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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Incêndio na Cinemateca Brasileira em São Paulo

Um incêndio atingiu um galpão da Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira, 3. Segundo informações dos bombeiros, parte do acervo foi atingida, mas o prejuízo total ainda não foi divulgado. Ao menos uma câmera foi queimada. A Cinemateca é vinculada à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.
Este é o quarto incêndio registrado na Cinemateca. Os outros três foram em 1957, 1969 e 1982.
A Cinemateca Brasileira tem um dos maiores acervos da América Latina. São cerca de 200 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Possui também um amplo acervo documental formado por livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes.
Duas mostras são exibidas na Cinemateca, uma sobre cinema brasileiro contemporâneo e outra de ícones dos anos 70. Um grupo de senhoras foi participar de um evento para a terceira idade, mas foi cancelado até a instituição avaliar os riscos do imóvel.
No dia 21 de dezembro de 2015, o Museu da Língua Portuguesa, que fica ao lado da Estação da Luz na região Central, foi atingido por um incêndio que destruiu boa parte da edificação e também provocou a morte do bombeiro civil Ronaldo Pereira da Cruz, que trabalhava no museu como brigadista. O fogo começou no primeiro andar do prédio, onde ficava a mostra "O Tempo e Eu", sobre o historiador Câmara Cascudo.
Sobre a Cinemateca
O surgimento da Cinemateca Brasileira aconteceu em 1946 quando foi montado o Segundo Clube de Cinema de São Paulo. Isso porque em 1941 o Primeiro Clube de Cinema foi fechado durante a repressão da ditadura pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).
Em 1961, a Cinemateca Brasileira tornou-se fundação e isso permitiu estabelecer convênios com o poder público estadual. Mas só em 1979, a Cinemateca inaugurou um Centro de Operações que se dedicava aos trabalhos de documentação e pesquisa sobre cinema.
A Cinemateca tem a proposta de estimular a divulgação e o desenvolvimento da arte cinematográfica no Brasil. Além de desenvolver atividades em torno do acervo que inclui cerca de 200 mil rolos de filmes, um dos maiores da América Latina, a Cinemateca também possui uma grande quantidade de livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes.

Fonte: G1

"Aparato de segurança não protegeu Dilma da vaia"



O forte aparato de segurança de Dilma, no plenário da Câmara, nesta terça (2), foi considerada por opositores "uma agressão" da presidente ao Poder Legislativo. Ela entrou no plenário cercada por sete seguranças, além de outros oito colocados em posições estratégicas. Nem mesmo Barack Obama, presidente mais poderoso do mundo, ousou entrar com seguranças no plenário da Câmara dos Estados Unidos, dia 13, para fazer o tradicional discurso do "Estado da União".
Segurança excessiva
O deputado e ex-ministro Raul Jungmann (PPS-PE) ficou impactado: "Foi uma segurança digna de encontro entre o papa e o Obama..."
Ela não gosta deles
O comboio que levou Dilma ao Congresso tinha 9 carros, quase todos com seguranças. No plenário, havia apenas deputados e senadores.
Ocupação militar
A segurança presidencial, a cargo do Exército, "ocupou" o plenário e todas as dependências por onde Dilma passaria, na Câmara.
Sapato velho
Durante "varredura" antes de Dilma chegar ao plenário da Câmara, os segurança encontraram um sapato velho, num canto - que, claro, logo recebeu tratamento de "artefato" que poderia ser atirado na presidente.
Conversa mole
Dilma repetiu ontem a lorota de que os acordos de leniência com as empreiteiras que roubaram a Petrobras "garantem os empregos". Garantem sobretudo que donos das empresas, quase todos escapando ilesos na Lava Jato, continuem faturando alto. Inclusive no governo.
Programa petista
Dilma trombeteava as maravilhas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, quando o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) não perdeu a piada, em voz alta: "Teve até tríplex!" Gargalhadas gerais.
CPMF inadmissível
O senador Reguffe (PDT-DF) criticou a defesa que Dilma fez da CPMF. "Com uma carga tributária de 36% do PIB, a maior dos BRIC, o governo fica pensando em aumento de imposto. É inadmissível", diz.
Chuva de dinheiro
O coronel PM e deputado Alberto Fraga (DEM-DF) ficou sob vigilância da segurança de Dilma. Ela tinha no bolso um maço de "PeTrodollars". Os seguranças achavam que ele atiraria as cédulas em Dilma.
Fonte: Cláudio Humberto

A força de "Os Dez Mandamentos - O Filme"

Segundo o site Filme B, o Top 10 Fim de Semana Brasil está com "Os Dez Mandamentos - O Filme" em primeiro lugar, com arrecadação de R$ 24.513.663,00, mais de R$ 20 milhões à frente do segundo colocado, "A 5ª Onda", com R$ 4.280.585,00. Outro filme brasileiro, "Reza a Lenda", está em décimo lugar, com R$ 820.065,00.
Os três filmes estão em cartaz em Feira de Santana, no Orient Cinemas Boulevard.

As 12 indicações ao Oscar de "O Regresso"

Alejandro González Iñárritu (D) dirige Leonardo DiCaprio em "O Regresso"
Foto: Reprodução

"O Regresso" (The Revanat), que tem lançamento nacional nesta quinta-feira, 4, no Orient Cinemas Boulevard  - sessão da 20h50 com cópia legendada -, tem 12 indicações ao Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Melhor filme
Melhor diretor - Alejandro González Iñárritu
Melhor ator - Leonardo DiCaprio
Melhor ator coadjuvante - Tom Hardy
Melhor fotografia - Emmanuel Lubezki
Melhor montagem - Stephen Mirrione
Melhor design de produção - Jack Fisk e Hamish Purdy
Melhor figurino - Jacqueline West
Melhores efeitos visuais - Richard McBride, Matt Shumway, Jason Smith e Cameron Waldbauer
Melhor edição de som - Martin Hernandez e Lon Bender
Melhor mixagem de som - Jon Taylor, Frank A. Montaño, Randy Thom e Chris Duesterdiek
Melhor cabelo e maquiagem - Sian Grigg, Duncan Jarman e Robert A. Pandini.
Ganhou o Globo de Ouro nas categorias de Filme, Diretor e Ator.

