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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

César Maia e a oposição

De César Maia
1. Se há uma rotina na política são as crises de bolso que ocorrem nos partidos que perdem as eleições. Em geral, duram o tempo dos partidos entenderem que exacerbar os conflitos pela perda de uma eleição é perder duas vezes. Afinal, as circunstâncias criaram um ambiente eleitoral de difícil superação, pelo crescimento reativo da economia após um ano de recessão, o uso e o abuso de recursos gobbellsianos, o descolamento do presidente de seu próprio governo. Para quem gosta de sofrer, vale lembrar que os problemas ocorreram nos anos anteriores às eleições: em 2005 o mensalão e em 2009 a recessão. Se fosse um ano depois, o quadro poderia ter sido diferente. Mas não foi.
2. É verdade que a oposição cometeu erros, e não foram poucos. Entre eles, ignorar a pré-campanha, não coordenar os Estados, imaginar que uma continuidade do tipo "o Brasil pode mais" seria percebida como alternativa, exaltar a condição de "estadista" do principal adversário, monotematizar a saúde e, finalmente, entrar nos escândalos na lógica da imprensa. Mas com uma campanha sem esses erros, o resultado seria o mesmo. Talvez com uma diferença menor e com um sofrimento maior.
3. E por que a oposição está tão deprimida? Porque supervaloriza a popularidade do presidente e começa a antecipar outra derrota em 2014. Alguns dizem assim: se o governo eleito for bem, vai ganhar, e, se for mal, volta Lula como salvador. Raciocínio que estimula os mais afoitos a correr para a ampla "base aliada". Aí pelos Estados, há cargos disponíveis à vontade.
4. A história política mostra que não há nenhuma razão para supervalorizar a popularidade. Não falo de superpopularidade conjuntural, como a de Sarney durante o Plano Cruzado. Ou Jango, líder popular que sucedeu Getúlio e que perdeu a eleição para senador no Rio Grande do Sul um mês e dez dias depois do suicídio que mobilizou o país. Falo de popularidades estruturais. Clemenceau, chefe de governo francês, líder e mito na Primeira Guerra Mundial, que, um ano depois do encerramento dessa guerra, perdeu a eleição e o governo. E Churchill, chefe de governo na Grã-Bretanha, herói da Segunda Guerra Mundial, a quem o mundo deve tanto. Perdeu a eleição e o governo seis meses depois do fim da guerra.
5. Mitos na política são solúveis em qualquer prazo. Mais ainda quando a popularidade é construída como essas pirâmides financeiras, por meio de derivativos de sabão. Mas os solventes devem vir do próprio processo político, aplicados pela oposição. Claro, uma oposição ativa e otimista, que saia rápido do divã e vá às ruas e aos parlamentos mostrar que, debaixo da pele da propaganda, a osteoporose política avança.
Fonte: Jornal "Folha de S. Paulo", coluna de sábado, 1º.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ataque deixa site da Presidência fora do ar

O site da Presidência da República (www.presidencia.gov.br) ficou fora do ar neste domingo, 2, um dia após a cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff. O ataque foi assumido no Twitter pelo grupo "Fatal Error Crew".
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto - que também não conseguia abrir o site - informou que o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) detectou problemas em seus servidores, mas classificou o caso como "falha técnica".
A página permaneceu inacessível por mais de cinco horas - voltou às 19h45.
Fonte: UOL

Revisão de "Quatro Heróis do Texas"

Na noite deste domingo, 2, a revisão de "Quatro Heróis do Texas" (Four For Texas), de Robert Aldrich, 1963. Foi visto no Cine Íris, em meados dos anos 60. Trata-se do primeiro e último western feito pelo Frank Sinatra. Western com humor.
Ainda no elenco: Dean Martin, as belas Anita Ekberg e Ursula Andress, bem sensuais, além de Charles Bronson, Victor Buono, Os Três Patetas (em sua terceira formação, com Joe DeRita, Larry Fine e Moe Howard), Jack Elam e Bob Steele.
Assista ao trailer original:
http://www.youtube.com/watch?v=blTr9jqLL70

Informação com atraso

Para um evento realizado na manhã deste domingo, 2, o Blog Demais recebeu às 20h31, por e-mail a seguinte informação da Assessoria de Comunicação da Câmara:
"A Câmara Municipal de Feira de Santana está ultimando os preparativos para posse do novo presidente da Casa, vereador Antônio Francisco Neto - Ribeiro (Democratas), e da nova Mesa Diretiva do poder legislativo feirense. A cerimônia será realizada neste domingo (2 de janeiro), a partir das 9 horas, no plenário da Casa..."

