Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem



Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

Vem aí!

Vem aí!

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Morre atriz e cantora Connie Francis


Faleceu  na quarta-feira, 16, a atriz e cantora ítalo-americana Connie Francis, aos 87 anos. Seu nome verdadeiro era Concetta Franconero.
Em 1958, liderou as pesquisas de Cantora Feminina Favorita e recebia 5000 cartas de fãs por semana. Em 1964, ela ganhou o Globo de Ouro, prêmio especial por sua contribuição internacional ao mundo da música. Em 2012, foi indicada para o Hall da Fama de Nova Jersey por suas contribuições às artes e ao entretenimento.
No cinema, apareceu nos filmes "Ritmo Alucinante" (1956), "Jamboree" (1957), "Bastam Dois Para Amar" (1960), além de "Nas Águas da Marujada" (1963), "Em Busca do Amor" (1964) e "Quando Eles e Elas Se Encontram..." (1965), comédias românticas musicais da Metro-Goldwim-Mayer que ela estrelou.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Botafogo empata


O Botafogo acaba de empatar em 0 a 0 contra o Vitória, em casa. Com o resultado o Alvinegro está na sexta colocação do Campeonato Brasileiro. 
O Botafogo está invicto há seis jogos na competição.

Morte de Yolanda Soares


Faleceu nesta quarta-feira, 16, a funcionária pública municipal aposentada Yolanda Pereira Soares (18.11.1960-16.07.2025), aos 65 anos. Ela atuou por muito tempo na Secretaria de Comunicação Social. Estava lutando contra um câncer. O corpo está no Centro de Velório Gilson Macedo, na Rua Arnold Silva, 217 - Kalilândia. O sepultamento ocorre nesta quinta-feira, 17, às 10 horas, no Cemitério São Jorge, na Rua Bartolomeu de Gusmão - Sobradinho.

terça-feira, 15 de julho de 2025

Maryzelia realiza show em homenagem a Jovelina Pérola Negra

Evento marca comemorações do aniversário 
do Centro Cultural Sesc Feira de Santana


O show "Pérola Negra do Samba", homenagem à cantora e compositora Jovelina Perola Negra, a maior partideira da história do samba nacional, marca as comemorações do aniversário do Centro Cultural e Restaurante Sesc Feira de Santana

O repertório da apresentação será  interpretado pela cantora Maryzelia e contará com a presença e participação especial da cantora Cassiana Pérola Negra, filha de Jovelina. Maryzelia e Cassiana vão desfiar grandes clássicos compostos e gravados por Jovelina além de dialogar com o público sobre importantes contribuições deixadas pela cantora ao longo de sua carreira.

O evento será realizado na próxima sexta-feira, dia 18  às 19 horas. no Teatro do Centro Cultural e os ingressos já estão disponíveis a venda através do Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/107952/d/326072/s/2229760) ou na bilheteria do espaço.

Jovelina faleceu em 1998, em 2025 ela completaria 80 anos de vida, mesmo com sua morte prematura com 54 anos ela deixou um enorme legado ao samba através de sua obra, seu samba sempre com forte marcação e ricas rimas marcou história e criou uma nova forma de compor e interpretar sambas por mulheres.

Jovelina é pioneira no partido alto e abriu caminhos para que outras mulheres de sua geração ocupassem as rodas de samba até então criadas e controladas apenas por homens, o show é uma homenagem a essa grande sambista e a seu legado cultural.

Serviço:

O que: Show Pérola Negra do Samba, uma homenagem a Jovelina
Interpretes: Maryzelia com participação especial de Cassiana Pérola Negra
Quando: 18 de julho de 2025 às 19 horas
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia e credencial Sesc) a venda pelo Sympla
Enviado por Hygor Almeida

Rayssa Leal é embaixadora do McDia Feliz 2025 e representa a solidariedade das novas gerações

Atleta olímpica se junta à 37ª edição da campanha, que acontece em 23 de agosto, representando o engajamento dos jovens em causas sociais



Crédito: Divulgação/McDonald's


O McDia Feliz, uma das maiores campanhas de arrecadação de recursos para causas infantojuvenis do país, anuncia a skatista Rayssa Leal como embaixadora da sua 37ª edição. Com uma trajetória vitoriosa no esporte e milhões de fãs nas redes sociais, Rayssa representa uma nova geração de jovens que se destacam não apenas pelo talento, mas também pelo engajamento em iniciativas sociais. 

