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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

"Mensagens de executivo apontam atuação de Jaques Wagner por empreiteiros"

Um conjunto de mensagens telefônicas de texto recolhidas pela Lava Jato mostra a proximidade do ex-presidente da empreiteira OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, com importantes nomes ligados direta ou indiretamente ao PT e ao governo da presidente Dilma Rousseff. Entre eles, estão o ministro da Casa Civil Jaques Wagner, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, e o presidente da Petrobras. Aldemir Bendine. Os três não são alvos da operação.
O conteúdo das mensagens mostra que o executivo, condenado a 16 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema do petrolão, atuou por interesses dos petistas em episódios distintos. No caso de Wagner, há negociação de apoio financeiro ao candidato petista à Prefeitura de Salvador em 2012, Nelson Pelegrino, como também pedidos de intermediação do então governador da Bahia com o Governo Federal a favor de empreiteiros.
Os diálogos foram obtidos pelos investigadores da Lava Jato em Curitiba (PR) e remetidos à Procuradoria-Geral da República por haver menção ao nome do ministro - que possui foro privilegiado. As mensagens de texto foram trocadas entre agosto de 2012 e outubro de 2014.
O ministro é identificado como "JW" e os investigadores suspeitam que o apelido "Compositor" também seja uma referência a ele, devido à similaridade com o nome do maestro e compositor alemão Richard Wagner. Já o candidato do PT à Prefeitura de Salvador Nelson Pelegrino é citado nas mensagens como "NP" ou "Andarilho", em alusão a "peregrino", trocadilho com seu sobrenome. No primeiro turno daquela eleição, ele disputou o comando da capital baiana com ACM Neto (Democratas) e Mário Kertész (então PMDB), identificados nas conversas como "Grampinho" e "MK", respectivamente.
No segundo turno, Kertész decidiu deixar o partido, que aderiu à campanha de ACM Neto, e apoiar Pelegrino. Wagner aparece como intermediador das conversas na negociação de apoio do PMDB ao candidato petista.
No dia seguinte, quando Kertész marcou coletiva para anunciar sua saída do PMDB, Pinheiro enviou mensagem a Wagner. "Assunto MK, preciso lhe falar." Um pouco mais cedo, Pinheiro havia enviado mensagem a Manuel Ribeiro Filho. Investigadores suspeitam se tratar de possível código para efetuar um pagamento. No texto, o executivo escreveu: "O endereço que filho me forneceu foi M.K. Street 3.600". A suspeita dos investigadores é de que o número se refira a um valor pago e a sigla "MK" ao destinatário do dinheiro.
Depois, os executivos da OAS comentam: "O valor é muito alto", em referência ao número 3.600. Troca de mensagens entre Léo Pinheiro e Cesar Mata Pires Filho, executivo da empreiteira, mostra que "JW" estaria ciente do apoio a ser intermediado ao candidato petista.
Os diálogos interceptados dão ideia de proximidade entre o ex-presidente da OAS e o então governador da Bahia mesmo após as eleições municipais. O executivo relata encontros com "JW". Em uma das mensagens, Léo Pinheiro escreve "Governador, desculpe a 'invasão'", antes de enviar seu texto. Wagner responde: "Você é sempre bem vindo JW". Em outra conversa, Pinheiro chama o governador de "nosso JW".
Em 2014, Léo Pinheiro pede ajuda a Jaques Wagner para falar com o então ministro dos Transportes para "liberar o recurso no valor de 41.760 milhões de reais" referente a um convênio assinado em 2013. "Ok, vou fazê-lo abs domingo vamos ganhar com certeza", respondeu Jaques Wagner, cinco dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2014.
Procurado, o ministro da Casa Civil não se manifestou sobre o caso. O advogado Edward Carvalho, um dos responsáveis pela defesa de executivos da OAS na Operação Lava Jato, afirmou que não iria comentar as informações. A assessoria de imprensa de Pelegrino não retornou.
Já Mário Kertész afirmou que é amigo de Léo Pinheiro, mas que não participou de arrecadação para campanha de Nelson Pelegrino no segundo turno da disputa municipal em Salvador, tendo oferecido apenas apoio político. Pelegrino foi procurado por meio de sua assessoria, mas não se pronunciou.
Outros nomes - Haddad é citado em uma conversa de Pinheiro com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em 2013. Pinheiro menciona Haddad para pedir a Cunha, então relator do projeto da rolagem da dívida de Estados e de municípios com a União, que aprove a medida. Haddad explicou que buscou Pinheiro por saber que ele era amigo de Eduardo Cunha e que falou com mais de 100 pessoas para conseguir apoio ao projeto. O prefeito destacou que não houve nenhuma irregularidade nas negociações.
No caso de Bendine, a Procuradoria-Geral da República vê indícios de que ele tenha participado de suposto esquema ilícito de compra de debêntures (títulos da dívida) da OAS quando comandava o Banco do Brasil, em 2011 e 2014. Pinheiro é conhecido por ter mantido relação próxima com o ex-presidente Lula, a quem se referia como "Brahma".

