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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Filmes em Exibição no Orient Cinemas Boulevard

Período até 7 de dezembro

LANÇAMENTOS NACIONAIS
O ÚLTIMO VIRGEM, de Rilson Baco e Felipe Bretas, 2014. Com Guilherme Prates, Bia Arantes e Fiorella Mattheis. Comédia. Dudu é um garoto tímido e virgem. Esta situação faz com que ele seja alvo constante de buylling de seus amigos. Ao término do ano letivo, ele é convidado pela professora Débora a ter aulas extras em casa. A situação logo faz com que seus amigos acreditem que ela esteja dando em cima dele. Não recomendado para menores de 14 anos. Duração: 82 minutos. Horários: 13h20, 15h20, 17h20, 19h10 e 21h20. Sala 4 (261 lugares).
CONTINUAÇÕES
ELIS, de Hugo Prata, 2016. Com Andreia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Lúcio Mauro Filho e Júlio Andrade. Drama. A vida de Elis Regina, a trendsetter cultural que sinalizou a mudança de estilos de Bossa Nova para MPB e que viveu uma vida turbulenta. Ao mesmo tempo em que se chocava com a Ditadura Militar, ela lutou com seus próprios demônios pessoais. Em segunda semana. Não recomendado para menores de 14 anos. Duração: 113 minutos. Horário: 16h10. Sala 1 (240 lugares).
JACK REACHER: SEM RETORNO (Jack Reacher: Never Go Back), de Edward Zwick, 2016. Com Tom Cruise, Cobie Smulder, Aldis Hodge e Danika Yarosh. Ação e aventura. Jack Reacher retorna à base militar onde serviu na Virgínia, onde pretende levar uma major local, Susan Turner, para jantar. Só que, logo ao chegar, descobre que ela está presa, acusada de ter vazado informações confidenciais do exército. Estranhando a situação, ele resolve iniciar uma investigação por conta própria e logo descobre que o caso é bem mais pessoal do que imaginava. Em segunda semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 14 anos. Duração: 120 minutos. Horários: 13h40, 18h40 e   21h10. Sala 1.
DOUTOR ESTRANHO (Doctor Strange), de Scott Derrickson, 2016. Com Benedict Cumberbatch, Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor e Rachel McAdams. Ação e ficção-científica. Médico é bem sucedido como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro. Devido a falhas da medicina, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir a terra. Cópia dublada. Em quinta semana. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 115 minutos. Horário: 13h30, 16h20, 18h50 e 21h30. Sala 2 (158 lugares). 
ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (Fantastic Beasts and Where Find Them), de David Yates, 2016. Com Eddie Redmayne, Johnny Depp, Colin Farrell, Katherine Waterston, Zoe Kravitz e Jon Voight. Aventura e fantasia. Um excêntrico magizoologista carrega uma maleta cheia de animais mágicos coletados durante suas viagens pelo mundo. As criaturas acabam saindo de sua mala em Nova York, e agora ele precisa usar suas habilidades para capturá-las. Em terceira semana. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 135 minutos. Horários: 15h10 e 18 horas, com cópia legendada; e 20h50, com cópia dublada, na Sala 3 (165 lugares).
ENDEREÇO E TELEFONES 
Orient Cinemas Boulevard - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.
(Com informações do Departamento de Marketing do Orient Cinemas)

Trailer de "Anjos da Noite: Guerras de Sangue"


Assista

Trailer do filme de ação e terror "Anjos da Noite: Guerras de Sangue", que tem lançamento nesta quarta-feira, 1º, no Orient Cinemas Boulevard.

"Cinema Faroeste - Volume 4"


Também adquiri o lançamento da Versátil "Cinema Faroeste - Volume 4", digistack com três DVDs que reúne seis clássicos do gênero em inéditas versões restauradas dirigidos por mestres como Anthony Mann e Nicholas Ray e estrelados por astros como Gary Cooper, Robert Mitchum e Richard Harris, além de extras inéditos. Edição Limitada com seis cards.
DISCO 1
"O Homem do Oeste" (Man of the West), de Anthony Mann, 1958. Com Gary Cooper, Julie London, Lee J. Cobb. Quando é expulso erroneamente de um trem, o bandido reformado Link Jones se vê obrigado a se juntar ao seu antigo bando. Uma das obras-primas do monumental ciclo de faroestes do mestre Anthony Mann ("Um Certo Capitão Lockhart").
"Nas Margens do Rio Grande" (The Wonderful Country), de Robert Parrish, 1959. Com Robert Mitchum, Julie London, Gary Merrill. Após vingar a morte do pai, Martin refugia-se no México. Anos depois, ele tem de voltar aos EUA para comprar armas no Texas. Faroeste contemplativo com linda música de Alex North e ótima atuação de Robert Mitchum.
DISCO 2
"Fúria Selvagem" (Man in the Wilderness), de Richard C. Sarafian, 1971. Com Richard Harris, John Huston, Henry Wilcoxon. Baseado na história real que deu origem ao aclamado "O Regresso", com Leonardo DiCaprio, esse cultuado faroeste mostra a luta pela sobrevivência e por vingança de um guia abandonado para morrer por um grupo de caçadores.
"Barquero" (Barquero), de Gordon Douglas, 1971. Com Lee Van Cleef, Warren Oates, Forrest Tucker. Barqueiro é feito prisioneiro por bando que acabou de assaltar uma cidade, mas ele usa sua inteligência para virar o jogo para cima dos bandidos. Com muita ação, o filme homenageia o faroeste spaghetti italiano.
DISCO 3
"Paixão de Bravo" (The Lusty Men), de Nicholas Ray, 1952. Com Susan Hayward, Robert Mitchum, Arthur Kennedy. Campeão de rodeio aposentado decide treinar jovem vaqueiro que o acolhe, contrariando a esposa deste, que teme os riscos da profissão. Brilhante faroeste moderno do mestre Nicholas Ray ("Johnny Guitar") sobre a figura do desajustado.
"Fora das Grades" (Run For Cover), de Nicholas Ray, 1955. Com James Cagney, Viveca Lindfors, John Derek. Confundidos com assaltantes de trem, Matt Dow e um rapaz são baleados pelo xerife, mas depois são inocentados e Matt se torna xerife. Mas o rapaz guarda segredos. Raro faroeste de Ray com grande atuação do astro James Cagney.


