No Aprisco

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sábado, 24 de junho de 2017

Clássica comédia romântica e dramática


Shirley MacLaine e Jack Lemmon em "Se Meu Apartamento Falasse" 
Fotos: IMDb

Na manhã deste sábado, 24, a visão da comédia romântica e dramática "Se Meu Apartamento Falasse" (The Apartment), de Billy Wilde, 1960. Trata-se de um clássico, que ganhou cinco prêmios Oscar - Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original (Billy Wilder e I.A.L. Diamond), Melhor Direção de Arte em Preto e Branco e Melhor Edição. Foram dez indicações, inclusive para Melhor Ator (Jack Lemmon), Melhor Atriz (Shirley MacLaine) e Melhor Ator Coadjuvante (Jack Kruschen).
Amargura, ambição, conflitos pessoais, consumismo, decepção, infidelidade e solidão são temas que pontuam o filme.
Na trama, C. C. Baxter (Lemmon) é um dos milhares de funcionários de uma empresa de seguros. Ele tem um trabalho burocrático, mas tem planos ambiciosos para crescer. Desejando se tornar um executivo, aceita emprestar seu apartamento, onde vive sozinho, para os encontros extraconjugais de executivos da empresa. Dessa forma, Baxter ganha pontos, o que facilita suas promoções.
A estratégia traz problemas pessoais para ele, pois acaba privado do seu apartamento para satisfazer as escapadas dos diretores da empresa. Ele é tido como um libertino pela senhoria e pelo casal do apartamento vizinho, que pensam que Baxter promove baladas em seu apartamento com diferentes mulheres.
Jeff D. Sheldrake (Fred MacMurray), principal executivo da empresa também resolve usar o apartamento, para passar momentos com sua amante, Fran Kubelik (MacLaine). Ascensorista no edifício, ela é o interesse romântico de Baxter, o que traz consequências.
Faz citações a Greta Garbo, Joan Crawford, John Barrymore, Marilyn Monroe e Perry Como, entre outros nomes do cinema e da TV, mais Fidel Castro, Pablo Picasso e Robinson Crusoé.
Na trilha sonora, além de Tchaikowsky ("Capriccio Italien - Opus 45") e "Jingle Bell", de James Piermont, cantada a capela, tem música brasileira, o samba "Madalena", de Ary Macedo e Ayrton Amorim, executada - com orquestração - em encontros furtivos dos usuários do apartamento. Trata-se de sucesso do Carnaval de 1951, cantada entre outros por Linda Batista, cuja primeira estrofe diz assim: "Amar como eu amei/ Ninguém deve amar/ Chorar como eu chorei/ Ninguém deve chorar/ Chorava que dava pena/ Por amor a Madalena…"

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Lembrando escritor Fernando Ramos

Fernando Ramos e a capa de "Os Enforcados", autoria de Juraci Dórea
Reprodução

Os dois principais livros do escritor feirense Fernando Ramos, falecido no dia 23 de março de 2008, são os romances "Os Enforcados" e "O Lobisomem de Feira de Santana", edições de 1970 e 2002. As duas publicações têm capa do artista plástico Juraci Dórea.
Em "O Lobisomem de Feira de Santana", o escritor Fernando Ramos coloca o povo de Feira de Santana como protagonista do romance, que se passa em 1945, sendo ele próprio um dos personagens, Fernando Espírio, assim como sua irmã, Hortênsia Ramos, a Hortencinha das Tranças.
No round (capítulo) 14, está contido:
"Dizem que Fernando Espírito tem esse apelido dado pelo inquieto estudante João Macedo (botador de apelido), porque o pai era espírita, acomodando pessoas numa sala, incluindo o coletor Maneca Ferreira, em sessões noturnas. O filho, com 13 anos, nem queria saber de sessões, mediunidades, tempestuosos perturbados. (...). Fernando recebeu o apelido de Raimundo Cordeiro, na Escola João Florêncio, do curso primário, que dizia ser ele "o Espírito de Will Eisner, espetacular desenho americano das histórias em quadrinhos". 
Prêmio literário da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, Prêmio Jorge Amado, ano 1968, "Os Enforcados", foi editado em 1970. O escritor baiano (de Itajuípe) Adonias Filho (1915-1990), um dos participantes da comissão julgadora, considerou (como está na contra-capa do livro): "Este romance é de alta qualidade literária, e há muito tempo não vejo obra de tão grande valor".
Na apresentação de "Os Enforcados", o autor Fernando Ramos diz: "Este romance com protagonistas fictícios se passa em Santa Brígida e localidades circunvizinhas ao Nordeste da Bahia, onde cavalgaram Lampião e seus cangaceiros. A ação decorre de 2 de setembro a 7 de outubro de 1966 (Santa Brígida não tinha ainda luz elétrica), obedecendo a um tempo cronológico e a uma coincidência de fatos, na caatinga".
Ele finaliza a apresentação, afirmando: "Antes de tudo, é um romance dramático e irreal num ambiente real".

