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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Visão de "Boi de Prata"




Assista ao filme: https://www.youtube.com/watch?v=2KkeA3nUyaw

Recebi do cineasta José Umberto Dias, o link do filme "Boi de Prata", de Augusto Ribeiro Jr. (Foto), cineasta potiguar, nascido em Caicó (1949-1995). Um filme icônico que era tido como perdido.

Não conhecia essa raridade fílmica, que é considerada um clássico do cinema potiguar e nacional. Foi um um dos primeiros filmes produzidos pelo modelo de regionalização da produção, implantado pela Embrafilme em 1976. Mas ao contrário do que era previsto pelo contrato com a Embrafilme, o "Boi de Prata" nunca foi distribuído para os cinemas do país. Depois de algumas pré-estreias e participações em festivais, caiu nas sombras e no silêncio das prateleiras da estatal de cinema.

"Boi de Prata" foi filmado e montado entre 1976 e 1980. Fez parte do seminário "Boi de Prata - 40 anos pensando o Brasil a partir do sertão do RN", nascido a partir de pesquisa da publicitária e historiadora Flávia Assaf, que durante três anos analisou a obra em sua dissertação de mestrado e que lançou o  livro "Boi de Prata: estreia do sertão do Seridó no cinema terceiro mundista brasileiro".

Em sua terra é que ele filmou a trama: o rico fazendeiro Elói Dantas (Álvaro Guimarães), retorna da Europa decidido a aumentar ainda mais seu patrimônio explorando minérios. Acompanha-o sua esposa Beatriz (Fátima Barreto), sempre embiagada e ansiosa por voltar a Londres. Associado a grupos estrangeiros, Elói  pretende xplorar ouro e xelita e, para isso, tenta se apropriar do pequeno sítio de Antônio Vaqueiro (José Marinho), rico nesses minerais. Desesperado, Antonio corre em auxílio da curandeira cigana Maria dos Remédios (Luiza Maranhão) e do poeta e sonhador Tião Poeta (Lenicio Queirogo) para enfrentar a ganância de Elói e tentar salvar a terra que lhe resta. Tião sonha com o boi de prata - brilhante e misterioso - símbolo da libertação do povo. O fazendeiro contrata jagunços armados para invadir a propriedade de Antonio. Este, junto com Tião, constrói um muro de pedras, usando a música como arma de defesa contra os invasores, que logo o destroem com dinamite. Antonio é assassinado e Tião, torturado. Depois, durante um churrasco, Elói, vitoriosom e Beatriz, completamente embriagada, assistem a uma apresentação de bumba-meu-boi. O fazendeiro provoca o boi, que o derruba. De dentro do boi surge Tião, empunhando uma faca, e mata Elói. Todos fogem, encontrando pelo caminho o boi de prata, que passam a seguir.

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