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Empregos em Feira de Santana

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quarta-feira, 3 de junho de 2020

No tempo em que letras de músicas eram examinadas

Em 20 de agosto de 1980, o compositor José Edmundo da Silva Almeida, com o pseudônimo Edmundo Carôso - que usa até hoje -, requereu da Divisão de Censura e Diversões Públicas do Departamento de Polícia Federal, o exame das letras de dez músicas de sua autoria - algumas em parceria com Cesar Ubaldo -, "afim de que possam ser executadas".
As músicas foram as as canções "Nunca Eternos", "Via Negra" e "Canção do Negro"; as barcarolas "Os Olhos dos Querubins" e "Cruzada Final"; as baladas "Contrição" e "Ouvindo Mozart"; o bolero "Mercedes"; a guarânia "Cristina" e o samba-canção "Nosso Castelo".
A técnica de censura que examinou as letras e aprovou foi Joana Silveira Passos.
Fonte: Arquivo Nacional
Veja o requerimento e as letras 






Tese de doutorado de Rollie E. Poppino

Capa da tese e aprovação
Fac-similes

Com 52 anos do lançamento livro "Feira de Santana", de Rollie E. Poppino, baseado em sua tese de doutorado, a Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense, presenteou Feira de Santana com cópia original digitalizada do trabalho do historiador e brasilianista americano Rollie Edward Poppino (04.10.1922-16.12.2010), "Princess of the Sertao: A History of Feira de Santana".
O trabalho, descoberto pelo professor e pesquisador Carlos Brito, foi obtido na Stanford University, em Palo Alto, California, com intermediação do feirense Edson Raimundo Nascimento, que mora nos Estados Unidos. A tese tem 496 páginas - o livro ficou com 326 páginas.
O livro "Feira de Santana" (1860-1950), com a tese publicada em português (tradução de Arquimedes Pereira Guimarães), Coleção Baiana da Editora Itapuã, com a colaboração da Secretaria de Educação e Cultura do Governo do Estado da Bahia - Governo Luiz Viana Filho, faz uma análise geral sobre a cidade, buscando entender o seu desenvolvimento cultural, econômico, político e social.
Esta publicação é fonte inesgotável de referência de pesquisadores, historiadores e curiosos. É citada em todos - ou quase – trabalhos acadêmicos que tratam desta cidade.
Diplomado em História em Stanford, Rollie E. Poppino veio para Feira de Santana depois que foi agraciado com bolsa de estudo para o Brasil, que foi concedida pela Fundação Henry L. and Grace Doherty. Ele veio para a Bahia em outubro de 1950. A orientação da sua tese foi da Dra. Joan J. Johnson, professora de História Latino-Americana.
Em sua estadia na Bahia, Rollie Poppino reuniu material para sua tese de doutorado. A história social, política e econômica do Brasil permaneceu como seu principal interesse ao longo de sua vida profissional, sendo doutor em História da América Latina em 1953. Em 1961, a UC Davis o contratou para ensinar História da América Latina, onde permaneceu por 30 anos, servindo no Departamento de História na maior parte do tempo. O respeitado estudioso da história do Brasil, morreu em Sunnyvale, aos 88 anos.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Há 64 anos, Festival do Cinema Francês no Cine Íris

Festival do Cinema Francês, apresentado em em setembro de 1955 no Cine Íris, com a exibição de sete filmes dos anos 30 e 50.

Os filmes foram: 
"Por Ordem do Czar" (Par Ordre du Tzar), de Andre Huguet, 1955, com Michel Simon e Collette Marchand; 
"Prazeres de Paris" (Les Plaisirs de Paris), de Ralph Baum, 1952, com Rolande Alexandre, Jean Paredes, Lucien Baroux e Genevieve Page; 
"Frutos de Verão", de Raymonde Bernard, 1955, com Edwige Feuillière, Henri Guisol e Etchika Choureau; 
"Mentiras de Nina Petrova" (Le Mensoge de Nina Petrova), de Viktor Tourjansky, 1937, com Isa Miranda e Fernand Gravey; 
"Inimigo Público Nº 1" (L'Ennemi Public Nº 1), de Henri Verneuil, 1953, com Fernandel, Zza Zza Gabor e Louis Seigner; 
"Mulheres Sem Homens" (Prison Sans Barreaux), de Leonide Moguy, 1938, com Corinne Luchaire, Annie Ducaux, Roger Duchesne e Ginette Leclerc; e
"Mercado de Amor" (Gibier de Potence), de Roger Richebè, 1951, com Arletty, George Marchal e Nicole Courcel.
Fonte: "Memórias - Periódicos Feirenses", publicação lançada pelo Núcleo de Preservação da Memória Feirense Rollie E. Popino da Fundação Senhor dos Passos. 
Original em "O Coruja", na coluna "Cineópolis", de Olney Alberto (São Paulo), publicada em 24 de setembro de 1955.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Festival de Rock na Rádio Cultura em 1962


