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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Projeto de lei anti-sharia já encontrou resistência no Congresso

Projeto de lei sobre Sharia propõe barreira jurídica preventiva e levanta debate sobre limites da liberdade religiosa no Brasil

Por Allan dos Santos 

O Projeto de Lei nº 824/2026, de autoria do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), abriu uma nova frente de debate no Congresso Nacional ao propor a proibição da promoção e aplicação de normas jurídicas da Sharia - o conjunto de princípios religiosos do Islã - no território brasileiro.

A proposta é um mecanismo de proteção aos direitos fundamentais e à soberania jurídica nacional, gerou reação imediata de entidades islâmicas como Associação Nacional de Juristas Islâmicos (ANAJI), que alega riscos de inconstitucionalidade e discriminação religiosa.

O que propõe o projeto

O texto do PL estabelece, em linhas gerais, três eixos centrais:

1.      Vedação à aplicação de sistemas jurídicos paralelos, com foco específico na Sharia;

2.      Proteção de direitos fundamentais, especialmente de mulheres, crianças e homossexuais;

3.      Alteração da Lei de Migração, permitindo a negativa de entrada no país a indivíduos que defendam ou promovam a Sharia.

Na justificativa, o autor sustenta que o Estado brasileiro não pode admitir a coexistência de sistemas normativos que, em determinadas interpretações, poderiam colidir com a Constituição Federal.

A proposta se insere em um movimento já observado em países europeus, onde debates sobre multiculturalismo, integração e limites da liberdade religiosa têm levado à adoção de legislações preventivas contra sistemas jurídicos não estatais.

Mesmo defendendo mulheres, crianças e homossexuais, o projeto de lei pode ser arquivado no Congresso antes mesmo de ser debatido democraticamente.

A cilada islâmica

Há um tipo muito específico de documento que se tornou comum no debate público contemporâneo: não é exatamente jurídico, não é exatamente político - é uma peça de pressão revestida de juridiquês moralizante. A manifestação da chamada Associação Nacional de Juristas Islâmicos (ANAJI) contra o PL 824/2026 encaixa-se com perfeição nesse gênero.

À primeira vista, o texto parece sólido: invoca a Constituição, cita liberdade religiosa, fala em igualdade e pluralismo. Tudo muito respeitável. O problema começa quando se examina o conteúdo com um mínimo de rigor lógico - e não apenas com reverência retórica.

A confusão fundamental: religião não é sistema jurídico

O primeiro truque do documento é sutil, mas decisivo: ele trata o projeto como se fosse uma tentativa de proibir o Islã.

Não é.

O próprio texto do PL deixa claro que o alvo não é a fé islâmica enquanto crença, mas a tentativa de conferir validade jurídica a um sistema normativo religioso dentro do Estado brasileiro.

Essa distinção - elementar para qualquer estudante de direito - desaparece completamente na argumentação da ANAJI.

Resultado: combate-se um espantalho.

O projeto não diz: "muçulmanos não podem praticar sua religião".

Ele diz: "nenhum sistema religioso pode substituir ou competir com a lei brasileira".

Isso não é islamofobia. Isso se chama Estado.

O argumento da igualdade - usado ao contrário

A ANAJI afirma que o projeto viola o princípio da igualdade porque menciona especificamente a Sharia.

Ora, isso seria válido se o projeto estivesse proibindo uma religião enquanto tal. Mas não está.

Ele está tratando de um fenômeno específico: um sistema normativo religioso que, em determinadas interpretações, pretende regular aspectos civis, penais e sociais da vida humana.

A diferença é brutal.

O Estado não é obrigado a tratar igualmente coisas que são essencialmente diferentes. Essa é uma confusão primária - quase infantil - entre igualdade e uniformidade.

Se uma prática religiosa se limita ao culto, ela é inviolável.

Se pretende criar normas jurídicas paralelas, ela entra em outro domínio.

E esse domínio é o da soberania.

A falácia da "generalização"

Outro ponto central do texto da ANAJI é a acusação de que o projeto "generaliza" a Sharia.

Aqui, a inversão é ainda mais curiosa.

O projeto de lei não está descrevendo a teologia islâmica. Ele está estabelecendo um critério jurídico: práticas que violem direitos fundamentais não terão validade.

Simples assim.

Quem transforma isso numa discussão teológica é o próprio documento da ANAJI, ao tentar redefinir a Sharia como algo puramente espiritual, ético, quase inofensivo - uma espécie de catecismo moral genérico.