Feliz 2011

Primeira queixa de Dilma


Já vai tarde

Por Ricardo Setti, no sábado, 1º
O presidente Lula encerra o mandato com uma decisão vergonhosa - a de não extraditar o terrorista e assassino Cesare Battisti para a Itália, como mandaria a legislação, o bom senso, o sentimento de justiça e as relações com um país amigo.
É como um escultor que dá seu toque final a uma obra. No caso, uma obra que o presidente parece ter perseguido com obstinação - a permanente tentativa de desmoralização das instituições. É esta a herança maldita, eivada de descaso moral, que passará à frente, hoje, à presidente eleita, Dilma Rousseff.
Lula deixa um legado positivo em realizações, que não se pode negar: a manutenção da estabilidade econômica que herdou dos antecessores Itamar Franco (1992-1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), na qual se baseou o grande crescimento do PIB e a formidável geração de empregos ocorridos em sua gestão, ambos impulsionados por uma conjuntura internacional extraordinariamente favorável. E, entre outros aspectos louváveis, a marcante distribuição de renda, também estribada na "rede de proteção social" do antecessor FHC, que seu governo ampliou e aprofundou.
Em compensação, em matéria de herança maldita, o presidente que hoje deixa o Planalto…
* Viu seu governo ser tisnado por escândalos nos Correios, na compra de ambulâncias, na montagem de dossiês fajutos para prejudicar adversários, na transformação da Casa Civil em balcão de negócios.
* Desmoralizou o quanto pôde o Congresso Nacional, por meio de seu então braço direito, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, que edificou um esquema de compra de apoio parlamentar, o mensalão, qualificado pelo procurador-geral da República como "formação de quadrilha".
* Silenciou espantosamente diante da explosão do mensalão, para se pronunciar tardiamente dizendo-se "traído", sem jamais apontar quem o traiu e por quê.
* Como parte do mesmo processo, fez composições com qualquer grupo político disposto a trocar apoio parlamentar por benesses governamentais, "não importando o quanto de incoerência essas novas alianças pudessem significar diante do que propunha, no passado, a aguerrida ação oposicionista de Lula e de seu partido na defesa intransigente dos mais elevados valores éticos na política", como brilhantemente recordou o Estadão em editorial de 9 de setembro do ano passado. No saco de gatos governista o antes purista PT passou a conviver com o que há de pior na política brasileira, gente como José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Paulo Maluf e Fernando Collor.
* Envergonhou os brasileiros de bem quando comparou com bandidos comuns trancafiados em prisões brasileiras os dissidentes da ditadura cubana, e confraternizou com o ditador Raúl Castro no exato momento em que um deles morria em consequência de uma greve de fome.
* Envergonhou os brasileiros de bem estreitando laços com regimes ditatoriais, como os de Cuba ou do tenebroso Irã, ou com caudilhos autoritários como o venezuelano Hugo Chávez, e concordando em que o governo se abstivesse sistematicamente na ONU de condenar as violações de direitos humanos nesses países e em outros como a China, o Sudão e a Síria, aliando-se, na organização internacional, ao que há de pior em matéria de regimes autoritários.
* Desmoralizou as agências reguladoras, que deveriam ser órgãos técnicos e apartidários, para normatizar e fiscalizar áreas fundamentais da economia e da vida do país como o petróleo, as telecomunicações, a saúde pública ou a aviação, loteando-as entre políticos, cortando sua autonomia e reduzindo seus recursos no Orçamento.
* Desmoralizou o Tribunal Superior Eleitoral, zombando em público das sucessivas multas e advertências que recebeu por violar a lei ao fazer campanha para sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, em horário de trabalho e utilizando espaços e outros recursos públicos.
* Desmoralizou o Tribunal de Contas da União, ao apontá-lo seguidamente como entrave à execução de obras públicas nas quais a corte detectou problemas, e mandando seguir obras cuja paralisação havia sido determinada pelo TCU.
* Desmoralizou uma instituição que por décadas figurava entre as mais confiáveis entre os brasileiros, os Correios, aparelhando-os politicamente e deixando que o que antes era um centro de excelência em ninho de corrupção.
* Desestimulou os brasileiros que se esforçam por estudar e avançar em seu progresso educacional, ao passar invariavelmente a impressão de orgulhar-se de não possuir um diploma universitário e de, mesmo podendo, não ter estudado além do ensino elementar.
* Desmoralizou com frequência a majestade do próprio cargo, transformando a figura do presidente em palanqueiro vulgar, encantado pela própria voz, proferindo uma catarata diária de discursos e frequentes e constrangedores disparates, que dividiu o país entre "eles" e "nós", falou em "extirpar" um partido político legítimo, o DEM, e zombou do candidato da oposição à Presidência, José Serra (PSDB), quando este se viu envolvido em incidente provocado por baderneiros no Rio de Janeiro.
* Fez o possível para desmoralizar a História, ao martelar em seus discursos e, indireta e insidiosamente, na caríssima propaganda de seu governo, que o Brasil começou com sua chegada ao Planalto, há oito anos, quando "os brasileiros se reencontraram com o Brasil e consigo mesmos" - desconsiderando e desrespeitando o trabalho de antecessores, principalmente FHC, e agindo como se o que a propaganda oficial chama de "reencontros" não ocorresse em surtos desde, pelo menos, a Inconfidência Mineira (1789). E depois passando pela Independência (1822), a República (1889) e, mais recentemente, pelos anos JK (1955-1961), as esperanças suscitadas com a eleição de Jânio Quadros (1961), o "Brasil Grande" da ditadura militar, o extraordinário movimento das Diretas-Já (1983-1984), o surto de civismo que significou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em janeiro de 1985, e a comoção gigantesca que acompanhou sua morte, em abril do mesmo ano, o delírio otimista do Plano Cruzado (1986), o apoio ao Plano Real (1994) e a eleição em primeiro turno de FHC (ainda em 1994).
Nesse sentido, não importam seus índices de popularidade: Lula deixa uma herança maldita.
E já vai tarde.
Fonte: "Coluna do Ricardo Setti"

Em Arembepe


A partir de terça-feira, 4, dias de descanso e de pernas pro ar com a família em Arembepe, Camaçari, local aprazível que é banhado por bela praia. Um refúgio ecológico de vegetação preservada.
Tentarei continuar postando no Blog Demais de lá.

