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domingo, 7 de junho de 2026

Cine Farol: o grande homenageado






1. Roque Araújo recebe "cinema demais" de Dimas Oliveira

2. Roque Araújo conta sua trajetória no cinema

3. Roque Araújo entre Ajurimar Salles e Aline Bastos

4. Roque Araújo com Lula Oliveira e os Braig Brothers

Reconhecimento ao cineasta Roque Araújo se efetivou no Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente no estado, com a entrega do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir, na tarde de sábado, 6 de junho, no Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador

Ele foi o primeiro a receber a estatueta da premiação e contou sobre sua trajetória desde os anos 60, quando a Bahia ainda estava aprendendo a fazer cinema. Com 88 anos, quase 70 anos de cinema

Roque Araújo é uma figura importante e reconhecida na Bahia, no Brasil e no Mundo por sua paixão pelo cinema. Ele trabalhou muito ao lado do cineasta Glauber Rocha e realizou em 1987 o documentário "No Tempo de Glauber", 150 minutos, sobre o trabalho e o pensamento glauberiano. Uma seleção das 38 horas de película deixadas por ele quando filmou seu último trabalho e uma "colagem" de momentos diversos do cineasta.

Como disse José Telles "Roque foi figura onipresente no Cinema Novo e, em especial, na obra do mais importante diretor dessa fase, Glauber Rocha".

No início do terceiro milênio, ele atuou na Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas), órgão da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Hoje, mantém, sem apoio, em Cachoeira, na Estação Ferroviária, o Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual (IRA), desde 2014, um museu que atua na preservação e catalogação do acervo pessoal, que apresenta milhares de peças em sua exposição fixa. São documentos históricos e equipamentos raros preservados que têm um valor imensurável para a memória e identidade do cinema nacional.  

Ele foi diretor, diretor de arte, diretor de fotografia, ator - apareceu em "O Grito da Terra", de Olney São Paulo -, roteirista, editor, sonoplasta, assistente de câmera, eletricista e mais, inclusive trabalhando em filmes de Glauber Rocha.  

Roque Araújo palestrou sobre sua trajetória no Cinema Novo, ao lado do cineasta Glauber Rocha, principalmente, e suas andanças pelo mundo. Contou que foi sindicalista e lutou pelo reconhecimento das atividades ligadas ao cinema e que integrou o Conselho Nacional de Cinema (Concine), um órgão gestor do cinema brasileiro criado em 1976 e extinto em 1990. Reclamou que a Bahia precisa de um Museu do Cinema.

Pouco antes do início do evento, Dimas Oliveira teve a oportunidade de reencontrar com Roque Araújo, que recebeu autografado o livro "cinema demais". "Fazia tempo que não encontrava com ele", disse. O último encontro foi há quase 17 anos, em 7 de agosto de 2009, quando Dimas o convidou para participar do "Tributo a Olney São Paulo", que coordenou, uma "homenagem póstuma para manter viva na lembrança de Feira de Santana a obra do cineasta". Esse evento ocorreu na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), com realização da Prefeitura de Feira de Santana, no segundo governo do prefeito José Ronaldo de Carvalho, através da Secretaria de Cultura, Esporte Lazer e da Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa, além da Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense. Roque Araújo junto com José Umberto e Tuna Espinheira participou no painel "A Importância de Olney São Paulo".

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