Cata-vento da Prefeitura (na praça Bernardino Bahia, com rua Libânio de Moraes) tirando
água para serviços gerais
Foto: Reprodução
Antigamente
não existia água encanada em Feira de Santana, mas temos no subsolo um
manancial. Dizem que um estudo do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca
(Dnocs) consta ser um rio e não um lençol freático. O que interessa é a enorme
quantidade de água existente neste subsolo. Todas as residências tinham uma
cacimba com um engenho para captar água de serviço. Em alguns lugares a água
era doce, e muitos vendiam em carotes
(pequenos barris de madeira) em cima de jegues.
Um
pernambucano, José Campos, comprou uma chácara no Ponto Central, onde havia uma
excelente água doce, inovou com um caminhão pipa e vendia nas residências.
O maior
jornal do país é mesmo uma graça. Separei para vocês três presentes que
ganhamos dele ontem (sábado, 26).
1. André
Singer, ex-porta-voz do governo Lula, ex-secretário de redação da própria
Folha, colunista do jornal, é colocado na primeira página para dizer que a
"mídia" não noticia "escândalos tucanos". Onde ele diz
isso? Na primeira página do maior jornal do país. É tão absurdo e cara-de-pau
que nem merece comentários adicionais.
2. O
jornal acredita que a venda de armas "divide"os EUA. O
fato é que até novembro houve o registro da venda de 20 milhões de armas legais
no país no ano e 2015 deve fechar com o recorde de vendas de armas na história
americana. Como a esquerda prefere apenas os criminosos armados, ela fabrica
polêmica onde não existe (no país) porque existe polêmica apenas nas páginas de
jornais, ou seja, no país mental da própria esquerda.
3. Como
se não bastasse, o jornal publica, com ares de denúncia: "Editora
Biblioteca do Exército lança livros com críticas a visões de esquerda"
(link:http://bit.ly/1Sg8NJX).
É claro que ela ainda arruma um "especialista" para criticar e é o
único consultado na área de política, como se fosse a voz do isentão
apartidário. E quem é Carlos Fico, professor da UFRJ entrevistado na matéria?
Eleitor de Dilma e esquerdista, mas a matéria não se deu ao trabalho de avisar.
Veja aqui o post em que ele declara seu voto ano passado: http://on.fb.me/1NQ2EPg
A
esquerda não pode ser criticada? O resto do mundo deveria tratar a esquerda com
a mesma reverência e obediência que a Folha? Mesmo que algumas críticas seja
ideológicas, os estrategistas das forças armadas do país não deveriam conhecer
todos os lados da questão? Vamos queimar livros não-esquerdistas em praça
pública agora?
O
noticiário do maior jornal do país é quase indistinguível da Agência PT de
notícias. Se você dá dinheiro e audiência para o jornal, está ajudando a
financiar sua cruzada a favor do partido e é mais que conivente, é cúmplice.
Links:
- "Editora Biblioteca do Exército lança livros com críticas a visões de
esquerda" - 26/12/2015 - Ilustrada - Folha de S.Paulohttp://bit.ly/1Sg8NJX
Matt Damon em "Perdido em Marte": o melhor filme entre os melhores
Foto: Divulgação
O ano ainda não acabou, mas dá para fazer, como
fazemos anualmente, desde 1967, há 48 anos, a escolha - é pessoal - dos melhores filmes
vistos.
Neste 2015, os dez melhores filmes vistos
foram, por ordem de exibição: "O Jogo da Imitação" (The Imitation Game), de
Morten Tylden; "Kingsman: Agente Secreto" (Kingsman: The Secret Service), de
Matthew Vaughn; "Vingadores: Era de Ultron" (The Avengers: Age of Ultron), de
Joss Whedon; "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road), de George
Miller; "Divertida Mente" (Inside Out), de Pete Docter; "Missão Impossível:
Nação Secreta" (Mission Impossible: Rogue Nation), de Christopher McQuarrie; "Perdido em Marte" (The Martian), de Ridley Scott - o melhor de todos -; "007 Contra Spectre" (Spectre), de Sam Mendes; "No Coração do Mar" (In the Heart of the Sea), de Ron
Howard; e "Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força" (Star Wars: Episode
VII - The Force Awakens), de J. J. Abrams - este, em exibição no Orient Cinemas Boulevard.
Por Alberto Mansueti "Em que parte da Bíblia há
apoio para o capitalismo?", me perguntam no rádio. Digo que principalmente nos
Dez Mandamentos, o resumo da lei de Deus, ao condenar e proibir severamente
todo tipo de abuso de poder e idolatria, incluindo a que se rende ao Estado.
Porém, vamos por partes. Primeiro, o que é o capitalismo? É o nome dado pelos comunistas ao "sistema de
economia natural" ou de livre mercado que surgiu de maneira espontânea quando
havia "governo limitado", o sistema político que Deus ordena na Bíblia: em seus
cinco primeiros livros, especialmente Deuteronômio. Ele já não existe porque em
quase toda parte as esquerdas impuseram um governo totalitário e socialista sem
limites, contrário à natureza das coisas, que o substituiu. E o
socialismo? É o oposto do capitalismo, e a forma atual de estatismo ou
estatolatria. Como toda tirania, histórica ou atual, é uma transgressão
completa e gravíssima de cada um dos Dez Mandamentos. Veja Êxodo 20 e compare: 1.Não ter outros deuses. O
socialismo é uma falsa religião, que nos impõe um falso deus: o mega-Estado
totalitário, no qual se deposita toda a fé e esperança de salvação terrena, e
ao qual se confere todos os atributos do Deus da verdade: sabedoria e
providência, onipotência, onipresença, e plenitude de caridade e misericórdia.
