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Vem aí!

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Domingo é dia de Ação Rotária

Neste domingo, 8, durante todo o dia, das 8 horas às 16h30, a realização da "Ação Rotária", pelo Rotary Club de Feira de Santana em parceria com a Associação de Proteção à Infância (API), na sede desta instituição, na avenida Maria Quitéria, Queimadinha.
Entre as atividades previstas, atendimento médico e odontológico, laboratório, palestras sobre vários temas, oficinas de corte e cabelo e artesanato, jogos recreativos e esportes, atendendo à comunidade da invasão da Lili e adjacências.

Deu em Claudio Humberto


"Para onde vamos?"

De Fernando Henrique Cardoso, em "O Estado de S. Paulo", edição de domingo, 1º:
A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas.
Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?
Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.
É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos". Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?
Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o."
Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "Minha Casa, Minha Vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil potência". Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil.
Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: "L"État c"est moi." Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico.
Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro.
Os partidos estão desmoralizados. Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão.
Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.
Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina.
No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas". Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.

Deu no "Blog Reinaldo Azevedo"

FAZ HOJE UM ANO QUE OBAMA FOI ELEITO. COMO PRESENTE DE ANIVERSÁRIO, DERROTAS ELEITORAIS!
Os admiradores de Barack Obama ficam bravos quando alguém escreve o que vai adiante, mas o fato é que o homem é, vamos dizer, mais fenomenal do que parece. Explico: é incrível que um político tão ruim tenha levado, meio na maciota, o governo dos Estados Unidos. Ou não é tão incrível assim: se o país não tivesse quebrado antes das eleições, ele não teria ficado com o prêmio. Mas quebrou. E ele está aí.
Por que isso? Obama deu de bandeja duas importantes vitórias aos republicanos. Seus adversários venceram as eleições para os governos de New Jersey e da Virgínia. Na primeira, o ultraconservador Christopher J. Christie bateu o democrata e atual governador, Jon S. Corzine. Seu discurso: varrer a sujeira e a corrupção de New Jersey. Na Virgínia, onde Obama venceu as eleições presidenciais, o governo volta para mãos republicanas depois de oito anos: Robert F. McDonnell venceu R. Creigh Deeds. Na cidade de Nova York, o agora independente Michael R. Bloomberg, mas republicano de coração, obteve um terceiro mandato para a prefeitura, vencendo o democrata William C. Thompson.
A disputa em Nova York eram favas contadas, e Obama não se empenhou na vitória do nome escolhido pelo seu partido. Mas, nos outros dois casos, sua derrota é grande. A própria Casa Branca, numa decisão de impressionante estupidez, resolveu transformar a vitória na Virgínia e em New Jersey numa questão de honra para o presidente da República, que se empenhou pessoalmente na disputa. E o fez num momento em que a sua popularidade não é das melhores. Ora, se as vitórias seriam de Obama, então as derrotas são de… Obama!
O presidente e seus magos da política contavam com as duas disputas para demonstrar que o chefe continua forte, influente e pode transferir prestígio. Certamente não é tão pouco influente e tão fraco quanto os resultados podem sugerir. Mas está claro que força política - a de Obama ainda é grande, embora muito menor do que já foi - não é coisa que se transfira com facilidade. Por que aponto a inabilidade? Porque não era hora de se meter em disputas regionais. Ocorre que, quando se é Obama - o deles ou o “nosso” -, a onipotência toma o lugar da razão. E o sujeito acredita que pode fazer qualquer coisa.
Os republicanos, obviamente, estão eufóricos. Faz, hoje, um ano que os EUA elegeram Barack Obama presidente da República, no maior fenômeno de marketing político da história universal. Seu prestígio é declinante, e os eleitores lhe aplicam uma sova eleitoral que ele procurou. A sabedoria recomendava que ficasse longe do embate. Ou, então, que entrasse apenas com a certeza vitória.
Ocorre que os onipotentes, mesmo quando sorridentes, não costumam ser sábios.

"A boca grande é para enganar você"

Deu no "Blog 25: Democratas":

Depois de ficar quase dez anos na chefia do poder Executivo criticando a imprensa e a Oposição, desfrutando de mordomias inacreditáveis e fazendo viagens sem necessidade, o presidente Lula da Silva admitiu: não tratou, como devia, do grave problema das drogas. Acontece que recursos do Estado para enfrentar a violência e a criminalidade não faltaram ao presidente. Lula da Silva, porém, sequer apresentou ao país um plano contra o crime organizado.
Por que Lula da Silva abriu sua boca enorme para falar do problema só agora? Possivelmente or uma só razão: seu descaso com a segurança da população ficou tão claro que deve significar ameaça à sua popularidade, na avaliação dos institutos de pesquisas. É exclusivamente por este motivo que ele passou a fingir que se importa com o problema.
Se o interesse de Lula da Silva fosse verdadeiro, ele teria enfrentado a violência, a criminalidade, o tráfico e o crime organizado com todos os instrumentos do Estado, desde o 1º dia do seu mandato. O efeito de drogas como crack nos jovens é tão devastador que o presidente deveria era dar um basta nesta falação tardia e inútil sobre assunto. Em sinal de respeito às mães e às inúmeras famílias que perderam seus filhos para o tráfico e o crime organizado nos últimos oito anos.

Público de "Besouro"

Ailton Carmo e a feirense Jéssica Barbosa em "Besouro"
Foto: Divulgação
Nos três primeiros dias em cartaz, entre sexta-feira, 31 de outubro e domingo, 2, no país, com 144 cópias, em 120 salas - uma em Feira de Santana, no Orient Cineplace -, o filme brasileiro "Besouro" atraiu público de 130.121 espectadores, o que o credencia a ser um dos líderes de bilheteria no país em 2009. O número corresponde às expectativas dos distribuidores.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sesquicentenário da Santa Casa de Misericórdia

A Santa Casa de Misericórdia estáa completando 150 anos de fundada. Para marcar a data, a mesa administrativa da irmandade preparou alguns eventos e esta convidando a comunidade, especialmente os irmãos, para as comemorações nesta quinta-feira, 5. Também esta sendo lembrado o sesquicentenário da visita de D. Pedro de Alcântara a Feira de Santana.
Consta da programação Missa Solene celebrada pelo arcebispo metropolitano, dom Itamar Vian, na Capela de Nossa Senhora da Piedade, situada ao lado do Hospital Dom Pedro de Alcântara, às 19 horas. Às 20 horas está programado descerramento das placas comemorativas dos 150 anos de fundação da Santa Casa e 50 anos de inauguração da atual sede do Hospital D. Pedro de Alcântara. As 20h15, inauguração da Galeria dos Provedores no auditório do hospital; lançamento do CD comemorativo do sesquicentenário de fundação da irmandade e do livro "Memorial Histórico da Santa Casa de Misericórdia", editado por Maria Lucia de Cerqueira Souza e Dr. João Batista de Cerqueira.
(Com informações de Cristóvam Aguiar)

