No Aprisco

No Aprisco

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Aventura com arqueologia




Produção da Metro-Goldwyn-Mayer, realizada em 1954, "O Vale dos Reis" (Valley of the Kings), de Robert Pirosh, tem um bom roteiro com Robert Taylor e Eleanor Parker nos papeis principais (Fotos: IMDb). Foi visto na noite desta segunda-feira, 26, em DVD.
Trata-se de um filme de aventura com locações no Egito - Giza, Cairo, Luxor, Suez, Faiyum e Monte Sinai. As cenas no deserto foram feitas na Líbia.
A trama se passa em 1900. O arqueólogo Mark Brandon (Taylor) é convidado pela bela Ann Barclay (Barclay), que o convence a ajudá-la a cumprir a ambição de vida de seu falecido pai - fornecer a prova bíblica da viagem de José no Egito antigo. Os dois embarcam em uma busca do túmulo perdido do faraó Ra Hotep, que dizem ter tido ligação com José. A trilha até o túmulo é repleta de intrigas, traições, assassinato e a possibilidade de que a própria tumba foi esvaziada de todos os seus artefatos por saqueadores antigos.

Mundo Jurássico em exposição no Boulevard



O fantástico mundo dos dinossauros promete encantar crianças e adultos no mês de julho no Boulevard Shopping. A exposição Mundo Jurássico, que já percorreu mais de 25 cidades em 20 estados brasileiros, aporta na Princesa do Sertão nesta sexta-feira, 30, com cenários pré-históricos e réplicas em tamanho natural dos dinossauros.
O Mundo Jurássico fica em exposição nos corredores do Boulevard até o dia 30 de julho e a visitação é gratuita, durante os horários de funcionamento do Shopping. Numa mistura de parque temático com visita educativa e entretenimento, a exposição resgata a idade jurássica com réplicas robóticas que imitam sons e movimentos dos dinossauros, além de contar com uma cenografia construída por museólogos, cenógrafos e arquitetos.
Entre os dinossauros expostos, os destaques ficam por conta do Tiranossauro Rex - um dos maiores carnívoros terrestres já encontrados - com 13 metros de comprimento e cinco metros de altura, e o Espinossauro, estrela do filme "Jurassic Park 3". O acervo conta ainda com reproduções do Braquiossauro, do Maiassauro, do Pterossauro, do Estiracossauro, do Anquilossauro, entre outros. Completando as atrações da exposição, ainda haverá exibições de vídeos, simulação de escavações e área interativa.
(Com informações da ComunicAtiva Agência de Comunicação)

Rua da Aurora

24 de Maio remete a Samuel Morse, que emitiu a primeira mensagem telegráfica, enviada do Capitólio de Washington à cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, em 1844. Também à Batalha de Tuiuti, na guerra entre Brasil, Argentina e Uruguai, aliados contra o Paraguai, em 1866.
Pois é, 24 de Maio, no ano de 1886, era nome de rua em Feira de Santana, que depois passou a ser rua da Aurora - não rua de Aurora. O logradouro referia-se a alvorecer, não a nome feminino, nome de cidades brasileiras e americanas. Muito menos a nome de filme - "Aurora" (Sunrise), de F. W. Murnau, 1927.
Atualmente, a rua é denominada de Desembargador Filinto Bastos. Mas a maioria das pessoas continua chamando errado de rua de Aurora e certo de rua da Aurora.
Por falar em rua da Aurora, moradores da rua Desembargador Filinto Bastos, praças 2 de Julho e Fróes da Motta e Barroquinha (rua Juvêncio Erudilho) participam de encontro neste domingo, dia 2 de julho e tudo vai começar na chamada "pracinha". 

Menos de cinco meses para novo complexo de cinemas

No dia 8 desde mês, e lá se vão três semanas, quase 20 dias, o anúncio da implantação de um complexo de cinemas com cinco salas no América Outlet, apresentado pelo America Malls, em parceira com a rede mineira Cinesercla.
Foi marcada a data de 14 de novembro de 2017 para a inauguração do CineSercla Feira de Santana, como consta no site da empresa.
Assim, faltam menos de cinco meses, 140 dias para a cidade ganhar um novo complexo de cinemas.


Vitória de Trump: Suprema Corte permite que decreto imigratório entre em vigor

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta segunda-feira, 26, que o decreto que proíbe a entrada de cidadãos de seis países da maioria muçulmana entre parcialmente em vigor.
A decisão reduz o alcance de sentenças judiciais emitidas por instâncias inferiores e que bloqueavam completamente a ordem executiva.
Na maior controvérsia legal da administração Donald Trump, a decisão desta segunda marca uma vitória significativa para o republicano já que a justiça aceita escutar os argumentos da administração.
O decreto proíbe a entrada de refugiados e cidadãos de seis países. Estão na lista Iêmem, Irã, Líbia, Síria, Somália e Sudão. 
A decisão da justiça também permite que a ordem, emitida em março, seja colocada em vigor imediatamente, com algumas restrições.
A regra, porém, não afeta aqueles que já têm ligação comprovada com pessoas ou empresas nos Estados Unidos.
Ramadã
Neste final de semana, o presidente americano pôs fim a uma prática de quase 20 anos e não realizou na Casa Branca o jantar de iftar, que marca o fim do ramadã, com representantes da comunidade muçulmana.
O antecessor de Trump na Casa Branca, Barack Obama, costumava convidar líderes muçulmanos dos EUA, inclusive os congressistas, ao jantar do fim do jejum do ramadã .
"Vitória para a segurança"
O presidente Trump comemorou a decisão da Corte Suprema como uma "vitória para a segurança" dos Estados Unidos. "A decisão unânime do Supremo Tribunal é uma clara vitória para a nossa segurança nacional", informou Trump em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

