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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Um olhar "In memoriam" afetivo sobre a obra "História da Academia Feirense de Letras 1976-2026"


Por Cintia Portugal

Aqui,  abre-se o tecido  "pèlerine", que significa "peregrino", em referência às capas usadas por viajantes no passado. Um convite à leitura da  obra-monumento, a "História da Academia Feirense de Letras", pode-se dizer, a sala de estar da memória da instituição, na qual se apresentam cadeiras feitas de papel, de escritos de imortais, fisionomias de homens e mulheres de carne e osso, que abraçaram o ser da literatura feirense.

Ao adentrar a sala de estar, o Presidente Dr. João Batista de Cerqueira e confrade Ruy Cerqueira nos convidam a conhecer a gloriosa Casa/Academia, uma rica coleção de cadeiras e de membros de 1976 a 2026, meio século de escritos da vida acadêmica.

Afastei a porta secreta, na qual se amostrava lindamente uma estante de livros de capa dura. Entrei com cuidado, senti o perfume do espaço, fui tocada pelos registros históricos e o pelo papel de cada membro. Me emocionei. Reconheci  alguns rostos que passaram por mim, em especial, de muitos que abracei em vida. Difícil conter as lágrimas.

Olha, a  Confreira Sônia Pires! Eis a bela  das tardes, de tantas reuniões; salta aos olhos a ternura. Sônia, da Loja Pires, com um carisma único, um jeito amoroso de quem faz as honras: chá ou café? Tintas/telas, versos, com  biscoitos  de nata... e ela nos faz sentir em casa. Delicadamente encanta: "Já é pequeno o nome que te dão/De formosa Princesa do Sertão!". 

Menina, quanto chão, nuvens,  quantas histórias, tantas  risadas. Ela diz: vi-te ainda bebê de colo... e sua mãe? - Mainha partiu em 2020, durante a pandemia; ela também circula por aqui, aparece na página 63, na fotografia, junto com Lília Portugal Magnavita, no lançamento do seu livro.

A Confreira Lília  ajeita o cabelo, com mãos em  conchinhas, como quem apalpa algodão... - Dê cá um abraço!    

Este versado pela obra "Poesia... Enquanto é tempo... - corre! "É a Rua do Meio / E de rosas era calçada", "Ali nasci, ali cresci". Festejei esta publicação aos onze anos de idade, em 1981. Lembro-me do vestido esvoaçante que a confreira usava, da cor da goiaba.

A voz cheia, de locutor, ouvia-se antes da presença do Confrade Prof. Cézar Ubaldo de Oliveira. Tinha um jeito galante de mover-se.  Gentilmente sorria com as mãos, olhos e lábios. Declama um verso: "São tambores em mim / Os que batem no meu  peito..." e pergunta: como vai o Museu a Céu Aberto Sales Barbosa? Guardo o calor do seu abraço, do parecer afetuoso, no lançamento do livro  "Caminhando pela Cidade" - 2013.

Ao passar pela página do  Confrade Dr. Outram Borges... um rosto familiar, a receita do óleo de fígado de bacalhau, "Emulsão de Scott",  sulfato ferroso. O olhar à  balança do tempo. A lembrança dos seus últimos versos,  como quem embala um filho.

O Confrade Dr. Djalma Gomes chega  impaciente, majestoso: "Ser forte é cuidar da árvore que vem nascendo..." apresenta um convite à tribuna: afinal, qual modelo de pelerine foi eleito? Um souvenir de tantos causos, com vista para os cuidados com a árvore genealógica, os preparativos para o lançamento do livro da neta. O Confrade Carlos Lima, de feição encantadoramente  amarrada,  circula com gestos impacientes, num canto disputado de tenores, no espaço do Amélio Amorim. Um barulhinho bom, animado pelo desfile com tantos modelos de pelerines apresentados, provas, fotos. Um dia memorável.

A cadeira do Confrade Dr. Helder Alencar parece de balanço, um corpo  animado, a festa em pessoa! Assim comemorou a pesquisa sobre o estudante do curso de Direito e poeta Sales Barbosa. Entre um balanço e outro, o Dr. Helder  apresentou-me o "Entrudo", uma espécie de  Micareta do século XIX, do tempo do Romântico feirense. Assim comemoramos juntos a sua publicação.