Tem verbetes inclusos no Dicionário Aurélio. Está registrado na "História Crítica da Literatura Brasileira: A Nova Literatura”, do romancista piauiense Assis Brasil, Companhia Editora Americana do Rio de Janeiro, 1970.
Em 1969, seu romance "O Demônio" recebeu o Prêmio Jorge Amado, do Governo da Bahia. Em 1996, lançou o romance "Uauá, Glória, Tramas e Pistoleiros", pela Editora BDA Bahia. Na revista "Sertão", em 1955, com seleção de Olney São Paulo, teve o conto "O Clunâmbulo de Monte Santo" publicado.
Em 1969, participou da antologia "Doze Contistas da Bahia", com seleção e introdução de Antônio Olinto, pela Editora Record. Em 1978, participou da antologia "Dezoito Contistas Baianos", edição da Prefeitura da Cidade do Salvador.
Fernando Ramos também foi ator - fez um "homem sinistro" - no primeiro filme feirense e do interior da Bahia, o curta-metragem "Um Crime na Rua", realizado em 1955, por Olney São Paulo. Também atuou como assistente de direção deste filme e de "Grito da Terra", em 1964, primeiro longa-metragem de Olney São Paulo.
Fernando Ramos foi ainda um dos fundadores da Associação Cultural Filinto Bastos, em 1956, junto com Olney, que contava que ele "saía se escondendo (das reuniões) para comer 'passarinha' com pimenta". Nessa época, ele chamava Olney para contar uma idéia de um romance, "O Chamado das Longínquas Caatingas", que mais tarde virou conto e que ele esperava virar filme. Tempo também em que se reuniam em noites de prosas, contando sonhos e projetos, em um bar em frente do prédio da Prefeitura.
Quando o jornalista Dimas Oliveira editava o jornal "Feira Hoje", entre 1992 e 1993, publicou capítulos do livro (ainda inédito) "Meu Nome É Vargas", escrito em 1982 em folhetim.
No capítulo 177 (publicado no "Feira Hoje" em 7 de fevereiro de 1993), o romancista trata sobre o Cine Santana e faz referência aos "cinéfilos Dimas Oliveira e José Elmano Portugal":
"(...) Relampeou que dávamos atenção a filme de segunda, ele (José Elmano) precipitava a visão para os de primeira, para a magia do claro-escuro: Otelo, O Gabinete do Dr. Caligari. Nada de Charlie Chan. Gostava do filmaço moderno 2001: Uma Odisséia no Espaço, e da atmosfera irreal da imagem conjugada com o monólogo interior: Hamlet. No entanto, Dimas Oliveira, grande entendido, se internava no Cidadão Kane de Welles, o maior filme, com que a montagem galopou bem".No capítulo 224 (publicado em 4 de abril de 1993) , outra referência a Dimas Oliveira:

"A luz cega-me os olhos, me magnetiza, quando tento decifrar palimpsesto da Idade Média, pertencente ao metteur-en-scène Dimas Oliveira, o maior conhecedor da sintaxe do filme de arte desta cidade. Execro luz forte, que atrai mariposas. Prefiro o abajur de luz fraca ao escrever, como este aqui. (...)".
Quando Fernando Lysesfrank Sousa Ramos ainda morava em Feira de Santana - estava residindo em Salvador -, tinha muito contato com ele, em encontros no casarão da família, na então praça da Matriz, hoje praça Monsenhor Renato de Andrade Galvão, para falar de Feira de Santana, literatura e cinema - gostava muito ("Não sei o que seria de minha infância se não fosse o Cine Santana. Ele foi tudo para mim. Eu não tinha para onde ir").

Quando Feira de Santana exportou bosta de vaca para a Itália


1. Juraci Dórea montou escultura nos Jardins de Veneza
2. Dimas Oliveira com os artistas José Resende e Juraci Dórea

Há 29 anos, em junho de 1988, couro cru, varas, espinhos, cascalho e bosta de vaca foram exportados de Feira de Santana para Veneza, na Itália. Foi quando o artista plástico Juraci Dórea apareceu na XLIII Exposição Internacional de Arte - a Bienal de Veneza, com sua obra aberta, de uma singularidade significativa que se ocupava em buscar a afirmação de uma identidade brasileira e as raízes culturais. Sua obra esteve exposta nos jardins de Veneza, entre 26 de junho e 25 de setembro daquele ano. Obra de cor, cheiro e alma.
Juraci foi escolhido pela curadora Lélia Coelho Frota para representar o Brasil junto com escultor paulista José Resende no grande evento internacional e conseguiu transpor um pouco do pardo requeimado das caatingas, ambientando na cosmopolita Veneza o cenário para suas quatro esculturas de couro e madeira. Espinhos, cascalho, bosta de vaca foram componentes da instalação no pavilhão brasileiro, sendo que causou certo frisson na considerada bem-comportada Bienal, pois sendo polemizado, ganhando espaço em jornais como "Il Gazzettino" e "Corriere Della Sera", conseqüentemente aumentando o número de visitantes. Em tudo ficou a constatação de um equívoco: os sensíveis narizes europeus não conseguiram entender que o cheiro era do couro curtido utilizado nas esculturas e não do estrume que compunha o ambiente.
Para Juraci Dórea o que importou foi ter quebrado o isolamento cultural, pois em contato com a criação estética e a crítica internacional surgiram as consequências imediatas: convites para exposições na Suíça e nos Estados Unidos, além da participação na Bienal de Cuba, no ano seguinte, o que se confirmou. O crítico francês Pierre Restany, um dos jurados da Bienal, afirmou então que Juraci tem um "trabalho de consciência nacional, com sensibilidade ecológica e antropológica. Interessa-me muitíssimo". Já Belgica Rodriguez, presidente da Associação Internacional dos Críticos de Arte, disse na época que o artista tem "uma obra incomum, de uma singularidade impressionante na recuperação de material fora de órbita não-tradicional". Para a curadora Lélia Coelho Frota, a obra de Juraci Dórea "é um retrato possível entre os retratos possíveis do Brasil".
Em Veneza, o Projeto Terra foi apresentado por documentação fotográfica e vídeo além de duas esculturas dos "Jardins de Veneza", em couro e madeira, 3,60x3,00. Também foram apresentados os vídeos sobre a obra de Juraci: "Terra", 1982, transcrito do Super 8, fotografia de Robinson Roberto; "Escultura da Tapera", com imagens de Dimas Oliveira - que acompanhou o artista em Veneza - e Juraci Dórea, texto de Antônio Brasileiro e edição de Amadeu Campos (DB Vídeo) e Dimas Oliveira, músicas de Elomar e Fábio Paes.

