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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Companhias aéreas afastam turistas de Salvador



Não é apenas a imagem negativa de abandono da cidade, resultado de oito anos de falta de total gestão do ex-prefeito João Henrique, que tem afastado os turistas de Salvador. Os preços das passagens aéreas para a capital baiana também têm contribuído para diminuir o fluxo de visitantes na cidade. De acordo com o presidente do Conselho Baiano de Turismo (CBTur) e da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Febha), Silvio Pessoa, o Réveillon deste ano ficou comprometido por conta dos preços exorbitantes praticados pelas companhias aéreas, com valores acima das ofertadas para viagens ao exterior, notadamente Europa e Estados Unidos, como também pela redução de 10% na oferta de voos, em razão da fusão das empresas Trip/Azul, Gol/Webjet e a extinção da Passaredo.
As atenções agora recaem sobre o Carnaval. De acordo com o dirigente, que também é presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Salvador e do Litoral Norte, a expectativa é que os hotéis instalados no circuito da folia atinjam uma ocupação próxima aos 90% e de 70% nos estabelecimentos fora da área da festa. Mas, por enquanto, apenas 70% das vagas na rede hoteleira estão reservadas. "Esperamos que nas duas semanas anteriores à festa se dê um incremento na procura", destaca Pessoa.
Historicamente, janeiro apresenta uma média de ocupação hoteleira de 85%, mas este ano a taxa ainda não ultrapassou os 75% e o fim do verão se aproxima. "A diária na hotelaria de Salvador é uma das mais baixas do Nordeste, e representa 50% da cobrada no Rio de Janeiro. Caro é a passagem aérea e os restaurantes de primeira linha", critica o dirigente, reivindicando que as mudanças em prol do turismo sejam implementadas o mais rápido pela atual gestão municipal.
"Precisamos de iluminação, segurança e limpeza e que tenha um fim o imbróglio envolvendo as barracas de praia, precisamos acabar com a sua favelização", frisa, criticando ainda "a violenta concorrência - altamente predatória - por parte das empresas de navegação, todas elas estrangeiras”, que comercializam seus produtos sem deixar lucro para a cidade, uma vez que os principais serviços são ofertados pelos navios (alimentação e hospedagem). "É importante trabalhar junto ao Congresso para rever a atual lei de cabotagem, revendo pontos que permitem bondades excessivas ao segmento de cruzeiros no Brasil", assinala.
Fonte:  www.genteemercado.com.br



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