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quarta-feira, 8 de abril de 2020

"Resultado prático"


A parceria entre empresas pode ser fundamental para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Segundo o Senai, a iniciativa contabilizou 20 mil máscaras cirúrgicas e 15 mil protetores faciais em 15 dias.
Fonte: Claudio Humberto


terça-feira, 7 de abril de 2020

Cultura da Feira - O teatro amador nas décadas de 1960-1970


Assista ao vídeo 
Na imagem: Letícia Régia, Alvaceli Silva, Geraldo Lima (encoberto), Dimas Oliveira, Luiz Artur e Mary Barbosa em "Viúva, Porém Honesta", no palco do Cine Santanópolis

Nas décadas de 1960 e 1970, Feira de Santana registrou um intenso movimento cultural, tendo como eixo o teatro amador. Eram vários grupos teatrais, formados por estudantes, bancários, comerciários, muitos dos quais viriam a se destacar, anos depois, no cenário cultural, político e jornalístico da cidade e do estado. Participaram, entre outros, desse movimento - que também representou uma resistência à ditadura militar -, jovens como o cineasta Olney São Paulo, a atriz Margarida Ribeiro, os professores Luciano Ribeiro e Hosannah Leite, o publicitário Antonio Miranda e os jornalistas José Carlos Teixeira, Geraldo Lima e Dimas Oliveira.
A história do teatro amador de Feira de Santana, nesse período, é contada, em linhas gerais, no minidocumentário que está sendo exibido no Memorial da Feira, portal mantido na Internet pela Prefeitura, através da Secretaria de Comunicação Social. Seus narradores são dois dos seus principais protagonistas: o jornalista Gildarte Ramos e sua esposa, a professora Alvaceli Ramos, ambos aposentados. Os dois se conheceram nos palcos, e se apaixonaram durante os ensaios de uma peça, em que ele fazia o papel do prefeito e ela da primeira-dama. Viriam a firmar matrimônio um ano depois, num "casamento hippie" que reuniu milhares de pessoas na Catedral de Santana e que viria a entrar na história de Feira de Santana como um dos acontecimentos mais inusitados da cidade.
O documentário "O teatro amador na Feira" pode ser visto na seção Panoramas da Feira. O portal Memorial da Feira pode acessado na Internet no endereço www.memorialdafeira.ba.gov.br .

Homenagem


"Bolsonaro tem 3 opções para o lugar de Mandetta"

Luiz Henrique Mandetta estava adorando tudo isso. Alçado a liderança política nacional, elogiado pela oposição, o ministro da Saúde se sentia à vontade até para ignorar as opiniões, mesmo toscas, do presidente da República. E não resistia, com sua palavra fácil e tom gentil, à tentação de fazer política em cada coletiva. Exagerou. O presidente chegou ao Planalto, nesta segunda (6), decidido a demitir Mandetta. Mas a turma do "deixa disso" agiu e o esperto ministro decidiu propor a flexibilização do isolamento nos locais com 50% da capacidade de saúde liberadas.
Estava se achando
Mandetta até ousou prestigiar o governador goiano Ronaldo Caiado, que na véspera havia rompido com seu chefe. Não tinha perigo de dar certo.
Três nomes no páreo
Bolsonaro tem três opções para o lugar de Mandeta: o ex-ministro da Cidadania e deputado Osmar Terra (MDB-RS) está na "pole position".
Um  amigo pessoal
Outra opção é seu amigo pessoal almirante Antonio Barra Torres, diretor da Anvisa e ex-vice-diretor do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio.
Médica com afinidade
A médica Nise Yamaguchi, terceiro nome, defende o isolamento vertical e, como Bolsonaro, é entusiasta da cloroquina, remédio contra malária.
Demissão vai sair
Mandetta será mesmo demitido. Político experiente, o presidente da República sabe que vai apequenar sua autoridade, mantendo o atual ministro no cargo. E criando uma opção a ele na corrida presidencial.
Fonte: Claudio Humberto

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Filmes com viés apocalíptico


Neste tempo de pandemia pelo novo Coronavírus, a relação de vinte filmes, a maioria do gênero ficção científica, com viés apocalíptico, com peste, fome, guerra e morte:
"Vida"
"Epidemia"
"O Diabo, a Carne e o Mundo" (Foto)
"O Declínio"
"Terra à Deriva"
"Conspiração Terrorista"
"Gravidade"
"Risco Máximo"
"Momento Crítico"
"Controle Absoluto"
"O Exterminador do Futuro"
"Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse"
"A Hora Mais Escura"
"Fim do Mundo"
"Aniquilação"
"Apocalypse Now"
"Extinção"
"A Era da Extinção"
"Perda Total"
"Deus Não Está Morto"

Morre ator James Drury

Faleceu nesta segunda-feira, 6, o ator americano James Drury (Foto: IMDb), aos 85 anos. Ele se tornou popular ao protagonizar a série na televisão "O Homem da Virgínia".
Filmografia
Fonte: IMDb

Morre atriz Honor Blackman

Faleceu nesta segunda-feira, 6, a atriz britânica Honor Blackman, aos 94 anos. Ela se destacou como a Bond Girl Pussy Galore (Foto: IMDb) ao lado de Sean Connery no segundo filme da franquia "007 Contra Goldfinger", em 1964.
Loura, foi comparada a Greta Garbo e Malene Dietrich. Escolhida em 1955 pela revista “Empire” como uma das 100 estrelas mais sexy da história do cinema (# 51).
Filmografia
1948 A Filha das Trevas
1947 A Fama É o Estímulo

Fonte: IMDb

Morre José Alexandrino de Souza


O empresário José Alexandrino de Souza, ex-presidente - mandato de 1976 a 1978 - da Associação Comercial de Feira de Santana - fazia parte do Conselho Superior da entidade -, ex-presidente do Centro das Indústria de Feira de Santana (Cifs) e ex-presidente do Rotary Clube Feira Leste -  ano rotário 1973-1974 -, que fundou em 1970, faleceu no domingo, 5, aos 95 anos.
José Alexandrino atuou por muitos anos em Feira de Santana no ramo de sapataria - com a Loja Imperatriz, na rua Conselheiro Franco, vizinha ao Mandacaru. Também foi coordenador da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg). Ele é pai do atual presidente da Associação Comercial, o também empresário Marcelo Alexandrino.
Na presidência do Rotary Feira-Leste instituiu o Concurso Comerciário Padrão como uma maneira de homenagear anualmente o profissional do comércio feirense.
Natural de Feira de Santana, formado em Contabilidade pelo Colégio Santanopólis, iniciou suas atividades na Marinho Santos & Cia, depois na Usina Itapetingui Ltda.
Alexandrino também foi procurador da Santa Casa de Misericórdia. Foi condecorado a Comenda João Marinho Falcão outorgada pelo Cifs, no grau de comendador e comendor da Ordem Municipal do Mérito, outorgada pela Prefeitura de Feira de Santana. Ele nomina o prédio da Associação Comercial.
O prefeito Colbert Martins decretou luto oficial nesta segunda-feira, 6, pelo passamento.

"OMS nunca recomendou a paralisia do trabalho"

Para a Organização Mundial da Saúde, as medidas contra o novo coronavírus são complexas e diversas, e o "distanciamento social", a mais polêmica (cuja "livre tradução" brasileira é "isolamento") reforça a ideia de evitar contato físico, manter distância mínima entre pessoas etc. A OMS nunca recomendou que as pessoas evitassem trabalhar, apenas indicou medida ampla de ficar em casa. Mas só para quem tem condições de trabalhar onde reside, à distância, ou seja, o home office.
Profissionais e profissionais
A OMS recomenda que a vida siga em frente; uma caminhada ao ar livre, como exemplificou o ministro da Mandetta, faz bem à saúde.
Outro setor
O cuidado em medir as palavras para evitar equívocos é característica conhecida do diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom.
Preocupações
OMS está tão aflita com a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) para profissionais de saúde quanto com o "distanciamento".
Fonte: Claudio Humberto

"Velhíssima raposa"

Rodrigo Maia continua embromando sobre redução salarial e fundão eleitoral de R$2,7 bilhões no combate ao Covid19. Quando perguntado sobre esses assuntos, ele critica Bolsonaro por qualquer razão. Assim, garante manchete para o repórter e desvia a atenção dos abestados.

