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terça-feira, 3 de junho de 2008

Série: Como ganhar uma eleição

Dos R$ 15.7 bilhões de verbas previstas para todo o país do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até agora o Ministério da Fazenda só liberou 0.74% neste ano, segundo informações divulgadas pelos meios de comunicação.
Quanto deste percentual é referente às obras anunciadas para Feira de Santana?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Oposição organiza discurso e usa bordão de governo virtual na Bahia

Está no site "Bahia Já", de Tasso Franco:
A Operação Big Bang desencadeada pelo Ministério Público Estadual com apoio das Polícias Civil e Militar resultou num sôco no estomâgo do governo Wagner. As imagens repassadas para todo país e as críticas formuladas pelos deputados da oposição, na Assembléia Legislativa, nesta segunda-feira, 2, deixaram os governistas literalmente desarmados e foi um Deus nos acuda.
O que mais chamou atenção foi a dinheirama encontrada na sela do chefe do narcotráfico baiano, vulgo "Perna", o qual, tinha regalias extras dentro do presídio, cama de casal, TV plasma, equipamentos de ginástica, celular, ipod, pistola e até um caderno de anotações no stress. Caiu tão mal para a imagem do governo que o diretor da Penitenciária, Luciano Patrício, já foi exonerado do cargo.
Os deputados da oposição se uniram em torno de um mesmo discurso e consideraram o governo Wagner como virtual. Ou seja, aquele que fala, anuncia o que não existe, seus líderes falam em bilhões de reais em investimentos, mas pouco acontece. Coube, como sempre, ao deputado Álvaro Gomes (PCdoB), tentar defender o governo, arguindo que a violência cresceu, isso sim, "no governo Paulo Souto", mas, sem consistência.
Segundo o líder da oposição, deputado Gildásio Penedo (DEM), fatos como esses que aconteceram hoje, num presídio controlado pelos órgãos de segurança, nunca foram presenciados na Bahia, sobretudo levando-se em consideração o assustador crescimento da violência na Região Metroplitana de Salvador a partir de janeiro de 2007, a disseminação do narcotráfico, exatamente quando o governo deveria ter mais atenção com os marginais mais perigosos.
E o que se viu? Perguntou o deputado a um plenário quase vazio, para em seguida responder: foi o traficante mais perigoso da Bahia vivendo em plena mordomia nas barbas do sistema prisional. Em seguida, num bordão repetido também pelos deputados Paulo Azi, João Bacelar, Sandro Régis e Heraldo Rocha, afirmou que a Bahia tem um "governo virtual" acrescida da frase "comece a trabalhar governador".
Frase aliás, repetida de um mesmo bordão, utilizado por ACM para Waldir Pires (então governador pelo PMDB), em 1987. O líder da maioria, deputado Waldenor Pereira (PT), foi a tribuna e relacionou as obras e investimentos que estão sendo realizados pelo PAC na Bahia, mas, como de fato, muitas dessas obras ainda não sairam do papel sua defesa não teve a devida relevância.
A questão é a seguinte: além do governo melhorar seu desempenho administrativo, muito aquém da expectativa da população na eleição do governador Wagner no primeiro turno, sua defesa na Assembléia precisa ser melhor organizada utilizando uma estratégia mais eificiente e uma ação tática vigorosa, com dados objetivos, positivos, práticos, inclusive com uma assessoria de comunicação mais ágil e eficiente.
Caso contrário, pelo que se está observando, a defesa de uma nota só (Álvaro Gomes falou sozinho pelo tempo 28 minutos ocupando espaços do PSB, PSDB, PT, PCdoB etc), sem municiamento adequado, o governo vai sofrer bastante no próximo semestre. Se abrir uma dissidência com o PMDB/PP, adeus, perde o controle na Casa.

Colbert acha que ganha no primeiro turno

Está no "Blog de Colbert":
Trecho da postagem "PMDB e PPS juntos pela vitória de Colbert":
Como aconteceu nas eleições de 2004 nesta cidade, PMDB e PPS estão juntos na luta pela eleição do deputado Colbert Martins à prefeitura de Feira de Santana. Outros partidos também formarão uma ampla coligação que pretende definir a sucessão municipal ainda no primeiro turno, com a vitória do peemedebista.
Blog Demais comenta: Colbert dá tanta importância à Prefeitura de Feira de Santana que grafa em seu blog o Executivo com minúscula; e questiona: Que outros partidos "formarão uma ampla coligação"? O candidato sabe que precisa conseguir três vezes mais votos do que obteve em 2004 (47.721)?