Fonte: G1

Inscrição aberta para curso Gestão da Inovação e Tecnologia

Capacitação é oferecida pelo Instituto Euvaldo Lodi
em parceria com o Sebrae
Estão abertas as inscrições para o curso Gestão da Inovação e Tecnologia, oferecido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-BA) em parceria com o Sebrae, com o objetivo de capacitar empresários e gestores industriais de micro e pequenas empresas, ampliando a visão global e estratégica sobre a temática da inovação. O início das aulas está previsto para 8 de julho, na sede do IEL em Feira de Santana, localizada na rua Gonçalo Alves Boaventura, S/N, no Alto do Cruzeiro.
Com duração de 90 horas, o curso será ministrado em encontros quinzenais aos sábados (de 8 às 12 e de 13 às 17 horas). A capacitação é dividida em nove módulos e vai abordar os temas: a importância da inovação para se manter no mercado; inovações sustentáveis; oficina de criatividade e design thinking; como gerenciar e motivar a equipe para a inovação; modelando negócios e vendendo valor; marcas e patentes - como se proteger; como buscar apoio para financiar inovações; elaboração de projetos para captar recursos; e implantação de ferramentas de inovação na empresa. Neste último módulo, as empresas participantes terão 30 horas de coaching para implantar projetos de inovação.
Parceria
O curso integra as atividades do Programa de Capacitação Empresarial, de âmbito nacional, resultado da parceria do IEL com o Sebrae. O programa é voltado ao aperfeiçoamento da liderança como forma de contribuir para a competitividade da indústria brasileira.
Os interessados podem se inscrever pela Internet (http://internotes.fieb.org.br/eventos/inovacaofsa01). Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail educaiel.fsa@fieb.org.br ou pelos telefones (75) 3602-9766 ou (75) 3602-9785. O investimento é de R$ 495. Empresas associadas ao Centro das Indústrias do Estado da Bahia e de sindicatos filiados à Federação das indústrias do Estado da Bahia contam com desconto de 10%.
(Com informações da Gerência de Comunicação Institucional
 da Federação das Indústrias do Estado da Bahia - Sistema Fieb)

Essa palavra coisa...

Por Luísa Galvão Lessa
A palavra "COISA" é um bombril do idioma.
Tem mil e uma utilidades.
É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia.
"COISAS" do português.
Gramaticalmente, "COISA" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio.
Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "COISIFICAR".
E no Nordeste há "COISAR": Ô, seu "COISINHA", você já "COISOU" aquela coisa que eu mandei você "COISAR"?
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem (menos o trem, que lá é chamado de "COISA").
A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a "COISA"!
E, no Rio de Janeiro?
Olha que "COISA" mais linda, mais cheia de graça...
A garota de Ipanema era COISA de fechar o trânsito!
Mas se ela voltar, se ela voltar, que "COISA" linda, que "COISA" louca.
COISAS de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
COISA não tem sexo: pode ser masculino ou feminino.
COISA também não tem tamanho.
Na boca dos exagerados, "COISA nenhuma" vira um monte de coisas...
Mas a "COISA" tem história mesmo é na MPB.
No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, a coisa estava na letra das duas vencedoras: "Disparada", de Geraldo Vandré: "Prepare seu coração pras 'COISAS' que eu vou contar...", e "A Banda", de Chico Buarque: pra ver a banda passar, cantando "COISAS" de amor...
Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva).
E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as COISAS:
"COISA" linda, "COISA" que eu adoro!
Para Maria Bethânia, o diminutivo de COISA é uma questão de quantidade afinal, são tantas "COISINHAS" miúdas.
E esse papo já tá qualquer "COISA". Já qualquer "COISA"doida dentro mexe... Essa COISA doida é um trecho da música "Qualquer COISA", de Caetano, que também canta: alguma "COISA" está fora da ordem! e o famoso hino a São Paulo: "alguma COISA acontece no meu coração"!
Por essas e por outras, é preciso colocar cada COISA no devido lugar.
Uma COISA de cada vez, é claro, afinal, uma COISA é uma COISA; outra COISA é outra COISA.
E tal e COISA, e COISA e tal.
Um cara cheio de COISAS é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques.
Já uma cara cheio das COISAS, vive dando risada. Gente fina é outra COISA.
Para o pobre, a COISA está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra COISA nenhuma.
Coisa-ruim é o capeta, o câncer, a hanseníase, a roubalheira no Brasil. Coisa boa é o Brad Pitt, Richard Gere, Tom Cruise. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema!
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as COISAS, para serem usadas, por que então nós amamos tanto as COISAS e usamos tanto as pessoas?
Bote uma COISA na cabeça: as melhores COISAS da vida não são COISAS.
Há COISAS que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas mais.
Mas, deixemos de "COISA", cuidemos da vida, senão chega a morte, ou "COISA" parecida...
Mas, finalmente, muita atenção: em ano de eleição vai ter muita "coisa" para enganar o eleitor. Vamos ficar de olho nessas“coisas”. Não vendam o voto por qualquer "coisa", porque o correto é dar valor às "coisas".
Por isso, faça a COISA certa e não esqueça o grande mandamento:
"AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS "COISAS"."
Entenderam o espírito da COISA ?
Luísa Galvão Lessa é pós-doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Publicado no "Blog Santanópolis"