Exige-se para ele obediência incondicional, honra, glória e culto a partir da
educação pública, que é sua catequese e discipulado. 2.Não fazer imagens de escultura. Como
era, por exemplo, o desfile de 1º de maio em Moscou? Com bandeiras gigantes de
Marx e Engels, e do líder supremo da vez, sumo-sacerdote da liturgia. E os
enormes mísseis, evidentes símbolos fálicos e do poder militar do deus-Estado.
Com bandeiras e escudos, entoando hinos e cantos solenes, como no "Dia do
Partido" da Alemanha nacional-socialista. 3.Não tomar o nome de Deus em vão, para
usá-lo com algum propósito periférico. É o que fazem as esquerdas religiosas,
por exemplo, o socialismo sionista disfarçado de judaísmo; a "teologia da
libertação" marxista disfarçada de catolicismo; o "evangelho social" travestido
de protestantismo; e a "jihad" ou guerra santa política, como se fosse o
genuíno islã. 4.Guardar o dia do Senhor. Por
que no domingo os socialistas fazem eleições, e as esquerdas "verdes" fecham
ruas e interrompem o trânsito? Para dificultar os cultos, e as reuniões
familiares; porque o socialismo é contra a igreja, a família, e contra tudo o
que Deus abençoa. 5.Honrar pai e mãe. Este
Estado é "um deus ciumento": rouba da família funções, liberdades e bens, a
empobrece e anula; a destrói para ocupar seu lugar. O feminismo, criado pelo
socialismo, põe o Estado como marido de todas as mulheres, e pai de todos os
filhos, separados de suas famílias pela escola pública, onde o comunismo ensina a delatar aos pais "contrarrevolucionários". 6.Não matar. É um deus cruel e
assassino. "O Livro Negro do Comunismo", editado na França (1997) por Stephane
Courtois, registrou até agora uns cem milhões de mortos. E a conta segue... 7.Não cometer imoralidade sexual. Ao
marxismo clássico ou econômico do século 20, o "socialismo do século 21",
soma-se hoje o "marxismo cultural", que em sua feroz investida contra a
família, legitima o aborto e todo tipo de união sexual imaginável e
inimaginável. 8.Não roubar. O
socialismo é um roubo. "Redistribuir a riqueza" é tomá-la de seus donos
legítimos, todos nós que trabalhamos, com impostos excessivos, moedas sem
lastro metálico e inflação galopante, crédito sem base em depósitos, dívida
selvagem, pirâmides financeiras do tipo "seguro social" e outros confiscos. 9.Não mentir. A
mentira aparece sempre na lista pois serve para ocultar e dissimular ou
justificar assassinatos, imoralidade e roubos. O socialismo é uma grande falsidade,
para encobrir todos os seus delitos, montada sobre uma "teologia" estatista
costurada em sofismas grosseiros, evidências e testemunhos truncados ou
escamoteados, teorias forjadas, e especulações improváveis ou impossíveis. 10.Não cobiçar. Os
mandamentos anteriores protegem a vida, a família, a propriedade e trabalho, e
a verdade; são os pilares e valores do capitalismo. E este, o décimo
mandamento, põe uma proteção adicional, porque a maioria dos crimes começa pela
cobiça, que é o princípio e a base ética do socialismo, assim como o trabalho
produtivo e o desenvolvimento são princípio e base do capitalismo. Por isso votar nas esquerdas é tão imoral quanto o próprio sistema socialista,
porque valida todas as faltas citadas à lei de Deus, e porque a cobiça manda o
Estado roubar "dos ricos" para repartir "com o povo". Ainda que a realidade
seja que os chefes e burocratas socialistas são deixados com todo o espojo e
nada sobre para o povo; porém, esse é o castigo trazido pelas consequências do
pecado! Os socialistas "cristãos" dizem que a lei de Deus e, portanto, o capitalismo,
são coisas do Antigo Testamento, não do Novo. Ah, é?! Pois assim se inverte o
ônus da prova, e eles é que têm de mostrar no Novo Testamento onde se revogam
os mandamentos, ou onde Jesus e seus apóstolos apoiam ou praticam o "cesarismo", ou o socialismo. Somente um o pratica: aquele que "roubava da
bolsa" (João 12: 6).
O Planalto
quer aproveitar a "onda governista" no Supremo Tribunal
Federal
para tentar uma retaliação interna contra o ministro Gilmar Mendes, maior
"pedra no sapato" do governo com suas posições duras contra a
corrupção. Auxiliares do Palácio pretendem provocar a reação de membros do STF
às declarações do ministro, que acusou o tribunal de adotar atitude
"bolivariana", no julgamento do rito do impeachment.
Ministro
corajoso
Corajosamente,
Gilmar Mendes falou em "cooptação" e lamentou o "ativismo"
do STF, mais empenhado em legislar do que em julgar.
O que é
bolivarianismo
Ao citar
o bolivarianismo, Gilmar Mendes comparou o STF à suprema corte venezuelana, que
presta vassalagem ao regime chavista.
Barra
pesada
Na
Venezuela, a Justiça costuma tomar decisões ao arrepio da lei e da
Constituição, e até sentencia à prisão os opositores do regime chavista.
Haverá
resistência
Tentativas
de retaliar Gilmar Mendes encontrarão resistência no STF: ele é tão querido
quanto respeitado, até pelos alvos de suas críticas.