Relato sobre o bandido Lucas da Feira

Para que se lembre da história, eis um relato sobre a série de crimes praticados por Lucas da Feira e seus cúmplices, "esses bandidos que trouxeram, por 20 annos, a população da Feira em constante sobresalto", a partir da transcrição do interrogatório a que foi submetido antes de ser condenado à forca.
"Narração dos factos principaes da vida de Lucas e de sua quadrilha:
A 18 de Outubro de 1807, nasceu Lucas Evangelista, na fazenda “Sacco do Limão”, do município da Feira de Sant’Anna.
Produziram o temível facínora os africanos Ignácio e Maria.
Captivo de nascimento, Lucas pertenceu, a princípio, a D. Anna Pereira do Lage, e por fallecimento desta senhora passou ao domínio do Padre José Alves Franco, vindo mais tarde a caber, em nova partilha, ao pae deste sacerdote, Alferos José Alves Franco.
Ao tempo em que se deu o traspasse do maldicto escravo ao novo senhorio, elle já havia fugido para as mattas da Feira, mais ou menos em meiados de 1828.
Uma vez no goso daquella conquista de liberdade, a índole perversa do bandido entrou, desde logo, em cogitações diabólicas de que resultou a organisação da célebre quadrilha de salteadores, da qual faziam parte os escravos também fugidos, de nomes: Flaviano, Nicolau, Bernardino, Januário, José e Joaquim.
Inspirada nos sentimentos sanguíneos do bandido que a chefiava, essa malta de terríveis assassinos e ladrões commetteu, livremente, toda sorte de crimes nas estradas do famoso município, até o dia 28 de Janeiro de 1848, data da prisão do célebre salteador chefe da quadrilha.
Para que o leitor fique conhecendo a série de crimes praticados por Lucas e seus cúmplices, esses bandidos que trouxeram, por 20 annos, a população da Feira em constante sobresalto, vamos transcrever o interrogatório a que foi submettido no tribunal do jury o chefe desses miseráveis.
O Juiz de Direito da Comarca e Presidente do julgamento era o Dr. Innocencio Marques de Araújo Góes que fez do seguinte modo o interrogatório ao réu:
- Perguntado o seu nome, naturalidade, edade e profissão?
- Respondeu chamar-se Lucas, ter sido escravo do fallecido Padre José Alves,
nascido na fazenda do “Sacco do Limão”, frequezia de São José maior de 35 annos e que era empregado no serviço da lavoura e carpina.
- Perguntou-lhe se sabe o motivo por eu foi preso e o que vem fazer neste
tribunal?
- Respondeu que tendo fugido da companhia de seu senhor há quase dezoito
annos e commettido em todo esse tempo algumas acções más, pelo que tem sido processado pela Justiça, pensa ter sido preso para dar contas do seu procedimento e julgado como merece.
- Perguntou em que empregava-se durante tanto tempo que viveu nas mattas,
como sustentava-se e obtinha aquillo de que carecia?
- Respondeu que até certo tempo matava seus bichinhos para sustentar-se, e pedia
algumas coisas que precisava a pessoas de seu conhecimento e amisade, mas que passando a ser perseguido pela Justiça, vendo-se desesperado, como ainda se acha, começou a offender e fazer mal ao povo.
- Perguntado quaes os conhecidos e amigos que lhe devam objectos que elle pedia?
- Respondeu que não tinha empenho em declarar nomes, que por estar perdido não queria perder outros christãos que lhe haviam feito benefícios.
— Perguntado se esses amigos e conhecidos a que se refere lhe forneciam também algumas porções de polvora e de chumbo e algumas armas?
- Respondeu que há mais de quatro annos tomara na estrada um barril de pólvora e uma grande porção de chumbo de que usou até agora.
- Perguntou-lhe onde e como obtinha os mesmos objetos, antes dessa tomada de que fala?
- Respondeu que nas estradas tomava a uns à força e outros voluntariamente lhe davam, e que também algumas vezes comprava, não declarando seus nomes, porque, já disse, não queria perder outros.
- Perguntou-lhe mais como offendia geralmente ao povo, segundo disse, quando affirma que só queria offender áquelles que o perseguiam e o insultavam nas estradas?
- Respondeu que somente maltratava e offendia aquelles de quem receiava que o atraiçoassem ou perseguissem por qualquer forma.
- Perguntado si tem noticia dos tiros dados no guarda policial Joaquim Romão e Manoel Antonio Leite, resultando a morte deste, que também foi roubado?
- Respondeu negativamente.
- Perguntou-lhe si não tem noticia de Antonio Correia Pessoa, que foi morto e roubado em sua própria casa?
- Respondeu saber desse facto, e que foram autores elle respondente e seus companheiros, Nicoláo, Joaquim e Januário e que assim procederam porque esse Pessoa os perseguia e que já lhes havia dado dois tiros.
- Perguntado como foi morto esse homem?
- Respondeu que fora com pancadas e couces.
- Perguntou-lhe si tinha lembrança da morte de Ventura Ferreira de Oliveira, na Lagoa do Peixe?
- Respondeu que fora morto por seu camarada Nicolau, estando presente elle interrogado.
— Perguntou-lhe si tem noticia das mortes de Alexandre Felippe de Lima e de José Francisco Caboclo e quaes os autores?
- Disse, quanto á primeira, nada sabe e quanto á segunda foi elle interrogado quem matou, porque esse José Francisco recusava-se a pagar-lhe um dinheiro e também o queria matar.
- Perguntou si tinha noticia da morte do ????? Antonio, escravo de José Antonio da Silva, que teve lugar na fazenda Sobradinho, próximo a esta villa?
- Respondeu que passando elle e alguns companheiros pela estrada, o dito Silva e outros lhe dirigiram insultos, pelo que elle respondente para desaffrontar se dera uns tiros contra aquelles, de um dos quaes resultou a morte do crioulinho.
- Perguntou mais si tem noticia da morte de Antonio Bonifácio e quem foi o autor?
- Respondeu ter sido elle interrogado, porque esse Bonifácio andava o preseguindo,pelo que o matou antes que lhe dizesse o mesmo.
- Perguntou si tem noticia da morte de Theotonio, escravo de Victorino Alves e qual o motivo? Respondeu que estando elle e alguns companheiros procurando a vida, o seu camarada de nome Joaquim matara e dito Theotonio.
- Perguntado si também tem noticia da morte de Alexandrina de tal, escrava de Manoel Joaquim?
- Respondeu ter sido elle quem a matou na occasião da morte do seu companheiro Nicoláo.
- Perguntou-lhe mais si tem noticia da morte de Manoel Lima, que também foi roubado, em uma das estradas desta villa?
- Respondeu negativamente.
- Perguntou-lhe si tem noticia da facada e pancadas que soffreu João Gomes de Oliveira, levando as também duas filhas?
- Respondeu que só lhe deu pancadass com o couce da arma porue elle sabia do rancho em que se escondiam, e que as filhas foram somente conduzidas até a beira do rio Jachype onde elle as deixou.
- Perguntou mais se tem notícia da morte de João Vicente e qual o motivo?
- Respondeu que esse João Vicente também sabia do seu rancho, e tendo dado lá uma tropa, entendeu que foi elle o denunciante, por isso o matou.
- Perguntou-lhe mais si também tem noticia da morte de Joaquim Romão?
- Respondeu negativamente.
- Perguntou-lhe mais si sabe da morte feita em João de tal, morador no lugar denominado Papagaio?
- Respondeu ter sido o autor,porque elle sabia, e effectivamente mostrou, o logar em que tinha o seu rancho e de seus companheiros.
- Perguntou-lhe também si fora o autor da morte de Alexandre de tal, filho de Antonio Felippe?
- Respondeu que elle e seu companheiro Nicoláo fora os autores, porque os ditos Alexandre o seu pai Antonio Felippe constantemente os perseguiam.
- Perguntou-lhe si sabe quem deu as cutiladas no crioulo Manoel João?
- Respondeu que foram elle e seu companheiro Nicoláo, porque receiavam desse individuo.
- Perguntou-lhe sei tem noticia dos tiros dados no capitão Gregório do Nascimento?
- Respondeu que fora elle e seus companheiros, porque Gregório também os perseguia.
- Perguntou se tem noticia dos tiros dado em Manoel das Chagas e qual o motivo?