O Confrade Antônio Moreira se aproxima trazendo consigo as suas batalhas, com olhar de quem mergulhou no assombro, num mar de tubarões. Um afago das tardes regadas com as suas histórias, em sua sala de estar. Então, questionou: já colocaram as placas das ruas do centro com os nomes das ruas antigas e atuais? Guarda. Não se pode negar um pedido de quem lutou na Segunda Guerra Mundial. Ele viu a boiada passar na Rua da Aurora: "Passem! Voltem!". Assim eu também testemunhei a passagem do boi do Bando Anunciador, na Aurora.

O Confrade Mons. Renato Galvão desperta em mim um folheto de missa. O papel aquece a memória da infância, o caminhar com minha avó Nair. Mais tarde, no Museu Casa do Sertão, celebro a coleta de dados em suas pastas, trazendo a Feira oitocentista. Bem como os confrades Fernando Pinto, com o livro sobre o "Menino de Preto", Filinto Bastos. Já o Confrade Antônio Lopes, leitor de Sales Barbosa, apresenta-se para mim em "Vozes do Ocaso" de 1971.

Emocionada com a presença do Confrade Dr. Milton Britto.

Parabenizo ao Presidente Dr. João Batista de Cerqueira e ao Confrade Ruy Cerqueira pelo "Presente" Imortal à Academia Feirense de Letras - 2026!

É um registro valiosíssimo da AFL.

Cintia Portugal de A. T. de Vasconcelos é Professora Mestre. Segunda vice-presidente da Academia Feirense de Letras. Cadeira n.05. Patrono Aloísio Resende.  

André Mendonça determina afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF

O diretor de Inteligência também foi afastado; Mendonça pediu aval da Segunda Turma do STF

O ministro do STF André Mendonça determinou nesta terça-feira, 8 de setembro, o afastamento imediato de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, no curso do escândalo revelado pelo relatório da própria PF sobre as relações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Mendonça também decidiu buscar referendo da Segunda Turma do STF, no plenário virtual, em manifestações que devem ser enviadas até as 11h59 desta terça-feira. Integram o colegiado, além de Mendonça, os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Dias Toffoli, que já avisou a decisão de não participar.

Contexto da crise entre o gabinete de Mendonça e a cúpula da PFA tensão começou em fevereiro de 2026, quando Mendonça assumiu a relatoria da Operação Compliance Zero (Banco Master) no lugar de Dias Toffoli. Em uma das primeiras decisões, o ministro restringiu o compartilhamento de dados sigilosos apenas aos agentes diretamente envolvidos, impedindo que superiores hierárquicos - inclusive o diretor-geral e estruturas como a Diretoria de Inteligência - tivessem acesso sem vínculo formal ao inquérito. A medida foi interpretada internamente como tentativa de limitar a influência de Andrei Rodrigues.

A crise se agravou com as investigações sobre fraudes no INSS, que passaram a alcançar Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). Mendonça determinou envio de todo o material bruto ao seu gabinete, comunicação prévia de trocas de delegados e restrições de acesso. A PF recorreu à AGU, sem resultado imediato. Em agosto, os 27 superintendentes regionais divulgaram nota de apoio a Andrei Rodrigues e à independência técnica da corporação.

O escândalo Vorcaro-Moraes e o papel de Mendonça

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, está no centro das apurações por fraudes financeiras. Relatórios da PF tornados públicos por Mendonça em setembro de 2026 revelaram mensagens extraídas do celular do banqueiro com um contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA". Nelas, Vorcaro expressa "gratidão da minha vida" ao ministro, pergunta sobre timing de operação da PF ("Acha que segunda já tenho que estar fora?") dias antes de sua prisão em novembro de 2025 e discute encontros. Há ainda contratos milionários (somando mais de R$ 200 milhões) entre empresas de Vorcaro e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com metadados indicando edição atribuída ao ministro.

Vorcaro também tentou contato com Andrei Rodrigues e o PGR Paulo Gonet antes da prisão e, em depoimento ao gabinete de Mendonça (sem presença da PF), mencionou possível relação com o diretor-geral. A PF registrou que Mendonça já havia perguntado sobre dados envolvendo Moraes extraídos do celular de Vorcaro.