Com sua leveza, autenticidade e determinação, agora Rayssa também inspira crianças, adolescentes e famílias a fazerem parte desta grande mobilização, que já transformou a vida de mais de 30 milhões de brasileiros. A presença da atleta reforça o compromisso do McDia Feliz com o futuro, convidando as novas gerações a agirem com protagonismo na construção de um país que ofereça educação e saúde de qualidade para todas as pessoas. 

"Estou muito feliz pelo convite do Méqui para ser a embaixadora do McDia Feliz esse ano! Para mim, é uma honra ajudar o Instituto Ronald McDonald e o Instituto Ayrton Senna a abrirem portas para o futuro de tantas crianças e jovens. E quero ver todo mundo nesse rolê do bem dia 23 de agosto", afirma Rayssa. 

Desde sua criação, em 1988, o McDia Feliz já arrecadou mais de R$ 425 milhões, revertidos para o Instituto Ayrton Senna e para o Instituto Ronald McDonald, que realizam mudanças significativas nas áreas de educação e saúde, respectivamente. A renda obtida com a venda de Big Mac (exceto impostos) no dia da campanha é destinada a projetos que promovem o aumento das chances de cura do câncer infanto-juvenil e a aceleração da qualidade da educação pública. Em 2024, a campanha também destinou parte dos recursos para a reconstrução do Rio Grande do Sul, reforçando seu papel solidário diante de emergências sociais. 

Com Rayssa Leal como embaixadora, o McDia Feliz 2025 reforça o convite para que os clientes façam parte dessa jornada de empatia e transformação. No dia 23 de agosto, cada Big Mac pode se tornar um gesto de amor ao próximo e um impulso para o futuro de milhares de crianças e adolescentes. Assim como nas últimas edições e pensando na conveniência dos consumidores, os tíquetes antecipados do Big Mac podem ser adquiridos no formato físico ou digital, no valor de R$20 cada, sendo possível comprar kits de até oito unidades. 

  • Para adquirir seu Big Mac e apoiar o Instituto Ronald McDonald: clique aqui 
  • Para adquirir seu Big Mac e apoiar o Instituto Ayrton Senna: clique aqui 
  • Para compras em grande quantidade, basta enviar um e-mail para os institutos apoiados em mcdiafeliz@instituto-ronald.org.br e/ou mcdiafeliz@ias.org.br

 A venda antecipada vai até 19 de agosto (tíquete digital) e 20 de agosto (tíquete físico). A troca pelo Bic Mac será válida apenas no dia da ação, no balcão, totens de autoatendimento ou no Drive-Thru dos restaurantes participantes do McDia Feliz. Para saber mais, acesse  o regulamento. 

Sobre o McDia Feliz

O McDia Feliz é o principal evento beneficente do McDonald's e, atualmente, é uma das maiores mobilizações em prol de crianças e adolescentes no Brasil. A campanha é realizada no país desde 1988, gerando recursos para as instituições apoiadas pelo Instituto Ronald McDonald, que atuam para proporcionar mais saúde e bem-estar para crianças e adolescentes com câncer. Em 2018, o projeto ampliou seu impacto para beneficiar outra causa de grande importância para o país, a Educação, contribuindo para as ações do Instituto Ayrton Senna. Desde sua primeira edição, mais de R$ 425 milhões já foram arrecadados pelo McDia Feliz. Para saber mais, acesse o site: https://www.mcdonalds.com.br/mcdia-feliz.

Enviado por ComunicAtiva Associados

Betel Auto Peças comemora 15 anos

"Não é apenas uma empresa, ela é um propósito!" 




Os 15 anos da Betel Auto Peças, em Feira de Santana, foram comemorados no sábado, 12. Culto a Deus, seguido de almoço, marcou o aniversário da empresa, que desde 23 de agosto de 2023 funciona
 na avenida Presidente Dutra, 2.758, Santa Mônica. Betel é concessionária ZF na Bahia, atuando  no mercado local, representando também as marcas dos produtos Sachs e Wabco. 

No culto, com a participação dos colaboradores, fornecedores, clientes, familiares e amigos, o empresário Jules Christhian Gomes externou seu agradecimento a Deus, e sua esposa Marília Vanina, que administra a empresa com ele, relatou sobre a caminhada da Betel. Ambos, alegres pelo momento importante em suas vidas.

- Gostaríamos também de agradecer aos nossos filhos - Ricardo e Mário -, clientes e fornecedores, familiares e amigos, à nossa Super Equipe Betel, e à todos que fizeram/fazem parte da nossa história, pela confiança em nosso trabalho. Agradecimento especial ao nosso sócio, empresário Pedro Navarro, pela oportunidade e à toda equipe do Grupo Dinatec - localizado em Ribeirão Preto-SP.