Deu em Claudio Humberto


Nascido em 2 de janeiro

Neste domingo, 2, dia de aniversário do jornalista e radialista Renato Ribeiro, companheiro do Rotary Club de Feira de Santana e parceiro em empreendimentos na comunicação social.
Ele atua como âncora na Rádio Jovem Pan FM com o programa "Jornal da Manhã" e na Rádio Subaé com o programa "Rádio Repórter", além de manter do "Blogo do Programa Rádio Repórter", além de ser coordenador de Jornalismo da primeira emissora e atuar como mestre de cerimônias.
O Blog Demais parabeniza Renato desejando que ele tenha toda sorte de bênçãos e que siga na trilha do bem.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Primeiro filme visto em 2011

Spencer Tracy em "Julgamento em Nuremberg"

Foto: Reprodução
Valorização da justiça, verdade e valor do ser humano estão em "Julgamento em Nuremberg" (Judgement at Nuremberg), de Stanley Kramer, 1961. Advogados, promotores e juízes deveriam ver (ou rever) o filme pela aula de retórica e lógica de promotoria e de defesa. É primeiro filme visto em 2011, em DVD da coleção, na noite deste sábado, 1º.
A trama ocorre em 1947, três anos depois do final da II Guerra Mundial. Sobra para Dan Haywood (Spencer Tracy), juiz aposentado do interior americano, o trabalho de presidir o julgamento de quatro juízes nazistas, que usaram seus cargos para permitir e legalizar as atrocidades nazistas contra o povo judeu.
A pressão política internacional é grande, à medida em que surgem as provas de esterilização e assassinato. É que a Guerra Fria está chegando e, ninguém quer mais julgamentos. Além disso, os governos aliados querem esquecer o passado.
"Julgamento em Nuremberg" trata assim sobre o que o nazismo produziu e destruiu. Trata-se de uma obra com densidade, em preto & branco, com diálogos brilhantes. Os fatos históricos citados são todos reais. Os personagens, as situações, as histórias, no entanto, são fictícios.
O filme começa com a chegada do juiz a Nuremberg. O carro que o conduz passa no meio de prédios em ruínas, bombardeados durante a guerra. Ele ocupa uma mansão, pertencente a uma aristocrata, madame Bertholt (Marlene Dietrich), viúva de um general condenado nos julgamentos.
Ele é apenas um juiz distrital do interior. Mas tem toda a sabedoria e o sentido rigoroso de justiça e ética.
A promotoria fica a cargo do coronel Tad Lawson (Richard Widmark), que participou da invasão final da Alemanha nazista, esteve presente no momento da libertação de prisioneiros de campos de concentração e que viu as atrocidades com seus próprios olhos.
Na defesa, atua um jovem advogado alemão, Hans Rolfe (Maximilian Schell), admirador de Ernst Janning (Burt Lancaster), o mais importante dos acusados. Ele defende a idéia de que os acusados, todos juízes, agiram seguindo as leis vigentes na Alemanha, mesmo que fossem leis desumanas e racistas.
"Julgamento em Nuremberg" teve 11 indicações da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Levou os prêmios de Melhor Ator para Maximilian Schell e Melhor Roteiro Adaptado (Abby Mann).

Sérgio Carneiro secretário e José Neto candidato derrotado por antecipação

O Ano Novo inicia com o aumento das especulações em torno do deputado federal Sérgio Carneiro (Foto: Reprodução). É que ele pode fazer parte do secretariado do governador Jaques Wagner, assumindo a Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia.
Mesmo com mais de 55 mil votos, Sérgio Carneiro não conseguiu renovar o mandato. Ele ficou na primeira suplência do partido.
A iniciativa do governo Wagner faria parte da engenharia política visando a enésima tentativa do PT de conquistar Prefeitura de Feira de Santana, agora em 2012. Sérgio seria candidato mais forte que o deputado estadual José Neto, por deter maioria no diretório do PT. Mas José Neto é o preferido do governador para perder a eleição, como até os postes sabem.

"Mulher do vice se destaca na posse"

Com participacão discreta na cerimônia de posse, até pela condição de mulher do vice-presidente da República, d. Marcela Temer (Foto: Reprodução) acabou se destacando pela juventude e beleza que a levaram a disputar o concurso de Miss São Paulo, em 2002. Nascida em Paulínia e casada com o vice-presidente Michel Temer, 43 anos mais velho, ela tem 27 anos de idade, é mãe de Michel Jr, nascido há dezoito meses. Depois de casada, ela se formou em Direito.
Fonte: Claudio Humberto

"O legado de Lula"