O filme da saga "Star Wars: Episódio
VII – O Despertar da Força", de J. J. Abrams, superou a barreira do um bilhão
de dólares de bilheteria em todo o mundo 12 dias depois de sua estreia, batendo
um novo recorde. A informação foi dada no domingo, 27, pela Disney.
O novo "Star Wars", que está em exibição
em Feira de Santana, no Orient Cinemas Boulevard, em duas salas, como nas capitais e grandes
cidades do Brasil, desde o dia 17, arrecadou a extraordinária quantia de 286,8
milhões de dólares no mundo em seu segundo fim de semana, ultrapassando no
domingo a barreira de 1 bilhão de dólares em tempo recorde.
Por Reinaldo Azevedo Estou mais ou menos de férias, como
sabem. Por três semanas, deixarei de publicar minha coluna na Folha, "Os Pingos
nos Is" só voltam ao ar no dia 11, na Jovem Pan, e este blog está em ritmo mais
lento. Mas, a exemplo do que faço desde 2006, sempre que acho necessário, volto
a esta, como se dizia antigamente, tribuna! André Singer, colunista da Folha e
ex-porta-voz de Lula, escreve neste sábado um artigo de uma desonestidade
intelectual como raramente vi. A coisa é particularmente séria no que diz
respeito ao pensamento porque Singer é professor de sociologia da USP. Pertence
àquele grupo seleto de pessoas que é pago pelo estado para pensar com
independência. Esquerdista que é, Singer certamente está entre aqueles que
acham que o ente público que lhe garante o salário não é "neutro". Aí ele se dá
o direito de enfiar o pé na jaca. O professor escreve um artigo para
tentar demonstrar que a imprensa protege os escândalos tucanos e
superdimensiona os petistas, alimentando a falácia de que existe uma
conspiração na "mídia" - ele emprega essa palavra - contra o seu partido. André - eu o trato pelo prenome para distingui-lo de outro Singer, o Paul, seu pai,
também membro do partido - sabe que isso é mentira. Talvez eu deixasse passar
em branco se outro escrevesse as mesmas bobagens. Não ele. E, antes de
desmontar suas falácias, explico por quê. André foi secretário de Redação da
Folha. À época em que exerceu essa função, estava logo abaixo do diretor de
redação. Como se brinca, era o cara que mandava soltar e prender no jornal. E
todos sabem que ele exerceu seu cargo com bastante altanaria. Sua irmã, Suzana
Singer, anos depois, ocupou o mesmo cargo. Mais tarde, tornou-se ombudsman - é
aquela senhora que me chamou de cachorro quando fui convidado para ser
colunista no jornal. Ela não reconhecia em mim a isenção e a serenidade para exercer
tal ofício. Não sei se entenderam a graça da coisa. Muito bem! Se a mídia conspira contra o
PT, a família Singer deve ter larga experiência nessa conspiração, já que dois
de seus membros exerceram cargos de comando no principal jornal do país. Pergunto: - alguma vez foram convocados pelo patrão para distorcer a
notícia?; - alguma vez receberam a orientação para perseguir petistas e
proteger tucanos?;
- alguma vez tiveram de omitir uma notícia favorável ao PT?; - alguma vez tiveram de inventar uma notícia contrária ao PT?; - alguma vez foram forçados a carregar nas tintas contra o
petismo?; - alguma vez foram forçados a minimizar malfeitos tucanos?; - alguma vez passaram a seus subordinados essa orientação? Como, estou certo, ambos responderiam "não" a cada uma dessas indagações, pergunto: de quem exatamente André está a
falar? Qual é a mídia que distorce? Ou será que esse é um defeito de caráter
que atinge outros chefes de redação, mas que jamais afetaria a pureza e a
independência de um Singer? Na Folha, fui editor adjunto de
política e coordenador de política da Sucursal de Brasília. Vai ver tenho cara
de bobo, e ninguém me chama para conspirar por isso. André e Suzana certamente
não participaram de conspiratas por excesso de caráter - devem ter deixado isso
para os outros. E eu não participei por falta de esperteza: ninguém me queria
para organizar tramoias.
Truque antigo
André recorre a um velho truque da esquerda, que remonta aos escritos de
Lênin sobre imprensa. Segundo aquele tarado homicida, ela era necessariamente
reacionária porque não controlada pela classe operária - ou, no paradigma
leninista, pelos bolcheviques. Lênin, ao menos, tinha a honestidade de dizer
que imprensa ruim era toda aquela que não fosse partidária - do seu partido.
André omite essa pretensão.
Escreve o articulista (em negrito):
O pagamento de R$ 60 milhões por parte da Alstom, como indenização por uso
de propina no mandato do pessedebista Mário Covas em São Paulo (Folha, 22/12),
a revelação de que a dobradinha Nestor Cerveró-Delcídio do Amaral remonta ao
tempo em que ambos serviam ao governo Fernando Henrique Cardoso (Folha, 18/12)
e a condenação do ex-presidente tucano Eduardo Azeredo a 20 anos de prisão
(Folha, 17/12), por esquema análogo ao que levou José Dirceu à cadeia em 2012
(condenado à metade do tempo), confirmam que há dois pesos e duas medidas no
tratamento que a mídia dá aos principais partidos brasileiros.
Enquanto o PT aparece, diuturnamente, como o mais corrupto da história
nacional, o PSDB, quando apanhado, merece manchetes, chamadas e registros
relativamente discretos. O primeiro transita na área do megaescândalo, ao passo
que o segundo ocupa a dimensão da notícia comum.
