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Vem aí!

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quarta-feira, 28 de junho de 2017

30 filmes sobre o Holocausto

Os adeptos da pós-modernidade, pós-verdade e que tais, que defendem tiranias lembram do Holocausto, período doloroso da História, quando os nazistas perseguiam os judeus?
O cinema tem apresentado filmes e documentários sobre o Holocausto. São verdadeiras aulas de História. E bem didáticas. A realidade histórica precisa ser mais conhecida, não pode ser deixada para trás. O Holocausto pode ensinar muito sobre o amor e o respeito, independentemente de raça e religião. Existem países que ainda reverenciam figuras como Hitler. 
Até no Brasil existem figuras públicas que mantém posição de ignomínia do anti-semitismo e querendo apagar o Holocausto da memória. Continua sendo tempo de lembrar e se informar sobre o Holocausto - quando seis milhões de judeus foram exterminados. E o cinema faz bem isso.
Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de judeus sofreram humilhações, restrições, privações, degradações, abusos e violências. Foram confinados por muros em guetos, antes de serem deportados para campos de concentração, onde eram seis milhões exterminados.
Nos filmes, a humanidade e sua maldade, barbárie, crueldade, sordidez, indiferença e solidariedade, estão retratadas secamente.

As recordações não são agradáveis, mas o Holocausto não é para ser esquecido!
30 filmes sobre o Holocausto

Auschwitz (2011), de Uwe Boll
Genocide (1982, Documentário), de Arnold Schwartzman
Noite e Neblina (1956, Documentário), de Alain Resnais
Fonte: IMDb

Blog Demais e Google Analytics

O Blog Demais utiliza o aplicativo Google Analytics, que identifica mais sobre a origem dos visitantes e como eles interagem neste espaço.
Dados interessantes são revelados, como a origem de visitas internacionais, com Estados Unidos à frente, seguido de Alemanha, Rússia, Portugal, França, Reino Unido, China, Bolívia e Romênia.
Com as informações do Google Analytics pode-se analisar o fluxo de visitantes e identificar os elementos que podem ser alterados para melhorar a retenção do visitante.
O Google Analytics é a estatística web considerada mais confiável do mundo. A sua medição é muito precisa, pois se o visitante entrar no blog mais de uma vez no dia, só é contado um acesso.


Lembrando Galeria de Arte Raimundo de Oliveira

Entre 1986 e 1987, há três décadas, funcionou em Feira de Santana a Galeria de Arte Raimundo de Oliveira, que no período promoveu exposições e leilão de arte. Ficava na avenida Sampaio, entre a rua Barão de Cotegipe e a rua Castro Alves. O jornalista Dimas Oliveira e o médico Eduardo Leite eram sócios no empreendimento.
Nas imagens, 
a marca criada pela Idea Design mais artista plástico Gil Mário e professora Maria Cristina Menezes com Dimas Oliveira, na exposição de inauguração do espaço. 

"Extrema corrupção nos últimos tempos"

Está na Bíblia, em 2 Timóteo, Capítulo 3:
Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3. Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4. Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
6. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;
7. Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.
8. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.
9. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.

"'Milagre': Denúncia de Janot pode unir políticos"

Animou aliados a reação do presidente Michel Temer comparando sua relação com o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures à de Marcelo Miller com o ex-chefe Rodrigo Janot, de quem era braço direito na Procuradoria Geral da República quando se demitiu para "receber milhões" e atuar na defesa da J&F/JBS de Joesley Batista. Para o requisitado cientista político Paulo Kramer, "Janot está conseguindo o aparente milagre de unir, contra si, o conjunto da classe política".
Mesma moeda
Temer diz que a acusação o ofende tanto quanto seria leviano supor que "os milhões" pagos pela JBS não seriam apenas do ex-procurador.
Semente de dúvida
Para Paulo Kramer, "o estranhíssimo acordo com a gangue do Friboi plantou uma semente de dúvida sobre acordos de delação premiada".
Consenso trincado
O acordo tão favorável a Joesley & cia "também trincou o que até pouco tempo atrás era um sólido consenso pró-Lava Jato", diz Kramer.
Discurso de defesa
Em sua fala, o presidente quis mostrar segurança sob aspecto jurídico, e dar discurso para que os aliados o defendam. Pode ter conseguido.
Delação não basta
Para Arthur Lira, que lidera 47 deputados do PP, não basta basear a denúncia contra Temer apenas na delação de Joesley. Ex-presidente da CCJ, ele prevê, em princípio, "maioria tranquila para o presidente." A briga na Câmara será mais política que jurídica, diz o parlamentar.
Escapando pela tangente
Temer está convencido de que Joesley armou toda a delação com o único objetivo de se livrar, de uma só tacada, das cinco investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal contra ele.
Claque inédita
Michel Temer discursou no Planalto, encarando Rodrigo Janot, cercado de uma centena de parlamentares e auxiliares de primeiro e segundo escalões. Ao final foi aplaudido e ainda ouviu gritos de "bravo!".
Fonte: Claudio Humberto