Apresentação de Elio Oliveira no Festival de Rock, na Rádio Cultura. em 1962.  No contra-baixo, Antonio Marques. Ivanito Rocha (atrás), o apresentador do festival.

Cantora argentina Lucia Montalvo em Feira de Santana nos anos 30 ou 40


Nos anos 30 ou 40, em mês de setembro, no Cine Theatro Santana, a cantora argentina Lucia Montalvo entusiasmou o público feirense em "formidável espetáculo de variedades", apresentado por Antonio Almeida.
Ela foi anunciada como "embaixatriz da melodia", "notável estrela da rádio de Bienos Aires".
No mesmo programa, Natércio Bastos, o "poeta das serenatas", e Pequeno Otelo, o "incrível negrinho malabarista do samba".
Folheto extraído de post no Blog Santanópolis

20 grandes diretores mortos e mais um

Lista de 20 grandes diretores do cinema mundial. Todos são falecidos.
Michelangelo Antonioni (29.09.1912-30.07.2007)
Cecil B. De Mille (12.08.1881-21.01.1959)
Ingmar Bergman (14.07.1918-30.07.2007)
Luís Buñuel (22.02.1900-29.07.1983)
Charles Chaplin (16.04.1889-25,12.1977)
Federico Fellini (20.01.1920-31.10.1993)
John Ford (01.02.1894-31.08.1973)
Howard Hawks (30.05.1896-26.12.1977)
Alfred Hitchcock (13.08.1899-29.04.1980)
John Huston (05.08.1906-28.08.1987)
Stanley Kubrick (26.07.1928-07.03.1999)
Akira Kurosawa (23.03.1910-06.09.1998)
Fritz Lang (05.12.1980-02..08.1976)
Jerry Lewis (16,03.1926-20.08.2017)
George Stevens (18.12.1904-08.03.1975)
Luchino Visconti (02.11.1906-17.03.1976)
Agnès Varda (30.05.1928-29.03.2019)
Orson Welles (06.05.1915-10.10.1985)
Billy Wilder (22.06.1906-27.03.2002)
William Wyller (01.07.1902-27.07.1981)
e mais um

Olney São Paulo (07.08.1936-15.02.1974)
Fotos: IMDb

domingo, 31 de maio de 2020

"Um Crime na Rua": documento histórico sem precedentes



Cenas de "Um Crime na Rua", com Olney São Paulo e Edson Campos
Fotos a partir de frames do filme