Jules Christhian pontuou que a Betel não é apenas uma empresa, "ela é um propósito!" e completou que "a cada ano, passamos por diversos desafios e, graças a Deus, temos conseguido superá-los".

Na sequência,  após cânticos de louvor a Deus, o pastor Alex Barreto Cosmo falou sobre o significado do nome da empresa - Casa de Deus, do hebraico Bethel, refletindo sobre uma "ponte poderosa entre o significado bíblico e a história da empresa".

Ele fez referência a Gênesis 28; 16 a 19, “Despertando Jacó do sono, disse: - Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não sabia! E, tendo medo, disse: -  Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos céus… E ao lugar, cidade que outrora se chamava Luz, deu o nome de Betel."

Disse mais que "Mesmo em um 'deserto', Deus está presente", colocando que "ao longo de 15 anos, a empresa certamente passou por desafios". Alex desejou que "a Betel Auto Peças seja sempre reconhecida como um lugar de bênção, de portas abertas e de provisão um sinal da presença de Deus no cotidiano".

"Jacó pensava que estava sozinho, no meio do nada. Mas ali, Deus o encontrou e mudou o nome do lugar para Betel - Casa de Deus. Ao celebrarmos 15 anos da Betel Auto Peças, reconhecemos que Deus esteve aqui conosco em todos os momentos. Este lugar também tem sido, de muitas formas, uma Betel: lugar de trabalho, sustento, encontros e promessas cumpridas", concluiu.

Já o o pastor Alann William Cabral, estribado no texto bíblico de Deuteronômio 8: 10 a 18, abordou o reconhecimento de Deus, que "está em todos os processos da vida, inclusive no empresarial, a bençoando os que seguem a Ele".

A empresa 

Atualmente a Betel Auto Peças conta com 11 colaboradores, sendo quatro vendedores. A Betel trabalha com peças genuinas para a linha pesada e com um estoque que conta com mais de 1.500 itens disponíveis, entre eles,  kit de embreagem e caixa de câmbio. Além da loja física, a Betel também atende pela loja virtual - www.betelpeças.com.br. Funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8 às 12 e das 14 às 18 horas; e aos sábados, das 8 às 12 horas.

A ZF Friedrichshafen AG é uma empresa global de tecnologia que fornece sistemas para carros, inclusive caminhões, promovendo a mobilidade. Trata-se um dos maiores produtores mundiais de peças automotivas, especialmente transmissões. 

Oferece soluções para montadoras de veículos e prestadores de serviços de transporte. Com seus produtos, contribui para a redução de emissões, protegendo o clima. Exemplo do caso de embeagens. As peças usadas são recebidas e vão para reciclagem.

Além da ZF, Sachs e WABCO, trabalha com peças  TRW, Bosch, MIC, Valeo, TAS, Euroricambi, WZFParts, Cinpal, KSW e MZK. 

Talento Puro: nova plataforma irá definir equipe do primeiro filme dos Kendrick no Brasil


Talento Puro, projeto da 360 WayUp em parceria com a Heaven Content, vai conectar profissionais cristãos a produções audiovisuais brasileiras alinhadas a princípios e valores bíblicos. O primeiro filme da iniciativa será "A Ignição", remake de "A Virada" (Flywheel), dos irmãos Kendrick, agora produzido no Brasil.

O processo para participar do Talento Puro é rápido, simples e intuitivo. Basta preencher o cadastro no site e montar seu portfólio profissional com fotos, vídeos e experiências anteriores. Com tudo pronto, você poderá ser convidado para participar das equipes, castings e audições em produções alinhadas à fé cristã e aos mesmos valores que você carrega. O filme que dará início e selecionará a equipe por meio do Talento Puro será "A Ignição", primeiro filme dos irmãos Kendrick fora dos Estados Unidos e longa que iniciou a carreira da dupla há 20 anos.

"Entramos em uma nova fase do cinema cristão: é hora de alavancar produções nacionais com investimento, excelência e estratégia", afirma Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp e cofundador da Heaven Content.

O país é referência quando o assunto é cinema cristão. Atualmente o Brasil está em segundo lugar no ranking global de quem mais consome filmes com mensagens de fé. 

A 360 WayUp participou de projetos como "A Cabana", "Quarto de Guerra", "Extraordinário", "The Chosen", "Som da Liberdade", "Fé Para o Impossível" e "A Forja", sucessos de bilheteria. Já foram mais de 40 milhões de espectadores nos cinemas e 80 milhões de pessoas impactadas por filmes que promovem valores de fé, esperança e superação.

O próximo passo é ter produções nacionais para ampliar a presença de histórias brasileiras que dialoguem com o público e consolidem o país também como referência em produção de filmes com valores de fé.

Os profissionais interessados podem se cadastrar de forma gratuita e começar sua jornada no audiovisual cristão. O processo leva apenas dois minutos e garante um ambiente protegido, com verificação de perfis e dados seguros. Para saber mais e realizar o cadastro, acesse: [www.talentopuro.com.br].

Talento Puro

Site: https://talentopuro.com.br/

 

Confissão de amor renovada: a hospitaleira Feira de Santana, terra de exílio, terra de acolhida


Por Humberto de Oliveira

Foi durante a última pandemia quando, impedido de voltar a Feira de Santana, confinado num apartamento em Salvador, longe dos meus velhos pais, irmãos, parentes e amigos, sem poder fazer compras na feira livre da Cidade Nova, foi quando mais tive consciência dos laços afetivos que me prendem a esta cidade, "formosa e bendita", como nos lembram os belos versos deste poema de amor, Hino a Feira de Santana, escrito por esta fina poeta de alma sensível, a professora Georgina de Melo Erismann1. Gosto de lembrar que talvez seja este o único hino patriótico que não seja de louvor à força bruta: aqui, a conquista, definitiva, é pelo amor, como dizem os versos "Ao estranho tu sempre dominas, Com o poder do teu clima sagrado".

Tenho por esta cidade uma afeição especial. Não é uma cidade comum, embora seja parecida às demais. Tentarei mostrar porque ela é, de fato, singular. Claro que haverá quem dê de ombros e tentará convencer-se de que toda cidade é assim, ou que ela não se encaixa nos padrões esperados, e citarão nomes de várias outras urbes no mundo todo. E, bem colonizados que somos, aquelas do chamado “primeiro mundo” deverão ser elencadas como as primeiras cidades! Mas, o que importa é que Feira de Santana tem como sua principal marca, ao mesmo tempo, ser terra de exílio e terra de acolhida, terra hospitaleira.

Faço questão de tecer este elogio a minha cidade, e elogio, como diz o filósofo Merleau-Ponty, é bênção de louvor e bendizer. Porque sou daqui, desta cidade chamada Feira de Santana, e é deste lugar que quero falar, desta encruzilhada entre o Sertão e o Mar, uma cidade que me viu nascer e crescer, tornar-me adulto e, graças aos estudos e ao trabalho, pude progredir. Por isso, minha gratidão por esta terra "bem nascida entre verdes colinas". Não me canso de expressar todo o agradecimento que comigo carrego ao ver que é do passado vivido que sou constituído neste presente.

Nascido em Feira de Santana, na Kalilândia, na rua Paulo VI, numa casa vizinha à então Padaria de Zé Padeiro, (talvez um dos únicos gordos da época, além, claro, do sr. Jorge Mascarenhas, dono da Padaria da Fé!), logo depois eu seria levado para Mundo Novo, para a fazenda Ipoeira, de meus avós, onde passaria grande parte de minha infância, retornando para estudar. De uma família camponesa, lavradores, como se dizia na época, eu seria o primeiro a ser destinado aos estudos, contrariando uma tradição dos filhos de pobres que têm urgência para trabalhar e trazer dinheiro para as despesas da família. Sob o olhar por vezes atônito, muitas vezes explicitamente ressentido, de parentes e colegas, durante muito tempo, eu apenas estudei, o que era visto como um privilégio descabido e, para alguns, uma espécie de "estranheza", ou "deficiência"!

Depois de concluir o primário na antiga Escola João Florêncio,- onde hoje funciona o Arquivo Público -, quando tive como professora Therezinha Mendonça do Amaral que, ao final do ano letivo, me presenteou com o romance A Taça de Ouro, de John Steinbeck - instigando em mim o gosto pela leitura - logo em seguida, estudei no Ginásio Municipal, onde tive Agnaldo Santos, Judith Cavalcanti Paixão e Zenita Castor de Almeida (que me incentivou a estudar a Língua francesa), como bons professores, dentre os inesquecíveis.

A necessidade de trabalhar não me fez deixar de acreditar nos estudos como condição para o crescimento espiritual, emocional e material. Já fazendo a tripla jornada, trabalhando durante o dia e estudando à noite, concluí o ginasial e pouco tempo estudaria no Colégio Estadual de Feira de Santana pois, por razões de trabalho, iria morar em Camaçari e depois em Salvador, onde concluiria o Curso técnico em Contabilidade no Colégio Estadual Mario Augusto Teixeira de Freitas, e depois, prestando vestibular, cursaria Filosofia, na Universidade Católica do Salvador.