Vamos lá:
1: O caso Alstom mereceu e merece atenção enorme do jornalismo. A única
coisa que foi abordada com discrição pela imprensa foi o papel ativo que teve o
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nesse episódio, atuando em
dobradinha com um deputado petista e com o comando do Cade para tentar implicar
o governo de São Paulo na tramoia. Cardozo teve de admitir que enviou, imaginem
vocês!, um papel apócrifo ao Cade. A atuação foi de tal sorte exótica que
despertou a atenção até da moribunda Comissão de Ética Pública.
2: É claro que houve corrupção em
outros períodos da história. A questão é saber quando os corruptos estão num
empreendimento pessoal, ou mesmo grupal, e quando atendem a um projeto de
poder. Se André tem a informação de que a sujeira serviu ao PSDB, ao governo
Covas ou a outros, que, então, diga.
3: Afirmar que "que a dobradinha Nestor
Cerveró-Delcídio do Amaral remonta ao tempo em que ambos serviam ao governo
Fernando Henrique Cardoso" chega a ser asqueroso. Ambos eram funcionários da
Petrobras. De que maneira o PSDB ou o governo FHC se beneficiaram das
sem-vergonhices da dupla? André quer fazer de conta que alhos e bugalhos são a
mesma coisa.
4: Quem disse que se dá pouco destaque
ao caso Azeredo? É uma mentira verificável pelos fatos. Singer deveria
observar, por exemplo, que a condenação do ex-governador de Minas, ainda em primeira
instância, é maior do que a de qualquer político do mensalão.
O militante petista André não está
obrigado a fazer a distinção que vem agora, mas o professor está - se pretende
encarar os seus alunos com um mínimo de verdade: o que se chamou de "mensalão
mineiro", mesmo na versão mais extrema, consistiu no uso da máquina pública
para fazer caixa de campanha. Tendo acontecido como se diz, a prática é
criminosa e tem de ser punida.
Mensalão e petrolão são outra coisa.
Trata-se de máquinas de assalto ao estado, de que o crime eleitoral é apenas a
sua expressão menos maligna. De resto, Azeredo perdeu a reeleição. O mensalão e
o petrolão constituíram formas de criar uma República paralela na vigência dos
governos Lula e Dilma.
Por que André distorce tão miseravelmente
a verdade?
Ora, o objetivo é empurrar a imprensa
não para a neutralidade, mas para a compensação. Ao acusar o jornalismo - majoritariamente petista e de esquerda, diga-se - de perseguir o PT, André
pretende incitar as franjas do partido nas redações a cobrar "isenção", que
consistiria, então, em praticar equilibrismo, de sorte que PT e PSDB tivessem
um mesmo número de "notícias negativas" no terreno moral. Como se o país
tivesse assistido em qualquer tempo a coisas como mensalão, petrolão e eletrolão.
O ápice da empulhação teórica está
aqui:
Isso não alivia a situação do PT, o qual, como antigo defensor da ética,
tinha compromisso de não envolver-se com métodos ilícitos de financiamento. No
entanto, o destaque desequilibrado distorce o jogo político, gerando falsa
percepção de excepcionalidade do Partido dos Trabalhadores. A salvaguarda do
PSDB pelos meios de comunicação reforça a tese de que o objetivo é destruir a
real opção popular e não regenerar a República.
Pela ordem:
1: Notem que André não se refere ao PT como "ex-defensor da ética", mas
como "antigo", no sentido mesmo do anterioridade, quiçá do pioneirismo… Santo
Deus!
2: André restringe aos crimes do PT aos de financiamento de campanha. É
mentira!
3: Mas, ora vejam, o pioneiro da ética,
agora, só não quer um tratamento excepcional: o partido exige ser tratado como
um corrupto semelhante aos outros.
4: Observem que, na pena de André, só
existe uma "real opção popular": o PT! E a imprensa, na qual a família
Singer saber ser chefe, estaria interessada em destruir tal opção. É mesmo? O
que André, o chefe, fez em favor de tal intuito?
Mais adiante, avança:
Se a mídia quisesse, de fato, equilibrar o marcador, aproveitaria o gancho
para mostrar que juízes, procuradores e policiais, vistos em conjunto, têm sido
parciais. Enquanto a máquina investigatória avança de maneira implacável sobre
o PT, o PSDB fica protegido por investigações que andam a passo bem lento.
Aposto que se uma vinheta do tipo "e o metrô de São Paulo?" aparecesse todo dia
na imprensa, em poucas semanas teríamos importantes novidades.
Desconstrua-se:
1: André, o ex-jornalista que ainda não conquistou a devida
independência para ser um intelectual, não está interessado nem em jornalismo
nem em Justiça: ele quer é "equilibrar o marcador". A imprensa só seria isenta
no dia em que o noticiário negativo sobre PT e PSDB fosse o mesmo,
independentemente dos crimes cometidos por um e por outro.
2: O colunista também quer que se
abandone a notícia em nome de uma abordagem puramente ideológica e
persecutória: cobra que se demonstre a parcialidade dos investigadores. Bem,
ele poderia ter usado o seu texto para elencar nomes e fatos, por exemplo. O
que ele próprio não faz seria um dever indeclinável do jornalismo. E que se
destaque: ele ainda pode fazê-lo. As redes sociais estão aí.
3: Prático, André chega a sugerir uma
campanha: "E o metrô de São Paulo?".
