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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Preservação da memória


Por Everaldo Goes

Uma bênção apostólica de São João Paulo II a Monsenhor Renato Galvão permanece preservada no Museu Casa do Sertão, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), como uma das peças mais simbólicas da memória religiosa, cultural e educacional do município.

O quadro integra o acervo da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato Galvão e traz a mensagem concedida pelo então papa pelos 50 anos de sacerdócio do monsenhor.

"Sua Santidade João Paulo II concede com todo o coração penhor de graças e favores celestiais uma especial Bênção Apostólica a Monsenhor Renato Galvão por ocasião dos 50 anos de Sacerdócio."

Datado de 30 de novembro de 1992, no Vaticano, o documento homenageia Renato de Andrade Galvão, nascido em Brejões, em 1918, e ordenado sacerdote em 1942.

Chegado a Feira de Santana em 1965, Monsenhor Galvão foi pároco da Catedral de Senhora Sant'Ana durante três décadas. Tornou-se uma referência de fé, simplicidade, serviço comunitário e presença junto ao povo.

Mas seu legado foi além da Igreja. Educador, pesquisador da história local e Acadêmico Efetivo da Academia Feirense de Letras, ajudou a registrar e valorizar a memória de Feira de Santana. Também foi fundador da Obra Promocional de Sant'Ana e participou de importantes iniciativas sociais da cidade.

Monsenhor Galvão foi um dos professores fundadores da Uefs e primeiro vice-reitor da Universidade, ao lado do primeiro reitor, professor Geraldo Leite. Em um ano de celebração pelos 50 anos da instituição, sua trajetória ganha dimensão ainda maior.

Seu acervo de livros, documentos e objetos pessoais foi confiado à Uefs e está preservado no Museu Casa do Sertão, onde segue como fonte essencial para pesquisadores, estudantes e todos que desejam conhecer melhor a história de Feira de Santana.

Uma bênção vinda do Vaticano. Uma memória guardada pela Universidade. Um legado que continua vivo em Feira.

Fonte: Feira Hoje

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