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sexta-feira, 3 de julho de 2015

"Dilma é hostilizada por dois brasileiros na Universidade Stanford"


Por Reinaldo Azevedo

Assista ao vídeo
Uma falha na segurança permitiu que dois brasileiros - um deles é Igor Gilly - se aproximasse da comitiva da presidente Dilma Rousseff nos corredores da Universidade Stanford, na Califórnia. A presidente estava ao lado de Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos EUA quando se ouve a primeira manifestação. Transcrevo as falas do vídeo:
Primeira voz - Cadê o dinheiro da Petrobras, Dilma?
Gilly - Terrorista! Vai cair, hein!?
Primeira voz - Vai cair!
Gilly - Vai cair!
Primeira voz - Fala do Foro de São Paulo, Dilma!
Gilly - Terrorista que rouba a população tem mais é de ser morto!
Primeira voz - Cadê o dinheiro da Petrobras?
Gilly - Cadê o dinheiro da Petrobras? Seus comunistas de m…, seus pilantras, petistas vagabundos! Enquanto a população está passando fome, vocês, aí, estão viajando com o nosso dinheiro, seus m…! Seus b…! Comunistas! Assassina!
Jaques Wagner, ministro da Defesa, tenta responder: "Diga: tá com muito dinheiro do papai no bolso?"
E Gilly contra-ataca: "Não, porque eu não sou petista como você. Dilma assassina! Sua comunista de m…! Aí, ó, pessoal, isso aí é a comitiva do PT, desse bando de ladrão"…
Segurança brasileiro - [tentando afastar Gilly]. Com licença, com licença.
Gilly -  Não, vocês não vão [incompreensível] aqui nada, não, véio.
Segurança brasileiro - Com licença, com licença.
Gilly - Dá licença, você!
Segurança americana - I’m sorry. You’re gonna have to go.
Thank you! Thank you very much!
Gilly - Ó, ó o pessoal querendo me expulsar aqui.
Segurança americana - Thank you! Thank you very much!
Gilly (afastando-se) - Comitiva de bando de ladrão! Bando de ladrão!
Segurança americana - We’re asking you to leave; so you need to go.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Bastidores de "Homem-Formiga", que chega dia 16 nos cinemas

Confira acima o featurette de "Homem-Formiga" (Ant-Man), de Peyton Reed, dos Estúdios Marvel. O filme chega aos cinemas brasileiros, inclusive no Orient Cinemas Boulevard, em Feira de Santana, no próximo dia 16.

SINOPSE
A próxima evolução do Universo Cinemático Marvel traz um fundador dos Vingadores para a telona pela primeira vez com "Homem-Formiga". Armado com a surpreendente habilidade de encolher em tamanho, mas aumentar sua força, o ladrão mestre Scott Lang deve aceitar seu herói interior e ajudar seu mentor, o Dr. Hank Pym, a proteger o segredo por trás de seu especular traje de Homem-Formiga de uma nova geração de grandes ameaças. Enfrentando obstáculos que parecem ser insuperáveis, Pym e Lang precisam planejar e levar a cabo um roubo que salvará o mundo.  
"Homem-Formiga" é estrelado por Paul Rudd como Scott Lang, apelido Homem-Formiga; Evangeline Lilly como Hope Van Dyne, Corey Stoll como Darren Cross, apelido Jaqueta Amarela; Bobby Cannavale como Paxton; Michael Peña como Luis; Judy Greer como Maggie; Tip "Ti" Harris como Dave; David Dastmalchian como Kurt; Wood Harris como Gale; Jordi Mollà como Castillo; e Michael Douglas como Hank Pym. O filme da Marvel é uma aventura com muita tensão.
Site da internet e celular: http://www.marvelbrasil.com
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(Com informações de Gláucia Zachariadhes, Atendimento Disney, de Selma Santos Produções e Eventos)

"MAIORIDADE PENAL- Presidente da OAB e parlamentares de esquerda se unem contra a esmagadora maioria da população, contra a Constituição, contra o Regimento da Câmara e contra a jurisprudência do Supremo. Dizer o quê? Vão estudar!"