Quis o meu destino que, tendo escolhido a profissão de professor, para Feira de Santana eu voltasse. Foi nesta cidade que, juntamente com Célia, minha primeira mulher, buscamos oferecer um projeto de educação ancorado nas noções de Liberdade e Responsabilidade social, propugnado por uma ética humanista que tinha no filósofo Pedro Dalle Nogare, meu antigo professor na Universidade Católica do Salvador, um dos seus maiores expoentes.

Observe-se que, oferecendo um serviço profissional de apoio psico-pedagógico, a Escola Dalle Nogare contava com a atuação de uma psicóloga, o que causaria um certo frisson na cidade provinciana e de mentalidade autoritária, perturbada com a expectativa de retomada da democracia, nos estertores do regime militar. Era um tempo em que "psicologia era para doidos" e educar com liberdade era uma afronta aos padrões vigentes, ainda quando a palmatória, o "chapéu de burro" e o ajoelhar sobre os caroços de milho eram os castigos usuais nas escolas. Imaginar uma escola tendo como um dos seus fundamentos o dever de escutar as reivindicações das crianças e adolescentes, ou seja reconhecer a humanidade de quem era, de fato, protagonista da aprendizagem, parecia ser uma concepção "subversiva" da Educação.

Mas voltemos ao por quê de terra de exílio e de acolhida. Eu mesmo conheci, na história pessoal, tanto a acolhida que meus pais, como milhares de outros migrantes receberiam, majoritariamente vindos da zona rural, ou de pequenas cidades, como também o exílio forçado pela necessidade de buscar emprego e estudo, como eu mesmo vivenciei, no início dos anos 70, do século passado.

Terra de exílio, por falta de políticas públicas que assegurassem a criação de emprego e renda, Feira de Santana empurraria, como outras cidades, no mundo todo, seus filhos e filhas para fora de suas fronteiras, até meados dos anos 70 do século passado, quando a cidade começaria a conhecer um surto de desenvolvimento com o Centro industrial Subaé e a oferta de subsídios ocasionaria a implantação de várias indústrias, e volta a ser terra de acolhida.

Neste período, uma nova leva de imigrantes chegaria a esta "bem nascida entre verdes colinas"… do interior da Bahia, do centro sul, de várias partes do Brasil, e do estrangeiro; uma mão-de-obra mais especializada despontaria do contigente de trabalhadores. A face da cidade começa a mudar, e o comércio prospera ainda mais.

Além do tradicional comércio de gado e da movimentação da famosa feira livre da cidade, é o comércio de secos e molhados nos grandes armazéns e a variedade de lojas comerciais que constituem o verdadeiro atrativo para a vinda de milhares de pessoas à cidade em seu dia maior: segunda-feira. Preço, variedade e qualidade seriam razões para que, de simples donas de casas a comerciantes de vários matizes, todos queiram vir se abastecer na cidade cujo comércio sabe acolher a todos, e por isso mantém clientela fiel e leal, semana após semana, mês após mês, anos a fio.

Mas, não é somente pela indústria e pelo comércio que a cidade cresce e prospera, em algumas áreas, incha desordenadamente, em outras, com uma especulação imobiliária beirando a selvageria, degradando nascentes, entulhando lagoas, alterando a geografia, sem o menor respeito ao meio ambiente, aliás, seguindo um figurino quase mundial, como um preço a pagar "para alcançar o progresso", dizia-se. Vários serviços começam a ser prestados, evitando o deslocamento de seus habitantes para Salvador: de serviços médico-odontológicos, aos cursos de línguas estrangeiras, às empresas de tecnologias diversas e aos serviços educacionais.

A Universidade Estadual de Feira de Santana, onde, prestando vestibular, eu faria o curso de Letras com Francês, afirma-se no cenário educacional desde os anos oitenta e ajuda, tanto a evitar a saída dos jovens para Salvador, como a atrair centenas de outros estudantes para a cidade. Outros empreendimentos educacionais viriam oferecer seus serviços a um público carente de ensino superior: destacam-se a Faculdade Unyhana, a FTC - Faculdade de Tecnologia e Ciências, FAN - Faculdade Nobre e FAT - Faculdade Anísio Teixeira. A terra de acolhida vai se confirmando, atraindo mais gente de dentro e de fora de seus fronteiras, e tenta, mesmo se desajeitadamente, abrigar seus incontáveis filhos, cumprindo sua vocação de terra hospitaleira.