Por Percival Puggina
Há uma relação de causa e efeito entre a degradação da política brasileira e a ação do presidente Lula. Ele a deteriorou e comprometeu a democracia através do aparelhamento de tudo, da cooptação, da compra de votos com favores, do fracionamento e da descaracterização dos partidos.
Acabou! Não há bem que sempre dure (na perspectiva dos 87% que gostaram), nem mal que não acabe (segundo a ótica dos 13% descontentes). Faço parte do pequeno grupo que não se deixa seduzir por conversa fiada, publicidade enganosa e não sente atração pelos salões e cofres do poder.
Lula chega ao fim de seu mandato em meio a um paradoxo que cobra explicações: a política e os que a ela se dedicam despencaram na confiança popular para um índice de rejeição de 92%! Ora, como entender que os políticos valham tão pouco perante a opinião pública enquanto o grande senhor, o chefe, o mandante, o comandante da política, surfa nas ondas de uma popularidade messiânica? Ouço miados nessa tuba. Como pode? Quanto mais crescia a popularidade do presidente mais decrescia o prestígio da política! E ele nada tem a ver? Chefiou durante quase uma década o Estado, o governo, a administração, uma fornida maioria parlamentar, o numeroso bloco de partidos integrantes de sua base de apoio, nomeou 8 dos 11 ministros do STF, estendeu seu braço protetor sobre as piores figuras da cena nacional e é a virgem do lupanar?
Eu aprecio os governantes realistas. Sei que o realismo se inclui entre as características de todos os estadistas. Seja como homem do governo, seja como chefe de Estado, o estadista lida com os fatos. Ideais elevados e pés no chão. Causas e consequências, problemas e soluções. Realismo. Isso me agrada. Mas há um realismo cínico, desprovido de caráter, que desconhece limites éticos, que se abraça com o demônio se ele puder ser útil. A história está cheia de líderes assim e apenas os olfatos mais sensíveis parecem capazes de perceber o cheiro de enxofre que exalam. Há uma relação de causa e efeito entre a degradação da política brasileira e a ação do presidente Lula. Ele a deteriorou e comprometeu a democracia através do aparelhamento de tudo, da cooptação, da compra de votos com favores, do fracionamento e da descaracterização dos partidos. Assim como atuam os desmanches de automóveis, assim operou a política presidencial com os pedaços dos partidos nacionais, comprados das fontes mais suspeitas e pelos piores meios.
Quer dizer, senhores e senhoras arrebatados pela retórica lulista, que a democracia perdeu importância e pode ser uma coisa qualquer, apoiada por qualquer arremedo de política? Não se exige mais, de quem governa, um padrão mínimo de dignidade? De coerência e respeito? Não! Pelo jeito, basta encher o bolso dos ricos e distribuir esmolas aos pobres para que surja um novo São Francisco em Garanhuns.
Ah, Puggina! Mas com ele a economia cresceu, o número de miseráveis diminuiu e se realizaram obras importantes. Vá que seja. Mas convenhamos: era preciso muita incompetência para que a economia ficasse travada em meio a um ciclo mundial extremamente favorável. Pergunto: não estavam diligentemente postas pelos antecessores as condições (privatizações, estabilidade monetária e jurídica, integração ao comércio mundial, credibilidade externa, responsabilidade fiscal e estímulo ao agronegócio)? Estavam, sim. Faltava o que Lula teve a partir de 2005: dinheiro jorrando, comprador e investidor, no mercado internacional. E ainda assim, entre 2002 e 2009, o crescimento do PIB per capita do Brasil teve um desempenho medíocre comparado com outros emergentes e, mesmo, com a maior parte dos países da América Latina.
O Partido dos Trabalhadores se construiu mediante três estratégias convergentes. Primeiro, a rigorosa adoção da cartilha gramsciana, assenhoreando-se dos meios de formação da cultura nacional, sem esquecer-se de qualquer deles - igrejas, sindicatos, movimentos sociais, universidades, meios de comunicação, material didático, música popular. Segundo, combatendo tudo, mas tudo mesmo, que os governos anteriores buscavam implementar como condição para que o país retomasse o crescimento: Plano Real, abertura da economia, privatizações, cumprimento de contratos, pagamento da dívida, responsabilidade fiscal, busca de superávits, agronegócio e Proer. Tudo era denunciado como maligno, perverso, antinacional, corrupto. Terceiro, destruindo de modo sistemático a imagem de quem se interpusesse no seu caminho para o poder, até restar, do imaginário de muitos, como a grande reserva moral da pátria. Dois anos no poder bastaram para que os véus do templo se rasgassem de alto abaixo e os muitos petistas bem intencionados arrancassem os cabelos num maremoto de escândalos.
Somente alguém totalmente irresponsável ou com desmedida ganância pelo poder haveria de desejar para a nação um governo social e economicamente desastroso. Não é e nunca foi meu caso. Não escrevo estas linhas para desconsiderar o que andou bem no governo do presidente Lula. Mas não posso deixar de expor o que vi - e como vi! - de sórdido e prejudicial em seu modo de fazer política. Para concluir, temperando os exageros de uma publicidade que custou ao país, na média dos últimos três anos, R$ 900 milhões por ano, considero sensata a observação a seguir. Quando Lula assumiu, em 2003, os principais problemas do Brasil situavam-se nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. Passados oito anos, haverá quem tenha coragem de afirmar que não persistem os problemas da Educação e que não se agravaram os da Saúde e da Segurança Pública? Haverá 87% de brasileiros dispostos a se declarar satisfeitos com a situação nacional nesses três pilares de uma vida social digna?

Fonte: "Mídia Sem Máscara"

Comentários no Facebook

Andrews Pedra Branca no seu Mural no Facebook:

A Rede Bandeirantes de Televisão pecou em deixar os "tartufos" Ricardo Boechat e Boris Casoy narrarem a posse da primeira mulher presidente do Brasil. "A Dilma precisa abolir o beijo do cumprimento", por Ricardo Boechat / "Não foi um grande discurso”, por Boris Casoy. Seriam protagonistas na comédia de Molière (Le Tartuffe)?

Ponto de interrogação


Brinde ao Ano Novo e à democracia!"

O Democratas combate o caráter totalitário do PT porque seu maior compromisso é com a democracia. O país não pode esquecer que quando ainda se chamava Frente Liberal, o Democratas foi um dos principais responsáveis pelo retorno do Brasil à democracia.
Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, os principais líderes do PMDB, formaram a Aliança Democrática ao lado dos principais líderes da Frente Liberal e o Brasil conseguiu retomar o caminho democrático de forma pacífica.
O Democratas jamais aceitará que o PT, ou qualquer outro partido, use as regras da democracia para tentar minar o modelo democrático.
O compromisso do Democratas é com a liberdade do povo brasileiro. É com a democracia! Só a partir da democracia vamos obter todas as demais conquistas necessárias para melhorar ainda mais a vida de todos os brasileiros e brasileiras.
Fonte: "Blog 25: Democratas"

Só rindo


"Identidade custará R$ 90 milhões mas não serve"

O Ministério da Justiça lançou novo modelo de carteiras de identidade, no formato de cartão de crédito, com chip contendo dados biométricos (altura, impressões digitais), CPF, titulo de eleitor e passaporte. Uma beleza. A Casa da Moeda vai gastar R$ 90 milhões só no primeiro ano, mas a nova identidade não substituirá esses documentos. Então para que serve mesmo a nova carteira de identidade? Para alguns ganharem dinheiro, além da empresa que empurrou o bagulho ao MJ.
Fonte: Claudio Humberto

Reação da natureza!

Dimas Oliveira no Twitter:
Nunca antes no país uma posse presidencial debaixo de chuva, estragando o "cerimonial" preparado. É a reação da natureza!

Dilma não toma chuva

Dimas Oliveira no Twitter:
Oh, que peninha! Dilma não está desfilando em carro aberto. Ela não quer tomar chuva. A natureza estraga a folia da posse petista.

Primeira sessão de cinema de 2011 às 15h50 deste sábado

"Tron: O Legado", primeiro filme a ser exibido em 2011, em Feira de Santana

Foto: Divulgação

Neste sábado, 1º, no Orient Cineplace, sessões iniciadas a partir das 15 horas, pelo feriado. Assim, "Tron: O Legado", às 15h50, será o primeiro filme a ser exibido neste primeiro dia do ano.
Veja os programas:
PRÉ-ESTRÉIA
INCONTROLÁVEL
(Unstopable), de Tony Scott, 2010. Com Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson e Kevin Dunn. Ação. Empresa ferroviária trabalha freneticamente para evitar que um trem desgovernado que transporta carga perigosa destrua uma cidade. Para tanto conta com dois maquinistas. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 10 anos. Duração: 99 minutos. Horário: 21h10. Sala 1 (243 lugares).
LANÇAMENTOS
ATRAÇÃO PERIGOSA
(The Town), de Bem Affleck, 2010. Com Ben Affleck, Jon Hamm, Rebecca Hall, Pete Postlethwaite, Chris Cooper e Blake Lively. Ação. Líder de uma quadrilha de assaltantes de bancos se envolve com refém. Tudo pode conduzir a um destino perigoso ou a uma segunda chance. Baseado no romance “O Príncipe dos Ladrões”, de Chuck Hogan. Não recomendável para menores de 16 anos. Duração: 125 minutos. Horários: 16h20, 18h50 e 21h20. Sala 2 (160 lugares).
A REDE SOCIAL (The Social Netework), de David Fincher, 2010. Com Jesse Eisenberg, Justin Timberlake e Andrew Garfield. Drama. Em uma noite de outono, em 2003, graduado em Harvard e gênio em programação de computadores, Mark Zuckerberg se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova idéia. O que começa em seu quarto logo se torna uma rede social global e uma revolução na comunicação. Em apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Mark Zuckerberg é o mais jovem bilionário da história. Não recomendável para menores de 14 anos. Duração: 117 minutos. Horários: 18h25 e 20h50. Sala 3 (167 lugares).
DE PERNAS PRO AR, de Roberto Santucci, 2010. Com Ingrid Guimarães, Maria Paula, Bruno Garcia e Flavia Alessandra. Comédia. Alice é uma típica mulher dos tempos atuais. Casada, um filho pequeno, trabalha como assessora de uma grande empresa. Seu ritmo de trabalho rouba quase todo o seu tempo e praticamente toda a sua libido. O resultado é que seu marido pede a separação. Ela decide mudar e o destino lhe oferece uma oportunidade: trocar seu trabalho por outro bem mais atraente, de ser vendedora de uma sex shop. Não recomendável para menores de 14 anos. Duração: 97 minutos. Horários: 16h50, 18h55 e 21 horas. Sala 4 (264 lugares).
CONTINUAÇÕES
AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA
( The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader), de Michael Apted, 2010. Com Ben Barnes, Eddie Izzard, Skandar Keynes e Georgie Henley. Aventura. Os irmãos Edmund e Lucy, retornam à Nárnia acompanhados pelo primo e lá encontram o príncipe Caspian, agora rei, que os convoca para uma missão. A bordo do navio ‘O Peregrino da Alvorada’, eles se confrontam com dragões, anões, tritões e um grupo de guerreiros perdidos, navegando até uma série de ilhas misteriosas, que ocultam segredos e tentações. Em quarta semana. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 10 anos. Duração: 120 minutos. Horários: 16h20 e 18h45. Sala 1.
TRON: O LEGADO (Tron), de Joseph Kosinski, 2010. Com Jeff Bridges, Garret Hedlund, e Olivia Wilde. Aventura de ficção científica. Sam, filho de Kevin Flynn, é levado a um universo digital onde seu pai está aprisionado há 20 anos. Trata sobre fronteira digital para remodelar a condição humana. Em terceira semana. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 127 minutos. Horário: 15h50. Sala 3.

ENDEREÇO E TELEFONE
Orient Cineplace - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.
(Com informações do Departamento de Marketing de Orient Cinemas)

Desconfiança da mídia com ministros baianos

"Antes mesmo da posse do novo governo, a imprensa nacional já trata com desconfiança os ministros baianos nomeados pela presidenta Dilma", alerta o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM).
O parlamentar democrata destaca o respeitado jornalista da "Folha de S. Paulo", Jânio de Freitas, que, na sua coluna publicada quinta-feira, 30, colocou em dúvida a habilitação dos ministros Mário Negromonte e Afonso Florence para as pastas das Cidades e do Desenvolvimento Agrário, respectivamente.
"Jânio de Freitas pôs os baianos no mesmo balaio onde fala de habilitações duvidosas e mãos sujas e o colunista ainda questiona: 'o que esperar de Mário Negromonte como ministro de Cidades, e o denunciado Afonso Florence no Desenvolvimento Agrário?'", informa Aleluia.
O deputado espera que o trabalho dos ministros baianos de Dilma Rousseff mude a opinião da imprensa nacional. "Torcemos pelo sucesso do novo governo e que os ministros baianos enobreçam o nome da Bahia, desempenhando com ética e eficiência a missão para a qual foram designados", afirma.

"O que será da igreja brasileira em 2011?"