Por Reinaldo Azevedo
Vamos lá. Vamos botar alguns pingos nos is. O governo, as esquerdas e a Ordem dos Advogados do Brasil resolveram se unir contra a esmagadora maioria da sociedade brasileira na presunção de que esta não sabe nada, é estúpida e precisa ser tutelada. E também se juntaram contra a Constituição, o Regimento Interno da Câmara e a jurisprudência do STF. Marcus Vinicius Furtado Coelho, presidente da OAB, afirmou que a entidade vai recorrer ao Supremo com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade caso a proposta de redução da maioridade penal para alguns crimes seja realmente rebaixada de 18 para 16 anos. Endossando argumento exótico de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, afirma que a maioridade aos 18 é uma cláusula pétrea.
É uma afirmação realmente impressionante. O leitor tem de saber que uma "cláusula pétrea" - dispositivo constitucional  que não será objeto de deliberação nem por emenda - não é uma questão subjetiva, de opinião. Não se trata de mera impressão. Fosse assim, cada nova composição do Supremo diria o que pode e o que não pode ser alterado. A própria Carta diz o que é intocável no país. Está no Parágrafo 4º do Artigo 60. Reproduzo para vocês.
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I – a forma federativa de Estado;
II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
III – a separação dos Poderes;
IV – os direitos e garantias individuais.
Muito bem! Como a maioridade penal não atenta contra a federação, não muda a natureza do voto, não ameaça a separação entre os Poderes, só poderia ser cláusula pétrea se estivesse no Artigo 5º da Constituição, justamente o dos direitos e garantias individuais. E não está. A maioridade está no Artigo 228. E, por óbvio, não é cláusula pétrea.
É um acinte à inteligência a argumentação do presidente da OAB. Eu realmente espero que a proposta seja aprovada só para que o Supremo tenha a chance de se pronunciar a respeito.
Suposta manobra de Cunha
O mesmo Artigo 60 tem um Parágrafo 5º que estabelece o seguinte:
"§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa."
O que é "sessão legislativa"? É o período de funcionamento do Congresso no ano. Logo, segundo o que vai acima, aquele texto da maioridade rejeitado na terça só pode ser apresentado a partir de novo no ano que vem. OCORRE QUE O TEXTO APROVADO NA QUINTA NÃO É O DE TERÇA, PARA COMEÇO DE CONVERSA. MAS ESSE NÃO É O ARGUMENTO PRINCIPAL.
Os IncisoS II e V do Artigo 191 do Regimento Interno da Câmara são arreganhados na sua clareza. Diz o II: "O substitutivo de Comissão tem preferência na votação sobre o projeto". Estabelece o V: "Na hipótese de rejeição do substitutivo, ou na votação de projeto sem substitutivo, a proposição inicial será votada por último, depois das emendas que lhe tenham sido apresentadas".
Vamos aos fatos. Na terça, o texto que não conseguiu os 308 votos necessários era justamente o substitutivo da comissão especial. Não era o texto original. E, por isso, foi votado antes. Se tivesse sido aprovado, o texto original estava prejudicado. Como o substitutivo não passou, o Artigo V obriga o presidente da Câmara a votar o texto original, com as emendas que forem apresentadas. E foi o que fez Cunha. A PEC aprovada na madrugada de quinta excluiu das causas de redução da maioridade tráfico de drogas, roubo qualificado e lesão corporal grave - que constavam no substitutivo de terça.
Marco Aurélio Mello
O ministro Marco Aurélio Mello resolveu ontem se pronunciar a respeito, fora dos autos, em nome da lei, o que é um comportamento um pouco contraditório, não? Afirmou que a votação foi inconstitucional, a exemplo do que dizem o governo e as esquerdas.
Pois é… Em 1996, ele foi relator de um mandado de segurança sobre reforma da previdência em circunstância idêntica, deu a mesma opinião e foi derrotado. O tribunal entendeu que, nas circunstâncias obviamente estabelecidas no Regimento Interno da Câmara, o procedimento é constitucional. Transcrevo, a propósito, trecho do voto do então ministro Sepúlveda Pertence:
"Nem é razoável, com todas as vênias (…) espiolhar coincidências de conteúdo entre o substitutivo rejeitado, seja com a proposta original, seja com a emenda aglutinativa. A admissão dessa linha de raciocínio, a pretexto de dar aplicação ao art. 60, § 5º ou ao art. 67 da Constituição, levaria à total inviabilidade do processo legislativo, sempre que se tratasse de proposições complexas. Basta pensar na elaboração de um Código: é óbvio que sempre haveria, no substitutivo acaso preferencialmente rejeitado, numerosas coincidências com o projeto inicial".
Assim, nas palavras de Pertence, é claro que há coincidências de conteúdo entre o substitutivo que não foi aprovado e o texto original que resultou na emenda aglutinativa aprovada.
Então ficamos assim:
1 - maioridade penal não é cláusula pétrea. A argumentação é ridícula;
2 - como demonstram a Constituição, o Regimento Interno da Câmara e a jurisprudência do Supremo, Cunha agiu rigorosamente dentro das regras.
Os inconformados com o resultado poderiam tentar conquistar votos. Fazer firula na imprensa, para jornalistas que não se ocupam de ler a Constituição, o Regimento Interno da Câmara e a jurisprudência do Supremo é fácil. O link dos três está lá no meu blog.
Sim, eu sou favorável à redução. É uma opinião. Mas opinião é como orelha, grande ou pequena. Todo mundo tem. O que afirmo aqui sobre a constitucionalidade e a legalidade da decisão de Cunha não é uma opinião. É apenas um fato ancorado na Constituição, no Regimento Interno e na Jurisprudência.
Aqui se faz jornalismo para gente direita, que não mente sobre leis nem omite dos leitores os fatos.

Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Morre professor Agnado Marques


Aconteceu no dia da Independência da Bahia.
Já aposentado, Agnaldo Marques formou no grupo dos primeiros professores do Ginásio Municipal concebido pelo ex-prefeito Francisco Pinto em 1963.
Mestre querido que tinha o respeito e o carinho dos alunos, seu nome batizou a biblioteca idelizada pelo grêmio do ginásio, no tempo  dos gremistas Fidelmário Barberino, Jaime Pinheiro, Celso Pereira, Adilson Simas  e outros.
Poeta, foi membro da extinta Associação Cultural Filinto Bastos que editava a revista "Sertão".
Atualmente integrava a Academia de Letras e Artes  e o Instituto Histórico e Geográfico de Feira.
Agnaldo também se destacou como atleta, participando de grandes maratonas.
Foi um dos grandes professores de Português da minha geração.
Fonte: "Blog Por Simas"

Charge de Sponholz

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Tuna Espinheira e o "Viva o 2 de Julho"

Em 1998, o cineasta Tuna Espinheira realizou o documentário "Viva o 2 de Julho", duração de 14 minutos, formato em 35mm.
Trata-se de um filme com enfoque histórico antropológico sobre a Independência da Bahia. 
Tem Yara Maria Espinheira como assistente de direção e Othon Bastos como narrador.


"Terminator Genisys" Seoul Premiere - Korea

Seoul Premiere - 2nd July 2015
 
Cast and filmmakers attend the Seoul Premiere of Terminator Genisys in Seoul, Korea.
Enviado por Image.net

Aniversário de Mabel

Nesta quinta-feira, 2, data de aniversário de Mabel Claudino, que comemora ao lado do marido Thomas Oliveira (o casal na foto).

Maria Quitéria sem Feira de Santana

Na "Revista da História da Biblioteca Nacional", edição especial nº 100, de janeiro de 2014, o artigo "Moça independente", que segue abaixo

Moça independente

Insubordinada desde nova, Maria Quitéria se vestiu com o uniforme do cunhado para lutar pela independência na Bahia

Por Ronaldo Pelli


Maria Quitéria retratada na pintura de Domenico Failutti (1872-1923) Fundação Biblioteca Nacional

"Maria de Jesus é iletrada, mas viva. Tem a inteligência clara e a percepção aguda. Penso que, se a educassem, viria a ser uma personalidade notável. Nada se nota de masculino nos seus modos, antes os possuía gentis e amáveis. (...) Nada notei de peculiar no seu procedimento à mesa, (...) e que fume um cigarro após cada refeição. No mais, muito moderada". Assim a escritora inglesa Maria Graham, tutora das filhas de D. Pedro I, descreveu uma das maiores heroínas do Brasil. Uma mulher que já foi chamada várias vezes de Joana D'Arc brasileira. Uma guerreira que lutou pela independência e se transformou em nome de ruas no Brasil inteiro: Maria Quitéria.
A declaração da Maria inglesa sobre a sua xará, nascida em 27 de julho de 1792 em um sítio em Cachoeira, na Bahia, aconteceu já depois de a Maria baiana ficar famosa. Filha de Quitéria Maria de Jesus e Gonçalo Alves de Almeida, a menina ficou órfã de mãe aos 9 anos. O pai se casou mais duas vezes, e a segunda madrasta deixava claro que não gostava do jeito “independente” da menina. Era bonita, sabia montar, caçar, manejar armas de fogo e, petulância, dançava lundus com os escravos. Não podia.
Essa semente de liberdade brotou em setembro de 1822. No dia 6, um mensageiro do Conselho Interino do Governo da Província foi à fazenda de Gonçalo para pedir voluntários da causa da independência. O pai de Maria Quitéria lamentou não ter filhos homens na idade de lutar, mas Maria Quitéria se ofereceu. O pai a censurou: as mulheres são feitas para fiar, tecer, bordar. Não Maria Quitéria.
Fugiu de casa, pegou a farda do cunhado e se apresentou como soldado Medeiros no Regimento de Artilharia. Semanas depois, foi descoberta, porque o pai a estava procurando. Transferida, então, para o outro batalhão, seu uniforme agora era personalizado: tinha um saiote.                                         
Já em fevereiro de 1823, mostrou bravura. No confronto em Itapuã, invadiu a trincheira inimiga e fez vários prisioneiros. Em abril, na barra do Paraguaçu, avançou mar adentro junto com outras mulheres, com a água na altura dos seios, e impediu o desembarque de uma tropa portuguesa. Em 2 de julho, o Exército Libertador entrou em Salvador, aclamado. Houve homenagens aos comandantes e a Maria Quitéria de Jesus.
Por conta de sua atuação, foi recebida pelo imperador Pedro I - quando se encontrou com Maria Graham - ganhando a insígnia imperial da Ordem do Cruzeiro. Até morrer, em 1853, pobre e quase cega, recebeu um soldo de alferes. Além das homenagens, Pedro I ainda tentou ajudá-la nos assuntos domésticos. Enviou uma carta ao seu pai, Gonçalo de Almeida, pedindo que ele a perdoasse. Não é fácil, mesmo, ter uma filha guerreira em casa.
SAIBA MAIS:
SCHUMAHER, Schuma & BRAZIL, Érico Vital (orgs.). Dicionário Mulheres do Brasil - de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.
SOUZA, Bernardino José de. Heroínas baianas. Lisboa: Paralelo Editora, 1972.
VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
NOTA DO BLOG DEMAIS
O autor diz: "em um sítio em Cachoeira". Podia informar mais que Maria Quitéria nasceu no sítio do Licurizeiro, propriedade no Arraial de São José das Itapororocas, na comarca de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira, atual município de Feira de Santana, Bahia.

2 de Julho: Maria Quitéria

Maria Quitéria de Jesus (Feira de Santana, 27 de julho de 1792 - Salvador, 21 de agosto de 1853) foi heroína da Guerra da Independência. A imagem a óleo de Maria Quitéria (Foto: Reprodução), 1,55 x 2,535, obra do italiano Domenico Failutti (1873-1923), foi presenteada pela Câmara Municipal de Cachoeira e integra o acervo do Museu do Ipiranga, em São Paulo-SP, por Decreto da Presidência da República, de 28 de junho de 1996. 
No Gabinete do Prefeito no paço com seu nome, uma réplica do quadro. Maria Quitéria foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. A sua imagem encontra-seem todos os quarteis e repartições da Arma, por determinação ministerial, bem como reproduzida em livros de História do Brasil.
Em sua terra tem seu nome em distrito, no Paço Municipal, em uma das principais avenidas, em Colégio Estadual, em monumento, em comenda da Câmara Municipal.
Na revista "Veja", edição de 25 de dezembro de 2011, uma matéria especial sobre História, "50 grandes brasileiros e seu legado", que insere a feirense Maria Quitéria entre os personagens "que ajudaram a construir o Brasil e que ainda inspiram as gerações atuais na tarefa de antecipar o futuro".
Maria Quitéria (1792-1835)
Nascida em São José das Itapororocas, na Bahia, ficou orfã da mãe aos 9 anos e assumiu o comando da casa. Na juventude, montava, caçava, manejava armas de fogo e dançava lundus com os escravos. Em 1822, vestida com a farda do tio, alistou-se nas tropas que lutavam pela causa da independência do Brasil. Adotou o nome do cunhado, soldado Medeiros, e ingressou no Regimento de Artilharia. Mais tarde, foi transferida para o Batalhão dos Periquitos. No combate de Pituba, em fevereiro de 1823, destacou-se por ter feito prisioneiros. Depois da entrada no Exército Libertador, em Salvador, foi condecorada no Rio de Janeiro com a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro pelo imperador dom Pedro I. Retornou à fazenda Serra da Agulha, onde foi aclamada como heroína pela família e pela população local. Casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito e teve uma única filha, Luísa da Conceição. Morreu em Salvador, onde vivia de seu soldo de alferes, já quase cega. (Verbete escrito pela historiadora Mary Del Priore)
Como pioneira no desafio ao preconceito de gênero, ficaria impressionada com a participação das mulheres em todas as esferas da vida profissional.
*
1. Além de Maria Quitéria, apenas outra personagem mulher, a princesa Isabel.
2. Além de Maria Quitéria, mais quatro baianos entre os 50: Frei Vicente do Salvador, Luís Gama, Rui Barbosa e Anísio Teixeira.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Filmes em Exibição no Orient Cinemas Boulevard

Período de 2 a 8 de julho
LANÇAMENTO MUNDIAL

O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS (Terminator Genesys), de Mc G. Com Arnold Scharzenneger, Jason Clarke, Emilia Clarke e J. K. Simmons. Ação e ficção-científica. Quando John Connor, líder da resistência humana, envia o sargento Kyle Reese de volta para 1984 para proteger Sarah Connor e salvar o futuro, uma mudança inesperada nos acontecimentos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o sargento Reese se encontra em uma nova e desconhecida versão do passado, onde ele encontra aliados improváveis, incluindo o Guardião, novos e perigosos inimigos e uma missão nova e inesperada: redefinir o futuro. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 125 minutos. Horários: 13h10, 15h40, 18h20 e 21 horas. Sala 4 (261 lugares).
LANÇAMENTO NACIONAL
MEU PASSADO ME CONDENA 2, de Julia Rezende, 2015. Com Fábio Porchat e Miá Mello. Comédia. Fábio e Miá estão na rotina do casamento e têm que lidar com suas diferenças, que não são poucas. Ele trabalha com seu pai num bufê infantil e pode acordar tarde todos os dias. Mas não aguenta mais as reclamações dela, que é jornalista e dá o maior duro. Depois que recebe uma ligação de seu avô, que mora em Portugal, contando que acabou de ficar viúvo, ele apela para o emocional e convence a mulher a ir com ele para o funeral. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 115 minutos. Horários: 13h50, 16h20, 18h50 e 21h20. Sala 1 (240 lugares).
CONTINUAÇÕES
JURASSIC WORLD: O MUNDO DOS DINOSSAUROS (Jurassic World), de Colin Trevorrow, 2015. Com Chris Pratt, Judy Geer e Bryce Dallas Howard. Aventura. Na Ilha Nublar, um parque temático real de dinossauros aquáticos é completamente seguro, até que algo errado ocorre. Velociraptores e o tiranossauro rex são usados para ajudar a combater a nova ameaça, uma nova espécie de dinossauro que se mostra muito mais inteligente do que se pensava inicialmente. Em quarta semana. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 124 anos. Horários: 13h20, 15h50, 18h30 e 21h20. Sala 2 (158 lugares).
DIVERTIDA MENTE (Inside Out), de Pete Docter, 2015. Animação. Baseado no centro de controle que se localiza dentro da mente de Riley, uma garota de 11 anos, abriga cinco Emoções que trabalham arduamente, lideradas pela otimista Alegria, cuja missão é garantir que Riley esteja sempre feliz. O Medo cuida da segurança, o Raiva garante que sempre haja justiça e a Nojinho evita que Riley seja envenenada - física e socialmente. A Tristeza não tem muita certeza sobre que é o seu papel, e sinceramente, ninguém tem. Em terceira semana. Cópia dublada. Duração: 94 minutos. Classificação: Livre. Horários: 13 e 15 horas, 17h10 e 19h20. Sala 3 (165 lugares).
TERREMOTO: A FALHA DE SAN ANDREAS (San Andreas), de Brad Peyton, 2015. Com Dwayne Johnson e Alexandra Daddario. Ação e suspense. Depois que a  Falha de San Andreas cede, provocando um terremoto de magnitude 9 na Califórnia, Ray, um piloto de helicóptero de resgate, e sua ex-esposa precisam percorrer todo o estado na esperança de resgatar sua filha. Em sexta semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 10 anos. Duração: 114 minutos. Horário: 21h30. Sala 3 (165 lugares).
ENDEREÇO E TELEFONES
Orient Cinemas Boulevard - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.
(Com informações do Departamento de Marketing de Orient Cinemas)

"Mulher criada por homossexuais pede que governo proteja verdadeiro matrimônio"



Uma mulher canadense que foi criada em família homossexual se dedica a auxiliar outras pessoas que atravessam a mesma situação e a pedir aos governos do mundo que protejam o matrimônio entre homem e mulher.
Segundo informa ForumLibertas.ogr, Dawn Stefanowicz (Foto) vive em Ontario, Canadá, com seu marido de toda a vida e seus dois filhos, aos que educou em casa. Atualmente prepara sua autobiografia e desenvolve um ministério especial desde o site na Internet (em inglês) http:/www.dawnstefanowicz.com/
Brinda ajuda a outras pessoas que como ela cresceram a cargo de um pai homossexual e foram expostas a este estilo de vida.
Stefanowicz explica no site "como em sua infância esteve exposta a intercâmbios de parelhas gays, jogos nudistas e falta de afirmação em sua feminindade, como lhe feriu o estilo de vida em que cresceu, e oferece ajuda, conselho e informação para outras pessoas que cresceram feridas em torno da 'família' gay, um estilo de 'família' que ela não deseja a ninguém e que crê que as leis não deveriam apoiar".
Seu testemunho:
Em seu relato, Stefanowicz explica que devido a uma enfermidade grave de sua mãe teve de ficar ao cuidado de seu pai homossexual quando ainda era uma criança. "Estive exposta um alto risco de enfermidades de transmissão sexual devido ao abuso sexual, aos comportamentos de alto risco de meu pai e a numerosas parelhas", relata.
"Incluso quando meu pai estava no que pareciam relações monogâmicas, continuava fazendo 'cruising' buscando sexo anônimo. Cheguei a me preocupar profundamente, a amar e entender com compaixão meu pai. Compartilhava comigo o que lamentava da vida. Infelizmente, quando criança uns adultos abusaram sexual e fisicamente dele. Devido a isto, vivei com depressão, problemas de controle, estalidos de raiva, tendências suicidas e compulsão sexual. Tentava satisfazes sua necessidade pelo afeto de seu pai, por sua afirmação e atenção, com relações promíscuas e transitórias. As (ex) parelhas de meu pai, com os que tratei e cheguei a apreciar com sentimentos profundos, viram suas vidas drasticamente encurtadas pela Aids e pelo suicídio. Tristemente, meu pai morreu de Aids em 1991", recorda.
Segundo Stefanowicz, as "experiências pessoais, profissionais e sociais com meu pai não me ensinaram o respeito pela moralidade, pela autoridade, pelo matrimônio e pelo amor paterno. Me sentia temerosamente silenciada porque meu pai não me permitia falar dele, seus companheiros de casa, seu estilo de vida e seus encontros nessa subcultura. Enquanto vivi em casa, tive que viver segundo suas regras".
"Sim, amava meu pai. Mas me sentia abandonada e desprezada porque meu pai me deixava sozinha para ficar vários dias com seus parceiros. Suas parelhas realmente não se interessavam por mim. Fui machucada por maltrato doméstico homossexual, as tentativas sexuais com menores e a perdida de parelhas sexuais como se as pessoas fossem só coisas para se usar. Busquei consolo, busquei o amor de meu pai em diversos namorados a partir dos 12 anos", sustenta.
Stefanowicz recorda que "desde cedo, me expôs a conversas sexualmente explícitas, estilos de vida hedonistas, subculturas GLBT e lugares de férias gay. O sexo me parecia gratuito quando crianças. Me expus a manifestações de sexualidade de todo tipo inclusive sexo em casas de banho, travestismo, sodomia, pornografia, nudismo gay, lesbianismo, bissexualidade, voyeurismo e exibicionismo. Se aludi ao sadomasoquismo e se mostravam alguns aspectos. As drogas e o álcool contribuíam a baixar as inibições nas relações de meu pai".
"Meu pai apreciava o vestir unisex, os aspectos de gênero neutro, e o intercâmbio de roupas quando tive oito anos. Eu não via o valor das diferenças biologicamente complementárias entre homem e mulher. Nem pensava acerca do matrimônio. Fiz votos de não ter nunca filhos, porque não cresci em um ambiente seguro, sacrificial, centrado nas crianças", assinala.
As consequências:
"Mais de duas décadas de exposição direta a estas experiências estressantes me causaram insegurança, depressão, pensamentos suicidas, medo, ansiedade, baixa autoestima, insônia e confusão sexual. Minha consciência e minha inocência foram seriamente danificadas. Fui testemunha de que todos os outros membros da família também sofriam", sustenta Stefanowicz.
Ela assegura que só depois de ter tomado as decisões mais importantes de sua vida, começou a dar-se conta de como a tinha afetado crescer neste ambiente.
"Minha cura implicou em mirar de frente a realidade, aceitar as consequências a longo prazo e oferecer perdão. Podem imaginar ser forçados a aceitar relações instáveis e práticas sexuais diversas desde muito pequena e como afetou meu desenvolvimento? Infelizmente, até que meu pai, suas parelhas sexuais e minha mãe morreram, não pude falar publicamente de minhas experiências", explica.
"Afinal, as crianças serão as vítimas reais e os perdedores do matrimônio legal do mesmo sexo. Que esperança posso oferecer a crianças inocentes sem voz? Governos e juizes devem defender o matrimônio entre homem e mulher e excluir todos os outros, pelo bem de nossas crianças", conlui.
Fonte: http://www.agrandepescaria.com.br/

Dilma em um dígito

O momento era dado como certo.  O Ibope, um dos grandes institutos de pesquisa conferindo ao governo da presidente Dilma Rousseff apenas 9% de ótimo/bom e 68% de ruim/péssimo.
Em 29 anos, é o pior resultado colhido pelo instituto. Ela "ganha" - ou seja, perde - de José Sarney e Fernando Collor.
Não é qualquer um que realiza tal prodígio. Só 20% dizem confiar na presidente. Nada menos de 78% não confiam. É feia a coisa.