Entretenimento em HQ marca a I Feira do Livro

Por Cézar Augusto
Na I Feira do Livro, o grupo Studio Fúria apresenta o seu produto cultural e artístico em forma de histórias em quadrinhos (HQs). O grupo é formado por quatro mentes criativas: três desenhistas (Claiton, Geraldo, Carlos) e um roteirista (Antônio).
Possui três edições a serem publicadas, as quais não foram lançadas por motivos que o desenhista Claiton relata: “Apesar de já termos dois números com recursos próprios, necessitamos agora de apoio, pois temos trabalhos prontos”.
Eles não limitam seus trabalhos à Feira de Santana, também expõem em outras cidades. “Até agora temos como foco Salvador e São Paulo, principalmente, pelo fato de as pessoas de lá gostarem mais deste tipo de produto”, comenta Claiton.
O Studio Fúria pretende divulgar o trabalho na maior escala possível e aproveitar os eventos ligados à arte, cultura e literatura. Assim, o seu entretenimento em HQ marca a I Feira do Livro.
Cézar Augusto é estudante do 2º semestre de Jornalismo na Unef

Avaliação positiva da I Feira de Livro

Por Ludimila de Oliveira

Com 40 membros e 25 correspondentes, a Academia Feirense de Letras (AFS) marca sua participação na I Feira do Livro. Presidente da Academia desde 2005, o escritor e poeta Eduardo Kruschewsky participa e descreve a Feira do Livro como “o primeiro evento literário de Feira de Santana que efetivamente envolve a comunidade.” No meio de obras de escritores feirenses, Kruschewsky responde a algumas perguntas:
Qual a participação da Academia Feirense de Letras no evento?
Divulgar o escritor feirense, não só o acadêmico, mas o objetivo principal é colocar esses escritores em voga. Os livros estão sendo vendidos pelo valor simbólico de R$ 5,00.
Como a Academia vem divulgando seus escritores?
Através de eventos como este. O Sesc eventualmente promove uma feira de livros, mas essa é de fato a o primeiro evento literário que envolve a comunidade de forma tão ampla. E através do site da Academia.
Qual a importância deste evento para Feira de Santana?
É um evento que vai possibilitar que as pessoas tenham acesso a trabalhos de escritores, poetas, narradores, contadores de casos da nossa terra.Além de fomentar o gosto pela leitura desde os mais jovens, abrangendo toda a população.
Qual o balanço que você faz do evento?
Altamente positivo! E mesmo que não se vendesse livros, já seria uma grande vitória trazer o povo para a cultura.
Com a participação ativa da comunidade, a I Feira do Livro é uma realização da parceria Uefs, Arquidiocese de Feira de Santana, Academia Feirense de Letras, Direc, Secretaria Municipal de Educação, Sesc, Sesi e Unef. Além de contar com a participação de várias editoras.

Ludimila de Oliveira Santos é aluna do 2º semestre de Jornalismo da Unef

Roberval Pereyr marca presença


Por Marlene Rodrigues

Roberval Pereyr (foto) é escritor, produtor cultural e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Além disso, é amante de formas artísticas como a música e o desenho. Dono de uma poesia que tem em seu cerne os questionamentos existenciais e um tom filosófico, Roberval tem livros publicados como “Saguão de Mitos” e “Amálgama”.
Ele possui poemas musicados como “Galope”, que é interpretado por sua filha Carol Pereyr, cantora. Roberval ainda atua como compositor e arranjador musical. Este poeta de “múltiplas facetas”, marcou presença na I Feira do Livro, expondo seus livros e de escritores feirenses, além de exemplares da revista "Hera", aonde foram publicados textos poéticos de Antônio Brasileiro, Juraci Dórea, dentre outros.

