Por Pedro Erik Carneiro
Vinte anos do documentário "An Incovenient Truth" de Al Gore, que defendeu a hipótese de aquecimento global com base em fraude científica.
Para mim, o filme de Al Gore é o maior crime de "soft power" da história.
A ideia de soft power foi criada pelo cientista político Joseph Nye, em 1990. É a capacidade de influenciar comportamento e decisões políticas e financeiras sem recorrer ao uso militar ou à coerção econômica. É isso que a mídia e coisas como cinema e música fazem (já pensaram no efeito ético do "funk"?).
Em países de princípios vacilantes, como o Brasil, isso não é difícil de fazer. Mesmo pessoas com doutorado já quiseram debater questões históricas comigo fundamentadas em filmes. Mas Al Gore foi muito mais longe. Tirando países como a China e a Rússia, todos os demais se ajoelharam diante dele.
Cientistas alertaram sobre a fraude, como o grande Ricardo Felício, no Brasil. Eu mesmo, como economista, fui para Cambridge estudar o efeito deste "soft power" e escrevi artigos que, com muita dificuldade, consegui publicar, a dizer que, na economia, lidar com a "Natureza" era lidar com o desconhecido, pela enorme capacidade adaptativa da própria natureza e do ser humano. Em suma, ou Al Gore não tinha a menor ideia do que dizia, ou era um farsante, ou ambos. Quando voltei ao Brasil, ninguém quis saber de minha perspectiva.
Quanto dinheiro jogado fora! Imensurável. Quantos políticos imbecis se sustentam na farsa! Quantos artigos publicados em apoio à farsa!
Estimulados pelo "soft power", que, na verdade, é uma ideia bem antiga, os "académicos", especialmente economistas, inclusive ganhadores do Prêmio Nobel de economia, inventaram o "nudge", uma forma de coerção econômica para estimular o "soft power" desejado. Certa vez, fui detonar essa ideia de "nudge" para um amigo que trabalha no Banco Mundial e acho que perdi a amizade.
Os estudantes de filosofia poderiam muito bem estudar, em termos éticos, o soft power e o nudge, mas, hoje em dia, estão muito preocupados com gayzismo, feminismo e racismo. Dificilmente também teriam professores para supervisioná-los.
Quando fiz meu PhD em Relações Internacionais, minha tese tratava de economia comportamental. Tive um ótimo orientador, cuja especialidade era a segurança internacional e as questões económicas. Mas depois ele simplesmente entrou na neura do Al Gore e ainda se tornou adepto da filosofia naturalista de Spinoza. Em suma, não tenho qualquer assunto a conversar com ele mais.
Hoje em dia, temos um Papa que, logo no começo de seu pontificado, abençoou gelo em submissão ao soft power de Al Gore. O Papa Francisco era completamente devoto.
O filme de Al Gore é o maior crime financeiro e ético, como soft power, da história!
Fonte: https://thyselfolord.blogspot.com/
Blog Demais completa:
O documentário "Uma Verdade Inconveniente", de Davis Guggenheim, foi lançado em 2006. O realizador segue Al Gore em suas palestras enquanto o ex-candidato a presidente dos Estados Unidos faz campanha para conscientizar sobre "os perigos do aquecimento global", pedindo ações para conter os efeitos no meio ambiente.
Foi o primeiro filme do gênero a ganhar dois Oscars - Melhor Documentário e Melhor Canção original - da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.


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