Sensatez
Abaixo-assinado no site Change.org já atingiu mais de 1,2 milhão de apoiadores a destinar os R$3 bilhões dos fundos partidário e eleitoral (fundão sem vergonha) para o orçamento de combate ao coronavírus.
Fonte: Claudio Humberto

“Onde estava Deus naqueles dias?”

Por Percival Puggina

A pergunta lançada como um grito por Bento XVI ao visitar o campo de extermínio de Auschwitz em 2006 ecoa 14 anos mais tarde diante dessa versão hodierna da peste representada pelo Covid-19. Onde estava Deus quando permitiu o surgimento desse vírus que mata, enferma, esgota recursos materiais e financeiros, fecha igrejas, destrói empregos, joga bilhões de homens livres em prisão domiciliar? Lembro que a pergunta profundamente humana de Bento XVI foi estampada em todos os jornais e replicada em todos os idiomas. Causava um certo desconforto, uma espécie de cheque mate teológico aplicado às pessoas de fé. Até, claro, pararmos para pensar.
O papa, qualquer papa, é um ser humano sujeito às nossas mesmas angústias e inquietudes. Ele não fala com Deus todos os dias através do celular. Quem ainda não se interrogou sobre o silêncio de Deus? Quem, perante a dor, o sofrimento e a aflição, nunca clamou pela interferência direta do Altíssimo?
O paciente Jó, sofredor sempre fiel, nos fornece antigo exemplo bíblico desses brados da nossa débil natureza, que soam e ressoam através das gerações. A manifestação de Bento XVI, que ele mesmo chamou de grito da humanidade, foi humilde e reiterada expressão dessa mesma humanidade. Nem mesmo Jesus escapou a tão inevitável contingência: "Pai! Por que me abandonaste?"
Não conheço Auschwitz. Contudo, visitei o campo de concentração de Daschau e o memorial lá existente. Saímos, minha mulher e eu, com a impressão de havermos visitado um santuário onde a presença de Deus era quase palpável. E isso não se constituiu numa contradição. Ao contrário, aquele lugar de tantos padecimentos se converteu, de modo inevitável, em silencioso ambiente de reflexão e oração, no qual se percebe com nitidez o que acontece quando os homens, prescindindo do Senhor do bem, se bestializam e se convertem em senhores do mal.
É fácil imaginar, igualmente, a presença divina atuando nos incontáveis gestos de solidariedade que, por certo, ocorrem numa situação como aquela. Ativo no coração dos que o amam, ali agia o Deus de todas as vítimas, consolo dos que sofrem, esperança dos aflitos e destino final dos seus filhos. É claro que a nós pareceria mais proveitoso um Deus que atuasse como gerente supremo dos eventos humanos, intervindo para evitar quaisquer males, retificando a imprudência dos homens, proclamando verdades cotidianas em dizeres escritos com as nuvens do céu, fazendo o bem que não fazemos, a todos santificando por ação de seu querer e pela impossibilidade do erro e do pecado.
Nesse paraíso terrestre, nada seria como é e nós não seríamos como somos. Não haveria cruz, nem Cristo. Não haveria lágrimas, nem dor. Tampouco morte, ou vida. É o imenso respeito divino à nossa liberdade que configura a existência humana como tal e que nos concede o direito de bradar aos céus. No entanto, tão rapidamente quanto Deus nos ouve, ouve-nos nosso próprio coração. Sim, porque Deus estava ali, em Auschwitz, como estava em Daschau. Mas não havia lugar para ele no coração dos algozes.
Nesta quaresma das quarentenas, nesta semana que nos leva à Páscoa da Ressureição, aprendamos com as lições da história, da ciência e da prudência. Aprendamos com o que acontece quando o materialismo, o relativismo e os totalitarismos investem na concretização de seus projetos de poder. Eles jamais abandonam o tabuleiro das opções e seus males sempre se fazem sentir.
Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de "Crônicas Contra o Totalitarismo", "Cuba, a Tragédia da Utopia", "Pombas e Gaviões", A Tomada do Brasil". Integrante do grupo Pensar+.
Fonte: http://www.puggina.org/

domingo, 5 de abril de 2020

"Exclusivo: 67% do país estão 'muito preocupados'"