Mas o próprio PL já antecipa essa ambiguidade ao definir a Sharia como um conjunto de normas que regula desde contratos até questões penais e familiares

Ou seja: não é o projeto que amplia o conceito - ele apenas lida com ele como ele efetivamente aparece no mundo real.

O argumento migratório: soberania virou discriminação

Talvez o ponto mais revelador do documento seja a crítica à restrição migratória.

Segundo a ANAJI, negar visto a quem defenda a imposição da Sharia seria discriminação religiosa.

Curioso.

Desde quando um Estado é obrigado a admitir, em seu território, indivíduos que defendem a substituição de seu ordenamento jurídico?

Isso não é discriminação.

Isso é definição mínima de soberania.

O próprio projeto faz uma distinção explícita - ignorada pelo documento crítico - ao preservar o exercício pessoal da fé islâmica

O alvo não é a crença.

É a imposição.

E confundir as duas coisas não é erro inocente. É estratégia.

A retórica econômica e histórica: fuga do ponto central

Quando os argumentos jurídicos começam a perder força, o texto recorre ao repertório clássico:

·         "o Brasil é plural"

·         "há comércio com países islâmicos"

·         "muçulmanos contribuíram historicamente"

Tudo isso pode ser verdade - e é completamente irrelevante.

Nenhuma dessas afirmações responde à pergunta central: um sistema jurídico religioso pode ter validade dentro de um Estado laico?

A resposta, em qualquer democracia minimamente funcional, é não.

O restante é ornamento retórico.

O ponto cego deliberado

O documento da ANAJI evita cuidadosamente enfrentar o núcleo do projeto: a possibilidade de formação de jurisdições paralelas, ainda que informais, dentro do território nacional.

Isso não é teoria conspiratória. Está documentado em diversas jurisdições, como o próprio autor do projeto menciona ao citar experiências europeias

Ignorar esse fenômeno não o elimina. Apenas impede que seja discutido.

O debate que não querem ter

No fundo, o texto da ANAJI não responde ao projeto.

Ele o substitui.

Troca-se a questão jurídica real - soberania do ordenamento - por uma disputa moral abstrata sobre tolerância e preconceito.

É um movimento clássico: deslocar o debate do campo da verdade para o campo da sensibilidade.

Mas o problema permanece intacto: ou o Estado detém o monopólio da norma jurídica, ou não detém.

Não há terceira via.

E nenhum volume de retórica  por mais elegante que seja - é capaz de resolver essa contradição.

Título, Imagem e Texto: Allan dos Santos, Revista Timeline 

Mais uma visão de "Gengis Khan"


Revisto um  filme épico sobre a vida e as conquistas do imperador mongol Genghis Khan, que viveu nos séculos VII e VIII. "Gengis Khan", de Henry Levin, 1965, é uma co-produção dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Iugoslávia, onde foi filmado. Foi lançado no Brasil em 1967. Em Feira de Santana foi visto no Cine Íris.

Omar Sharif (Foto: Divulgação) faz Temujin, o Gengis Khan, que significa Príncipe dos Conquistadores. Stephen Boyd é seu rival Jamuga. Grandes atores como James Mason, Eli Wallach, Robert Morley, Michael Hordern aparecem como Kam Ling, xá de Khwarezm, imperador da China e conselheiro Geen. Irmã de Catherine Deneuve, Françoise Dórleac faz Bortei, a amada de Khan. Ainda aparecem Yvonne Mitchell, Telly Savalas e Woody Strode.

Primeiro peplum visto


Nos anos 50 e 60, principalmente, o cinema italiano lançou o gênero peplum, termo que se refere ao trajes que os antigos romanos usavam e usado de forma pejorativa pelos críticos.
O primeiro exemplar que vi foi "Teodora, Imperatriz de Bizâncio" (Teodora), de Ricardo Freda, 1954. Produção franco-italiana. Foi no Cine Madrid. Estava com 12 anos e era puro divertimento adolescente. Um espetáculo, ainda mais pela presença da bela atriz Gianna Maria Canale (Foto), como a personagem título, uma dançarina que chega ao trono, mesmo com seu passado não recomendável.
É considerado um dos melhores do gênero. Segundo João Carlos Rodrigues, "esse filme é tido como o salvador da indústria cinematográfica italiana, pois o neorealismo dava prestígio, mas fracassava na bilheteria".
No elenco, Georges Marchal, Irene Papas, Henri Guisol e Roger Pigaut. Música de Renzo Rosselini.
Peplum
Trata-se de filme de espada e sandália. Um gênero de épicos, dramas de época, históricos ou bíblicos de produção majoritariamente italiana, que dominou a indústria cinematográfica europeia de 1954 a 1965.
O gênero tentava emular os épicos históricos da época de grande orçamento de Hollywood, como "Sansão e Dalila", "Os Dez Mandamentos", "O Rei dos Reis", "O Manto Sagrado", "Spartacus", entre outros.