Claro que as transformações sociais e econômicas iriam provocar mudanças nos espaços sociais assim como nos comportamentos das pessoas. Os que vinham de fora também trariam outras visões de mundo que ora confirmavam, ora conflitavam os padrões locais. A televisão iria contribuir para abalar velhas mentalidades ainda rurais que se recusavam a aceitar uma modernidade, embora demasiadamente tardia.

O dinheiro muda de mãos. Os belos casarões senhoriais vão sendo vendidos, seus donos, em geral herdeiros com poucos recursos próprios, ou empobrecidos, abrem mão da sustentação de uma pompa impossível de manter. São os novos filhos adotivos, os imigrantes, os "forasteiros", a quem a cidade abrigou, que passam a ser proprietários de antigas mansões. Que nenhum valor afetivo neles deve ter despertado. É com o menosprezo dos vencedores nesta nova guerra para a conquista do novo deus chamado Dinheiro que devem ter posto abaixo belas mansões para sobre suas ruínas criarem edifícios, lojas, magazines e até estacionamentos.

A expansão urbana gera a criação de novos bairros, alguns planejados e com população numericamente superior a muitas cidades interioranas, sem falar da pujança do comércio e da rede de serviços local, ultrapassando o Anel do Contorno que antes demarcava os limites da antiga cidade. Um bom exemplo é o bairro chamado Cidade Nova.

A velha cidade, com seu centro único e em torno do qual giravam o comércio e a moradia das famílias abastadas, reconfigura-se. Ambicionando independência, bairros e condomínios tornam-se micro-cidades, seguindo uma tendência natural neste mundo que se ocidentaliza. Novos condomínios de classe média e média alta se espraiam por espaços anteriormente vistos também como periféricos, áreas rurais, ainda com presença de currais, gado e com o som dos cantos dos galos.

É comum ouvir lamentos sobre a beleza do passado desta cidade que, durante anos, fez questão de ostentar um conservadorismo que remetia aos tempos da Casa Grande e da Senzala. Tempos onde a linguagem estava carregada de preocupações denunciando os cruzamentos de cor da pele e da classe social: "você é filho de quem"? "onde você mora"? "sabe com quem está falando"? Tempos de "carteiradas" onde se procurava, supostamente, "manter cada um em seu lugar", onde se demarcava claramente "quem podia mandar" e quem deveria"“obedecer se tivesse juizo".

Como pobre que fui, como milhares de outros e outras, de quê devo ter saudades? O que esta minha cidade amada perdeu que eu deva lamentar? Talvez a neblina constante que me lembrava o fog londrino que só conhecia nos filmes, quando, à noite, nos invernos e primaveras, andando nas ruas, eu voltava para casa, depois de uma jornada de trabalho numa casa comercial e horas de estudo no colégio noturno: víamos-nos sumidos no denso nevoeiro, sem medo, no entanto, pois praticamente não se ouvia falar em assaltos. Esta mesma neblina ainda perdura, embora o asfalto a comprometa, quando, ao amanhecer, eu abro a janela do meu quarto, no primeiro andar, da minha casa na Cidade Nova e vejo a cidade inteira tornada invisível, recoberta pela cerração.

Que ninguém se engane. A vida da cidade hospitaleira permanece ativa e colorida, cimentada por relações de vizinhança e camaradagem nos bairros e foi assim que criei meus filhos brincando com outras crianças, na Rua Piazza e na Praça do Bambu e no Caminho Ilhéus, na mesma Cidade no Nova. Onde, hoje ainda, outras crianças brincam, em segurança, sob o olhar atento de outros vizinhos também pais, mães e avós.

O feirense raiz desdenha modismos e não perde uma boa tradição pré-capitalista: redes de solidariedade são mantidas e renovadas, e uma delas é, também, a relação de camaradagem e vizinhança que permanece viva e permite que se toque a campanhia, diante de um problema de saúde, ou, para pedir, ao vizinho mais próximo, como já o fiz, sem nenhum constrangimento, um fósforo, ou uma xícara de açúcar, quando o supermercado ainda estava fechado, ou sequer se encontrava aberto o mercadinho 3 M, de dona Flávia. Relações de fraternidade e confiança, de deixar a chave da minha casa com dona Lia e Ferreira, ou "seu" Antônio (que vende a cerveja mais gelada, "véu de noiva"!), meus vizinhos mais próximos.