Balaio Político

Rádio AM
Jornalista e radialista, Zadir Marques Porto (Foto) está lançando o livro "O Rádio AM em Feira de Santana: Sua História", que conta a história deste meio de comunicação no município.
Rádio AM II
Lembrar que o radialista Itamar Ribeiro de Souza lançou em 2014, o livro "Rádio AM Sociedade de Feira: Primeira Digital do Sertão", editado pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.
Ponto facultativo
Nesta sexta-feira, 23, véspera do feriado municipal de São João, "ponto facultativo nas repartições públicas municipais, não sujeitas a regime de plantão, e que não prestem serviços essenciais à população", como estabelecido em decreto pelo prefeito José Ronaldo.
O que é
Ponto facultativo é uma espécie de feriado, decretado pelos governos em dias úteis, nas datas especiais para municípios e estados, válido para os servidores das repartições públicas de sua alçada administrativa, os quais, naquelas datas data ficam dispensados do serviço.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Como os livros queimam

Sugestivas cenas de "Fahrenheit 451"
Divulgação
O que seria da sua vida se você não tivesse o direito de ler? Esta a premissa do filme “Fahrenheit 451”, de François Truffault, realizado há 41 anos, ainda atual. Foi visto no Cine Santanópolis, no final dos anos 60. Também em VHS e agora em DVD, que foi adquirido para coleção. É baseado no romance homônimo de Ray Bradbury. Tem Oskar Werner e Julie Christie no elenco.
O título é uma referência à temperatura que os livros são queimados. Convertido para Celsius, esta temperatura equivale a 233 graus. O filme faz refletir sobre a necessidade de liberdade de expressão. Faz apologia à livre circulação de ideias. O tema da manipulação de informações também está contido na obra.
Em um futuro hipotético, em Estado totalitário, os bombeiros têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura é um propagador da infelicidade. Mas um bombeiro começa a questionar essa linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua biblioteca ao invés de permanecer viva.
Os créditos iniciais do filme não são escritos, mas narrados, para antecipar o clima de leitura proibida. Também são mostradas várias antenas de televisão nas casas, indicando ironia com as grandes invenções tecnológicas dos anos 50, pela influência exercida desde então nos lares, bem como com o futuro da humanidade.
Detalhe é que não tem nada a vez com o superestimado documentário "Fahrenheit 451 - 11 de Setembro", realizado por Michael Moore, em 2004.

Paródia e homenagem ao filme noir

Steve Martin e Rachel Ward em "Cliente Morto Não Paga"
Foto: IMDb

A comédia "Cliente Morto Não Paga" (Dead Men Don't Wear Plaid), de Carl Reiner (que aparece no filme), realizado em 1982, mostra que cinema é mesmo fascinante.
No filme, um detetive particular (Steve Martin) é contratado por uma rica e bela herdeira (Rachel Ward) para investigar a morte do pai, que morreu em um suspeito acidente automobilístico. Em busca de respostas, ele encontra homens e mulheres perigosos que foram diretamente extraídos de filmes dos anos 40 e 50. O detetive contracena e dialoga com os personagens dos filmes antigos.
Assim, na criativa montagem são mescladas cenas da narrativa com outras de filmes clássicos do gênero policial. "Cliente Morto Não Paga" faz paródia e homenagem ao filme noir.
Os astros e estrelas nos filmes que aparecem trechos são: Alan Ladd em "Alma Torturada" (This Gun For Hire), de Frank Tuttle, 1942; Barbara Stanwick em "Uma Vida Por um Fio" (Sorry, Wrong Number), de Anatole Litvak, 1948; Ray Milland em "Farrapo Humano" (The Lost Weekend), de Billy Wilder, 1945; Ava Gardner e Burt Lancaster em "Assassinos" (The Killers), de Robert Siodmak, 1946; Humphrey Bogart em "À Beira do Abismo" (The Big Sleep), de Howard Hawks, 1946, "No Silêncio da Noite" (In a Lonely Place), de Nicholas Ray, 1950, e "Prisioneiro do Passado" (Dark Passage), de Delmer Daves, 1947; Cary Grant em "Suspeita" (Suspicion), de Alfred Hitchcock, 1941; Ingrid Bergman em "Interlúdio" (Notorious), de Alfred Hitchcock, 1946; Verônica Lake em "Capitulou Sorrindo" (The Glass Key), de Stuart Heisler, 1942; Lana Turner em "O Destino Bate à Sua Porta" (The Postman Always Rings Twice), de Tay Garnett, 1946, e "A Estrada Proibida" (Johnny Eager), de Mervyn LeRoy, 1942; Edward Arnold em "A Estrada Proibida", e "Que o Céu Condene" (Deception), de Irving Rapper, 1946; Kirk Douglas em "Estranha Fascinação" (I Walk Alone), de Byron Haskin, 1947; Fred Mac Murray em "Pacto de Sangue" (Double Indemnity), de Billy Wilder, 1945; James Cagney em "Fúria Sanguinária" (White Heat), de Raoul Walsh, 1949; Joan Crawford em "Acordes do Coração" (Humoresque), de Jean Negulesco, 1946; e Ava Gardner, Charles Laughton e Vincent Price em "Lábios Que Escravizam" (The Bribe), de Robert Z. Leonard, 1949.
Um programa bem divertido, ainda mais para quem conhece a maioria dos filmes citados.