Fonte: https://diariodopoder.com.br/

Revisão do western "Hannie Caulder"


Revisão do western "Hannie Caulder", de Burt Kennedy, 1971. Depois, virou 
"Hannie Caulder: Desejo de Vingança". Foi visto no Cine Timbira, em meados de 1973, ano em que a sala foi inaugurada. O filme número 1.560 assistido. 

Com a onda do western spaghetti, esse filme é influenciado com elementos convencionais do subgênero, como violência exarcebada e muito sangue. Foi filmado na Almeria, Espanha, local onde muitos filmes italianos foram produzidos. Tem muita ação e momentos de humor para alívio do espectador.

Na trama, a bela Hannie Caulder (Raquel Welch) vive com seu marido Jim (Bud Strait) num rancho, quando três irmãos - Emmett (Ernest Borgnine), Frank (Jack Elam) e Rufus (Strother Martin) o matam  e a estupram. Ela pede a ajuda do caçador de recompensas Thomas Luther Price (Robert Culp) para ensiná-la a ser pistoleira para que possa caçar e se vingar contra aqueles que assassinaram seu marido.

Este filme é considerado um remake de "A Lei dos Brutos" (Gunslinger), de Roger Corman, 1956, com Beverly Garland. 

O filme serviu de inspiração a Quentin Tarantino para realizar "Kill Bill: Volume 1" (2003) e "Kill Bill: Volume 2" (2004).

Raquel Welch está deslumbrante, mesmo em trapos.

Chistopher Lee aparece em seu único papel em faroeste.

Stephen Boyd tem aparição com o caçador de recompensas conhecido como "O Pregador".

O compositor e violonista espanhol Paco de Lucia aparece como um jovem tocando violão.

Os três vilões fazem alusão aos Três Patetas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Visão do drama "Entre o Desejo e a Morte"


Visão do drama criminal "Entre o Desejo e a Morte" (A Lovely Way To Die), de David Lowell Rich, 1968. "Uma Maneira Adorável de Morrer", a tradução do título original. "
Um guarda-costas muito envolvido com o corpo que ele estava guardando!" foi o slogan do filme no lançamento.

O policial Schuyler (Kirk Douglas), mulherengo e com tendências a prisões violentas de criminosos, deixa a polícia em vez de enfrentar uma investigação. Ele é recrutado  pelo advogado Fredericks (Eli Wallach) para ajudar no julgamento de Rena (Sylva Koscina), uma bela e jovem viúva, cujo marido, Westabrook (William Roerick), velho e rico, foi assassinado. Ela e seu namorado playboy, Fleming (Kenneth Haigh) são os acusados e Schuyler decide ajudá-la a limpar o nome. Enquanto isso, há uma conspiração criminosa maior em andamento.

Ainda no elenco: Ali McGraw (de "Love Story"), em sua estreia no cinema, mais Sharon Farrell, Ruth White, Philip Bosco, Dana Elcar e Ralph Waite.

Prosa das Letras todas as sextas-feiras


O programa Prosa das Letras estreou em 7 de agosto, uma iniciativa da Academia de Letras da Bahia (ALB), realizada em parceria com a TV Alba. A atração tem como proposta apresentar ao público as academias de letras existentes nos municípios baianos. O presidente da Academia Feirense de Letras (AFL), João Batista de Cerqueira, foi o entrevistado no dia 21 de agosto. Na sexta-feira, 4 de setembro, a entrevistada foi Lélia Vitor Fernandes, presidente da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana.

No programa, o escritor Aleilton Fonseca, atual presidente da ALB, recebe presidentes de Academias de Letras de diversos municípios baianos para um diálogo sobre suas instituições, abordando suas origens, trajetórias, atividades, desafios, projetos e conquistas, além da contribuição que cada Academia oferece para a valorização da literatura, da cultura e da memória de seus municípios.

O Prosa das Letras tem exibição quinzenal, às sextas-feiras, às 18h30, com transmissão pelo YouTube da TV Alba (@tvalba) e pela TV aberta:

Salvador e Região Metropolitana: Canal 12.2

Barreiras: Canal 40.2

Interior da Bahia: Canais 9.2 e 10.2

Confira o cronograma de exibição:

18/09 - Raimundo Magalhães - Academia Teixeirense de Letras

02/10 – Alfredo Gonçalves de Lima Neto - Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes

16/10 - João Lopes Filho - Academia de Letras e Artes de Alagoinhas

30/10 - Cícero Sena - Academia de Letras de Porto Seguro

13/11 - Mayra Sesti - Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas

"Será uma grande alegria contar com sua audiência e compartilhar este novo espaço de diálogo, valorização e difusão da literatura baiana", estima Aleilton Fonseca.

Esvaziamento se repete e 7 de Setembro de Lula volta a flopar em Brasília

Desde a volta do petista ao Planalto, desfiles em Brasília têm registrado público abaixo

Deu em https://diariodopoder.com.br/



Desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Brasília, em 2026.(Foto: Reprodução/Youtube).

O desfile de 7 de Setembro realizado nesta segunda-feira, em Brasília, voltou a ser marcado pelo baixo movimento de público na Esplanada dos Ministérios, apesar da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da primeira-dama Janja e de integrantes da cúpula dos Três Poderes. 

O cenário de esvaziamento, porém, não é novidade. Desde que Lula assumiu seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, os desfiles oficiais da Independência têm registrado episódios de baixa presença popular.

Em 2023, primeiro 7 de Setembro do atual governo, o desfile em Brasília já foi descrito como esvaziado. Naquele ano, assim como nos outros, Lula participou do tradicional cortejo em carro aberto acompanhado de Janja, enquanto a cerimônia reuniu um público menor do que em anos anteriores.

Em 2024, a situação voltou a chamar atenção. O desfile na capital federal levou cerca de 20 mil pessoas, conforme estatísticas compartilhadas na época pela imprensa.

Já em 2025, conforme mostrou o Diário do Poder, o evento na Esplanada dos Ministérios foi considerado o mais fraco dos desfiles da data magna da Pátria desde a posse do atual governo, em janeiro de 2023. Lula e Janja participaram novamente do cortejo em carro aberto, enquanto imagens do evento evidenciaram o baixo movimento em diferentes pontos da Esplanada.

Veja o vídeo do desfile de 2026 abaixo:

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Visão do western "Entre Dois Juramentos"



Visão do western clássico "Entre Dois Juramentos" (Two Flags West), de Robert Wise, 1950. Trata de hombridade, auto-sacrifício, respeito, lealdade, amor não correspondido. Em preto & branco, com fotografia bem nítida.

Em 1863, durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln emitiu uma proclamação especial pela qual prisioneiros de guerra confederados poderiam obter a liberdade, desde que se unissem ao Exército da União. Essa a premissa do filme. 

Uma companhia de prisioneiros da cavalaria confederada da Geórgia, sob o comando do coronel confederado Clay Tucker (Joseph Cotten), ingressa na União com a única condição de não precisar lutar contra o Confederação. A companhia é enviada para o isolado Fort Thorn, no Novo México, que é comandado pelo major da União Henry Kenniston (Jeff Chandler), que está mancando de uma antiga ferida de guerra e odeia os confederados e os índios. 

Transformados em soldados da União os sulistas recebem a missão de escoltar uma caravana, que conta com a bela viúva mexicana Elena (Linda Darnell), que é cunhada do major e interesse romântico dele. Enquanto isso, o major  mata o filho do chefe índio, que estava prisioneiro, provocando um ataque contra o forte. Avisado do ataque, o coronel Tucker e seus homens deixam a caravana e retornam ao forte em tempo de evitar o massacre total pelos índios, em maior número. Esses tomam a decisão de parar o ataque desde que Kennington se entregue, o que se concretiza. O major é morto pelos índios que se afastam deixando em paz os sobreviventes e a esperança do Norte e Sul se irmanarem.

Interessante na trama é a presença da personagem feminina, a bela viúva mexicana, que interessa a três homens. Além do cunhado, ela também é cortejada pelo capitão Mark Bradford (Cornell Wilde) e pelo coronel sulista.

No elenco: Dale Robertson, Arthur Hunnicutt, Noah Beery Jr, Jay C. Flippen, Harry van Zell, Ray Gordon, Aurora Castellán e Donald Curtis.

domingo, 6 de setembro de 2026

Quem lembra de Marinoel Martins?