- Respondeu que foi elle por ver que esse homem merecia e assim quis quebrar-lhe as pernas.
- Perguntou-lhe mais, porque?
- Respondeu que por ter promettido pical-o em postas, assim elle respondente quis ensinal-o.
- Perguntou si tem noticia do roubo feito a José Dionysio, morador nas Campas?
- Respondeu que fora feito por seus companheiros Nicolau e Manoel, estando elle também presente.
- Perguntou o que roubaram nessa occasião?
- Respondeu que três colheres de prata.
- Perguntou-lhe si teve noticia do roubo feito a Vicente de tal, das Campas?
- Respondeu que fora elle o autor do roubo, tendo somente roubado uma calça e uma jaqueta.
- Perguntou mais si tem noticia dos cinco tiros dados em Gregório José de Almeida, no caminho de São José?
- Respondeu que foram dados por elle e seus companheiros, por um insulto que o dito lhes fizera.
- Perguntou si além dessas mortes e furtos sobre que tem respondido, lembra-se de ter feito mais alguma cousa?
- Respondeu que perante o Juiz Municipal já fora também conduzido e interrogado sobre alguns outros factos, como fosse o roubo da egreja das Brotas, e os tiros no Alferes Agostinho, em Joaquim Ferreira da costa e outros feitos a um homem chamado Sampaio Pinheiro e o vaqueiro de Aprigio Pires Gomes.
- Perguntou-lhe mais si durante a estada nos matos raptou algumas mulheres e sei tem lembrança do numero?
- Respondeu ter com effeito raptado algumas em numero de cinco ou seis, tendo, porém, outras ido voluntariamente para sua companhia.
- Perguntou si não matou alguma destas raparigas que levou para a sua companhia?
- Respondeu negativamente.
- Perguntou se em algum encontro, que elle respondente teve com pessoas que o perseguiam, levou alguns tiros e si tem lembrança do numero?
- Respondeu ter contado até cem e que felizmente escapou, tendo levado outros muitos que dahi em diante deixou de contar.
- Perguntou se não guardou em alguma parte ou em poder de qualquer pessoa dinheiro e outros objectos que tivesse tomado nas estradas?
- Respondeu que tudo quanto tinha era somente alguma roupa e outras miudezas que existiam no rancho em que foi preso, nada tendo guardado em parte alguma.
E nada mais respondeu nem lhe foi perguntado.
Por esta forma houve o Juiz por findo este interrogatório, mandando lavrar este termo, em que assignou com o curador do réo, depois de lido por mim Manoel José de Araújo Patrício, escrivão que escrivi – Innocencio Marques de Araújo Góes – O curador, Manoel Pereira de Azevedo.
Do interrogatório que acabamos de transcrever, vê-se quanto foi flagellada a Feira de Sant’Anna, principalmente depois do anno de 1840, quando o celebre salteador organisou sua quadrilha.
A PRISÃO DE LUCAS
A prisão de Lucas teve os seus prodromos a 23 de Janeiro de 1848.
Narremos o facto que deve ter alguma importância para os nossos leitores.
Achando-se foragido o official de justiça do fórum feirense, de nome José Pereira Cazumbá, porque praticara um homicídio, pensou de obter o indulto, offerecendo-se para prender o salteador Lucas.
Acceita a proposta pelas autoridades com o accrescimo de que o governo compromettia-se a dar a Cazumbá, além do indulto mais quatro contos em dinheiro, foram affixados editaes neste sentido nos lugares mais públicos da Feira e publicados pela imprensa.
Na capella de N. S. dos Humildes, três legoas ao Sul da Feira de Sant’Anna, realisou-se uma festa, e para ella dirigiu se Lucas em procura, talvez, de alguma presa.
Cazumbá, acompanhado de Manoel Gomes, montou guarda no lugar chamado Pedra do Descanso, por onde, fatalmente, Lucas teria que passar de volta da festa.
Na segunda-feira 24, cerca de 6 horas da manhã, surge o salteador felizmente desacompanhado.
Manoel Gomes esmorece e treme, caindo-lhe a arma das mãos; mas na emboscada detona uma outra arma, cujo projectil aloja se certeiro no braço do salteador – foi á arma de Cazumbá, o official de justiça pronunciado que necessitava de liberdade.
Passada a primeira impressão, causada pelo susto de que o salteador não fosse altacal-os em seu esconderijo, sahiram elles e foram examinar o lugar onde estava Lucas quando recebeu o tiro.
O salteador havia de facto desapparecido, mas ali se achava o clavinote de seu uso e um rasteiro de sangue pela estrada afora.
Nessas averiguações estavam os dois, Cazumbá e Gomes, quando por ali passou o dr. Leovegildo de Amorim Filgueiras, juiz municipal e delegado do Termo, acompanhado de outros para effectuarem uma medição de terás.
Sciente de tudo, a dita autoridade poz a força publica em movimento para a captura do bandido, cujo paradeiro haviam de descobrir pelos vestígios de sangue, deixados na estrada e no mato.
Infelizmente assim não aconteceu porque a força de policia, os Inspectores de Quarteirão e o povo que os acompanhava, andaram todo dia e nos seguintes debalde, porque os vestígios desappareceram.
Quando o desanimo já começava a invadir aquelle troço de homens ávidos pela prisão do malvado crioulo, surgiu entre elles uma lembrança providencial.
Benedicto da Tapera, suspeitado como um de seus confidentes e intermediários, havia de lhes dizer qualquer cousa.
Sem demora seguiram para a casa do mesmo e gratificaram-n’o, ameaçando-o ao mesmo tempo de matal-o se não disesse onde estava Lucas.
Nestas condições, Benedicto confessou o paradeiro do salteador.
Na manha do dia 28 de Janeiro, o bandido, que tanto aterrorisou as populações daquella zona no período de vinte annos, estava entregue á justiça para responder por tantos crimes que praticara.
Condemnado á força pelo tribunal do Jury que se reuniu a 1º de Março do mesmo anno, foi executado a 26 de Setembro de 1849, no Campo do Gado, em presença de uma multidão que exultava pelo goso da tranqüilidade aspirada com o desapparecimento do bandido que a ameaçara por tantos annos.
A’s 10 horas da manhã, daquelle dia, foi o salteador retirado da prisão e revestido de uma túnica branca.
Posto o baraço ao pescoço, em cuja extremidade segurava o carrasco, começou a percorrer as ruas da Feira, ladeado por dois franciscanos e o vigário da Freguezia padre José Tavares da Silva, e acompanhado das autoridades locaes, força publica e enorme massa popular da villa e de muitos logares que viera para esse fim.
De espaço a espaço paravam, os franciscanos resavam, os sinos dobravam e o official de justiça Marcellino Marques da Silva apregoava em altas vozes a morte do condemnado.
Ao meio dia chegou o cortejo fúnebre ao Campo do Gado, lugar em que estava armado o instrumento do supplicio.
Guindado ao plano superior da força, acompanhado de seu carrasco, Joaquim Correia, rapaz branco de 20 annos de edade, que espontaneamente se offerecera para aquelle reprovável mister, por ter o réprobo assassinado barbaramente seu pai Francisco Correia, elle, Lucas, acenando com a mão que lhe restava, pois a outra tinha sido operada em conseqüência dos tiros recebidos quando foi preso, disse: “Espere!”
Divagou o olhar acovardado por aquella multidão, e com voz fraca e arrastada declinou estas ultimas palavras:
“Sei que muitos dentre vós estão contentes de me verem assim acabar; eu peço perdão a Deus e a todos que perdoem”.
Dito isto o carrasco atira-o ao espaço: desce pela corda; arrima-se aos hombro do condemnado e mantém-lhe a bocca fechada. Os membros do suppliciado controhem-se, seguindo-se a mieção e o exhalar do ultimo suspiro.
Morto! Foi o brado uniforme, abafado e fúnebre sahido dos lábios da multidão.
Effectivamente o condemnado tornara-se cadáver; a Feira exaltava pela volta de sua tranqüilidade; a justiça desafrontara-se, e a sociedade; quanto a nós que escrevemos estas linhas desapaixonadamente, devia ter se enlutado por esse assassinato cobarde praticado na pessoa de um facínora, é verdade, mas no entanto criminoso porque a sociedade não soube educal-o.