Cangaceirismo cultural

Por Aninha Franco
A criação artística brasileira enfrentou dois tsunamis nos últimos anos, a era digital e a hegemonia lulopetista. Não necessariamente nessa ordem. São delas, entrelaçadas, os teatros fechados no RJ, as salas vazias em SP, a falta de trabalho da atriz Joana Fomm porque, talvez, foi simpatizante do PT um dia e, inteligente, caiu fora da arapuca e tem sido boicotada, a obrigação de explicar ao assessor de comunicação da Osba - pobre Osba! - que não existem ex-atriz, ex-dramaturga ou ex-idiota, depois de um ataque virulento do rapaz à atriz Rita Assemany e a mim no Facebook. Seu chefe (?), o secretário de Cultura do estado, evocou em texto assinado, nessa semana, um Gavrilo Princip brasileiro para resolver o Fora Temer. Gavrilo assassinou o imperador da Áustria em 1914. A assessora de uma secretária colega do aiatolá Jorge Portugal disse recentemente, diante de uma amiga, que eu estava merecendo uma surra. Nunca ouvi a diretora da Fundação Cultural falar sobre cultura. Ouvi-a exortando grevistas e manifestantes a usar o microfone, a depender do momento, prum Volta Dilma ou prum Fora Temer. É o cangaceirismo cultural como nem na ditadura de Médici.
O dinheiro que o estado destinou à Cultura na Bahia é dividido entre os colaboracionistas do governo através de editais mais tendenciosos que a "política de balcão" que dava frutos. Os editais não dão. É preciso ser muito desprezível para interagir com um governo que fecha teatros, desmonta cadernos de cultura, persegue pensadores, desemprega artistas e aparelha equipamentos culturais com apaziguados intelectualmente despreparados para proteger seus acervos. As bibliotecas e museus do estado da Bahia estão em perigo. Em junho, rolou forró no Museu de Arte Moderna. E como só gente bacana faz coisa bacana, ainda temos que assistir ao desespero dos editaleiros - os mensaleiros de edital - divulgando seus produtos que ninguém quer assistir. Público tem gosto.
A arte evita a Bahia. Dentro e fora dela. Os "pensadores" do Complexo do Castro Alves reuniram, em dias próximos, 100 espectadores na sessão de Plácido Domingos Júnior no Teatro e lotaram a Concha com espectadores de Proparoxítona de Whindersson Nunes. Eles pensam cultura como as frases de mainha, sem processar que milhares de moradores da cidade raciocinam além de mainha, de suas frases e dos proparoxítonos de Whindersson porque já saíram da fase oral há muitos, muitos anos. De dentro pra fora também é trágico. Conheço um artista baiano que mora na Itália, e veio "morar" na Bahia por uns dias para receber o prêmio de Edital de Viagem. Esse pelo menos é artista e morou na cidade uma semana para receber a verba, viajar e fazer alguma coisa interessante lá fora. É ilegal, é imoral, mas deve ter produzido resultados.
Outros são como a chegada de Temer na Noruega. O "artista" viaja porque é colaboracionista ou parente dele e quando chega ao destino e encontra consumidores culturais como Temer encontrou estadistas na Noruega, desmoraliza a Bahia. E parece que ninguém está fiscalizando nada, apesar de tudo que está acontecendo feder muito. Poucos denunciam e muitos lamentam o esvaziamento cultural da cidade que não merece o que está sofrendo. Eu, como Jesus Cristo em Mateus, denunciarei sempre porque quem não está com a arte está contra mim.
Aninha Franco é escritora e pensadora
Fonte: Correio