Levantamento exclusivo do Diário do Poder/Orbis sobre como a população percebe os efeitos da pandemia do coronavírus na economia brasileira, mostra que o presidente Jair Bolsonaro não está sozinho nas preocupações com o impacto da crise do vírus: 67,7% dos entrevistados também dizem estar "muito preocupados" e mais 24,4% "um pouco preocupados" com os efeitos sobre sua situação econômica.
Raros despreocupados
Apenas 4,5% dos 2.163 pesquisados disseram "não estar preocupados" com a situação econômica; 3,3% não souberam avaliar.
Preocupação por sexo
O segmento mais preocupado com efeitos econômicos do coronavírus são pessoas de 20 a 35 anos: 69,7% estão muito preocupados.
Grau de preocupação
Mais mulheres estão "muito preocupadas" que homens: 68,8% a 66,4%. Despreocupados são 5,1% de homens e 4% de mulheres.
Dados da pesquisa
A Orbis entrevistou 2.163 pessoas em todo o território nacional. A pesquisa foi realizada na segunda-feira, 30 de março.
Fonte: Claudio Humberto

sábado, 4 de abril de 2020

Uma das maiores comédias do cinema

Assista ao vídeo
Na manhã deste sábado, 4, mais uma revisão de uma das maiores comédias do cinema, o delicioso filme "O Mensageiro Trapalhão" (The Bellboy), escrito, produzido e dirigido por Jerry Lewis, 1960. 
No vídeo acima, Jerry Lewis rege orquestra imaginária, uma das sequências memoráveis do filme., que é uma sequência de gags.
Faz uma homenagem a Stan Laurel - interpretado por Bill Richmanod -, o Magro da dupla O Gordo e o Magro.
Jack Kruschen aparece no prólogo como o presidente da Paramount Pictures e o comediante Milton Berle aparece como ele mesmo e como um mensageiro. Ainda no filme, aparição do trio The Novelites, formado por Art Terry, Frankie Carr e Joe Mayer.

"O dono da caneta"

Analistas menos experientes não compreenderam que o pito público de Bolsonaro no ministro da Saúde foi sua maneira de lembrar que é ele o chefe, que nomeia, demite e manda. E Mandetta compreendeu o recado.
Fonte: Claudio Humberto

"Pensando bem..."

...o coronavírus trouxe algo de positivo: tornou possível identificar órgãos públicos desnecessários ou que funcionam melhor com menos gente.
Fonte: Claudio Humberto

sexta-feira, 3 de abril de 2020

"Área pública impõe sacrifícios, e se finge de morta"

Representado pelos Três Poderes, o setor público cria leis e decretos e só comunica ao setor privado, que o sustenta, quanto vai custar a crise em empregos suprimidos e empresas quebradas. Inventam suspensão de contrato, põem 25 milhões de pessoas na fila do seguro-desemprego, pintam e bordam. Quanto a eles, muitos marajás, fingem-se de mortos. Nem um grama de sacrifício, nada. Continuam com salários integrais, regalias, mordomias, penduricalhos, jatinhos da FAB e carros oficiais à disposição. O Brasil gastou R$928 bilhões com servidores só em 2019.
Marajás unidos jamais...
...serão vencidos: chefes dos poderes que tê mais marajás, Dias Toffoli (STF) e Eodrigo Maia (Câmara) têm um pacto contra a redução.
Atitude vergonhosa
Câmara e Senado fecharam na gaveta (e jogaram a chave fora) projetos prevendo a redução ou a suspensão dos salários dos parlamentares.
Ninguém tasca
Toffoli prometeu a representantes de procuradores e juízes, dias atrás, que a grana de suas excelências não será reduzida. Quanto ao País..
O país que se exploda
A pelegada das chamadas "carreiras de Estado" já se posicionou contra a redução de salários. Cinicamente, acham que "não precisa"
Fonte: Claudio Humberto

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Quando as cortinas se fechavam no Cine Íris


Quem é da minha faixa etária deve lembrar de "Dorinha! Meu Amor", samba de José Francisco de Freitas (Freitinhas), composto em 1928, interpretado por Mário Reis, conhecido como Bacharel do Samba, na Era do Rádio.
A canção tocava sempre depois do "Fim" nas sessões de cinema no Cine Íris, nos anos 50 e 60.
Letra de Freitinhas
Dorinha, meu amor
Porque me fazes chorar?
E sou um pecador
E sofro só por te amar!
(bis)
Não sei qual a razão
Que eu sofro tanto assim
Castigo sim, castigo sim
Imploro a Deus
Para vencer o teu amor
O teu amor, amor
Dorinha, meu amor...
Dorinha, juro que
Só pensarei em ti
Somente em ti
Somente em ti
Só tu que podes dar
Alívio a esta dor

"O novo genocídio chinês"

Por Percival Puggina

O regime chinês é o mais genocida da história. No período anterior ao Grande Salto para Frente estimam-se em 20 milhões os vitimados pela execução sumária de opositores, contrarrevolucionários, burgueses, proprietários rurais, intelectuais “ocidentalizados”, religiosos, etc.. Entre 1959 e 1961, depois do que deveria ter sido o "grande salto", outros 20 milhões pereceram de fome. Nos anos seguintes, um número talvez bem maior. São sucessivos crimes contra a humanidade dirigidos à própria população. Crimes hediondos, continuados, encobertos sob a poeira dos tempos por um regime que, em todas as suas experiências, prima pela capacidade de agir nas trevas e ocultar tudo que não lhe convém.
Em 1979, com a morte de Mao Tse-Tung, houve uma luta por sua substituição ao cabo da qual o poder foi entregue a Deng Xiaoping que promoveu uma série de reformas econômicas cujos efeitos levariam a China a sentar-se entre as grandes economias do planeta.
Agora, um novo genocídio, em escala planetária. Centenas de milhares de pessoas deverão morrer em virtude do vício institucional dos governos comunistas de ocultar seus desacertos e se darem bem com esse procedimento. Quando, em Wuhan, o médico Li Wenliang advertiu seus colegas sobre as primeiras manifestações do referido vírus, imediatamente se tornou alvo da polícia e foi obrigado a desmentir-se... A ditadura mostrou seu poder e caráter. E assim se perderam semanas preciosas, ampliando-se o número de vítimas da pandemia.
Eduardo Bolsonaro, semanas depois, relatou o fato já sabido, ou seja, que o vírus surgira na China, e estabeleceu paralelismo entre a nova epidemia e o desastre de Chernobyl. Assim como o Covid-19 foi, de início, silenciado no comunismo chinês, o desastre nuclear de Chernobyl foi, de início, silenciado no comunismo soviético. E afirmou que "a liberdade seria a solução". Desabaram, então, sobre ele as críticas da imprensa nacional, ocupadíssima em desgastar o presidente da República. Foram dias consecutivos com os noticiários e as "News" batendo no mesmo assunto, até que surgisse pauta mais interessante para espremer. Para a maior parte do atual jornalismo brasileiro o deputado havia faltado com o respeito ao "maior parceiro comercial do Brasil". Agora me digam se isso não é frase que se pode esperar de agentes de polícia política? Centenas de milhares, talvez milhões de vidas, perdem significado quando o assunto é business... 
Nesses mesmos dias, com a encenação em curso, Rodrigo Maia pegou carona na boleia da carroça publicitária aberta e desabou aos pés do embaixador chinês, implorando perdão em nome da Câmara dos Deputados. Que coisa mais ridícula!
No entanto, tudo é ainda muito mais grave e infinitamente mais perigoso, já se verá. O PCC, maior partido político da história, rico como jamais se viu igual, vem estendendo seu poder e influência sobre o mundo. A grande imprensa brasileira, diante de nossos olhos, sem nenhum constrangimento, se põe genuflexa perante a ditadura chinesa, aceita seus métodos, e entra no teatro do silêncio sobre temas desconfortáveis ao regime chinês. Com o jugo já preso ao pescoço, ela esgota, em Bolsonaro, sua combatividade e o uso que faz da liberdade de informação.
Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de "Crônicas Contra o Totalitarismo", "Cuba, a Tragédia da Utopia", "Pombas e Gaviões", "A Tomada do Brasil". Integrante do grupo Pensar+.
Fonte: http://www.puggina.org/

Aniversário de Doralice

A amada e querida esposa Doralice Rabêlo de Oliveira faz aniversário nesta quinta-feira, 2. 
Trata-se do quadragésimo sétimo ano que passamos juntos (a foto é de 1977), contando namoro, noivado e casamento. 
Com o momento de distanciamento social, será alvo de congratulações de familiares amigos pela data de forma virtual.

"É só palanque"


Que tipo de chefe de governo elogia fábrica de processamento de carne de frango em Boituva (SP), cujos 2.700 funcionários ignoram o isolamento social? Se fosse Bolsonaro, seria chamado de "irresponsável" até por quem fez isso: o governador tucano de São Paulo, João Doria.
Fonte: Claudio Humberto


Obra mais lapidada de Jerry Lewis

No meu livro "cinema demais", lançado em 2014, nas páginas 125 a 126, comentário sobre "O Otário" (The Patsy), filme escrito por Jerry Lewis, com direção, produção e interpretação do comediante. Foi visto no Cine Íris, em 1969. Um clássico da comédia americana. Está programado para a manhã desta quinta-feira, no TeleCine Cult:
"'O Otário'
"The Party" é a obra mais lapidada de Jerry Lewis. Sua perfeição estrutural em algumas sequências é algo notável e encontrado em alguns filmes de Buster Keaton ou Charles Chaplin.
Uma sátira violenta, que não segreda a "oficina de sucesso" e todo o mecanismo de formação do mito - trabalho de laboratório de "experts" nem sempre feito com consciência - é desvendado ao espectador. O personagem interpretado por Lewis, um "errand boy" metamorfoseado asperamente num futuro grande astro, mostra no decorrer de sua evolução, uma comicidade orgânica, simplesmente natural, como o próprio Lewis. E nem todas forjas de formar atores produzirão um dia uma comicidade tão pura como aquela obtida por Stanley, captadas em suas fontes naturais. Stanley, o futuro comediante, igual a Lewis, se vale apenas da intuição para alcançar a fecundidade burlesca.
Na sequência do "night club" em que ele estréia como cômico, a platéia é fria e violenta. Agastada pelos irritáveis chavões natos da sofisticação dos "showmen" feitos em série, ela se impede de dar valor a apresentação atrapalhada do novo artista.
Seguindo a técnica de praxe, basta uma nova pincelada, uma pequena substituição no texto da piada gasta pelo uso, e o novo homem-espetáculo está pronto para fazer delirar multidões. Todavia, o imprevisível se instala para tortura de seu preparador e deleite do público: Stanley, em sua estréia, inexperiente e nervoso, esquece o texto da piada e perde o fio condutor da sua apresentação. Obrigado pela contingência (abandonado num palco perante um público prestes a executá-lo - visão subjetiva do fuzilamento), Jerry Lewis liberta, improvisando, seu inconsciente atormentado em forma de um humorismo dramático.
Assim, constrói um dos momentos mais geniais de toda, ou quase, a comédia americana: Stanley gagueja, escorrega, canta trechos de canções infantis, derruba o microfone, retoma atrapalhadamente o texto da anedota e vai estruturando uma "gag" perfeita.
E com essa marginalização aguda que o aproxima de Chaplin e o torna um personagem popular. A arte lewisiana está voltada para as massas atingindo-as significativamente porque suas problemáticas são as mesmas do homem comum, sua condição é a mesma do homem atual, seus personagens são a medida exata dos personagens do seu povo.
Através do seu personagem, Lewis faz da sua arte uma arte de mudança e criação. Além de revitalizador da comédia moderna, ele é um dos principais realizadores do cinema americano e, sem concorrência, o maior humorista do momento."
No elenco do filme, além de Jerry Lewis, estão Ina Balin, Everett Sloane, Phil Harris, Keenan Wynn, Peter Lorre e John Carradine como o staff do astro. Em aparições: Ed Sullivan, Ed Wynn, George Raft, Hedda Hopper, Mel Torme e Rhonda Fleming.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Antonio do Lajedinho comenta


Depois de afastamento forçado pela saúde, Antonio Moreira Ferreira, o Antonio do Lajedinho, voltou ao Facebook.
Ele fez comentário em postagem nossa sobre a Sociedade Filarmônica 25 de Março, no dia em que completou 152 anos de vida. 
Lajedinho considera a 25 de Março como "a nossa Fênix, que renasce mais uma vez, desta vez pelas mãos de um Rei Midas diferente, que em tudo que toca vira história: o professor Carlos Brito". 
Diz mais que "quem traz à luz é outro intelectual, professor Dimas Oliveira que reescreve, de maneira brilhante, a história da Filarmônica 25 de Março, mostrando os menores detalhes, principalmente episódios que engrandeceram esta terra". 
"Parabéns para vocês e outros que estão em constante luta pela memória da Fira de Santana. E isto me dá um feliz final de vida", encerra.

Morre atriz alemã Barbara Rutting


Faleceu no sábado passado, 28 de março, a atriz alemã Barbara Rutting, aos 92 anos. Seu principal papel foi em "Cidade Sem Compaixão", ao lado de Kikk Douglas. Protagonizou no Brasil, "Manaus, Glória de uma Época", em 1964, co-produção germano-brasileira, ao lado de Tereza Raquel, Wilson Grtey e Cyll Farney.

Designer de interiores e personal organizer em live no Instagram


Que tal uma cozinha planejada e totalmente organizada com despensa para acondicionar alimentos, espaço para manipular os alimentos, preparar as refeições e almoçar ou tomar o café da manhã com a família?
E receber os amigos em sua varanda gourmet para degustar um bom vinho, conversar e dar muitas risadas?
Isso é possível, pois o trabalho de parceria entre a designer de interiores Vera Brito e a personal organizer Márcia Xavier, de mãos dadas, pode levar ao interessado conforto, praticidade, funcionalidade, utilidade, além de outros benefícios como a economia de tempo e dinheiro.
Em live no Instagram, nesta quinta-feira, 2, às 16 horas, Vera e Márcia vão mostrar os produtos queridinhos da organização e sua utilização. "Planejamento é tudo", consideram. 
@organizecompersonalidade é o Instagram.


"A imprensa quer matar o estado democrático?"


