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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

UFRB apresenta estudos de impactos da mineração para defensorias públicas


Encontro reúne pesquisadores e defensores públicos para debater          impactos da mineração em Santo Amaro e região
Pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) vinculados ao Núcleo Tecnológico de Estudos dos Impactos da Mineração (Neim) se reuniram na manhã da quinta-feira, 26, com representantes da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE) e da Defensoria Pública da União (DPU) para apresentar os resultados das pesquisas sobre a qualidade ambiental em Santo Amaro e na Bacia do Rio Subaé em decorrência da contaminação por metais pesados. Os dados apresentados devem subsidiar ações parceiras em defesa dos direitos da população e das comunidades de pescadores que vivem no estuário. 
De acordo com o coordenador do Neim, professor Jorge Antonio Gonzaga, as pesquisas na região vem sendo desenvolvidas desde 2010, num trabalho multidisciplinar que envolve professores das áreas das ciências do solo, biológicas e da saúde. Os trabalhos já resultaram em mais de 15 pesquisas de mestrado e doutorado e deram origem a cursos específicos ofertados pela UFRB no nível da graduação e pós-graduação, a exemplo do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Ambientais e da Especialização em Mineração e Meio Ambiente, na modalidade EaD. "Essa temática se torna ainda mais evidente uma vez que a Bahia está próxima de se tornar o 4º maior polo de mineração do Brasil", destacou o professor durante o encontro. 
Dados encontrados 
Em sua pesquisa, o professor Fábio Oliveira estuda a transferência continente-oceano dos metais, principalmente nos organismos aquáticos, através do biomonitoramento. O professor explica que a contaminação oriunda da operação de indústria metalúrgica na região já foi bem maior no passado, mas o risco ainda não cessou, sendo evidenciado tanto no meio urbano como em áreas de extrativismo. Em mais de 200 amostras de caranguejo coletadas nos manguezais da região nos últimos cinco anos, 77,8% delas apresentaram níveis de contaminação por metais pesados acima dos estabelecidos. "O caranguejo é tanto um alimento como uma fonte de renda para a população ribeirinha e isso causa uma desvalorização comercial e um estigma para essa cadeia produtiva", afirma.
Segundo o professor Marcelo Araújo, uma das soluções seria exigir o cumprimento da Resolução nº 420/2009 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre os critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. "Alguns estados brasileiros já implantaram essa resolução, mas a Bahia precisa se mobilizar e começar esse levantamento de todos os sítios contaminados, tão graves quanto a região de Santo Amaro, como em Boquira, por exemplo", destacou. 
Apoio institucional 
Representando o Grupo de Trabalho Degradação e Racismo Ambiental em Santo Amaro e Região, os defensores públicos presentes no encontro se colocaram à disposição para o enfrentamento dos desdobramentos dessa situação histórica e dos novos dados advindos dos estudos da UFRB. De acordo com a defensora Carina Silva, o contato com a universidade dará um direcionamento para ações mais efetivas. A ouvidora Thais Gomes defendeu que é preciso estabelecer formas responsáveis de intervenção em conjunto com a população local e cobrar do Estado ações para a descontaminação. O defensor Carlos Fonseca também ressaltou a importância de se responsabilizar as empresas pelos eventuais danos ambientais provocados.
Novas ações conjuntas entre a UFRB e o GT já estão previstas, como uma visita à Penha Papeis, fábrica de papeis de fontes recicladas, localizada em Santo Amaro. O Neim também tem buscado contato com representantes de outros órgãos públicos, como a Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia e o Ministério Público, para disponibilizar os resultados dos estudos e com isso subsidiar as ações futuras para reverter os prejuízos físicos, ambientais e sociais das últimas décadas nesta região. 
Seminário 
Nos dias 4 a 8 de novembro, o Neim promove o II Seminário de Mineração e Meio Ambiente da Bahia, no campus da UFRB em Cruz das Almas. O objetivo é apresentar e debater os avanços da ciência na recuperação de áreas afetadas pela exploração mineral. A programação conta com palestras ministradas por conferencistas nacionais e internacionais que são referências na temática. As inscrições estão abertas no site do evento.
(Com informações da Assessoria de Comunicação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)

Memória do Teatro Feirense - 1967

Harildo Deda, Aliomar Simas, Letícia Régia, Gildarte Ramos, Luciano Ribeiro, Luiz Artur Freitas, Leonardo Pinto, Maridelma Teixeira, Geraldo Lima, Margarida Ribeiro, João Batista, Francisco Ribeiro e Dimas Oliveira, entre outros, estão neste registro da peça "A Árvore Que Andava", que foi apresentada no palco do Cine Santanópolis, em 1967.
Postagem original em 7 de julho de 2010

"Pare, olhe, escute"