Trabalho acadêmico a partir da obra de Olney São Paulo



Licenciada em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), mestranda em Desenho, Cultura e Interatividade, Hosana Caroline Brandão Bastos está pesquisando para o trabalho "Como Nasce uma Cidade: Um Desenho de Feira de Santana", a partir da obra de Olney São Paulo. O trabalho está vinculado ao Mestrado de Desenho, Cultura e Interatividade da Uefs.
Pesquisadora do Grupo Artes do Corpo: Memória, Imagem e Imaginário da Universidade, ela também é especialista em Desenho, Registro e Memória Visual.
Na terça-feira, 30 de junho, ela esteve comigo para saber sobre a minha convivência com o cineasta. "Mais uma vez meu agradecimento, suas palavras ecoam até agora", considerou sobre a entrevista. 
Hosana Bastos saiu com exemplar autografado do livro "cinema demais ou era uma vez dezenas de filmes comentados e a situação do cinema em feira de Santana". 

Dilma rejeitada

Pesquisa realizada no Paraná mostra que a desaprovação do governo Dilma Rousseff soma 87,1%. A repulsa dos paranaenses à presidente é ainda maior que os 84,7% do governador Beto Richa. Somente 10,8% dos paranaenses aprovam o governo Dilma. E apenas 3% dos entrevistados avaliam que ela "está indo melhor" do que o esperado; para 82,1%, está pior. O levantamento é do Instituto Paraná Pesquisas.
Dilma é Dilma
Para 14,3% dos entrevistados, a administração Dilma é tão ruim quanto o primeiro governo. A margem de erro da pesquisa é de 2,5%.
Richa rivaliza
A mesma pesquisa avaliou também o governo de Beto Richa (PSDB), que só não é mais mal avaliado que Dilma, no Paraná.
Pesquisa
O instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.344 eleitores em 58 municípios do Estado do Paraná entre os dias 20 e 24 de junho.
Pior que no DF
A situação de Dilma no Paraná é pior que em Brasília, onde ela mora: há exatos 30 dias, pesquisa mostrou que 84% da população a rejeitam.
Fonte: Claudio Humberto


Centro Odonto-Médico Theódulo Bastos de Carvalho Júnior inaugurado


O Centro Odonto-Médico Theódulo Bastos de Carvalho Júnior foi inaugurado na noite de terça-feira, 30 de junho, com a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho e de rotarianos e familiares do homenageado.
Trata-se de mais uma importante ação - construção, execução e administração - do Rotary Club de Feira de Santana, o clube de serviço mais antigo da cidade, que está a caminho dos 74 anos.
Foi o último ato do presidente 2014-2015 Juracy Marques Dourado Filho.
O projeto arquitetônico é de Márcia Villar Soares, coordenado por Eliana Mattos de Amorim Bueno, ambas rotarianas. 
A construção foi iniciada na gestão 2010-2011 do presidente Orlando Moraes Alves, com a conclusão, equipamentos e mobiliário na gestão 2014-2015, que está se encerrando, do presidente Juracy Dourado Filho.
Para a execução da obra, recursos da Fundação Rotária, Fundação Jonathas Telles de Carvalho, Casa da Amizade, doadores do Título AMA e doações de rotarianos.

Charge de Sponholz

Parabéns, Marina


Nesta quarta-feira, 1º, dia de alegria e festa para minha primeira neta, Marina, que completa 12 anos.


Três filmes em últimas sessões

No Orient Cinemas Boulevard, últimas sessões de três filmes nesta quarta-feira, 1º:
DEIXA ROLAR (Playing It Cool), de Justin Reardon, 2014. Com Chris Evans e Michelle Monaghan. Drama. Um escritor que não acredita no amor. Para provar que ele está errado, seu chefe o desafia a escrever uma comédia romântica. Tudo vai bem até ele conhecer uma mulher que muda a sua forma de pensar. Em terceira e última semana. Cópia Legendada. Duração: 95 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Horário: 21h40. Sala 1.
TOMORROWLAND: UM LUGAR ONDE NADA É IMPOSSÍVEL  (Tomorrowland), de Brad Bird, 2015. Com George Clooney e Britt Robertson. Aventura de mistério. Ligados por um destino, Casey, uma adolescente otimista e vibrante com curiosidade científica, e Frank, um gênio desiludido, embarcam em uma missão repleta de perigos para desvendar os segredos de um local enigmático em algum lugar no tempo e no espaço conhecido como Tomorrowland. Em quarta e última semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 10 anos. Duração: 129 minutos. Horários: 13h10 e 18h50. Sala 3.
VINGADORES: ERA DE ULTRON (Avengers: Age of Ultron), de Joss Whedon, 2015. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson e Samuel L. Jackson. Ação e aventura. Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra: Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta da destruição pelas mãos do vilão Ultron. Em décima e última semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 12 anos. Duração: 150 minutos. Horários: 15h50 e 21h30. Sala 3.

terça-feira, 30 de junho de 2015

"Dilma volta a meter os pés pelas mãos e se refere à Lava Jato pela segunda vez, com aquela sua típica falta de jeito. Também ela vai estimular os vícios da Lava Janto, não as virtudes"