terça-feira, 27 de junho de 2017

Feira livre foi cenário de "O Pistoleiro"

João Carlos Barroso nas filmagens de "O Pistoleiro", na feira livre de Feira de Santana
Foto: Reprodução
Nas minhas lembranças do convívio com o cineasta Olney São Paulo, sempre conto que no início de 1976, assistimos juntos ao filme baiano "O Pistoleiro", de Oscar Santana, no Cine Timbira, em sessão noturna. Há anos, revi em DVD o filme baiano.
Antes de ser extinta, a feira livre de Feira de Santana foi cenário do filme. Aos 39 minutos aparece o personagem de Rui Resende em locação no passeio do Paço Municipal, sentado em uma cadeira de engraxate (vivido por um adolescente na época conhecido como Barrão). Ele observa uma vítima que está na feira livre, na praça João Pedreira e caminha entre as barracas. Depois, com pouco mais de uma hora de filme, aparece o personagem de João Carlos Barroso em cena na praça Fróes da Motta.
"O Pistoleiro" conta a história de três matadores de aluguel, bem ao estilo dos que atuam no Nordeste. Um (Rui Resende) deles é veterano na profissão, já com a índole criminosa impregnada. Outro (Emiliano Queiroz), é ingênuo, quase débil mental, e o terceiro (João Carlos Barroso), o circunstancial, comete um assassinato por vingança e é obrigado, sob a proteção de um mandante (Gilberto Mestrinho), a enveredar pelo caminho do crime.
Assim, o tema do filme é "a preservação da vida e a contestação a morte premeditada", segundo Oscar Santana. Para ele, "partindo desse principio resolvi fazer um filme analisando o comportamento do homem diante da morte premeditada".
No filme, a morte é quase sempre motivada por vingança, religiosidade, afronta pessoal e por motivos econômicos.
O ator João Carlos Barroso, que faz o papel título, foi candidato ao Prêmio Coruja de Ouro, na categoria de protagonista. Ele, mais Gilberto Mestrinho, Emiliano Queiroz, Rui Resende, Elza de Castro, Regina Célia e Denise Bandeira, atores coadjuvantes da Rede Globo, que foram contratados. No elenco de sustentação, nomes baianos como Roberto Ferreira (o Zé Coió), Milton Gaúcho, Francisco Santos, Garibaldo Matos, Yan Sobanski, João Di Sordi, Maria Ligia - estes dois do elenco de "O Grito da Terra", de Olney - e o compositor Fernando Lona.
Oscar Santana, da Sani Filmes, é pioneiro no cinejornalismo baiano, criando, com outros, "A Bahia na Tela", no tempo em que as "atualidades" eram imprescindíveis como complementos nacionais antes do filme em cartaz. Com a sua produtora continua a fazer cinema até hoje. Pode-se afirmar que é único empresário baiano bem sucedido na área de cinema, com documentários premiados pelo apuro técnico, alto grau de carpintaria e artesania.