Professor de uma universidade pública, ao contrário dos meus colegas, ciosos de sua ascensão social, decidi não arrancar minhas raízes e mantenho minha casa no mesmo bairro da Cidade Nova, nesta Feira de Santana, a terra de exílio e terra de acolhida, nesta encruzilhada perigosa onde todos os caminhos se encontram e todas as oportunidades podem estar nos olhando.

Por esta "fiandeira que vive a fiar A toalha de luz de sol posto" meu afeto e minha gratidão são grandes e sinceros. Sou um feirense amoroso, mas não cego pelas paixões, e reconheço o quanto esta cidade tem sido deixada "descuidosa de sua beleza". Mas amando minha Feira de Santana, minha terra querida, terra de exílio e de acolhida, singular dentre outras, cidade de gente hospitaleira, que mais posso fazer, senão "trabalhar para vê-la elevada"?

1 Em itálico, alguns versos deste belo Hino estarão apoiando esta minha fala.

Humberto de Oliveira, pesquisador independente, escritor, tradutor, editor da revista digital Cadernos do Sertão, membro honorário da Academia Metropolitana de Letras e Artes, membro efetivo da Academia Feirense de Letras, da Academia de Cultura da Bahia, da Academia Internacional de Literatura Brasileira e colunista do |Jornal Feira Hoje.

Acesse Revista Cadernos do Sertão 

Fonte: https://feirahoje.com.br/


segunda-feira, 14 de julho de 2025

Experiência do prato ao ambiente: Outback Steakhouse promove conceito de casual dining em Feira de Santana

Mais do que refeições, restaurante aposta em momentos de conexão, descontração e encantamento para o público feirense 


A chegada do Outback Steakhouse em Feira de Santana tem promovido uma verdadeira experiência australiana aos clientes, reinventando o conceito de casual dining. Com um ambiente acolhedor e descontraído, o restaurante oferece uma combinação única de pratos icônicos, aliados a um atendimento que reflete a hospitalidade e descontração típicas da Austrália. 

O casual dining do Outback é o equilíbrio entre pratos cuidadosamente elaborados com a descontração de um ambiente informal. Seja para encontros entre amigos, almoços em família ou celebrações especiais, a rede se destaca por criar momentos memoráveis. 

"Mais do que uma refeição, oferecemos um momento para sair do automático, celebrar a vida e viver algo marcante. Nosso propósito é criar um ambiente onde as pessoas se conectam, se surpreendem e fazem do ordinário algo extraordinário", diz Suédio Carmo, sócio regional do Outback Feira de Santana. 

No Brasil, o Outback é líder do segmento, trazendo o espírito australiano para a mesa de milhares de brasileiros com uma proposta que traduz em um cardápio diversificado, com grandes atrativos e opções para os mais diferentes paladares, como a famosa Ribs on the Barbie, costela com molho barbecue, e a Kookaburra Wings, amadas sobreasas de frango empanadas. 

Outro diferencial é a experiência do bar. Com uma área ampla e em formato de jipe, os clientes podem desfrutar de drinks exclusivos, além do famoso chopp na caneca congelada e uma carta de vinhos cuidadosamente selecionada. 

Além disso, o conceito utilizado para a ambientação do restaurante reforça a experiência do casual dining. A unidade de Feira de Santana foi a primeira fora das regiões Sul e Sudeste a receber o Outback no modelo Casinha, formato que celebra a primeira unidade da marca no país, ao mesmo tempo em que incorpora elementos despojados e surpreendentes. 

Projetado para gerar uma profunda imersão na cultura australiana, tendo como inspiração o espírito do viajante explorador. A decoração e a iluminação também contam com os painéis mandala com padrões aborígenes e escultura em formato de onda. Um grande destaque é a luminária inspirada na flor australiana Waratah, que também foi o ponto de partida para a criação da Bloomin' Onion, um dos pratos mais icônicos da marca. 

Enviado por ComunicAtiva Associados

Ki Mukeka está chegando no Boulevard

 


 



O Superman chegou no cinema do Boulevard!



sábado, 12 de julho de 2025

Botafogo vence e encosta no G4


Na volta ao Campeonato Brasileiro da Série A, após participação na Fifa Club World Cup 2025, o Botafogo acaba de aplicar 2 a 0 no Vasco da Gama, em Brasília, em jogo que marcou a "estreia" do treinador italiano Davide Ancelotti. Com o resultado, momentaneamente o Alvinegro encosta no G4, na quinta colocação. 
O Botafogo está invicto há cinco jogos na competição.

