"Django" (Django), de Sergio Corbucci, 1966, foi o primeiro faroeste espaguete com o personagem, interpretado por Franco Nero. "O filme que gerou um gênero", como é considerado.
Trata-se de uma adaptação não oficial do filme "Yojimbo, O Guarda-Costas" (Yojimbo), de Akira Kurosawa, 1961, com roteiro de Ryuzo Kikushima, que imitava "Por um Punhado de Dólares" (Per um Pugno di Dollari), de Sergio Leone, 1964, com Clint Eastwood, que era um remake não autorizado do filme japonês.
Na trama, atravessando uma cidade fantasma abandonada perto da fronteira dos Estados Unidos com o México, sempre arrastando um caixão pesado, Django (Franco Nero) de olhos azuis, um ex-soldado da União à deriva e cheio de lama, salva a fugitiva María (Loredana Nusciak) da morte certa. Mas, o recipiente de madeira com o conteúdo misterioso já chamou a atenção do ex-oficial confederado racista, Major Jackson (Eduardo Fajardo), e de sua gangue de supremacistas brancos e, em pouco tempo, as coisas ficam piores. Agora, as armas têm a palavra final e, como se isso não bastasse, o inimigo de Jackson, o general Hugo Rodríguez (José Bódalo), e seus revolucionários entram em cena. Será que Django, o estranho taciturno com a mão direita ultrarrápida, pode enfrentar dois exércitos de capangas assassinos e viver para contar a história?
Depois de inúmeras sequências não oficiais, "Django - A Volta do Vingador" (Django 2 - Il Grande Ritorno), de Nello Rossati, 1987, com Franco Nero repetindo o papel, é a única sequência oficial realizada com envolvimento de Sergio Corbucci.
O filme gerou dezenas de sequências não oficiais. Alguns colocaram incorretamente e sem autorização "Django" no título da tradução e outros personagens foram renomeados como "Django" para lucrar com o original. Na Alemanha, o filme foi tão popular que quase todos western com Franco Nero, e até mesmo faroestes espaguetes aleatórios, traziam o nome "Django" no título.
Filmes com o personagem Django
"10 Mil Dólares Para Django" ou "Django Mata Por Dinheiro" (10.000 Dollari Per un Massacro), de Romolo Guerrieri, 1966, com Gary Hudson (Gianni Garko)
"Django Atira Primeiro" (Django Spara Per Primo), de Alberto De Martino, 1966, com Glenn Saxson.
"Um Homem Chamado Django" (W Django!), de Romolo Guerrieri, 1967, com Anthony Steffen.
"Django Não Espera, Mata" (Non Aspettare Django, Spara), de Edoardo Mulargia, 1967, com Sean Todd (Ivan Rassimov).
"Viva Django!" (Preparati la Bara!), de Ferdinand Baldi, 1968, com Terence Hill.
"Django, o Bastardo" (Django il Bastardo), de Sergio Garrone, 1969, com Anthony Steffen.
"Django Desafia Sartana" (Django Sfida Sartana), de Pasquale Squitieri, 1970, com Tony Kendall.
"Django e Sartana - Até o Último Sangue" (Quel Maledetto Giorno d'Inverno...Django e Sartana all'Ultimo Sangue), de Demofilo Fidani, 1970, com Hunt Powers (Jack Betts).
"Django e Sartana no Dia da Vingança" (Arrivano Django e Sartana... É la Fine), de Demofilo Fidani, 1970, com Hunt Powers (Jack Betts).
"Django... Pistoleiro Implacável" (Giú le Mani... Carogna -Django Story), de Demofilo Fidani, 1971, com Hunt Powers (Jack Betts).
"Django Contra Quatro Irmãos" (Anche Per Django Le Carogne Hanno un Prezzo), de Luigi Batzella, 1971, com Jeff Cameron. Tem a atriz baiana Esmeralda Barros no principal papel feminino.
Django só no título
"Poucos Dólares Para Django" (Pochi Dollari Per Django), de Leon Klimovsky e Enzo G. Castellari, 1966, com Anthony Steffen, como Regan e não Django.
"Django Volta Para Matar" (Mestizo), de Julio Buchs, 1966, com John Clark (Hugo Branco), como Peter e não Django.
"Django, O Último Matador" (L'Ultimo Killer), de Giuseppe Vari, 1967, com George Eastman como Ramon e não Django.
"O Filho de Django" (Il Figlio de Django), de Osvaldo Civirani, 1967, com Guy Madison. Django não aparece.
"Django Mata em Silêncio" (Bill il Taciturno), de Massimo Pupilo, 1967, com Geroge Eastman como Bill.
"A Vingança de Django" (Giú la Testa... Hombre), de Demofilo Fidani, 1970, com Hunt Powers (Jack Betts) como Butch Cassidy.
"DJANGO LIVRE"
Em 2012, Quentin Tarantino, inspirado no faroeste espaguete realizou "Django Livre" (Django Unchained), com Jamie Foxx como o personagem. Tarantino viu "Django", de Corbucci, quando trabalhava em uma locadora de video.
A música de Luis Bacalov, tema do original, é utilizada nos créditos de abertura e Franco Nero fazendo uma participação especial.
Foi indicado a cinco prêmios Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood: Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz) e Melhor Roteiro (Quentin Tarantino), ganhando os dois últimos.
"Django" também é uma série de televisão de faroeste criada por Leonardo Fasoli e Maddalena Ravagli, dirigida por Francesca Comencini e coproduzida pela Sky Atlantic e Canal+,lançada em 2023. Trata-se de uma releitura em inglês do filme italiano homônimo de Sergio Corbucci, 1966. Com Mathias Schoenaerts.
"Django" é um nome romani, que significa "eu acordo". Era muito popular entre músicos e entusiastas do jazz por ter sido o nome adotivo de Jean-Baptiste Reinhardt (1910-1953), um guitarrista romeno-belga conhecido como Django Reinhardt, cuja história foi contada em "Django" (2017), cinebiografia dirigida por Etinene Comar, com Reda Kateb como o músico.



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