De acordo com o coordenador do Neim, professor Jorge Antonio Gonzaga, as pesquisas na região vem sendo desenvolvidas desde 2010, num trabalho multidisciplinar que envolve professores das áreas das ciências do solo, biológicas e da saúde. Os trabalhos já resultaram em mais de 15 pesquisas de mestrado e doutorado e deram origem a cursos específicos ofertados pela UFRB no nível da graduação e pós-graduação, a exemplo do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Ambientais e da Especialização em Mineração e Meio Ambiente, na modalidade EaD. "Essa temática se torna ainda mais evidente uma vez que a Bahia está próxima de se tornar o 4º maior polo de mineração do Brasil", destacou o professor durante o encontro.
Segundo o professor Marcelo Araújo, uma das soluções seria exigir o cumprimento da Resolução nº 420/2009 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre os critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. "Alguns estados brasileiros já implantaram essa resolução, mas a Bahia precisa se mobilizar e começar esse levantamento de todos os sítios contaminados, tão graves quanto a região de Santo Amaro, como em Boquira, por exemplo", destacou.
Novas ações conjuntas entre a UFRB e o GT já estão previstas, como uma visita à Penha Papeis, fábrica de papeis de fontes recicladas, localizada em Santo Amaro. O Neim também tem buscado contato com representantes de outros órgãos públicos, como a Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia e o Ministério Público, para disponibilizar os resultados dos estudos e com isso subsidiar as ações futuras para reverter os prejuízos físicos, ambientais e sociais das últimas décadas nesta região.