No fecho patético de seu artigo,
dispara:
Hipótese plausível é que os investigadores poupem o PSDB exatamente porque
sabem que não contariam com a simpatia da mídia se apertassem o cerco aos
tucanos. Conforme deixa claro o juiz Sergio Moro no artigo de 2004 sobre a "mãos limpas" na Itália, a aliança com a imprensa é crucial para o sucesso
desse tipo de empreitada. Trata-se de um sistema justiça-imprensa, que aqui tem
agido de modo gritantemente seletivo.
Dou de barato que os Singers, quando
chefes de redação, jamais foram chamados para uma conspiração. Ou a teriam
denunciado, não? Por que, então, outros desempenhariam tal papel?
Segundo André, o "sistema
justiça-imprensa" tem agido no Brasil de modo "gritantemente seletivo". É… A
gente percebe isso pelos efeitos… Mesmo com tanta conspiração, o PT caminha,
caso Dilma se segure, para 16 anos no poder. Se dele for apeado, terá sido
apenas e exclusivamente por sua obra e por suas escolhas.
O militante André Singer tem o direito
de falar a asneira que quiser lá nos domínios do partido e para consumo de sua
economia interna. Aquele que escreve na Folha é mais do que o militante - até
porque, nesse quesito, há outros mais qualificados e graduados do que ele. O autor
do artigo é também um professor de sociologia de uma universidade pública. As
duas condições lhe cassam a faculdade de mentir.
A propósito: André foi secretário de
Redação da Folha entre 1987 e 1988. Ele procurava "equilibrar o marcador" da
cobertura entre as lambanças do governo Sarney e as da oposição, inclusive as
do PT?
Sossegue, rapaz! Assim que você e sua
turma forem levados pelo eleitorado para a oposição, a imprensa continuará a
ser mais crítica com o governo - com o governo de turno. Porque essa é a
natureza do jogo, pouco importando quem esteja no poder. Ao menos tem de ser
assim com a imprensa séria, aquela que incomoda o PT. Aquela de que André não
gosta mais.
Petista, desde que o PT existe, André
sempre foi. Mas ele já soube se comportar como um jornalista. Infelizmente, na
academia, ele não conseguiu ainda perceber a dimensão de um professor,
repetindo o erro grotesco de outros que se comportam, na universidade, como
esbirros de um partido.
Se André quer ser apenas um prosélito,
deveria cair na militância pra valer e se candidatar a um cargo no partido.
Gregory Peck e Virginia Mayo em
"O Falcão dos Mares"
Foto: Divulgação
Além do filme de aventuras "O
Filho de Ali Babá" (Son of Ali Baba), de Kurt Neumann, 1952; do filme noir
"Lábios Que Escravizam" (The Bribe), de Robert Z. Leonard, 1949; dos
westerns "Caravana de Bravos" (Wagon Master), de John Ford, 1950; e "O
Resgate do Bandoleiro" (The Tall T), de Budd Boetticher, 1957,esses dois
incluídos no Volume 2 da coleção "Cinema Faroeste", nesse período
entre quinta-feira, 24, e este domingo, 27, a visão de mais quatro clássicos da coleção
lançada pela Versátil Home Vídeo: "Golpe de Misericórdia" (Colorado Territory),
de Raoul Walsh, 1949; "Renegando o Meu Sangue" (Run of the Arrow), de Samuel
Fuller, 1957; "Choque de Ódios" (Wichita), 1955, e "O Testamento de Deus"
(Stars in My Crown), 1950, ambos de Jacques Tourneur.
Também o filme de romance e aventura "O Falcão dos Mares" (Captain Horatio Hornblower), de Raoul Walsh, 1951; e
dois filmes noir de Fritz Lang, ambos de 1956 e com Dana Andrews: "No Silêncio
de uma Cidade" (White the City Steeps) e "Suplício de uma Alma" (Beyond a
Reasonable Doubt).
Alexandre
Borges e Camila Morgado em "Bem Casados"
Foto:
Divulgação
Dez filmes brasileiros foram
exibidos em Feira de Santana, no Orient Cinemas Boulevard, neste ano de 2015
que se encerra. Tão somente um deles, o infantil "Carrossel – O Filme", de
Alexandre Boury, não foi do gênero comediota. Além de uma semana em pré-estreia,
durou mais três semanas em cartaz.
As comediotas que ficaram cerca de
250 dias em tela foram:
"Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo
do Anel", de Felipe Joffily;
"Loucas Para Casar", de Roberto Santucci;
"Superpai", de Pedro Amorim;
"Divã 2", de Paulo Fontenelle;
"Meu Passado Me Condena 2", de Julia
Rezende, que durou quase dois meses;
"Entrando Numa Roubada", de André
Moraes;
"Vai Que Cola", de César Rodrigues;
"S.O.S. Mulheres ao Mar", de Cris d'Amato; e
"Bem Casados", de Aluízio Abranches,
que ainda está em cartaz.
A Cota de Tela é um
mecanismo regulatório, com previsão legal no artigo 55 da Medida
Provisória nº 2228-1/2001, que visa assegurar uma reserva de mercado para o
produto nacional frente à maciça presença do produto estrangeiro nas salas de
cinema.
Outro filme que está
incluído no Volume 2 da coleção "Cinema Faroeste", com seis
clássicos, lançado pela Versátil Home Vídeo, “O Resgate do Bandoleiro” (The
Tall T), de Budd Boetticher, 1957, bem que poderia ser titulado"A
Marca do Terror". Foi visto na manhã deste feriado de Natal, sexta-feira, 25.
O filme foi escolhido para ser preservado pela Biblioteca do Congresso dos Estados
Unidos, pela sua significância "cultural, histórica ou estilística". Trata
sobre amor, ganância, solidão e sonhos.