sábado, 4 de abril de 2026

Roteiro do Orient CinePlace Boulevard

Por Dimas Oliveira e Milena Batista 

LANÇAMENTOS NACIONAIS

A ÚLTIMA CEIA (The Last Supper), de Mauro Borrelli, 2026. Com Jamie Ward, Robert Knepper e Nathalie Rapti Gomez. Drama religioso. Nos dias que antecedem um dos momentos mais marcantes da humanidade, Jesus reúne seus discípulos para a Última Ceia, um momento de comunhão que se tornará eterno. Entre palavras de amor e despedida, Ele anuncia o sacrifício que mudará a história, deixando ensinamentos que ecoarão para sempre. Enquanto a fé é fortalecida, a sombra da traição paira sobre a mesa, mas nem mesmo a dor pode apagar a promessa de redenção. Cópia dublada. Duração: 114 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Horários: 18h10 e 20h30.
SUPER MARIO GALAXY (The Super Mario Galaxy Movie) de Aaron Horvath e Michael Jelenic, 2026. Animação. Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos se encontram em uma missão intergaláctica para deter um novo vilão ameaçador. Cópia dublada. Duração: 99 minutos. Classificação: Livre. Horários: 13h30, 14 horas,  15h40, 16h10, 17h50, 18h20 e 20h30.
CONTINUAÇÕES
CARA DE UM, FOCINHO DE OUTRO
 (Push), de Daniel Chong, 2026. Animação
Para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, a jovem Mabel transfere a própria mente para um castor robótico realista. Infiltrada no mundo selvagem, a jovem defensora da natureza une forças aos bichos em uma aventura animal. Quinta semana. Cópia dublada. Classificação: LivreDuração: 105 minutosHorário: 13h30 e 16 horas. 
PÂNICO 7
 (Scream 7), de Kevin Williamson, 2026.
 Com Neve Campbell, Isabel May e Courteney Fox
Terror. Quando um novo Ghostface surge na cidade onde Sidney Prescott reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, ela terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas. Sexta semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 18 anos. Duração: 110 minutos. Horário: 20 horas. 
Programação - sujeita a alteração - até quarta-feira, 8 de abril.

Botafogo ganha fora de casa


O Botafogo avança no Campeonato Brasileiro da Série A. Acaba de ganhar por 2 a 1 do Vasco da Gama, fora de casa. Foi de virada.

Asa Filho apresenta o show de lançamento da obra "Apelos & Canções"


Com direção musical de Neném do Acordeon e participações de Camila Pereira, Cescé Amorim,  e Fabrício Barreto, Asa Filho convida o público a embarcar em uma viagem musical com "Apelos & Canções", no dia 17 de abril, às 19h30, no Teatro do Centro de Convenções.
Ao final da apresentação, o público será convidado para uma sessão de autógrafos da segunda edição do livro "Apelos & Canções". A obra revisita 20 músicas autorais e presta homenagens póstumas a artistas que marcaram a trajetória de Asa Filho - que completa 45 anos de carreira. 
Garanta o seu ingresso antecipado no Sympla ou na bilheteria do teatro no dia do evento.Compre pelo Sympla e receba o livro:

Agente secreto idiota



O cinema italiano também fez paródias com o agente secreto James Bond, o 007. Está entre os primeiros a embarcar na onda dos agentes secretos. Depois da consolidação da franquia com os quatro filmes iniciais estrelados por Sean Connery, os lançamentos de 
 "James Tont - Operação U.N.O." (James Tont - Operazione U.N.O.", de Giovanni Grimaldi, 1965, e "James Tont - Operação D.U.E." (James Tont - Operazione D.U.E./The Wacky World of James Tont), de Bruno Corbucci, 1966.

