Pouca gente sabe, mas o médico feirense Lamartine Motta (Foto) já participou de organização clandestina de esquerda, durante a ditadura militar (1964-1985). Foi colega, amigo e companheiro político de Luiz Antonio Santa Bárbara, o revolucionário feirense que morreu em 1971, durante o cerco do Exército ao guerrilheiro Carlos Lamarca no sertão de Brotas de Macaúbas. Ainda estudante, Lamartine alugava imóveis em Salvador, que serviam de aparelhos (esconderijos) para militantes comunistas do Rio de Janeiro procurados pelas forças da repressão. Chegou a ser detido e interrogado pela Polícia Federal, escapando por pouco da prisão.
Essa é uma das histórias contadas por ele em seu livro de memórias "Como É Meu Nome?", que será lançado na próxima sexta-feira, dia 23 de outubro, às 19h30, no Casarão Fróes da Motta, em Feira de Santana. Em mais de 500 páginas, o autor narra sua trajetória de jovem comunista e materialista, até sua conversão ao espiritualismo e pacifismo, juntamente com sua companheira por mais de 50 anos, a também médica Tânia Maria Cerqueira Motta, falecida em 2023.
Lamartine também fala sobre sua vida como estudante universitário em Salvador, os desafios dos seus primeiros anos de atividade profissional, e suas experiências como empresário, quando fundou, em Feira de Santana, a primeira maternidade Mater Dei (que não é a atual), e implantou as unidades da Unimed e da Unicred. Também traz detalhes sobre sua militância como médico, quando liderou a primeira greve dos profissionais de saúde em Feira de Santana, e organizou dois importantes eventos sobre sexualidade humana, reunindo especialistas de várias partes do Brasil.
"Como É Meu Nome?" também traz relatos sobre as muitas viagens que fez pelo mundo, para se especializar na profissão, ou simplesmente a passeio, em todas elas acompanhado por sua querida Tânia, e em outras também por seus filhos e netos. São relatos enriquecedores, com muitos detalhes sobre aspectos históricos, geográficos e culturais dos lugares visitados na Europa, Estados Unidos, Canadá e América Latina.
O livro de memórias de Lamartine Motta foi editado pelo jornalista Marcondes Araujo. A diagramação é de Alyrio Ribeiro, e a arte da capa de Leonardo Brasileiro. Impresso na Emgraf - Empresa Gráfica Feirense.



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