Tuna Espinheira, quando esteve em Feira de Santana para lançar "Cascalho", em entrevista a Renato Ribeiro e Dimas Oliveira, no programa "Rádio Repórter", na Rádio SubaéFoto: Arquivo Blog Demais
Nesta quarta-feira, 15, lançamento do DVD de "Cascalho", filme de Tuna Espinheira, e de edição do livro homônimo, de Herberto Salles. Estarei presente no evento.
Palavras de Tuna Espinheira:
Era uma vez um filme e sua trajetória franciscana... Tudo começou na data histórica das comemorações dos cinqüenta anos da publicação do romance "Cascalho". Dois dedos de prosa com o autor, Herberto Sales, sinalizou a oportunidade da licença dos direitos autorais, a exigência única: ver um roteiro pronto.
Tempos depois, o roteiro, em sua primeira urdidura, seguiu para São Pedro da Aldeia, Estado do Rio, habitat do escritor. A resposta não se fez de rogada: o script estava aprovado.
Anos bíblicos marcaram, a ferro e fogo, os passos nas léguas tiranas, com vistas ao levantamento da produção. Em vão... Jamais se conseguiu levantar um tostão sequer, pelas famigeradas "Leis de Incentivo". Um edital de roteiros para cinema, do Governo do Estado, nominado Fernando Coni Campos, premiaria o nosso projeto, no final de 2002.
Em julho de 2003, começaram as filmagens, com uma agenda madrasta, fosse qual fosse, as circunstâncias, o tempo de rodagem, por hipótese alguma, poderia passar dos trinta dias úteis. Cada dia era dia “D”. O roteiro passou a ser retrabalhado, dia a dia, no calor da hora.
Esta missão impossível culminou com a extravagante décima quinta edição do script, até o final das filmagens. Cumprindo os ditames desta crua e real circunstância...
Em fins de 2004, montado e editado, foi tirada uma primeira cópia experimental, com o som mono. Mesmo nesta condição capenga, foi selecionado pelo Festival de Brasília. O único filme fora do eixo Rio-São Paulo, escolhido então.
Só no segundo semestre de 2008, o filme foi equipado com o Som Dolby Digital, sem o qual, nunca poderia adentrar numa sala de cinema comercial.
Na Bahia, Aquiles Mônaco, acolheu o filme, dando-lhe um espaço para a pré-estréia e uma pequena temporada no Complexo de Cinemas do Iguatemi, em Salvador e em Feira de Santana. Nas vistosas Salas do Complexo Glauber Rocha, esta legítima produção, prata da casa, foi vetada de forma sumária, sem explicações. Deste acontecimento nefasto, só se pode deduzir como faíscas da ferradura de um coronelismo em extinção... A marca da maldade.
Agora, falando de flores, no dia 15 de dezembro, com patrocínio da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, serão lançados, o DVD e uma nova e primorosa edição do clássico de Herberto Sales, "Cascalho". Na Aliança Francesa, 18h30 horas, na Ladeira da Barra. em Salvador.
Para o filme de barbas brancas, este retorno ao olhar público, significa um luminoso alumbramento!!! La Nave Vá... Navegar é preciso...
Tempos depois, o roteiro, em sua primeira urdidura, seguiu para São Pedro da Aldeia, Estado do Rio, habitat do escritor. A resposta não se fez de rogada: o script estava aprovado.
Anos bíblicos marcaram, a ferro e fogo, os passos nas léguas tiranas, com vistas ao levantamento da produção. Em vão... Jamais se conseguiu levantar um tostão sequer, pelas famigeradas "Leis de Incentivo". Um edital de roteiros para cinema, do Governo do Estado, nominado Fernando Coni Campos, premiaria o nosso projeto, no final de 2002.
Em julho de 2003, começaram as filmagens, com uma agenda madrasta, fosse qual fosse, as circunstâncias, o tempo de rodagem, por hipótese alguma, poderia passar dos trinta dias úteis. Cada dia era dia “D”. O roteiro passou a ser retrabalhado, dia a dia, no calor da hora.
Esta missão impossível culminou com a extravagante décima quinta edição do script, até o final das filmagens. Cumprindo os ditames desta crua e real circunstância...
Em fins de 2004, montado e editado, foi tirada uma primeira cópia experimental, com o som mono. Mesmo nesta condição capenga, foi selecionado pelo Festival de Brasília. O único filme fora do eixo Rio-São Paulo, escolhido então.
Só no segundo semestre de 2008, o filme foi equipado com o Som Dolby Digital, sem o qual, nunca poderia adentrar numa sala de cinema comercial.
Na Bahia, Aquiles Mônaco, acolheu o filme, dando-lhe um espaço para a pré-estréia e uma pequena temporada no Complexo de Cinemas do Iguatemi, em Salvador e em Feira de Santana. Nas vistosas Salas do Complexo Glauber Rocha, esta legítima produção, prata da casa, foi vetada de forma sumária, sem explicações. Deste acontecimento nefasto, só se pode deduzir como faíscas da ferradura de um coronelismo em extinção... A marca da maldade.
Agora, falando de flores, no dia 15 de dezembro, com patrocínio da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, serão lançados, o DVD e uma nova e primorosa edição do clássico de Herberto Sales, "Cascalho". Na Aliança Francesa, 18h30 horas, na Ladeira da Barra. em Salvador.
Para o filme de barbas brancas, este retorno ao olhar público, significa um luminoso alumbramento!!! La Nave Vá... Navegar é preciso...

Um comentário:
Pelo que diz Tuna Espinheira, foi mesmo um parto difícil, até chegar a esta etapa. Parabéns pela luta e agora, poder estar falando em flores, não é?
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