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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Médico do SUS

- Onde é que você estava? pergunta a mãe à filha de seis anos.
- No quarto, brincando de médico com o Joãozinho. Ele era o médico e eu a doente.
A mãe dá um grito e um salto da cadeira:
- De mééééédico?!
- Calma, mãe, era médico do SUS... Ele nem me atendeu!
Enviado por Sérgio Oliveira, de Charqueadas-RS

Aleluia lamenta Bahia não ter adotado Plano Estadual de Educação


O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) critica o fato de o Governo da Bahia não ter adotado o Plano Estadual de Educação (PEE), apesar de a medida ter se tornado obrigatória por lei federal. Os PEEs são considerados o principal conjunto de diretrizes para orientar políticas públicas educacionais.
"É lamentável que, mais uma vez, a Bahia perca espaço no contexto nacional, especialmente no Nordeste, ao desprezar a educação. Enquanto Pernambuco, nosso vizinho, já adotou o Plano Estadual de Educação, a Bahia marca passo", lamenta o parlamentar democrata.
Aleluia questiona o fato de Pernambuco avançar e a Bahia patinar. Para ele, a razão é que Pernambuco tem um governador ativo, que prioriza o seu Estado, enquanto o governador da Bahia, Jaques Wagner, continua muito mais preocupado em servir ao Palácio do Planalto do que dar condições aos jovens da Bahia de terem um futuro promissor.
Apenas 10 Estados já adotaram planos estaduais de educação (PEE), apesar de terem se tornado obrigatórios por lei federal. Levantamento do Observatório da Educação, mostra que 16 governos estaduais e o Distrito Federal não têm planos ou esperam que sejam aprovados pelo Legislativo.
"Infelizmente, a Bahia está incluída entre os Estados que viram as costas à educação", lamentou Aleluia.
A elaboração do instrumento, que contém planejamento de ações e metas para um período de dez anos, é exigência do Plano Nacional de Educação (PNE), lei federal que vai expirar no fim de 2010 com apenas um terço dos objetivos cumpridos. O Ministério da Educação (MEC) anunciou o lançamento do PNE 2011-2020 para esta semana, mas adiou a apresentação em cima da hora.
(Com informações de Geraldo Bittencourt, da Assessoria de Comunicação do deputado Aleluia)

Natal muda horário do comércio

O Sindicato do Comércio de Feira de Santana e o Sindicato dos Empregados do Comércio de Feira de Santana, em função dos festejos natalinos, estabelecem horário especial para o funcionamento do comércio feirense.
A autorização para abertura das lojas em horário especial não impede os estabelecimentos comerciais de pagarem horas extras, assim como o de qualquer outro adicional devido, conforme a legislação trabalhista ou acordo coletivo de trabalho.
A extensão do horário foi justificada pela grande demanda de vendas nesta época. O horário especial entrará em vigor neste domingo, 5, e o seu término está previsto para sexta-feira, 24. Confira à programação:
Domingo, 5, das 9 às 15 horas
Segunda-feira, 6, a sexta-feira, 10, até às 19 horas
Sábado, 11, até às 16 horas
Domingo, 12, das 9 às 15 horas
Segunda-feira, 13, a sexta-feira, 17, até às 21 horas
Sábado, 18, até às 16 horas
Domingo, 19, das 9 às 15 horas
Segunda-feira, 20, a quinta-feira, 23, até às 21 horas
Sexta-feira, 24, até às 18 horas.
(Com informações de Silvana Ferraz, da Assessoria de Comunicação CDL)