Nas tramas, o agente secreto Giacomino Tontonati, o James Tont (de tonto, idiota), é o único que pode resolver as situações criminosas. O vilão do segundo filme chama-se Goldsinger, em alusão a Goldfinger, vilão do terceiro filme de 007.

Belas mulheres estão nos dois filmes: Evi Marandi, Gina Roveri e Evi Rigano no primeiro, mais France Anglade, Claudie Lange e Antonella Murgia no segundo.

Paródia de agente secreto com "007 e Meio no Carnaval"





1. Poster do filme

2. James Blody e Zé Cutia

3. Agente 77

4. Emilinha Borba canta "Can-can no Carnaval"

Depois do sucesso de público e crítica de "007 Contra o Satânico Dr. No", 1962 (Leia Este sim um verdadeiro agente secreto), mais filmes sobre o agente secreto vieram em seguida: "Moscou Contra 007" (1963), "007 Contra Goldfinger" (1964), "007 Contra Chantagem Atômica" (1965). 

Foi o bastante para o cinema brasileiro, ainda com resquícios da era da chanchada - o gênero mais popular do cinema brasileiro -, realizar "007 e Meio no Carnaval", de Victor Lima, 1966. Com os elementos de sempre da chanchada: comédia leve, paródia, trapalhadas e números musicais. Conta com várias piadas identificáveis para quem assistiu aos filmes de 007.

O objetivo de "007 e Meio no Carnaval" era fazer o público dar risada e consegue plenamente, pois um filme engraçado mesmo. Foi anunciada como "A comédia mais engraçada do ano".

Na trama, agente secreto britânico James Blody, 007 e Meio (Larry Carr), é enviado ao Rio de Janeiro para recuperar os planos roubados de uma nova liga metálica superleve. Mas quando ele chega, descobre que seu contato no Rio, um taxista, foi assassinado pelos agentes inimigos, assim como o cientista que ele deveria encontrar. Por engano, o agente enviado ao Brasil confunde Zé Cutia (Costinha) com seu contato, e acaba envolvendo o pacato homem em toda a confusão.

O apresentador televisivo Chacrinha aparece como se estivesse editando o filme (um metafilme) mandando que sejam refeitas várias cenas.

No elenco: Annick Malvil (Agente 77), Marivalda, Rossanna Ghessa, Lúcio Mauro, Átila Iório, José Santa Cruz, Angelo Antonio (Agente 66), Adolpho Chadler (Agente 55), Antonio Patiño, Leila Lopes, Milton Carneiro e outros.

A direção musical é de Remo Usai (o mesmo de "Grito da Terra", de Olney São Paulo). Os números musicais: "Amor de criança", por Wanderley Cardoso; "Batendo no Burro", por Demônios da Garôa; "Juvenal do Municipal", por Angela Maria; "Antenor", por João Dias; "Tudo Começou no Carnaval", por Brazilian Bitles; "Higiene Mental", por Wanda Moreno; "Marcha da Tosca", por Angelita Martinez; "Samba do Pão", por Orlando Dias; "Can-can no Carnaval", por Emilinha Borba;" Cachorrinho do Lalau", por Dircinha Batista; "Como Vai, Meu Bem?", por Chacrinha.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Este sim um verdadeiro agente secreto



Revisão, pela enésima vez, de "007 Contra o Satânico Dr. No" (Dr. No), de Terence Young, 1962. Tem ação, aventura e suspense psicológico. Trata-se do primeiro e melhor filme do agente secreto James Bond, o 007. Personagem de Ian Fleming, este sim um verdadeiro agente secreto, que não é esquecido. Ao contrário de filmes de sucesso efêmero. 

Um marco na história do cinema. A crítica reconhece a importância histórica do filme como base da franquia, pois tornou- se um fenômeno cultural que permanece há 65 anos com 25 títulos, que estabeleceu as convenções do personagem e que influenciou o gênero de espionagem

O início da franquia James Bond tem a atuação carismática de Sean Connery - o 007 definitivo - com cenas icônicas dele - a apresentação "Bond... James Bond -, bem como da primeira "Bond Girl", Ursula Andress (que ganhou o Globo de Ouro como Atriz Mais Promissora), como Honey Ryder,  na sequência em que emerge da água de biquini. Ele se envolve com outras belas mulheres: Miss Taro (Zena Marshall) e Sylvia (Eunice Gayson). O sinistro vilão, Dr. No (Joseph Wiseman), tem mãos de metal.