Que exemplo, heim?

Circula no Facebook

Dilma é vaiada por parlamentares no Congresso


Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/

Homenagem póstuma para Anchieta Nery

Através de Decreto nº 9.856, de 2 de fevereiro de 2016, assinado pelo prefeito José Ronaldo e publicado na edição desta quarta-feira, 3, do "Diário Oficial Eletrônico do Município de Feira de Santana", fica denominado de Centro Municipal de Educação Infantil Manoel Anchieta Nery de Souza o equipamento público, localizado na Rua Bataguaçu, s/n°, na Mangabeira.
A Administração Municipal deve homenagear aqueles que por seu esforço pessoal contribuíram (e contribuem) para a construção da história de nossa comunidade.
Anchieta Nery ocupou o cargo de Secretário de Comunicação Social entre os anos de 1994 e 1996, e nesse intervalo de tempo ocupou por um período, a chefia do Gabinete do Prefeito e a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer durante alguns meses.
Natural de Rodelas, às margens do rio São Francisco, nascido em 21 de julho de 1954, falecido em 30 de abril de 2015, ainda muito jovem fixou residência em Feira de Santana, onde viveu e constituiu família, profissionalmente destacando-se como professor, jornalista, poeta e escritor, tendo sido agraciado com o Título de Cidadão Feirense.
Anchieta Nery graduou-se em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da qual se tornou servidor e professor em 1981, tendo lecionado Literatura Brasileira, assim também contribuiu para a fundação do Museu Casa do Sertão, além de ter sido um dos fundadores da TV Olhos d’Água, dessa Instituição de Ensino Superior.
Reconhecidamente brilhante redator, poeta e autor de peças de teatro, entre elas "Acauã", premiada em vários festivais pelo país, foi repórter e editor do extinto jornal "Feira Hoje", como também colaborou com diversos órgãos de imprensa, além da autoria de inumeráveis publicações do jornalismo local.

Livro "A Outra Face de Hollywood: Filme B"


O professor de História do Cinema Americano da PUC - Rio, A. C. (Antônio Carlos) Gomes de Mattos, 64 anos, lançou o livro "A Outra Face de Hollywood: Filme B", imprescindível guia para o conhecimento de um dos mais atraentes fenômenos da produção cinematográfica norte-americana: o filme B.
Antes, o autor lançou "O Outro Lado da Noite: Filme Noir”, publicado em 2000 também pela Editora Rocco. 
Definido por críticos preconceituosos como um gênero menor, pela precariedade de recursos e descompromisso com as regras formais das grandes produções, o filme B contribuiu para oxigenar a indústria do cinema, servindo de campo de treinamento e de experimentação para novos talentos. Nomes consagrados como Anthony Mann, Jacques Tourneur, Samuel Fuller e Robert Wise dirigiram filmes B que hoje são cultuados por cinéfilos como clássicos do cinema.
Em "A Outra Face de Hollywood: Filme B", o leitor encontra um bem resumido histórico do crescimento da indústria cinematográfica norte-americana, da formação de suas grandes produtoras e do surgimento, nas brechas desse sistema, do filme B, com suas produções baratas voltadas para o consumo imediato. Ao catalogar o gênero, A. C. Gomes de Mattos dá destaque aos seriados, séries, westerns, ficções científicas e filmes de cunho explicitamente sensacionalista (os chamados filmes de exploração).
Além de oferecer contextos históricos, sociológicos e econômicos do cinema norte-americano, "A Outra Face de Hollywood: Filme B" possui uma filmografia de 160 títulos selecionados pelo autor. A filmografia contém sinopse e ficha técnica completa. 
Como escreveu o crítico Andrew Harris, citado na abertura do livro, uma das formas mais interessantes de se apreciar o filme B é como um caçador de tesouros. O livro de A. C. Gomes de Mattos é o mapa dessa mina.

"O laranjal do Guarujá"

Por Guilherme Fiuza
A mais honesta de todas as vivas almas anda penando um bocado. O famoso tríplex de Lula que não é de Lula, no Guarujá, entrou na mira da Lava Jato. Sérgio Moro e sua turma são mesmo uns golpistas: por que suspeitar de um entroncamento entre Bancoop, OAS, Vaccari, offshores de operadores do petrolão e Lula? Ou melhor, corrigindo: Lula não tem nada com isso. E as outras almas cheiram a talco. A Operação Triplo X da Polícia Federal só pode ser uma conspiração da direita contra o governo popular - para citar a frase imortal do companheiro Delúbio no mensalão.
As coincidências é que atrapalham a revolução progressista. O tríplex vizinho ao de Lula que não é de Lula pertence a Nelci Warken, acusada de estelionato no escândalo da Bancoop junto com o companheiro João Vaccari. Nelci já está presa pela Operação Triplo X, apontada como laranja do esquema. Ela tem offshores criadas pelo mesmo escritório que constituiu as offshores de operadores do petrolão, como Pedro Barusco, E os investigadores descobriram que outros apartamentos do mesmo conjunto Solaris, no Guarujá, pertencem igualmente a laranjas. O tríplex de Lula que não é de Lula está plantado, desgraçadamente, no meio desse laranjal. E muito azar.