Pois é. Quem lembra de Marinoel Martins? 

"Saudades, eu participei de "O Grito da Terra" como ator, ao lado de Lucy Carvalho. Fizemos um par romântico, ela como Loli e eu como Jorge", comentou ele na postagem "O Grito da Terra" disponibilizado no Itaú Cultural , feita no Blog Demais e no Facebook, no sábado, 5 de setembro. Solicitei dele para comentar sobre o filme que particiou há 62 anos. Como resposta, enviou foto dele com Maria Augusta São Paulo em cena do filme (Foto 2). Então, estava com 23 anos.

Antes, ele atuou em "O Caipora", de Oscar Santana, em 1962-1964. Lembro que Marinoel Martins também apareceu em telenovelas publicadas em revistas.

"Nasci na simplicidade da roça e ainda muito criança ajudando meu avô; ele me ensinou agradecer a Deus", está contido no seu perfil no Facebook - https://www.facebook.com/marinoel.martins

Aposentado, criador de conteúdo digital como Cowboy Modão 8.0 (Foto 3), completa 84 anos neste mês de setembro, mora em Rio de Contas.

  • Festival de Lençóis dá sequência à programação com plantio de mudas, reforço da cultura popular e consagração de grandes shows

    Segundo dia do evento reuniu ações de preservação ambiental, artesanato, manifestações da cultura quilombola, roda de conversa sobre o Jarê e shows

     

    Fotos: Uilami Dejan 
    Fotos: Claudiane Souza 

    O segundo dia do Festival de Lençóis deu sequência à programação com uma agenda marcada pela diversidade cultural e por uma atividade voltada à preservação ambiental. Logo no início da manhã, no sábado, 5 de setembro, a organização do evento promoveu o plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, como jenipapo, pau-pombo, tamboriú e jacarandá-da-Bahia, reunindo cerca de 30 pessoas, entre turistas, guias, crianças e público interessado na iniciativa.

    Ao todo, foram plantadas 50 mudas, em uma ação realizada em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), na área do Parque da Muritiba, na região da Trilha da Cachoeirinha. Já na parte da tarde, a Feira de Artesanato da Bahia teve sequência reunindo artistas plásticos e artesãos locais. O espaço movimentou a cidade com a comercialização de peças, objetos e acessórios produzidos por quem vive e trabalha na região. Moradora de Lençóis há 25 anos, Edite Bispo, que produz peças com palha, destacou a importância de participar do festival. "Eu sempre participo e adoro essa oportunidade. É muito bom estar aqui, mostrando e comercializando nosso trabalho, conhecendo pessoas e encontrando quem vem ao evento interessado na nossa arte", afirmou.

    A programação cultural teve sequência com a apresentação do Grupo de Teatro Infantil Meteoritos e logo depois com a Marujada Quilombola do Remanso e a Marujada Barcas em Rios. Com música, tradição, ancestralidade e memória, as manifestações levaram ao público expressões importantes da cultura popular e quilombola da região. "É muito gratificante participar. Trouxemos 12 integrantes para fazer a apresentação, cantando as canções da Marujada. Uma tradição que existe desde 1914", destacou Mestre Lício, da Marujada Barcas em Rios.

    Outro momento de destaque da tarde foi a roda de conversa "Jarê Encantado, Ancestralidade e Patrimônio Cultural". A ação contou com mediação da jornalista Cleidiana Ramos e abordou o Jarê como uma manifestação própria da Chapada Diamantina, além de aspectos de seu processo histórico e de outras religiões de matriz africana no Brasil.

    Fechando a programação do Mercado Cultural, a performance Auto do Boi Diamante levou ao palco uma manifestação ligada ao universo do boi-bumbá e à cultura popular. Para Zé Livera, cuidador e integrante do Boi Diamante, a apresentação teve como propósito fortalecer e compartilhar essa tradição."Nosso objetivo é levar a cultura do boi-bumbá, que tem uma relação muito forte com Lençóis e com a cultura popular. Foi muito bonito ver a receptividade do público, que demonstrou interesse e interagiu com com a gente”, afirmou.