Bahia de Feira volta para a primeira divisão


Bahia de Feira acaba de ganhar do Fluminense de Feira, por 3 a 0, na Arena Cajueiro, e está classificado para Série A do Campeonato Baiano de 2026. O Touro do Sertão continua na Segunda Divisão.

Morre Jean-Claude Bernardet


O cineasta, ator escritor, professor e crítico de cinema Jean-Claude Bernardet morreu neste sábado, 12, aos 88 anos. Nascido na Bélgica e de família francesa, ele passou a infância em Paris e veio para o Brasil aos 13 anos, e se naturalizou brasileiro.
Professor emérito na Universidade de São Paulo (USP), Bernardet é reconhecido por ser um dos nomes fundamentais na crítica cultural brasileira, influenciando no estudo do cinema no país.
Na sua obra, destaque para os filmes que ele co-roteirizou: "O Caso dos Irmãos Naves" (1967); "Brasília: Contradições de uma Cidade Nova" (1968); "Um Céu de Estrelas" (1995). Ele também foi co-diretor de "Paulicéia Fantástica" (1970), e "Eterna Esperança" (1971). E como ator atuou em "Filmefobia" (2009); "Periscópio" (2013); e "Fome" (2015).


Futuro do Trabalho: a aposta do McDonald’s na Geração Z

Com 62% de colaboradores com menos de 24 anos, empresa reforça compromisso com emprego jovem e no protagonismo da GenZ para transformar a sociedade


Crédito: Air Branding/Pedro Paquino


Formada por nascidos entre 1997 e 2012, a Geração Z já representa uma força significativa no mercado de trabalho. Essa geração, moldada por eventos históricos recentes e profundamente conectada à tecnologia, traz uma nova perspectiva para as relações pessoais e profissionais. Como consequência, tem impulsionado mudanças na cultura organizacional, nos processos de recrutamento e na gestão. As empresas, por sua vez, precisam adaptar seus ambientes para atender às expectativas desses jovens - como diversidade, inclusão e sustentabilidade. 

Por acreditar na força empreendedora da juventude, a Arcos Dorados, empresa responsável pela operação do McDonald's no Brasil, abre, anualmente, cerca de 5 mil vagas para jovens talentos, consolidando-se como uma das maiores empregadoras do país. "Acreditamos no futuro do trabalho e apostamos em treinamento e desenvolvimento, oferecendo não só um emprego, como a chance de crescimento com propósito", afirma Fábio Sant'Anna, diretor de Gente, Diversidade e Inclusão na empresa. 

Segundo uma pesquisa global realizada em 2024 pela Deloitte, 86% dos jovens da Geração Z acreditam que ter um propósito claro no trabalho é fundamental para que se sintam realizados profissionalmente. Além disso, 44% afirmaram não aceitar vagas em uma empresa com valores éticos em desacordo com os seus. Os dados reforçam que essa geração prioriza trabalhar em ambientes que estejam alinhados com suas convicções e que ofereçam mais do que apenas estabilidade financeira. 

Atualmente, cerca de 62% do quadro de colaboradores da Arcos Dorados é composto por jovens entre 18 e 24 anos. Para muitos, trata-se do primeiro emprego formal e, por consequência, uma oportunidade de desenvolvimento profissional, uma vez que todos os colaboradores da companhia têm acesso a trilhas de capacitação abrangendo habilidades comportamentais, contribuindo para o crescimento profissional e pessoal. "Temos muito orgulho em dizer que 88% dos nossos gerentes de restaurantes iniciaram a carreira conosco, como atendentes. Isso reforça o nosso objetivo de oferecer oportunidades reais de crescimento, por meio de um ambiente respeitoso e seguro psicologicamente, que impulsiona cada colaborador a atingir seu máximo potencial", de acordo com Fábio. 

Mais do que abrir as portas ao mercado de trabalho, a Arcos Dorados fomenta o protagonismo da juventude e acredita nela como motor de transformação social. Ao investir na capacitação e no desenvolvimento da GenZ, a empresa reafirma seu compromisso com valores como equidade, inclusão, diversidade. "Jovens que antes enfrentavam barreiras de acesso ao mercado formal hoje encontram na companhia um espaço para aprender, evoluir e até mesmo liderar", finaliza o executivo. Ao apostar na força jovem no trabalho, esta jornada vai além do negócio: é uma escolha estratégica que mostra como é possível unir resultados sustentáveis a um propósito maior - o de formar uma nova geração de profissionais conscientes, preparados e empoderados para construir um futuro mais justo e plural.

Enviado por ComunicAtiva Associados