"Planalto ignora acordos e prejudica diplomacia"



A troca de Mercadante por Jaques Wagner na Casa Civil não mudou o hábito de engavetar importantes acordos internacionais fechados após intensas tratativas da diplomacia brasileira. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, esses acordos ainda precisam ser ratificados. É o caso do tratado feito com a Rússia para evitar a bitributação de bens comercializados entre os dois países: aguarda ratificação desde 2007.
Crise esquecida
Em meio à crise, acordos de cooperação e facilitação de investimentos com México, Colômbia, Moçambique, Angola e Maláui são ignorados.
Tem mais
Fora os que priorizam investimento, os acordos de livre comércio com Egito e União Aduaneira da África Austral estão esquecidos no Planalto.
Falta intelecto
A adesão ao Protocolo de Madri, sobre Propriedade Intelectual, foi até comemorada em 2013, mas a Casa Civil está sem tempo para assinar.
Visão estratégica
Os acordos internacionais são vistos pela CNI como estratégicos para aumentar investimentos, reduzir o desemprego e recuperar a economia.
Fonte: Cláudio Humberto

Avô de Vinícius de Moraes é feirense

O avô do poeta e compositor Vinícius de Moraes (19.10.1913-09.07.1980) era feirense. Trata-se de Antero de Melo Moraes. A ascendência feirense está registrada no livro "O Poeta da Paixão, uma Biografia de Vinícius de Moraes", de José Castello, 1993. O jornalista Helder Alencar até escreveu artigo, "Vinícius, o neto de Feira", sobre o fato. Em 1975, Vinícius participou em Feira de Santana do baile Caju de Ouro.

"Os sete inquilinos da Casa Covil"

Por Augusto Nunes
Desde janeiro de 2003, quando Lula transformou o Planalto no templo principal da seita que sonha com o pesadelo socialista, o ministro encarregado de comandar a Casa Civil é escolhido não pelo currículo, mas pelo prontuário; não pelas raríssimas virtudes, mas pelos defeitos incontáveis. Isso explica por que, 13 anos e sete chefes depois, o latifúndio situado no 4° andar do palácio presidencial mudou de nome. O que existe ali é uma Casa Covil.
O desfile de casos de polícia começou com José Dirceu, devolvido recentemente à cadeia por ter reprisado no Petrolão o papelão desempenhado no Mensalão. O guerrilheiro de festim repassou o gabinete à camarada de armas Dilma Rousseff, que hoje tenta escapar do impeachment fantasiada de pingo de honestidade no oceano de bandalheiras protagonizadas por delinquentes de estimação.
O que era péssimo ficou ainda pior quando o neurônio solitário indicou Erenice Guerra para substituí-la. Onde Dilma só enxergava a melhor amiga havia uma mãe de quadrilha disfarçada de mãe de família. Impedida de manter Erenice no emprego, a sucessora de Lula mostrou que não havia perigo de melhorar com a nomeação de Antonio Palocci, estuprador de contas bancárias e médico especializado em operações ilegais.
Com o segundo despejo de Palocci, chegou a vez de Gleisi Hoffmann, que entrou para mostrar que Casa Civil não é bordel e saiu transformada em forte candidata a Musa do Petrolão. A sexta escolha contemplou Aloizio Mercadante, general da tropa de larápios que Lula chama carinhosamente de "aloprados". O conjunto da obra dos antecessores informa que Jaques Wagner mereceu tornar-se o sétimo companheiro a chefiar a Casa Covil na Era Lulopetista.
Ele é o homem num lugar cujo ocupante tem por missão fazer do jeito certo a coisa errada.

Lobão já dizia que "Chico Buarque é um chato"

Deu no G1, em novembro de 2008:

"Eu acho o Chico Buarque um horror, um equívoco, um chato, um parnasiano. O Olavo Bilac é muito mais moderno que ele. Ele faz uma música anêmica, sem energia, sem vivacidade, parece que precisa tomar soro. A Bossa Nova é a mesma coisa, uma música easy listening, que toca em loja de departamento quando a gente vai comprar uma meia".
Esta é apenas uma pequena amostra do que foi a participação de Lobão na mesa de abertura do Fórum das Letras de Ouro Preto (Flop). Acelerados, ele e Nelson Motta mal pararam para respirar: foram duas horas de uma conversa intensa, à qual não faltaram declarações polêmicas, mesmo da parte do geralmente conciliador Nelsinho, que nessa hora concordou:
"Tirando Tom, Vinicius e João Gilberto, tudo que veio depois na Bossa Nova foi diluição. A gente sabe que Roberto Menescal, Carlos Lyra etc são músicos de segundo time."
Lobão contou então que, quando João Gilberto gravou sua música "Me Chama", pediram uma declaração sua:
"Todo mundo daria a ***** para ter uma música gravada pelo João Gilberto, mas eu respondi: 'Quero que ele se ****, acho ele um chato de galocha'. Depois eu soube que ele ficou ofendidíssimo, mas odeio essa sacralização da Bossa Nova, acho isso uma *****, uma coisa jeca, sem tesão".

Charge de Sponholz



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Filmes em Exibição no Orient Cinemas Boulevard