    Já à noite, foi a vez do Palco Lençóis receber uma programação musical que começou às 19h30, com André Fonseca & Jamile Santos. Às 21 horas subiu ao palco Rachel Reis. Fechando, às 23 horas, foi a vez de Michel Teló comandar a festa com hits e clássicos do sertanejo, encerrando a segunda noite do festival.

    André Fonseca e Jamile Santos apresentaram no festival um novo show, pensado a partir da atual fase da dupla como artistas independentes. "A ideia foi mostrar que somos uma potência, que podemos fazer acontecer e ocupar esses espaços", destacou André. Jamile completou ressaltando que confluir é a palavra central da nova proposta. "A gente acredita muito nessa filosofia de confluir. É o elemento do sol, da terra, tudo misturado, tudo se encontrando e formando uma coisa só", afirmou.

    Rachel Reis destacou o fato de ser o seu primeiro show em Lençóis. "Estava até apreensiva, se as pessoas iam me ver, se iam me assistir. Não só juntou uma galerinha, como até o final da praça tinha gente. Uma energia incrível, o calor e a recepção não poderiam ter sido melhores".

    Já Michel Teló também destacou o fato de ser a sua estreia no festival e que era o primeiro sertanejo da história a participar. Destacou que quer voltar para Lençóis e Chapada Diamantina, desta vez para passear. "Só agradecer o carinho do público. É um evento conhecido por ser eclético, por ser uma grande mistura. Por isso no show quis trazer um pouco de todos os ritmos. Muito feliz em estar aqui".

    Programação do último dia do Festival de Lençóis

    Mercado cultural

    14 às 22 horas - Feira do Artesanato da Bahia;

    15 horas - Capoeira Corda Bamba;

    17 horas - Palestra "A importância de desacelerar a vida e conviver com a natureza", com Alexandre Coimbra e mediação de James Martins.

    Coreto

    18 horas - Trio de forró com Élisson Moura & convidados

    Palco Lençóis

    19h30 - Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis;

    21 horas - Larissa Luz;

    23 horas - Cidade Negra.

    Enviado por Bruno Ganem

    sábado, 5 de setembro de 2026

    Revisão de "Crepúsculo de uma Raça"



    Revisão do clássico western "Crepúsculo de uma Raça" (Cheyenne Autunm), de John Ford, 1964. Um épico histórico que trata sobre um êxodo indígena. Último western dirigido por Ford. Foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Gilbert Roland. Com pouco mais de duas e meia horas de duração, o filme tem "Overture" e "Intermission".

    Em 1878, quando a agência governamental falha em entregar até mesmo os escassos suprimentos devidos por tratado à orgulhosa tribo Cheyenne em sua árida reserva desértica, os índios famintos sofreram mais abusos do que valem a pena e também os quebram embarcando em uma jornada de 1.500 milhas de volta às suas terras de caça ancestrais. O capitão de Cavalaria dos Estados Unidos Thomas Archer (Richard Widmark)  tem a missão de conter os índios. Mas, passa a respeitá-los pela nobre coragem deles e decide ajudá-los.

    Conta com um grande elenco: Carroll Baker, Dolores Del Rio, Gilbert Roland, Ricardo Montalban, Sal Mineo, Karl Malden, James Stewart, Arthur Kennedy, Edward G. Robinson, Patrick Wayne, John Carradine, Elizabeth Allen, Mike Mazurki, George O'Brien, Victor Jory, Ben Johnson, Sean McClory, Ken Curtis, Carmen D'Antonio, Walter Baldwin, Willys Bouchey, Harry Carey Jr., Judson Pratt, Chuck Robertson, Chuck Hayward, John Qualen, Mae Marsh, Walter Reed, Bill Williams, Bing Russell e Carleton Young.

    Em uma entrevista de 1966 com o então crítico de cinema Peter Bogdanovich, John Ford explicou por que ele queria fazer o filme: "Eu queria fazer isso há muito tempo. Eu matei mais índios do que Custer, Beecher e Chivington juntos... Sejamos sinceros, nós os tratamos muito mal - é uma mancha em nosso escudo; nós enganamos e roubamos, matamos, assassinamos, massacramos e tudo mais, mas eles matam um homem branco e, Deus, saem as tropas."