As Farc e o cerco aos traficantes cariocas

Por Graça Salgueiro

Eu havia prometido na última edição que hoje falaria das últimas medidas que o "grande líder democrático", Hugo Chávez, está tomando para implantar definitivamente um regime ditatorial castro-comunista na Venezuela mas um assunto mais grave e urgente surgiu no cenário nacional ao qual vou dar prioridade. Refiro-me à situação do Rio de Janeiro e da "caça" aos narcotraficantes encastelados nos morros e favelas daquela Cidade Maravilhosa.
Antes, porém, quero dar um aviso e fazer um agradecimento. O aviso é de que o Notalatina já dispõe de PayPal, e as doações por este meio já podem ser feitas clicando no botão ao lado direito. Não sei como esta coisa funciona - para doar ou receber - mas resolvi aceitar a sugestão que vários leitores me fizeram e aí está.
O agradecimento é ao leitor Maximiano Henrique, proprietário do blog "Fazendo o que é certo", pela indicação ao "Selo Sunshine Award" que, segundo ele, é "um prêmio que reconhece os melhores sites e blogs da Internet". Sinto-me honrada com a indicação, entretanto, gostaria de me eximir da responsabilidade de fazer 12 indicações, por dois motivos: o primeiro, por experiências muito desagradáveis em selos anteriores; e segundo, porque não quero impor a ninguém essa responsabilidade de fazer indicações que às vezes acabam se repetindo. Cito, entretanto, alguns sites e blogs que têm sempre meu respeito, admiração e me servem como fonte de consultas pela seriedade, apenas como referência para meus leitores. São eles (não está em ordem de preferência): Os blogs brasileiros "Julio Severo", "Vera Dextra", "ViVerdeNovo" e os sites "Mídia Sem Máscara" e "Papéis Avulsos", sem contar com os do Olavo de Carvalho, meu mestre a amigo. Os outros que recomendo pela excelência e seriedade do trabalho apresentado são todos sites colombianos: "Yo creo en Plazas", organizado pela família do Cel Plazas Vega, "Periodismo sin Fronteras", de propriedade do brilhante jornalista Ricardo Puentes Melo de quem tenho feito incontáveis traduções, "Conflicto colombiano", do meu dileto amigo e mestre, Cel Luis Alberto Villamarín Pulido e "La Hora de la Verdad", do magnífico Fernando Londoño.
Há quase oito anos o tema recorrente do Notalatina é os movimentos terroristas na América Latina, onde as Farc ocupam papel de destaque sempre, não só pelas suas ações criminosas mas porque estão intimamente ligadas às 50.000 mortes de brasileiros anualmente e por seus laços com o partido governante através do Foro de São Paulo. E apesar de sempre ter tido o cuidado de apresentar as provas do que denuncio, a repercussão sempre foi pífia, quando não o escárnio, o deboche, as ameaças nem sempre veladas e a célebre - mas ignorante - frase que "as Farc são problema da Colômbia". Hoje passo a demonstrar que as Farc são um problema nosso, sim.
Em fins de abril do ano passado Lula declarou à imprensa em Rio Branco (AC), que as Farc deveriam se transformar em partido político se quisessem chegar ao poder, citando como exemplo ele mesmo e o índio cocalero Evo Morales, seguindo ditames do Foro de São Paulo. Em maio deste ano, foi preso em Manaus um terrorista das Farc de cognome "Tatareto" que vivia no Brasil há mais de quatro anos e que, muito provavelmente, substituiu o "Negro Acacio", abatido em dezembro de 2008 e que era o elo desta organização narco-terrorista com "Fernandinho Beira-Mar". A Colômbia pediu a extradição de "Tatareto" que não só não foi concedida como o destino dele permanece no mais absoluto sigilo. Pesquisando no "Google", tudo que se encontra sobre este elemento é a notícia de sua detenção e o pedido de extradição, tudo datado de maio deste ano. De lá para cá, "Tatareto" permanece como a Conceição da música de Cauby Peixoto: "ninguém sabe, ninguém viu".
E então, quarta-feira passada eu recebo do amigo José Roldão um panfleto escrito em conjunto pelos bandos narco-traficantes do Rio (e terroristas também, sim!) CV (Comando Vermelho), ADA (Amigo dos Amigos) e TCP (este eu desconheço o significado), onde eles se auto-denominam "Partidos", conclamando a população habitante das favelas a pegar em armas contra os policiais que estão reprimindo o tráfico, e a atacar os "ricos". Transcrevo literalmente (com todos os erros gramaticais) o que diz o tal panfleto, para que vocês vejam a que grau de ousadia e certeza de impunidade chegaram esses comparsas das Farc (Ilustração):
"Foi decretada pela união dos partidos CV, ADA e TCP todos os partidos que tenha respeito e lealdade, força, humildade e amor no coração e muita dignidade a favor de todas as comunidades, por favor se unam a nós.
Foi decretado pela união dos partidos, que quando tiver repressão da polícia em qualquer favela fazendo covardia, derramando o sangue, todas as comunidades pegarão seus fuzis e atiraram em prédios, em carros importados e no que tem de mais rico e próximo a sua favela, saqueando empresas, lojas, mercados!
Foi decretado pela união dos partidos, que cada morador inocente pobre que a polícia matar, morrerá duas pessoas ricas.
Foi decretado pela união dos partidos, que cada integrante do partido que a polícia matar morrerá dois policiais e seus familiares, pela união das comunidades que se cansou da covardia dos policiais e do sistema, porque são eles que trazem as drogas e as armas, o empresário financia e a polícia facilita, ficam os políticos roubando bilhões, matando muita gente só com uma caneta, depois quer mandar quem trás as drogas e as armas para o partido vir aqui na comunidade e matar inocente pobre não dá lucro para a boca de fumo, quem compra todas drogas são as classes médias e os ricos.
Irmão, pode piar em qualquer favela olhando na bola dos olhos, mostrar que esse modo de agir é retrólogo, a revolução verbal é aterrorizadora, junta seus pedaços e vem pra arena, nosso irmão do PCC falou que o inimigo está de terno e gravata em nome da paz e a favor de todas as favelas, que é a hora da união, da revolução. Definitivamente, sem união não dá, então vamos todos juntos".
Os grifos são meus. Perceberam o velho marxismo da luta de classes escancarado no texto? Esse é o mesmo "argumento" que as Farc usam quando querem praticar algum atentado terrorista, mesmo que as vítimas sejam pobres camponeses sem eira nem beira ou mesmo pequenos agricultores. Agora, se o presidente do Brasil afirma que as Farc não são terroristas e que devem se tornar "partidos políticos" para chegar ao poder, por que os bandidos tupiniquins também não podem? Teriam o aval de Lula para tal empreendimento? Não duvido muito, até porque, no primeiro turno das eleições presidenciais a terrorista teve 65% dos votos válidos dos presidiários!
A população está esmagadoramente apoiando o cerco policial com ajuda dos militares da Marinha e Fuzileiros Navais mas me pergunto: quantas dessas pessoas sabem que são as Farc, com apoio do governo nacional, de políticos, empresários e até juízes, que proporcionam as armas e drogas para os traficantes desses bandos? Tenho certeza que a massa, o grosso da população brasileira não sabe nada disso porque, se soubesse, não teriam elegido a terrorista nem nenhum de seus camaradas.
Com a proibição da posse e porte de armas para as pessoas decentes, desarmou-se os brasileiros da legítima defesa enquanto os bandidos continuaram comprando armas das Farc. Também desarmou-os moral e intelectualmente quando se sonegou informações sobre o Foro de São Paulo e suas alianças com as Farc, essas que abastecem o mercado do tráfico e que hoje apavora os habitantes dos morros e favelas cariocas. Além disso, esta imprensa que hoje faz uma cobertura espetaculosa com fingido horror, é responsável pelas coisas terem chegado a esse termo, pois silenciaram cúmplices sobre o Foro de São Paulo e mantiveram o tráfico, eles mesmos e as classes artística e a dita "intelectual", se abastecendo desta droga que hoje dizem repudiar.
E, confesso, não sou nem um pouco otimista quanto a esta operação, pois os capos estão sendo preservados e vão continuar impunes acobertados por este governo amigo de terroristas. O que fizeram com "Tatareto"? Por onde anda - e como vive - Fernandinho Beira-Mar? E Marcola? E Elias Maluco? De que maneira estão sendo "tratados" estes amigos das Farc? Não se iludam com este fogo de palha. Lembro que o Plano Colômbia, protagonizado por Bill Clinton, teve como objetivo encoberto eliminar os narcos pequenos para fortalecer as Farc, resultado obtido com o maior sucesso. E aqui, quem são os protegidos que sairão deste embate fortalecidos? Fiquem com Deus e até a próxima!
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

Moral e crime

Por Ubiratan Iorio
Desencantado com os rumos do Brasil,não fiz nenhuma postagem durante todo este mês. Mas, para que novembro não passe em branco, vou escrever sobre os recentes episódios protagonizados pelas forças policiais, com apoio das forças armadas e aprovação praticamente unânime da população do Rio e do Brasil, em que os traficantes alojados na Vila Cruzeiro e no chamado Complexo do Alemão foram expulsos das tocas (algumas até com banheiras de hidromassagem) em que se escondiam e de onde aterrorizavam a população, não só a daquelas "comunidades", como a de todos os cidadãos cariocas.
A "turma dos direitos humanos", em virtude do apoio da população às operações policiais, meteu sua viola no saco e, para bem de todos, calou-se. De vergonha. Ou por saber ser inútil continuar a defender bandidos.
Não vou narrar os fatos, porque já são do conhecimento de todos. Vou apenas mencionar algo que julgo ser importante frisar e refrisar: a raíz de todos os males decorrentes do narcoterrorismo não está nas fronteiras por onde entram as armas, nem no lado da oferta do mercado de drogas, está no lado da demanda. Desde Carl Menger, os economistas austríacos já sabiam que o valor de um bem depende essencialmente da demanda por esse bem. Assim sendo, se ninguém consumisse drogas, o valor das mesmas seria zero. Não haveria, portanto, traficantes e nem narcoterrorismo.
Isso nos remete imediatamente à questão moral. O mundo está carecendo de valores morais sólidos, aqueles que nos eram passados de geração em geração e, mais do que carecendo, está se afastando deles a olhos vistos, pelas tentativas sistemáticas de desmoralizar - com a contribuição da mídia - a Igreja, a família e outras instituições que sempre zelaram (mesmo com os seus defeitos humanos) por esses valores.
Quem recebe boa formação moral dificilmente, mesmo morando em zona dominada por bandidos, seguirá o caminho do crime. Isto não depende de riqueza e nem de pobreza, mas de princípios sólidos que devem ser ensinados desde a mais tenra infância, em casa, na escola e na Igreja. Infelizmente, não vi até agora ninguém mencionar a importância desses elementos na recuperação das áreas que as forças de segurança tomaram: vejo falarem em "políticas públicas" (uma expressão mágica), mas não em fortalecimento da família, vejo falarem na construção de quadras esportivas (não tenho nada contra), mas não em uma educação de boa qualidade, vejo, ainda, falarem até na distribuição de preservativos em escolas públicas, mas não no ensino religioso.
Por isso, as cenas que mais me impressionaram nos recentes episódios foram a daquela mãe e a daquele pai que entregaram, levando-os pelas mãos e certamente com os seus corações partidos, os seus filhos - a quem certamente tentaram ensinar o que é certo e o que é errado, mas que foram cooptados pelos bandidos - para que os policiais os prendessem. Se os filhos não seguiram os conselhos dos pais, se preferiram o que o livre arbítrio tem de pior, agora terão que arcar com as consequencias.
Aquela mãe e aquele pai, apesar de perderem os seus filhos para o mundo do crime, são, moralmente, vencedores.
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