Marlene Rodrigues é estudante do 2º semestre de Jornalismo da Unef

Do campus para a praça

Texto de Carina Góes
Entre os estandes de grandes editoras na I Feira do Livro, marca presença o Sebo Tulle, que funciona há algum tempo no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). O nome é uma alusão ao “El Dorado” da mitologia germânica, segundo o professor Roberval Pereyr, também escritor e poeta, que mantém o espaço.
Do campus para a praça foram transportados cerca de 300 livros. São publicações principalmente voltadas para a literatura. Como mestre da Teoria da Literatura, nada mais natural.
Roberval conta que o sebo é mais um ponto de encontro de professores e estudantes no campus. Para ele, uma necessidade. No estande na Feira do Livro, muito bons livros a preços acessíveis para o bolso do público alvo. O jornalista Dimas Oliveira estava adquirindo o livro “Máximas”, de Thales Guaracy, pela metade do preço da livraria - R$ 14,00.
Carina Góes é estudante do 2º Semestre de Jornalismo na Unef

Eliana Boaventura convoca entrevista no Feira Palace

Expectativa é que a presidente do PP declare apoio do partido a Tarcízio Pimenta

A ex-deputada estadual Eliana Boaventura, presidente regional do PP, vai receber a imprensa para uma coletiva nesta terça-feira, 3, às 18 horas, no Feira Palace. Mesmo não tendo antecipado a pauta do encontro, espera-se que ele dará curso as pretensões da ex-parlamentar em apoiar, com o seu grupo político, a candidatura do deputado estadual Tarcízio Pimenta (DEM), pré-candidato à Prefeitura de Feira de Santana.
As conversas entre Eliana Boaventura e o Democratas, de há muito vinham sendo tocadas com o presidente regional do DEM, prefeito José Ronaldo de Carvalho, conversas estas que se afunilaram nos últimos dias, resultando em declarações pró-Tarcízio, feitas por Eliana Boaventura, em entrevista à Radio Sociedade de Feira de Santana.
Além da imprensa, o evento será prestigiado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o deputado Tarcízio Pimenta, vereadores da bancada do PP, candidatos à Câmara Municipal, além de várias lideranças políticas que já se encontram mobilizadas em torno do acordo político.
(Com informações do jornalista Jorge Magalhães, da Assessoria de Comunicação de Tarcízio Pimenta)

"Diabo da homossexualidade" tentou Paulo Coelho

Na biografia "O Mago", escrito por Fernando Morais, que está sendo lançada, a revelação de que Paulo Coelho teve pactos com o diabo, sacrifícios de animais, consumo de drogas e até de relações homossexuais ("...quando o diabo da homossexualidade decidiu tentá-lo mais uma vez").

Não vai dar para ficar em cima do muro

Os deputados federais Colbert Martins Filho (PMDB) e Sérgio Carneiro (PT), ambos da base aliada do presidente Lula e igualmente candidatos a prefeito de Feira de Santana, ainda não anunciaram se são contra ou a favor da Contribuição Social da Saúde (CSS), a nova CPMF que o governo petista quer impor ao contribuinte.
Como a população - e o eleitorado - é contra a criação de tributos, os efeitos devem ser danosos aos candidatos da base governista. Não vai dar para dissimular, pois a votação será aberta e nominal. Se votarem a favor o desgaste vai ser grande e afetarão as candidaturas.

Colocação de dutos do sistema de refrigeração do Teatro Virtual






Teve início na sexta-feira, 30 de maio, a colocação dos dutos do sistema de refrigeração do Teatro Virtual, primeira etapa do Museu Parque do Saber, grandiosa intervenção do governo do prefeito José Ronaldo de Carvalho em tecnologia, que vai colocar Feira de Santana definitivamente no futuro. O serviço deverá ser concluído na sexta-feira, 6. As fotos são de Basílio Fernandez, da Fundação Cultural Egberto Costa.




Bens tombados pelo Ipac em Feira de Santana

Paço Municipal Maria Quitéria, painel de Lênio Braga no Terminal Rodoviário, Vila Fróes da Motta, coreto da praça Monsenhor Renato Galvão, coreto da praça Bernardino Bahia, coreto da praça Fróes da Motta e Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Esses, são os sete bens tombados de Feira de Santana pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).
Com tombamento próvisório no Ipac estão os seguintes nove bens: Catedral de Santana, Arquivo Público Municipal (antiga Escola João Florêncio), Sociedade Filarmônica 25 de Março, prédio da Santa Casa de Misericórdia (Palácio do Menor), Escola Maria Quitéria, Igreja Matriz de São José das Itapororocas (no distrito de Maria Quitéria), Igreja de Senhor dos Passos, Grupo Escolar J. J. Seabra, e Igreja de Santana de Lustosa.

Sem memória

"Nos anos 90". Assim, vagamente, o ex-prefeito de Ipiaú, José Mendonça, fala sobre o apoio que prestou à campanha de Tarcízio Pimenta. Para refrescar a memória, foi na eleição de 1996 o apoio dele ao então candidato.

Exposição itinerante do Ipac inicia em Feira


Salão Nobre do Paço Municipal, local da exposição "Ipac 40 Anos"
Silvio Tito/Secom
Em Feira de Santana, a abertura da exposição itinerante "Ipac 40 Anos", em comemoração às quatro décadas de atuação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em defesa do patrimônio do Estado. Será no próximo dia 13, às 16h30, com coquetel, no Salão Nobre do Paço Municipal Maria Quitéria.
Nesta segunda-feira, 2, estão na cidade a museóloga Graça Lobo e o sociólogo Luiz Rosa, da Comissão Executiva Para a Exposição, mantendo contatos com o prefeito José Ronaldo de Carvalho e outras autoridades municipais. Segundo eles contaram, na exposição serão montados 30 painéis com fotos, mapas e textos, contando a história da instituição e suas intervenções no âmbito dos bens materiais e imateriais.
O Paço Municipal - um dos sete bens tombados pelo Ipac neste município - faz parte da mostra.
Durante o período do evento, até 6 de julho, serão realizadas ações de educação patrimonial, visitas monitoradas, exibição de vídeos, encontros e debates relativos ao tema "Salvagurada do Patrimônio".
Depois de Feira, a exposição será montada em Caetité, Cachoeira, Lençóis e Salvador. O Ipac é órgão da Secretaria de Cultura do Estado.

À espera de um milagre


Há 20 anos, mesma idade da TV Subaé, Colbert Martins foi eleito prefeito de Feira de Santana. Agora, seu filho (foto) que tem o mesmo nome, que é deputado federal, está como pré-candidato pelo PMDB - pode não sair candidato pela unidade das oposições locais que ele mesmo prega, pois não deverá haver segundo turno - já dá sua eleição como favas contadas.

PPS chama Colbert Martins de "arrogante burro"

Está no site "Bahia Notícias", do jornalista Samuel Celestino:
Dois anos depois, o PPS ainda não se conformou com a saída do deputado federal Colbert Martins (PMDB) do partido. Colbert, que é pré-candidato à prefeitura de Feira de Santana, ainda está sem apoio de outras legendas. A caminhada isolada está sendo motivo de ironia pelos ex-correligionários. A executiva estadual do PPS chegou a classificar de "arrogância burra" o fato de Colbert não procurar o partido para pedir apoio. "Será que Colbert pensa que vai receber o apoio dos antigos colegas desprezando a Executiva do partido e fazendo negociações por debaixo dos panos?", questionam dirigentes do PPS. Já o pré-candidato do PT Sérgio Carneiro procurou o Partido Popular Socialista para tentar uma aliança. O "Bahia Notícias" tentou localizar Colbert, mas não obteve êxito.

Só no caso dele estar mandando

Todos meios de comunicação - menos o Blog Demais - afirmando que José Mendonça é prefeito de Ipiaú. Não é mais, pelo menos de direito, pois renunciou para ser candidato a vereador. Só se for o caso dele estar mandando em Sandra Lemos, que o substituiu, e ainda estar sendo chamado como tal.

São do PMDB

O deputado estadual Álvaro Lins, segundo a Polícia Federal, buscou apoio de milícias que dominam favelas do Rio de Janeiro. A intermediação se deu por meio de policiais civis do seu grupo e mesmo de delegados no exercício do cargo. Esses dados constam do relatório no qual Lins, o ex-governador Anthony Garotinho e outras 14 pessoas foram denunciadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público por formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro.
Detalhe é que Álvaro Lins e Garotinho são do PMDB.

Um rosto na multidão

O deputado federal Colbert Martins Filho (PMDB) acompanhou momentos da abertura da I Semana de Meio Ambiente, no estacionamento em frente do Paço Municipal Maria Quitéria. Não conseguiu ser muito notado pelos presentes. Ele estava só.

Imagens recentes do Teatro Virtual













A obra do Teatro Virtual, primeira etapa do Museu Parque do Saber, não pára. Cumpre cronograma estabelecido. Nas fotos de Basílio Fernandez, imagens da colocação de revestimento na fachada e do auditório do planetário.

domingo, 1 de junho de 2008

Lembrando Colbert

Deu no "Painel" da "Folha de S. Paulo", em 17 de janeiro de 2007, a nota "Pensando bem":

O deputado federal Colbert Martins (PPS-BA) foi abordado na semana passada por um jornalista que fazia uma enquete. Uma das perguntas era se o parlamentar defendia o voto secreto em algumas sessões da Câmara, como a cassação de deputados e a eleição do presidente da Casa.
- Sou radicalmente contra qualquer tipo de voto secreto, por uma questão de princípios - disse.
O jornalista então quis saber quem ele iria apoiar na disputa pela presidência da Câmara entre Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Após um momento de silêncio, o deputado esquivou-se:
- Desculpe, mas não vou te revelar. O voto é secreto.
Na época, ele ainda estava no PPS, partido pelo qual conseguiu se eleger.

José Mendonça é ex-prefeito

José Mendonça está sendo qualificado pelos meios de comunicação (jornais, rádios, sites e blogs), como prefeito de Ipiaú. Foi. Não é mais. Ele renunciou para ser candidato a vereador, deixando o cargo para Sandra Lemos.

Vale a pena ver de novo

Em 8 de maio de 2007, o Blog Demais publicou a postagem "Os sete pecados de Colbert", que vale a pena ver de novo:
1. Saída do PPS para o PMDB, praticando infidelidade partidária;
2. Deixar de ser líder para ser liderado do cacique Geddel Vieira Lima;
3. Defesa do aumento de 91% para os deputados federais;
4. Relatoria do recurso do PT contra a criação da CPI do Apagão Aéreo, fazendo serviço sujo para a base aliada, que se tornou inócua;
5. Defesa da legalização do aborto, indo de encontro à Igreja Católica;
6. Defesa da transposição do rio São Francisco, na contramão da maioria dos baianos;
7. Não votar a favor do aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Mais de um ano se passou e vários outros pecados políticos - quem sabe de sete para 70? - foram cometidos pelo deputado federal Colbert Martins Filho. O Blog Demais está levantando para necessária atualização.

"Meio aloprado"

Nem Tarcízio Pimenta, nem José Ronaldo deram a mínima importância as declarações de José Mendonça, segundo voz corrente em Feira, um sujeito "meio aloprado".
O comentário está no site "Bahia Já", de Tasso Franco.

"Gramáticos preferem uso de "mais bem" e "melhor educados" de FHC

No jornal "Folha de S.Paulo", de 1º de dezembro de 2007:
Uma semana após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dizer no Congresso do PSDB "queremos brasileiros melhor educados, e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria", a construção usada ainda gera polêmica.
A Folha ouviu três especialistas. Para eles, é possível usar "melhor educado", mas seria mais recomendável usar a forma "mais bem".
Maria Helena de Moura Neves, autora de "Gramática de Usos do Português Contemporâneo" e professora da Unesp e do Mackenzie, afirma: "Até seria possível dizer "melhor educados" (ou "educados melhor'), mas o significado seria educados de maneira melhor. Mas, pelas condições em que a frase foi dita, não era isso o que ele queria dizer", afirma. "O que quis foi fazer uma comparação entre indivíduos quanto ao grau em que possuem a qualidade "bem-educado", algo como "brasileiros mais bem-educados do que os que estão por aí"."
Ela conclui que a crítica à fala de FHC procede, "não porque se toma como lei que não haverá nunca o advérbio "melhor" qualificando um particípio", mas pela diferença de sentidos. "O que cabe bem na declaração é a primeira, e não a segunda construção."
José Luiz Fiorin, professor de lingüística da USP (Universidade de São Paulo), diz que, diante de particípio como educado, prefere usar "mais bem". "É a forma mais tradicional na gramática. Mas a língua não é uma entidade fixa. O "melhor" foi sendo usado e eu entendo que se admite esse "melhor", é perfeitamente possível", diz.
Francisco Platão Savioli, professor aposentado da USP, argumenta que ambos os usos são recorrentes na "variante culta formal".
"O estilo ocorre quando a língua permite dois usos, você escolhe o de seu agrado. Quando se trata do comparativo "melhor" ou "mais bem" referindo-se a uma forma participial, a língua culta formal registra os dois usos. As duas formas coexistem na língua culta formal", afirma o professor.
Com a matéria acima, resposta a comentário da leitora Kelyane que o Blog Demais não conseguiu ainda identificar, sobre eventual equívoco cometido. Segue abaixo:
"Reza a gramática da língua portuguesa, tão apaixonadamente defendida pelo 'doutô' Dimas, que diante de adjetivo se emprega a forma analítica do comparativo de bem: mais bem feito, mais bem vestido, mais bem educado. Com o seu 'queremos brasileiros melhor educados', o jornalista mostra que, antes de ensinar português a Danilo Aguiar, convém ele fazer uma reciclagem no Mobral."

"O nome é Angela Maria Slongo"

Coluna de Diogo Mainardi, na "Veja", edição desta semana:
A mulher de Olivério Medina, o representante das Farc no Brasil, foi contratada pelo governo Lula. Agora só falta arranjar um emprego para a mulher de Fernandinho Beira-Mar, outro criminoso ligado às Farc.
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto - sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República -, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
Pausa. Respire fundo. É melhor repetir o que acabei de dizer. Pode ser que alguém tenha passado batido. É o seguinte: enquanto uma fatia do estado brasileiro cumpria a lei, prendendo um criminoso internacional, uma outra fatia - mais especificamente, Lula e seus ministros - o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada, a fim de que ela pudesse permanecer perto dele, numa chácara em Brasília, à espera do julgamento do STF, que iria decidir sobre sua extradição. Ele só saiu da prisão domiciliar no fim de março de 2007. Angela Maria Slongo até hoje continua aparelhada no Ministério da Pesca, recebendo seu salário de apaniguada, que acumula com o salário pago pelo governo do Paraná. VEJA pediu esclarecimentos sobre a escolha de seu nome para o cargo de confiança. O Ministério da Pesca informou que ela apenas mandou um currículo e foi selecionada por critérios profissionais. Simples? Simples.
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da “cúpula do governo” brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim. O papel de Olivério Medina no Brasil, de acordo com o jornal colombiano El Tiempo, era “trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes”. O recrutamento de simpatizantes podia ser feito até mesmo no Ministério da Pesca. Já a troca de cocaína por armas passava por outros canais. Numa de suas mensagens sobre o tema, Olivério Medina referiu-se a um certo “Acácio”, identificado como o Negro Acácio, sócio de Fernandinho Beira-Mar no narcotráfico.
Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios.

"... e o governo se diverte"


Por Roberto Pompeu de Toledo (*)

