos em cada um de nós. É verdade que se esta escola fosse posta à venda atrairia rapidamente diferentes compradores interessados em seu patrimônio, mas, companheiros de viagem escolar, o caminho da negociação rápida, vazia e mediada pelas cifras não foi o escolhido pelos que permitiram o abençoado nascimento do Centro Educacional "O Pequeno Príncipe". A causa aqui é a educação e, não, o lucro. E isso é bastante raro.
Não é nada fácil deixar para outros o desafio de continuar uma escola, que como nenhuma outra, sabe localizar na vida dos seus alunos o inestimável valor da regra, ao passo que, de um modo geral, a maioria dos contextos sociais parece requerer o não respeito à regra. E se os que aqui passaram são, hoje, professores, engenheiros, médicos, jornalistas, fisioterapeutas, psicólogos, arquitetos e tantos outros profissionais, onde quer que estejamos, estamos fazendo valer esta lição, e, se é dito que conhecimento é um dos poucos bens que ninguém toma do outro, aqui estamos confirmando mais uma vez esta máxima.
Afinal, em nossos corações, em nossos gestos e em nossos atos, o conhecimento construído a partir das experiências vividas no Centro Educacional "O Pequeno Príncipe" não morre, não para, não cessa. O que aqui aprendemos segue conosco, reverbera em todos os espaços por onde transitamos; é narrativa firme virando história contada, é caminhada plena se tornando memória. Seguramente todos temos uma frase para lembrarmos, um sorriso para chamarmos, uma reclamação que não esquecemos, um professor querido.
O fechamento do PP é condizente com um dos maiores legados deixados pelo fabuloso e tão lido livro "O Pequeno Príncipe", que diz: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Esta escola cativou nosso amor e, a partir de hoje, começamos a guardar de modo diferente tudo que aqui vivemos. Obrigada por não colocarem em ameaça o tesouro edificado em 43 anos de muita caminhada; obrigada pela coragem ao optarem pelo seu fechamento. Este gesto é mais digno com o que aqui dentro foi cultivado.
Sem dúvida, este endereço marca nossas vidas. Todos nós, ao passarmos na avenida Senhor dos Passos, nº 197, vamos nos referir a este lindo prédio - que espero, venha a ser mantido intacto pelos seus responsáveis - como um lugar de muitas boas descobertas. É possível que digamos: "Aqui funcionou a escola que hoje bate em meu coração com o mesmo vigor e a mesma essência de quando fui sua aluna". Não corremos o risco de dizermos: "aqui funcionava uma escola que era muito boa, mas depois decaiu". Não, esta frase não existirá.
Então, sigamos, sigamos sendo parte desta escola e agradecidos à professora Aurora, a Seu Florentino, aos professores e ao pessoal da secretaria, da cantina, dos serviços gerais, da portaria. Obrigada por tudo e muito obrigada por nos permitirem estarmos certos de que o valioso "O Pequeno Príncipe" continuará muito valioso.
* Sarah Roberta Carneiro é jornalista e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (PPGCS/Ufba). Sarah estudou no Centro Educacional "O Pequeno Príncipe", no período de 1981 a 1991.
Obs.: Texto lido pela autora na cerimônia de encerramento das atividades de "O Pequeno Príncipe", na manhã de domingo, 26

domingo, 26 de dezembro de 2010

Votos de Thomas Pracuch

Companheiro Dimas, desejo a você e sua família um ótimo Natal e que 2011, venha trazendo a marca da superação.
Muita saúde e paz!
Abraços. Thomas Pracuch e família.

Mensagem do Centro de Cultura Amélio Amorim