sábado, 24 de junho de 2017

Clássica comédia romântica e dramática


Shirley MacLaine e Jack Lemmon em "Se Meu Apartamento Falasse" 
Fotos: IMDb

Na manhã deste sábado, 24, a visão da comédia romântica e dramática "Se Meu Apartamento Falasse" (The Apartment), de Billy Wilde, 1960. Trata-se de um clássico, que ganhou cinco prêmios Oscar - Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original (Billy Wilder e I.A.L. Diamond), Melhor Direção de Arte em Preto e Branco e Melhor Edição. Foram dez indicações, inclusive para Melhor Ator (Jack Lemmon), Melhor Atriz (Shirley MacLaine) e Melhor Ator Coadjuvante (Jack Kruschen).
Amargura, ambição, conflitos pessoais, consumismo, decepção, infidelidade e solidão são temas que pontuam o filme.
Na trama, C. C. Baxter (Lemmon) é um dos milhares de funcionários de uma empresa de seguros. Ele tem um trabalho burocrático, mas tem planos ambiciosos para crescer. Desejando se tornar um executivo, aceita emprestar seu apartamento, onde vive sozinho, para os encontros extraconjugais de executivos da empresa. Dessa forma, Baxter ganha pontos, o que facilita suas promoções.
A estratégia traz problemas pessoais para ele, pois acaba privado do seu apartamento para satisfazer as escapadas dos diretores da empresa. Ele é tido como um libertino pela senhoria e pelo casal do apartamento vizinho, que pensam que Baxter promove baladas em seu apartamento com diferentes mulheres.
Jeff D. Sheldrake (Fred MacMurray), principal executivo da empresa também resolve usar o apartamento, para passar momentos com sua amante, Fran Kubelik (MacLaine). Ascensorista no edifício, ela é o interesse romântico de Baxter, o que traz consequências.
Faz citações a Greta Garbo, Joan Crawford, John Barrymore, Marilyn Monroe e Perry Como, entre outros nomes do cinema e da TV, mais Fidel Castro, Pablo Picasso e Robinson Crusoé.
Na trilha sonora, além de Tchaikowsky ("Capriccio Italien - Opus 45") e "Jingle Bell", de James Piermont, cantada a capela, tem música brasileira, o samba "Madalena", de Ary Macedo e Ayrton Amorim, executada - com orquestração - em encontros furtivos dos usuários do apartamento. Trata-se de sucesso do Carnaval de 1951, cantada entre outros por Linda Batista, cuja primeira estrofe diz assim: "Amar como eu amei/ Ninguém deve amar/ Chorar como eu chorei/ Ninguém deve chorar/ Chorava que dava pena/ Por amor a Madalena…"

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Lembrando escritor Fernando Ramos

Fernando Ramos e a capa de "Os Enforcados", autoria de Juraci Dórea
Reprodução

Os dois principais livros do escritor feirense Fernando Ramos, falecido no dia 23 de março de 2008, são os romances "Os Enforcados" e "O Lobisomem de Feira de Santana", edições de 1970 e 2002. As duas publicações têm capa do artista plástico Juraci Dórea.
Em "O Lobisomem de Feira de Santana", o escritor Fernando Ramos coloca o povo de Feira de Santana como protagonista do romance, que se passa em 1945, sendo ele próprio um dos personagens, Fernando Espírio, assim como sua irmã, Hortênsia Ramos, a Hortencinha das Tranças.
No round (capítulo) 14, está contido:
"Dizem que Fernando Espírito tem esse apelido dado pelo inquieto estudante João Macedo (botador de apelido), porque o pai era espírita, acomodando pessoas numa sala, incluindo o coletor Maneca Ferreira, em sessões noturnas. O filho, com 13 anos, nem queria saber de sessões, mediunidades, tempestuosos perturbados. (...). Fernando recebeu o apelido de Raimundo Cordeiro, na Escola João Florêncio, do curso primário, que dizia ser ele "o Espírito de Will Eisner, espetacular desenho americano das histórias em quadrinhos". 
Prêmio literário da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, Prêmio Jorge Amado, ano 1968, "Os Enforcados", foi editado em 1970. O escritor baiano (de Itajuípe) Adonias Filho (1915-1990), um dos participantes da comissão julgadora, considerou (como está na contra-capa do livro): "Este romance é de alta qualidade literária, e há muito tempo não vejo obra de tão grande valor".
Na apresentação de "Os Enforcados", o autor Fernando Ramos diz: "Este romance com protagonistas fictícios se passa em Santa Brígida e localidades circunvizinhas ao Nordeste da Bahia, onde cavalgaram Lampião e seus cangaceiros. A ação decorre de 2 de setembro a 7 de outubro de 1966 (Santa Brígida não tinha ainda luz elétrica), obedecendo a um tempo cronológico e a uma coincidência de fatos, na caatinga".
Ele finaliza a apresentação, afirmando: "Antes de tudo, é um romance dramático e irreal num ambiente real".

Tem verbetes inclusos no Dicionário Aurélio. Está registrado na "História Crítica da Literatura Brasileira: A Nova Literatura”, do romancista piauiense Assis Brasil, Companhia Editora Americana do Rio de Janeiro, 1970.
Em 1969, seu romance "O Demônio" recebeu o Prêmio Jorge Amado, do Governo da Bahia. Em 1996, lançou o romance "Uauá, Glória, Tramas e Pistoleiros", pela Editora BDA Bahia. Na revista "Sertão", em 1955, com seleção de Olney São Paulo, teve o conto "O Clunâmbulo de Monte Santo" publicado.
Em 1969, participou da antologia "Doze Contistas da Bahia", com seleção e introdução de Antônio Olinto, pela Editora Record. Em 1978, participou da antologia "Dezoito Contistas Baianos", edição da Prefeitura da Cidade do Salvador.
Fernando Ramos também foi ator - fez um "homem sinistro" - no primeiro filme feirense e do interior da Bahia, o curta-metragem "Um Crime na Rua", realizado em 1955, por Olney São Paulo. Também atuou como assistente de direção deste filme e de "Grito da Terra", em 1964, primeiro longa-metragem de Olney São Paulo.
Fernando Ramos foi ainda um dos fundadores da Associação Cultural Filinto Bastos, em 1956, junto com Olney, que contava que ele "saía se escondendo (das reuniões) para comer 'passarinha' com pimenta". Nessa época, ele chamava Olney para contar uma idéia de um romance, "O Chamado das Longínquas Caatingas", que mais tarde virou conto e que ele esperava virar filme. Tempo também em que se reuniam em noites de prosas, contando sonhos e projetos, em um bar em frente do prédio da Prefeitura.
Quando o jornalista Dimas Oliveira editava o jornal "Feira Hoje", entre 1992 e 1993, publicou capítulos do livro (ainda inédito) "Meu Nome É Vargas", escrito em 1982 em folhetim.
No capítulo 177 (publicado no "Feira Hoje" em 7 de fevereiro de 1993), o romancista trata sobre o Cine Santana e faz referência aos "cinéfilos Dimas Oliveira e José Elmano Portugal":
"(...) Relampeou que dávamos atenção a filme de segunda, ele (José Elmano) precipitava a visão para os de primeira, para a magia do claro-escuro: Otelo, O Gabinete do Dr. Caligari. Nada de Charlie Chan. Gostava do filmaço moderno 2001: Uma Odisséia no Espaço, e da atmosfera irreal da imagem conjugada com o monólogo interior: Hamlet. No entanto, Dimas Oliveira, grande entendido, se internava no Cidadão Kane de Welles, o maior filme, com que a montagem galopou bem".No capítulo 224 (publicado em 4 de abril de 1993) , outra referência a Dimas Oliveira:

"A luz cega-me os olhos, me magnetiza, quando tento decifrar palimpsesto da Idade Média, pertencente ao metteur-en-scène Dimas Oliveira, o maior conhecedor da sintaxe do filme de arte desta cidade. Execro luz forte, que atrai mariposas. Prefiro o abajur de luz fraca ao escrever, como este aqui. (...)".
Quando Fernando Lysesfrank Sousa Ramos ainda morava em Feira de Santana - estava residindo em Salvador -, tinha muito contato com ele, em encontros no casarão da família, na então praça da Matriz, hoje praça Monsenhor Renato de Andrade Galvão, para falar de Feira de Santana, literatura e cinema - gostava muito ("Não sei o que seria de minha infância se não fosse o Cine Santana. Ele foi tudo para mim. Eu não tinha para onde ir").

Quando Feira de Santana exportou bosta de vaca para a Itália


1. Juraci Dórea montou escultura nos Jardins de Veneza
2. Dimas Oliveira com os artistas José Resende e Juraci Dórea

Há 29 anos, em junho de 1988, couro cru, varas, espinhos, cascalho e bosta de vaca foram exportados de Feira de Santana para Veneza, na Itália. Foi quando o artista plástico Juraci Dórea apareceu na XLIII Exposição Internacional de Arte - a Bienal de Veneza, com sua obra aberta, de uma singularidade significativa que se ocupava em buscar a afirmação de uma identidade brasileira e as raízes culturais. Sua obra esteve exposta nos jardins de Veneza, entre 26 de junho e 25 de setembro daquele ano. Obra de cor, cheiro e alma.
Juraci foi escolhido pela curadora Lélia Coelho Frota para representar o Brasil junto com escultor paulista José Resende no grande evento internacional e conseguiu transpor um pouco do pardo requeimado das caatingas, ambientando na cosmopolita Veneza o cenário para suas quatro esculturas de couro e madeira. Espinhos, cascalho, bosta de vaca foram componentes da instalação no pavilhão brasileiro, sendo que causou certo frisson na considerada bem-comportada Bienal, pois sendo polemizado, ganhando espaço em jornais como "Il Gazzettino" e "Corriere Della Sera", conseqüentemente aumentando o número de visitantes. Em tudo ficou a constatação de um equívoco: os sensíveis narizes europeus não conseguiram entender que o cheiro era do couro curtido utilizado nas esculturas e não do estrume que compunha o ambiente.
Para Juraci Dórea o que importou foi ter quebrado o isolamento cultural, pois em contato com a criação estética e a crítica internacional surgiram as consequências imediatas: convites para exposições na Suíça e nos Estados Unidos, além da participação na Bienal de Cuba, no ano seguinte, o que se confirmou. O crítico francês Pierre Restany, um dos jurados da Bienal, afirmou então que Juraci tem um "trabalho de consciência nacional, com sensibilidade ecológica e antropológica. Interessa-me muitíssimo". Já Belgica Rodriguez, presidente da Associação Internacional dos Críticos de Arte, disse na época que o artista tem "uma obra incomum, de uma singularidade impressionante na recuperação de material fora de órbita não-tradicional". Para a curadora Lélia Coelho Frota, a obra de Juraci Dórea "é um retrato possível entre os retratos possíveis do Brasil".
Em Veneza, o Projeto Terra foi apresentado por documentação fotográfica e vídeo além de duas esculturas dos "Jardins de Veneza", em couro e madeira, 3,60x3,00. Também foram apresentados os vídeos sobre a obra de Juraci: "Terra", 1982, transcrito do Super 8, fotografia de Robinson Roberto; "Escultura da Tapera", com imagens de Dimas Oliveira - que acompanhou o artista em Veneza - e Juraci Dórea, texto de Antônio Brasileiro e edição de Amadeu Campos (DB Vídeo) e Dimas Oliveira, músicas de Elomar e Fábio Paes.