Por Jorge Fernandes Isah
Ano novo aproximando-se, já as portas de janeiro, e estou a me perguntar: o que nos aguardará nos próximos doze meses? Em que condições a igreja evangélica deixará o país ao fim-do-ano? Será que a expansão numérica dos evangélicos no Brasil tem-se refletido em luz, ou "tudo continua como dantes no quartel do Abrantes"? Com os evangélicos não fazendo diferença, nem salgando o mundo?
Quais mudanças serão percebidas na sociedade? Ela terá refletida a sabedoria e santidade bíblicas? Terá se tornado moral e eticamente aprovada? A defender a vida e os princípios estabelecidos por Deus em Sua palavra?
Ou a expansão numérica servirá apenas para aproximar a igreja cada vez mais do padrão do mundo (através da invasão de incrédulos e suas perversões no seio da igreja; e o que é pior, a aceitação passiva por parte daqueles que se dizem cristãos e defensores da fé bíblica)? A interagir e se fundir com o secular de tal forma que não se distingue o aparentemente santo do profano?
Até que ponto, o triunfalismo e o otimismo com as possibilidades de um Brasil evangelizado é realidade ou ficção? Especialmente quando se sabe que a maior parte das pregações têm sido antibíblicas e não-cristãs? É possível se pregar o antievangelho e ainda assim evangelizar em moldes verdadeiramente cristãos? Ou estamos a misturar as coisas, sem saber o que fazemos, guiados por egos inflados, por doutrinas espúrias, com o objetivo de saciar a sanha indolente das criaturas? Sem glorificar o Criador e Senhor?
Há muito tempo se ouve a frase: o Brasil para Cristo! Mas o que pregamos é Cristo crucificado, ressurreto e que está à destra do Pai governando o mundo, ou o anticristo?
Até que ponto, igrejas preocupadas com atividades sociais, de lazer, empresariais, mercadológicas, envoltas pelo pragmatismo e a busca de resultados estatísticos e financeiros podem estar comprometidas com Deus e Sua palavra, ao ponto em que ela transborde e seja impossível não proclamá-la?
Até que ponto, as igrejas estão preocupadas em pregar o arrependimento? E, assim, somente assim, reconhecendo-se nu e miserável o homem poderá quedar-se submisso diante do Deus Todo-Poderoso, santo e justo? Pois sem arrependimento, não houve novo-nascimento, e sem novo-nascimento como será possível ver o reino dos céus?
Até que ponto, um povo obstinado em rejeitar a Deus pode ser chamado de cristão? Como está escrito: "Feriste-os, e não lhes doeu; consumiste-os, e não quiseram receber a correção; endureceram as suas faces mais do que uma rocha; não quiseram voltar" (Jeremias 5: 3.
Até que ponto, o Evangelho estará soterrado pelo humanismo? E se tornará irreconhecível como a mensagem do Deus Vivo?
Até que ponto, continuaremos assentados confortavelmente em nossas poltronas sem clamar, interceder e orar pelas almas escravizadas pelo pecado? E por milhões cegados pelo deus deste mundo?
Até que ponto, todo o nosso entendimento e rigor doutrinários estarão realmente a serviço do Reino de Cristo?
Até que ponto, satisfaz o que temos e não o que damos?
Até que ponto, continuaremos soldados na caserna, enquanto a guerra se desenvolve no campo?
Até que ponto, ser cristão é não ser cristão?
O compromisso dos que são de Cristo é seguir os passos do Mestre, para que se dê muitos frutos, senão será cortado e lançado "onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga" (Marcoc 9: 48).
Quantas vezes é preciso ser vomitado? Por não ser frio nem quente, mas morno? Julgando-se rico, quando se é desgraçado, miserável, pobre, cego e nu?
"Sê pois zeloso, e arrepende-te" (Apocalipse 3: 19).
Texto originalmente publicado no "Blog Kálamos" com o título "Ponto de Fuga".
Fonte: "Internautas Cristãos"

Feliz Ano Novo

"O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos...
Mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco!
Assim, neste NOVO ANO, possamos caminhar mais e mais juntos...
Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAÚDE, COMPREENSÃO E MUITO AMOR".
Feliz 2011
São os sinceros votos da família "Jornal da Chapada".

Cinco anos sem Pedro Roberto

(29.06.1950-01.01.2006)
Uma das últimas fotos de Pedro Roberto, ao lado do quadro "Rapsódia em Setembro", trabalho em tinta acrílica então inacabado
Foto: Arquivo Blog Demais
Neste primeiro dia do ano, a passagem de cinco anos de morte do artista plástico Pedro Roberto.
Pedro Roberto Boaventura de Oliveira nasceu em 29 de junho de 1950, em Angico, distrito de Mairi, na Bahia. Filho da professora Hilda Pereira Boaventura de Oliveira (já falecida) e do comerciante Carlos Simões de Oliveira, sendo o oitavo filho do casal. Aos dois anos de idade veio morar em Feira de Santana e, desde criança mostrou muito interesse por trabalhos manuais, desenhos e um conhecimento especial sobre cinema, na época, o grande divertimento da garotada.
Aos 16 anos, com incentivo de sua mãe, foi trabalhar com o arquiteto Amélio Amorim, então, o mais renomado da cidade, onde aprendeu desenho técnico, tornando-se logo, um dos mais requisitados nessa área. Com a dupla de arquitetos José Monteiro Filho e Juraci Dórea continuou desenhista até o início dos anos 70, quando prestou vestibular em Salvador, cursando Artes Plásticas na Universidade Federal da Bahia (Ufba), até 1976.
Em 1973, realizou sua primeira exposição individual, no Clube de Campo Cajueiro, em Feira de Santana, denominada “Realismo Fantástico”, que obteve repercussão imediata, tanto na parte comercial como na mídia especializada, recebendo citação em matéria da conceituada crítica Matilde Matos, do “Jornal da Bahia”.
Paralelamente, em Salvador, trabalhou com vários arquitetos, entre eles Itamar Batista, Geraldo Gordilho, Luiz Humberto Carvalho e Neilton Dórea.
Até o final dos anos 80, realizou dezenas de exposições individuais, participou de salões e coletivas, criou cartazes (duas vezes para a Micareta de Feira de Santana) e figurinos para teatro, decoração para eventos, murais, além de cenários para desfiles de moda e peças teatrais.
Aos 30 anos de idade foi morar no Rio de Janeiro e, em 1982, mudou-se para São Paulo, onde abriu o atelier “Garagem 957” juntamente com a designer de jóias Jeanette Pires.
Em 1988, foi convidado pelo estilista Ney Galvão para mostrar seusquadros no programa “Veja o Gordo” e indicado pelo mesmo para ser cenógrafo no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).
Ele trabalhou dezesseis anos na emissora, até 2004, exercendo os cargos de assistente de Cenografia, cenógrafo, chefe de Cenografia, gerente de Contra-Regra, gerente de Cenografia & Contra-regra, gerente de Cenografia & Figurino e como coordenador de Cenografia & Figurino.
Vitimado por um câncer, ele voltou para Feira de Santana em dezembro de 2004, depois de ter se submetido a uma delicada cirurgia. Nesta cidade, fez tratamento de quimioterapia e radioterapia. Realizou a que seria sua última exposição, “Faces”, de desenhos, na Galeria de Arte Carlo Barbosa. Em setembro de 2005, com o recrudescimento da doença, ele voltou para São Paulo, onde faleceu em 1º de janeiro de 2006. Seu corpo veio para Feira de Santana, onde foi sepultado no dia seguinte, 2 de janeiro, no Cemitério Piedade.