Aos 186 anos de vida independente, 119 de regime republicano e cinco de governo Lula da Silva, o Brasil assistiu, na semana passada, a uma cena histórica. Numa cerimônia pública, um ministro beijou a testa do presidente. Nunca antes neste país. O beijo foi perpetrado pelo performático e caloroso novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na testa do presidente Lula. Como Minc é quase uma cabeça mais alto que Lula, a imagem resultante era a do pai abençoando o filho, o mestre o discípulo, o chefe o subordinado. Impunha-se uma vez mais o estilo espantosamente desinibido do ministro Minc. Sua mão segurava o pescoço do presidente, com o carinho e a condescendência que os grandes devem aos pequenos.
Ora, direis, que mal há num beijo na testa? Manifestações semelhantes são hoje em dia banais, e não apenas beijo na testa como também na boca, entre pessoas apenas amigas, e mesmo homem com homem e mulher com mulher. No ambiente do show business, são até obrigatórias. Compõem a etiqueta do setor, assim como a genuflexão diante da rainha compõe a etiqueta do Palácio de Buckingham. Eu vos direi no entanto que o problema é justamente que, em que pesem os coletes do novo ministro, governo não é showbiz. O beijo ocorreu durante a posse de Minc, no Palácio do Planalto. Foi o ponto culminante de uma cerimônia toda ela ocorrida num clima de gandaia, o presidente se esmerando no papel, a ele tão caro, de animador de auditório.
O Brasil em geral, e o governo em particular, ainda não entendeu o que está acontecendo. A questão do meio ambiente mudou de patamar, mundo afora. Trinta anos atrás era uma bizarria de uns poucos. Vinte anos atrás começava a ser acolhida pelos governos, mas numa posição marginal. De dez anos para cá foi se deslocando da margem para o centro e, ao impulso das notícias sobre mudança climática, chegou ao coração dos governos e das sociedades, principalmente no mundo desenvolvido. É reflexo disso que em sua recente visita ao Brasil a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, a tenha trazido como item nº 1 da agenda.
Muito menos, o Brasil em geral, e o governo em particular, se mostra atento ao que está por vir. A mudança de presidente nos Estados Unidos, qualquer que seja o vencedor da eleição, promete outro giro do torniquete. Por enquanto os EUA estão atrás da Europa na atenção às políticas ambientais. Têm o rabo preso no ceticismo com que o governo Bush encara os alertas de aquecimento global e em sua recusa em assinar o Protocolo de Kioto. Isso vai mudar. Tanto John McCain quanto Barack Obama e Hillary Clinton já incluíram no centro de seus discursos a questão climática e em seus programas a adesão a Kioto. Com quem vão estrilar, com quem, com quem? O Brasil. Quando se fala em clima e ambiente, fala-se em Amazônia.
O Brasil já está, e estará mais ainda, na berlinda. A posse do novo ministro do Meio Ambiente era ocasião para um discurso sério e firme do presidente, dirigido ao país e ao mundo. Ainda mais que Minc entra no lugar de Marina Silva, símbolo da luta pela preservação da floresta, cuja saída ela própria fez questão de revestir de um ar de derrota da causa. Em vez disso, tivemos beijo na testa e, da parte do presidente, as piadas e as costumeiras "apologias" (ele queria dizer "analogias") com o futebol. A única coisa séria era a cara da ministra demissionária. Marina Silva não ria das graças do ex-chefe. Seu rosto emitia um mau sinal para os interessados na questão ambiental ao redor do mundo.
Na mesma medida em que o meio ambiente foi se deslocando para o centro das preocupações de sociedades e governos, o fantasma da internacionalização da Amazônia foi se tornando menos fantasma. O que antes não podia ser dito em voz alta por um estrangeiro perdeu a vergonha no brado do jornal inglês The Independent ao comentar a demissão de Marina da Silva: "A Amazônia é importante demais para ser deixada aos brasileiros". O que antes era produto de teorias conspiratórias ficou mais perto de virar proposta em foros internacionais. "A Amazônia tem dono", afirmou Lula, em outra ocasião durante a semana. É a velha síndrome, dos brasileiros em geral, e deste presidente em particular, de tratar as questões a golpe de retórica.
Está na hora, aliás já passou da hora, de o dono agir com firmeza contra as forças da motossera. De inventar alternativas para as populações amazônicas que não impliquem a destruição do meio ambiente. De quebra, de iniciar, antes que outros o façam, um trabalho sério de pesquisa das propaladas riquezas da floresta - por exemplo, criando uma Universidade da Amazônia, com recursos e programas ambiciosos o suficiente para atrair os melhores cérebros, o que poderia representar um projeto científico muito mais coerente do que a proliferação sem rumo das universidades federais e uma obra de governo com a grandeza e o investimento no futuro que tentações faraônicas como a transposição do São Francisco não têm. Senão... É esperar o avanço do torniquete. Ele mal começou a se mover.

Fonte: Revista "Veja", edição que está nas bancas.

Patrulha até na madrugada

A patrulha de petralhas passou a madrugada monitorando o Blog Demais e enviando dezenas de mensagens, sempre com a mesma característica: de não saber escrever corretamente e desejando agrado para os "chefes". Algumas mensagens, sem ofensas, foram publicadas.

Livros à mão cheia

“Livros... livros à mão cheia...”. A I Feira de Livros, que está acontecendo desde sexta-feira, 30, e encerra no domingo, 1º de junho, na praça da Catedral, pode ser definida com as palavras de Castro Alves em “O Livro e a América”, poema publicado em “Espumas Flutuantes”. São publicações de todos os gêneros para “mandar o povo pensar”. É “o livro caindo n'alma”, ainda citando Castro Alves.
O evento está fervilhando a praça com crianças, jovens e adultos que participam com curiosidade e dão movimentação à Feira. Assim, um evento de resposta positiva e rápida, que merece ser permanente e não ficar apenas na intenção de uma primeira vez. Grandes editoras estão presentes com estandes, todas despertando a atenção do público ávido de conhecimento e saber.

Máxima

"Há aqueles que entendem que democracia é a ditadura daquilo que consideram ser as luzes". De Reinaldo Azevedo.