    A importância do resgate do primeiro filme de Olney São Paulo


Em agosto de 1978, ano da morte de Olney São Paulo, a exibição de fragmentos de "Um Crime na Rua", seu primeiro filme, finalizado em 1955. 
No dia 9 de agosto de 2013 - dois dias depois do 35º aniversário de falecimento de Olney -, a exibição e lançamento em DVD do filme, que é um documento histórico sem precedentes, como considera o professor Carlos Brito, que se emocionou com as imagens, em preto e branco, registradas pela câmara de Elydio Azevedo. O evento, "Tributo a Olney São Paulo 2013, ocorreu no Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão.
O filme foi encontrado pelo cineasta Henrique Dantas no Arquivo Nacional, em pesquisa realizada para o projeto "Peleja". O filme é originalmente mudo e em preto e branco.
Em carta para o cineasta Alex Viany, Olney escreveu: "(...) Não acreditando eu em minha derrota perante o cinema, adquiri alguns pés de celulóide virgem e pus-me a rodar com alguns amigos um pequeno filme em 16mm.
Finalmente, seis meses ou 7 depois de realizada a nossa modesta película um cinema local (provavelmente o Cine Íris) exibiu-a para o público, que foi unânime em louvar a nossa iniciativa exclusivamente idealista.
Todo o filme tem duração de 10 minutos, focaliza os tipos regionais de nossa terra, desenvolvendo um pequeno enredo policial para que nós pudéssemos demonstrar o nosso trabalho direcional (a meu cargo) e interpretativo."
Pois é, "Um Crime na Rua" tem enredo policial. Começa com um casal (a mulher, Miriam Arruda) e uma criança (Vera Campos) andando pela rua. Aparece um corpo estendido no chão do passeio. Logo, dois detetives (Olney São Paulo e Edson Campos) indagam sobre o ocorrido. Um toco de cigarro no chão é a pista. Eles começam uma perseguição ao suspeito (Fernando Ramos), que aparece fumando e jogando um toco de cigarro no chão. A perseguição tem também a feira livre na praça João Pedreira como pano de fundo. Finalmente o suspeito é capturado e conduzido até a cadeia.
No filme, imagens do Campo do Gado (atual Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira, rua Geminiano Costa (com Oficina Pernambucana), Rádio Cultura, Centro de Saúde, Bar RN, Feira Tênis Clube, rua Carlos Gomes (com casa de Iderval Alves), tabuleta em poste anunciando festa dançante com Ademilde Fonseca na Euterpe, avenida Senhor dos Passos, Hotel Universo em construção, fachada do Cine Íris, casa de Wilson Falcão na esquina com a rua Capitão França, feira livre da praça João Pedreira, Abrigo Santana, baiana do acarajé, carroça carregando cana, caçuás, homens de ternos brancos, Prefeitura Municipal, Igreja Senhor dos Passos, prédio da esquina da praça João Pedreira com avenida Senhor dos Passos, cadeia (atual Câmara Municipal), aparições de professor Olegário e do colunista Eme Portugal.

sábado, 30 de maio de 2020

Morre compositor Evaldo Gouveia


Assista ao vídeo

O compositor e trovador cearense Evaldo Gouveia morreu na noite de sexta-feira, 29, aos 91 anos. Com mais de 1.000 composições e cerca de 700 músicas gravadas, impulsionadas pela voz de cantores como Alaíde Costa, Altemar Dutra, Maysa e Nelson Gonçalves.  
No cinema, ele apareceu nos filmes "No Mundo da Lua" (1958) e integrando o Trio Nagô, com Mario Alves e Epaminondas de Souza (Foto), em "Chico Fumaça" (1956), cantando "Saudades da Bahia", de Dorival Caymmi (Veja o vídeo); "O Boca de Ouro" (1957) e "O Barbeiro Que Se Vira" (1958), interpretando "Moça Bonita" e "Acorrege a Prenuncia".
Também no cinema, músicas de sua autoria nos filmes argentinos "Mulher Pecado" (1969), com "Pior Pra Você", e "O Lado Escuro do Coração" (1992), com "Alguien Me Dijo". E nos nos brasileiros "Aqueles Dois" (1985), com "E a Vida Continua"; "Brasa Adormecida" (1987) e "Chega de Saudade", os dois com "Alguém Me Disse"; "O Palhaço" (2011), com "O Trovador"; "Aquarius", com "Sentimental Demais"; e "Paraíso Perdido", com "Tango para Tereza"
Na televisão, a música "Em Cada Verso Em Cada Samba", no seriado "Bandeira 2"; e o sucesso "Sentimental Demais" nas novelas "Laços de Família" (2000) e "Por Toda Minha Vida" (2008).

