Venda antecipada de ingressos no Orient Cineplace Boulevard

Venda antecipada de ingressos no Orient Cineplace Boulevard

Em lançamento mundial no Orient Cineplace Boulevard

Em lançamento mundial no Orient Cineplace Boulevard
13 - 15h40 - 18h25 (Dub) - 21h10 (Leg) no Orient Cineplace Boulevard

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"PT, política e crime"

Por Rui Fabiano
O reiterado apoio do PT e de seus satélites (Psol, PCdoB, PDT etc.) à sangrenta ditadura venezuelana – que matou, nas ruas, mais de cem manifestantes em dois meses -, indica a natureza do projeto político interrompido pelo impeachment de Dilma Roussef.
Interrompido, mas não extinto. Mais que nunca, o partido o defende, num de seus raros gestos de coerência e sinceridade. Coerência, sim: sem o apoio dos governos de Lula e Dilma, o regime hoje comandado por Nicolas Maduro não existiria.
Lula, quando da celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo, em 2005, jactou-se de ter "inventado o Chavez". E inventou mesmo.
Esta semana, o condenado (embora solto) José Dirceu fez coro à presidente do partido, Gleisi Hoffmann, defendendo o regime de Maduro num artigo para o jornal espanhol 'El País'.
A ladainha é a mesma: Maduro é democrata, difamado pela imprensa burguesa e pelos lacaios do imperialismo. Os cidadãos assassinados e os presos políticos, claro, são um detalhe.
O que se deduz é que, na remota eventualidade de retorno do partido ao poder - que José Dirceu, sonhando com Lula, garante que ocorrerá -, já se sabe qual o modelo político a ser imposto ao país.
As milícias que assassinam nas ruas de Caracas existem também aqui. E Lula chamou-as de "exército do Stédile", ameaçando, em mais de uma ocasião, jogá-las contra seus adversários. O "exército" apresenta-se sob diversas siglas: MST, CUT, MTST etc.
Lula não hesitou em ameaçar o próprio Sérgio Moro: disse, em seu depoimento, em maio passado, que, voltando ao poder, mandará prender os que hoje pedem a sua prisão. Ao ser instado a se esclarecer, disse que falava em sentido figurado. Claro, claro.
Em relação ao chavismo, o PT admite, nas atas de seu 5º Congresso, em 2015, que cometeu uma falha. Enquanto Chávez, coronel do exército venezuelano, engendrou seu golpe com o apoio das Forças Armadas, o petismo quis impor sua revolução à revelia delas - e contra elas. Em vez de conquistá-las, quis enfraquecê-las.
O sentimento revanchista, sobrepôs-se ao pragmatismo. A Comissão da Verdade, que intentava punir os raros sobreviventes do regime militar, findo há mais de três décadas, blindou as Forças Armadas ao discurso esquerdista.
O partido lamentou também não ter intervindo no currículo das escolas militares, manejado as promoções dos oficiais de alta patente e aparelhado o suficiente a Polícia Federal. E são essas as instâncias, na máquina do Estado, hoje hostis ao projeto petista.
Mesmo assim, ainda tem (literalmente) alguma bala na agulha. O partido investiu na formação de uma Força Nacional, subordinada ao governo - e não às Forças Armadas -, e pretendia extinguir as PMs, o que enfraqueceria o poder dos governadores.
Depois de desarmar a população, queria desarmar os estados e desaparelhar os militares. Não deu tempo.
Mas as conexões com o crime organizado avançaram. A inteligência do Exército constatou que, apenas no Rio, há nada menos que 15 mil fuzis, além de metralhadoras, granadas e até obus nas mãos das quadrilhas do narcotráfico. Sem destroçar esse arsenal, o patrulhamento ostensivo terá curta validade.
E é esse o cerne da presente intervenção no Rio, que poderá, diante de eventuais (e prováveis) vinculações para além daquela área, estender-se a outros estados. O Estado Maior que opera na cidade não desconhece a presença de aliados revolucionários de países vizinhos, espalhados em outras cidades, a postos para entrar em ação. Nada é dito, mas tudo é monitorado.
Enquanto a política continua a exibir seu estado de degradação - e a rejeição à denúncia contra Temer, na quarta-feira, na Câmara dos Deputados, dispensa comentários -, novas prisões pela Lava Jato prosseguem em território fluminense.
Mas há mais: há um outro jogo com cheiro de pólvora sendo jogado no país. Em dez anos de guerra no Vietnã, os EUA perderam 60 mil soldados. É o número de brasileiros mortos por ano na guerra civil da criminalidade. Um Vietnã por ano - e isso há mais de dez anos. Eis o desafio que corre paralelo à luta contra a corrupção da política - e que guarda conexões cada vez mais visíveis com ela.
O PT deixou o governo, mas seu legado está vivíssimo.
Fonte: "Blog do Noblat"

Nenhum comentário: