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sábado, 8 de fevereiro de 2014

"João Paulo, o Corisco, teve de se entregar!"



Por Reinaldo Azevedo
João Paulo Cunha prometia ser o Corisco de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha:
Se entrega, Corisco!
Eu não me entrego não!
Não me entrego ao tenente.
Não me entrego ao capitão.
Eu me entrego só na morte de parabelo na mão.
Entregou-se. Renunciou ao mandato. Fez o que disse que não faria de jeito nenhum. O que o fez mudar de ideia? Dois fatores: o comando do PT, que ordenou que se entregasse, e Henrique Pizzolato.
O partido não quer deputado seu na cadeia em ano eleitoral. Qualquer solução vindoura era pior do que a renúncia: a) a cassação, a mais provável; b) e a não cassação. De resto, se Genoino, que é Genoino, renuncia, por que João Paulo, que é João Paulo, haveria de resistir?
E há o caso Henrique Pizzolato. Este senhor virou uma espécie de petismo sem máscara. Ao longo desses meses, com a ajuda de setores amigos na imprensa e até de ministros do Supremo, os petistas vinham forjando a fantasia dos heróis, não é? Até aquela fanfarronice indigna da arrecadação de dinheiro pela Internet - pobrezinhos! - tentou ser vendida como ato de resistência.
Mas aí Pizzolato é preso. Com ele, uma soma razoável de dinheiro vivo — o que nunca é problema para os petistas. Descobre-se que o homem forjava documentos em nome do irmão morto, Celso, desde 2007, ano em que a denúncia do mensalão foi aceita. Escafedeu-se. O cinismo era de tal sorte que, em 2008, ele votou duas vezes: como Celso e como Henrique: com o documento falso e com o verdadeiro. Planejava a fuga desde 2007.
Aí acabou a graça. Pizzolato veio lembrar a real natureza dos mensaleiros. Não deu mais para Corisco.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"




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