Balaio Político

Rádio AM
Jornalista e radialista, Zadir Marques Porto (Foto) está lançando o livro "O Rádio AM em Feira de Santana: Sua História", que conta a história deste meio de comunicação no município.
Rádio AM II
Lembrar que o radialista Itamar Ribeiro de Souza lançou em 2014, o livro "Rádio AM Sociedade de Feira: Primeira Digital do Sertão", editado pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.
Ponto facultativo
Nesta sexta-feira, 23, véspera do feriado municipal de São João, "ponto facultativo nas repartições públicas municipais, não sujeitas a regime de plantão, e que não prestem serviços essenciais à população", como estabelecido em decreto pelo prefeito José Ronaldo.
O que é
Ponto facultativo é uma espécie de feriado, decretado pelos governos em dias úteis, nas datas especiais para municípios e estados, válido para os servidores das repartições públicas de sua alçada administrativa, os quais, naquelas datas data ficam dispensados do serviço.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Como os livros queimam

Sugestivas cenas de "Fahrenheit 451"
Divulgação
O que seria da sua vida se você não tivesse o direito de ler? Esta a premissa do filme “Fahrenheit 451”, de François Truffault, realizado há 41 anos, ainda atual. Foi visto no Cine Santanópolis, no final dos anos 60. Também em VHS e agora em DVD, que foi adquirido para coleção. É baseado no romance homônimo de Ray Bradbury. Tem Oskar Werner e Julie Christie no elenco.
O título é uma referência à temperatura que os livros são queimados. Convertido para Celsius, esta temperatura equivale a 233 graus. O filme faz refletir sobre a necessidade de liberdade de expressão. Faz apologia à livre circulação de ideias. O tema da manipulação de informações também está contido na obra.
Em um futuro hipotético, em Estado totalitário, os bombeiros têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura é um propagador da infelicidade. Mas um bombeiro começa a questionar essa linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua biblioteca ao invés de permanecer viva.
Os créditos iniciais do filme não são escritos, mas narrados, para antecipar o clima de leitura proibida. Também são mostradas várias antenas de televisão nas casas, indicando ironia com as grandes invenções tecnológicas dos anos 50, pela influência exercida desde então nos lares, bem como com o futuro da humanidade.
Detalhe é que não tem nada a vez com o superestimado documentário "Fahrenheit 451 - 11 de Setembro", realizado por Michael Moore, em 2004.

Paródia e homenagem ao filme noir

Steve Martin e Rachel Ward em "Cliente Morto Não Paga"
Foto: IMDb

A comédia "Cliente Morto Não Paga" (Dead Men Don't Wear Plaid), de Carl Reiner (que aparece no filme), realizado em 1982, mostra que cinema é mesmo fascinante.
No filme, um detetive particular (Steve Martin) é contratado por uma rica e bela herdeira (Rachel Ward) para investigar a morte do pai, que morreu em um suspeito acidente automobilístico. Em busca de respostas, ele encontra homens e mulheres perigosos que foram diretamente extraídos de filmes dos anos 40 e 50. O detetive contracena e dialoga com os personagens dos filmes antigos.
Assim, na criativa montagem são mescladas cenas da narrativa com outras de filmes clássicos do gênero policial. "Cliente Morto Não Paga" faz paródia e homenagem ao filme noir.
Os astros e estrelas nos filmes que aparecem trechos são: Alan Ladd em "Alma Torturada" (This Gun For Hire), de Frank Tuttle, 1942; Barbara Stanwick em "Uma Vida Por um Fio" (Sorry, Wrong Number), de Anatole Litvak, 1948; Ray Milland em "Farrapo Humano" (The Lost Weekend), de Billy Wilder, 1945; Ava Gardner e Burt Lancaster em "Assassinos" (The Killers), de Robert Siodmak, 1946; Humphrey Bogart em "À Beira do Abismo" (The Big Sleep), de Howard Hawks, 1946, "No Silêncio da Noite" (In a Lonely Place), de Nicholas Ray, 1950, e "Prisioneiro do Passado" (Dark Passage), de Delmer Daves, 1947; Cary Grant em "Suspeita" (Suspicion), de Alfred Hitchcock, 1941; Ingrid Bergman em "Interlúdio" (Notorious), de Alfred Hitchcock, 1946; Verônica Lake em "Capitulou Sorrindo" (The Glass Key), de Stuart Heisler, 1942; Lana Turner em "O Destino Bate à Sua Porta" (The Postman Always Rings Twice), de Tay Garnett, 1946, e "A Estrada Proibida" (Johnny Eager), de Mervyn LeRoy, 1942; Edward Arnold em "A Estrada Proibida", e "Que o Céu Condene" (Deception), de Irving Rapper, 1946; Kirk Douglas em "Estranha Fascinação" (I Walk Alone), de Byron Haskin, 1947; Fred Mac Murray em "Pacto de Sangue" (Double Indemnity), de Billy Wilder, 1945; James Cagney em "Fúria Sanguinária" (White Heat), de Raoul Walsh, 1949; Joan Crawford em "Acordes do Coração" (Humoresque), de Jean Negulesco, 1946; e Ava Gardner, Charles Laughton e Vincent Price em "Lábios Que Escravizam" (The Bribe), de Robert Z. Leonard, 1949.
Um programa bem divertido, ainda mais para quem conhece a maioria dos filmes citados.