A Lava Jato descobriu que um diretor da OAS foi mobilizado exclusivamente para comprar os armários de R$ 300 mil do tríplex de Lula que não é de Lula. Para uma das maiores empreiteiras do país mobilizar um diretor na missão grandiosa de comprar armários, o cliente deve ser mesmo muito importante. Talvez um xeique árabe ou um desses ditadores bilionários de países miseráveis. Lula é apenas um humilde filho do Brasil, não pode ter sido para ele.
Foi no meio dessa confusão que o ex-presidente e tutor de Dilma Rousseff declarou, para desfazer qualquer dúvida, que "não existe uma viva alma mais honesta" que ele. Estão vendo, seus golpistas? Vocês acham que a mais elevada entre as almas honestas aceitaria morar no laranjal do Guarujá? Como essa alma se sentiria em meio àquele entra e sai de picaretas de aluguel? No mínimo, nem se atreveria a descer para um banho de mar com as sandálias da humildade. Vai que você abre a porta do elevador e dá de cara com uma das cunhadas do Vaccari? Ou com a companheira Nelci offshore? As almas puras são vulneráveis às emoções radicais. Para viver enclausurado, melhor ficar em São Bernardo mesmo.
E aí lá vêm as coincidências mórbidas: qual era um dos focos centrais dos mandados de prisão da Operação Triplo X? Justamente São Bernardo. Só pode ser perseguição. Se a polícia está investigando apartamentos no Guarujá, o que foi fazer no ABC, que nem praia tem? Essa elite branca não deixa a classe operária em paz. De tanto procurar, a PF encontrou não só a companheira Nelci Warken, como um rabo do propinoduto ligando a OAS ao doleiro Alberto Youssef, operador do petrolão. Esse dinheiro viajava pela mesma rede de offshores criada para atender prepostos do PT como Renato Duque.
Essa turma boa que a Lava Jato já mostrou estar no guarda-chuva de João Vaccari e José Dirceu (as vivas almas que já foram presas) compõe o presépio do assalto companheiro ao Estado brasileiro - com o qual a mais honesta das almas não tem nada a ver. Lula nem sabe direito quem são esses aloprados. O lobista Milton Pascowitch, por exemplo, que levou Dirceu à prisão com sua delação sobre as propinas da Engevix, acaba de revelar que entregou R$ 10 milhões em espécie ao Diretório Nacional do PT, numa maleta de rodinhas. E R$ 4 milhões em propina na veia da campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010. Se alguém contar ao guardião da suprema honestidade quem é essa tal de Dilma, ele prende e arrebenta.
O Brasil caiu sete posições no ranking da corrupção (infelizmente o 1° colocado é o menos corrupto, senão teria sido uma incrível ascensão). Tudo isso graças a um governo podre que ninguém sabe de quem é, graças a um partido picareta que ninguém sabe a quem obedece, graças a um sistema de pilhagem que brotou do nada numa floresta de almas luminosas como as estrelinhas que carregam no peito.
Não dá para entender por que a elite cultural brasileira não manifesta seu apoio também ao companheiro Zika. Só porque ele não tem um tríplex?
Fonte: Revista "Época"

"Reforma de 'sítio de Lula' inclui adega fabulosa"



Entre as melhorias da Odebrecht no sítio atribuído ao ex-presidente Lula, em Atibaia (SP), que ele visitou ao menos 111 vezes, estaria a parte da sua adega, climatizada, muito elogiada pelos amigos. A reforma do sítio, paga em dinheiro vivo pela empreiteira que roubou a Petrobras, custou R$ 500 mil em material de construção adquirido em loja local. A ex-dona citou pagamentos semanais de R$ 90 mil, cash.
Presentes 'espontâneos'
Lula acumulou vinhos "doados" por embaixadores brasileiros em países que ele visitou nos últimos anos de presidência.
Só vinhos especiais
Antes de cada viagem, os embaixadores recebiam a "sugestão" de "presentear" Lula com vinhos especiais, cuja lista era depois enviada.
Sabor amargo
Vários embaixadores foram obrigados a se endividar para adquirir a lista de vinhos que era enviada por e-mail pelo Palácio do Planalto.
Tem até lago
O sítio de mais de 170.000 metros quadrados tem até um lago, onde Lula pesca. Inclusive usando o barco presenteado por sua mulher.
Fonte: Cláudio Humberto

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sobre consciência ambiental e inteligência emocional

"Consciência ambiental e inteligência emocional percebida: um estudo no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Feira de Santana". Esta foi a dissertação de Mestrado na Faculdade Maria Milza (Famam), em Governador Mangabeira, apresentada por Kerciane Gondim de Matos (Foto), agora, mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.
Analista do Banco de Oportunidades do Senac, Kerciane Gondim é administradora de Empresas, especialista em Psicologia Organizacional e é pós-graduanda em Metodologia da Pesquisa Científica
Na reunião almoço do Rotary Club de Feira de Santana, do qual é integrante, ela fez síntese da apresentação, nesta terça-feira, 2. A dissertação "discute e propõe novos caminhos para desenvolvermos a sustentabilidade", disse.
Clique aqui para conhecer a dissertação:


Edson Porto na novela "Velho Chico"

Edson Porto estuda texto da sua participação na novela "Velho Chico", onde estará interpretando o governador da Bahia
Foto: Facebook
                               
A próxima novela da Globo para o horário das 21 horas é "Velho Chico", autoria de Edmara Barbosa e Bruno Barbosa, com supervisão de Benedito Rui Barbosa e direção de Luiz Fernando Carvalho.
Tem previsão para ir ao ar em meados de março de 2016, provavelmente na segunda-feira, 14. A novela tem gravações em Salvador, São Francisco do Conde, Paulo Afonso e outras cidades da Bahia, bem como de Alagoas e Pernambuco.
A novela será ambientada na cidade fictícia de Grotas, vizinha à cidade de Bom Jesus da Lapa, e se dividirá em três fases, tendo como principal tema a transposição do rio São Francisco e um romance proibido envolvendo famílias rivais.
No grande elenco, nomes de Tarcísio Meira, Rodrigo Santoro, Carol Castro, Antonio Fagundes, Camila Pitanga, Christiane Torloni, Marcos Palmeira, entre outros. 
O produtor feirense Edson Porto, como revelou em sua página no Facebook, vai fazer o governador da Bahia. Lembrar que no filme "Irmã Dulce", de Vicente Amorim, lançado em 2014, ele aparece como repórter. 

