
As mais badaladas pesquisas eleitorais erraram feio de novo.
E, de novo, inflaram candidaturas de esquerda.
Encerrada a totalização, Flávio Bolsonaro criticou os institutos enquanto parlamentares já falam em CPI das pesquisas.
Com exceção dos institutos Gerp, Veritá, Futura, Vox Populi e Palver, que tiveram seus resultados divulgados de forma discreta pela chamada grande mídia, todos os demais davam vitória para Lula no primeiro turno, ainda que a margem de erro pudesse inverter a previsão em algumas pesquisas.
Foi o caso das últimas pesquisas de Datafolha, Quaest, AtlasIntel, CNT/MDA, Nexus/BTG e Real Time Big Data, que registravam vantagem numérica para o candidato do PT, mas Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.
No Distrito Federal, levantamentos que apontavam vitória de Celina Leão no primeiro turno, com percentuais entre 52% e 55% em algumas pesquisas, não anteciparam que ela ficaria com 49,9% e disputaria o segundo turno contra Leandro Grass, que obteve 34,4%.
No Rio de Janeiro, o erro foi mais expressivo: pesquisas de véspera davam a Eduardo Paes vantagem de oito a 11 pontos sobre Douglas Ruas, mas as urnas inverteram a liderança, com Ruas em 49,27% e Paes em 42,76%; a definição do resultado ainda depende da decisão do TSE sobre os votos de Anthony Garotinho.
No Paraná, as pesquisas acertaram Sérgio Moro como favorito, mas subestimaram sua votação: os levantamentos indicavam percentuais de votos de 40% a 44,7%, enquanto ele venceu no primeiro turno com 50,11%, evitando uma segunda rodada antes considerada provável.
Na eleição para o Senado, os desvios mais relevantes ocorreram no Rio de Janeiro, onde Benedita da Silva, do PT, aparecia em algumas pesquisas na liderança ou em condições de conquistar uma das duas vagas, mas Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, foram eleitos com 26% e 24%, respectivamente.
Em São Paulo, as pesquisas apontavam empate técnico entre Guilherme Derrite, André do Prado, Simone Tebet e Marina Silva, mas a apuração mostrou vantagem mais ampla dos dois eleitos, com Derrite em 30,59% e André do Prado em 29,28%, contra 19,23% de Tebet e 18,12% de Marina.
As divergências repetem um padrão observado em 2022, quando as pesquisas de véspera projetavam vantagem de 11 a 14 pontos de Lula sobre Jair Bolsonaro no primeiro turno, mas a diferença final foi de 5,2 pontos; no Rio, também subestimaram a vitória de Cláudio Castro sobre Marcelo Freixo, cuja margem nas urnas chegou a 31,3 pontos, acima dos 9 a 19 pontos indicados pelos levantamentos.
Fonte: https://vespeiro.com/


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