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domingo, 12 de abril de 2026

Mata sem fim


Por Paulo Cesar Bastos

O Recôncavo Balano é parte da nossa zona da mata; junto com o mar, envolve a capital.

Historias e memórias sem fim.

O tempo passou e tudo mudou. As usinas de açúcar apagaram os engenhos de fogo morto que deram vida com riqueza e amparo aos barões de Santo Amaro. As usinas, agora, também se apagaram. A zona canavieira não suportou o avanço tecnológico de outras paragens, com modernas engrenagens, junto com a dificuldade logística das estradas rurais do massapê. O solo de muita fertilidade e alta expansão, bom para plantar, é ruim para a construção, Assim, a cultura pioneira na terra brasileira aos poucos foi sendo esquecida e substituida. A pecuária avançou; bem mineralizada e vermifugada, a boiada segue saudável jornada. Findou o mito da terra encharcada. Primeira solução, produtiva e conveniente, mas que não é a necessária e suficiente. Milhares de empregos na lavoura e na indústria foram substituídos por centenas de vaqueiros. A migração para a cidade grande e para a capital, o temerário êxodo rural, aumenta os índices de desemprego, falta de moradia e outras consequências.

Algo precisa ser feito. Produtores rurais e entidades classistas precisam do apoio estratégico do governo estadual e dos prefeitos do interior e da capital. Trocar a locução de temporada de eleição por um plano de desenvolvimento integrado através de forte atitude e decisiva ação. Diversificar a produção.

Seguem, permitam-me, algumas opções e considerações como ponto de partida para um trabalho multidisciplinar que envolverá engenharia, agronomia, economia, veterinária e zootecnia.

Cana: a valorização mercadológica da cachaça como drinque genuíno brasileiro pode ser uma opção. Em lugar das usinas de açúcar, destilarias para aguardente de qualidade. Grande possibilidade.

Áreas de plantio menores, nos solos mais favoráveis e com variedades apropriadas para bebidas. Incrementar, junto a isso, um turismo rural, gastronómico e de degustação nas instalações dos alambiques.

Cacau: sobre a volta ao cultivo do fruto de ouro, distante das amadas Terras do Sem Fim, seria estratégico o plantio nessas matas do Recôncavo e da zona rural da Região Metropolitana de Salvador. Grandes, médias e pequenas propriedades, sítios, chácaras e até quintais. Momento correto em busca do fruto certo.

Bambu: os viajantes da BR-324 (Feira-Salvador) estão deparando com um retorno da exploração, silvicultura, de bambu exótico, mas que viceja há muitos anos, quase como nativo, nas margens da nossa mais importante estrada. Estudar, melhorar as espécies, inovar o manejo com tecnologia apropriada seria mais do que desejável. Vale, também aprimorar o destino final - indústria de celulose ou papel - dessa cultura.

Capim: as atividades de pecuária bovina continuariam a ser fomentadas. Estudos de viabilidade técnico-econômica sobre cria (para corte ou leite) ou engorda (extensiva ou intensiva) seriam bem-vindos. Vale lembrar as carcteristicas favoráveis de solo e clima para produção de volumoso, cana, milho e capim.

Enfim, não existe dono da verdade, este texto é um exercício de cidadania, um convite para um bom debate, visando um certo rumo e correto prumo para nossa Bahia.

Paulo Cesar Bastos é engenheiro civil e produtor rural Publicado em "A Tarde", 11 de abril de 2026

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