
"Prepare-se, porque no dia 25 você perde a imunidade e vai ter problemas. Porque há muitas investigações sobre a sua vida que agora vão andar. Se os seus amigos não estão deixando [as investigações] avançar, agora elas vão."
Esta declaração de Lula, em tom ameaçador, no primeiro segmento do debate da Band, chamou muita atenção dentro e fora do Brasil.
O advogado Martin de Luca, que representa as redes sociais Rumble e a Trump Media, dona da plataforma Truth Social, no processo aberto num tribunal federal da Flórida que acusa Alexandre de Moraes de tentar censurar cidadãos americanos, publicou o seguinte post no X:
Eis @LulaOficial dirigindo-se ao seu oponente @FlavioBolsonaro durante o debate da noite passada - aqui traduzido para o inglês.
Segue-se a frase acima.
E retoma de Luca:
"Reflitam sobre o que o atual presidente do Brasil acabou de dizer ao país".
"O dia 25 de outubro é o dia da eleição. Não é a data de vencimento das proteções constitucionais de Flávio. O seu mandato no Senado estende-se até 2027. Uma derrota em uma eleição presidencial não o extingue".
"Ainda assim, Lula falou com uma confiança notável sobre o que os investigadores fariam assim que a votação terminasse".
"Com base em qual autoridade?"
"Se há provas que justifiquem uma investigação, ela deve ocorrer independentemente do resultado eleitoral. Se uma investigação avança apenas porque o oponente do presidente perde a eleição, então o resultado eleitoral torna-se uma condição para a aplicação da lei penal".
"Essa é a implicação que considero tão perturbadora, logo após o que essas pessoas fizeram contra @jairbolsonaro para impedi-lo de concorrer neste ciclo eleitoral: Lula apresentando a situação jurídica delicada de seu rival como uma consequência de uma derrota eleitoral".
"Em uma democracia, os cidadãos devem escolher o seu governo - e não os ministros do STF ou o presidente em exercício. Os eleitores brasileiros não votam para decidir se os oponentes de alguém mantêm ou não a proteção da lei".
"Lula forneceu a data. Ele deve ao país uma explicação sobre qual autoridade perseguirá Flávio assim que a eleição terminar".
Fonte: https://vespeiro.com/


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