Hospital Geral Clériston Andrade realiza I Simpósio de Terapia Intensiva

Os médicos intensivistas do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) realizam, entre os dias 10 e 11 de dezembro, no Feira Palace Hotel, em Feira de Santana, o I Simpósio de Terapia Intensiva do HGCA. O objetivo do evento, segundo Wagner Ribeiro, médico intensivista da unidade, é interiorizar o acesso a temas relevantes em terapia intensiva, facilitando a divulgação e a prática de uma abordagem humana e atualizada ao doente crítico, orientada por protocolos.
"Teremos a satisfação e a honra de termos profissionais de Feira de Santana e de Salvador altamente qualificados na área de terapia intensiva, trazendo suas experiências nas diversas situações vivenciadas numa unidade de tratamento intensivo", pontuou Wagner Ribeiro.
O Clériston Andrade dispõe hoje de 18 leitos de UTI e 11 leitos de semi-intensiva, funcionando com lotação máxima todo o tempo, de acordo com os médicos intensivistas que trabalham nessas unidades, a Unidade de Terapia Intensiva desempenha um papel decisivo na chance de sobrevida de pacientes gravemente enfermos, sejam eles vítimas de trauma ou de qualquer outro tipo de ameaça vital.
"A assistência ao paciente crítico tem melhorado a cada dia. Nós do Hospital Geral Clériston Andrade podemos verificar a evolução no número crescente de leitos de terapia intensiva na nossa unidade hospitalar e na melhoria cada vez maior da assistência ao paciente de UTI", finalizou Wagner Ribeiro.
(Com informações de Ilma de Jesus Silva, da Assessoria de Imprensa do HGCA)

Primeira promoção do AcesseCompre nesta sexta-feira


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Exposição "Paisagem Fragmentada", de Silvério Guedes

O fotógrafo Silvério Guedes apresenta em sua exposição individual na galeria Acbeu a série Paisagem Fragmentada. As fotografias mostram detalhes e texturas, numa composição rebuscada e sensível das formas e cores de embarcações ancoradas nas praias do Porto da Barra, do Rio Vermelho e da Ribeira.
A curadoria da mostra realizada por Dilson Midlej, mestre em Artes Visuais, destacou um conjunto de 28 imagens que segundo o curador, “... denotam a preocupação do fotógrafo na busca de uma possível perfectibilidade da paisagem...”
Silvério Guedes iniciou suas atividades artísticas em 1990, através da pintura, em Salvador, quando participou, na Galeria O Cavalete, de uma exposição coletiva que reuniu quadros em pequenos formatos. Ainda com pinturas, realizadas com tinta acrílica sobre tela, em 1995, integrou o XI Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia, realizado na cidade de Feira de Santana e em 1996, participou da exposição coletiva no Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana.
No final dos anos 90 passou a interessar-se pela fotografia e em 2008, foi selecionado, com fotografias, para integrar a IX Bienal do Recôncavo. Em 2009, realizou sua primeira exposição individual de fotografias na Galeria Carlo Barbosa do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Mostrou o início da pesquisa que vinha realizando com embarcações ancoradas nas praias de Salvador.
O fato de ter nascido na histórica cidade de Barbacena, interior do Estado de Minas Gerais, e ter passado toda sua infância e juventude diante de uma paisagem que não contemplava o mar, fez com que o artista, ao chegar à Bahia, encontrasse um cenário completamente diferenciado daquele que conhecia. O mar da Bahia transformou-se numa paixão a primeira vista.
Mas, não foram as águas, as areias ou os rochedos que serviram de motivo para as fotos que Silvério vem executando com assiduidade nos últimos anos. Detalhes de embarcações ancoradas ou encalhadas nas praias é que conquistaram a preferência do seu olhar. As cores desgastadas e repintadas dos cascos das embarcações, fragmentos de madeiras, pedaços de cordas, panos de velas e, sobretudo, o desenho das embarcações, quase amontoadas umas sobre as outras, serviram para repensar seus conceitos de paisagem. Conceitos estudados na faculdade onde se tornou geógrafo e conceitos interiores, subjetivos e pessoais.
O artista apostou na paisagem modificada pela mão do homem e criou uma nova situação ao registrar essa paisagem. Suas fotos também põem em evidência o seu olhar sereno, interessado em composições geométricas, detalhes que podem passar despercebido ao olhar comum, mas que para os mais atentos pode parecer de uma plasticidade grandemente sedutora.
Diante da avalanche de pessoas que transformaram o ato de fotografar em coisas massificadas, correndo sempre atrás dos mesmos temas folclóricos, o caminho escolhido pelo mineiro de coração baiano é um achado bastante interessante. A maneira de traduzir a sua admiração pela nossa paisagem baiana é inusitada e muito pessoal. Não existe interesse pela paisagem fácil e sedutora e nem pela mesmice das festas já desgastadas e sem a magia de antes.
Inspirado na corrente minimalista, foi que Silvério levou adiante a série de 28 fotografias que estará mostrando a partir desta sexta-feira, 3 , na Galeria Acbeu, na Vitória.
Serviço:
Onde: Galeria Acbeu, na avenida Sete de Setembro, 1.883, Corredor da Vitória, Salvador.
Abertura: 3 de dezembro das 19 às 22 horas.
Visitação: de 4 a 18 de dezembro
Funcionamento: segunda-feira a sexta-feira das 14 às 20 horas, sábado das 16 às 20 horas.
Quanto: entrada franca
Realização: Acbeu
(Com informações de Ligia Aguiar)

Vaga de emprego

Coordenador de Desenvolvimento de Pessoas para Atakarejo, em Salvador-BA

Salário entre R$ 2.001,00 a R$ 3.000,00
Site da empresa:
www.atakarejo.com.br
Descrição da vaga:
Atuar com coordenação da equipe de recrutamento e seleção, treinamento, desenvolvimento, gestão dos programas de desenvolvimento da empresa Desenvolver sistema de treinamento alinhado com o planejamento estratégico da empresa. Gerenciar descrição de função, divulgar e fortalecer a cultura da empresa Desenvolver o programa trainee, gerir o recrutamento e seleção interno e externo. Desenvolver e acompanhar a comunicação interna. Realizar a gestão da rotatividade, clima e desenvolver ações de endomarketing.
Experiência com recrutamento e seleção de cargos operacionais e administrativos. Experiência com treinamento e desenvolvimento, preferencialmente em empresas do varejo.
Ensino Superior completo em Psicologia, Administração, Pedagogia ou áreas afins.
Benefícios: Assistência Médica, Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Seguro de vida em grupo, Tíquete-refeição
Regime de contratação: CLT (Efetivo)
Horário: Das 8 horas às 17h48.
Área profissional: Recursos Humanos
Nível hierárquico: Supervisão/Chefia
Enviado por Antônio Luís Sampaio Gomes

Colbert Martins preocupado com segurança

O deputado federal Colbert Martins (PMDB) em discurso na sessão da Câmara Federal, na terça-feira, 30 de novembro, enfatizou que a crise de violência no Rio de Janeiro que envolve compra de armas, drogas e tóxicos não é localizada, mas acontece em boa parte do Brasil.
"Esta é uma grande oportunidade para não se ficar apenas com essa ação no Rio de Janeiro. Está na hora de o Governo Federal, por meio de ações integradas das Forças Armadas e das Polícias Militar e Federal, agir em outros locais", declarou o parlamentar citando a Bahia, Espírito Santo e Pernambuco, como exemplos.
Colbert lembrou ainda em seu discurso, o alto número de assassinatos ocorridos em Feira de Santana e cita a droga como a principal causa. Por fim, enfatiza ser este o grande momento de ampliar as ações que acontecem no Rio de Janeiro.
(Com informações de Maria José Esteves, da Assessoria de Imprensa)