Emendas parlamentares em prol da cultura

O Ministério da Cultura, por meio de sua Representação Regional Nordeste e da Secretaria de Articulação Institucional (SAI) convida parlamentares, gestores culturais e instituições da sociedade civil organizada para a videoconferência que irá discutir quais são os caminhos para a criação de emendas parlamentares voltadas para o Programa Mais Cultura do MinC, com destaque para o Espaço Mais Cultura, e demais ações deste Ministério. O encontro será realizado no dia 9 de novembro, das 14 às 17 horas, nas salas do Banco do Nordeste (BNB), e em Brasília, na sede do BNB.
Inscrição: os interessados em participar da videoconferência devem enviar e-mail para: videoconf.ne@gmail.com, informando os seguintes dados: nome, profissão, e-mail, telefone e endereço completo, preferencialmente até ao meio-dia, do dia 6 de novembro. Mais informações: Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura: 81. 3194-1300/1309/ e-mail: nordeste@cultura.gov.br/.
Sala do BNB – Brasília – DF
Endereço: SQS Quadra 2 – Bloco C – Lote 115, Ed. Paulo Sarasate
Endereços
Salas Videoconferência – BNB – região Nordeste
São Luis
R. de Santana, 465 - Centro
Oito lugares
98 3218 9600
Teresina
R. Rui Barbosa, 163 - Centro
90 lugares
86 3216 8608
Fortaleza
Av. Paranjana, 5700 - Passaré - sala 2
30 lugares
85 3299 5101
Natal
Av. Antonio Basílio, 3006. Ed. Lagoa Center, Lj 35C/ Lagoa Nova
60 lugares
84 3133 3242
João Pessoa
Av. Pres. Epitácio Pessoa, 1251 - 12º Andar - Ed. Epitácio Pessoa - Bairro dos Estados
60 lugares
83 3216 9400
Recife
Av. Conde da Boa Vista, 800 - 2º Andar - Edif. Apolônio Sales - Bairro da Boa Vista
100 lugares
81 3198 4200
Maceió
R. da Alegria, 407 - Centro
100 lugares
82 3216 4571
Aracajú
R. Itabaianinha, 44 - 3º Andar - Centro
10 lugares
79 2107 5659
Salvador
Av. Estados Unidos, 346/12º Andar/Ed. Prof. Miguel Calmon Sobrinho - Comércio
100 lugares
71 3103 2828
(Com informações da Representação Nordeste do Ministério da Cultura)

César Borges diz que segurança e saúde inquietam baianos

O senador César Borges (PR-BA) voltou a criticar nesta terça-feira, 3, no Senado, a gestão do governo baiano na saúde e segurança pública, após novos episódios que mostraram o agravamento destes dois setores. No caso da saúde, ocorreu mais uma morte em Porto Seguro por conta da epidemia de meningite, que se soma à dengue para inquietar os baianos. Na segurança pública, o assassinato de um delegado de polícia em Ipiaú e o assalto a uma secretaria de governo também mostraram que o crime avança na Bahia.
“São questões que trazem grande inquietação aos baianos e que se agravam a cada dia, me obrigando como senador vir aqui cobrar uma solução das autoridades do meu estado”, afirmou o senador. Para César Borges, se o governo baiano não pode enfrentar a crise na saúde e na segurança pública, deve pedir que o governo federal socorra, “porque o importante é evitar a morte de outros baianos, como vem ocorrendo, sistematicamente”. Segundo ele, a meningite já matou 33 baianos este ano, enquanto outros 66 morreram pela dengue.
De acordo com o senador, a situação da saúde baiana é tão grave que o próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, advertiu esta semana que a situação da dengue continua sem controle no estado. César Borges mostrou as manchetes do jornal A Tarde sobre novas mortes de meningite e citou ainda enquete do site Bahia Notícias na qual leitores apontam que haverá prejuízo para o turismo e para a imagem da Bahia, por conta da epidemia em Porto Seguro, segundo destino turístico do Nordeste, após Salvador.
César Borges disse que a Bahia também está assustada com os assassinatos que ocorrem sem que a polícia chegue a culpados. Por isto, mostrou outra notícia do jornal A Tarde com o protesto de moradores de Ubaitaba e Aurelino Leal, que fecharam a BR-101 para cobrar apuração do assassinato de um prefeito local em 2007. O protesto coincide com o choque causado na Bahia pelo assassinato do delegado André Luis Serra no município de Ipiaú, à luz do dia e em praça pública, em aparente crime de mando.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do senador César Borges)

Curso de Capacitação em Projetos Culturais

A Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do MinC, o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Itaú Cultural, estão promovendo um Curso de Capacitação em Projetos Culturais.
O curso, cuja primeira etapa será virtual, foi elaborado para estreitar o relacionamento entre criadores, agentes culturais, instituições públicas e privadas de financiamento à cultura, promovendo a interface de suas práticas com as políticas públicas, visando o reconhecimento da cultura como fator propulsor de desenvolvimento socioeconômico.
Público alvo: capacitar artistas, gestores, empreendedores, administradores, técnicos e produtores culturais com experiência em distintas áreas, para atuarem na gestão de atividades culturais, nas esferas públicas e privadas.
Para efetuar a sua inscrição e conhecer a programação completa, acesse o link: http://www5.fgv.br/fgvonline/minc/index.asp?idc=00
Por enquanto só estão abertas as inscrições de Belém(PA) e Rio Branco(AC).
(Com informações de Rose Andrade, da Assessoria de Comunicação da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura)

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"Besouro" continua sendo o programa de cinema




1. Jéssica Barbosa, principal papel feminino de "Besouro"
2. Cena de "Jogos Mortais VI"
3. Radha Mitchell em "Substitutos"
Fotos: Divulgação


O filme brasileiro “Besouro” continua em cartaz no Orient Cineplace, entrando em segunda semana, a partir desta sexta-feira, 6.
Filme de ação, conta a história do capoeirista Manoel Henrique Pereira (1895-19240), conhecido como Besouro Mangangá e Besouro Cordão de Ouro. A ação se passa no Recôncavo, mas o cenário é de Igatu, na Chapada Diamantina.
Como já foi dito, o filme é uma mistura da história da luta contra a escravidão no interior da Bahia com elementos do folclore. Tem por base o livro “Feijoada no Paraíso”.
O destaque do filme é para a bela atriz (também modelo) Jéssica Barbosa, estreante, em dois papéis, que é feirense. Descobri nesta terça-feira, 3, que é filha de Anacleon Barbosa, do Banco do Brasil.
A partir desta sexta-feira tem o lançamento nacional do filme de terror “Jogos Mortais VI”, que está no limite da saturação. Outra novidade é “Substitutos”, ficção científica com Bruce Willis e Radha Mitchell encabeçando o elenco.
Continuam em cartaz: o documentário “Michael Jackspn’s: This Is It”, em segunda semana, e a animação “Tá Chovendo Hambúrguer”, em sexta semana.

Cerimonialistas discutem aspectos legais, técnicos e científicos da profissão

O comportamento dos profissionais, estudos acadêmicos sobre a importância e desenvolvimento do cerimonial e a necessidade da aplicação de normas legais que regulamentem a atuação do profissional são aspectos que fomentam as discussões dos profissionais de Comunicação Social que atuam na área de Cerimonial Público. Estes temas foram debatidos pela primeira vez na capital baiana, entre domingo (1º) e esta terça-feira, 3, durante a realização do XVI Congresso Nacional do Cerimonial Público (Concep).
Mais de 400 cerimonialistas do Brasil e da América Latina aprofundaram os conteúdos centrais a partir de plenárias, palestras e mesas redondas. Segundo a congressista Lisete Rey Carneiro, vice-presidente do Concep-DF, as discussões do congresso são importantes para a criação de uma linguagem única entre os profissionais, contribuindo para o fortalecimento e reconhecimento da atividade. “Aqui fazemos um trabalho de unificação da linguagem do cerimonial, propondo a capacitação da mão-de-obra”, destaca.
Conforme a vice-presidente, o aperfeiçoamento profissional e a regulamentação da atividade, a partir de uma legislação específica são aspectos que garantem a qualidade dos serviços prestado, promovendo a geração de emprego e renda. “O cerimonial faz parte do que chamamos de indústria não-poluente”, observa. “Geramos empregos, pagamos impostos e oferecemos mão-de-obra qualificada para a realização de eventos públicos e particulares”, atesta Carneiro.
A congressista observa ainda que a regulamentação da atividade contribui para o aperfeiçoamento da atividade turística, especificamente, para os segmentos de negócios e de eventos. “Toda feira, todo congresso, todo coquetel, qualquer evento passa pela organização do cerimonial”, pontua Lisete Carneiro. “Atuamos antes, durante e após a realização”.
Um dos pontos importantes do evento foi a dinâmica ‘Café da Manhã Com Especialistas’, na qual os congressistas debateram com profissionais de reconhecimento nacional temas referentes à atuação no mercado de trabalho, durante a refeição matinal. As temáticas dessas discussões perpassaram por técnicas operacionais, enfatizando, por exemplo, as audiências públicas do legislativo e roteiros de cerimoniais empresarias, até temas como ‘A autoestima e sua influência na profissão, voltado para trabalhar as potencialidades e fraquezas pessoais do profissional.
(Com informações de Moabe Breno e Ariluz Fernandes)

José Ronaldo e Paulo Souto na Festa de Todos os Santos

Deu no site de José Ronaldo:

Acompanhado do ex-governador Paulo Souto, o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho (Foto: Divulgação) prestigiou a Festa de Todos os Santos, no sábado, 31, em Monte Santo. A festa é uma secular manifestação de fé que reúne fiéis de diversas comunidades do sertão baiano.
Paulo Souto e José Ronaldo chegaram no aeroporto da cidade às 15h30 e foram recebidos por lideranças regionais. Depois, seguiram para a serra da Santa Cruz e fizeram a tradicional caminhada até o pico do monte, seguindo as escadarias com mais de dois séculos, construção que impressionou Euclides da Cunha.
O roteiro foi seguido por dezenas de milhares de romeiros, procedentes de vários municípios, pagando promessas por graças alcançadas. Durante o longo percurso, Paulo Souto e José Ronaldo foram cumprimentados pelos fiéis.
“A romaria na Santa Cruz é uma das mais expressivas manifestações de fé do homem do sertão, que sobe as escadarias, com pequenas capelas às margens, até a igreja principal, para agradecer a Deus”, salienta José Ronaldo.
À noite, os dois líderes do Democratas estiveram na praça de Eventos, acompanhando os shows promovidos pela Prefeitura de Monte Santo. Ficaram até a metade do show de Zezé de Camargo e Luciano, o segundo da extensa programação.

"Dilma: Campanha da 'verdade zero'"

Deu no "Blog 25: Democratas":
Seria bom que alguém explicasse a Dilma Rousseff e ao presidente Lula da Silva que o excesso de propaganda, de demagogia e de publicidade enganosa pode ter efeitos contraproducentes e contrários aos objetivos planejados por eles. Por uma razão óbvia: o excesso só comprova a existência da fraude.
A mentira é tanta que saiu do controle. E o presidente Lula, assim como os demais comensais do banquete petista, todos fingem acreditar no que eles próprios mandam dizer. Ainda mais agora quando o governo age com um objetivo específico: mentir o tempo todo para tentar impulsionar, de forma ilegal, o nome de Dilma Rousseff na corrida eleitoral. É a "Campanha da Verdade Zero".
Forjada pelos publicitários, Dilma Rousseff mente tão miseravelmente sobre tudo que passou a fingir agora que é uma pessoa calma, educada e gentil, quando todos sabem que é agressiva e desrespeitosa, principalmente com os subordinados. Não é por acaso que esses mesmos subordinados costumam dizer que a ministra mente até quando está sozinha.

Apocalipse - Capítulo 9

1 E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar.
3 E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra.
4 E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus.
5 E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
6 E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
7 E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
8 E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões.
9 E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.
10 E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses.
11 E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom.
12 Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.
13 E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus,
14 A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates.
15 E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
16 E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles.
17 E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saía fogo e fumaça e enxofre.
18 Por estes três foi morta a terça parte dos homens, isto é pelo fogo, pela fumaça, e pelo enxofre, que saíam das suas bocas.
19 Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas são semelhantes a serpentes, e têm cabeças, e com elas danificam.
20 E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
21 E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.

Deu em Claudio Humberto


"Pão Com Mortadela" de sexta-feira a domingo




Peça livremente inspirada na obra de Charles Bukowski estréia no Teatro Sesc - Casa do Comércio

De sextas-feira, 6, a domingo, 8, estará em cartaz no Teatro Sesc - Casa do Comércio, em Salvador, o espetáculo "Pão Com Mortadela", elogiada montagem da Pequena Central, com direção de João Fonseca e estrelado por Sacha Bali e grande elenco.
O que poderia ser pior do que crescer nos Estados Unidos em meio à Grande Depressão pós-29, ser alemão e pobre, ter espinhas monstruosas, um pai beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma mulher e nenhum amigo, e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos humano?
"Pão Com Mortadela" conta a amarga história de Henry Chinaski, eterno alter-ego do escritor Charles Bukowski, de forma bem-humorada e dinâmica. O espetáculo, que foi indicado ao Prêmio Shell 2007 de Melhor Direção, tem um texto livremente inspirado na vida e na obra do escritor Charles Bukowski, escrito pelo diretor João Fonseca, da Cia “Os F... Privilegiados”, e pelo ator Sacha Bali, que interpreta o protagonista.
"Pão Com Mortadela" estreou em maio de 2007 no Espaço Sesc, no Rio de Janeiro, lotando todas as sessões da temporada e rendendo excelentes críticas e matérias de destaque nos principais jornais da cidade . A segunda temporada - prevista para durar três semanas no Teatro Leblon – foi prolongada duas vezes devido ao imenso sucesso de público, totalizando nove semanas. Dois dias depois, o espetáculo reestreou na Casa da Gávea, onde ficou por cinco semanas em cartaz no horário nobre. Em novembro, "Pão Com Mortadela" foi apresentado no Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis (Fita), e em seguida fez uma curta temporada no Teatro da Caixa Cultural em Brasília, com lotação praticamente esgotada. Em março de 2008, voltou a ocupar o horário principal da Casa da Gávea no Rio de Janeiro, onde ficou até maio. De junho a setembro do mesmo ano, fez turnê pelos Sescs do Estado do Rio de Janeiro, sendo apresentado em sete cidades. Em novembro, fez ainda curta temporada no Teatro da Caixa Cultural em Curitiba e, finalmente, encerrou o ano com turnê por cinco Sescs do Rio Grande do Sul, incluindo o de Porto Alegre.
Formado por jovens – porém experientes - atores de diferentes estados do país, o elenco se uniu a partir de uma oficina ministrada por João Fonseca em agosto de 2006. A partir de então, o grupo passou a pesquisar a fundo a obra de Bukowski e a trabalhar na encenação, cuja estréia se deu nove meses mais tarde, em maio de 2007. João Fonseca, indicado para o Prêmio Shell de 2007 de melhor direção por "Pão Com Mortadela", concorreu pela sexta vez ao prêmio, tendo ganho em 1997, com o espetáculo “O Casamento”.
Ficha Técnica
Direção: João Fonseca
Elenco: Sacha Bali, Aline Fanju, Gustavo Nunes, Jorge Lucas, Lívia de Bueno e Rosanna Viegas
Adaptação e Roteiro: Sacha Bali e João Fonseca
Texto: Charles Bukowski
Cenário: Natália Lana
Figurinos: Nello Marrese
Iluminação: Luiz Paulo Neném e Daniela Sanchez
Assistência de iluminação: Roberto Macedo
Direção de movimento: Ana Bevilaqua e Rafaela Amado
Assistência de direção: Keli Freitas e Lanna Guedes
Assessoria de imprensa: Filomena Mancuzo
Fotógrafo: Luiz Paulo Nenem
Cenotécnico: André Salles e equipe
Direção de produção: Sacha Bali
Serviço:
“Pão Com Mortadela”
Data: 6, 7 e 8 de novembro (sexta, sábado e domingo)
Horário: 20 horas
Local: Teatro Sesc Casa do Comércio
Av. Tancredo Neves, nº 1109. Ed. Casa do Comércio – 8º andar.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)
Classificação: 14 anos
(Com informações de Davi Nogueira, de Selma Santos Produções e Eventos)

"FHC perde a paciência e parte para o ataque a Lula!"

Deu no "Ex-Blog do César Maia":
(Estado SP/Globo, 01) Trechos do artigo: Para Onde Vamos?
1. A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? \ Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei? Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.
2. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?
3. "Brasil, ame-o ou deixe-o". Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "Minha Casa, Minha Vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo.
4. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas".

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Marcha Para Jesus reúne milhões em São Paulo

A Marcha Para Jesus (Foto: Folha Imagem), realizada na Zona Norte de São Paulo, reuniu milhões de pessoas nesta segunda-feira (2). O bispo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, afirmou que o tema do evento deste ano, "Lutando Contra Gigantes", refere-se à luta contra a discriminação e o preconceito de que os evangélicos são vítimas.
"Os gigantes são a discriminação, a incompreensão e o estereótipo que se criou em torno da igreja", afirmou. "Nossos gigantes são só espirituais", completou.

Deu em Claudio Humberto


"Honduras - O que Maria levou"

Comentário de Ricardo Noblat
O que é que Maria levou com a nossa intervenção na crise de Honduras?
Publicações internacionais de peso disseram que o Brasil ampliou sua presença na América Central em detrimento, por exemplo, do México. E que atuou de forma mais ativa do que os Estados Unidos.
Bem, mas isso foi antes do desfecho da crise. Ela acabou sob o signo exclusivo de Barack Obama.
A se acreditar em Lula, entramos na crise meio sem querer quando Manoel Zelaya, o presidente deposto de Honduras, materializou-se há pouco mais de 40 dias dentro dos jardins da embaixada brasileira em Tegucigalpa.
De nada sabíamos, juram Lula e seus porta-vozes. Hugo Chávez, presidente da Venezuela e mentor de Zelaya, sabia de tudo. E providenciara os meios para que Zelaya batesse de repente à nossa porta.
Como negar o que Zelaya pedia? Que era bem o quê? Asilo não era.
Zelaya havia sido deportado para a Costa Rica pelos militares no dia 28 de junho passado tão logo fora deposto pela Suprema Corte de Justiça.
Zelaya pediu abrigo ao governo brasileiro. Se tivesse pedido asilo entraria para a História como o deportado que preferiu correr o risco de voltar ao seu país para de lá, mais tarde, escafeder-se na condição de asilado. Uma piada!
E Zelaya também pediu ampla liberdade para usar a embaixada como escritório político. Se não pediu conseguiu na marra.
Ali comandou reuniões e concedeu entrevistas – o que seria proibido a um asilado. Dali emitiu ordens para que seus partidários se manifestassem contra o governo de fato de Honduras presidido por Roberto Micheletti, eleito por votação unânime do Congresso.
Na verdade, o governo Lula acreditou que Zelaya tinha mais força política do que demonstrou. E acreditou também que Micheletti não se manteria por muito tempo no cargo enfrentando sanções econômicas e a condenação da comunidade internacional.
Enganou-se duas vezes.
A derrubada de Zelaya foi legal, segundo a Constituição. Afinal ele tentara mudá-la para introduzir a reeleição de presidente. A deportação é que foi ilegal.
Micheletti resistiu mais do que se supunha. E o governo Barack Obama pressionou menos do que se esperava.
São poderosos os interesses americanos em Honduras. Um dos mais pobres países do mundo importa dos Estados Unidos 70% do que consome.
De todo modo era preciso encontrar uma saída que salvasse muitas faces – a americana, influente no pedaço, a do resto do mundo e a da democracia hondurenha, por suposto.
O tempo e o calendário eleitoral contribuíram para que se chegasse ao acordo anunciado na última sexta-feira. Está marcada para o próximo dia 29 a eleição do sucessor de Zelaya. Que tomará posse no dia 27 de janeiro.
Manda a Constituição que a partir de hoje o comando das Forças Armadas passe a obedecer à Suprema Corte de Justiça. O Congresso decidirá a sorte de Zelaya ainda esta semana.
O acordo prevê que o substituto de Micheletti comande um governo de união nacional até que o futuro presidente instale o seu. Mas não prevê que o substituto seja Zelaya.
Micheletti e Zelaya pertencem ao Partido Liberal, que está rachado quanto ao retorno de Zelaya ao cargo. Ele só se dará se quiser o Partido Nacional, chefiado por Porfírio Lobo.
Há quatro anos, Lobo perdeu a eleição para Zelaya por míseros sete mil votos. Achou que foi garfado, mas preferiu se calar. É novamente candidato – e dessa vez deve vencer.
Foi com ele que se reuniu Thomas Shannon, subsecretário de Estado americano para a América Latina, antes de anunciar o fim da crise hondurenha.
Shannon arrancou de Lobo a promessa de que os liberais votarão a favor da restituição de Zelaya.
Por sua vez, Lobo arrancou de Shannon a garantia de que os Estados Unidos reconhecerão a legitimidade das eleições hondurenhas quer Zelaya seja devolvido ao poder ou não.
Na tarde do último sábado, o deputado Ramón Velásques, secretário do Congresso, deu uma medida da “boa vontade” dos seus colegas com Zelaya.
“Se nossa decisão for a de nomear um substituto para Zelaya na presidência, não vejo razão para que seja ele”, argumentou. “A restituição de Zelaya é uma questão jurídica e o Congresso é uma instituição eminentemente política. Precisamos de um parecer da Suprema Corte”.
O que foi mesmo que Maria levou com a crise de Honduras?
Pouca coisa.
Revelou-se uma generosa hospedeira.
Ganhou espaço favorável na mídia internacional.
Meteu-se de forma acintosa nos assuntos internos de outro país, o que fere antigos tratados.
Na hora H, não foi ouvida nem cheirada para a confecção do acordo que pôs fim à crise.