    Feira ontem

     

    Há 56 anos, em 5 de setembro de 1970, um dia de sábado, circulou o primeiro número do jornal "Feira Hoje".

    Festival de Lençóis estreia 27ª edição com música, cultura, artesanato e reflexão sobre sustentabilidade

    Primeiro dia do evento reuniu artistas, manifestações da cultura popular, produtores locais e debates sobre meio ambiente e patrimônio histórico da Chapada Diamantina




    A 27ª edição do Festival de Lençóis começou na sexta-feira, 4 de setembro, reunindo música, cultura popular, religiosidade, artesanato e debates sobre sustentabilidade. A abertura do evento, um dos principais da Bahia, movimentou diferentes espaços da cidade, com programação no Mercado Cultural e no Palco Lençóis, em uma noite que celebrou as tradições da região e promoveu encontros entre moradores, turistas, artistas e produtores culturais.

    O dia começou com a Feira do Artesanato da Bahia, que ocupou o Mercado Cultural com a comercialização de objetos, acessórios, peças artísticas e outros produtos confeccionados por produtores locais. Ao longo do dia, o espaço recebeu turistas e moradores de Lençóis, movimentando a economia criativa e valorizando o trabalho de artesãos que encontram no festival uma oportunidade de apresentar e comercializar seus produtos.

    Entre os expositores estava Edileuza Menezes, que veio de Wagner, município a cerca de 67 quilômetros de Lençóis, para comercializar suas bonecas de pano. Para ela, participar do festival já faz parte da tradição. "Evento maravilhoso, atrai turistas, sempre marco presença todos os anos e a cada ano está melhor", afirmou.

    O Mercado Cultural também recebeu o painel "Meio Ambiente, Cultura e Patrimônio, Desafios da Sustentabilidade", com participação do mestre em ciências ambientais Delmar Araújo e do superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia, Hermano Queiroz, com mediação do jornalista James Martins. O encontro promoveu um bate-papo sobre a história de Lençóis, a importância dos bens culturais da cidade e a função social do patrimônio público histórico, aproximando o público de uma discussão sobre preservação, memória e sustentabilidade.

    A noite de estreia foi tomada pela música no Palco Lençóis. A programação começou às 19 horas com a Família Grãos de Luz e Griô, seguida pela apresentação de Hélio Bahia, que interpretou grandes clássicos da música brasileira. Na sequência, o público acompanhou o cortejo Abrindo os Caminhos, com Samba de Roda das Baianas de Lençóis, Percuhitts e Reisado da Viola. Encerrando a noite, o Banjo Novo subiu ao palco para sua apresentação.

    Representando a Família Grãos de Luz e Griô, o professor Márcio Caires destacou a proposta apresentada pelo grupo durante a abertura. "Trouxemos temas que levaram à reflexão, com uma abordagem de temas profundos para a região. Esse foi o nosso diferencial no palco", afirmou.

    Para Hélio Bahia, participar do Festival de Lençóis representa uma oportunidade especial. "O Festival de Lençóis é um dos maiores do Nordeste e, para mim, foi uma alegria participar. É muito especial estar em um evento que já recebeu grandes artistas no palco. Nada melhor do que estar aqui", celebrou o artista.

    Estreando no festival, Samora Lopes, um dos idealizadores do Banjo Novo, também comemorou o convite. "É uma alegria muito grande estar presente e estrear no Festival de Lençóis. É um marco importante para o grupo, ainda mais sendo um projeto tão novo. É a nossa primeira vez na Chapada Diamantina, abrindo caminhos para um novo público e mostrando o nosso trabalho para essas pessoas", destacou.

    Quem também marcou presença na abertura foi Rodrigo Santos Carneiro, ouvidor da Bahiagás, que ressaltou a relação da instituição com o evento. "É uma grande satisfação estar mais uma vez no Festival de Lençóis. É uma parceria de várias edições, que é muito mais que um patrocínio, e sim uma forma de valorizar a cultura, fortalecer o turismo e contribuir para o desenvolvimento da Bahia", afirmou.

    Além do patrocínio da Bahiagás, o evento conta com o apoio do Banco do Nordeste (BNB) e da Prefeitura Municipal de Lençóis.