Lembrando filme que inaugurou o Cine Santanópolis


Há pouco mais de 58 anos, em 22 de novembro de 1958, participei da inauguração do Cine Santanópolis. Então, com dez anos, assisti ao filme "Sinfonia Interrompida", de Douglas Sirk, 1957. Tenho em minha coleção de DVD este drama romântico, sobre a impossibilidade do amor. Interlúdio (do título original "Interlude"), é um trecho instrumental que se intercala entre as várias partes de uma composição. Assim, o título dado no Brasil tem a ver com a narrativa.
O filme conta a história de uma jovem mulher, Helen Banning (June Allyson), que viaja para Munique em busca de novas experiências e romance. Enquanto trabalha para a agência American House, ela conhece um famoso maestro, Tonio Fischer (Rossano Brazzi), e começa um relacionamento com ele. Helen descobre que o maestro é casado com Reni (Marianne Cook), que tem problemas mentais. Ela também tem que aguentar as investidas de Morley Dwyer (Keith Andes), um médico de sua cidade natal que também trabalha em Munique. Helen tem que tomar uma decisão - apostar na conturbada paixão pelo maestro, ou aceitar a segurança que o médico lhe propõe para toda a vida. 
Douglas Sirk dirigiu os filmes: "Sublime Obsessão" (Magnificent Obsession), 1954: "Tudo o Que o Céu Permite" (All That Heaven Allows), 1955; "Palavras ao Vento" (Written On the Wind), 1956; "Nunca Deixei de Te Amar (Never Say Goodbye), 1956; "Almas Maculadas" (The Tarnished Angels), 1957; "Hino de uma Consciência" (Battle Hymn), 1957; "Amar e Morrer" (A Time To Love and a Time To Die), 1958; e "Imitação da Vida" (Imitation of Life), 1959.

Trailer de "Meu Malvado Favorito 3"


Assista

Trailer da animação "Meu Malvado Favorito 3", que tem lançamento nesta quinta-feira, 29, no Orient Cineplace Boulevard.

Filmes bombando na bilheteria, principalmente "Mulher-Maravilha"



O filme "Mulher-Maravilha" derrotou os oponentes para se manter na liderança do ranking brasileiro de bilheteria pela quarta vez, entre quinta-feira, 22, e domingo, 25. O filme ocupa a posição desde a estreia, em 1º de junho, e já acumula um rendimento de quase R$ 90 milhões no país.
No período. o longa de Patty Jenkins - o primeiro de super-heróis comandado por uma mulher -, que entra em quinta semana no Orient Cineplace Boulevard, a partir desta quinta-feira, 29, arrecadou R$ 7,8 milhões com 447 mil ingressos vendidos.
O segundo lugar, "A Múmia", também está em exibição nesta cidade, entrando em quarta semana. Com R$ 4,5 milhões e público de 258 mil pessoas. Em suas três semanas de exibição, o filme com Tom Cruise arrecadou cerca de R$ 38 milhões no Brasil.
Outros filmes em exibição no Multiplace do Boulevard Shopping: "Meus 15 Anos" (R$ 1,7 milhão), entra em segunda semana; "Baywatch: S.O.S. Malibu (R$ 1,5 milhão), permanece em cartaz, chegando à sua terceira semana.
A única novidade nesta 27ª semana cinematográfica é a animação "Meu Malvado Favorito 3".

Balão sem perpetuação

Soltar balão, junto com bandeirinhas, fogueira, milho assado e forró não podia faltar numa festa junina - de São João e de São Pedro. Bastava um papel de seda, barbante, talisca de bambu, tesoura, cola e uma bucha acesa para uma pessoa fazer e soltar um balão. "Balão beijo!" era uma brincadeira entre namorados quando quem via u
m balão primeiro pedia o beijo. Balões não enfeitam mais o céu do Nordeste nas noites frias de junho.
Em Feira de Santana e região não deve existir registro de ocorrência como incêndio provocado por balões. Quando o balão caía era porque estava com a bucha apagada. Mas, hoje é crime. Segundo a Lei de Crimes Ambientais, além de soltar balões, também é crime fabricar, vender ou transportar o lúdico artefato. Quem for pego em uma dessas situações será detido de um a três anos ou receber multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Balão era parte do folclore, de raízes do passado. Uma tradição que não tem perpetuação por causa de uma lei equivocada.
É certo que os festejos juninos, principalmente na zona rural, permanecem um tanto quanto fiéis à tradição, com canjica, milho assado, pamonha, bolo de milho, de puba e de aipim, milho cozido, milho assado, amendoim cozido. Forró. Mas, também já não se fazem fogueiras como antigamente, de onde eram retirados tições para acender fogos de artifício.
As festas juninas atuais são com música de qualidade duvidosa, bebedeira, bombas, guerra de espadas, assaltos, estupros e outros crimes, sem que nada disso seja proibido ou contido.