Tem roteiro de Burt Kennedy que adaptou um conto de Elmore Leonard chamado
"The Captives".
Randolph Scott faz o
rancheiro solitário Pat Brennan, que chega a uma estação de diligências onde encontra
com o chefe do lugar (Fred Sherman) e seu filho (Christopher Olsen). Depois ele
vai à Contention City, onde perde o cavalo numa aposta com seu antigo patrão (Robert
Burton). Ao retornar, pega carona numa diligência guiada por Rintoon (Arthur
Hunnicutt), que leva um casal em lua-de-mel - Willard Mims (John Hubbard) e a
herdeira de um rico minerador de cobre, Doretta (Maureen O’Sullivan). De volta
à estação, eles descobrem que a mesma foi tomada por três bandidos sanguinários
(Richard Boone, Skip Homeier e Henry Silva), que mataram o chefe e seu filho.
Os bandidos queriam assaltar uma outra diligência, mas acabam por engendrar um
novo plano quando sabem sobre o casal. Eles mandam Willard ir até o pai de
Doretta e pedir 50 mil dólares de resgate. Pat sabe que os bandidos irão
matá-lo e também a Doretta, e só espera uma chance para enfrentá-los.
Ben Johnson e Joanne Dru: romance em "Caravana de Bravos"
Foto: Reprodução
"Caravana de Bravos" (Wagon Master),
1950, um dos menos conhecidos dos westerns - gênero americano por excelência - de
John Ford, foi visto em DVD na quinta-feira, 24. O exemplar está incluído no Volume
2 da coleção "Cinema Faroeste", com seis clássicos, lançado pela Versátil
Home Vídeo.
Filme favorito do próprio Ford, é
considerado uma de suas obras máximas. Também o mais poético e mais puro, de lirismo
que enternece. Um filme simples e conciso, sem grandes estrelas no elenco, que
foi rodado em apenas um mês.
"Caravana de Bravos" narra
a jornada de um grupo de mórmons rumo à Terra Prometida, em Utah, em 1849. A caravana é guiada por dois cowboys contratados, Travis
(Ben Johnson) e Sandy (Harry Carey Jr.).
O grupo liderado pelo ministro Wiggs
(Ward Bond) - e inclui Jane Darwell (Sister Ledyard), Russell Simpson (Adam),
Kathleen O'Malley (Prudence), Francis Ford (Mr. Peachtree) e Don Simmons (Sam) -,
é obrigado a deixar a cidade de Crystal City.
Três
artistas - Denver (Joanne Dru), Fleuretty Phyffe (Ruth Clifford) e
Dr. A. Locksley Hall (Alan Mowbray) - também não são aceitos na cidade e se
juntam aos mórmons.
Um terceiro grupo, o bando de cinco
bandidos chefiado por Uncle Shiloh Clegg (Charles Kemper) e composto por Floyd
(James Arness), Reese (Fred Libby), Jesse (Mickey Simpson) e Luke (Hank
Worden), também se junta à caravana. A quadrilha é procurada pelo xerife de
Crystal City (Cliff Lyons), por assalto a banco.
Os fora-da-lei subjugam a caravana mas Travis e
Sandy entram em ação para liquidar o bando, permitindo o final feliz.
Foi dito que "Caravana de Bravos" é
uma visão otimista da conquista do Velho Oeste, onde raças, religiões e modos
de vida possam coexistir respeitadas suas diferenças.
No filme, o diretor John Ford
ressalta o estoicismo de um grupo religioso que é capaz de acreditar na força
divina para superar as quase intransponíveis dificuldades geográficas,
materiais e humanas. Um filme memorável.
Essa gente não quer
mesmo que eu tire férias, né? Eita ano que não termina! E que não vai terminar.
Só em 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff. Que virá! Vamos seguir. Será
que Chico Buarque é um merda? Eu vou responder neste texto. Fernando Holiday, do
Movimento Brasil Livre, se pronuncia num vídeo.
Está a maior onda na
Internet por causa de um pequeno bate-boca - muito menos grave do que gritaram
os coelhinhos do Bambi - entre Chico Buarque, acompanhado de alguns amigos
bêbados, e um grupo de rapazes que decidiu lhe fazer algumas cobranças
políticas. Creio que todo mundo saiba já do que falo. Se não souber, segue
aqui.
Volto Será que Chico Buarque é um merda?
Em primeiro lugar, todos
sabem, e o arquivo está aí, não endosso que pessoas sejam abordadas em
restaurantes, bares ou lojas em razão de sua posição política - a menos que
seja uma manifestação de simpatia, como vive acontecendo comigo, o que me deixa
muito feliz. Mais de uma vez, já escrevi aqui e disse na rádio Jovem Pan que
quem pretende cassar o direito de o adversário se manifestar é o PT.
Em segundo lugar, o tal "merda" que tanto barulho fez precisa ser devidamente qualificado. Chico trata
seus interlocutores com evidente menoscabo e, num dado momento, a exemplo de
alguns outros pinguços que estão com ele, manda ver: "Você é um merda!". Ao que
o outro responde: "Eu queria ouvir da sua boca: 'Você é um merda' E quem apoia
o PT o que é que é?". E Chico responde: "Um petista!". E ouve: "É um merda!".
Embora eu insista que
esse tipo de abordagem, ainda que na rua, não me agrada, não há agressividade
na fala dos rapazes, mas indignação com as opiniões políticas de um sujeito que
usa a fama conquistada na música para fazer política. Logo, se ele colhe
reações políticas de seu discurso - não consta que seus interlocutores
estivessem ali para contestar os seus trinados -, isso está absolutamente
dentro do aceitável, desde que as coisas sejam ditas e expressas de modo
civilizado.