Foi exibido em Feira de Santana em meados de 1964, há mais de 60 anos, no Cine Santanópolis. O número 324 anotado no meu cadeno de filmes vistos. Estava com 16 anos e motivou o lançamento de um jornal mural - o 007 - no Ginásio Municipal.

Preservar patrimônio


A preservação dos monumentos e dos espaços públicos são essenciais para manter viva a história e a identidade de nossa cidade. Esses locais representam a memória coletiva da população, contando às novas gerações quem fomos, quem somos, de onde viemos e como nossa comunidade se desenvolveu ao longo do tempo.
Cuidar dos monumentos, praças e prédios históricos é valorizar a cultura, fortalecer o sentimento de pertencimento e promover o respeito ao patrimônio comum. Além disso, espaços públicos bem preservados contribuem para a educação, o turismo e a qualidade de vida, tornando a cidade mais acolhedora e digna para todos.

Enviado por Angelo Pinto

Artista radicada em Amélia Rodrigues lança obra "Entre o Ato e o Caos (Portanto Fugitivos)"



A artista ALY lançou nesta sexta-feira, 3 de abril, a obra "Entre o Ato e o Caos (Portanto Fugitivos)", um trabalho que reúne poesia, identidade e expressão artística em diferentes formatos. A autora é soteropolitana e atualmente vive em Amélia Rodrigues, onde desenvolve sua produção artística e mantém conexão com a cena cultural local.

A produção está disponível em versão online e também ganhou adaptação audiovisual, com um clipe que amplia a experiência do público ao unir literatura e linguagem visual.

Com uma escrita intensa e sensível, a obra propõe uma imersão em temas como amor, caos, identidade e reconstrução. A narrativa poética dialoga com leitores que vivenciam emoções profundas, trazendo reflexões sobre o existir e o se reconhecer.

Na sinopse, a artista apresenta o tom íntimo do projeto ao destacar uma travessia entre versões de si mesma, em que se revela por meio de poemas e poesias como forma de expressão genuína. A escrita surge como um movimento constante entre luz e escuridão, afetos e conflitos, reforçando a arte como ferramenta de permanência.

Segundo ALY, o trabalho nasce como um manifesto pessoal e artístico. "Escrevo como uma forma de dizer: eu ainda estou aqui. Entre o caos e a arte, sigo me reconhecendo e me reconstruindo", afirma.

Mais informações e conteúdos sobre o projeto podem ser acompanhados no Instagram: @entreoatoeocaos.

O clipe da obra está disponível no YouTube:



Enviado pela jornalista Carina Góes

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Cinema na semana santa

Neste ano, no Orient CinePlace Boulevard, a programação de um filme que trata de Jesus: "A Última Ceia" 


Nesta semana chamada santa neste ano de 2026, no Orient CinePlace Boulevard, a programação de um filme religioso que trata de Jesus: o drama de época "A Última Ceia" (The Last Supper), de Mauro Borrelli, com Jamie Ward como Cristo. Sessões às 18h10 e 20h30.

Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Jesus reúne seus discípulos para a Última Ceia. Em meio a palavras de amor e despedida, enquanto a fé é fortalecida, a sombra da traição paira, mas nem mesmo a dor pode apagar a promessa de redenção.

Com a semana santa, a Sexta-Feira da Paixão, a lembrança dos anos 50 e 60, com a exibição e visão anual em Feira de Santana do filme "Nascimento, Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo", ou simplesmente "Vida de Cristo", sempre com as mesmas cópias estragadas que pareciam pertencer aos cinemas de então - Madrid, Íris, Plaza, Santanópolis e Santo Antônio.

Eram sessões praticamente contínuas, a partir das 14 horas, que atraíam muita gente às salas (tanto o Cine Íris como o Cine Santanópolis possuíam mais de 1.000 lugares). Assistir ao filme religioso fazia parte da tradição do dia santo, antes, durante ou depois de participar da procissão do Senhor Morto.

Esse filme era mudo, sem créditos (de elenco, direção, roteiro), com entre-títulos, mas que causava comoção no público, mesmo sem mostrar a face de Cristo na crucificação.