Clássico do mestre do suspense

James Stewart e Kim Novak em "Um Corpo Que Cai"
Fotos: IMDb

O clássico "Um Corpo Que Cai" (Vertigo), do mestre do suspense Alfred Hitchcock, 1958, tem roteiro de Alec Coppel e Samuel A. Taylor, baseado no livro "D'Entre les Morts", escrito em 1954 por Pierre Boileau e Thomas Narcejac.
A trama do filme é complexa com seus dramas psicológicos mas Hitchcock dosa o suspense com um romance que envolve. O diretor brinca com as aparências.
Kim Novak vive três personagens - o de Madeleine (loura), o de Judy Barton (morena) e o de Judy fazendo-se passar por Madeleine - e a reviravolta que acontece com elas é destaque da trama.
Além do roteiro e da direção de Hitchcock, que aparece, como sempre em seus filmes, em uma cena, "Um Corpo Que Cai" se destaca pela fotografia de Robert Burks e música de Bernard Herrmann.
"Um Corpo Que Cai" é de fato uma obra prima do cinema, sendo considerada por muitos a maior realização de Alfred Hitchcock, que com este filme criou o "zoom out", técnica que faz com que o espectador sinta a vertigem que o protagonista tem.
A sinopse: Em San Francisco, Scottie, um ex-detetive (James Stewart) com sentimento de culpa, perturbado pelo passado e com acrofobia (medo de alturas), mesmo aposentado, é contratado para vigiar a esposa, Madeleine (Kim Novak), de um amigo (Tom Helmore) com tendências suicidas. Após resgatá-la de uma queda na baía, ele fica obcecado pela bela e atormentada mulher. Mas, tudo fica mais complicado quando a situação se mostra infinitamente mais complexa do que parecia ser à primeira vista.
O crítico Leonard Maltin saudou "Um Corpo Que Cai" como "um filme excepcional que demanda múltiplas interpretações". 
Curiosidade: em Portugal, o título do filme é "A Mulher Que Viveu Duas Vezes".

Glauber Rocha filmou seqüência de "Deus e o Diabo na Terra do Sol" em Feira de Santana

A sinopse de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, 1964: O cangaceiro Manuel (Geraldo Del Rey) e sua mulher Rosa (Yoná Magalhães) são obrigados a viajar pelo sertão, após ele ter matado o patrão, Moraes (Milton Rosa). Em sua jornada, eles acabam cruzando com um Deus negro (Lídio Silva), um diabo loiro (Othon Bastos) e um temível homem (Maurício do Valle).
A propósito, no próximo dia 10 de julho, 53 anos do lançamento nacional de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", nos cinemas Caruso, Ópera e Bruni-Flamengo, no Rio de Janeiro.
No livro que contém o roteiro de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, Civilização Brasileira, 1965, a constatação de sequência realizada em Feira de Santana, que foi locação do mais importante filme realizado no Brasil em todos os tempos.
Sequência 8 EXTERIOR. DIA. FEIRA DE GADO EM FEIRA DE SANTANA (na segunda-feira)
30. PG Fixo
Movimento da rua que leva à Feira do Gado; Manuel e outros vaqueiros cruzam a rua a trote; vaivém de vaqueiros, bois, cabras, tangerinos. Ruídos naturais.
31. PG Panorâmica
Feira do Gado. Movimento de bois e vacas. Muitos vaqueiros. Manuel entra, em companhia de outros, e vem se misturando na feira. Ruídos naturais; mugidos; ainda sons de violão dispersos; Manuel avança.
32. Panorâmica
Manuel entra pelos currais de gado; aproxima-se de um lugar onde estão os patrões, na compra e venda de bois; Manuel pára o cavalo. Um coronel conversa com outros; Manuel fala de cima do cavalo.
MANUEL: Bom-dia seu Moraes... Já trouxe as vacas... Mas morreu ainda quatro...
MORAES: Beberam no açude do norte?
MANUEL: Sim, sinhô. Era onde tinha água. Foi mordida de cobra... Trouxe doze vacas, queria fazer partilha prá acertá as contas...
MORAES: Num tem conta prá acertar... As vacas que morreram foram as suas...
33. PM
Manuel. Tempo. Ouve últimas palavras de Moraes. O mugido mais intenso das vacas; as vozes dispersas dos compradores e coronéis; Manuel desce do cavalo e vai até o coronel Moraes. Caminha lento e fala humilde; a câmara enquadra Moraes.
MANUEL: Mas, seu Moraes, as vacas tinha era o ferro do sinhô... Num pode ser logo as minhas que sou um home pobre... Foi azar é verdade; as cobras mordeu as reses do sinhô...
MORAES: Isso foi descuido seu, preguiça... Fica dormindo o dia inteiro e não olha o gado direito... Tá acabado e num quero conversa, que a lei tá comigo...
34. PM
Manuel ouve as últimas palavras do Moraes, como uma chicotada. Vira-se em PP. Ao fundo, Moraes continua conversando com os amigos; Manuel se contém um pouco e vira-se; aproimando-se até mais junto de Moraes.
35. PM
Manuel aproxima-se e fala:
MANUEL: Dá licença outra vez, seu moraes... Mas que lei é essa?
MORAES (fora de campo): Quer discutir?
MANUEL: Não... Só tou querendo saber que lei é essa que num favorece meu direito...
MORAES (f/c): Quer discutir comigo? Já disse, tá dito... Você não tem direiro a vaca nenhuma...
MANUEL: Mas, seu Moraes, o sinhô num pode tirar o meu...
36. PM
MORAES: Tá me chamando de ladrão?
MANUEL (f/c): Quem tá falando é o sinhô...
Moraes subitamente se irrita e pega um rebenque. Vem até PP maior e grita:
MORAES: Pra você aprender, ordinário, filho da puta...
E bate violentamente com o rebenque, quatro vêzes.
37. PM
Manuel, como uma pedra, o rosto riscado de sangue, olhos fixos em Moraes.
38. PM
Moraes com o rebenque
MORAES: Ainda discute comigo?
Manuel, com o rosto riscado de sangue; corte no quadro; a mão de Manuel suspende um facão; corte, o facão; corte, Moraes; corte, o facão em crescendo maior, e um GRITO!