Fotos da estreia em Salvador de "Os Dez Mandamentos"



Enviado por: rp@recordbahia.com.br

"Besame mucho" em trilhas sonoras de filmes



O bolero "Besame Mucho", da pianista e compositora mexicana Consuelo Velázquez (21.08.1916-22.01.2005), é uma música muito utilizada em trilhas sonoras de filmes. De vários gêneros e nacionalidades - Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Israel, Itália, México, Noruega, Reino Unido, Rússia e Sérvia.
Está em dramas, como "Amazonas dos Ares" (Ladies Courageous), 1944; o clássico "Assim Caminha a Humanidade" (Giant), com Elizabeth Taylor, Montgomery Cliff e James Dean, 1956; "Ádua e Suas Companheiras" (Adua e le Compagne), com Simone Signoret e Marcello Mastroianni, 1960; "Noites de Casablanca" (Noches de Casablanca), com Sara Montiel (Vídeo); "Os Direitos dos Filhos" (Los Derechos de los Hijos), 1963; "Ha-Beyit Berechov Chelouche", 1973; "Moscou Não Acredita em Lágrimas", 1980; "A Santa Que um Dia Sangrou" (Santa Sangre), 1989; "Avalon" (Avalon), 1990; "Arizona Dream: Um Sonho Americano" (Arizona Dream), 1992; "Grandes Esperanças" (Great Expectations), 1998; "El Embrujo de Shangai", 2002; "O Americano Tranquilo" (The Quiet American), 2002; "O Sorriso de Mona Lisa" (Mona Lisa Smiles), 2003; e "Em Boa Companhia" (In Good Company), 2004.
Em comédias, como "Epopeia da Alegria" (Follow the Boys), 1944; "À Toda Máquina!" (A.T.M.), 1951; "Sucedeu em Acapulco" (Sucedió em Acapulco), 1953; "Cara de Anjo" (Cara de Ángel), 1956; "Fim de Semana" (Fin de Semana), 1964; "Luar Sobre Parador" (Moon Over Parador), com Sonia Braga, filmado no Brasil, 1988; "Corra Que a Polícia Vem Aí 2 ½" (The Naked Gun 2 ½: The Smell of Fear), 1991; "Inspetor Faustão e o Malandro: A Missão (Primeira e Única)", com Fausto Silva e Sergio Mallandro, 1991; "As Tardes de Gaudí" (Gaudi Afternoon), 2001; "Paraíso do Improviso" (Il Paradiso all’Improvviso), 2003; e "Juno" (Juno), 2007.
Em musicais, como "Mexicana", 1945; "Bolero Imortal" (Bolero Inmortal), 1958; e o canadense "Minha Vida em CinemaScope" (Ma Vie em CinémaScope), 2004.
Também no western "Pulseira Misteriosa" (The Cowboy and the Senorita", 1944, com Roy Rogers; na animação "Chico & Rita" (Chico & Rita), 2010; no
thriller israelense "Besame Mucho", 2001; bem como documentários, como "Deixa Estar" (Let It Be) sobre The Beatles, 1970.
No Brasil, em 1987, Francisco Ramalho Jr., dirigiu "Besame Mucho". O filme conta a trajetória de dois casais, Xico e Olga, e Tuca e Dina, e como a canção interferiu em suas vidas.
Vários seriados de TV também utilizaram "Besame Mucho", exemplo de "Miami Vice", em 1987.

Trailer oficial de "O Regresso"


Assista
Trailer legendado do filme de aventura dramática "O Regresso", que tem lançamento nacional no Orient Cinemas Boulevard, nesta quinta-feira, 4.

Lançamento nacional de filme indicado a 12 prêmios Oscar

Inspirado em fatos reais, o thriller dramático "O Regresso" (The Revenant), de Alejandro González Iñarritu, que tem lançamento nacional nesta quinta-feira, 4, no Orient Cinema Boulevard, é uma experiência cinematográfica imersiva e visceral que retrata a épica jornada de um homem pela sobrevivência e o extraordinário poder do espírito humano.
Tem 12 indicações ao Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Leonardo DiCaprio, na foto), Melhor Ator Coadjuvante (Tom Hardy), Melhor Fotografia e Melhor Edição. Ganhou o Globo de Ouro nas categorias de Filme, Diretor e Ator.
Na trama, em uma expedição pelo desconhecido deserto americano, o lendário explorador Hugh Glass é atacado por um urso e deixado como morto pelos membros de sua própria equipe de caça. Em luta pela sobrevivência, ele resiste à dor inimaginável, bem como à traição de seu confidente. Guiado pela força de vontade e pelo amor de sua família, Glass deve navegar um inverno brutal em uma incessante busca por sobrevivência e redenção
Entra em segunda semana, "Os Dez Mandamentos - O Filme", que estreou na quinta-feira, 28 de janeiro, em 1.092 salas no país - incluindo uma em Feira de Santana, a maior do Multiplex, com 261 lugares. O filme conta a épica e emocionante saga de Moisés, que cobre mais de 100 anos de história e adapta livremente quatro livros da Bíblia - Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
O épico da Record Filmes registrou 2,2 milhões de espectadores até domingo, 31, e é a melhor abertura deste ano e quarta melhor dos últimos quatro anos. Também tem o recorde de "melhor quinta-feira": levando 576,4 mil pessoas aos cinemas brasileiros no primeiro dia. Em Feira de Santana, o público acorre ao cinema nas manhãs para antecipar o ingresso, como registrado (Foto) pouco antes do meio dia desta terça-feira, 2.

Outras continuações: o filme de ação "Caçadores de Emoção: Além do Limite", em segunda semana; "A 5ª Onda", com trama pós-apocalíptica e o filme brasileiro "Reza a Lenda" entram em terceira semana, enquanto a animação "Snoopy & Charlie Brown: Peanuts: O Filme" chega à quarta semana. 

Charge de Sponholz



Até The Beatles interpretou "Besame Mucho"

"Bésame Mucho", bolero da pianista e compositora mexicana Consuelo Velázquez (21.08.1916-22.01.2005), tem intérpretes de diversos estilos, como The Beatles, Adilson Ramos, Andrea Bocelli, Andre Rieu, Caetano Veloso, Cal Tjader, Carmen McRae, Celine Dion, Cesária Évora, Charles Aznavour, Dalida, Dean Martin, Diana Krall, Elvis Presley, Frank Sinatra, João Gilberto, Julio Iglesias, Luís Miguel, Nat King Cole, Pedro Infante, Plácido Domingo, Ray Conniff, Roberto Muller, Rosa Passos, Sumi Jo, Sungha Jung, Susana Zabaleta, Tino Rossi, Trio Irakitan, Trio Los Panchos e Wes Montgomery. 
Todos esses gravaram versões dessa famosa música romântica, reconhecida internacionalmente.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"APLB não me representa"

"Esse sindicato (APLB) não me representa. Fiquei com vergonha de ser professora". Consideração no Facebook depois de manifestação agressiva de grupelho liderado pela presidente da APLB, Marlede Oliveira, filiada ao PC do B, na manhã desta segunda-feira, 1º, no Auditório Central da Uefs, na abertura da Jornada Pedagógica.
Lembrar que Marlede Oliveira, a presidente da APLB/Sindicato não é professora do Município. No concurso de 2002, ela nem passou para a segunda etapa. 
Fica a constatação de que é mesmo vergonhoso para o professorado ter como líder por uma figura como Marlede.

"A elite do mal"


Por Eguinaldo Hélio Souza 
Não há nada tão ruim que não possa ser pior. E a maior prova histórica desse fato nós encontraremos nos países que aplicaram na política as ideias de Marx. Quanto maior a aplicação, maior o sofrimento e a desgraça. Eles foram especialistas em demolir purgatórios para construir infernos. Quando não transformaram verdadeiros paraísos em geenas incandescentes.
Tudo começa com a crítica. Desde o Éden que tudo começa com a crítica, sutil ou aberta. Depois vem a promessa de algo melhor. Depois a propaganda em cima de umas poucas melhorias que fizeram. Não importa se foi só um enxerto, uma plástica que melhorou o rosto retirando da perna um naco de carne considerável. Ninguém tão cedo vai reparar na perna, mas o rosto servirá de argumento. Até que a perna infeccione e tenha que ser amputada. E até que o próprio rosto tenha de pagar seu preço. Aí já é tarde demais. O poder está nas mãos deles. Então, não apenas com o suor do seu rosto você comerá do seu pão. Eles comerão o pão deles com muito, mas muito suor do seu rosto e a você deixarão as migalhas. A não ser que já tenha se tornado um deles.
O czarismo na Rússia não era o céu, mas com certeza o comunismo fez da Rússia o inferno. A China não era um hotel cinco estrelas quando Mao assumiu o poder. E ele a transformou em uma grande masmorra. A próspera Coreia do Norte virou campo de concentração. Cuba é a senzala dos irmãos Castro, reinando em sua Casa Grande. Não há espaço e nem tempo, mas basta conhecer um pouco da história do Vietnam, do Camboja, da Albânia e do Leste Europeu para começar a desfrutar de uma saudável "marxismofobia". Esta doença pode salvar a humanidade!
Sua primeira crítica é contra as elites. Na verdade o problema dos marxistas não é a existência de uma elite. O que os incomoda é que os membros dessa elite não são eles. O que os incomoda não é a pobreza em si. É a pobreza deles mesmos. Como podem eles, os conhecedores das leis da história não desfrutarem do poder absoluto? Eles já decifraram o enigma da existência, sabem onde está o paraíso futuro. Basta lhes dar poder e eles guiarão o mundo na direção certa.
Uma coisa se aprende na vida: muitas vezes, como Absalão, filho do rei Davi, o crítico apenas almeja o lugar do criticado. Não é o bem da sociedade o alvo final do marxista. É o seu próprio bem. A esquerda caviar [1] que o diga.
Eles querem ser a elite e a criticarão até tomar seu lugar. Claro que há sempre fatos ruins sobre o governo, a liderança, a elite. Sempre há. Lembre-se apenas que não há governo tão ruim que não possa ser pior. Já tivemos na história muitas Revoluções dos Bichos [2] para provar isso! Se não quer parábolas, conheça o Regime do Terror, fruto inevitável da Revolução Francesa.
Eis uma descrição exata da técnica de domínio comunista. Assim foi e assim tem sido:
"A técnica comunista de se insinuar numa sociedade consiste em isolar um segmento das classes média e baixa, geralmente a classe média baixa e a classe baixa alta. Nesse segmento é comum haver um pequeno grupo de intelectuais frustrados de classe média, os quais podem ter sido impedidos em suas tentativas de ascensão social ou representar a minoria incapaz. Esses intelectuais se unem aos elementos da classe baixa, estes bastante sofridos nos aspectos econômicos, social e político, e assumem a liderança da revolução. A ex-classe alta tem de ser então liquidada, ou por meio do confisco, a fim de destruir seu poder econômico, ou pela destruição física, ou pela lavagem cerebral.
Tendo assumido a liderança, a nova classe alta, composta pelos membros do partido por determinados técnicos, estabelece então uma pesada barreira entre ela e a classe média. A liderança não é recrutada na classe média (...); as decisões e controle da comunicação continuam sendo exercidos por uma elite (...).
Por exemplo, na Alemanha Oriental, durante os últimos anos, os alunos mais brilhantes, filhos de profissionais da classe média, eram discriminados na obtenção de oportunidades para progredir nos estudos, enquanto os filhos menos inteligentes dos operários recebiam tratamento preferencial. As pessoas selecionadas de acordo com esse sistema e que, por serem membros do partido pularam da condição de classe baixa para a mais elevada possível, naturalmente devem tudo o que possuem ao partido, não a realizações ou antecedentes pessoais. Por isso, são muito mais obedientes ao partido do que seria de esperar, pois a expulsão do partido significa não um movimento mais ou menos horizontal, como em nossa sociedade, mas uma dura perda de privilégios e posição social." [3]
Temos que relembrar Alan Besançon. Nunca é o proletariado (a classe baixa) que exerce o poder. A ditadura do proletariado sempre foi uma ditadura no sentido mais cruel da palavra, mas nunca foi do proletariado. O poder é exercido pela seita ideológica que fala em nome do proletariado sem lhes dar chances de ser ouvido: a elite do mal.
Não devemos estranhar que na Bíblia a história humana comece com a serpente criticando as determinações divinas, prometendo algo melhor em seguida, e no fim temos o desastre apocalíptico, com um governo totalitário exigindo para si obediência absoluta sob pena de morte.
Nem toda crítica é construtiva. Principalmente quando sua intenção não é corrigir o erro e sim se apossar do poder para tentar criar um mundo à imagem e semelhança de uma ideologia demente, que tantas desgraças já fez.
Notas:


[1] Expressão de origem francesa que descreve a hipocrisia socialista que prega a igualdade e distribuição de riquezas, mas vive no luxo e na ostentação.
[2] Referência ao clássico Revolução dos Bichos, de George Orwell, onde os animais expulsam os donos da fazenda sob a liderança dos porcos, para em seguida ver os porcos estabelecerem um governo muito mais tirânico.
[3] NIDA Eugene A. Comunicação e estrutura social. Artigo publicado na obra Perspectivas, editora Vida Nova, 2011, p. 456.
Eguinaldo Hélio Souza é pastor, professor e conferencista.
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

"Palestinos: viés e ignorância da mídia ocidental"

Por Khaled Abu Toameh
Recentemente dois jornalistas pediram para que fossem escoltados até a Faixa de Gaza para entrevistarem colonos judeus que lá residem.
Não, não é o começo de uma piada. Esses jornalistas se encontravam em Israel no final de 2015 e estavam falando sério.
Imagine o constrangimento deles ao serem informados que Israel tinha se retirado totalmente da Faixa de Gaza há dez anos.
Convenhamos que se faz necessário ter certa compaixão para com eles. Esses colegas estrangeiros eram novatos que desejavam causar sensação por estarem se dirigindo para um lugar "perigoso" como a Faixa de Gaza, para fazer uma reportagem sobre os "colonos" que lá residem. O pedido deles não causou nenhuma surpresa a ninguém, nem mesmo aos meus colegas locais.
Esses "jornalistas paraquedistas", como são às vezes chamados, são soltos na região sem terem recebido o mínimo de informações sobre os fatos básicos do conflito israelense-palestino. Lamentavelmente, correspondentes dessa estirpe são a regra e não a exceção. Um repórter britânico, particularmente sem noção, vem à mente:
Quando Israel assassinou o líder espiritual e fundador do Hamas, Ahmed Yasmin, em 2004, um jornal britânico despachou seu repórter investigativo para cobrir o caso. Para esse repórter, a região, bem como o Hamas, eram terra virgem. Seus editores enviaram-no ao Oriente Médio, segundo ele, porque ninguém estava disposto a ir.
Muito bem, nosso herói fez a reportagem sobre o assassinato de Ahmed Yassin no bar do Hotel American Colony. O subtítulo da sua reportagem assinalava que ele se encontrava na Faixa de Gaza e que tinha entrevistado parentes do líder morto do Hamas.
Não é raro se sentir como um para-raios desse tipo de histórias. Outro colega radicado em Ramala verbalizou que há alguns anos foi contatado por um correspondente novato para que intermediasse uma entrevista com Yasser Arafat. Só que naquela época Arafat já estava morto há vários anos. Recém formado na escola de jornalismo e desinformado sobre o Oriente Médio, o jornalista, ao que tudo indica, foi considerado pelos editores um ótimo candidato para cobrir o conflito israelense-palestino.
Em três décadas cobrindo a mesma ladainha, fiquei bem familiarizado com esse tipo de jornalista. Eles pegam um avião, leem um ou dois artigos no Times e acham que estão aptos a se tornarem especialistas no que tange o conflito israelense-palestino.
Alguns até me garantiram que antes de 1948 havia aqui um estado palestino cuja capital era Jerusalém Oriental. A exemplo dos mal informados jovens colegas que desejavam entrevistar os não-existentes colonos judeus na Faixa de Gaza de 2015, eles ficaram um tanto surpresos ao saberem que antes de 1967 a Cisjordânia estava sob o controle da Jordânia e que a Faixa de Gaza era governada pelo Egito.
Há alguma diferença entre um cidadão árabe de Israel e um palestino da Cisjordânia ou da Faixa de Gaza? Meus colegas estrangeiros podem muito bem não serem capazes de saber se há ou não há. A carta magna do Hamas realmente preconiza que o movimento islâmico objetiva substituir Israel por um império islâmico? Se for este o caso, meus colegas de trabalho de diversos países, não terão condições de elucidar a sua dúvida.
Há alguns anos, uma memorável jornalista pediu para visitar a "destruída" cidade de Jenin, onde "milhares de palestinos foram massacrados por Israel em 2002". Ela estava se referindo à operação das Forças de Defesa de Israel (IDF) no campo de refugiados em Jenin onde cerca de 60 palestinos, muitos deles milicianos e 23 soldados da IDF foram mortos em um combate.
Deixando a compaixão de lado, é difícil imaginar que na era da Internet ainda haja esse grau de desinformação e preguiça profissional.
Mas quando se trata de cobrir o conflito israelense-palestino, aparentemente a ignorância é a glória. Ideias equivocadas sobre o que acontece aqui assolam a mídia internacional. A dualidade da designação mocinho/bandido é o norte por aqui. Alguém tem que ser o mocinho (os palestinos foram incumbidos para esta tarefa) e alguém tem que ser o bandido (esta ficou para os israelenses). E tudo é refletido através deste prisma.
No entanto o buraco é mais embaixo. Muitos jornalistas ocidentais que cobrem o Oriente Médio não sentem a necessidade de disfarçar seu ódio contra Israel e contra os judeus. Mas em se tratando dos palestinos, esses jornalistas não veem mal nenhum. Jornalistas estrangeiros que fazem suas coberturas a partir de Jerusalém e Tel Aviv têm se recusado, por anos a fio, a expor a corrupção financeira e as violações dos direitos humanos tão comuns nos regimes da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas. Eles provavelmente temem ser considerados "agentes sionistas" ou "propagandistas" de Israel.
Para completar há os jornalistas locais contratados pelos relatores ocidentais e veículos de mídia para auxiliarem na cobertura do conflito. Esses jornalistas podem se recusar a cooperar em qualquer história que possa ser considerada "antipalestina". O "sofrimento" palestino e o "mal" da "ocupação" israelense são os únicos tópicos admissíveis. Os jornalistas ocidentais, por sua vez, estão propensos a não irritarem seus colegas palestinos: eles não querem ver seu acesso às fontes palestinas ser negado.
Portanto, não deveria causar nenhuma surpresa a indiferença da mídia internacional em face da atual onda de esfaqueamentos e atropelamentos intencionais contra os israelenses. Qualquer um teria imensa dificuldade em encontrar um jornalista ocidental ou órgão da mídia que se refira aos homicidas palestinos como "terroristas". Na realidade, as manchetes internacionais, amiúde, demonstram muito mais comiseração com os algozes palestinos que são mortos no ato da agressão do que com os israelenses que são, antes da mais nada, primeiramente atacados.
Obviamente, o exposto acima não se aplica a todos os jornalistas. Alguns jornalistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa são bem informados e imparciais. Lamentavelmente, contudo, estes representam um grupo extremamente pequeno da grande mídia do Ocidente.
Repórteres ocidentais, especialmente aqueles que são "soltos de paraquedas" no Oriente Médio, fariam um bem a si próprios se não esquecessem que o jornalismo nessa região não gira em torno de ser pró-Israel ou pró-palestino. Melhor dizendo, ele gira em torno de ser "pró" verdade, mesmo que a verdade contradiga o que eles prefeririam acreditar.
Khaled Abu Toameh é um jornalista premiado radicado em Jerusalém.
Publicado no site do The Gatestone Institute.
Tradução: Joseph Skilnik 
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

"O patético fim de Lula"

Por Reinaldo Azevedo
Onde quer que eu esteja, na rua ou à porta de um bar ou restaurante, quando saio pra fumar, as pessoas se aproximam e quase sempre fazem a mesma observação, em tom de desalento: "Esse negócio do Lula não vai dar em nada outra vez, né?". Os mais otimistas arriscam: "Acho que desta vez ele não escapa, né?". Nesse caso, não é necessário dizer o nome. Todo mundo sabe quem é "ele".
Pois é… Ainda que Lula e seus advogados consigam encontrar uma explicação que possa ser abrigada pela lei para o imbróglio do tríplex no Guarujá, sobrou como a hipótese mais benigna para o "homem mais honesto do mundo" a versão de um político no qual ninguém mais confia.
E não deixa de ser irônico, já observei aqui, que o Lula que transitou e transita ainda em tão altas esferas tenha encontrado sua Waterloo num apartamento relativamente modesto, dada a fortuna que ele já amealhou. Só em palestras, como se sabe, faturou R$ 27 milhões.
A desconfiança dos brasileiros é justificada. Incrivelmente, Lula passou incólume pelo mensalão. Na sequência, veio o escândalo dos aloprados, com pessoas de sua inteira confiança metidas na lama. E nada! Agora, o petrolão. Delações premiadas o colocam no centro do escândalo envolvendo o grupo Schahin, o empréstimo de um dinheiro para o PT e um contrato bilionário para a operação de um navio-sonda da Petrobras. E nada de o Ministério Público pedir ao menos a abertura de inquérito.
No caso do apartamento, Lula só é formalmente investigado pelo Ministério Público Estadual. Na fase Triplo X da Lava Jato, a cobertura que seria sua está entre os alvos, mas, para todos os efeitos, não se está apurando nada sobre o petista. A esta altura, a situação é de tal sorte ridícula que pouco importa saber se Janot prevarica ou está sendo tático. A lei e as evidências não podem abrigar comportamentos ambíguos. Não há nenhuma razão inteligível para Lula não ser um alvo de investigação da Lava-Jato.
De todo modo, o fim!
Nem os adversários mais ferozes de Lula imaginavam que seu fim seria tão patético. Quando eu era menino, para citar o apóstolo Paulo, e trotskista, pensava como menino e via no sindicalista um contrarrevolucionário com um pé da demagogia.
No meu delírio infanto-juvenil, eu o enxergava como um elemento que atrasava a revolução. Quando deixei de ser menino, identifiquei no ex-sindicalista a peça de propaganda de um partido político com vocação totalitária, que instrumentalizava a imagem do operário para impor goela abaixo da sociedade um projeto de poder que não podia ser devidamente compreendido pelo povo.
Vejo a situação de Lula hoje, perseguido por imóveis mal explicados; flagrado em proximidade incômoda, para dizer pouco, com empreiteiras investigadas; a bater no peito e a brandir uma honestidade que, atendendo a suas tendências megalômanas, tem de ser a "maior do mundo"… Não deixa de ser melancólico.
Ou por outra: as duas leituras que tive de Lula, em tempos distintos, não deixavam de ser generosas, não é mesmo? Uma e outra, ainda que negativas para ele, emprestavam-lhe o papel de um agente político. Ainda que não fosse do agrado do garoto de extrema esquerda ou do adulto liberal, eu o inscrevia como personagem da história.
A justa indagação que hoje está nas ruas o coloca num lugar rebaixado, bem aquém da minha hostilidade generosa: as pessoas querem saber se Lula vai pagar por aquilo que consideram seus crimes de político comum, vulgar, que se organiza para se locupletar e se dar bem. É a Justiça que vai dar a palavra final a respeito. O que a gente pode dizer com certeza é que as narrativas a que o petista tem de recorrer para explicar o inexplicável já viraram motivo de chacota nacional.