Deu em Claudio Humberto


"Festa em homenagem a Toffoli patrocinada pela Caixa Econômca Federal"

Está na "Folha Online":

Parte da festa oferecida em homenagem ao ministro José Antonio Dias Toffoli após a sua posse, no último dia 23, em Brasília, foi patrocinada pela Caixa Econômica Federal. A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), que organizou a homenagem em parceria com outras entidades da magistratura, pediu R$ 50 mil à Caixa Econômica, a título de patrocínio para a festa. Questionado pela Folha, o banco confirma que, do valor pedido, repassou R$ 40 mil. A comemoração, para 1.500 pessoas, aconteceu no Marina Hall, casa de eventos numa área de 5 mil metros quadrados às margens do lago Paranoá, ponto nobre da capital federal. O juiz federal Luiz Cláudio Flores da Cunha, do 6º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, pretende questionar no Tribunal de Contas da União e no Ministério Público Federal a legalidade do patrocínio da CEF à festa. Ele entende que a associação dos juízes federais foi usada para ocultar o repasse de um órgão público para cobrir gastos de uma festa. Quer saber se a despesa foi regular. “Não posso concordar com a Ajufe transformada em laranja. Não veria problema se a Caixa Econômica desse dinheiro para um evento cultural da Ajufe. Não poderia haver patrocínio para esse tipo de encontro”, diz Flores da Cunha.

Seminário de Psicologia Jurídica discute crimes sexuais e guarda

Acontece neste sábado (7), o I Seminário de Psicologia Jurídica de Feira de Santana. Organizado pelos alunos do 6° semestre da primeira turma de Psicologia da Faculdade Nobre, o evento será realizado no Teatro Ângela Oliveira, do Centro de Cultura Maestro Miro, em dois períodos, das 8 horas às 12h30 e das 13h30 às 17h30.
Segundo Lúcia Elaine de A. Ribeiro, da comissão de divulgação, o evento vai discutir “importantes assuntos referentes à criança e ao adolescente, como crimes sexuais, alienação parental e guarda compartilhada”, por juristas, psicólogos e assistentes sociais, "visando a saúde física e emocional de crianças e adolescentes de Feira de Santana e região".
A taxa de inscrição custa R$ 10,00. Maiores informações pelos telefones 8105-9626 (Larissa Mello), 8835-8308 (Lívia Caroline) e 9132-8597 (José Soares).




domingo, 1 de novembro de 2009

"Woody Allen no Rio"

De Roberto Pompeu de Toledo, na "Veja":

"Para impressionar a namorada e mostrar-lhe que podia
agir como um bravo, ele decide subir ao Morro dos Macacos
para enfrentar o temido FB. Foi então que…"

Há uma campanha para que Woody Allen escolha o Rio de Janeiro como locação para um de seus próximos filmes. O que não falta são assuntos para a história. Woody sai do supermercado com o carrinho cheio e começa a descarregar a mercadoria no porta-malas do carro. Tira as verduras, a carne, o azeite e, quando enfim tira o sabão em pó – surpresa! –, aparece um cadáver no fundo do carrinho. "Quem disse que estávamos precisando disso?", reclama sua namorada (Diane Keaton). "Você nunca presta atenção na lista de compras." Segue-se uma tortuosa discussão, como emAnnie Hall.
O filme também pode começar num consultório de psicanalista. Woody, no divã, diz à doutora (Mia Farrow, reconciliada com o ex-marido em razão do excitante projeto de filmar no Rio) que, não bastasse o abalo que sofreu em Nova York com o caso das torres gêmeas, agora vem ao Rio e assiste à cena de um helicóptero abatido no ar. "Eu levo a desgraça para onde vou", afirma. A psicanalista, como em Zelig, intriga-se com aquele caso peculiar. Estava diante de um Zelig ao contrário: em vez do homem camaleão, que ficava igual às pessoas que tinha em volta, eram as coisas que ficavam iguais por onde ele andava. E não adiantava dizer ao paciente que Nova York conhecera um episódio único, enquanto o Rio sofria de um desfile continuado de balas perdidas, policiais ladrões, gente torrada em "micro-ondas".
Em uma terceira possível história, o fraco e indeciso Woody, querendo mostrar à namorada (Scarlett Johansson), como em Bananas, que pode virar um bravo, decide subir ao Morro dos Macacos para caçar o temido FB. Segue-se que se revela tão audaz que acaba aclamado como o novo chefe do tráfico e então… Nenhum dos entrechos está à altura de fazer pelo Rio o que os filmes de Allen já fizeram por Londres e Barcelona, sem falar de Nova York – a câmera demorando-se nos encantos dessas cidades e no melhor que podem oferecer? Calma, apressado leitor. Ainda não chegamos ao fim. Intervalo para comprar pipoca.

***

O melhor da escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016 é ter oferecido à cidade um prazo. O Rio precisa de prazos. O Brasil precisa de prazos. O pior que pode acontecer é a cidade recair nos modelos da Rio 92 e dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Nos dois casos, armou-se uma cidade Potenkim para recepcionar os visitantes. Potenkim, para quem não sabe, era o ministro que antes da viagem da rainha Catarina da Rússia à Crimeia mandou armar cenários pelas aldeias por onde ela passaria, de modo a impressioná-la com a beleza e a prosperidade da nova conquista de seu império. É fácil armar um esquema policial-militar que garanta a tranquilidade por três semanas, mas é também uma vergonha. É contemplar os estrangeiros com uma fantasia e os nativos, condenados à volta da rotina selvagem assim que o evento termina, com um desaforo.
O prazo que o Rio ganhou é estreito a ponto de exigir ação imediata, mas largo o suficiente para o cumprimento dos objetivos. Um inimigo é a retórica, que tão brasileiramente considera que um problema está sendo enfrentado tão logo se começa a fazer discurso dizendo que está sendo enfrentado. Outro é a condescendência, tanto das autoridades quanto de eminentes cariocas, quando se refugiam no argumento de que outras cidades conhecem tanta ou mais violência, ou de que só partes da cidade são afetadas.