Sérgio Aras indicado para prêmio da Revista Cipa

O Prêmio Destaque 2011 da Revista Cipa de reconhecimento profissional nas áreas de Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil, conta com indicações de feirenses, a exemplo do técnico de Segurança do Trabalho Antônio Sérgio Aras de Almeida (Foto: Reprodução).
Para votar, entre no site http://www.cipanet.com.br/premio_st1.asp

Vaga Gerente de Suprimentos - Metalbasa

Interessados fazer entrar em contato com a empresa ou fazer o cadastro do currículo no site
www.metalbasa.com.br
Gerente de Suprimentos
Metalbasa - Salvador-BA

Salário: R$ 5.000,00
Descrição da vaga:
Garantir o comprimento das metas e estratégias desenvolvidas pela área corporativa da empresa, coordenar as atividades da cadeia de suprimentos, gerenciar a área de logística, montar uma estrutura de supply chain, analisar o funcionamento e a necessidade atual da empresa e demais rotina
Reportará ao gerente de operações.
Experiência na área de suprimentos e logística.
Ensino Superior preferencialmente em Engenharia ou Administração de Empresas.
Capacidade de liderança e negociação em vários níveis, visão holística e autonomia. Inglês para escrita, leitura e conversação.
Enviado por Antônio Luís Sampaio Gomes 

Otávio Joel assume vaga de vereador

O suplente de vereador Otávio Joel de Araújo (DEM) assumiu a vaga na Câmara Municipal de Feira de Santana, na sessão de quarta-feira, 1º.
Em seu primeiro discurso, Otávio Joel questionou a fuga de centenas de traficantes durante a ocupação das Forças Armadas e das Polícias Civil, Militar e Federal no conjunto de favelas do Alemão, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Segundo ele, o Complexo do Alemão ficou cercado pelas Forças de Segurança, mas o número de presos foi o mínimo possível. “Em vista disso, eu fico preocupado porque era a hora de conseguir capturar o máximo de delinqüentes. Eu fico assim pensando, será que não foi um acordo para não entrar em confronto com aqueles delinqüentes? Para onde foram aqueles delinqüentes? É preocupante”, declarou.
Ainda sobre a fuga de traficantes cariocas, Otávio Joel ressaltou que teme a invasão desses delinqüentes em outras localidades do Brasil. Após enfatizar uma matéria do site Yahoo Notícias, cujo título “Exercito pode ficar no Rio até a Copa de 2014”, o vereador cobrou proteção das Forças de Segurança para todos os estados brasileiros. Para ele, não é correto o Governo Federal promover segurança pública de qualidade focando apenas o Rio de Janeiro.
(Com informações da Assessoria de Comunicação da Câmara)

Maria Rita Lopes Pontes homenageada no Congresso

A diretora das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), Maria Rita Lopes Pontes, recebeu na tarde de quarta-feira, 1º, a Medalha do Mérito Legislativo, em solenidade realizada no Salão Negro do Congresso Nacional (Foto: Divulgação).
Ela foi homenageada pela obra social conhecida internacionalmente. A honraria foi proposta pelo deputado federal ACM Neto (DEM), 2º vice-presidente e corregedor da Câmara Federal. O prêmio existe desde 1093 e os contemplados são indicados por membros da Mesa Diretora.
(Com informações de Alexandre Reis, da Assessoria de Imprensa)

"O povo sou eu"

Editorial do jornal "O Estado de S. Paulo", edição desta quinta-feira, 2:
O mesmo presidente Lula que aconselhou um repórter deste jornal a fazer psicanálise para se tratar da “doença do preconceito”, revelou ter dito de si certa vez algo que deveria levá-lo ao divã do terapeuta mais próximo. Não fosse a inconfidência, a sua grosseria com o jornalista Leonencio Nossa, baseado no Palácio do Planalto, mereceria ser largada no aterro onde se amontoam os incontáveis rompantes, bravatas e despautérios do mais prolixo dos governantes brasileiros. Mas o encadeamento das coisas obriga a revolver as palavras do presidente, em consideração ao interesse público.
As cenas constrangedoras se passaram quando Lula visitava as obras da hidrelétrica de Estreito, no Maranhão, para o fechamento simbólico da primeira das 14 comportas da usina. Perguntado pelo repórter do Estado se a visita era uma forma de agradecer o apoio da oligarquia Sarney ao seu governo, ele perdeu as estribeiras. Embora o presidente do Senado seja o patriarca do clã que sabidamente controla a vida política maranhense há cerca de meio século e embora seja também notória a sua sintonia com os interesses do lulismo - e vice-versa -, Lula reagiu com indisfarçada hostilidade.
A pergunta “preconceituosa”, investiu, demonstraria que o jornalista não teria aprendido que o Senado é uma instituição autônoma e que, ao se eleger e tomar posse, todo político “passa a ser uma instituição”. “Sarney não é meu presidente”, emendou. “É o presidente do Senado deste país.” Lula domina com maestria o tipo de mentira que consiste em omitir uma parte, a mais importante, da verdade. No caso, o pacto de mútua conveniência entre ambos - que se sobrepõe ao caráter institucional das relações entre dois chefes de Poderes.
Que o diga o PT do Maranhão, obrigado este ano a desistir da candidatura própria no Estado em favor da reeleição da governadora Roseana Sarney. Foi ao pai que Lula se dirigiu em dada ocasião para transmitir uma ameaça ao Congresso. Segundo a história que o presidente contou na sua fala de improviso em Estreito, no decorrer da crise do mensalão, em 2005, pediu que Sarney advertisse os parlamentares da oposição de que, “se tentassem dar um passo além da institucionalidade, não sabem o que vai acontecer”. Porque “não é o Lula que está na Presidência, mas a classe trabalhadora”
Ou, mais precisamente, porque ele é “a encarnação do povo”. Não há o mais remoto motivo para duvidar de que isso é o que ele enxerga quando se olha ao espelho. Luiz XIV teria dito que “o Estado sou eu”. Era, de toda sorte, uma constatação política - e a mais concisa definição que se conhece do termo autocracia. Mas nem o Rei Sol, que via a sua onipotência iluminando a França, tinha a pretensão de encarnar os seus súditos. Não ousaria dizer “o povo sou eu”. Em psiquiatria há diversas denominações para o que em linguagem leiga se chama mania de grandeza.
Lula disse ainda que de início tinha medo do que lhe poderia acontecer à luz de um passado que incluía o suicídio de Vargas, a tentativa de impedir a posse de Juscelino, a deposição de Jango, a renúncia de Jânio e o impeachment de Collor. A julgar por sua versão, o migrante que passou fome e privações e refez a vida sem renegar as suas origens seria um candidato natural a engrossar a lista dos governantes brasileiros apeados do poder de uma forma ou de outra, no que seria uma interminável conspiração dos descontentes. Mas “eles”, teria dito naquela conversa com Sarney, “vão saber que eu sou diferente”.
O que espanta, além da teoria encarnatória, são as circunstâncias que levaram Lula a invocar alguns dos momentos mais turbulentos da história nacional. Em 2005, a oposição não conspirava para “dar um passo além da institucionalidade” nem o País estava convulsionado por um confronto ideológico que se resolveria pela força. Os brasileiros, isso sim, estavam aturdidos com as evidências de que o lulismo usava dinheiro que transitava pelos desvãos da política e do governo para comprar votos na Câmara dos Deputados - o mensalão. Lula não estava nem um pouco preocupado com as instituições. Queria dar dimensão histórica ao que não passava de um caso de polícia. Encarnou uma mistificação.