Dublê de corpo para busto de bandido?

Para ser feito um busto ou uma estátua a necessidade da pessoa estar viva para posar de modelo ou através de fotografias. Existem escultores retratistas militantes do Brasil - são muito poucos -, que retratam pessoas através de esculturas. Eles são especializados em estudar, modelar e esculpir as fisionomias humanas, procurando, dentro da melhor perfeição possível, conservar as expressões faciais, buscando manter uma linha real e viva.
Segundo os especialistas na área, tratando-se de modelo por fotografia, são necessárias três ou mais fotos em posições diferentes, onde com um bom estudo dos ângulos, das sombras e um razoável conhecimento da anatomia humana, chega-se a um resultado satisfatório.
Bustos são peças artísticas para pessoas estimadas e queridas, que fazem lembrar de personalidades que marcaram época por feitos positivos notáveis.
De novo, estão levantando a pretensão da colocação de um busto de Lucas da Feira na cidade.
Assim, como vai ser elaborado o busto do famigerado bandido se não existe nenhuma fotografia do homenageado? Qual a face que se daria a ele, sem molde para eternizar o bandido? Teria dublê de corpo?
Mais: que governante teria coragem de patrocinar com dinheiro público um descalabro desse porte?



Recortes de periódicos de Feira de Santana - 1877-1888

"Attenção - Nesta Typographia se dirá quem compra uma preta de bons costumes, pagando bem se agradar".
"Companhia dramatica - Chegou ante-hontem da capital a companhia dramatica que é dirigida pelo actor Vieira Villas, a qual, com certeza, vem nos dar noites agradabilissimas.
No theatro da nossa capaital, onde exhibiu uma serie de espetaculos, foi sempre coroada de felix exito.
Conhecida como é em outras provincias a Feira de Sant'Anna, não quiz a companhia retirar-se sem que lhe fizesse uma visita.
É de se esperar que o nosso publico, que tranto estremece pelo adiantamento d'esta cidade, aquilatando devidamente o merito, presta o concurso indispensavel a essa empreza.
Si non é vero, para que termos um theatro com o qual foram não pequenos os nossos esforços?
Com A Virgem do Mosteiro, que tanta aceitação ha tido no mundo civilisado, estréa hoje a companhia Vieira Villas".
***
"Escandalo - É descomedido o que se dá n'uma casa à rua do Conde d'Eu, onde se reune uma porçao de capadocios.
Alli tem logar consecutivamente nos dias de domingo, sambas, os quaes são acompanhados de cantigas e palavras immoraes que ferem à chatos ouvidos, além de perturbar o silencio publico.
Chamamos para isto a atenção do digno sr. delegado de polícia".
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"Com razão - Pedimos encarecidamente aos senhores que não nos quizerem honrar com a sua assignatura, o obsequio de nos devolver logo no mesmo dia para não ficarmos na espectativa".
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"Vantagem - Os nossos assignantes terão direito a publicação gratuita de cada annuncio quando ella exceder de tres vezes".
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"... cumpre as autoridades tomarem serio conhecimento d'isto, pois não estamos em os bellos tempos de Lucas".
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"Precisa-se de uma pessoas que saiba ler e escrever, e de muita probidade, afim de ser empregada em diversos pequenos serviços com ordenado modico e cada para moradia.
Quem estiver nestas circunstâncias procure informações nesta typographia".
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"Clinica medica - O Dr. Silva Ramos recentemente chegado da Bahia, offerece seus serviços medicos ao publico d'esta cidade. Chamados a qualquer hora em casa de sua residencia, à rua do Senhor dos Passos, nº 42. Consultas e visitas gratis aos pobres".
***
"Está concluida a estatua da liberdade que sobre a forma de pharol, deve ser colocada em New York, conforme refere um jornal portuguez.
Deve seguir brevemente de Pariz para America, dividida em 300 peças.
É a obra mais considerável que se tem feito até hoje neste genero.
Os collossos de Memnon, estatua de Jupter, de Olimpo, de Phidias, collosso de Rhodes e outras obras de escultura, são de proporções inferiores às da estatua da liberdade, de Bartoldi.
Esta estatua mede 46m08 da base à extremidade do facho, que o braço direito sustenta, erguido a cima da cabeça (...) A cabeça, onde cabe 20 pessoas, tem 4 metros de altura, os olhos 0,65 de diametro. Sóbe-se interiormente por uma escada de 180 degraus. O peso total da estatua é de 209.000 kilos".
***
"Na Praça da Victoria, de Buenos Ayres, foram corridos a pau alguns vendedores de bilhetes de loterias do Brazil.
Um delles ficou gravemente ferido na cabeça, sendo levado ao hospital".
Notas, avisos, anúncios e até notícias internacionais como esses citados acima estão em jornais editados em Feira de Santana entre 1877 e 1888. Também informação como a existência de loja maçônica, Caridade Segredo Feirense, com convite para posse em 21 de novembro de 1888, publicado três dias antes, bem como do jornal "Diário Mercantil", que só durou sete números, por não conseguir cobrir a despesa mensal de 221$000 (réis). Tem jornal que transcrevia capítulos de romances e que anunciavam empresas da capital. Outro que trata do comércio, com preços de gêneros da feira livre e sobre o campo do gado, "onde talharam-se para o consumo do dia 25 (de julho de 1881) 55 rezes".
Os jornais são: "O Motor" (diário) "Correio da Feira", "Cidade da Feira", "O Progresso", "Jornal da Feira", "Correio de Noticias", "Eccho Feirense", "O Capítulo" e "O Vigilante", na coleção "Memórias - Periódicos Feirenses 1877-1888", editada pela Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense.