Por Claudio Magnavita*
As últimas 48 horas têm sido extremamente preocupantes. Hoje, 31 de março, é o aniversário do Golpe de 64. Ontem, dia 30, o general Eduardo Villas Bôas emitiu uma dura nota tirando o presidente Bolsonaro das cordas, para onde fora jogado por uma metralhadora incessante das organizações Globo. Na mesma segunda, o general Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, assume as entrevistas coletivas do governo federal, que até sábado era palco absoluto do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Neste mesmo ciclo de horas, o ministro do STF Marco Aurélio Mello recebe e encaminha à Procuradoria Geral da República uma denúncia criminal contra o presidente da República, protocolado por inexpressivo deputado do PT. Ainda neste caldeirão, o governador do Rio ameaça indiretamente levar o Presidente a corte internacional.
Os telejornais da Globo e o seu canal de notícia passaram as últimas 24 horas tentando desconstruir o presidente por ele ter saído do Palácio para ouvir o povo, como ele próprio disse e como o general Villas Bôas endossou.
Não está mais havendo limite e respeito às instituições. O general, um símbolo vivo da moralidade das forças armadas por enfrentar em público uma doença que corrói a sua mobilidade, mas amplifica a sua coragem e lucidez, afirma: "Conheço o presidente e sei que ele não tem outra motivação que não o bem-estar do povo e o futuro do país. Pode-se discordar do presidente, mas sua postura revela coragem e perseverança nas próprias convicções. Um líder deve agir em função do que as pessoas necessitam, acima do que elas querem".
Vivemos hoje uma realidade construída por uma organização, que parece estar à deriva desde da morte do seu patriarca. Ela funciona hoje como um porta-aviões sem almirante a bordo e com seus guardas-marinhas à frente da sua artilharia atirando para todos os lados, sem precisão e com um volume de tiros aleatórios primários. Tão primários que desafiam os manuais de gestão política de qualquer veículo de comunicação.
Ontem dedicaram horas a mostrar a repercussão no exterior de notícias contra o presidente Bolsonaro. Muitas delas têm como origem agências noticiosas como a Reuters, que baseou o seu noticiário na própria agência.
Uma simples saída não programada, encontrando pessoas que já estavam na rua, uma ida a uma padaria e a uma farmácia (o que não é proibido) e o retorno ao Planalto.
O melhor exemplo deste paradoxo surgiu quando, questionado por um repórter da CNN-Brasil por que ele estava ali numa padaria, o presidente responde: "Você não está aqui também?"
Para os telejornais da TV Globo e seu canal de notícias só existe um assunto: Bolsonaro.
Quando falam em Trump, é para dizer que ele mudou de ideia. Quando fala dos governadores, é para dizer que eles contestam o presidente.
Tudo o que o governo faz de concreto é eclipsado. O que é bom é do governo federal e o que é ruim é o governo Bolsonaro.
Podemos gostar ou não do presidente, mas ele foi eleito, empossado e tem mandato. A esquerda questiona a eleição ter sido pela maioria. Mas ele foi eleito dentro das regras constitucionais.
A dupla Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia segue esticando as cordas. Trouxeram para si o crédito da votação do auxílio, e o presidente do Senado usou as redes sociais para pedir "Sanciona logo, Bolsonaro". Tenta faturar politicamente sobre algo que o próprio presidente encaminhou.
Hoje o presidente fala a nação, em pleno dia 31 de março. Aliás, nunca tivemos um aniversário do Golpe com a corda tão esticada.
A Globo passa dos limites e contribui para um clima de instabilidade e insegurança. O presidente gasta parte do seu tempo para revidar os ataques. Villas Bôas e Braga Netto são obrigados a ir para a linha de frente.
Resta perguntar? O que estão querendo? Para onde querem levar o país em plena guerra pandêmica, onde estamos entregues à própria sorte, com fronteiras fechadas, economia parada e uma insanidade suicida?
Lembra a fabula do sapo e do escorpião que pede carona. Achando que o escorpião tinha bom-senso, aceita. No meio da travessia o sapo leva uma ferroada e os dois morrem. É o que deseja a Globo? Que todo o país morra? Que morra o estado democrático? O retrocesso do estado de direito, em tempos de guerra, pode correr riscos. A mídia tem que deixar de ser escorpião e permitir que a travessia seja realizada de forma liberal, segura e preservando as instituições.
* Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã
Fonte: https://www.jornalcorreiodamanha.com.br/

"Começar tudo outra vez"

Com a clientela sempre às voltas da prisão, após roubar muito, alguns criminalistas acham que é hora de ativismo para derrubar o governo, acabar a Lava Jato e reinstalar a safadeza que os deixou milionários.
Fonte: Claudio Humberto

"Ativismo descontrolado"

É risível a atitude dos que se calaram durante uma semana, sem críticas ao Congresso pela demora na votação do coronavoucher, e classificarem de "absurdo" o presidente levar 24 horas para sancioná-lo.

Fonte: Claudio Humberto