Dublê de corpo para busto de bandido?

Para ser feito um busto ou uma estátua a necessidade da pessoa estar viva para posar de modelo ou através de fotografias. Existem escultores retratistas militantes do Brasil - são muito poucos -, que retratam pessoas através de esculturas. Eles são especializados em estudar, modelar e esculpir as fisionomias humanas, procurando, dentro da melhor perfeição possível, conservar as expressões faciais, buscando manter uma linha real e viva.
Segundo os especialistas na área, tratando-se de modelo por fotografia, são necessárias três ou mais fotos em posições diferentes, onde com um bom estudo dos ângulos, das sombras e um razoável conhecimento da anatomia humana, chega-se a um resultado satisfatório.
Bustos são peças artísticas para pessoas estimadas e queridas, que fazem lembrar de personalidades que marcaram época por feitos positivos notáveis.
De novo, estão levantando a pretensão da colocação de um busto de Lucas da Feira na cidade.
Assim, como vai ser elaborado o busto do famigerado bandido se não existe nenhuma fotografia do homenageado? Qual a face que se daria a ele, sem molde para eternizar o bandido? Teria dublê de corpo?
Mais: que governante teria coragem de patrocinar com dinheiro público um descalabro desse porte?



Recortes de periódicos de Feira de Santana - 1877-1888

"Attenção - Nesta Typographia se dirá quem compra uma preta de bons costumes, pagando bem se agradar".
"Companhia dramatica - Chegou ante-hontem da capital a companhia dramatica que é dirigida pelo actor Vieira Villas, a qual, com certeza, vem nos dar noites agradabilissimas.
No theatro da nossa capaital, onde exhibiu uma serie de espetaculos, foi sempre coroada de felix exito.
Conhecida como é em outras provincias a Feira de Sant'Anna, não quiz a companhia retirar-se sem que lhe fizesse uma visita.
É de se esperar que o nosso publico, que tranto estremece pelo adiantamento d'esta cidade, aquilatando devidamente o merito, presta o concurso indispensavel a essa empreza.
Si non é vero, para que termos um theatro com o qual foram não pequenos os nossos esforços?
Com A Virgem do Mosteiro, que tanta aceitação ha tido no mundo civilisado, estréa hoje a companhia Vieira Villas".
***
"Escandalo - É descomedido o que se dá n'uma casa à rua do Conde d'Eu, onde se reune uma porçao de capadocios.
Alli tem logar consecutivamente nos dias de domingo, sambas, os quaes são acompanhados de cantigas e palavras immoraes que ferem à chatos ouvidos, além de perturbar o silencio publico.
Chamamos para isto a atenção do digno sr. delegado de polícia".
***
"Com razão - Pedimos encarecidamente aos senhores que não nos quizerem honrar com a sua assignatura, o obsequio de nos devolver logo no mesmo dia para não ficarmos na espectativa".
***
"Vantagem - Os nossos assignantes terão direito a publicação gratuita de cada annuncio quando ella exceder de tres vezes".
***
"... cumpre as autoridades tomarem serio conhecimento d'isto, pois não estamos em os bellos tempos de Lucas".
***
"Precisa-se de uma pessoas que saiba ler e escrever, e de muita probidade, afim de ser empregada em diversos pequenos serviços com ordenado modico e cada para moradia.
Quem estiver nestas circunstâncias procure informações nesta typographia".
***
"Clinica medica - O Dr. Silva Ramos recentemente chegado da Bahia, offerece seus serviços medicos ao publico d'esta cidade. Chamados a qualquer hora em casa de sua residencia, à rua do Senhor dos Passos, nº 42. Consultas e visitas gratis aos pobres".
***
"Está concluida a estatua da liberdade que sobre a forma de pharol, deve ser colocada em New York, conforme refere um jornal portuguez.
Deve seguir brevemente de Pariz para America, dividida em 300 peças.
É a obra mais considerável que se tem feito até hoje neste genero.
Os collossos de Memnon, estatua de Jupter, de Olimpo, de Phidias, collosso de Rhodes e outras obras de escultura, são de proporções inferiores às da estatua da liberdade, de Bartoldi.
Esta estatua mede 46m08 da base à extremidade do facho, que o braço direito sustenta, erguido a cima da cabeça (...) A cabeça, onde cabe 20 pessoas, tem 4 metros de altura, os olhos 0,65 de diametro. Sóbe-se interiormente por uma escada de 180 degraus. O peso total da estatua é de 209.000 kilos".
***
"Na Praça da Victoria, de Buenos Ayres, foram corridos a pau alguns vendedores de bilhetes de loterias do Brazil.
Um delles ficou gravemente ferido na cabeça, sendo levado ao hospital".
Notas, avisos, anúncios e até notícias internacionais como esses citados acima estão em jornais editados em Feira de Santana entre 1877 e 1888. Também informação como a existência de loja maçônica, Caridade Segredo Feirense, com convite para posse em 21 de novembro de 1888, publicado três dias antes, bem como do jornal "Diário Mercantil", que só durou sete números, por não conseguir cobrir a despesa mensal de 221$000 (réis). Tem jornal que transcrevia capítulos de romances e que anunciavam empresas da capital. Outro que trata do comércio, com preços de gêneros da feira livre e sobre o campo do gado, "onde talharam-se para o consumo do dia 25 (de julho de 1881) 55 rezes".
Os jornais são: "O Motor" (diário) "Correio da Feira", "Cidade da Feira", "O Progresso", "Jornal da Feira", "Correio de Noticias", "Eccho Feirense", "O Capítulo" e "O Vigilante", na coleção "Memórias - Periódicos Feirenses 1877-1888", editada pela Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense.