E civilizada, convenham,
a conversa estava, até que Chico rompe o padrão para, segundo indica o vídeo,
chamar o outro de "merda" (1min08s). Sim, ele o fez primeiro.
O filhinho de papai Em terceiro lugar, destaque-se a arrogância do
fidalgo, que começou a vida sendo incensado porque, afinal, era filho de Sérgio
Buarque de Holanda, o autor, entre outros, do clássico "Raízes do Brasil". É
nesse livro que Buarque de Holanda, o pai, explica Buarque de Holanda, o filho.
Segundo Sérgio, um dos
traços mais característicos da formação do Brasil é o chamado "homem cordial",
aquele que não distingue o espaço público do espaço privado; que usa da
condição alcançada ou herdada na esfera privada para impor a sua vontade no
espaço público, de sorte que a lei do compadrio se sobrepõe às instituições.
Vejam lá com que
sem-cerimônia Chico exige credenciais de seus interlocutores. Diz um dos
jovens, aludindo ao fato de que o cantor, de fato, passa a maior parte do tempo
em Paris: "Meu pai também está em Paris. É gostoso Paris, né?". E Chico, com a
empáfia do patronato descrito por seu pai: "Rapaz, engraçado, eu não tou te
reconhecendo!". Aí diz o outro: "Você é famoso! Eu não sou!". Indagado, o
interlocutor revela seu sobrenome, e o Chico do Sérgio o repete, com esgar de
desprezo. O filho de Sérgio Buarque exige credenciais de quem fala com
ele. O pai diria que o comportamento de seu rebento é a cloaca moral do "homem
cordial" de "Raízes do Brasil".
E quer saber a quais "nomes de família" ele dá a graça de suas bobagens. Sai perguntando a cada um.
Um barbudo, visivelmente alterado pela consciência etílica, quer saber de "onde" é um dos que conversam com ele. Ao ouvir um "não interessa", o pançudo
grita: "Interessa! De onde cê é?".
Há outras coisas até
divertidas no vídeo. Quando um dos rapazes lembra que Chico mora a maior parte
do tempo em Paris, o que é fato, ele diz, em tom de acusação, que o outro é
leitor da VEJA. Digamos que seja. Chico certamente gosta da imprensa de
nariz marrom que incensa tudo o que ele produz e escreve, preste ou não.
Nota: ele já fez músicas
de alta qualidade, sim. Seus livros, no entanto, são um lixo subliterário, e
ele só parou de ganhar Jabutis em penca depois que apontei a patuscada que
fazia dele um vencedor que nem precisa disputar. Ele me atacou num artigo.
Demonstrei por que seus livros são ruins. Ele enfiou o rabo entre as pernas.
Fidalgo! Será que Chico é um merda?
Irresponsável Chico Buarque, incensado pela imprensa também por
suas ignorâncias, é um homem notavelmente autoritário. Sai por aí, se preciso,
a espalhar as mentiras mais asquerosas em nome da ideologia. E, como se nota,
não gosta de ser cobrado. Escrevi aqui, no dia 16 de setembro, um
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/as-mentiras-asquerosas-de-stedile-e-chico-buarque/
sobre um vídeo que ele gravou com João Pedro Stedile, o chefão do MST, em que ambos
sustentam haver um plano de privatização da Petrobras
Fatos: -Inexiste plano para privatizar a Petrobras -
infelizmente!; -o projeto a que se referem apenas permite que,
caso a Petrobras não possa ser sócia de campos de exploração do pré-sal, abra
mão dessa primazia; -o projeto é vital para o pré-sal porque, pela
lei atual, se a Petrobras não puder arcar com os 30% que lhe cabe na sociedade,
nada se faz.
Mas Stedile e Chico
mentem a respeito com o desassombro de que só o esquerdismo e a má-fé são
capazes. Será que Chico é um merda?
Trono da empulhação Chico Buarque quer defender as causas mais estúpidas,
violentas e antipopulares, mas acha um absurdo que possa ser cobrado por isso -
o que é repetido bovinamente por boa parte da imprensa. Vejam as barbaridades
praticadas nas escolas públicas de São Paulo. Por mais que se possa censurar a
Secretaria de Educação por não ter sabido expor direito as vantagens da
reestruturação, esta era e é necessária. É mentira, pra começo de conversa, que
haverá "fechamento" de escolas.
Não obstante, um grupo
de 18 ignorantes disfarçados de artistas, liderados por Chico Buarque, produziu
um vídeo hediondo, com uma letra idiota, sobre uma causa estúpida. E tudo em
defesa das invasões. O autor da enormidade é um tal Dani Black, capaz de
escrever barbaridades como: "A vida deu os muitos anos de estrutura do humano À procura do que Deus não respondeu (…) Ninguém tira o trono do estudar".
Procurem no arquivo
deste blog. Tenho um "IPI" infalível. O que é o IPI? Índice de Picaretagem
Intelectual. Sei que estou diante de um picareta sempre que ele transforma
verbo em substantivo, um processo que a gramática chama de "derivação
imprópria". Basta que alguém diga algo como "o estudar", "o brincar", "o
fazer", "o reivindicar", e eu logo me desinteresso e olho para o vazio. É que
não suporto "o empulhar".