    Programação deste sábado, 5 de setembro

    Mercado Cultural

    14 às 22 horas, Feira do Artesanato da Bahia

    15 horas, Grupo de Teatro Infantil Meteoritos, "Casa Luz da Manhã"

    16 horas, Performance Auto do Boi Diamante

    16h30, Marujada Quilombola do Remanso e Marujada Barcas em Rios

    17 horas, Palestra "Jarê Encantado, Ancestralidade e Patrimônio Cultural", com Pedro Rangel, Sandoval do Jarê, Dona Maninha (Quilombo do Remanso) e Hermano Queiroz (Iphan), com participação de Ângela Guimarães (Sepromi) e mediação da jornalista Cleidiana Ramos

    Coreto

    18 horas, Trio de Forró com Élisson Moura e convidados

    Palco Lençóis

    19h30, André Fonseca & Jamile Santos

    21 horas, Rachel Reis

    23 horas, Michel Teló

    Crédito das imagens: Claudiane Souza.

    Enviado por Bruno Ganem

    "O Grito da Terra" disponibilizado no Itaú Cultural


    O filme "O Grito da Terra", de Olney São Paulo, 1964, está na IC Play do Itaú Cultural, como parte da mostra retrospectiva Ocupação Helena Ignez, em cartaz até 18 de outubro. A nova cópia, agora disponibilizada ao público, surge de um trabalho de digitalização da Cinemaeteca Brasileira com apoio do Itaú Cultural.

    O Blog Demais está tomando conhecimento com a dica do cineasta José Umberto, que pelo WhattsApp enviou mensagem: "vc viu que o Itaú tá disponibilizando 'O grito da terra'?" Imediatamente, criei conta na IC Itaú e posso ver filmes, sem pagar nada, aproveitando a diversidade do audiovisual brasileiro.

    "A travessia de Helena Ignez pelo cinema brasileiro conta quase sete décadas de trabalho como atriz e diretora de filmes. Das raízes baianas do Cinema Novo a mais nova produção audiovisual independente, passando pela experiência radical da Belair, produtora criada por ela, Rogério Sganzerla e Julio Bressane em 1970, seu percurso cruza toda a história do cinema brasileiro moderno."

    "Por que ver

    Filmado no distrito de Bonfim de Feira, em 1964, ano do golpe militar, a obra é um prenúncio das preocupações sociais que alcançam o cinema brasileiro da época, nos quais a política e a arte de filmar se confundem intensamente. Uma crônica rural lírica e regionalista, composta de belos planos e muita poesia, baseada no romance homônimo de Ciro Carvalho Leite."

    Para assistir, crie conta na IC Play


    'Consórcio' de Lula com ministros do STF tenta isolar Mendonça, e isso é bom para ele

    Quanto mais o sistema estrebucha, mais a opinião pública o vê como juiz que não se dobra aos poderosos

    Ministro André Mendonça (STF) - (Foto: Luiz Silveira/STF).

    Por Cláudio Humberto

    André Mendonça logo se firmou como um dos mais admirados ministros do Supremo, por sua coragem, decência, rigor técnico e serenidade nas relatorias das fraudes bilionárias contra aposentados do INSS e clientes do Banco Master, atingindo poderosos em cheio, incluindo colegas. A turma que compartilha o poder no Brasil - Lula (PT), lulistas do STF e o presidente do Senado - tentam a isolar Mendonça, mas isso o fortalece: quanto mais o sistema estrebucha, mais a opinião pública o vê como juiz que não se dobra aos poderosos e inspira temor em cada um deles.

    Inspirando confiança

    A firmeza com que enfrenta o dilema de investigar o poder ou preservar o poder é o que o tornou, para os brasileiros, figura de confiança.

    Reconhecimento

    Agora, aonde chega, em eventos jurídicos ou nos cultos semanais de sua igreja em São Paulo, o tímido ministro André se vê ovacionado.

    Tudo a seu tempo

    Até mesmo antipetistas compreendem seu cuidado no caso envolvendo tráfico de influência e corrupção Lulinha, filho de Lula (PT).

    Dilema do STF

    Dividido entre relatoria e retaliação, o STF tem outro dilema: preservar ou hostilizar quem é sua esperança de reconquistar respeito e confiança.

    Fonte: https://diariodopoder.com.br/