Feira de Santana e os velhos tempos

O poeta e acadêmico feirense Dival Pitombo, em 1978 em mais um aniversário desta terra de Padre Ovídio de São Boaventura, brindou os leitores do jornal "A Tarde", lembrando os “Velhos tempos, belos dias”  da Feira de Santana, que vale a pena ver de novo. (Adilson Simas)
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- Velhos tempos, belos dias. Assim como na canção.
Um povo sem memória é como um edifício sem alicerce. É inconsistente. Quem considera morto o passado, está pisando em areia movediça. "O passado já passou" é simplesmente imagem literária ou frase feita de música popular.
Na história, como na vida de cada indivíduo, o passado tem a força motriz que alimenta o presente. É como o ninho que abriga e protege a águia, antes de aprender a dominar as alturas. Apenas no plano temporal o passado nos parece vencido. Em verdade ele continua atuante dentro de nós.
Ninguém consegue matar o passado dentro de si. Nem os povos, nem os homens.
A Feira de Santana de hoje oferece motivos de orgulho. Mas como esquecer os doces dias, em que a cidade adolescente guardava ainda a pureza absoluta das coisas realmente simples?
Dos tempos em que o acontecimento mais importante era a festa da Padroeira, para a qual se trabalhava o ano inteiro?
Os visitantes ainda não se chamavam turistas. E eram geralmente pessoas ligadas a terra por laços de família ou amizade. Durante a festa, a cidade se enchia deles. Não havia colégios secundários e os estudantes os cursavam na capital. As férias traziam-nos de volta. Com amigos, parentes, familiares que se engrossavam a população e faziam a alegria da temporada.
As novenas imponentes e frequentadas pela fina flor da sociedade, reuniam as mais importantes famílias, que disputavam entre si a primazia da decoração da igreja e os lances mais altos nos leilões que se seguiam, no largo, após o ato religioso.
As tocatas e os fogos de artifício coroavam a noite num esplendor inesquecível. Em volta do coreto o solo ficava fofo de confetes. E as longas fitas coloridas das serpentinas cruzavam o céu, tecendo arabescos, enquanto a juventude girava na praça, dançava formava grupos, ou namorava envolvida pela névoa dos lança-perfumes que ainda não eram usados como entorpecentes.
Como não havia boates, os jovens costumavam organizar festinhas em casas de famílias. Para isto cortejavam-se para pagar a orquestra e iniciavam a invasão, muitas vezes sem conhecimento prévio do dono da casa. Chamavam "assustados" ou "festa de comissão". Denominação  oriunda do fato de serem organizadas por uma comissão, que se encarregava de contratar os músicos e tomar outras providências.
Oscar Marques e Álvaro Carvalho eram os melhores organizadores de tais festas. Dançarinos exímios eram também eficientes cobradores da cota dos festivos companheiros. 
Para isso realizavam operações incríveis, pois a turma, depois de iniciada a festa, faziam as mais audaciosas acrobacias para não pagar. Isto exigia uma estratégia especial dos cobradores que acabavam por atacar o sujeito, no meio do salão, embalado no som, em companhia da namorada.
Aí não tinha jeito. Tinha que pagar mesmo.  Ainda assim, no final da festa, havia sempre uma queixa  inevitável dos promotores: - Tomei uma ronca. Ronca era o prejuízo deixado no fim das contas.
Cícero Carvalho, Isaac Machado, Chico Sampaio, Chico Barriga Azul, Mário Azevedo, Mário Santos Silva, Valdy Pitombo, Tatá, Eduardo e Vavá Mota, Zé Brito e João José de Souza, constituíam o grupo dos mais afamados "pés de valsa". Todos com certificado de um  vasto tirocínio no roteiro boêmio da velha Salvador, roteiro famoso que ia do Cassino Tabaris à Pensão Americana e ao Cabaré de Zazá.
Perito no tango e no "blue", Valdir Pitombo disparava para a pista na preocupação de garantir a dama, mal a orquestra ensaiava o primeiro acorde. Costume que foi moderando, quando descobriu que Cícero Carvalho o marcava sistematicamente com um olho mal intencionado.
Como as festinhas terminavam sempre à meia noite, a maioria desses dançarinos, completava  a noitada em outro local mais distante e mais discreto, para os lados da Bacatela, frequentados por senhoras de maior responsabilidade: - a Pensão de Petu.
O "footing" no mercado, nos dias de segunda-feira, era outro ponto de encontro da "jeunesse doré" (hoje guarda jovem) daquela época.
Quem conheceu a feira-livre, em seus últimos tempos, não tem ideia de como se processava  esse  "footing". Não exista aquela confusão dos diabos em que se transformou mais tarde. Era disciplinada por uma organização modelar. Havia as simétricas e paralelas, onde se distribuíam as mercadorias à venda.
No centro situava-se a ala dos sapateiros. Aí é que a estudantada marcava encontro com as normalistas. Era uma festa semanal. O passeio ao longo da pista prolongava-se por toda manhã de segunda-feira. Havia mão e contra-mão. Namoros faziam-se e desfaziam-se naquela passarela "sui-generis" que a juventude dourava com o sol da sua alegria.
Ah! Onde está a floração daquele jardim?
Onde estão Julieta e Dedé Gonçalves?
Onde estão Jacy e Miriinha Assis? Silvia, Laurinha Martins, Matildes e Ernestina. Bernardete, Edelweiss, Bisa Dórea, Didira e Baby, Julieta Alencar, Aurora e Maria Madalena?
Onde estão todas elas?
A vida levou algumas para longes terras. E outras já transpuseram as fronteiras do grande mistério.
Como era alegra a juventude do meu tempo!... 
Fonte: Adilson Simas