Salmos 109

Porção da Palavra de Deus, tão necessária nesses tempos finais:
Davi pede a Deus o castigo dos ímpios e que o livre de suas aflições
1 O Deus do meu louvor, não te cales,
2 Pois a boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim. Têm falado contra mim com uma língua mentirosa.
3 Eles me cercaram com palavras odiosas, e pelejaram contra mim sem causa.
4 Em recompensa do meu amor são meus adversários; mas eu faço oração.
5 E me deram mal pelo bem, e ódio pelo meu amor.
6 Põe sobre ele um ímpio, e Satanás esteja à sua direita.
7 Quando for julgado, saia condenado; e a sua oraçäo se lhe torne em pecado.
8 Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício.
9 Sejam órfãos os seus filhos, e viúva sua mulher.
10 Sejam vagabundos e pedintes os seus filhos, e busquem pão fora dos seus lugares desolados.
11 Lance o credor mäo de tudo quanto tenha, e despojem os estranhos o seu trabalho.
12 Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem favoreça os seus órfãos.
13 Desapareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na seguinte geraçäo.
14 Esteja na memória do SENHOR a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.
15 Antes estejam sempre perante o SENHOR, para que faça desaparecer a sua memória da terra.
16 Porquanto não se lembrou de fazer misericórdia; antes perseguiu ao homem aflito e ao necessitado, para que pudesse até matar o quebrantado de coração.
17 Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha, e assim como não desejou a bênção, ela se afaste dele.
18 Assim como se vestiu de maldição, como sua roupa, assim penetre ela nas suas entranhas, como água, e em seus ossos como azeite.
19 Seja para ele como a roupa que o cobre, e como cinto que o cinja sempre.
20 Seja este o galardão dos meus contrários, da parte do SENHOR, e dos que falam mal contra a minha alma.
21 Mas tu, ó DEUS o Senhor, trata comigo por amor do teu nome, porque a tua misericórdia é boa, livra-me,
22 Pois estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim.
23 Vou-me como a sombra que declina; sou sacudido como o gafanhoto.
24 De jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos, e a minha carne emagrece.
25 E ainda lhes sou opróbrio; quando me contemplam, movem as cabeças.
26 Ajuda-me, ó SENHOR meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia.
27 Para que saibam que esta é a tua mão, e que tu, SENHOR, o fizeste.
28 Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; quando se levantarem fiquem confundidos; e alegre-se o teu servo.
29 Vistam-se os meus adversários de vergonha, e cubram-se com a sua própria confusão como com uma capa.
30 Louvarei grandemente ao SENHOR com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão.
31 Pois se porá à direita do pobre, para o livrar dos que condenam a sua alma.