Por Reinaldo Azevedo
Sou do tipo que aprende com a experiência alheia. Costumo, sim, usá-las para orientar minhas escolhas. Já tomei uma decisão: não vou fazer a dieta Ravena, à qual aderiu a presidente Dilma. Por que não? Concluí que não faz bem. Como não sei se ela anda tomando algum remédio de receita retida, estou atribuindo certas falhas de raciocínio da mandatária ao regime alimentar a que está submetida. A silhueta está, de fato, mais esguia. No gênero, faz boa figura. Mas o efeito em sua retórica tem sido devastador. Nesta terça, ela decidiu evocar a Idade Média para se referir à Operação Lava Jato. Já explico por que ela disse isso. É mais um briefing mal lido.
Vamos ver. Na semana passada, no anúncio dos jogos indígenas, que vão acontecer no Tocantins entre fim de outubro e começo de novembro, decidiu cantar as glórias da mandioca, demonstrou que o homo sapiens veio à luz quando fez uma bola de folha de bananeira - ao lado da mulher sapiens - e nos convidou a saltar de uma janela em companhia do governador do Piauí, Wellington Dias.
Nesta segunda, deu outra mandiocada. Comparou os delatores da Operação Lava Jato a Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira, e afirmou que não respeita delatores, embora tenha sido o seu governo a propor a Lei 12.850, da delação premiada, que ela própria sancionou. No auge do delírio, usou-a como exemplo e deixou claro que não confessou nem sob tortura. Ou por outra: restou no ar a censura aos empreiteiros por não terem mentido.
Nesta terça, Dilma voltou a atacar a Lava Jato. Vejam que despropósito: no Brasil, a presidente não falou sobre a operação. Desandou a tratar do assunto nos EUA. Ainda que se possa afirmar que só o faz porque a imprensa exige, é evidente que ela tem saídas. A resposta óbvia: "Aqui nos EUA, trato das relações entre os dois países e da inserção do Brasil no mundo. Abordarei esses outros temas no nosso país". E pronto!
Mas aí é preciso ter o que se chama "experiência social". Dilma não é do ramo. Aliás, no que respeita às instituições e à solenidade dos respectivos cargos e funções da República, o Brasil mais tem parecido um boteco ou um bordel.
Com efeito, algumas prisões que estão em curso, supostamente ancoradas na teoria do domínio do fato, lembram o que se chama "responsabilização objetiva" - isto é: inculpar alguém simplesmente porque estava no comando de uma organização, sem nem mesmo a evidência de responsabilidade. No meio jurídico, em razão de minudências que não vêm ao caso, trata-se tal expediente como uma prática medieval - expressão a que recorreu dia desses o próprio Teori Zavascki, ministro do Supremo.
Nesta terça, referindo-se à operação, disse a presidente que "é preciso ter o maior respeito pelo direito de defesa" e "só se condenar quando se provar". E emendou: "Esse é o princípio básico da civilização ocidental. que nós compartilhamos". Até aí, bem. Para a presidente, a prática de fazer "ilações sem acesso dos acusados às peças acusatórias" é "um tanto quanto Idade Média".
É visível que ela não sabe direito do que está falando. Além da inconveniência de se referir pela segunda vez à Operação Lava Jato em solo estrangeiro, é evidente que Dilma passou a fazê-lo depois de pressionada por Lula e pelo PT. E essa pressão se tornou marcação cerrada depois que Ricardo Pessoa fez acordo de delação premiada. E, como se viu, ele não se preocupou se estava alvejando A ou B. Saiu disparando. E, como não poderia deixar de ser, o mais atingido é o próprio PT. Adivinhem por quê.
Se eu fosse um dos presos da Operação Lava Jato ou um dos enrolados no caso, estaria mais temeroso a partir de ontem. Dilma em defesa de uma causa costuma ser um desastre de grandes proporções. Pior: a sua popularidade está ao rés do chão. Ela faz uma escolha, e a população, o contrário. Ela vai para um lado, e a maioria dos brasileiros, para outro.
Há exageros e exorbitâncias óbvias na Lava Jato. Operadores independentes do direito e pessoas sem quaisquer vínculos com a área - eu, por exemplo - as têm apontado. É um dever! Quando, pressionada por Lula e pelo PT, que estão com medo, Dilma entra atropelando ou a lei, ou a lógica, ou a gramática, ou o bom senso - e, às vezes, tudo isso ao mesmo tempo -, mais alimenta, ela também, os vícios da Lava Jato do que lhe estimula as virtudes.
Ela e advogado Celso Antonio Bandeira de Mello seriam expulsos de uma loja de cristais pelos elefantes: "Não queremos seres desastrados aqui".
Presidente, calada, a senhora vinha sendo uma verdadeira poeta.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"