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Lembrando "Onde os Pássaros Se Escondem"


Assista

O vídeo-documentário "Onde os Pássaros Se Escondem: Linhas e Cores da Obra de Gil Mário", 15 minutos, realizado por Ludmila de Oliveira e Dimas Oliveira, foi Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (Unef).
Nele são apresentadas flora e fauna vistas sob as formas e cores construídas pela imaginação do artista plástico Gil Mário.
O trabalho (monografia e vídeo) foi defendido publicamente em 6 de junho de 2011, diante da Banca Examinadora - formada pelos avaliadores, professores Nildecy de Miranda Nascimento, Antonio Carlos Bastos de Magalhães, e Rosane Vieira de Jesus (orientadora).
A Banca Examinadora apresentou parecer favorável à aprovação. Tanto Nildecy quanto Antônio Carlos pontuaram sobre o projeto, fazendo observações pertinentes para a sua melhoria. Ambos fizeram considerações positivas. A orientadora Rosane Vieira afirmou sobre a "autoridade dos avaliadores para levantar questões", tratou sobre o "intelecto intuitivo" de Ludimila e Dimas, que "subverteram o tempo cronológico no processo artístico" e finalizou considerando que o documentário "Onde os Pássaros Se Escondem" é "uma obra que funciona na estética a que se propôs".
Na platéia, Gil Mário e Lígia Motta, cinegrafista Volney Menezes, jornalista Camila Xavier, publicitários Rodrigo Pamponet e Juliana Vital, alunos da professora mestre Rosane Vieira, de Comunicação Social, entre eles André Costa, Daniel Ponciamo e Valdomiro Silva.
Em 25 de março de 2012, a TV Olhos d'Água, da Universidade Estadual de Feira de Santana, passou a exibir o vídeo no espaço "Outros Olhares". 

Videodocumentário com música inquietante

Em 1986, há 34 anos, Dimas Oliveira dirigii um filme documentário em vídeo sobre a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e sua integração à comunidade, como parte das comemorações dos 10 anos da instituição de ensino superior desta cidade. Era reitor, o professor José Maria Nunes Marques.
Produzido pela DB Video, de Reinaldo Bacellar e Amadeu Campos, o vídeo teve textos dos jornalistas Anchieta Nery e Helder Alencar e do professor Raimundo Gama, narrados por Marcos Porto.
Na trilha sonora, a inserção da música "De Santana", de Augusto Jatobá (Foto). Na solenidade no campus, o então prefeito José Falcão - o homem que acabou com a feira livre, considerado como o maior patrimônio da cidade -, ficou inquietado, o que foi notado por todos.
DE SANTANA
Na feira de Feira
Defendendo a féria
Vendendo de tudo
Desvendando nada
No meio da feira
Tinha uma fogueira
Do calor humano
Que dava risada
No pé da ladeira
Tem mulher faceira
Comida caseira
Por quatorze pratas
E no final da feira
Aquela suadeira
E a negrada cheirando
A xixi de vaca
Destruiram a feira
Sede de quem mata
A fauna, a flora, a força
dessa gente nata
Que sofre calada
Com uma grande mágoa
E um nó na garganta
Que nunca desata
Senhora Santana
Chora sente falta
Da feira que no mundo
Afora ganhou fama ai...ai...
Devolva a Feira de Santana
O povo cala e o coração reclama.

P.S.: Será que este videodocumentário ainda existe guardado na Uefs?