Por Percival Puggina
Estamos num desses momentos em que se reduz o tempo entre a distração e o atropelamento. Decisões tomadas pelas instituições da República impõem esclarecimento e reação.
No ano passado, a nação votou pelo fim da impunidade. Não suportava mais que o Brasil fosse pátria mãe gentil dos criminosos e corruptos, e madrasta dos demais. A nação foi vigorosamente às urnas, superando sua notória desconfiança na correção das mesmas e da respectiva apuração. Era preciso salvar-nos daquela perdição.
Não foi preciso correr um ano inteiro para a maioria do novo Congresso Nacional mostrar-se gêmea da anterior. A outra se lambuzava; esta, protege os lambuzados. Cria leis impulsionadas por movimentos peristálticos. Delibera em causa própria, para ônus nosso. Derruba vetos presidenciais para colocar os órgãos e agentes de Estado dedicados à Justiça, à defesa da sociedade e ao combate à criminalidade deitados no chão, de barriga para baixo. Haverá prisão para quem se mexer e levar a sério seu trabalho. É o garantismo em seu mais deslavado esplendor. Perante ela, os potenciais bandidos são o delegado, o promotor, o juiz.
Pare, olhe, escute! Quantas matérias jornalísticas você leu, ouviu ou assistiu ao longo destes dias condenando, com a necessária veemência, a decisão do Congresso Nacional? Qual veículo cuidou de levar ao conhecimento público os líderes desse movimento? Qual deu nome aos lobos da matilha? Qual esmiuçou as desastrosas consequências do que foi votado? Que diabo de jornalismo é esse? Se usassem para defender a sociedade 10% do tempo e esforço que gastam para combater o presidente da República, provavelmente gerassem constrangimento e evitassem alguns desses disparates legislativos. Mas não. Até ao examinar os vetos do presidente derrubados pelo Congresso no projeto das despesas partidárias, as críticas da Globo não convergiram para a derrubada dos vetos, mas para um preceito que o presidente não vetou, como se não vetá-lo fosse um mal e derrubar todos os vetos fosse um bem. Noutra ocasião, uma jornalista, mesmo sabendo que Davi Alcolumbre, nacionalmente detestado pelos eleitores de Bolsonaro, foi flagrado pela câmera votando contra todos os vetos do presidente, não se constrangeu em qualificá-lo como seu "principal aliado".
Na semana passada, o STF legislou sobre processo penal e levou ao escárnio seu conhecido desprezo à opinião pública e aos mais justos anseios da sociedade. Criou nova gambiarra no insólito e prodigioso sistema recursal brasileiro. Agindo com o intuito vingativo de derrotar a Lava Jato, preparou o retorno de 32 condenações à eternidade dos trâmites, para alegria de 143 corruptos e corruptores já condenados.
Pare, olhe, escute! Quantas matérias você leu, ouviu ou assistiu, fora das redes sociais e da mídia alternativa, tratando desse assunto com o rigor que requer? A imprensa, a outrora grande imprensa, quando passa a usar seu poder exclusivamente em favor de causas particulares, gera débitos sociais. A conta vem para todos, como estamos a ver.
Enquanto o chamado quarto poder caça o mito, as bruxas assombram o país. No Pará, magistrados se mobilizam. Só no Pará? Juízes, promotores, policiais permanecerão inertes enquanto o crime dita leis aos poderes da República? É hora parar, olhar, escutar e resistir!
Percival Puggina (74), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de "Crônicas Contra o Totalitarismo", "Cuba, a Tragédia da Utopia", "Pombas e Gaviões", "A Tomada do Brasil". Integrante do grupo Pensar+.

"MPF deu volta na estratégia de vitimização de Lula"

Quando o ex-presidente Lula abriu mão da progressão de regime para o semiaberto, imaginou-se que a estratégia de vitimização e a lorota de "preso político" daria certo, mas ele não contava com o pedido do MPF para dar o benefício ao petista. No semiaberto, Lula terá de andar na linha para não voltar ao regime fechado e ainda pode se ver obrigado a fazer o que disse a todos que jamais faria: usar uma tornozeleira. 
Volta ao batente 
No semiaberto, Lula também terá que fazer algo que há muito não está habituado: trabalhar. Pegar no pesado nunca foi o seu forte. 
Quer ficar preso? 
Lula já cumpriu um sexto da pena por corrupção e lavagem de dinheiro, mas diz preferir ficar preso, ao contrário de todos os outros bandidos. 
Também no STF 
Outra esperança de Lula é a suspeição e anulação das decisões do ex-juiz Sérgio Moro pelo STF com base em áudios obtidos por hackers. 
Meio a meio 
Virou piada nas redes sociais a nova foto de perfil de petistas como senador Humberto Costa e deputado José Guimarães, metade deles e metade de Lula. "É que o Lula vai para o semiaberto. Tá só meio livre". 
Fonte: Claudio Humberto

"Partidos mudam leis há 22 anos para faturar mais"