Culto à ignorância

O culto à ignorância está crescendo no Brasil. 
Dizem que é fator de identificação popular. 
Aqui mesmo em Feira de Santana alguns defendem que não é preciso escrever certo em jornais e sites, muito menos falar bem e corretamente nos programas de rádio.

"Sentença sobre Lula sai logo"



Sérgio Moro decide sem demora, após as alegações finais. Sua sentença sobre Lula deve sair até a próxima semana. Mas ninguém se surpreenderá se o fizer até esta sexta-feira (23).
Confiança em Moro
Levantamento da Paraná Pesquisas revelou que 71,4% dos brasileiros acreditam na condenação do ex-presidente Lula, no caso do tríplex, e 61,1% negam que o juiz Sérgio Moro persiga o petista.
Fonte: Cláudio Humberto

Feira de Santana contava com 4.108 escravos em 1872

Apontamentos sobre recenseamentos e censos
No recenseamento do Brasil, em 1872, que deve ter sido o primeiro realizado no país, Feira de Santana contava com população de 51.696 pessoas (4.108 escravos), sendo 26.715 homens (2.162 escravos) e 24.981 (1.946 escravas) mulheres.
Na época, Feira era dividida em paróquias - de Senhora Sant'Anna da Feira, de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe, de Nossa Senhora da Conceição do Coité, de Nossa Senhora dos Remédios, de Santa Bárbara, do Senhor do Bonfim, de Nossa Senhora dos Humildes e de São José das Itapororocas.
O recenseamento seguinte foi o de 1890 e Feira contava com população de 61.758 pessoas, sendo 31.168 homens e 30.590 mulheres. Depois, na sinopse do recenseamento de 31 de dezembro de 1900, o município contava com 63.473 habitantes (31.057 homens e 32.416 mulheres).
Na sequência, o recenseamento de 1920, com registro de 77.600 habitantes - 36.920 homens e 40.680 mulheres. No censo demográfico de 1940, Feira de Santana contava com 39.667 homens e 43.601 mulheres, totalizando a população de 83.268 habitante.
Em 68 anos, de 1872 a 1940, Feira de Santana cresceu 31.572 habitantes.
O município tinha 556.642 habitantes no último Censo, em 2010. Isso coloca o município na posição 2 dentre 417 do mesmo estado. Em comparação com outros municípios do Brasil, fica na posição 34 dentre 5.570. Na última estimativa de população, em 2016, Feira de Santana aparece com população de 622.639 habitantes

Releitura de Caim e Abel

James Dean e  Richard Davalos em "Vidas Amargas"
Foto: IMDb

"E saiu Caim de diante da face do Senhor e habitou na terra de Node, à leste do Éden". É do versículo 4: 16 de Gênesis que foi tirado o título de "East of Eden", romance de John Steinbeck, no qual foi baseado o filme que no Brasil tem o título de "Vidas Amargas". Assim, uma releitura da passagem bíblica de Caim e Abel.
Tenho o filme em minha coleção de DVD. Assisti ao filme em 1966 - primeiro visto nesse ano -, no Cine Íris. "Vidas Amargas" é excelente, realizado com muita sensibilidade.
No drama, a luta desesperada de Cal (James Dean) com seu irmão Aron (Richard Davalos) pelo amor e reconhecimento do pai (Raymond Massey). Ele descobre que sua mãe (Jo Van Fleet), até então dada como morta, mora na cidade vizinha. A jovem Abra (Julie Harris) namora Aron, mas fica dividida com o desajustado Cal. O conflito entre o bem e o mal está contido no filme, assim como o tema da desintegração familiar. Como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial transformando a vida de uma pacata cidade. Mesmo com a amrgura do título brasileiro, há esperança.
Primeiro filme de James Dean, marcou sua primeira indicação póstuma ao Oscar, a primeira do tipo na história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Teve outras indicações ao Oscar: Diretor (Elia Kazan), Roteiro (Paul Osborn) e Atriz Coadjuvante (Jo Van Fleet), tendo conquistado esta premiação. Foi o Melhor Filme Dramático do Festival de Cannes, indicado à Palma de Ouro, e conquistou o Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Filmes em Exibição no Orient Cineplace Boulevard