Apresentações concorridas da Orquestra Santo Antônio

A Orquestra Sinfônica do Projeto Santo Antônio, formada por jovens carentes da Paróquia Santo Antônio de Conceição do Coité, na região sisaleira, cometeu concorridas apresentações em Feira de Santana, na quarta-feira, 1º, promovidas pela Fundação Senhor dos Passos.
A primeira apresentação durante a tarde, no auditório lotado do Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão, teve como público alvo alunos das Escolas Municipais Antônio Eloi e Elizabeth Johnson, ambas das Baraúnas.
A segunda apresentação ocorreu à noite, dedicada aos alunos e alunas da Casa de Convivência Isa e Almerinda e convidados.

Extinto sorteio eletrônico de vagas para matrícula no Colégio Modelo

O titular da Diretoria Regional da Educação de Feira de Santana (Direc 02), Eutímio Almeida, anuncia como novidade para a matrícula 2011, em Feira de Santana, o fim do sorteio eletrônico que era realizado no Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães.
O diretor ressalta que a exceção na utilização do sorteio eletrônico fica apenas para a Educação Profissional na modalidade subsequente, para aqueles que já concluíram o Ensino Médio (inscrições abertas até dia 10 de dezembro) e para as escolas conveniadas com a Polícia Militar (inscrições de 3 a 7 de janeiro de 2011).
Por iniciativa da Secretaria Estadual da Educação, o sorteio também foi extinto nos colégios Thales de Azevedo, em Teixeira de Freitas, e Raphael Serravale, em Salvador.
(Com informações de Maria José Esteves, da Assessoria de Imprensa Direc 02)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre trabalho infantil

Do jornalista Cristóvam Aguiar, no "Sempre Livre":

A polícia apreendeu um garoto de 10 anos que “trabalhava”, ganhando R$ 2,00 por dia, para ser olheiro de traficantes. O “trabalho” consistia em ficar de olho para avisar aos traficantes quando a polícia se aproximasse. Eu pergunto ao pessoal do Conselho Tutelar, ao Juiz da Infância e Juventude e a todos os demais envolvidos no combate ao trabalho infantil: Porque esta criança não estava na escola? Pergunto também: Que fim levou o garoto que trabalhava com a mãe catando lata e papelão, quando não estava na escola, e que, proibida de trabalhar, se envolveu com drogas?

Abaixo-assinado contra o retorno da CPMF

Recebi e acabei de assinar o abaixo-assinado online: Contra o retorno da CPMF - Movimento Endireita Brasil
O Blog Demais concorda com este abaixo-assinado e considera que o leitor também pode concordar.
Assine o abaixo-assinado e divulgue com seus contatos.
O abaixo-assinado é destinado para a Câmara dos Deputados, Senado Federal e Presidência da República

No decorrer de toda a campanha eleitoral, a então candidata Dilma Roussef declarou seu compromisso de combater os elevadíssimos impostos praticados no país. Apenas três dias após ser eleita, através do voto de confiança de 55.752.529 brasileiros, a presidente já sinaliza a possibilidade de resgatar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Dos 27 governadores da federação, 14 já se manifestaram a favor do retorno do imposto, derrubado pelo Senado em dezembro de 2007. Abraçados ao argumento demagógico de que a CPMF é uma importante fonte de investimento para a saúde pública, os governadores defendem, como de praxe, a engorda do orçamento de seus estados.
Não é preciso reiterar que esta exigência dos estados não se sustenta na prática, considerando que a CPMF (ou a falta dela) nunca foi determinante para os investimentos no sistema de saúde. Metade dos estados que defendem a volta do imposto nem sequer gastam o índice de 12% fixado pela Constituição para gastos com saúde.
O mais grave, porém, é a complacência da presidente que, após eleita, e ansiosa em acomodar os interesses dos aliados e coligados, ameniza o discurso e abre negociação sobre um assunto que o brasileiro não agüenta mais. Por coincidência ou ironia, no último dia 4 de Novembro, o Banco Mundial divulgou seu último estudo sobre carga tributária: o Brasil assume a 152ª colocação, mantendo o título de um dos países que cobram mais impostos no mundo.
A polêmica da CPMF é mais do que um mero imposto: é o primeiro teste da gestão Dilma para saber o nível de tolerância da população brasileira. É preciso que digamos não desde já! É preciso que o compromisso dela com o eleitor e com a Nação venha antes do interesse de acomodação de interesses do novo governo.
Nós, abaixo assinados, representados pelo Movimento Endireita Brasil, declaramos nossa rejeição à qualquer esforço da base governista e da presidente eleita, Dilma Roussef, para resgatar a CPMF ou qualquer outro imposto de compensação.

Os signatários
Assinar o abaixo-assinado online:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N3715

Filmes vistos

"Esqueceram de Mim", "A Hora do Espanto", "Acontece Cada Coisa!", "De Olhos Vendados", e "A Fogueira das Vaidades".

Orquestra Santo Antônio faz duas apresentações

A Fundação Senhor dos Passos realiza nesta quarta-feira, 1º de dezembro, no Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão, dois concertos com a Orquestra Sinfônica do Projeto Santo Antônio da cidade de Conceição de Coité, Bahia. A orquestra é formada por jovens carentes da Paróquia Santo Antônio.
A primeira apresentação será às 16 horas, tendo como público alvo os alunos das Escolas Municipais Antônio Eloi e Elizabeth Johnson, ambas do bairro das Baraúnas.
A segunda apresentação está marcada para às 20 horas, dedicada aos alunos e alunas da Casa de Convivência Isa e Almerinda e convidados.

Números de Feira de Santana

Com 556.756 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)do Censo 2010, Feira de Santana é o 33º município brasileiro. Tem mais habitantes que o Estado de Roraima.
Feira também é:
- É 14º município não-capital de Estado mais populoso.
- Primeiro município da Bahia, afora Salvador, a capital.
- Segundo município do Norte e Nordeste afora as capitais - o primeiro é Jaboatão dos Guararapes.
- Tem população maior do que oito capitais: Cuiabá-MT (551.350), Florianópolis-SC (421.203), Porto Velho-RO (426.558), Macapá-AP (397.913), Rio Branco-AC (335.796), Vitória-ES (325.453), Boa Vista-RR (284.258), e Palmas-TO (228.297).
- Feira de Santana, além de 18 capitais, está atrás de oito cidades de São Paulo (Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Santo André, Osasco, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Sorocaba), três cidades do Rio de Janeiro (São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu), duas cidades de Minas Gerais (Uberlândia e Contagem) e uma cidade em Pernambuco (Jaboatão dos Guararapes).

Programa preso

O Programa Livre, apresentado na Rádio Povo de segunda-feira a sexta-feira, entre 14h45 e 17 horas, continua suspenso "por ferir e descumprir com as normas programáticas e os padrões éticos da emissora, conforme farto material de áudio em poder do nosso departamento jurídico".
Em nota na semana passada, o Sistema Pazzi de Comunicação diz que decisão é por tempo indeterminado. Mas, continua correndo a informação que o programa não volta mais ao ar.

