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domingo, 31 de maio de 2020

"Um Crime na Rua": documento histórico sem precedentes



Cenas de "Um Crime na Rua", com Olney São Paulo e Edson Campos
Fotos a partir de frames do filme



    A importância do resgate do primeiro filme de Olney São Paulo


Em agosto de 1978, ano da morte de Olney São Paulo, a exibição de fragmentos de "Um Crime na Rua", seu primeiro filme, finalizado em 1955. 
No dia 9 de agosto de 2013 - dois dias depois do 35º aniversário de falecimento de Olney -, a exibição e lançamento em DVD do filme, que é um documento histórico sem precedentes, como considera o professor Carlos Brito, que se emocionou com as imagens, em preto e branco, registradas pela câmara de Elydio Azevedo. O evento, "Tributo a Olney São Paulo 2013, ocorreu no Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão.
O filme foi encontrado pelo cineasta Henrique Dantas no Arquivo Nacional, em pesquisa realizada para o projeto "Peleja". O filme é originalmente mudo e em preto e branco.
Em carta para o cineasta Alex Viany, Olney escreveu: "(...) Não acreditando eu em minha derrota perante o cinema, adquiri alguns pés de celulóide virgem e pus-me a rodar com alguns amigos um pequeno filme em 16mm.
Finalmente, seis meses ou 7 depois de realizada a nossa modesta película um cinema local (provavelmente o Cine Íris) exibiu-a para o público, que foi unânime em louvar a nossa iniciativa exclusivamente idealista.
Todo o filme tem duração de 10 minutos, focaliza os tipos regionais de nossa terra, desenvolvendo um pequeno enredo policial para que nós pudéssemos demonstrar o nosso trabalho direcional (a meu cargo) e interpretativo."
Pois é, "Um Crime na Rua" tem enredo policial. Começa com um casal (a mulher, Miriam Arruda) e uma criança (Vera Campos) andando pela rua. Aparece um corpo estendido no chão do passeio. Logo, dois detetives (Olney São Paulo e Edson Campos) indagam sobre o ocorrido. Um toco de cigarro no chão é a pista. Eles começam uma perseguição ao suspeito (Fernando Ramos), que aparece fumando e jogando um toco de cigarro no chão. A perseguição tem também a feira livre na praça João Pedreira como pano de fundo. Finalmente o suspeito é capturado e conduzido até a cadeia.
No filme, imagens do Campo do Gado (atual Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira, rua Geminiano Costa (com Oficina Pernambucana), Rádio Cultura, Centro de Saúde, Bar RN, Feira Tênis Clube, rua Carlos Gomes (com casa de Iderval Alves), tabuleta em poste anunciando festa dançante com Ademilde Fonseca na Euterpe, avenida Senhor dos Passos, Hotel Universo em construção, fachada do Cine Íris, casa de Wilson Falcão na esquina com a rua Capitão França, feira livre da praça João Pedreira, Abrigo Santana, baiana do acarajé, carroça carregando cana, caçuás, homens de ternos brancos, Prefeitura Municipal, Igreja Senhor dos Passos, prédio da esquina da praça João Pedreira com avenida Senhor dos Passos, cadeia (atual Câmara Municipal), aparições de professor Olegário e do colunista Eme Portugal.

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