De quando em vez um filme como "A Canção de Bernadete" (The Song of Bernadette), sobre a adolescente francesa que tem uma visão e os moradores consideram que a imagem é da Virgem Maria. Com direção de Henry King e Jennifer Jones ganhando o Oscar de Melhor Atriz em sua estréia no cinema. O filme também ganhou o prêmio nas categorias Melhor Fotografia, Trilha Sonora e Direção de Arte, em 1943. Foi visto na Sexta-Feira da Paixão de 1962, no Cine Íris. Outros filmes foram "O Beijo de Judas" (El Beso de Judas), de Rafael Gil, 1954, com Rafael Rivelles, e "O Mártir do Gólgota" (Golgotha), de Julien Duvivier, 1935, com Robert Le Vigan.

A tradição foi quebrada em 1973, com o Santanópolis passando a ser Cine Timbira. Na primeira semana santa, a programação de "O Passageiro da Chuva" (Le Passager de la Pluie), de Renè Clément, 1970, um filme de ação com Charles Bronson e Marlene Jobert. Desde então, quase que nunca mais um filme religioso como antigamente.

Esta matéria foi postada originalmente 4 de abril de 2007, depois em várias datas e agora revisada e ampliada em 2 de abril de 2026.

ABS leva RoadShow a Feira de Santana para conectar cadeia da energia solar na Bahia

 Evento gratuito reúne integradores, empresas e especialistas para networking e geração de negócios


A Associação Baiana de Energia Solar realiza, na quinta-feira, 9 de abril, das 8 às 18 horas, mais uma edição do ABS RoadShow 2026, em Feira de Santana. O evento que será realizado, no auditório do Hotel Ibis, marca o início de uma série itinerante que pretende percorrer diferentes regiões do estado, com foco na integração do setor e no fortalecimento do mercado de energia solar na Bahia.

A proposta é reunir integradores, empresas, especialistas e interessados em um ambiente voltado para networking, troca de experiências e geração de negócios, em um momento de expansão do segmento no estado. Realizado em parceria com a Solar da Depressão e a Stella Digital, o evento busca apresentar a atuação da ABS aos integradores regionais e fortalecer a comunidade de energia solar.

Segundo o presidente da associação, Marcos Rêgo, a iniciativa também pretende ampliar a conexão entre os profissionais do setor em todo o estado, impulsionando novas oportunidades. "A ideia do RoadShow é levar a ABS para mais perto dos integradores, fortalecer essa rede e criar um ambiente de troca, negócios e desenvolvimento do setor em diferentes regiões da Bahia", afirma.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pela plataforma Sympla.

Sobre a ABS

Fundada em 2018, a Associação Baiana de Energia Solar Fotovoltaica (ABS) representa as empresas de energia solar do estado e tem como objetivos principais a capacitação técnica, a atuação regulatória, a assessoria jurídica e o fortalecimento do associativismo. Com mais de 90 associados, a ABS continua a contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do setor de energia solar na Bahia. Para mais informações, acesse: https://abahiasolar.org.br/

Inscrições:  https://www.sympla.com.br/evento/abs-roadshow-2026-feira-de-santana/3341212 

Foto: Divulgação

Com informações da Agência Comunicando Ideias

Projeto "Feira Lê Sua História" em banca de revistas


O projeto "Feira Lê Sua História" chega à Banca Status, na Avenida Getúlio Vargas. em frente ao Emec. Trata-se da primeira banca de jornais e revistas a receber o projeto, na manhã desta quinta-feira, 2 de abril.

Promovido pela Fundação Senhor dos Passos, este projeto constitui uma iniciativa de relevante valor cultural, educativo e social para Feira de Santana, ao disponibilizar, por meio de expositores distribuídos em diversos pontos estratégicos da cidade, obras publicadas pela própria Fundação e pelo Núcleo de Preservação da Memória Feirense Rollie E. Poppino. 

O projeto "Feira Lê Sua História" justifica-se como uma ação estratégica de promoção cultural, educação patrimonial e difusão do conhecimento, contribuindo para que a história de Feira de Santana seja conhecida, valorizada e preservada por sua própria comunidade. Trata-se de um investimento na memória coletiva e na construção de uma cidadania mais consciente de suas raízes e de seu papel na continuidade dessa história.

Enviado por Angelo Pinto

Parabéns, Doralice!


"Os que confiam no Senhor serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre." - Salmos 125: 1.