Lembrando Fernando Ramos

O escritor feirense Fernando Ramos (Foto), que morreu em 23 de março de 2008, premiado romancista, autor de "Os Enforcados" (Prêmio Jorge Amado, do Governo da Bahia, em 1968 - livro publicado em 1970 -, e Prêmio de Ficção do Governo do Distrito Federal, em 1971, para obras publicadas). Tem verbetes inclusos no Dicionário Aurélio. Está registrado na "História Crítica da Literatura Brasileira - A Nova Literatura", do romancista piauiense Assis Brasil (Companhia Editora Americana do Rio de Janeiro, 1970).
Em 1969, seu romance "O Demônio" também recebeu o Prêmio Jorge Amado, do Governo da Bahia - esse livro foi lançado pela Editora Mensageiro da Fé. Em 1996, lançou o romance "Uauá, Glória, Tramas e Pistoleiros", pela Editora BDA Bahia.
Na revista "Sertão", em 1955, com seleção de Olney São Paulo, Fernando Ramos teve o conto "O Clunâmbulo de Monte Santo" publicado. Em 1969, com o conto "O Funileiro Que Queria Matar uma Criança Inútil" participou da antologia "Doze Contistas da Bahia", com seleção e introdução de Antônio Olinto, pela Editora Record. Em 1978, participou da antologia "Dezoito Contistas Baianos", edição da Prefeitura da Cidade do Salvador.
Quando o jornalista Dimas Oliveira editava o jornal "Feira Hoje", entre 1992 e 1993, publicou capítulos do livro (ainda inédito) "Meu Nome É Vargas", escrito em 1982 em folhetim.
No capítulo 177 (publicado no "Feira Hoje" em 7 de fevereiro de 1993), o romancista trata sobre o Cine Santana e faz referência aos "cinéfilos Dimas Oliveira e José Elmano Portugal":
"(...) Relampeou que dávamos atenção a filme de segunda, ele (José Elmano) precipitava a visão para os de primeira, para a magia do claro-escuro: Otelo, O Gabinete do Dr. Caligari. Nada de Charlie Chan. Gostava do filmaço moderno 2001: Uma Odisséia no Espaço, e da atmosfera irreal da imagem conjugada com o monólogo interior: Hamlet. No entanto, Dimas Oliveira, grande entendido, se internava no Cidadão Kane de Welles, o maior filme, com que a montagem galopou bem".
No capítulo 224 (publicado em 4 de abril de 1993) , outra referência a Dimas Oliveira:
"A luz cega-me os olhos, me magnetiza, quando tento decifrar palimpsesto da Idade Média, pertencente ao metteur-en-scène Dimas Oliveira, o maior conhecedor da sintaxe do filme de arte desta cidade. Execro luz forte, que atrai mariposas. Prefiro o abajur de luz fraca ao escrever, como este aqui. (...)".
Fernando Lysesfrank Sousa Ramos ainda morava em Feira de Santana - estava residindo em Salvador -, tinha muito contato com ele, em encontros no casarão da família, na então praça da Matriz, para falar de Feira de Santana, literatura e cinema - gostava muito ("Não sei o que seria de minha infância se não fosse o Cine Santana. Ele foi tudo para mim. Eu não tinha para onde ir").
Em 1955, ele participou do elenco de "Um Crime na Rua", de Olney São Paulo, primeiro filme (curta-metragem, 10 minutos, preto & branco) realizado no interior da Bahia, em Feira de Santana - assisti fragmentos deste filme, nos anos 70. Ele fez o "homem sinistro". Também atuou como assistente de direção desse filme e de "Grito da Terra", em 1964, primeiro longa-metragem de Olney.
Fernando Ramos foi ainda um dos fundadores da Associação Cultural Filinto Bastos, em 1956, junto com Olney, que contava que ele "saía se escondendo (das reuniões) para comer 'passarinha' com pimenta". Nessa época, ele chamava Olney para contar uma idéia de um romance, "O Chamado das Longínquas Caatingas", que mais tarde virou conto e que ele esperava virar filme. Tempo também em que se reuniam em noites de prosas, contando sonhos e projetos, em um bar em frente do prédio da Prefeitura.
Além de Assis Brasil e Aurélio Buarque de Holanda, o escritor Adonias Filho também elevou este feirense como destacado integrante da nova literatura brasileira.

"Os barões"

Por Olavo de Carvalho
Um leitor pede, gentilmente, que eu lhe diga quem, afinal, são os tão falados e jamais nomeados "barões da droga". Quem ganha com o crescimento ilimitado das quadrilhas de narcotraficantes e sua transformação em força revolucionária organizada, ideologicamente fanatizada, adestrada em táticas de guerrilha urbana, capacitada a enfrentar com vantagem as forças policiais e não raro as militares?
A resposta é simplicíssima: quem ganha com o tráfico de drogas é quem produz e vende drogas. O maior, se não o único fornecedor de drogas ao mercado brasileiro são as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. São elas, também, que dão adestramento militar e assistência técnica ao Comando Vermelho, ao PCC e a outras quadrilhas locais.
Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia, descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano por duas toneladas anuais de cocaína das Farc. Também faz dez anos que uma investigação da Polícia Federal chegou à seguinte conclusão: "A guerrilha tem o comando das drogas" (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/031002jt.htm).
Se alguém ainda tem dúvidas, está gravemente afetado da Síndrome do Piu-Piu: "Será que vi um gatinho?"
Mas, dirá o leitor, não há políticos envolvidos na trama, gente das altas esferas, que dirige tudo de longe, sem mostrar a cara ou sujar as mãozinhas? Claro que há. Mas só são invisíveis a quem tenha medo de os enxergar. Para descobri-los, basta averiguar quem, na política, protege as Farc. Não preciso dar nomes: para avivar a memória, leia as listas de participantes do Foro de São Paulo, entidade criada precisamente para articular, numa estratégia revolucionária abrangente, a política e o crime.
Alguns ganham muito dinheiro com isso, mas nem todos, na lista, têm interesse financeiro direto no narcotráfico - o que não os torna menos criminosos. As Farc e organizações similares servem-lhes de arma de barganha, para criar o caos social, intimidar o inimigo e extorquir dele concessões políticas que valem muito mais do que dinheiro.
Quando a guerrilha está em vantagem, os políticos sublinham com as armas da retórica a retórica das armas, anunciando o advento de uma sociedade justa gerada no ventre do morticínio redentor. Quando a guerrilha está perdendo, usam o restinho dela como instrumento de chantagem, oferecendo a "paz" em troca da transformação dos bandos armados em partidos políticos, de modo a premiar a lista de crimes hediondos com a abertura de uma estrada risonha e franca para a conquista do poder.
São esses os barões. Não há outros. A parceria deles com o narcotráfico vem de longe. Começou na Ilha Grande, nos idos de 70, quando terroristas presos começaram a doutrinar os bandidos comuns e a ensinar-lhes os rudimentos da guerrilha urbana, segundo o manual de Carlos Marighela. Naquela época, os guerrilheiros e a liderança esquerdista em geral tinham um complexo de inferioridade: viam-se como uma elite isolada, sem raízes nem ressonância no "povo", em cujo nome falavam com um sorriso amarelo.
Por feliz coincidência, foram parar na cadeia numa época em que o filósofo germano-americano Herbert Marcuse lhes dera uma idéia genial: a faixa de população mais sensível à pregação revolucionária não eram os trabalhadores, como pretendia Karl Marx, e sim os marginais - ladrões, assassinos, narcotraficantes. Que parassem de pregar nas fábricas e buscassem audiência no submundo - tal era o caminho do sucesso. Quando as portas do cárcere se fecharam às suas costas, abriram-se para eles as portas da mais doce esperança: lá estava, no pátio da prisão, o tão ambicionado "povo". Sua função no esquema? Transmutar o reduzido círculo de guerrilheiros em movimento armado das massas revolucionárias.
Em 1991, o projeto, em formato definitivo, já vinha exposto com toda a clareza no livro Quatrocentos Contra Um, do líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, publicado pela Labortexto e lançado ao público na sede da Associação Brasileira da Imprensa, entre aplausos de mandarins da intelectualidade esquerdista que ali viam materializados seus sonhos mais belos de justiça e caridade.
Mais que materializados, ampliados: "Conseguimos o que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês nas esquinas." Todo o descalabro sangrento que hoje aterroriza a população do Rio de Janeiro não é senão a efetivação do plano aí esboçado com a ajuda dos mesmos luminares do esquerdismo que hoje pontificam sobre "segurança pública".
O parágrafo seguinte não preciso escrever, porque já escrevi. Está no Diário do Comércio de 16 de outubro de 2009 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/091016dc.html): "Mais tarde, os terroristas subiram na vida, tornaram-se deputados, senadores, desembargadores, ministros de Estado, tendo de afastar-se de seus antigos companheiros de presídio. Estes não ficaram, porém, desprovidos de instrutores capacitados.
A criação do Foro de São Paulo, iniciativa daqueles terroristas aposentados, facilitou os contatos entre agentes das Farc e as quadrilhas de narcotraficantes brasileiros - especialmente do PCC -, dos quais logo se tornaram mentores, estrategistas e sócios. Foi o que demonstrou o juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, MS, pagando por essa ousadia o preço de ter de viver escondido, como de fosse ele próprio o maior dos delinquentes, enquanto os homens das Farc transitam livremente pelo país, têm toda a proteção da militância esquerdista em caso de prisão e até são recebidos como hóspedes de honra por altos próceres petistas."
Mas também é claro que, entre esses dois momentos, os apóstolos da sociedade justa não ficaram parados: fizeram leis que dificultam a ação da polícia (o governador carioca Leonel Brizola chegou a bloqueá-la por completo), espalharam por toda a sociedade a noção de que os bandidos são vítimas e, a pretexto de combater o crime por meio de uma "política de inclusão", construíram nos redutos da bandidagem obras de infraestrutura que tornam a vida dos criminosos mais confortável e sua ação mais eficiente.
No meio de tanta atividade meritória, ainda tiveram tempo de estreitar os laços tático-estratégicos entre as quadrilhas de delinquentes e a militância política, articulando, nas reuniões do Foro de São Paulo, a colaboração entre as Farc e o MST, que hoje recebe da guerrilha colombiana o mesmo adestramento em técnicas de guerrilha que começou a ser transmitido aos presos da Ilha Grande nos anos 70.
Falar em "ligações" da esquerda com o crime é eufemismo. O que há é a unidade completa, a integração perfeita, uma das mais formidáveis obras de engenharia revolucionária de todos os tempos. Não espanta que empreendimento de tal envergadura tenha a seu dispor, entre os "formadores de opinião", um número até excessivo de colaboradores incumbidos de negar a sua existência.
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