Período até 13 de janeiro 
LANÇAMENTOS NACIONAIS
O BOM DINOSSAURO (The Good Dinosaur), de Peter Sohn, 2015. Animação. E se o asteroide que mudou para sempre a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos, como seria a relação entre dinossauros e humanos? Dois amigos improváveis, Arlo e Spot, vivenciam a história. Classificação livre. Duração: 100 minutos. Horários: 14 horas, 16h10, 18h20 e 20h30. Sala 4 (261 lugares).
VAI QUE DÁ CERTO 2, de Maurício Farias, 2015. Com Fábio Porchat, Natalia Lage, Danton Mello e Vladimir Brichta. Comédia. Depois de quase ficarem ricos com um plano quase perfeito, os amigos Amaral, Rodrigo e Tonico estão precisando de grana mais do que nunca. A crise aumenta quando Jaqueline aceita casar com um deles. Quando um DVD com cenas comprometedoras cai nas mãos de pessoa errada, surge a grande chance de virar o jogo. O sonho de faturarem uma bolada tem apenas alguns obstáculos: um malandro capaz de tudo pra se dar bem, uma prima perigosa e dois policiais nada federais. Não recomendável para menores de 14 anos. Duração: 98 minutos. Horários: 14h30, 16h40, 18h50 e 21 horas. Sala 2 (158 lugares).
CONTINUAÇÕES
ALVIN E OS ESQUILOS: NA ESTRADA (Alvin And The Chipmunks: Road Chip), de Phil Lord e Chris Miller, 2015. Com Jason Lee. Live action e animação. Através de uma série de mal-entendidos, os esquilos Alvin, Simon e Theodore passam a acreditar que Dave vai pedir sua nova namorada em casamento em Nova York e despejá-los. Eles têm três dias para impedir o pedido, salvando-se não só da perda de Dave, mas possivelmente de ganhar um terrível meio-irmão. Em terceira semana. Cópia dublada. Classificação livre. Duração: 93 minutos. Horários: 13h50, 16 horas, 18h10 e 20h20. Sala 1 (240 lugares).
STAR WARS: EPISÓDIO VII - O DESPERTAR DA FORÇA (Star Wars: Episode VII - The Force Awakens), de J. J. Abrams, 2015. Com Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Daisy Ridley, John Boyega, Lupita Nyongo'o e Andy Serkis. Ação, aventura, fantasia e ficção científica. A série foi criada por George Lucas em 1977, com "Guerra nas Estrelas: Episódio IV: Uma Nova Esperança". A ação se passa anos depois de "Guerra nas Estrelas: Episódio VI: O Retorno de Jedi", de 1983. No filme, uma ópera espacial, a eterna luta entre o bem e o mal. Em quarta semana. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 136 minutos. Horários: 14h50 e 17h40, com cópia dublada, e 20h50, com cópia legendada. Sala 3 (165 lugares).
ENDEREÇO E TELEFONES
Orient Cinemas Boulevard - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.

(Com informações do Departamento de Marketing de Orient Cinemas)

"Sua excelência, a versão"

Por Hubert Alquéres
Os fatos são os fatos, ou os "hechos son los hechos", como costumam afirmar os espanhóis.  Mas no governo Dilma Rousseff não é bem assim. Aliás, é inteiramente ao contrário. Os fatos não importam e sim a versão, galgada à condição de "sua excelência" pela estratégia do lulopetismo de não largar o osso, de se manter no poder a qualquer custo. Mesmo à custa da verdade.
Mal iniciamos o ano e tivemos duas pérolas de puro exercício de retórica, de contorcionismo mental: o artigo lavrado pela douta presidente, publicado em jornal Folha de S. Paulo, e a entrevista surreal do seu ministro da Casa Civil, Jaques Wagner.
Se fossem produto apenas da alienação da realidade, já seria preocupante. Afinal, estamos falando da primeira mandatária do país e do seu principal operador político, o homem escalado por Lula para tirar o governo da sinuca de bico em que se meteu.
Mas é algo muito mais grave. É um estratagema no qual Dilma e sua equipe propositadamente distorcem a realidade, mudam a versão dos fatos conforme o tempo vai passando, como se este apagasse tudo, inclusive a memória de um povo.
Não inventaram a roda, claro. Lula já usou deste expediente na época do mensalão. Primeiro foi à TV para se dizer indignado, traído por alguns companheiros. Depois reduziu o episódio a uma questão de Caixa 2, a "recursos não contabilizados", para usar uma expressão do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares.  Quando se sentiu fortalecido, alardeou que tudo não passou de uma conspiração das elites e da mídia golpista.
Incrível a semelhança com os dias atuais. 
Em seu artigo a presidente foi pela mesma linha, ao responsabilizar a oposição pela crise política que nasceu, cresceu e se realimenta no próprio Palácio do Planalto. A mesma ladainha foi recitada por seu chefe da Casa Civil: "... O erro para mim é muito mais da oposição, que fez uma agenda do tapetão".
De forma homeopática, o governo vem alterando seu discurso no sentido de torná-lo mais verossímil aos brasileiros. Afinal de contas, alguma satisfação há que ser dada para tanto desemprego, tanta queda do PIB e inflação. Isso sem falar da mega corrupção na Petrobrás.
Aquela versão da carochinha da campanha eleitoral, quando a candidata vendeu terreno na lua enquanto praticamente quebrava o país, não se sustentou uma semana após a apuração das urnas. A presidente, de forma envergonhada, teve de admitir a existência da crise econômica. Mas fez de conta que nada tinha a ver com isso, atribuindo tudo aos EUA, à União Europeia e a China.
Não colou. A água bateu no pescoço. Os feiticeiros palacianos inventaram então uma nova versão, a mais recente. Por meio de platitudes e generalidades, Dilma reconheceu genericamente que houve erros e acertos em seu governo. Quais?  Mistério...
De fato, é difícil decifrar a linguagem hermética do ministro da Casa Civil, quando se vê na contingência de abordar tema tão espinhoso: "a impopularidade de Dilma é consequência de que a gente teve que consertar medidas tomadas em 2013 e 2014, que tiveram seu lado positivo e, como tudo na vida, também consequências negativas". 
Em matéria de eufemismo, Jaques Wagner superou sua superiora. Se Dilma contornava o vocabulário chamando corrupção de malfeitos, seu operador inovou ao chamar de notícia "não boa" a inflação, os juros altos. Impressionante a ginástica mental para reconhecer que a "foto do final do ano não é boa".
E tudo isto para empurrar a responsabilidade pela crise nas costas de Guido Mantega, ministro da Fazenda em 2013 e 2014, e do mais recente "renegado", o ex-ministro Joaquim Levy.
Lula, Dilma e companhia apostam na premissa de que política é a arte do embuste. Insistem na prática quotidiana do engodo. Até quando?
Fonte: "Blog do Noblat"

"Vergonha no TCU: PF interrogará seu presidente"



Pela primeira vez na História, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), que existe para zelar pela aplicação honesta do dinheiro público, será interrogado pela Polícia Federal em inquérito que apura corrupção. A PF investiga o filho do ministro Aroldo Cedraz, advogado Tiago Cedraz, pela venda de informações privilegiadas do TCU a Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. O ex-ministro Edison Lobão e o vice-presidente do TCU, Raimundo Carreiro, também são investigados.
A denúncia de Pessoa
Em troca de propina, Tiago Cedraz antecipava a Pessoa a lista secreta do TCU de obras passíveis de embargo em razão de graves suspeitas.
Informação valiosa
A lista era valiosa porque deu tempo a Ricardo Pessoa para subornar políticos, a fim de que obras da UTC jamais tenham sido embargadas.
Comitê enrolado
A lista do TCU é enviada anualmente ao Comitê de Obras Irregulares do Congresso, hoje presidida pela senadora Rose Freitas (PMDB-ES).
Jogo de empurra
A PF quer a lista de políticos que integraram o Comitê nos últimos anos, mas Câmara e Senado manobram para dificultar a informação.
Fonte: Cláudio Humberto

"O Brasil onde Dilma se esconde é uma Alemanha com praia e carnaval"

Por Augusto Nunes
Que Pasárgada, que nada. O Brasil descrito por Dilma Rousseff no artigo que encomendou a algum subordinado, assinou e publicou na Folha de 1° de janeiro é uma espécie de Alemanha com praias sempre ensolaradas e carnaval - além de pronto para revidar aqueles 7 a 1 da Copa de 2014. A coisa estaria perto da perfeição se não fossem as apostas da oposição no quanto pior, melhor, o pessimismo dos pessimildos e a perseguição movida ao PT pela imprensa direitista.
No Brasil que só ela sabe onde fica, o crescimento econômico já começou, a inflação vai cair antes da Páscoa, os desempregados cabem numa van, a corrupção foi erradicada pelo PT, as reservas em dólares são de matar de inveja o governo chinês e a gastança acabou, fora o resto. O trem bala e a transposição das águas do São Francisco vão esperar mais um pouco, verdade. Mas a culpa é da herança maldita de FHC e das vinganças de Eduardo Cunha.
Em vez de confinar numa singela página de jornal tantas notícias extraordinariamente estimulantes, por que a presidente não tratou de divulgá-las aos berros num pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão? Porque a farsa acabou. O rebanho tapeado por 13 anos perdeu a paciência. Assim que aparecesse na telinha aquela carranca que funde presunção e ignorância, um gigantesco panelaço avisaria que o Brasil real está farto de vigarices e vigaristas.
Nem as vírgulas do artigo assinado pelo neurônio solitário são confiáveis. Ou aparecem no lugar errado ou somem de onde deveriam estar. Tudo somado, o texto só serviu para antecipar o que se deve esperar do governo enquanto Dilma permanecer no cargo que vem desonrando há cinco anos: muita mentira, muita incompetência - e nenhum sinal de vida inteligente. Além de muita saúva, pouca saúde - e nenhum vestígio de vergonha.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Filme "Os Dez Mandamentos" no dia 28



Assista ao primeiro trailer oficial da adaptação da novela para o cinema, em uma parceria da Record com a Paris Filmes

O sucesso da novela "Os Dez Mandamentos", trama bíblica da Rede Record está longe de acabar. Depois de entrar para a história da televisão brasileira ao vencer a Rede Globo em diversas capitais e cidades brasileiras, a Record transformou a novela em um longa metragem, com algumas cenas inéditas. O lançamento nacional do filme ocorre dia 28 de janeiro - na sala de espera do Orient Cinemas Boulevard, cartaz anuncia o filme.
A estimativa é que o filme bíblico pode quebrar o maior recorde nacional - que é do filme "Tropa de Elite", produzido pela Globo Filmes - e se tornar o número 1 em bilheteria no cinema brasileiro. 
Impressiona a força da Record na divulgação. Além do fato da novela ter sido um sucesso, a emissora paulista está se empenhando bastante na divulgação do filme em sua programação, em seus jornais, e até as estrelas da casa estão divulgando o filme. Nos templos da Igreja Universal do Reino de Deus a divulgação também é feita.
Tudo indica que o filme "Os Dez Mandamentos" vai ser um sucesso de público. Nas redes sociais e nas igrejas não se fala em outra coisa, todos ansiosos para assistir ao filme.
O filme conta com os mesmos atores que protagonizaram a novela na TV: Guilherme Winter, como Moisés, Sergio Marone, Gisele Itié, Samara Felippo, Sidnei Sampaio e Camila Rodrigues.

Trailer de "O Bom Dinossauro"


Assista
Trailer da animação "O Bom Dinossauro", que tem lançamento nacional nesta quinta-feira, 7, no Orient Cinemas Boulevard.

Animação e comediota brasileira


2015 terminou e 2016 começou com uma comédia brasileira, no Orient Cinemas Boulevard. Entre 31 de dezembro e esta quarta-feira, 6, pré-estreia da comediota "Vai Que Dá Certo 2", de Maurício Farias, com Fábio Porchat e Natalia Lage. Nesta quinta-feira, 7, entra em cartaz normalmente. O primeiro "Vai Que Dá Certo", lançado em 2013, atraiu mais de 2 milhões de espectadores aos cinemas.
E se o asteroide que mudou para sempre a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos, como seria a relação entre dinossauros e humanos? A Disney·Pixar leva o público para uma aventura nada jurássica, onde a dupla de amigos improváveis, Arlo e Spot, irá vivenciar uma historia de ação e humor.
A animação "O Bom Dinossauro" (Foto: Divulgação) surpreenderá o público de todas as idades, com sua originalidade e inovação.
Enquanto isso, o "Star Wars: Episódio VII: O Despertar da Força", de J. J. Abrams, um dos melhores filmes vistos no ano passado, entra em quarta semana, agora em uma sala - com cópia legendada no último horário. Como já foi dito, trata-se de uma ópera espacial que tem ação, aventura, fantasia e ficção científica e a eterna luta entre o bem e o mal. O sétimo filme da saga "Guerra nas Estrelas" se constitui como o maior lançamento de todos os tempos no Brasil. 
Também continua, em terceira semana, "Alvin e os Esquilos: Na Estrada", quarto filme da franquia destinada ao público infanto-juvenil, que mistura animação e live action.

"A Revolução Cultural do PT"

Por Marco Antonio Villa
O Ministério da Educação está preparando uma Revolução Cultural que transformará Mao Tsé-Tung em um moderado pedagogo, quase um "reacionário burguês." Sob o disfarce de "consulta pública", pretende até junho "aprovar" uma radical mudança nos currículos dos ensinos fundamental e médio - antigos primeiro e segundo graus. Nem a União Soviética teve coragem de fazer uma mudança tão drástica como a "Base Nacional Comum Curricular."
No caso do ensino de História, é um duro golpe. Mais ainda: é um crime de lesa-pátria. Vou comentar somente o currículo de História do ensino médio. Foi simplesmente suprimida a História Antiga. Seguindo a vontade dos comissários-educadores do PT, não teremos mais nenhuma aula que trata da Mesopotâmia ou do Egito. Da herança greco-latina os nossos alunos nada saberão. A filosofia grega para que serve? E a democracia ateniense? E a cultura grega? E a herança romana? E o nascimento do cristianismo? E o Império Romano? Isto só para lembrar temas que são essenciais à nossa cultura, à nossa história, à nossa tradição.
Mas os comissários-educadores - e sua sanha anticivilizatória - odeiam também a História Medieval. Afinal, são dez séculos inúteis, presumo. Toda a expansão do cristianismo e seus reflexos na cultura ocidental, o mundo islâmico, as Cruzadas, as transformações econômico-políticas, especialmente a partir do século XI, são desprezadas. O Renascimento - em todas as suas variações - foi simplesmente ignorado. Parece mentira, mas, infelizmente, não é. Mas tem mais: a Revolução Industrial não é citada uma vez sequer, assim como a Revolução Francesa ou as revoluções inglesas do século XVII.
O apagamento da História, ao estilo Ministério da Verdade de "1984," não perdoou a história dos Estados Unidos - neste caso, abriu exceção somente para a região onde esteve presente a escravidão. Do século XIX europeu, tudo foi jogado na lata de lixo: as unificações alemã e italiana, as revoluções - como a de 1848 -, os dilemas político-ideológicos, as mudanças econômicas, entre outros temas clássicos e indispensáveis à nossa História.
Os policiais da verdade não perdoaram também a História do Brasil. Os movimentos pré-independentistas - como as Conjurações Mineira e Baiana - não existiram, ao menos no novo currículo. As transformações do século XIX, a economia cafeeira, a transição para a industrialização foram desconsideradas, assim como a relação entre as diversas constituições e o momento histórico do país, isto só para ficar em alguns exemplos.
Mas, afinal, o que os alunos vão estudar? No primeiro ano, "mundos ameríndio, africanos e afro-brasileiros." Qual objetivo? "Analisar a pluralidade de concepções históricas e cosmológicas de povos africanos, europeus e indígenas relacionados a memórias, mitologias, tradições orais e a outras formas de conhecimento e de transmissão de conhecimento." E também: "interpretar os movimentos sociais negros e quilombolas no Brasil contemporâneo, estabelecendo relações entre esses movimentos e as trajetórias históricas dessas populações, do século XIX ao século XXI." Sem esquecer de "valorizar e promover o respeito às culturas africanas, afro-americanas (povos negros das Américas Central e do Sul) e afro-brasileiras, percebendo os diferentes sentidos, significados e representações de ser africano e ser afrobrasileiro."
No segundo ano - quase uma repetição do primeiro - o estudo é sobre os "mundos americanos." Objetivo: "analisar a pluralidade de concepções históricas e cosmológicas das sociedades ameríndias a memórias, mitologias, tradições e outras formas de construção e transmissão de conhecimento, tais como as cosmogonias inca, maia, tupi e jê." Ao imperialismo americano, claro, é dado um destaque especial. Como contraponto, devem ser estudadas as Revoluções Boliviana e Cubana; sim, são exemplos de democracia. E, no caso das ditaduras, a sugestão é analisar o Chile de Pinochet - de Cuba, nem tchum.
No terceiro ano, chegamos aos "mundos europeus e asiáticos." Se a Guerra Fria foi ignorada, não foi deixado de lado o estudo da migração japonesa para o Paraguai na primeira metade do século XX (?). O panfletarismo fica escancarado quando pretende "problematizar as juventudes, discutindo massificação cultural, consumo e pertencimentos em diversos espaços no Brasil e nos mundos europeus e asiáticos nos séculos XX e XXI." Ou quando propõe "relacionar as sociedades civis e os movimentos sociais aos processos de participação política nos mundos europeus e asiáticos, nos séculos XX e XXI, comparando-os com o Brasil contemporâneo."
Quem assina o documento é o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, um especialista brasileiro em Thomas Hobbes. Porém, Hobbes ou o momento em que viveu (o século XVII inglês) são absolutamente ignorados pelos comissários-educadores. Para eles, de nada vale conhecer Hobbes, Locke, Platão, Montesquieu, Tocqueville, Maquiavel, Rousseau ou Sócrates. São pensadores do mundo europeu. O que importa são as histórias ameríndias, africanas e afro-brasileiras.
O documento está recheado de equívocos, exemplos estapafúrdios, de panfletarismo barato, de desconhecimento da História. Os programas dos cursos universitários de História foram jogados na lata de lixo e há um evidente descompasso com a nossa produção historiográfica. A proposta é um culto à ignorância. Nenhuma democracia no mundo ocidental tem um currículo como esse. Qual foi a inspiração? A Bolívia de Morales? A Venezuela de Chávez? A Cuba de Castro? Ou Lula, aquele que dissertou sobre a passagem de Napoleão Bonaparte pela China?
Fonte: "O Globo"

"Câmara gasta R$ 14 milhões com combustíveis"

O abastecimento da frota de carros oficiais dos deputados federais, uma das benesses concedidas pela Câmara, custou mais de R$ 13,8 milhões ao contribuinte no ano passado. A crise econômica parece não ter sido sentida por suas excelências, que gastaram quase o mesmo valor de 2014, R$ 13,9 milhões, em combustíveis e lubrificantes. O levantamento é da Operação Política Supervisionada (OPS), do ativista Lúcio Batista.
Tanque furado
Quem mais gastou em combustíveis na Câmara, no ano passado, foi o deputado Flaviano Melo (PMDB-AC): R$ 51.310,95.
Nem caminhoneiro
O valor médio da gasolina fechou 2015 a R$ 3,63, segundo a Agência Nacional do Petróleo. Daria para Melo comprar ao menos 14.135 litros.
Ranking
Flaviano Melo bateu o recorde de 2014, quando quatro deputados gastaram, cada um, R$ 49,5 mil em combustíveis e lubrificantes.
A causa
Para Lúcio Batista, conhecido por Lúcio Big, 'a falta de controle no uso de verba indenizatória propicia verdadeira farra com dinheiro público'.
Fonte: Claudio Humberto

Fundação Rotária entre as 10 melhores do mundo em gestão, seriedade e credibilidade

A Fundação Rotária foi destaque internacional do ponto de vista de gestão. Normalmente a instituição é destaque pelos programas humanitários que desenvolve em todo o planeta, principalmente com o trabalho que realiza para a erradicação da paralisia infantil na humanidade, e desta vez o destaque foi do ponto de vista administrativo. 
A Fundação Rotária foi relacionada entre as 10 instituições filantrópicas mais sérias do Mundo, pela Charity Navigator, instituição que desde 2001 tornou-se a maior e mais importante referência especializada em avaliar instituições de caridade. “Esta entidade busca ajudar doadores, examinando dezenas de milhares de documentos financeiros sem fins lucrativos, e classificar aquelas instituições que cumprem com o papel filantrópico”, disse o jornalista Márcio Cavalca Medeiros, associado do Rotary Club de Marília-Pioneiro, no Distrito 4510 do Rotary International ao tomar conhecimento sobre a informação. “A Charity Navigator usa este conhecimento para desenvolver um sistema imparcial, objetivo, baseado em números de classificação para avaliar mais de 8 mil dos mais conhecidos e alguns menos conhecidos, mas dignas, instituições de caridade da América”, completou o jornalista.
De acordo com o site: www.charitynavigator.org, o sistema de classificação examina duas grandes áreas de desempenho de uma instituição de caridade; a saúde financeira e a prestação de contas e transparência. As avaliações mostram aos doadores interessados como uma instituição de caridade utiliza a doação recebida, e como esse investimento tem sustentado os programas e serviços ao longo do tempo e o nível de compromisso com a boa gestão, melhores práticas e abertura com a informação. “Sem dúvida esse trabalho orienta doadores de caridade ou investidores sociais, para que tomem decisões inteligentes de doação”, acrescentou Márcio Cavalca Medeiros ao apontar a Fundação Rotária entre as cinco melhores do mundo.
As 10 entidade mais bem classificadas foram: 1º Direct Relief (99,94 pts); 2º MAP Internacional (99,92 pts); 3º Bolsa do Samaritano (98,79 pts); 4º Catholic Medical Mission Board (97,63 pts); 5º A Fundação Rotária do Rotary International (96,31 pts); 6º O Fundo de Conservação (95,82 pts); 7º Compassion International (95,33 pts); 8º Fundo dos Estados Unidos para o UNICEF (95,26 pts); 9º Natural Resources Defense Council (95,17 pts) e em 10º International Rescue Committee (95,04 pts). “Essas 10 instituições de caridade trabalham no mundo todo, sendo grandes e complexas organizações com orçamentos superiores a US$ 100 milhões, e pelo menos US$ 65 milhões em ativos líquidos”, disse o rotariano. “São entidade que se tornaram nomes conhecidos em parte por causa de sua gestão financeira excepcional”, destacou Márcio Cavalca Medeiros. “Não deve ser fácil considerando o escopo e o tamanho das operações que desenvolvem”, imagina. 
Para o dirigente rotário, que esteve como Governador do Distrito 4510 do Rotary International na Gestão 2011-12, os rotarianos de todo o mundo devem se orgulhar pela consideração dada a Fundação Rotária, mostrando a seriedade do trabalho realizado, com os recursos captados de diversas formas, desde doações pessoais espontâneas, até, através de eventos promovidos pelos clubes rotários nas comunidades onde estão inseridos. “É importante que todos saibam que a Fundação Rotária trabalha para de forma séria para a humanidade, e que os rotarianos são os principais responsáveis pela obra realizada pela entidade”, enfatizou.
(Com informações de Eficaz Comunicação Empresarial)

Teatro e Centro de Convenções: terceiro governo petista vai concluir a obra ou vai ficar embromando?

O governador Rui Costa abriu negociações com alguns bancos como forma de obter recursos para a conclusão das obras de construção do Centro de Convenções de Itabuna.
Segundo informações do blog "Políticos do Sul da Bahia", a obra teve início em 2005, mas está parada desde 2006, completando uma década de inatividade este ano.
Ainda de acordo com a publicação, Rui pretende visitar o município no primeiro semestre deste ano para assinar a ordem de serviço que permitirá a retomada da obra.
A situação não é "privilégio" de Itabuna. Em Feira de Santana, as obras do Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana continuam empacadas. A construção do equipamento - com 80% das obras - foi completamente abandonada pelo governo petista, nos nove anos que se completaram. E não se tem notícia do Governo tentar obter recursos.
Antiga reivindicação da população feirense, o espaço cultural deveria estar em plena atividade, incluindo um moderno teatro, mas encontra-se abandonado, com estruturas deterioradas, inacessível ao público e tomado pelo mato.
Além disso, o muro que cerca o local, sem qualquer conservação, provoca insegurança em quem passa por perto. É mais um exemplo de descaso do governo petista com a cultura, não só em Feira de Santana.
O décimo ano está começando e o governo petista mantém inalterado o quadro do Teatro e do Centro de Convenções. As obras do complexo cultural estão paralisadas nesse longo período.
As lideranças políticas da base governista pouco estão se preocupando com o caso. Nem o deputado estadual Zé Neto, líder do governo na Assembleia Legislativa, trata da questão.
A atitude do governo petista se configura como um retrocesso, um contra-senso.
Vale lembrar que o projeto do complexo foi bancado pela Prefeitura, assim como foi o Município quem doou a área para a construção. A autorização para a construção do Teatro e Centro de Convenções foi assinada em 6 de julho de 2005, pelo então governador Paulo Souto. A estrutura do prédio está erguida no bairro São João e tem 20 mil metros quadrados de área construída.
O certo é que Feira precisa tanto do Teatro como do Centro de Convenções. Todos consideram um equipamento importante para a cultura e para a economia do município. Pelo projeto original - do arquiteto sergipano Eduardo Carlo Magno, que ganhou licitação - o espaço conta com um Teatro para 720 espectadores, moderno, dotado de salas para ensaio, cenografia, oficina de produção, camarins, além de equipamentos de som e luz de última geração. O Centro de Convenções tem dois andares. No térreo, um pavilhão para eventos com 900 metros quadrados; no primeiro piso, salas de imprensa, administração e mais seis espaços para reuniões, palestras e congressos.
O empreendimento é de extrema importância para a cidade. Não só para desenvolver o turismo de negócios, mas também para alavancar as atividades artísticas.

O terceiro governo petista vai concluir a obra ou vai ficar embromando com sua incrível lentidão e só olhando para o retrovisor, ainda culpando o governo de Paulo Souto? 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dois irmãos e uma causa social: "Me Leva Junto"



Feira de Santana recebe expedição que conscientiza sobre Hepatite C


Dois irmãos, uma causa social, muita coragem, um carro e muita aventura para se viver. Fred Mesquita e José Eduardo Moreira Rossi Júnior resolveram largar tudo e explorar o mundo de carro. 
Depois de passar anos sem ter muito contato um com o outro - Fred foi morar em São Paulo e José Eduardo ficou em Presidente Prudente, cidade onde nasceram - toparam o desafio de dar a volta ao mundo em três anos: entre 160 a 180 mil quilômetros visitando mais de 50 países.
O diferencial do projeto "Me Leva Junto" é o trabalho social. Os dois irmãos são embaixadores do projeto  mundial "Hepatitis Zero", criado pelo Rotary International e idealizado pela Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH). Trata-se da primeira Caravana Mundial da Erradicação da Hepatite.
A expedição aportou em Feira de Santana e nesta terça-feira, 5, a campanha ocorre no estacionamento em frente do Paço Municipal Maria Quitéria. A ação tem apoio dos clubes locais de Rotary e da Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Saúde.
A iniciativa dos irmãos para conscientizar as pessoas sobre a hepatite C leva informações a respeito da doença aos cinco continentes. Eles fazem exames para detectar a doença. Os testes são gratuitos. A campanha começou há pouco tempo e a primeira etapa da viagem é pelo Brasil e depois outros países da América do Sul, América Central e América do Norte. Pelos próximos cinco anos o roteiro inclui África, Austrália, Europa, Índia, Oceania e Rússia. 
O que é Hepatite C
A hepatite C é causada pelo vírus VHC transmitido principalmente por sangue contaminado. A infecção pode também ser transmitida pelo contato sexual e por via perinatal (da mãe para filho), sobretudo durante a gravidez e o parto. A doença também é transmitida pelo compartilhamento de seringas, agulhas ou de instrumentos para manicure, pedicure, tatuagem e colocação de piercing.