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Morre atriz baiana Maria da Conceição Senna


A atriz, cineasta e escritora Conceição Senna faleceu na quarta-feira, 27.  Soube através de Olney São Paulo Filho e confirmado pela jornalista Olivia Soares. Baiana, nasceu em Valente. 
Mulher do cineasta Orlando Senna, ela estreou como diretora de cinema em 2005, com "Brilhante", documentário que dialoga com o filme "Diamante Bruto", de 1977, dirigido por seu marido, Orlando Senna, e de cujo elenco participou.
É autora do livro "A Menina, a Guerra e as Almas”, lançado em 2010.
Como atriz, Conceição integrou as produções:
2012 A Coleção Invisível
2007 Chega de Saudade
1998 Iremos a Beirute
1993 Culpa (Curta)
1993 Opus Nigrum (Curta)
1992 Oswaldianas - Segmento "Perigo Negro"
1992 Perigo Negro (Curta)
Fonte: IMDb

Filmes com viés apocalíptico

Neste tempo de pandemia pelo novo Coronavírus, a relação de vinte filmes, a maioria do gênero ficção científica, com viés apocalíptico, com peste, fome, guerra e morte:
"Vida"
"Epidemia"
"O Diabo, a Carne e o Mundo" (Foto)
"O Declínio"
"Terra à Deriva"
"Conspiração Terrorista"
"Gravidade"
"Risco Máximo"
"Momento Crítico"
"Controle Absoluto"
"O Exterminador do Futuro"
"Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse"
"A Hora Mais Escura"
"Fim do Mundo"
"Aniquilação"
"Apocalypse Now"
"Extinção"
"A Era da Extinção"
"Perda Total"
"Deus Não Está Morto"

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Passamento de Helio Gordo

Tomando conhecimento da morte de Helio Oliveira, conhecido por todos como Helio Gordo, aos 75 anos. Servidor público municipal aposentado, ultimamente atuou na Fundação Hospitalar., como chefe da Divisão Financeira Irmão do artista plástico Raimundo de Oliveira (1930-1966) e do arquiteto Arsênio Oliveira, secretário de Meio Ambiente.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Perfil de Fernando Ramos