***

Woody não é na verdade o novo chefe do tráfico; só finge sê-lo. De dentro, empreende o trabalho de desmantelar a quadrilha. Alia-se ao governador Sérgio Cabral e também tem papel decisivo na denúncia e desestruturação da corrupção policial. Aqui a história se interrompe e aparece o aviso: "Sete anos depois…". Sete anos depois, ei-lo de volta ao Rio para a Olimpíada. A cidade não está apenas tranquila. Também se civilizou. Ninguém estaciona nas calçadas e respeitam-se as faixas de pedestres. Woody confessa que, como o diretor cego de Dirigindo no Escuro, que simulava construir cenas que na verdade lhe eram sopradas, não teve nenhum papel na regeneração da cidade. Foi tudo obra de brasileiros, enfim honestos, sérios e devotados com vigor a uma causa. Em seus filmes, Woody Allen frequentemente faz a mocinha ficar com ele no final. Neste, ele conhece uma turista espanhola (Penélope Cruz) e o resto da história é a câmera mostrando o casal a beijar-se no alto do Corcovado, a discutir a relação enquanto caminha no calçadão de Ipanema, a confessar suas inseguranças enquanto circunda de bicicleta a Lagoa Rodrigo de Freitas, e não se sabe o que mais admirar – se os personagens, os diálogos ou a cidade. The end.

"Não fui eu!"

Artigo de Lya Luft, na "Veja":

"Como tantas coisas neste mundo contraditório, a internet
é ao mesmo tempo covil de covardes e terra de maravilhas"

Há semanas venho recebendo, via e-mail de amigos ou conhecidos, um texto com meu nome, às vezes até com minha fotografia, mas que não é meu. Pessoas me abordam para dizer que o receberam de outras, e eu negando, tentando esclarecer: não fui eu!!! Eu não o escreveria. É um texto cretino, dizendo entre outras bobagens que numa palestra para mulheres, que nunca dei, eu falava "coisas inteligentes" fazia mais de uma hora, e ninguém reagia. E que então decidi usar de um recurso especial: "Revelei minha idade, e toda a plateia fez um ahhhhhh de espanto".
Primeiro, eu jamais diria que falei para uma plateia pouco inteligente, e nunca precisei revelar minha idade: ela sempre foi de domínio público, tão natural quanto ter olhos azuis e me chamar Lya. Aliás, não tem a menor importância. Idade é natural, apesar do universo de narizes diminutos, sobrancelhas no meio da testa, bocas ginecológicas e caras inexpressivas que se multiplicam na paisagem. Nem ao menos sou do tipo que, por magrinha ou serelepe, pareça ter menos do que tem.
O que me chama atenção em tudo isso não é me atribuírem um texto alheio, mas quanto estamos desarmados, despreparados, indefesos, nessa mistura de terra de ninguém e ferramenta extraordinária que se chama internet. Uso computador há muitíssimos anos. Ando pela internet para pesquisar, viajar, me comunicar (com pouquíssimas pessoas), para me informar. Para ler vários jornais do país e do mundo. Para comprar livros. Para visitar ou rever museus e outros lugares. Para reservar hotel quando preciso. Para ler artigos de qualquer assunto que me interessa.
Mas, nas raras vezes em que entro em algum blog, me assustam os comentários que qualquer um pode ali postar, sem dar seu nome, escrevendo as coisas mais disparatadas ou violentas, sem que o atingido possa se defender. Cansei de receber textos apócrifos, que seriam de Drummond, Pessoa, Verissimo, Clarice e, agora, meu. Basta um rápido olhar e, se estamos familiarizados com os autores, sabemos: isso não é dele, dela. Porém, muitas vezes não há como saber. Engolimos sapos desse tipo, como recebemos mensagens com vírus, mensagens que são spam, mensagens que são bobajadas. Um bom antivírus ou anti-spam sempre ajuda.
Porém, usarem nosso nome embaixo de algum texto falso e a gente nem ter como dizer "não, pelamordedeus, não fui eu!", admito: é incômodo. Acusar alguém injustamente de qualquer imoralidade, invadir ou distorcer a vida pessoal de alguém, escrever frases insultuosas, ameaçadoras, hostis, sob a capa repulsiva do anonimato, é um crime contra a já tão achincalhada ética. Mas como encontrar o criminoso? Que leis lhe aplicar? O jeito é dar de ombros. Nem sempre dá para dar de ombros. Às vezes machuca. Ofende. Prejudica quem é inocente, alegra quem é perverso. No espaço cibernético podemos caluniar e destruir ou elogiar e endeusar quem quer que seja, sem revelar nossa identidade. Também podemos trabalhar, pesquisar, nos comunicar, aprender, nos deliciar, sem sair de casa. Como tantas coisas neste mundo contraditório, a internet é a um tempo covil de covardes e terra de maravilhas.
Na prerrogativa deste espaço, a quem interessar possa, estou mais uma vez avisando: o tal artigo em que eu teria assombrado uma plateia de mulheres apalermadas revelando o mistério dos meus 71 anos não é meu. Certamente vai adiantar pouco. Em breve vou receber o texto mais uma vez, e outra: e escutar comentários, entre elogiosos e hesitantes, sobre quanto ele foi "bom". Possivelmente outros textos falsamente meus já apareceram e nem me dei conta. O melhor nesses casos é não ligar, não dar bola, achar graça. Achei graça por algum tempo, mas, quando um número cada vez maior de amigos ou leitores me vem dizer que receberam o tal artigo, com foto, quem sabe com musiquinha atroz (já circularam por aí poemas meus ou falsos com todo tipo de musiquinha), já estou sorrindo menos. Aviso aos navegantes: vão continuar circulando por aí textos meus, falsos e reais, bons e muito ruins. Esses, não fui eu!

