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sábado, 23 de março de 2019

97 anos do falecimento de Agostinho Fróes da Motta

No dia 23 de março de 1922, há 97 anos, falecimento do coronel Agostinho Fróes da Motta (1856-1922), benemérito ex-intendente do município, entre janeiro de 1916 e dezembro de 1919. Seu sepultamento ocorreu no dia seguinte. Ele também foi conselheiro municipal, entre 1912 e 1916. 
O Grupo Escolar J. J. Seabra, depois Escola Normal e Faculdade Estadual de Educação, onde hoje funciona o Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), a Escola João Florêncio, atualmente Arquivo Municipal, e a Escola Maria Quitéria, são legados de sua atuação na área da educação. Ele nomina o Colégio Estadual Agostinho Fróes da Motta, vizinho ao Ginásio Municipal Joselito Falcão de Amorim.
Conta-se que o coronel Agostinho foi o responsável pela imponente obra da Escola J. J. Seabra. Dificuldades financeiras estavam ameaçando a conclusão do edifício. Então, ele, intendente, lançou mão de recursos do próprio bolso para que a construção não parasse, só tendo recebido a devolução da importância anos depois.
"Chefe político de real expressão, intendente, e que quando exigiu do Estado um grupo escolar para sua terra, por não ter recursos o Estado, fez ele do seu bolso o grande palácio da rua Direita, esperando que lhe pagasse a despesa o governador posteriormente", contou Eurico Alves Boaventura.
A praça Fróes da Motta, antes praça General Argolo, foi construída pelo próprio em terreno de sua propriedade. O logradouro passou a ter seu nome em 1922, graças ao conselheiro farmacêutico José Alves Boaventura, que apresentou projeto de lei nesse sentido. A lei aprovada foi sancionada imediatamente pelo intendente coronel Bernardino Bahia. Na praça, a existência de busto de bronze do coronel, que foi colocado pelo prefeito João Marinho Falcão, em 1956, por ocasião das comemorações do seu centenário de nascimento.
Na mesma praça, esquina com a rua General Câmara, a antiga morada dos Fróes da Motta, a Villa Motta, hoje sede da Fundação Senhor dos Passos.
A construção, de 1903, é imponente e que impressiona e maravilha os passantes e visitantes.
Agostinho Fróes da Motta teve o desejo de construir o palacete com moldes europeus, após viagem a Hamburgo, Alemanha. A responsabilidade pela construção ficou ao encargo do mestre de obras João Pascoal dos Santos.
O coronel Fróes da Motta atuou ainda como provedor da Santa Casa de Misericórdia, presidente da Sociedade Montepio dos Artistas Feirenses, da Liga da Defesa Nacional e da Junta de Alistamento Militar, presidente honorário do Tiro Brasileiro 310 e representante da primeira agência de crédito do Banco do Brasil instalada na cidade.
Ele tinha muito prestígio perante a sociedade feirense e eram diversos os postos de destaque ocupados, de cunho filantrópico, de assistência social, espaços de cunho militar e seu poder político, marcado pelos projetos ligados a escolarização.
Destaque ainda para o processo de urbanização com a construção de praças e pavimentação de ruas e logradouros da região central da cidade. Entre os melhoramentos feitos, os calçamentos da rua dos Remédios (atual rua Monsenhor Tertuliano Carneiro) e da rua Conselheiro Franco. Ele também efetivou o embelezamento da então praça da Matriz, construindo o coreto e os jardins em torno.
"Acometido de uma grave doença em dezembro de 1921, o coronel Agostinho Fróes da Motta ficou no leito durante vários dias, nos quais foram improfícuos a ação da ciência e os carinhos de parentes e amigos. Faleceu aos 65 anos de idade, em sua residência, onde o corpo foi velado, às 14h10 de uma quarta-feira, dia 22 de março de 1922. Às 15 horas do dia seguinte, o corpo foi acompanhado pelas Filarmônicas 25 de março, Vitoria e Euterpe Feirense ao lado da comunidade, autoridades civis, militares e eclesiásticas, além de convidados vindos de outras regiões. O sepultamento ocorreu no Cemitério Piedade", noticiou o jornal "Folha do Norte".

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