"Médicos apoiam juiz que vetou festas"

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia manifestou apoio “incondicional” ao juiz de Fortaleza, José Eduardo Vilar Filho, que proibiu o Poder Público de gastar em festas e publicidade, enquanto não for reduzida a fila de 2.400 pacientes incapacitados ou deficientes que esperam uma prótese reabilitadora ou outra cirurgia que os recupere. “O Ceará conta com um número mais que suficiente de ortopedistas plenamente capacitados a resolver o problema desses pacientes”, garante o presidente da Sbot, Cláudio Santili. Segundo ele, a limitação do número de operações é devido a falta de investimento do Poder Público. O juiz afirma que só no ano passado o Ceará gastou 113 milhões de reais em comunicação social, enquanto a Prefeitura investiu 13 milhões em comunicação, mais de dois milhões no Carnaval e quase seis no réveillon.
Fonte: Claudio Humberto

Novidade velha


"Carcaça de uma sociedade"

Por José Padilha
Por que o Rio de Janeiro é uma cidade tão violenta? Por que tem um número tão alto de homicídios e de assaltos todo ano? Por que grande parte da capital carioca, sobretudo as áreas mais carentes, está dominada por grupos armados? Por que a história do Rio é marcada pela repetição de acontecimentos traumáticos na área de segurança pública, acontecimentos que chamam a atenção do mundo?
Vigário Geral e Candelária explicitaram a violência absurda da polícia carioca. O sequestro do Ônibus 174 demonstrou a precariedade dessa polícia e deixou à mostra a violência de um ex-menino de rua que preferiu “tentar a sorte” a se entregar ao Estado que o torturou a vida inteira. O brutal assassinato de Tim Lopes mostrou que os traficantes cariocas não são Robin Hoods do morro, mas criminosos que utilizam métodos brutais. A tortura de jornalistas de O Dia por milicianos deu origem à CPI que revelou máfias de bombeiros, policiais civis e policiais militares no comando de comunidades carentes, com o apoio de vereadores, deputados estaduais e até deputados federais. E, finalmente, o ataque sistemático do tráfico a vários pontos da cidade, e a reação subsequente da polícia, “desentocou” um verdadeiro exército armado na Vila Cruzeiro e o expôs para todo mundo ver.
Afinal, por que o Rio de Janeiro é assim?
Uma resposta, a da esquerda naïve, postula que a violência no Rio de Janeiro decorre da miséria e da luta de classes, e diz que para combatê-la é necessário acabar com as diferenças sociais, distribuir a renda e educar a população. Há também a resposta da direita naïve, que reduz a violência do Rio a um problema de repressão e diz que ela se explica pela falta de firmeza da polícia e das leis.
As duas respostas estão erradas, contradizem fatos conhecidos.
A primeira não dá conta de cidades que têm índices de desenvolvimento humanos (IDH) piores do que os do Rio de Janeiro e índices de violência menores. A segunda está na contramão da história, que demonstra que incrementos na repressão podem piorar os índices de violência. Foi assim no governo Marcelo Alencar, quando o Estado adotou a remuneração faroeste e passou a premiar os policiais em função do número de criminosos que “abatiam”. A partir daí, o número de autos de resistência, de policiais que declararam ter matado criminosos que resistiram à prisão, cresceu e continua absurdo até hoje.
Muitas vezes, o passo mais importante para encontrar a solução de um problema é enunciá-lo corretamente. Ônibus 174, Tropa de Elite e Tropa de Elite 2 são uma tentativa de enunciar o problema da segurança pública do Rio de Janeiro a partir da premissa de que a violência carioca resulta, em grande parte, da atuação direta de instituições públicas que convertem miséria em violência. À luz dessa premissa, a violência urbana está relacionada à falta de educação e à concentração de renda, mas a relação não é direta e simples, é intermediada por fatores complexos. Acredito que no Rio o mais importante desses fatores seja o efeito perverso que certas organizações administradas pelo Estado têm sobre parte da população.
Ônibus 174 conta a história de Sandro Rosa do Nascimento, um menino que fugiu de uma tragédia familiar e foi viver nas ruas do Rio. Sandro se tornou um pequeno criminoso para sobreviver. Como menino de rua, viu representantes do Estado (policiais militares) matar crianças como ele na Candelária, foi preso e tratado com extrema violência pelo sistema socioeducativo do Estado, foi espancado e obrigado a conviver com traficantes e criminosos muito mais violentos que ele no Instituto Padre Severino e deu entrada no sistema prisional carioca, onde o Estado o colocou em uma cela superlotada e insalubre. O torturou por anos.
A tese de Ônibus 174, exemplificada pela trajetória de Sandro, é muita clara: as organizações que deveriam reeducar os pequenos criminosos os convertem em criminosos violentos. Não fui eu quem formulou essa tese, diga-se de passagem. Foi o próprio Sandro, que a gritou em altos brados da janela do ônibus para quem quisesse ouvir.
Em Tropa de Elite tentei dizer que a mesma coisa acontece no âmbito da polícia. O Estado trata muito mal os indivíduos que se propõem a trabalhar nas organizações policiais. Paga pouco, treina mal, e os submete a uma cultura organizacional militarizada e kafkiana, que tolera a corrupção e estimula a violência. Como disse o capitão Nascimento: “Quem quer ser polícia no Rio de Janeiro tem que escolher: ou se omite, ou se corrompe, ou vai pra guerra”. Tanto a violência e o desrespeito aos direitos humanos do capitão Nascimento quanto a corrupção desenfreada do capitão Fábio são forjadas no mesmo lugar, pela mesma organização. Certa feita um governador do Rio de Janeiro disse a mim e ao jornalista Rodrigo Pimentel que Tropa de Elite era um filme demasiado pessimista. Em sua opinião, a PM do Rio não era tão corrupta quanto pensávamos. Pelas suas contas, um terço dos policiais do Rio é corrupto, outro terço é honesto, e o restante variava conforme o comando. Se a PM do Rio tem mais de 13 mil homens corruptos, então o problema não são seus homens, é a organização. Os policiais do Rio de Janeiro são vítimas da PM.
A tese de Tropa de Elite, instanciada na trajetória do aspirante André Mathias, é igualmente óbvia: as instituições que deveriam combater a criminalidade convertem boa parte das pessoas que trabalham nelas em policiais corruptos e violentos. Fazem isso com grande eficiência e em altas taxas.
Acredito que cada um dos casos simbólicos que listei, de Vigário Geral à tomada da Vila Cruzeiro, ilustra essa tese. Cada um deles envolve traficantes, policiais corruptos e policiais violentos cuja subjetividade e comportamento criminoso foram moldados por instituições do Estado.
Fiz um terceiro filme, Tropa de Elite 2, para tentar dizer por que o Estado funciona assim. Em Tropa de Elite 2 o capitão Nascimento é promovido a subsecretário de inteligência e obrigado a lidar com as conexões que existem entre a polícia e a política. São essas conexões, muitas vezes calcadas em interesses e lógicas eleitorais, que criam e mantêm as instituições que descrevi nos filmes anteriores.
Voltando ao mundo real, deixo claro que apoio as UPPs e sou favorável a esse projeto do governador Sérgio Cabral. Reconheço que ele é fundamental para recuperar o território que o tráfico tomou. Acredito que o Rio não pode recuar no primeiro confronto. Todavia, acho que o projeto das UPPs é apenas meio projeto, e não um projeto inteiro. Onde está a reforma da polícia? Não a maquiagem, mas a reforma concreta, o programa eficiente de seleção e treinamento de policiais, o programa de capacitação profissional, o pagamento de salários dignos, o seguro saúde e o auxílio-educação para as famílias dos policiais? Onde está a corregedoria que funciona? Onde está a reforma do sistema prisional? A capacitação dos agentes penitenciários? A reforma do sistema socioeducativo? A boa formação dos seus operadores?
O projeto das UPPs é fundamental para a sobrevivência do paciente, mas ignora as causas da doença. Na ausência de uma real reforma das instituições que mencionei, o esforço e o engajamento da população carioca no projeto das UPPs pode ser em vão. Afinal, quem vai ocupar as comunidades libertadas? A mesma polícia que conviveu com o tráfico de drogas na cidade por mais de 30 anos, o viu crescer e se expandir e o deixou se instalar. O projeto das UPPs não é um projeto da polícia, é um projeto do governo. O que garante, no médio ou no longo prazo, quando este governo sair e outro entrar no lugar, que as UPPs não se tornarão áreas de milícia?
Eu me lembro, na ocasião do Ônibus 174, que o então presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi à TV prometer um plano nacional capaz de reformar as instituições ligadas à segurança pública em todo o Brasil. Teve dois mandatos para cumprir a promessa, e não o fez. Depois veio o atual presidente Lula, do PT. Apresentou um Plano Nacional de Segurança bem bolado, escrito pelo professor Luiz Eduardo Soares. Estamos ao final do seu segundo mandato e o plano continua engavetado. Finalmente, não vamos esquecer o PMDB, do governador Sérgio Cabral, que em ambos governos nada propôs de significativo na área da segurança. A verdade é que nos últimos 30 anos nossos políticos ficaram vendo inocentes morrer. Lavaram as mãos.
O que aconteceu no Rio de Janeiro nessa semana foi significativo. Creio que vai acontecer de novo se o governador insistir com as UPPs. E, como a Copa do Mundo e a Olimpíada estão aí, não há outra alternativa viável. Os confrontos serão inevitáveis e recorrentes. Espero que esses confrontos sirvam para, além de libertar comunidades carentes, forçar o governo federal a entrar de cabeça na luta contra o crime e implementar um plano de nacional de segurança sério, capaz de resolver de uma vez por todas o problema da segurança pública no Brasil.
Fonte: Jornal "Estado de S. Paulo", edição de 27 de novembro