Culto à ignorância

O culto à ignorância está crescendo no Brasil. 
Dizem que é fator de identificação popular. 
Aqui mesmo em Feira de Santana alguns defendem que não é preciso escrever certo em jornais e sites, muito menos falar bem e corretamente nos programas de rádio.

"Sentença sobre Lula sai logo"



Sérgio Moro decide sem demora, após as alegações finais. Sua sentença sobre Lula deve sair até a próxima semana. Mas ninguém se surpreenderá se o fizer até esta sexta-feira (23).
Confiança em Moro
Levantamento da Paraná Pesquisas revelou que 71,4% dos brasileiros acreditam na condenação do ex-presidente Lula, no caso do tríplex, e 61,1% negam que o juiz Sérgio Moro persiga o petista.
Fonte: Cláudio Humberto

Feira de Santana contava com 4.108 escravos em 1872

Apontamentos sobre recenseamentos e censos
No recenseamento do Brasil, em 1872, que deve ter sido o primeiro realizado no país, Feira de Santana contava com população de 51.696 pessoas (4.108 escravos), sendo 26.715 homens (2.162 escravos) e 24.981 (1.946 escravas) mulheres.
Na época, Feira era dividida em paróquias - de Senhora Sant'Anna da Feira, de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe, de Nossa Senhora da Conceição do Coité, de Nossa Senhora dos Remédios, de Santa Bárbara, do Senhor do Bonfim, de Nossa Senhora dos Humildes e de São José das Itapororocas.
O recenseamento seguinte foi o de 1890 e Feira contava com população de 61.758 pessoas, sendo 31.168 homens e 30.590 mulheres. Depois, na sinopse do recenseamento de 31 de dezembro de 1900, o município contava com 63.473 habitantes (31.057 homens e 32.416 mulheres).
Na sequência, o recenseamento de 1920, com registro de 77.600 habitantes - 36.920 homens e 40.680 mulheres. No censo demográfico de 1940, Feira de Santana contava com 39.667 homens e 43.601 mulheres, totalizando a população de 83.268 habitante.
Em 68 anos, de 1872 a 1940, Feira de Santana cresceu 31.572 habitantes.
O município tinha 556.642 habitantes no último Censo, em 2010. Isso coloca o município na posição 2 dentre 417 do mesmo estado. Em comparação com outros municípios do Brasil, fica na posição 34 dentre 5.570. Na última estimativa de população, em 2016, Feira de Santana aparece com população de 622.639 habitantes

Releitura de Caim e Abel

James Dean e  Richard Davalos em "Vidas Amargas"
Foto: IMDb

"E saiu Caim de diante da face do Senhor e habitou na terra de Node, à leste do Éden". É do versículo 4: 16 de Gênesis que foi tirado o título de "East of Eden", romance de John Steinbeck, no qual foi baseado o filme que no Brasil tem o título de "Vidas Amargas". Assim, uma releitura da passagem bíblica de Caim e Abel.
Tenho o filme em minha coleção de DVD. Assisti ao filme em 1966 - primeiro visto nesse ano -, no Cine Íris. "Vidas Amargas" é excelente, realizado com muita sensibilidade.
No drama, a luta desesperada de Cal (James Dean) com seu irmão Aron (Richard Davalos) pelo amor e reconhecimento do pai (Raymond Massey). Ele descobre que sua mãe (Jo Van Fleet), até então dada como morta, mora na cidade vizinha. A jovem Abra (Julie Harris) namora Aron, mas fica dividida com o desajustado Cal. O conflito entre o bem e o mal está contido no filme, assim como o tema da desintegração familiar. Como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial transformando a vida de uma pacata cidade. Mesmo com a amrgura do título brasileiro, há esperança.
Primeiro filme de James Dean, marcou sua primeira indicação póstuma ao Oscar, a primeira do tipo na história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Teve outras indicações ao Oscar: Diretor (Elia Kazan), Roteiro (Paul Osborn) e Atriz Coadjuvante (Jo Van Fleet), tendo conquistado esta premiação. Foi o Melhor Filme Dramático do Festival de Cannes, indicado à Palma de Ouro, e conquistou o Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme.