Entidade afirma que parte da mídia abandonou o jornalismo para atuar como agente político e institucional no Brasil contemporâneo
A AJOIA Brasil divulgou, uma dura nota pública de desagravo contra a atuação da ABI, acusando setores da chamada "grande imprensa" de terem abandonado o compromisso histórico com a imparcialidade e a liberdade de expressão para assumir postura militante e alinhada a interesses políticos e institucionais. O documento, assinado em Belo Horizonte no dia 10 de maio de 2026, sustenta que a crise de credibilidade enfrentada pelos grandes veículos brasileiros decorre diretamente da perda de independência editorial e do ativismo ideológico travestido de jornalismo.
A nota da AJOIA Brasil aponta que, nos últimos anos, especialmente após os atos de 8 de janeiro, parte significativa da mídia nacional teria atuado para legitimar medidas consideradas arbitrárias por amplos setores da sociedade. O texto sustenta que cidadãos comuns, idosos, trabalhadores e religiosos passaram a ser tratados como "terroristas" em narrativas midiáticas que, segundo a entidade, serviram para justificar prisões preventivas prolongadas, penas severas e restrições a direitos fundamentais. A associação também afirma que denúncias feitas anteriormente contra decisões e práticas do sistema judicial brasileiro começaram a ganhar novos contornos diante de recentes escândalos envolvendo instituições financeiras e autoridades públicas.
Outro ponto central do documento é a crítica direta à cobertura da chamada Lei da Dosimetria, proposta debatida no Congresso Nacional para revisão e adequação de penas aplicadas aos condenados pelos atos de janeiro. Para a AJOIA Brasil, a reação de setores da imprensa contra a medida revelaria uma postura incompatível com os princípios democráticos e jurídicos básicos. A entidade argumenta que parte das redações passou a atuar não mais como observadora crítica do poder, mas como defensora de determinados grupos políticos e institucionais, comprometendo o pluralismo e o equilíbrio indispensáveis ao exercício do jornalismo.
O texto também responsabiliza grandes conglomerados de mídia pela criação de um ambiente político favorável à reabilitação política de Luiz Inácio Lula da Silva e pela consolidação de mecanismos de censura seletiva contra vozes conservadoras e dissidentes. Em tom contundente, a associação afirma que a democracia brasileira não pode sobreviver em um cenário onde divergências são tratadas como ameaça institucional e onde jornalistas assumem postura de militância ativa. Ao final, a AJOIA Brasil defende que a reconstrução institucional do país passa necessariamente pela recuperação da credibilidade da imprensa e pelo enfrentamento público do que classificou como "autoritarismo midiático".
Nota na íntegra: CLIQUE
Fonte: Blog do César Wagner


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