Semana até 28 de junho de 2017
 LANÇAMENTO NACIONAL
MEUS QUINZE ANOS, de Caroline Okoshi Fioratti, 2017. Com Larissa Manoela, Victor Meyniel, Daniel Botelho e Anitta. Comédia. Aos 14 anos, Bia descobre que vai ganhar uma festa de 15 anos. O problema é que a garota sonhadora não tem muitos amigos para convidar ao evento, por ser pouco popular na escola. Ela conta com a ajuda do único grande amigo, Bruno, e do pai, Edu, para consertar a situação. Não recomendado para menores de 10 anos. Duração: 94 minutos. Horários: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50. Sala 3 (165 lugares).
CONTINUAÇÕES
A MÚMIA (The Mummy), de Alex Kurtzman, 2017. Com Tom Cruise, Russell Crowe, Annabelle Wallis e Sofia Boutella. Ação, aventura, fantasia e horror. Nas profundezas do deserto, uma antiga rainha cujo destino foi injustamente tirado está mumificada. Ela desperta nos dias atuais. Com uma maldade acumulada ao longo dos anos, ela espelha terror desde as areias do Oriente Médio até os becos de Londres. Em terceira semana. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 110 minutos. Horários: 14h20, 16h40 e 19 horas, com cópia dublada, e 21h20, com cópia legendada. Sala 1 (240 lugares).
PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales), de Joachim Ronning e Espen Sandberg, 2017. Com Johnny Depp, Javier Bardem e Kaya Scodelario. Ação e aventura. O capitão Salazar lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. Em quinta semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 12 anos. Duração: 129 minutos. Horário: 18h10. Sala 2 (158 lugares).
BAYWATCH: S.O.S. MALIBU (Baywatch: S.O.S. Malibu), de Seth Gordon, 2017. Com Dwayne Johnson, Zac Efron,  Alexandra Daddario, Priyanka Chopra e Kelly Rohrbach. Comédia de ação. Mitch é um devoto salva-vidas, orgulhoso do seu trabalho. Enquanto está treinando o novo e exibido recruta Matt, os dois descobrem uma conspiração criminosa no local que pode ameaçar o futuro da baía. Cópia legendada. Em segunda semana. Não recomendável para menores de 14 anos. Duração: 116 minutos. Horários: 13h10, 15h40, e 21 horas. Sala 2.
O PODEROSO CHEFINHO (The Boss Baby), de Tom McGrath, 2017. Animação. Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que se acabe com o amor no mundo. Em décima terceira semana. Classificação: Livre. Cópia dublada. Duração: 98 minutos. Horário: 13h20. Sala 4 (261 lugares).
MULHER MARAVILHA (Wonder Woman), de Patty Jenkins, 2017. Com Gal Godot, Chris Pine. Ação, aventura, fantasia e ficção-científica. Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra. Em quarta semana. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 140 minutos. Horários: 15h30 e 18h20, com cópia dublada, e às 21h10, com cópia legendada. Sala 4 (261 lugares).
ENDEREÇO E TELEFONES
Orient Cineplace Boulevard - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.
(Com informações do Departamento de Marketing do Orient Cinemas)

Dion Vital é o novo presidente do Rotary Club de Feira de Santana

O empresário Dion Luciano Vital (Foto) toma posse na noite de quinta-feira, 6 de julho, como presidente 2017-2018 do Rotary Club de Feira de Santana, em solenidade que ocorre às 20 horas no auditório do Ibis Hotel. Ele vai comandar o clube rotário mais antigo da cidade.
Os demais diretores são: Jolival Alves Soares, 1º vice-presidente; André Fernandes Dórea, 2º vice-presidente; Fernando Gassman Figueirêdo, 1º secretário; Jamerson Ribeiro, 2º secretário; Renato Ribeiro da Silva, 1º protocolo; Ivan de Miranda Kruschewsky, 2º protocolo; Adauto Alves Franco Júnior, 1º tesoureiro; Carlos Crispim Silva Nunes, 2º tesoureiro; e Cléber Chagas Gonçalves, diretor sem pasta.
Mais Eliana Mattos de Amorim Bueno, diretora da Comissão de Administração do Clube; Cléber Chagas Gonçalves, diretor da Comissão de Desenvolvimento do Quadro Associativo; Miguel Fernandes Dórea, diretor da Comissão de Projetos Humanitários; Jamerson Ribeiro, diretor da Comissão da Fundação Rotária; Kerciane Gondim de Matos, diretora da Comissão de Projetos Comunitários; e Dimas Boaventura de Oliveira, diretor da Comissão de Imagem Pública do Rotary

O sonho de Rivânia

Por Janguiê Diniz
Em meio à tragédia das enchentes que afetam inúmeras cidades de Pernambuco, a população se une para ajudar os desabrigados com doações. Entre os que perderam quase tudo, Rivânia, uma garotinha de oito anos, de São José da Coroa Grande, litoral Sul do Estado, salvou os seus sonhos em uma mochila. A imagem da menina circulou e comoveu o Brasil: na chuva, ajoelhada em uma jangada e no meio da enchente, Rivânia rezava e se mantinha abraçada a uma mochila em que, pouco antes, havia colocado a coisa mais importante para ela: seus livros.
Passado o episódio, Rivânia foi personagem de inúmeras matérias e em todas elas mostrou uma maturidade impressionante ao classificar os livros como o seu futuro. Ainda tão jovem, a criança já tem a consciência de que a educação será capaz de mudar o seu destino. Cada vez mais, percebemos que a educação interessa à sociedade como um todo.
São várias as propostas para que o Brasil possa realizar o sonho de Rivânia e de outras milhares de crianças e jovens do País. Direcionamento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), os recursos do Pré-Sal, o Plano Nacional de Educação com metas definidas para os próximos 10 anos e tantas outras indicações já foram feitas. Em todas, o fato comum é que a educação é prioridade e tem que haver dinheiro para ela. O Brasil tem que dar prioridade à educação para garantir dias melhores para seu povo.
A verdade é que o Brasil ainda tem um alto índice de analfabetos e analfabetos funcionais, além do grande número de crianças e jovens fora da escola. Aliado a isso, os dados de formandos no ensino superior ainda são bem abaixo do esperado. Um país rico é um país onde a realidade é o oposto do que foi citado acima e não há melhor forma de atingir esses objetivos do que através do investimento desde a educação infantil até a técnica profissional e superior.
A educação é capaz de nos tornar pessoas mais conscientes sobre nossa condição e as condições da sociedade em que vivemos. Hoje, a revolução e integração digital é uma realidade e resultado de uma "terceira revolução industrial". A internet é uma ferramenta de mudança social extremamente importante para ampliação do conhecimento e um meio robusto para que informações sejam compartilhadas de forma interdisciplinar.
Enganam-se aqueles que acreditam que o passaporte para o futuro do desenvolvimento do país está no petróleo. Está, sim, na educação. Precisamos fomentar o sonho de Rivânia através de uma alfabetização melhor na educação básica, para que nossas crianças sejam capazes de realizar uma boa interpretação de texto e cálculos matemáticos. Precisamos diminuir a evasão escolar no ensino médio, seja desenvolvendo novos métodos de ensino ou outras técnicas. No nível superior, precisamos garantir que exista acesso para todos, seja através de um novo modelo de Fies, ProUni ou outros programas.
Rivânia é o futuro do Brasil. Assim como cada um de nós. É nosso papel cobrar aos municípios, estados e ao governo federal o apoio necessário para que os sonhos de crianças, jovens e adultos não sejam destruídos.
Janguiê Diniz é mestre e doutor em Direito, reitor da Uninassau – Centro Universitário Maurício de Nassau, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional
janguie@sereducacional.com

