Por Sérgio Oliveira
Segundo o Jornalismo da Esgotosfera Governista (JEG), com patrocínio das estatais federais, ou o Partido da Imprensa Amestrada (PIA), a Globo é um dos integrantes do tal Partido da Imprensa Golpista (PIG).
Aí, dando uma organizada nos meus arquivos de recortes de jornais e revistas, encontrei a página 26 da revista "Isto É", de 23 de setembro de 1992, com uma repostagem intitulada "Um sapo na Globo", com uma foto em que estão à esquerda Lula, no centro Roberto Marinho e à direita Aloizio Mercadante. Segundo a reportagem, Roberto Marinho enviou, durante um ano, sinais e preparou o caminho para no dia 11 de setembro de 1992, uma sexta-feira, receber o Lula.
Da reportagem:
"Se já conversei até com generais, por que não posso falar com Roberto Marinho?", raciocinou Lula, depois da visita, acertada durante reunião com os presidentes do PSDB Tasso Jeiressati e do PMDB Orestes Qúercia.
Diálogo inaugural:
Lula: Se o ACM mudar, está liquidada a fatura. Aliás, como ele é seu amigo...
Marinho: Estamos numa conversa franca. É bom que eu diga que Antônio Carlos é amigo.
Lula: Sem o 'Jornal Nacional' e sem o sequestro do Abilio Diniz, teríamos derrotado Collor.
Marinho: Ameaçado por você e pelo Brizola, este, raivoso, resolvi enfrentar as feras.
Este encontro fez com que Fernando Gabeira escreve um artigo intitulado "O que é isso, companheiros?" (mesmo nome de seu livro que virou filme), publicado na "Folha de São Paulo" (outro integrante do PIG, segundo os jornalistas da esgotosfera e seus leitores), na quarta-feira, 16 de setemb ro de 1992.
Partes do texto:
"... Mas houve algo que me tocou, especialmente no seu diálogo com Marinho. Lula disse que não sabia que o PT fez demonstrações na porta da Globo na véspera das eleições. O 'Jornal Nacional' tinha editado maquiavelicamente o debate entre os candidatos à Presidência para eleger Collor e, além disso, falava-se em pesquisa falsificada para dar o empurrão final..."
"... Compreendo Lula, no auge de mil problemas de campanha, não soubesse disso. Lamento apenas que dissesse a Marinho que não soubesse da manifestação. Esperava dele esta frase: não soube, mas aprovo..."
Resumindo o artigo de Gabeira, utilizando parte do texto, também: "Senti no diálogo entre Lula e Roberto Marinho um desanimador descaso pela noção de cidadania."
Outro texto que achei está na coluna de Bruno Ferreira, recentemente falecido, intitulada "Em Off", do "Jornal do Comércio" de 14 de março de 1994, uma segunda-feira, com o título "Surpresa das surpresas", a saber:
"Denúncia do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que se encontra na Itália, de que um partido brasileiro estaria recebendo dinheiro da máfia ou do narcotráfico parece ter abalado o candidato petista à Presidência da República. Chamou o desembargador de "não sério e desequilibrado". O desembargador não apontou qual o partido, no entanto, a carapuça parece que serviu... Será ? Não acreditamos que o partido que se diz dos trabalhadores tenha entrado nessa fria, mesmo porque seus dirigentes não tem perfil de meliantes. Alguns, como seu líder podem ser pouco instruídos, mas para burros não servem. Sinceramente, descartamos tal hipótese. Será, para nós, a surpresa das surpresas se a denúncia cair nos petistas. Deve ser algum partidinho sem a mínima expressão política e dirigido por inconsequentes, nada mais. Não deverá influir nas eleições de outubro."
Isto saiu em outros jornais, mas, depois, morreu na casca.
* Sérgio Oliveira, aposentado, é de Charqueadas-RS
Segundo o Jornalismo da Esgotosfera Governista (JEG), com patrocínio das estatais federais, ou o Partido da Imprensa Amestrada (PIA), a Globo é um dos integrantes do tal Partido da Imprensa Golpista (PIG).
Aí, dando uma organizada nos meus arquivos de recortes de jornais e revistas, encontrei a página 26 da revista "Isto É", de 23 de setembro de 1992, com uma repostagem intitulada "Um sapo na Globo", com uma foto em que estão à esquerda Lula, no centro Roberto Marinho e à direita Aloizio Mercadante. Segundo a reportagem, Roberto Marinho enviou, durante um ano, sinais e preparou o caminho para no dia 11 de setembro de 1992, uma sexta-feira, receber o Lula.
Da reportagem:
"Se já conversei até com generais, por que não posso falar com Roberto Marinho?", raciocinou Lula, depois da visita, acertada durante reunião com os presidentes do PSDB Tasso Jeiressati e do PMDB Orestes Qúercia.
Diálogo inaugural:
Lula: Se o ACM mudar, está liquidada a fatura. Aliás, como ele é seu amigo...
Marinho: Estamos numa conversa franca. É bom que eu diga que Antônio Carlos é amigo.
Lula: Sem o 'Jornal Nacional' e sem o sequestro do Abilio Diniz, teríamos derrotado Collor.
Marinho: Ameaçado por você e pelo Brizola, este, raivoso, resolvi enfrentar as feras.
Este encontro fez com que Fernando Gabeira escreve um artigo intitulado "O que é isso, companheiros?" (mesmo nome de seu livro que virou filme), publicado na "Folha de São Paulo" (outro integrante do PIG, segundo os jornalistas da esgotosfera e seus leitores), na quarta-feira, 16 de setemb ro de 1992.
Partes do texto:
"... Mas houve algo que me tocou, especialmente no seu diálogo com Marinho. Lula disse que não sabia que o PT fez demonstrações na porta da Globo na véspera das eleições. O 'Jornal Nacional' tinha editado maquiavelicamente o debate entre os candidatos à Presidência para eleger Collor e, além disso, falava-se em pesquisa falsificada para dar o empurrão final..."
"... Compreendo Lula, no auge de mil problemas de campanha, não soubesse disso. Lamento apenas que dissesse a Marinho que não soubesse da manifestação. Esperava dele esta frase: não soube, mas aprovo..."
Resumindo o artigo de Gabeira, utilizando parte do texto, também: "Senti no diálogo entre Lula e Roberto Marinho um desanimador descaso pela noção de cidadania."
Outro texto que achei está na coluna de Bruno Ferreira, recentemente falecido, intitulada "Em Off", do "Jornal do Comércio" de 14 de março de 1994, uma segunda-feira, com o título "Surpresa das surpresas", a saber:
"Denúncia do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que se encontra na Itália, de que um partido brasileiro estaria recebendo dinheiro da máfia ou do narcotráfico parece ter abalado o candidato petista à Presidência da República. Chamou o desembargador de "não sério e desequilibrado". O desembargador não apontou qual o partido, no entanto, a carapuça parece que serviu... Será ? Não acreditamos que o partido que se diz dos trabalhadores tenha entrado nessa fria, mesmo porque seus dirigentes não tem perfil de meliantes. Alguns, como seu líder podem ser pouco instruídos, mas para burros não servem. Sinceramente, descartamos tal hipótese. Será, para nós, a surpresa das surpresas se a denúncia cair nos petistas. Deve ser algum partidinho sem a mínima expressão política e dirigido por inconsequentes, nada mais. Não deverá influir nas eleições de outubro."
Isto saiu em outros jornais, mas, depois, morreu na casca.
* Sérgio Oliveira, aposentado, é de Charqueadas-RS

Nenhum comentário:
Postar um comentário