"A Cesare o que é de Cesare"

Por Demóstenes Torres
O apego do governo a bandidos norteou as duas administrações do presidente Lula e se fecha com o salvo-conduto para o criminoso internacional Cesare Battisti. O esquema tragicômico começou com o Ministério da Justiça o recebendo como chefe de Estado, passou pela principal Corte se eximindo de mandá-lo para o outro lado do Atlântico e culminou com o chefe do Executivo reduzido a sombra de Celso Amorim. Para coroar a pantomima, o Luís Inácio da família Silva apresentou parecer do Luís Inácio da família Adams, com fundamentação jurídica certamente traçada pelo douto Francisco Everardo Oliveira.
O arrazoado transpira absurdos a partir de sua tese maior, a de que Battisti correria riscos se voltasse a Roma. Nem piada do Tiririca traria argumento tão risível quanto crer que os cárceres italianos sejam mais perigosos que os brasileiros. O sistema penitenciário nacional sempre foi horrendo e, oito anos de Lula depois, continua indigno até de um hediondo como Battisti. As sandices amontoadas por um Inácio a mando do outro estão em páginas das quais AGU e CGU vão se envergonhar sempre, pois a Advocacia e a Consultoria são Gerais e da União, não do presidente ou de quem ele ali plantou.
O esforço pró-delito é gigantesco. Para proteger um bandido europeu, tisnou-se a biografia do operário que virou presidente, manchou-se a reputação de consultores e advogados e divulgou-se ao mundo que o Brasil é uma republiqueta de frutas tropicais. São 65 páginas dizendo às demais nações "mandem seus criminosos que os daqui são insuficientes para regime tão acolhedor" e convocando condenados à fuga para cá. Aqui, diz o texto de um Inácio ordenado por outro, os bandidos são protegidos do "modo mais superlativo possível".
Battisti matou quatro pessoas e foi condenado, dentro da mais legítima ordem jurídica, a prisão perpétua. Quem merece a tranquilidade mais superlativa possível são as pessoas de bem, não um assassino. A população clama por mais verbas, equipamentos e pessoal para as forças de segurança e o governo não só a ignora como faz exatamente o contrário, deixa na rua quem deveria prender, solta quem tem de continuar na cadeia. Battisti é apenas um caso na política oficial de passar a mão em cabeça de bandido. Na defesa de seus meliantes, o governo ri da opinião pública, rasga tratados, compra litígio com nações amigas. A torcida é para que a nova presidente seja forte e o Supremo Tribunal Federal dê a Cesare o que é de Cesare: a passagem de volta para cumprir a pena a que fez jus na Itália.
* Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
Fonte: "Blog do Noblat"

Mengele, Battisti, Biggs e um lixão chamado Brasil

Por Hallison Liberato

Como se não bastasse a tremenda massa de assassinos e demais criminosos no Brasil, são exatos 498.487 presos que não cabem nas cadeias, a Ilma. Figura de sua Excel. o presidente do Brasil (Lula) decidiu por mais um assassino no país. Trata-se do matador italiano Cesare Battisti. Assassino cruel e impiedoso que por inclinações ideológicas matou quatro pessoas por divergência de pensamento em seu país de origem.
Battisti foi condenado na Itália à prisão perpetua. Quando integrava a organização "Proletários Armados pelo Comunismo" matou com tiros na nuca (ao estilo nazista) os opositores da sua ideologia de extrema esquerda. Dois de seus quatro assassinatos foram extremamente covardes: Matou pessoas que reagiram a seus assaltos. Além de assassino é ladrão. Matou suas vítimas. Há alguns indícios de que o filho de uma dessas vítimas foi baleado e ficou paraplégico. O garoto tinha então 13 anos.
Como se não bastasse ser ladrão e assassino, é também covarde. Depois de praticar estes crimes fugiu. Foi para a França onde o presidente socialista François Miterrand deu guarida a terroristas de orientação comunista criando leis específicas. Com a derrubada da lei continuou fugindo por outros países, Espanha, Portugal, Cabo Verde e agora no Brasil.
Aliás, o Brasil tem um histórico de abraçar criminosos de dar inveja a muitas penitenciárias. Por aqui passou Mengele, médico nazista que fez barbaridades inimagináveis com os prisioneiros dos campos de concentração e talvez tenha aprontado por aqui.
Mengele, após a derrota da Alemanha, veio parar no Brasil. Em Cândido Godói (RS), teria continuado seus experimentos nas mulheres locais, o que causou um grande nascimento de gêmeos desde que ele se instalou no local com o nome de Rudolph Weiss. Cândido Godói é conhecida mundialmente como a "Cidade dos Gêmeos".
Entre seus crimes bárbaros na Alemanha nazista havia o de injetar sangue de gêmeos nos olhos dos irmãos; colocar gêmeos separados em salas paralelas sem contato, causar sofrimento, estupro ou dor em um deles para descobrir se a ligação entre eles tinha algo de metafísico; Injetar tinta nos olhos das crianças para mudar a cor (procedimento realizado sem anestesia), entre outros procedimentos atrozes que causam arrepios somente em pensar.
Outro ladrão que se regozijou na hospitalidade do povo brasileiro foi Ronald Biggs. Famoso por ter assaltado o trem pagador na Inglaterra, veio viver tranquilamente no Brasil. Sem ser importunado por vários anos, casou-se, viveu com várias mulheres, entrava e saia do país quando queria. Uma grande piada.
Mais tarde Biggs foi descoberto. Porém, quando detetives da Scotland Yard o levaram para fora do país, o governo, sim, o governo brasileiro protestou. A Inglaterra, claro, deixou-o por aqui mesmo. Não fedendo o quintal deles já estava muito bom.
A semelhança entre Mengele, Biggs e Battisti é o Brasil. Assassinos e ladrões vivendo às custas do povo como se fossem pessoas de bem! Parabéns Lula, por dar continuidade à nossa história de lixeira do mundo, para não sujar o nome de uma parte do corpo humano que deve ser mais limpa do que esse país.
Fonte: Blog "Críticas e Pensamentos"

A carta de Lula para ele mesmo

Eu fui demais.
Nunca antes neste país houve um presidente tão capaz, tão efetivo em agregar os vários partidos em volta do PT.
Fiz a presidente,
Fiz o PAC, e fiz sim 1 milhão de casas,
Esse país não exixtia antes,
Eu o fiz aparecer e reaparecer para o mundo.
Eu fui chamado de O cara pelo Obama. O Sarkozi me ama, é meu amigão, vou sempre ligar para ele.
O Chavez também é amigão, é que só eu, o Dirceu e o Genoíno sabemos que ele é boa gente, o Castro também é bacana, tentei fazer aqui o que ele fez em Cuba, fiz bem.
83% da população me ama, não entendo como os outros ricos e preconceituosos não me amam tanto, devem todos ser puxa-sacos do Fernando Henrique.
Na verdade eu estou escrevendo essa carta para mim mesmo aqui do meu Palácio da Alvorada, aqui da minha mesa que presenciou tanto ato meu para esse povo todo.
O Bolsa-Família é meu, eu que criei,
O luz para todos é Meu, eu que criei. Tem gente que diz que isso já existia, que eu apenas mudei o nome, é mentira!! Isso é meu!
Adorei a idéia do Gabrielli de mudar o nome da plataforma de Tupi para Lula, esse cara é demais, por isso eu mandei a Dilma mantê-lo na Petrobrás. Manter também o Mântega na Fazenda, ela vai precisar desse garoto.
Eu fiz o Brasil se tornar um país de quase primeiro mundo, só não deu ainda porque não tive tempo, se eu tivesse mais 4 ou 8 anos EU iria conseguir, até tentei mudar a Constituição mas não deu não, esses advogados e ministros não sabem de nada da vida, são uns burgueses mesmo.
Adorei viajar pelo mundo e ser em todas as situações o centro das atenções. Esses presidentes dos países do primeiro mundo devem muito a mim, pois EU tirei o mundo da crise.
Eu estou feliz por todos acreditarem em MIM, EU não sabia de nada daquele mensalão. O Dirceu me disse que era para deixar essas coisas com ele, eu deixei. Ele mandou eu deixar as coisas agora também com ele já que a Dilma vai ser presidente, eu vou deixar.
Eu fiz o PIB desse país crescer, se dependesse desses empresários o Brasil quebrava, EU é que tive as melhores idéias para o desenvolvimento deles.
EU estou triste de ir, na verdade não queria ter que passar a faixa para a Dilma, ela nunca será igual a MIM, EU sou o melhor presidente que o Brasil teve e terá, vou falar com a Marisa, eu volto em 2014, vou ser ainda melhor do que fui.
Estou orgulhoso dos meus filhos, são geniais, eu sabia que eles iam chegar lá, são empresários mesmo, fazendeiros mesmo e pecuaristas mesmo. Agora os dois montaram uma holding para administrar todas as empresas deles, eu estou emocionado e sempre disse para a Marisa que eles chegariam lá, chegaram e vão fazer muito mais.
Eu deixei o Brasil preparado para o futuro, se os aeroportos, como dizem esses jornalistas burgueses estão totalmente sem infraestrutura para o futuro, ou a malha viária está toda destruída, ou os portos estão ineficientes e cheios de corruptos, ou se a dívida interna é a maior da história não foi culpa minha, é de algum desses incompetentes que não entenderam o que EU mandei fazer e se EU não disse deveriam ter feito pois eu estava fazendo alguma coisa mais importante.
EU sou mesmo o maior presidente da história, serei lembrado sempre como o semi alfabetizado metalúrgico que deu pau em tudo que é intelectual e empresário.
Alguns banqueiros eu gosto mesmo, são gente boa, alguns empreiteiros também.
Não quero acabar de escrever essa carta, tenho certeza que se eu mostrar para o Franklin Martins ele vai gostar tanto que pedirá para eu escrever mais e fará um livro para ser distribuído no Brasil todo.
Eu sou demais, a Dilma não será lá aquelas coisas se comparada a mim, mas fazer o quê? EU sou um só.
Vou me preparar para a festa de fim de ano, será a melhor que um governo já fez, e a amanhã quando eu passar a faixa para a Dilma (droga!), será a maior festa do mundo que este mundo já viu.
EU sou demais.
Fonte: Blog "Politicagens, Politiqueiros e Políticas Globais", de Walter Giglio, São Paulo-SP

Bye, Bye, Lula