Nomes estrambóticos em "Os Enforcados"

Em "Os Enforcados", romance premiado do escritor feirense Fernando Ramos, são interessantes os nomes estrambóticos que o autor dá aos seus personagens.
São exemplos: Alcoperíades, Arenquerque, Asclepíades, Belarico, Cajurbal, Cantalber, Cantanúzio, Cascaviano, Celirdes, Cesostro, Cilvalvo, Ciríaco, Clenira, Dadinéia, Delcira, Descóredes, Elvetrim, Emenésio, Erilo, Eusínio, Ezequildes, Gizania, Liarcângela, Libenina, Lindisalva, Moroveu, Noripes, Onderilza, Onísio, Osismarim, Rotigínio, Sidenizio, Sinvaldino, Terciliano, Tergenival, Tijarbino, Túncia, Venina, Vitaclina, Zerilo

Sobre violência comunista

Está no livro "Pós-Guerra - Uma História da Europa Desde 1945", de Tony Judt: Jean-Paul Sartre chamava a violência comunista de "humanismo proletário".

Sobre bobagem

"Mesmo que 50 milhões de pessoas digam uma bobagem, a bobagem continua sendo bobagem". 
Do filósofo inglês Bertrand Russell (1872-1962).

Nem todo filme lançado no Brasil é exibido em Feira de Santana

Complexo de quatro salas - com projeto de ampliação em compasso de espera -, o Orient Cineplace Boulevard entra a cada semana com um a três filmes - os considerados principais em termos de bilheteria - em lançamentos nacionais e até mundiais. Se determinado título não entrar no circuito na data de lançamento, não entra mais na semana seguinte. Sabe-se que muitos filmes ficam semanas - a animação "O Poderoso Chefinho" está em 13ª - em cartaz. Assim, a Orient programa a cada período até três filmes em horários diversificados em uma das salas.
Assim, Feira de Santana não viu filmes, como "Axé: Canto do Povo de Algum Lugar", "Os Penetras 2: Quem Dá Mais?", "Manchester à Beira-Mar", "Minha Vida de Cachorro", e "Beleza Oculta", lançados no circuito em janeiro; "Jackie", "Estrelas Além do Tempo", "A Qualquer Custo", "Aliados", "Moonlight: Sob a Luz do Luar", e "A Lei da Noite", em fevereiro; "Um Limite Entre Nós", "Versões de um Crime", "Personal Shopper", "Fome de Poder", "Tinha Que Ser Eu?", e "Mulheres do Século XX", em março: "Cães Selvagens", "Despedida em Grande Estilo", "Vida", e "Joaquim", em abril; "A Promessa", "O Dia do Atentado", e "Corra", em maio; "Amor.com", "O Jardim das Aflições" (Poster), "Z: A Cidade Perdida", "Paris Pode Esperar", "Neve Negra", "Kiki: Os Segredos do Desejo", "Colossal", "Um Tio Quase Perfeito", "Ao Cair da Noite", e "Frantz", em junho.
São títulos que tiveram trailers exibidos, contam com premiações, mas que, na verdade, não tiveram bilheteria expressiva onde foram exibidos.

"Lula é o 'mais nocivo' da Lava Jato, diz pesquisa"



Levantamento do Instituto Paraná Pesquisa no DF avaliou o impacto da Lava Jato nos enrolados na operação: 87,1% dos entrevistados avisaram que não votarão em candidato “que tem o nome envolvido em denúncias da operação”. Entre os enrolados, entrevistados classificam Lula como o "mais nocivo para o Brasil", com 37%. Aécio é o segundo (14,5%), seguido por Eduardo Cunha (12,7%) e Sérgio Cabral (4,6%).
Nocivos
A pesquisa aponta entre os empresários mais "nocivos" Marcelo Odebrecht (4,3%), Joesley Batista (4,1%) e Eike Batista (2,4%).
Lanternas
José Dirceu e Antonio Palocci, ex-ministros de Lula, são "os mais nocivos" dos enrolados para 2,4% e 1,3% dos entrevistados.
Dados da pesquisa
A pesquisa de opinião foi realizada em todo o Distrito Federal com 1.516 eleitores a partir dos 16 anos entre os dias 14 e 18 de junho.
Desaprova geral
O Paraná Pesquisa verificou que hoje 83,2% desaprovam o governo Temer. Há dez meses, em agosto, a desaprovação era de 50,3%.
Pensando bem...
...nem precisava de festas juninas para certos políticos caírem na quadrilha.
Fonte: Cláudio Humberto