Leitura

Tem gente que é incapaz de ler o que está escrito. Lê o que acha que é.

"Apego de Lula à verdade durou pouco…"

Por Reinaldo Azevedo

Como termina mesmo um post, em que comento um discurso de Lula em que ele, excepcionalmente, não sataniza FHC? Assim: “Passa logo”. Pois é, passou! Não adianta: Lula e o PT têm uma natureza. Não tente ensinar um sapo a pular porque é besteira: ele já sabe; não tente ensinar um sapo a se comportar como um príncipe: é inútil; ele não vai aprender.
Leiam o que informa Fábio Guibu, na Folha Online:
Em sua primeira viagem pós-eleição para inauguração de obras ao lado do presidente Lula, a presidente eleita, Dilma Rousseff, prometeu nesta terça-feira (30), em Tucuruí (a 390 km de Belém, PA), continuar o que chamou de “herança bendita” do atual governo. “Eu vou continuar essa herança bendita do presidente Lula, eu tenho a missão e a responsabilidade de dar continuidade, de fazer avançar esse projeto de inclusão de milhões e milhões de brasileiros e de brasileiras.”
Em discurso de improviso para 3.000 pessoas, Dilma falou por 11 minutos. Comemorou o “momento histórico” do país, creditando ao presidente as conquistas sociais dos últimos anos. Ela não comentou fatos atuais, como o combate ao narcotráfico no Rio de Janeiro, concentrando toda a sua fala nos feitos do governo. Lula discursou em seguida e brincou com os elogios recebidos. “Se a Dilma não falar bem de mim, no dia 1º eu saio correndo com a faixa [presidencial] e quero ver ela me pegar”, disse.
Logo depois, manteve o mesmo tom da sua sucessora e disse que a próxima presidente “vai pegar um país em construção”. Citou grandes obras em andamento, como ferrovias e hidrelétricas, além das descobertas de petróleo no pré-sal. “Eu sei que nós fizemos muito, mas sei que ainda falta muito para fazer”, declarou. No final do seu discurso, Lula disse que, após deixar o governo, vai ouvir no rádio Dilma dizer “nunca antes na história do Brasil, pela primeira vez na história do Brasil” e que “ao invés de ficar com raiva como meu adversário ficou, vou ficar feliz, porque você estará fazendo aquilo que o povo quer”, afirmou. Em Tucuruí, Lula inaugurou duas eclusas construídas no rio Tocantins. A obra, orçada em R$ 1,6 bilhão, foi projetada em 1981, mas sua construção só foi retomada em 2006.
Comento
A brincadeira de Lula, de pegar a faixa e sair correndo, tem um fundo de verdade. Dado o ministério de sua sucessora, é óbvio que o governo lhe pertence. A expressão “herança bendita” está aí para lembrar a pecha que ele pespegou no governo FHC logo nos primeiros dias de governo: “herança maldita”. Com ela, pretendeu fazer tabula rasa do passado, decretar que o Brasil foi descoberto em janeiro de 2003 e incorporar todas as conquistas de governos anteriores, especialmente as de FHC. Lula foi parcialmente bem-sucedido em tornar influente uma mentira histórica. Ao escolher essa linguagem, Dilma evidencia que a mistificação terá continuidade. Alguém esperava algo dirente?
O amor à verdade durou pouco…
Como termina mesmo um post, em que comento um discurso de Lula em que ele, excepcionalmente, não sataniza FHC? Assim: “Passa logo”. Pois é, passou! Não adianta: Lula e o PT têm uma natureza. Não tente ensinar um sapo a pular porque é besteira: ele já sabe; não entende ensinar um sapo a se comportar como um príncipe: me inútil; ele não vai aprender.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"