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quinta-feira, 8 de março de 2012

Íntegra do discurso de Paulo Aquino na outorga de honrarias

Íntegra do discurso do vice-prefeito Paulo Aquino (Democratas), depois de receber o Título de Cidadão Feirense e a Comenda Maria Quitéria, em concorrida solenidade na noite de quarta-feira, 7, na Câmara Municipal de Feira de Santana:

Boa noite,
Não há como transmitir-lhes a alegria e o orgulho que me invadem a alma, neste momento singular da minha vida, quando o nosso nome, aclamado pela vontade livre e espontânea desta edilidade, é acolhido e tomado pela suprema honra de ser guindado à condição de cidadão feirense, ainda mais laureado com a Medalha Maria Quitéria, a heroína que tão bravamente participou ativamente das lutas que culminaram com a Independência da Bahia e, conseqüentemente, com a Independência do Brasil.
Ainda adolescente a minha filha Mariana sempre se queixou que eu nunca me permiti dormir ao seu lado, em Salvador, durante o período em que lá desenvolvi as minhas funções, por longos anos.
É que eu gosto de acordar sentindo os ares de Feira de Santana, e toda noite, ao cabo das minhas responsabilidades cotidianas, eu literalmente zarpava para esta terra querida.
Gosto de percorrer a sua zona rural com a sua gente simples e sempre hospitaleira; gosto de ver esta cidade sendo elogiada aqui e lá fora, e se me permitem, crescendo ao ritmo e ao compasso que fora empreendido na gestão do meu amigo José Ronaldo de Carvalho, uma referência que sempre será lembrada na história administrativa da minha querida Feira.
Aliás, quero nesta oportunidade sublime que esta egrégia casa me proporciona a mim e a todos os meus familiares, agradecer publicamente e de viva voz a José Ronaldo por ter me resgatado da iniciativa privada para a vida pública, iniciada aqui mesmo nesta Casa da Cidadania que historicamente tem sido parceira do Poder Executivo no desenvolvimento da nossa cidade, quando pude privar da companhia do próprio Ronaldo e de outras figuras também impares, a exemplo de Otaviano Campos, Antonio Carlos Daltro Coelho, o combativo companheiro Messias Gonzaga, Rubens Carvalho, sindicalista Delcio Mendes Barbosa, jurista Celso Daltro, João Serafim de Lima, Antonio Carlos Pinto de Almeida e o decano e experimentado vereador Dival Figueiredo Machado, e outros nomes não menos expressivos da nossa vida pública.
Com estes bravos foi que passei a tomar gosto pela coisa pública; com estes bravos aprendi que a política, se usada em nome do bem comum, é uma porta infinitamente aberta para todas as importantes transformações e conquistas sociais.
Sim, sou com muita honra filho de uma família humilde, mas que soube, apesar dos percalços naturais da vida, ultrapassar as dificuldades e me fornecer, com muita dignidade, os meios necessários para lançar-me à vida, o que vai muito além das condições formais do conhecimento, e que em verdade se iniciou nas primeiras noções de educação doméstica e urbanidade que me foram passadas por meus queridos pais, aqui presentes para a minha alegria e honra.
Sei também que esta condição e os relacionamentos sociais que voluntaria ou involuntariamente estabeleci durante principalmente a minha formação adulta, sempre buscando mover-me em torno de pessoas que também comungavam comigo dos mesmos princípios e ideais; dos mesmos valores éticos e morais com os quais sempre me pautei.
Vocês são testemunhas que sempre guardei no mais profundo do meu ser, no mais profundo da minha alma, o distanciamento necessário para saber discernir com a sabedoria e a humildade que os meus progenitores me transmitiram, que os homens não se medem pela sua condição sócio-econômica ou pela sua projeção pessoal na sociedade, e sim pela formação do seu caráter, pelo seu traço humanitário e por seu universo de amor.
Aprendi desde muito cedo a tolerar e a conviver com as adversidades com que a vida se apresenta. Aprendi, através das minhas convicções religiosas a respeitar o que professam todos os nossos irmãos e irmãs na sua busca incessante pela elevação espiritual, pela harmonia entre os homens, navegadores que somos dos caminhos da paz e da concórdia.
Aprendi, com a política e com a religião, que é fazendo o bem sem olhar a quem que nos aproximamos a passos largos do Homem de Nazaré, Ele que foi o mais infinitamente justo, o mais infinitamente perfeito, o mais infinitamente puro dos homens que pisaram e ainda pisarão neste planeta maravilhosamente belo e plural, mas tantas vezes desigual e injusto, a que chamamos de Terra.
Por isso, sem o medo ou o receio de escorregar na fogueira das vaidades, poço afirmar-lhes que estou convicto que ao assumir o chamado de José Ronaldo para voltar a atuar na vida pública, na honrosa condição de vice-prefeito desta cidade metrópole, tratei de traduzir a confiança do amigo como uma tarefa messiânica.
Hoje, tenho a consciência de que apesar das limitações que me são impostas, tenho cumprido as minhas funções, sempre tendo em mente o engrandecimento e o progresso da minha querida Feira de Santana.
Eu, que finquei minhas raízes de tal forma nesta terra a ponto de surpreender velhos amigos quando souberam que eu iria ser coberto com estas inesquecíveis honrarias, pedirei licença à Câmara Municipal para reparti-las com o meu amado filho Rafael, ele que nesta data estaria fazendo 20 anos, mas que antes de partir já demonstrava pendores e preocupações com os destinos políticos de Feira de Santana, apesar da pouca idade.
Em nome do vereador democrata Lulinha da Conceição, homem simples com uma historia politica construída na luta e dedicação aos menos favorecidos e também idealizada na busca de uma Feira sempre pujante que tão gentilmente foi o autor do projeto de lei que me oficializa como cidadão feirense, culminando-me ainda com a mais alta honraria que esta casa confere a um filho ilustre, a Medalha Maria Quitéria, o que completa ainda mais a minha emoção e multiplica sobremaneira as minhas responsabilidades para com esta terra abençoada, quero agradecer, em meu nome e em nome da minha família, a todos os vereadores que compõem esta Casa da Cidadania.
Peço também licença para agradecer, de todo o meu coração, a minha esposa Lúcia e a minha filha Mariana, aqui presentes.
Sem elas a nossa travessia seria com certeza muito mais difícil. Mas a nossa fé inabalável em Deus nos confortou e nos conformou com a partida de Rafael, porque tenho certeza que tudo atende à vontade do Senhor.
Por isso gostaria de encerrar as minhas palavras agradecendo o carinho com que fomos acolhidos nesta Casa da Cidadania, deixando-lhes esta singela mensagem que fizemos para o nosso sempre querido Rafael.
Muitíssimo obrigado a todos e que Deus os ilumine, agora e sempre.

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