Não se faz mais cinema como antigamente. Como "Ulisses" (1954) e "Helena de Troia" (1956)
"A Odisseia" de Homero é uma das duas principais epopeias da literatura grega antiga. É uma das obras literárias mais antigas que sobreviveram e continua popular entre o público moderno. Como "A Ilíada", "A Odisseia" é dividida em 24 livros. Trata sobre a civilização helênica de há mais de três mil anos, a mitologia grega clássica.
O filme "A Odisseia", em cartaz em todo o mundo - em Feira de Santana, no Orient Cinemas Boulevard, com sessões, com cópia dublada, às 13h30, 17 horas e 20h10 - é "um atentado terrorista contra o legado da literatura homérica" como considerou Paulo Hasse Paixão. Desrespeita a obra de Homero. Um filme muito sombrio, arrastado. Um ponto positivo é que desperta interesse pelo clássico da mitologia grega.
Em texto publicado na revista literária "London Review of Books", a acadêmica britânica-americana Emily Wison diz que "teria vergonha de ter escrito qualquer trecho deste roteiro". Ela descreve a estrutura narratriva do filme como "um mero artifício".
Escreveu mais que "o roteiro é péssimo. "nenhum dos personagens tem uma motivação convincente para suas ações ou falas". "Falta prifundidade psicológica,emocional, política e ética", pontuou.
O crítico Will Jordan, do "Critical Dinker" pontua que o diretor Christopher Nolan assassina Odisseu.
São muitas as críticas negativas ao blockbuster, como a escolha do elenco - colocando a atriz queniana-mexicana Lupita Nyong'o como Helena de Troia.
O poema atribuído a Homero não trata de queda da civilização, como o filme apresenta.
Odisseu (ou Ulisses) aparece como um homem traumatizado, em depressão, sentindo-se culpado de tudo.
Diferente do que conta o original, o Cavalo de Tróia é diferente: sem rodas, deixado para afundas nas ondas em vez de ficar em pé.
Tem personagem da "Eneida", de Virgílio - Sinon -, que aparece neste "A Odisséia" de Nolan.
No poema de Homero, Antínous é o primeiro dos pretendentes de Penelope a morrer pelas mãos de Odisseu. No filme, ele é o último.
Um erro de fato: no original, o lótus é descrito como uma fruta doce, enquanto no filme é retratado como uma flor.
Um anacronismo: Personagens se referem à época como a "Idade do Bronze", uma definição histórica estabelecida por arqueólogos no século XIX.
O certo é que o filme foi produzido para agradar à ideologia neoliberal da elite de Hollywood.
Como não de faz mais cinema como antigamente, lembrar dos clássicos "Ulisses" (1954), de Mario Camerini, com Kirk Douglas, Silvana Mangano, Anthony Quinn e Rossana Podestá, e "Helena de Troia" (1956), de Robert Wise, com Rossana Podestá, Jaques Sernas, Stanley Baker e Brigitte Bardot, que apresentam narrativas bem mais próximas do épico poema.


Nenhum comentário:
Postar um comentário