Nesta quinta-feira, 2, data de felicitações para a amada e querida Doralice Rabêlo de Oliveira pelo seu aniversário
Este é o quinquagésimo terceiro ano que passamos juntos, contando namoro, noivado e casamento. 
Neste ano, um acontecimento imprevisto: Dora está desde segunda-feira, 30 de março, internada em UTI. Ela está bem e sob intensiva observação médica. Foi acometida de arritmia, revertida pela medicação. Um milagre de Deus, pois não foi necessário tomar choque. 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Botafogo volta a vencer

O Botafogo volta a vencer no Campeonato Brasileiro da Série A. Acaba de ganhar por 3 a 2 do Mirassol, em casa, e se afasta da zona de rebaixamento.

Saiu a convocação mais aguardada para Copa do Mundo FIFA 2026: McDonald's anuncia Seleções do Méqui

Méqui Lovers podem comprar itens do menu "Seleções do Méqui" antecipadamente e com exclusividade pelo app do Méqui


                                                                                 Divulgação/McDonald's

Está chegando a hora dos campeões do sabor entrarem em campo! O McDonald's inicia os preparativos para a Copa do Mundo FIFA 2026 e apresenta o menu "Seleções do Méqui", com sanduíches representando diferentes países. E hoje inicia a pré-venda do combo Brasil exclusivamente pelo app do Méqui. Até o dia 6 de abril, os Méqui Lovers podem comprar antecipadamente o Sanduíche Brasil, McFritas Brasil, McShake Brasil e o McFlurry Brasil.

"O lançamento do menu de Seleções do Méqui é sempre um momento muito esperado, e dar início com a pré-venda do Combo Brasil é a nossa forma de dizer que a torcida já começou. Queremos oferecer aos brasileiros o momento perfeito para entrar no clima da Copa do Mundo da FIFA 2026, transformando a pré-venda no aquecimento oficial para os grandes momentos que virão. Para o McDonald's, esse é um marco que nos aproxima ainda mais dos nossos fãs em um momento de paixão nacional. Nosso desejo é mostrar que, seja na hora do jogo ou na comemoração depois dele, o Méqui vai estar presente!”, comenta Ilca Sierra, Diretora de Marketing do McDonald's no Brasil

Com criação da GALERIA.ag, o primeiro tempo da campanha tem como pontapé inicial uma série de filmes para veiculação nas plataformas digitais e redes sociais. Inspirada como uma analogia divertida de como as misses se apresentam e representam seus países em concursos, cada filme traz um chef representando um país e convidando o público para em breve conhecer o menu completo com as "Seleções do Méqui". Como o combo Brasil já estará em pré-venda, os conteúdos promovem uma verdadeira imersão nos itens para a torcida brasileira já se preparar.

Na pré-venda o Brasil já está escalado com:

Sanduíche Brasil: feito com pão tipo brioche, dois hambúrgueres de carne 100% bovina, molho sabor vinagrete, farofa defumada, cebola fresca, tomate, bacon, molho sabor churrasco e queijo sabor emental.

McFritas Brasil: a McFritas mais famosa do mundo, agora com maionese verde - um ícone brasileiro - e bacon.

McFlurry Brasil: sobremesa preparada com bebida láctea sabor baunilha, cobertura caramelo com coco e uma deliciosa farofa crocante de coco.

McShake Brasil: preparado com leite, bebida láctea sabor baunilha, cobertura de caramelo com coco e uma deliciosa farofa crocante de coco.


                                                                                    Divulgação/McDonald's


Além do Combo Brasil, a partir do dia 7 de abril o time de Seleções do Méqui estará disponível em todos os restaurantes e segmentos. O cardápio contará com sanduíches das seleções da Espanha, Argentina, Alemanha, México, Estados Unidos e Itália - que a pedidos se classificou só no Méqui - além da novidade: o Canadá, com duas bebidas de McCafé.


Para ficar por dentro de todas as novidades do Méqui, acesse as redes sociais ou o site oficial da marca.


Enviado por ComunicAtiva Associados


Até você, Giorgia? Estragos que a guerra no Irã faz com os aliados americanos.

 Depois que a primeira-ministra não autorizou uso de base italiana, fica claro o prejuízo que vem sendo causado entre EUA e europeus. 

Por Vilma Gryzinski: 

Giorgia Meloni se dá bem com Donald Trump e é de direita - embora, ao contrário das maluquices ditas quando foi eleita, não tenha arrastado a Itália de volta ao fascismo. Por isso, pesa mais o fato de que ela não tenha autorizado o uso da base de Sigonella, na Sicília, por aviões americanos que transportavam armas para a guerra no Irã. Tudo perfeitamente dentro dos conformes dos acordos que regem o uso das bases na Itália, voltado para atividades logísticas e de reabastecimento, com casos de guerra exigindo autorização do Parlamento, mas o suficiente para ilustrar como um dos piores efeitos da guerra do Irã é a deterioração das relações dos Estados Unidos com os aliados europeus que Trump acusa de fazer corpo mole.

É diferente quando o espanhol Pedro Sánchez, líder de um partido esquerdista fundamentalmente antiamericano, veta o uso de bases e quando a atitude parte de uma aliada como Meloni.

França e Alemanha também já criticaram a declaração de guerra unilateral, sem o endosso de nenhuma organização supranacional como a ONU ou a União Europeia. A Grã-Bretanha, também governada por um partido de esquerda, faz malabarismos para não provocar Trump e ao mesmo tempo não se envolver na guerra.

Nem sempre funciona. Ontem Trump estava cuspindo fogo nos aliados hesitantes. "A todos os países que não conseguem combustível de avião por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, eu tenho uma sugestão", fulminou ele. "Número 1, comprem dos Estados Unidos, nós temos de sobra, e número 2, tomem uma coragem atrasada, vão para o Estreito e o consigam".

SONHO DE PUTIN

"Vocês têm que começar a aprender a lutar por si mesmos, os Estados Unidos não vão ficar mais ajudando, da mesma forma que vocês não nos ajudaram. O Irã foi, basicamente, dizimado. A parte difícil foi feita. Vão conseguir seu próprio petróleo".

São palavras duríssimas que atacam o coração da aliança atlântica, o instrumento de cooperação política e militar que projetou o poder americano sobre a Europa – e estendeu sobre o continente o guarda-chuva militar que não só impediu uma invasão soviética como acabou redundando no desmanche pacífico da poderosa URSS.

Os Estados Unidos têm razão em reclamar que os europeus se acomodaram na posição de ter a defesa garantida pelo rico aliado e usaram seu dinheiro em outros fins – inclusive na sustentação do generoso estado de bem-estar social que tantos benefícios traz. Mas a dificuldade de Trump é em aceitar que os Estados Unidos também foram beneficiados, e não simplesmente escorchados como diz com frequência.

Ver a aliança atlântica enfraquecida é um sonho para Vladimir Putin, que ganha uma vitória sem precisar fazer nada, ainda mais enquanto a guerra na Ucrânia solapa o poder da Rússia, e não deve ser visto com desagrado pela China.

MUITOS TRUNFOS

Giorgia Meloni tentou evitar a impressão de atrito com os Estados Unidos e disse que as relações com o país "são sólidas e baseadas na total e leal cooperação". Ela também já havia dito que era impensável ter o regime dos aiatolás de posse de armas nucleares e com tecnologia de mísseis com alcance para atingir a Europa.

Mas dificilmente vai escapar da fúria de Trump. O presidente deve estar frustrado por não ver a queda do regime teocrático que seria lógica, diante da decapitação da liderança e da revolta maciça da população poucas semanas antes. Pode ter subestimado o poder de um regime altamente repressivo sobre um povo acuado e intimidado, sem internet e sem clareza sobre o que está acontecendo em seu próprio país. Talvez também esperasse apoio em larga escala dos países europeus pelos quais os Estados Unidos tanto fizeram. Ou tenha confundido o pavor inspirado pelo Irã mostrado por líderes europeus em conversas privadas com aprovação a uma intervenção bélica sem respaldo legal.

Seria prejudicial a seus próprios interesses se Trump torpedear a Otan ou largar no meio do caminho a operação iniciada no Irã. O presidente tem muitos trunfos na mão, sendo o mais forte deles a posição forte dos Estados Unidos no campo dos recursos energéticos.

O melhor que tem a fazer é usá-los a seu favor – e, sim, também dos aliados europeus. Brigas em família devem ser deixadas para momentos menos urgentes. "Os Estados Unidos vão se LEMBRAR", proclamou ao reclamar que a França também não permitiu o sobrevoo de aviões a caminho do Irã. Pois que se lembrem, mas não detonem seus próprios interesses. Enfraquecer a Otan seria dar uma vitória de graça aos maiores inimigos dos Estados Unidos.

Fonte: https://otambosi.blogspot.com/