Sem contar que Dani
Black - quem é esse, caramba?! - acha que a busca de Deus nada produziu de
positivo para a cultura, talvez nem a "Suma Teológica"… E o tal Dani e os
outros 17 imbecis estão certos de que falam em nome da cultura e da educação.
Como prosador, Chico é
uma lástima, mas ele já soube produzir boas letras, até ser derrotado por uma "mulher sem orifício" - seja lá o que isso signifique e que não possa
eventualmente ser remediado com Citrato de Sildenafila, Tadalafila, chá de
catuaba ou reza braba. É claro que o autor da bela música "Soneto" é capaz de
reconhecer uma letra ruim - embora seu soneto tenha se atrapalhado um pouco no
ritmo, com a irregularidade das tônicas: os versos ora são sáficos, ora são
heroicos, ora não são nada. Mas Chico é um letrista, não um poeta, como dizem.
Prepotentes O dado mais encantador dos nossos artistas "progressistas" é sua alastrante ignorância. Acham que podem se posicionar
sobre qualquer assunto que diga respeito à sociedade, expelir regras,
posicionar-se, entrar na rinha política, mas se negam a ser cobrados. Quando
isso acontece, agem como Chico Buarque: "Seu merda!". Ou, pior ainda do
que isso, apelam ao famoso "Sabem com quem está falando?". Ou não foi isso o
que Chico fez, mas de modo espelhado: "Quero saber com quem estou falando…"?
Todos sabem que o
movimento de invasão das escolas nada tinha a ver com estudantes. Trata-se de
uma inciativa liderada pelo PT - particularmente por uma de suas milícias: o
MTST, comandado por Guilherme Boulos -, com um claro propósito político,
partidário e ideológico. Será que Chico Buarque é um merda?
Encerro
Holiday chama de "playboys" os que abordaram Chico. É
o único pequeno trecho de sua abordagem de que discordo. Nem sei se são. E se
forem? Quando "playboys" se opõem à roubalheira, seja a do PT, seja de qualquer
outro, acho isso positivo. Prefiro esses aos playboys e, sobretudo, "playmen"
que passaram a puxar o saco do PT para ter o privilégio do Bolsa Juros, do
Bolsa Subsídio, do Bolsa Desoneração, do Bolsa BNDES, do Bolsa Rico…
Chico Buarque, que
jamais fez uma mísera crítica a ditaduras de esquerda, tornou-se uma das faces
visíveis da justificação de um governo criminoso. Do alto de sua sapiência, diz
que, se seus interlocutores acham o PT bandido, ele, Chico, acha "o PSDB bandido".
Tem o direito de achar. Mas também tem o dever de apontar onde está ou esteve o
banditismo. Não duvido que haja ou tenha havido bandidos no PSDB e em qualquer
legenda. A questão está em definir quando a bandidagem se torna um sistema de
governo.
É possível que ainda
volte ao assunto. Dito isso tudo, acho que vocês já têm mais elementos para
responder: será que Chico Buarque é um merda?
Ele deixou claro, de
modo arrogante, que nem sabia com quem estava falando. Mas nós sabemos muito
bem com quem estamos falando.
Ademais, o mais
laureado, nem importa se justa ou injustamente, dos ditos "artistas
brasileiros" deveria é se envergonhar de apelar a coisas como a Lei Rouanet
para divulgar a sua obra. O subsídio - porque é disso que se trata - à obra de
Chico, ora vejam, poderia virar remédio ou leitos nos hospitais do Rio - não na
Zona Sul, onde ele solta seus trinados.
Chico, em suma, é o
homem que seu pai lastimou em "Raízes do Brasil".
Dimas Oliveira, 78 anos, é jornalista. Desde 1967 escreve sobre cinema, cultura, política e variedades. Atuou no "Feira Hoje", "Folha do Norte", "Diário da Feira" e "Folha do Estado" como editor. Também na "Gazeta Feirense", "Panorama", "Tribuna da Bahia", "Municípios em Foco". Na "Folha do Estado" e no "NoiteDia" escreve sobre cinema e cultura. Visitou Argentina, Chile, Portugal, Cuba, Itália e Coréia do Sul, Israel (Jerusalém), Jordânia, Abu Dhabi e Dubai. Prestou serviços ao FTC, CCC, CIS, Sesi, Sesc, Câmara e Cifs. Entre 1994 e 1999 editou o jornal evangélico "Feira de Jesus". De 1º.01.2001 a 31.12. 2010, foi diretor de Publicidade da Secretaria de Comunicação Social, também de 04.01.2017 a 31.12. 2020. Em 2006, recebeu a Ordem Municipal do Mérito no grau de Oficial. Em 2025, recebeu a Comenda Jubilar de Jornalismo Oydema Ferreira. Em 2026, recebeu o Cine Farol - Prêmio Resistência da Sétima Arte. Desde 2025, nomina Sala no Casarão Fróes da Motta. É efetivo da Academia Feirense de Letras, ocupando a Cadeira 16, patrono Áureo Filho. Em 2014, lançou "cinema demais"; em 2018, "O Processo de Cassação da Rádio Cultura", e em 2021, "A Arte do Silêncio em Feira de Santana" (e-book).
Adquira e-Book de "cinema demais" Clique na imagem
Livro “cinema demais”, de Dimas Oliveira, está com versão no formato e-book Kindle em venda no site da Amazon - http://www.amazon.com.br/ . O preço de R$ 30,00
Adquira e-Book de "O Processo de Cassação da Rádio Cultura" - Clique na imagem
Compilação das peças do processo que resultou no fechamento da emissora. É resultado de pesquisa feita a partir de material disponível e de domínio público no Arquivo Nacional