Comemorando a condição de mulher




1. Flávia Rocha, oradora entre as 30 homenageadas
2. Flávia Rocha com seu marido, pastor Gilberto Ruy
Fotos: Divulgação
Na noite de quinta-feira, 29 de outubro, 30 mulheres receberam o Troféu "M de Mulher" na 11ª edição do evento, realizado no salão de festas e auditório do Sest/Senat. Primeiro evento do gênero no Brasil, promovido por Paulo Norberto, o “M de Mulher” busca em sua concepção mostrar "a mulher guerreira e vitoriosa, enquanto profissional atuante em diversas áreas, sem perder a ternura e feminilidade". A premiação é um reconhecimento aos destaques, isentos de credo religioso, condição financeira ou cor.
Entre as homenageadas, a primeira-dama Graça Pimenta, diretora de Gestão da Rede Própria da Secretaria de Saúde Gilbert Lucas, diretora do Departamento de Ensino da Secretaria de Educação Lélia Vitor Fernandes, jornalista Madalena de Jesus e administradora de empresas Eliana Mara Rocha Costa, funcionária da Câmara Municipal, além da professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) Flávia Rocha, a quem coube ser a oradora, fazendo a saudação de agradecimento.
Eis suas palavras na íntegra:
Gostaria de cumprimentar com um afetuoso abraço a todos as mulheres que estão hoje aqui e a todos os demais convidados. Neste momento, entendo que todas nós somos uma única mulher. Que o nosso gênero, em suas particularidades e riquezas, é que hoje está sendo homenageado. E por hoje, por podermos comemorar a nossa condição de mulher, peço a cada uma de vocês que aplauda a mulher ao seu lado.
Gostaria de cumprimentar a produção deste evento na pessoa do Paulo Norberto, idealizador desta iniciativa tão importante para as mulheres de Feira de Santana. Acredito que falo em nome de todas quando ofereço meus mais sinceros agradecimentos e peço os aplausos de todas as mulheres aqui presentes.
Este momento em que nos reunimos para celebrar a nossa condição feminina é também o momento de trazermos à memória o legado de nossas mães, que nos ensinaram alguns dos segredos do viver e nos transmitiram a herança da feminilidade. A elas, biológicas ou do coração, nosso reconhecimento por nos ensinarem sobre o ser mulher, mesmo quando éramos apenas meninas.
Também seria o momento de nos lembrarmos de nossas irmãs, de sangue e de alma, que cotidianamente nos ensinam a solidariedade dos pequenos e dos grandes gestos.
Devemos o que somos hoje, e me refiro tanto às homenageadas como as que nos prestigiam nessa noite, a tantas outras mulheres, que nos ajudaram a construir nossa caminhada. Devemos muito:
· às professoras que, ao longo da vida, nos mostraram a força de sua dedicação e paciência.
· às profissionais de saúde que nos confortaram e orientaram em horas de tensão e adoecimento.
· às nossas amigas, sempre disponíveis para nos apoiar na hora da dúvida e da tristeza.
· às que já não estão mais conosco, por que já cumpriram sua missão de mulher nesta terra.
· às que erraram, para que nós pudéssemos acertar.
· às nossas avós, símbolos de trabalho e de dedicação à família,
· às companheiras que não conhecemos, mas que numa fila de banco ou no consultório médico, são capazes de se solidarizar com nosso cansaço e nossas dores diárias.
· às que realizam a secreta tarefa de orar por nós, sem que saibamos.
· às que nos encorajam quando estamos desanimadas
· às que se tornam nossas companheiras de luta, na limpeza e cuidado de nossas casas.
É por esta construção conjunta, que este evento celebra a atuação de mulheres que renovam em nós o orgulho de ser mulher. Estão aqui hoje representadas,
Aquelas que, na área da saúde, ajudam a curar os doentes do corpo e da alma,
As que, dedicadas à educação, ensinam nossos filhos a serem melhores pessoas e melhores estudantes,
As que, estando no meio político, são capazes de nos inspirar confiança.
As que lutam pelos direitos civis, aplicando sua inteligência pela causa da justiça.
As que trabalham em profissões não reconhecidamente femininas, enfrentando o preconceito em postos de gasolina, na polícia, nos bombeiros, no volante de um táxi.
Aquelas cujas mãos anônimas e rudes, plantam e colhem nos campos os alimentos de nossa família.
Aquelas que nunca estarão aqui neste lugar tão bonito, que não possuem maquiagem ou vestidos, mas que silenciosamente cumprem sua missão, em lugares isolados, mas que certamente, e tanto quanto vocês, ocupam um lugar especial na vida dos que as cercam,
A todas vocês, que estão aqui hoje, por marcarem sua atuação na vida da comunidade feirense, com o brilho da autenticidade, da qualidade, e do compromisso: O meu respeito e a minha admiração.
Com relação à minha indicação a este prêmio, devo dizer que o fato muito me surpreendeu. Considero que, como mulher, cumpro com dificuldade e com muitas imperfeições os diversos papéis e tarefas que me cabem. Talvez algumas de vocês compartilhem desse sentimento. Consigo ouvir, no entanto, em meio ao barulho e à agitação do dia a dia, algo que me diz que, mesmo incompleta, tenho avançado em minha maior tarefa: a de trazer, para a vida neste mundo complexo e cada vez mais difícil, três pessoas de bem: meus filhos.
Mas desejo ainda falar de uma mulher que nasceu em outras paragens e que não conheceu a alegria de ter sua própria família. Não se casou, e não consta que tivesse tido qualquer namorado ou companheiro. No entanto, suas palavras influenciaram a vida de muitos e também a minha, apesar de nunca tê-la encontrado, pois faleceu na década em que nasci.
Gostaria de falar sobre a americana Helen Keller, que aos dois anos de idade, como seqüela de uma doença, ficou completamente surda e cega. Durante muito tempo foi criada quase que como um animalzinho. Seus pais não sabiam o que fazer e as enfermeiras e professoras se sucediam sem conseguir qualquer desenvolvimento com Helen.
Mas um dia, uma moça recém formada, também com problemas de visão, chegou para ocupar o difícil posto. Ela sabia o que era estar isolada do mundo. Havia chegado de uma escola para cegos e julgava-se preparada para seu próximo desafio.
Anne Sullivan aceitou a tarefa e depois de longos 11 meses de trabalho, Helen, apesar de não ouvir absolutamente nada, havia aprendido a identificar algumas palavras pelo toque dos sinais em sua mão. As coisas passaram a ter nomes e significados. Pedia água e comida e entendia o que era o calor do fogão, e o frio da água da fonte no quintal. Helen tinha quase 8 anos e começou a ser alfabetizada.
Para que pudesse estudar, Anne dedicou sua vida a ajudar Helen a entender o mundo através dos livros e de suas conversas. Não havia outros meios, a não ser o alfabeto Braille e a conversação no novo método palpar. Helen tocava os lábios e a garganta de sua professora para, pelo movimento e pela vibração, entender as palavras. Não havia televisão, nem computador, nem estudos muito aprofundados sobre a maneira correta de ajudá-la. Anne precisou encontrar meios para descrever o que seria um poema, o céu, a geografia do mundo, os sentimentos, a educação em seu país, conceitos abstratos como o amor e a religião. Anne levou anos construindo conceitos e idéias pelas palavras apalpadas e pelas páginas em Braille.
Adulta, Helen decidiu contar sua história e ajudar outros. Escreveu livros e aprendeu a falar, ainda que imperfeitamente, com a ajuda de novos métodos. Passou a fazer palestras. Lia em três línguas e formou-se em filosofia. Percorreu alguns países em instituições e universidades, levando a causa das pessoas com necessidades especiais. Influenciou as leis do seu país a mudarem. Conheceu presidentes.
Anne, a professora, nunca deixou Helen. Casada, ela e seu marido moraram com Helen durante muitos anos. Como uma pessoa comum, Helen não tinha problemas em ficar sozinha por algum tempo, tirava a mesa, lavava os pratos, arrumava as camas. Contribuía para o serviço da casa como qualquer pessoa. Após a morte de Anne, outra pessoa tomou seu lugar e acompanhou Helen até que esta se fosse. Helen foi capaz de educar, sem ter sido professora. Apesar de limitações extremas, Helen foi capaz de influenciar, de se posicionar, de escolher, de tomar decisões por si mesma.
A vida de Helen durou 88 anos. Ela poderia ter permanecido no espaço confortável de sua casa, mas preferiu enfrentar platéias e estudiosos dos mais diversos campos. Enfrentou perguntas e questionamentos.Visitou muitos países para falar da importância de se educar os cegos e surdos.
Em 1955, quando tinha 73 anos, esteve no Brasil, em três cidades, visitando instituições e hospitais. Foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul, honraria recebida por estrangeiros que se destacam. Mas sua história poderia tê-la levado a um caminho de escuridão. Era apenas uma mulher sozinha, cega e surda, mas foi capaz de grandes coisas.
Com grande esforço, tentava sempre melhorar sua fala, para se fazer compreender nas palestras. Sobre isso, afirmou: “Só parcialmente venci o silêncio. Acho que a minha voz não é agradável, mas revesti suas asas partidas com as cores de meus sonhos, e minha luta por esta voz fortaleceu as fibras do meu ser e aprofundou minha compreensão de todas as ambições frustradas, de todos os esforços humanos".

