terça-feira, 3 de junho de 2008
Série: Como ganhar uma eleição
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Oposição organiza discurso e usa bordão de governo virtual na Bahia
Colbert acha que ganha no primeiro turno
Entretenimento em HQ marca a I Feira do Livro
Avaliação positiva da I Feira de Livro
Com 40 membros e 25 correspondentes, a Academia Feirense de Letras (AFS) marca sua participação na I Feira do Livro. Presidente da Academia desde 2005, o escritor e poeta Eduardo Kruschewsky participa e descreve a Feira do Livro como “o primeiro evento literário de Feira de Santana que efetivamente envolve a comunidade.” No meio de obras de escritores feirenses, Kruschewsky responde a algumas perguntas:
Ludimila de Oliveira Santos é aluna do 2º semestre de Jornalismo da Unef
Roberval Pereyr marca presença
Do campus para a praça
Eliana Boaventura convoca entrevista no Feira Palace
A ex-deputada estadual Eliana Boaventura, presidente regional do PP, vai receber a imprensa para uma coletiva nesta terça-feira, 3, às 18 horas, no Feira Palace. Mesmo não tendo antecipado a pauta do encontro, espera-se que ele dará curso as pretensões da ex-parlamentar em apoiar, com o seu grupo político, a candidatura do deputado estadual Tarcízio Pimenta (DEM), pré-candidato à Prefeitura de Feira de Santana.
As conversas entre Eliana Boaventura e o Democratas, de há muito vinham sendo tocadas com o presidente regional do DEM, prefeito José Ronaldo de Carvalho, conversas estas que se afunilaram nos últimos dias, resultando em declarações pró-Tarcízio, feitas por Eliana Boaventura, em entrevista à Radio Sociedade de Feira de Santana.
Além da imprensa, o evento será prestigiado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o deputado Tarcízio Pimenta, vereadores da bancada do PP, candidatos à Câmara Municipal, além de várias lideranças políticas que já se encontram mobilizadas em torno do acordo político.
"Diabo da homossexualidade" tentou Paulo Coelho
Não vai dar para ficar em cima do muro
Colocação de dutos do sistema de refrigeração do Teatro Virtual


Bens tombados pelo Ipac em Feira de Santana
Sem memória
Exposição itinerante do Ipac inicia em Feira
À espera de um milagre
PPS chama Colbert Martins de "arrogante burro"
Só no caso dele estar mandando
São do PMDB
Um rosto na multidão
domingo, 1 de junho de 2008
Lembrando Colbert
Deu no "Painel" da "Folha de S. Paulo", em 17 de janeiro de 2007, a nota "Pensando bem":
José Mendonça é ex-prefeito
Vale a pena ver de novo
Em 8 de maio de 2007, o Blog Demais publicou a postagem "Os sete pecados de Colbert", que vale a pena ver de novo:
1. Saída do PPS para o PMDB, praticando infidelidade partidária;
2. Deixar de ser líder para ser liderado do cacique Geddel Vieira Lima;
3. Defesa do aumento de 91% para os deputados federais;
4. Relatoria do recurso do PT contra a criação da CPI do Apagão Aéreo, fazendo serviço sujo para a base aliada, que se tornou inócua;
5. Defesa da legalização do aborto, indo de encontro à Igreja Católica;
6. Defesa da transposição do rio São Francisco, na contramão da maioria dos baianos;
7. Não votar a favor do aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Mais de um ano se passou e vários outros pecados políticos - quem sabe de sete para 70? - foram cometidos pelo deputado federal Colbert Martins Filho. O Blog Demais está levantando para necessária atualização.
"Meio aloprado"
"Gramáticos preferem uso de "mais bem" e "melhor educados" de FHC
Uma semana após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dizer no Congresso do PSDB "queremos brasileiros melhor educados, e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria", a construção usada ainda gera polêmica.
A Folha ouviu três especialistas. Para eles, é possível usar "melhor educado", mas seria mais recomendável usar a forma "mais bem".
Maria Helena de Moura Neves, autora de "Gramática de Usos do Português Contemporâneo" e professora da Unesp e do Mackenzie, afirma: "Até seria possível dizer "melhor educados" (ou "educados melhor'), mas o significado seria educados de maneira melhor. Mas, pelas condições em que a frase foi dita, não era isso o que ele queria dizer", afirma. "O que quis foi fazer uma comparação entre indivíduos quanto ao grau em que possuem a qualidade "bem-educado", algo como "brasileiros mais bem-educados do que os que estão por aí"."
Ela conclui que a crítica à fala de FHC procede, "não porque se toma como lei que não haverá nunca o advérbio "melhor" qualificando um particípio", mas pela diferença de sentidos. "O que cabe bem na declaração é a primeira, e não a segunda construção."
José Luiz Fiorin, professor de lingüística da USP (Universidade de São Paulo), diz que, diante de particípio como educado, prefere usar "mais bem". "É a forma mais tradicional na gramática. Mas a língua não é uma entidade fixa. O "melhor" foi sendo usado e eu entendo que se admite esse "melhor", é perfeitamente possível", diz.
Francisco Platão Savioli, professor aposentado da USP, argumenta que ambos os usos são recorrentes na "variante culta formal".
"O estilo ocorre quando a língua permite dois usos, você escolhe o de seu agrado. Quando se trata do comparativo "melhor" ou "mais bem" referindo-se a uma forma participial, a língua culta formal registra os dois usos. As duas formas coexistem na língua culta formal", afirma o professor.
"O nome é Angela Maria Slongo"
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto - sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República -, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
Pausa. Respire fundo. É melhor repetir o que acabei de dizer. Pode ser que alguém tenha passado batido. É o seguinte: enquanto uma fatia do estado brasileiro cumpria a lei, prendendo um criminoso internacional, uma outra fatia - mais especificamente, Lula e seus ministros - o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada, a fim de que ela pudesse permanecer perto dele, numa chácara em Brasília, à espera do julgamento do STF, que iria decidir sobre sua extradição. Ele só saiu da prisão domiciliar no fim de março de 2007. Angela Maria Slongo até hoje continua aparelhada no Ministério da Pesca, recebendo seu salário de apaniguada, que acumula com o salário pago pelo governo do Paraná. VEJA pediu esclarecimentos sobre a escolha de seu nome para o cargo de confiança. O Ministério da Pesca informou que ela apenas mandou um currículo e foi selecionada por critérios profissionais. Simples? Simples.
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da “cúpula do governo” brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim. O papel de Olivério Medina no Brasil, de acordo com o jornal colombiano El Tiempo, era “trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes”. O recrutamento de simpatizantes podia ser feito até mesmo no Ministério da Pesca. Já a troca de cocaína por armas passava por outros canais. Numa de suas mensagens sobre o tema, Olivério Medina referiu-se a um certo “Acácio”, identificado como o Negro Acácio, sócio de Fernandinho Beira-Mar no narcotráfico.
Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios.
"... e o governo se diverte"
Aos 186 anos de vida independente, 119 de regime republicano e cinco de governo Lula da Silva, o Brasil assistiu, na semana passada, a uma cena histórica. Numa cerimônia pública, um ministro beijou a testa do presidente. Nunca antes neste país. O beijo foi perpetrado pelo performático e caloroso novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na testa do presidente Lula. Como Minc é quase uma cabeça mais alto que Lula, a imagem resultante era a do pai abençoando o filho, o mestre o discípulo, o chefe o subordinado. Impunha-se uma vez mais o estilo espantosamente desinibido do ministro Minc. Sua mão segurava o pescoço do presidente, com o carinho e a condescendência que os grandes devem aos pequenos.
Ora, direis, que mal há num beijo na testa? Manifestações semelhantes são hoje em dia banais, e não apenas beijo na testa como também na boca, entre pessoas apenas amigas, e mesmo homem com homem e mulher com mulher. No ambiente do show business, são até obrigatórias. Compõem a etiqueta do setor, assim como a genuflexão diante da rainha compõe a etiqueta do Palácio de Buckingham. Eu vos direi no entanto que o problema é justamente que, em que pesem os coletes do novo ministro, governo não é showbiz. O beijo ocorreu durante a posse de Minc, no Palácio do Planalto. Foi o ponto culminante de uma cerimônia toda ela ocorrida num clima de gandaia, o presidente se esmerando no papel, a ele tão caro, de animador de auditório.
O Brasil em geral, e o governo em particular, ainda não entendeu o que está acontecendo. A questão do meio ambiente mudou de patamar, mundo afora. Trinta anos atrás era uma bizarria de uns poucos. Vinte anos atrás começava a ser acolhida pelos governos, mas numa posição marginal. De dez anos para cá foi se deslocando da margem para o centro e, ao impulso das notícias sobre mudança climática, chegou ao coração dos governos e das sociedades, principalmente no mundo desenvolvido. É reflexo disso que em sua recente visita ao Brasil a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, a tenha trazido como item nº 1 da agenda.
Muito menos, o Brasil em geral, e o governo em particular, se mostra atento ao que está por vir. A mudança de presidente nos Estados Unidos, qualquer que seja o vencedor da eleição, promete outro giro do torniquete. Por enquanto os EUA estão atrás da Europa na atenção às políticas ambientais. Têm o rabo preso no ceticismo com que o governo Bush encara os alertas de aquecimento global e em sua recusa em assinar o Protocolo de Kioto. Isso vai mudar. Tanto John McCain quanto Barack Obama e Hillary Clinton já incluíram no centro de seus discursos a questão climática e em seus programas a adesão a Kioto. Com quem vão estrilar, com quem, com quem? O Brasil. Quando se fala em clima e ambiente, fala-se em Amazônia.
O Brasil já está, e estará mais ainda, na berlinda. A posse do novo ministro do Meio Ambiente era ocasião para um discurso sério e firme do presidente, dirigido ao país e ao mundo. Ainda mais que Minc entra no lugar de Marina Silva, símbolo da luta pela preservação da floresta, cuja saída ela própria fez questão de revestir de um ar de derrota da causa. Em vez disso, tivemos beijo na testa e, da parte do presidente, as piadas e as costumeiras "apologias" (ele queria dizer "analogias") com o futebol. A única coisa séria era a cara da ministra demissionária. Marina Silva não ria das graças do ex-chefe. Seu rosto emitia um mau sinal para os interessados na questão ambiental ao redor do mundo.
Na mesma medida em que o meio ambiente foi se deslocando para o centro das preocupações de sociedades e governos, o fantasma da internacionalização da Amazônia foi se tornando menos fantasma. O que antes não podia ser dito em voz alta por um estrangeiro perdeu a vergonha no brado do jornal inglês The Independent ao comentar a demissão de Marina da Silva: "A Amazônia é importante demais para ser deixada aos brasileiros". O que antes era produto de teorias conspiratórias ficou mais perto de virar proposta em foros internacionais. "A Amazônia tem dono", afirmou Lula, em outra ocasião durante a semana. É a velha síndrome, dos brasileiros em geral, e deste presidente em particular, de tratar as questões a golpe de retórica.
Está na hora, aliás já passou da hora, de o dono agir com firmeza contra as forças da motossera. De inventar alternativas para as populações amazônicas que não impliquem a destruição do meio ambiente. De quebra, de iniciar, antes que outros o façam, um trabalho sério de pesquisa das propaladas riquezas da floresta - por exemplo, criando uma Universidade da Amazônia, com recursos e programas ambiciosos o suficiente para atrair os melhores cérebros, o que poderia representar um projeto científico muito mais coerente do que a proliferação sem rumo das universidades federais e uma obra de governo com a grandeza e o investimento no futuro que tentações faraônicas como a transposição do São Francisco não têm. Senão... É esperar o avanço do torniquete. Ele mal começou a se mover.