Material publicado no Blog Santanópolis nesta terça-feira, 26:
Fernando Sousa Ramos, nasceu em Feira de Santana em 25 de outubro de 1931, filho de Hildebrando Ramos dos Santos e Celina de Souza Ramos.
Estudou o curso primário na Escola João Florêncio, no Colégio Santanópolis cursou os dois primeiros anos do curso de ginasial (1944-1945), advogado; jornalista, tinha uma coluna de crítica musical no jornal “Folha do Norte”; escritor, grande romancista premiado.
Os dois principais livros do escritor feirense Fernando Ramos, são os romances "Os Enforcados" e "O Lobisomem de Feira de Santana", edições de 1970 e 2002. As duas publicações têm capa do artista plástico Juraci Dórea (foto ao lado).
Em "O Lobisomem de Feira de Santana", o escritor Fernando Ramos coloca o povo de Feira de Santana como protagonista do romance, que se passa em 1945, sendo ele próprio um dos personagens, Fernando Espírio, assim como sua irmã, Hortênsia Ramos, a Hortencinha das Tranças.
No round (capítulo) 14, está contido: "Dizem que Fernando Espírito tem esse apelido dado pelo inquieto estudante João Macêdo (botador de apelido), porque o pai era espírita, acomodando pessoas numa sala, incluindo o coletor Maneca Ferreira, em sessões noturnas. O filho, com 13 anos, nem queria saber de sessões, mediunidades, tempestuosos perturbados. (...). Fernando recebeu o apelido de Raimundo Cordeiro, na Escola João Florêncio, do curso primário, que dizia ser ele "o Espírito de Will Eisner, espetacular desenho americano das histórias em quadrinhos".
Prêmio literário da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, Prêmio Jorge Amado, ano 1968, "Os Enforcados", foi editado em 1970. O escritor baiano (de Itajuípe) Adonias Filho (1915-1990), um dos participantes da comissão julgadora, considerou (como está na contra-capa do livro): "Este romance é de alta qualidade literária, e há muito tempo não vejo obra de tão grande valor".
Na apresentação de "Os Enforcados", o autor Fernando Ramos diz: "Este romance com protagonistas fictícios se passa em Santa Brígida e localidades circunvizinhas ao Nordeste da Bahia, onde cavalgaram Lampião e seus cangaceiros. A ação decorre de 2 de setembro a 7 de outubro de 1966 (Santa Brígida não tinha ainda luz elétrica), obedecendo a um tempo cronológico e a uma coincidência de fatos, na caatinga".
Ele finaliza a apresentação, afirmando: "Antes de tudo, é um romance dramático e irreal num ambiente real".
Tem verbetes inclusos no Dicionário Aurélio. Está registrado na "História Crítica da Literatura Brasileira: A Nova Literatura”, do romancista piauiense Assis Brasil, Companhia Editora Americana do Rio de Janeiro, 1970.
Em 1969, seu romance "O Demônio" recebeu o Prêmio Jorge Amado, do Governo da Bahia. Em 1996, lançou o romance "Uauá, Glória, Tramas e Pistoleiros", pela Editora BDA Bahia. Na revista "Sertão", em 1955, com seleção de Olney São Paulo, teve o conto "O Clunâmbulo de Monte Santo" publicado.
Em 1969, participou da antologia "Doze Contistas da Bahia", com seleção e introdução de Antônio Olinto, pela Editora Record. Em 1978, participou da antologia "Dezoito Contistas Baianos", edição da Prefeitura da Cidade do Salvador.
Fernando Ramos também foi ator - fez um "homem sinistro" - no primeiro filme feirense e do interior da Bahia, o curta-metragem "Um Crime na Rua", realizado em 1955, por Olney São Paulo. Também atuou como assistente de direção deste filme e de "Grito da Terra", em 1964, primeiro longa-metragem de Olney São Paulo.
Fernando Ramos foi ainda um dos fundadores da Associação Cultural Filinto Bastos, em 1956, junto com Olney, que contava que ele "saía se escondendo (das reuniões) para comer 'passarinha' com pimenta". Nessa época, ele chamava Olney para contar uma idéia de um romance, "O Chamado das Longínquas Caatingas", que mais tarde virou conto e que ele esperava virar filme. Tempo também em que se reuniam em noites de prosas, contando sonhos e projetos, em um bar em frente do prédio da Prefeitura.
Quando o jornalista Dimas Oliveira editava o jornal "Feira Hoje", entre 1992 e 1993, publicou capítulos do livro (ainda inédito) "Meu Nome É Vargas", escrito em 1982 em folhetim.
No capítulo 177 (publicado no "Feira Hoje" em 7 de fevereiro de 1993), o romancista trata sobre o Cine Santana e faz referência aos "cinéfilos Dimas Oliveira e José Elmano Portugal":
"(...) Relampeou que dávamos atenção a filme de segunda, ele (José Elmano) precipitava a visão para os de primeira, para a magia do claro-escuro: Otelo, O Gabinete do Dr. Caligari. Nada de Charlie Chan. Gostava do filmaço moderno 2001: Uma Odisséia no Espaço, e da atmosfera irreal da imagem conjugada com o monólogo interior: Hamlet. No entanto, Dimas Oliveira, grande entendido, se internava no Cidadão Kane de Welles, o maior filme, com que a montagem galopou bem".
No capítulo 224 (publicado em 4 de abril de 1993) , outra referência a Dimas Oliveira:
"A luz cega-me os olhos, me magnetiza, quando tento decifrar palimpsesto da Idade Média, pertencente ao metteur-en-scène Dimas Oliveira, o maior conhecedor da sintaxe do filme de arte desta cidade. Execro luz forte, que atrai mariposas. Prefiro o abajur de luz fraca ao escrever, como este aqui. (...)".
Quando Fernando Lysesfrank Sousa Ramos ainda morava em Feira de Santana - estava residindo em Salvador -, tinha muito contato com ele, em encontros no casarão da família, na então praça da Matriz, hoje praça Monsenhor Renato de Andrade Galvão, para falar de Feira de Santana, literatura e cinema - gostava muito ("Não sei o que seria de minha infância se não fosse o Cine Santana. Ele foi tudo para mim. Eu não tinha para onde ir").
Fernando faleceu há 12 anos, no dia 23 de março de 2008, com 76 anos.
Fonte: a principal parte deste perfil, foi publicado no "Blog Demais", 23 de junho de 2017, Dimas Oliveira,