Desde 1997, os partidos políticos alteram as leis e os limites de gastos, como se viu agora na tentativa de ampliar o Fundão Sem Vergonha, para facilitar o acesso aos cofres públicos. O presidente Jair Bolsonaro vetou algumas, mas é improvável que os vetos sejam mantidos pelo Congresso. As alterações são manobras para acesso livre ao bolso do cidadão, fazendo-o pagar, além de campanhas, até multas eleitorais. Na campanha de 2020, já estão autorizados a nos tirar R$1,7 bilhão. 
Porteira aberta 
Em 1997, os partidos cancelaram os parâmetros da Lei de Licitações e o dinheiro deixou de ser gasto pela melhor relação custo/benefício. 
Impunidade 
Já em 1998, o Congresso proibiu o cancelamento do registro de um partido que não apresentar ou tiver as contas rejeitadas. 
Mais que um mandato 
Políticos aumentaram para 5 anos, em 2009, o prazo para julgamento das contas partidárias e limitou a suspensão dos repasses a um ano. 
Dinheiro não cessa 
Desde 2015, o repasse só é suspenso se o partido está inadimplente, mas a reprovação das contas deixaram de configurar a inadimplência. 
Poderia ser pior 
Apesar dos R$ 135 milhões torrados no "cotão", os gastos de parlamentares este ano devem ser o menores desde 2010. O recorde foi em 2017, quando R$ 253 milhões foram ressarcidos às excelências. 
Fonte: Claudio Humberto

"Tortura não, né?!!"


Mês das Crianças no Boulevard Shopping reúne atrações imperdíveis


#PartiuDiversão e Alaska Neve irão animar a garotada

 Se aventurar pelo mundo da super-heroína Ladybug, desbravar a história de Alvin e os Esquilos ou então viver a experiência com neve de verdade em Feira de Santana. Tudo isso é possível na série de novidades que o Boulevard Shopping traz durante o mês das crianças. As atrações irão garantir ótimos momentos para a garotada, entre passagens secretas, festa do sorvete e escorregadores na neve.
Para começar, os pequenos podem viver momentos inesquecíveis no evento "#PartiuDiversão", estrutura que reúne, no mesmo espaço, atividades recreativas dos desenhos "Alvinn!!! E Os Esquilos" e "Miraculous - As Aventuras de Ladybug", do Canal Gloob. A atração, que fica disponível até o dia 13 de outubro, é destinada a crianças de quatro a 10 anos e têm entrada gratuita, mediante preenchimento de cadastro no local e disponibilidade de vagas.
A diversão inicia no espaço "Miraculous - As Aventuras de Ladybug", onde as crianças irão participar de desafios, a exemplo da sequência de cores dos miraculous, aventuras na travessia dos telhados de Paris, passando por túneis, escadas, pontes ou até passagens secretas, além de caça a borboletas. Já no universo de "Alvinn!!! E Os Esquilos", as crianças participam da "Festa do Sorvete", cuja missão é empilhar a maior quantidade de bolas de sorvete na mesma casquinha, seguido da construção de móveis e objetos e da piscina de bolinhas, localizada no quintal do Alvin. O cenário ficará na praça de eventos até o dia 13 de outubro, e também conta com a visita do personagem Alvin para tirar fotos com a garotada todos os sábados das 16 horas às 21h30 e todos os domingos das 14 horas às 19h30.
No Dia das Crianças (12 de outubro), a criançada receberá a visita da personagem LadyBug que estará no Shopping para tirar fotos das 16 às 19 horas. Além de brincar no circuito de atividades, a criançada também poderá passar pelas estações de fotos para registrar o momento com os personagens em dois espaços instagramáveis localizados na Entrada E2.
O clima de diversão continua com o Alaska Neve, espaço temático de 400 m² com neve de verdade que chega pela primeira vez à cidade. Em temperaturas que atingem 15 graus abaixo de zero, os visitantes podem viver uma experiência de nevasca, brincar de "anjinho", deslizar nos escorregadores e fazer bolas de neve pra brincar de "guerrinha".
O evento fica no estacionamento E1 do empreendimento até o dia 1º de dezembro. O ingresso na bilheteria custa R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia (segunda-feira a quinta-feira) e R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia (sextas-feiras, sábados, domingos e feriados), para 30 minutos no espaço. O valor inclui o empréstimo de jaqueta e luvas térmicas. É possível também adquirir o ingresso pelo endereço: sympla.com.br/alaskaneve. Os ingressos online custam R$ 19,90 (segunda-feira a quinta-feira) e R$ 29,90 (sexta-feira, sábado, domingo e feriado).
Crianças menores de quatro anos (três anos e 11 meses) não pagam o ingresso mediante apresentação do documento de identidade ou certidão de nascimento, porém é necessário estar com roupa apropriada. Crianças menores de 10 anos não podem entrar ou ficar sozinhos e ingressam somente acompanhados dos pais ou responsável pagante.
"Um dos nossos maiores objetivos é proporcionar experiências inesquecíveis para os nossos clientes, oferecendo entretenimento de qualidade para toda a família", afirma Nadinne Matos, gerente de Marketing do Shopping.
(Com informações de Julia Raquel, da ComuncAtiva Associados)