Mais de nove anos e nada


Em 16 de maio de 2008, há pouco mais de nove anos, o Blog Demais postou a nota "Recuperação do Carro de Boi"
Notícias estão dando conta que a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) poderá contar com recursos no valor de R$ 960 mil para recuperação do Complexo Carro de Boi, localizado no Centro de Cultura Amélio Amorim. Ações desenvolvidas pela instituição junto a representações baianas em Brasília resultaram em emenda parlamentar, de autoria do senador João Durval Carneiro (PDT), correspondente a R$ 800 mil.
O total dos recursos destinados ao Amélio Amorim deverá ser de R$ 960 mil, já que o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, se comprometeu a acrescentar 20% sobre o valor da emenda.
Mesmo com a aprovação da emenda parlamentar, ainda não existe definição de data para a liberação dos recursos, que depende de muita boa vontade do governo.


terça-feira, 20 de junho de 2017

"ACM Neto não vai permitir que população seja penalizada", diz Sandro Régis sobre viabilização mal feita do metrô



O deputado estadual Sandro Régis (Foto: Divulgação), do Democratas, afirmou nesta terça-feira, 20, que a Prefeitura de Salvador, desde 2013, tem atuado para viabilizar o metrô, inclusive no quesito integração. "O esforço da Prefeitura tem sido enorme nesse sentido. O Governo do Estado, por sua vez, está mais preocupado em politizar essa questão, certamente de olho nas próximas eleições. O prefeito ACM Neto está mais preocupado em trabalhar para assegurar a integração e um sistema de transporte público eficiente até porque vem aí o BRT também", lembrou o democrata.
O deputado acredita que o melhor caminho é o diálogo entre governo e Prefeitura. "Não adianta o Governo tensionar, fazendo chantagens e ameaças, porque o prefeito ACM Neto não vai permitir que a população seja penalizada. Uma integração mal feita representa aumento de passagem. E isso a Prefeitura não vai permitir. O Estado tem que cumprir seu papel e tem que subsidiar o metrô, como está previsto", afirmou Sandro Régis.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Deputado Estadual Sandro Régis)

Filme faz homenagem à Cuba dos anos 50

Com roteiro do escritor cubano Guillermo Cabrera Infante (vítima da revolução de Fidel Castro), “A Cidade Perdida”, primeiro longa de Andy Garcia (outra vítima) faz homenagem à Cuba dos anos 50.
Este filme foi visto no Orient Cineplace Boulevard, em 2006, e tenho revisto em DVD de minha coleção, para confirmar sua qualidade.
Temas como drama familiar e romance impossível estão no filme, que retrata a cultura da época, a dança, a música. Tudo com uma bela fotografia e figurino apropriado. É um filme que emociona e faz pensar sobre o que é tirania. É ambientado em Havana, final dos anos 50, no momento da turbulenta transição do opressivo regime de Fulgencio Batista para o governo marxista de Fidel Castro. Os horrores da revolução cubana são mostrados, assim como a realidade histórica, mas não do ponto de vista comunista. Mostra também que toda ditadura é ruim, seja de direita ou principalmente de esquerda. Numa cena, Che Guevara, sem o romantismo da mídia, informa que eliminou mais um dos 55 prisioneiros, muitos dos quais ele próprio acionando o gatilho. Ele fala que "os fins justificam os meios".
Andy Garcia, também ator principal, interpreta o dono de um clube de sucesso nessa época e que acaba exilando-se em Nova York. Ele considera seu filme como um tributo histórico à sua terra natal. Além de Andy Garcia, o elenco tem Bill Murray, Dustin Hoffman, Tomás Milian, Millie Perkins, Richard Bradford e Inés Sastre.
A homenagem agridoce de Andy Garcia à Cuba levou 16 anos para ser realizada. Utilizando a música, literatura e a dança, o filme captura Havana em sua florescência tropical. Aborda o momento em que músicos eletrificavam audiências com o ritmo feito em Havana daquela época.
A trilha sonora é composta por 40 canções diferentes, entre mambos, cha-cha-chas, rumbas, danzones, boleros. Juntas, criam uma história oral de Cuba. São canções de amor a uma cultura indomável, que se revela na música, mas também na dança, na poesia, nas heranças européia e africana, na revolução, no tabaco e no azul do céu e da água que circunda a ilha.
Enfim, trata-se de uma aula da história de Cuba, bem diferente do que a mídia e as universidades ensinam. Tanto que "A Cidade Perdida" não recebeu a divulgação que merece.


Agilidade na reforma da sede da Delegacia Regional do Trabalho

Agilidade no processo de reforma da sede da Delegacia Regional do Trabalho em Feira de Santana. Este foi o propósito do encontro do secretário de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico Antonio Carlos Borges Júnior, representando o Governo Municipal, e do empresário Luiz da Costa Neto, representando entidades classistas e sindicatos patronais e laborais, com o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego Antonio Correia de Almeida, em Brasília, Distrito Federal, no dia 14 de junho.
Os dois representantes feirenses também tiveram encontro com o deputado federal Benito Gama (PTB), quando externaram o mesmo pleito.
Há mais de seis anos que o órgão teve que deixar sua sede, no bairro Santa Mônica, pelo estado do prédio. Nesse tempo tem funcionado inadequadamente em imóvel alugado no bairro Brasília.