A defesa de Lula já vai adaptando as versões às circunstâncias. Agora admite que a família visitou o tríplex acompanhado do presidente da OAS, Léo Pinheiro, convertido, então, em corretor de imóveis. Mas não mais do que isso. Também o sítio de Atibaia, reformado pela Odebrecht e pela OAS segundo os gostos do companheiro, não lhe pertence.
Marisa, no entanto, pagou com dinheiro do próprio bolso por um barco de alumínio para ser usado no lago da propriedade. Ora, convenham, o que é que tem? É muito comum a gente comprar equipamentos para propriedades alheias, certo? Por si, isso não prova nada. Prova apenas que Marisa é generosa.
O PT diz que vai se dedicar agora à defesa de Lula. Parece que a campanha eleitoral deste ano terá como alvo a tentativa de recompor a imagem daquele que segue sendo o poderoso chefão do partido, o mandatário inconteste, o senhor absoluto da legenda. Por incrível que pareça, ele só não conhece as falcatruas da organização. Quando se trata de explicar a bandalheira, ele se torna um estranho no petismo.
Houve, sim, um tempo em que Lula posava de vítima, e milhões de pessoas se compadeciam. Esse tempo acabou. A realidade é outra. Hoje, os pessimistas dizem: "Esse negócio do Lula não vai dar em nada outra vez, né?". E os otimistas: "Acho que desta vez ele não escapa, né?".
Notem que são avaliações distintas que, no entanto, têm um diagnóstico comum.
Lula está acabado.
Fonte: http://veja.abril.com.br/

"Lula e o PT não perceberam que a história da vítima já não cola mais"



Por Reinaldo Azevedo
O ex-presidente Lula se reuniu nesta sexta com sua equipe de advogados para traçar a estratégia jurídica e de comunicação que deve adotar diante das investigações da fase Triplo X da Operação Lava Jato e da investigação conduzida pelo Ministério Público Estadual de São Paulo.
O Instituto Lula divulgou à tarde uma nota em defesa do petista. O comunicado diz que "são infundadas as suspeitas do Ministério Público de São Paulo e são levianas as acusações de suposta ocultação de patrimônio". A nota termina com a seguinte frase: "A verdade ficará clara no correr das investigações".
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, saiu mais uma vez em defesa do chefão petista. Em nota publicada em uma rede social, afirmou que as investigações têm o objetivo de tentar "derreter o Lula" para destruir o PT.
Falcão escreveu: "Eles sabem qual é a liderança, qual é a força política que tem o PT. Isso já vinha antes de a gente ter a Presidência. Tem uma série de episódios para tentar destruir o PT e destruir o Lula. São os mitos: casa do Morumbi, fortuna do Lula, conta no exterior, uma série de ataques. Não passarão".
Falcão fala por falar. Fala para falar alguma coisa. Fala para não ficar calado. Sabe, no entanto, que não há verdade no que diz. Desta feita, não se trata de lendas urbanas, de um diz-que-diz-que… A propriedades-problema têm uma série de desculpas, mas não têm explicação.
Essa tática do PT envelheceu, e Lula e seus companheiros ainda não se deram conta. Quando os brasileiros imaginavam que Lula era realmente um homem pobre - ou com uma vida tão remediada como a deles -, então colava essa conversa de preconceito contra o operário, de tentativa de destruir Lula, de esforço para dar fim ao PT.
Agora não mais. Agora o PT é poder, Lula é um homem rico, e já não se encaixa mais no figurino da vítima.
Diz-se muito que a melhor defesa é o ataque. É bom Lula repensar a máxima. No seu caso, a melhor defesa é mesmo tentar se defender.

Profano vs. sagrado

Em Feira de Santana, a Catedral Metropolitana de Santana foi mantida fechada no domingo, evitando a entrada de grupo que pretendia lavar a igreja.
Enquanto isso, em Salvador, a cantora Daniela Mercury está anunciando que vai se fantasiar de "Nossa Senhora", na terça-feira, 9, de Carnaval, no Campo Grande.
Já no filme "Reza a Lenda", em cartaz, a fé religiosa, pela imagem da Virgem Maria, é literalmente estilhaçada por tiros. 

Charge de Sponholz