No México, Dia dos Mortos é pura festa




“La muerte está tan segura de alcanzarte, que te da toda una vida de ventaja.”
(frase presente nos altares mexicanos, como mostra a foto)

Por Lineia Fernandes

Uma das coisas mais interessantes de poder estudar fora do país é definitivamente conhecer outra cultura, muitas vezes, totalmente diferente da nossa. Este fim de semana, os mexicanos comemoram o Dia dos Mortos. Em relação à data, praticamente a única semelhança com o Brasil é o 2 de novembro, marcado pelo nosso Dia de Finados.
Enquanto os brasileiros recordam seus mortos com muito pesar, vão à missa, levam flores e velas aos cemitérios, os mexicanos literalmente comemoram a data. Pode-se inclusive encontrar algumas particularidades típicas do nosso Carnaval no seu Día de los Muertos - muitas cores, máscaras, fantasias, festas e muita, muita comida e bebida segundo o gosto do freguês ou, melhor dizendo, do morto...
É óbvia a influência do Halloween americano, mas também é certo que a festa tem características diferentes e originais, algo que se mantém preservado na cultura desse povo. Este final de semana, os mortos chegam às casas mexicanas e, muito longe de representar medo, susto ou pesar, eles são reverenciados de todas as maneiras. Assim, vivos e mortos compartilham praticamente tudo. Reza a tradição que a família deve ornamentar um altar para seus mortos e nele são colocados todo tipo de presente para agradar sua alma. A dor e a tristeza desaparecem e cedem lugar ao colorido, à diversão e à alegria de poder oferecer ao morto as coisas das quais ele gosta.
Os mexicanos têm uma maneira interessante de encarar a morte. Pelo menos nesse dia conseguem transformar o peso que nós, brasileiros, por exemplo (ou ocidentais), carregamos no Dia de Finados (ou todos os dias, também depende da crença de cada um).
Para eles, a verdadeira morte seria o esquecimento. E para evitá-lo, no altar, decorado com luxo e muito colorido, sao colocados objetos que reverenciam e representam as preferências do morto - acreditem!, há um pouco de tudo: fotos, a comida e a bedida preferidas pelo defunto... A festa representa de fato um reencontro da família com os parentes que já não estão aqui fisicamente.
E mais interessante ainda é que a festa não se limita aos lares. Impacta a economia mexicana em vários aspectos, as pessoas fazem compras e viajam para comemorar e curtir a data. Muda completamente a paisagem urbana da Cidade do México, assim como também de várias regiões do país. Ruas, praças, shoppings, lojas, restaurantes, instituições públicas e privadas e até museus, tudo é decorado com o altar-oferenda aos mortos. Algumas coisas me fazem lembrar o Carnaval ou o Sao João no Brasil. A festa parece evidenciar a mistura da cultura mexicana com as tradições espanholas. Devoção cristã se mescla com crenças pré-hispânicas e indígenas.
E o ritual também invade o cemitério - as pessoas levam comidas, bebidas, velas, flores coloridas, principalmente, no tom laranja, a tradicional cempasúchitl. Bem diferente do que acontece no Brasil, onde este espaço é sagrado e representa dor, tristeza e saudade, no cemitério mexicano no Dia dos Mortos, as pessoas cantam, conversam e comem. E há até mesmo grupos musicais que cantam as músicas preferidas do morto, claro!
Nas panificadoras e supermercados parecem estar os produtos mais concorridos, que não podem faltar nesses dias. O tradicional pão do morto e caveiras (pasmen! é isto mesmo, nao estou louca!) de todos os tamanhos e confeccionadas com muito sabor. As mais disputadas são coloridas, recheadas de doce, ou simplesmente de chocolate. Todos querem e fazem questão de levar a sua para casa - adultos e principalmente as crianças que não têm medo de nada.
Como a tequila é uma bebida típica muito consumida no México, é óbvio também que está presente nos altares. Uma indígena de Tetela del Volcán explicou orgulhosamente a um jornalista a razão de colocar tantas garrafas de tequila no altar do marido: “É que meu marido gostava muito”, conta.
Há também vinho e outras bebidas segundo o gosto do defunto; sal para purificar, doces, sucos, cigarros, velas, incenso, crucifixos e obviamente a imagem da Virgem de Guadalupe, símbolo de fé do povo e presença constante nas esquinas mexicanas.
Patrimônio da Humanidade
Em 2003, a Unesco declarou Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade a celebração do Dia dos Mortos, por considerar que a festa é uma das maiores representações culturais do povo mexicano, além de mais antiga e de forte valor entre os grupos índigenas do país.
Jornalista, Linea Fernandes está em temporada no México

Dia de São Nunca

Neste dia 1º de novembro, dia de Todos os Santos, também é dia de São Nunca.
"Dia de São Nunca à Tarde" é até título de uma novela de Roberto Drummond, escritor mineiro morto em 2002, no livro "Recordações do Paraíso", lançado pela Geração Editorial.
O dia de São Nunca é usado para responder coisas impossíves de acontecer, como "sabe quando o Vitória vai ganhar o Campeonato Brasileiro? Só no dia de São Nunca!".
São Nunca é ainda padroeiro para os que nunca precisaram lhe pedir nada e ainda para aqueles espertos, que falam: "no dia de São Nunca eu te pago!".