"Filme Noir Volume 7" adquirido



Já adquiri o lançamento da Versátil "Filme Noir Vol. 7", digistack com três DVDs que reúne seis clássicos do gênero dirigidos por mestres como Fritz Lang, John Sturges e Nicholas Ray, incluindo inéditas versões restauradas das obras-primas "Almas Perversas" e "Cinzas Que Queimam". Contém mais de uma hora de extras, com ótimos especiais sobre os filmes. A edição é limitada e com seis cards.  
Disco 1  
"Almas Perversas" (Scarlet Street), de Fritz Lang, 1945. Com Edward G. Robinson, Joan Bennett, Dan Duryea. A obsessão amorosa de um homem de meia idade por uma prostituta o leva ao crime e à decadência moral. Inspirando-se no clássico francês "A Cadela", de Jean Renoir, 1931, Lang criou uma das obras-primas absolutas do film noir.
"Cinzas Que Queimam" (On Dangerous Ground), de Nicholas Ray, 1951. Com Ida Lupino, Robert Ryan, Ward Bond. Um detetiva é enviado para investigar o assassinato de uma jovem fora da cidade. A irmã do assassino pede que este tenha uma segunda chance. Mais um filme noir fascinante do genial Nicholas Ray (de "No Silêncio da Noite").
Disco 2  
"Tensão" (Tension), de John Berry, 1949. Com Richard Basehart, Audrey Totter, Cyd Charisse. Após ser traído e abandonado pela mulher, pacato gerente de farmácia assume outra identidade e busca vingança. A diva Audrey Totter vive uma icônica femme fatale neste ótimo film noir de John Barry (de "Por Amor Também Se Mata").
"A Taverna do Caminho" (Road House), de Jean Negulesco, 1948. Com Ida Lupino, Richard Widmark, Cornel Wilde. O dono de uma casa de shows se apaixona por uma cantora, que se envolve com o gerente do local. É o início de um triângulo amoroso. A lendária Ida Lupino (de "Seu Último Refúgio") canta e brilha neste excelente film noir. 
Disco 3  
"Justiça Injusta" (The Sound of Fury/Try and Get Me!), de Cy Endfield, 1950. Com Frank Lovejoy, Kathleen Ryan, Richard Carlson. Um homem desempregado se envolve com um assassino e ambos realizam um trágico sequestro. Baseado no mesmo evento retratado em "Fúria", de Fritz Lang, este é um dos filmes mais chocantes do cinema norte-americano.
"A Noite de 23 de Maio" (Mystery Street), de John Sturges, 1950. Com Ricardo Montalbán, Sally Forrest, Bruce Bennett. Quando o corpo de uma prostituta grávida é encontrado numa praia, um policial recebe a ajuda de um professor de Harvard para descobrir o assassino. O filme utiliza ciência forense em sua trama policial.

"Gastões e bandidos tocam o terror em Brasília"



A violência desta terça (29) em Brasília revelou alteração de estratégia de entidades como CUT e MST: a ordem agora é "tocar o terror" e não apenas "protestar" contra o limite dos gastos públicos, dos quais se locupletaram nos governos do PT. O objetivo de invadir o Congresso, para impedir sessões na Câmara e no Senado, foi frustrado pela pronta ação da Polícia Militar do DF. Adotou-se o "plano B", para destruir ou depredar lixeiras, cones, banheiros químicos, automóveis e prédios.
Coisa de bandido
A inteligência policial detectou bandidos comuns associados aos organizadores do protesto violento. Sete ministérios foram depredados.
Carros saqueados
Antes de incendiar, os bandidos do "protesto" de Brasília saquearam os carros, nas proximidades da Catedral de Brasília,
Agressões covardes
Além de promoverem destruição, os bandidos também agrediram covardemente cidadãos que tentavam se afastar da área de conflito.
Fim da prevaricação?
A violência de bandidos e gastões, em Brasília, talvez sirva de "pedala" para autoridades que nunca punem os vândalos, como manda a lei, com medo de serem acusados de "criminalizar movimentos sociais".
Minha boca-livre, minha vida
É falso afirmar que o protesto foi contra o limite dos gastos públicos ou reforma do ensino médio. Os bandidos e a pelegada do PT que os recrutou estão indóceis com as bocas-livres que perderam no governo.
Prioridades
Em outubro, a manifestação pró-vaquejadas reuniu cerca de 10 mil pessoas em Brasília contra a pretendida proibição da em todo o país. Três vezes maior que os bandidos que tocaram o terror, ontem.
Fonte: Cláudio Humberto

"Morreu o grão-senhor da senzala"

Por Percival Puggina
A "revolução" cubana me despertou tanta curiosidade que um dia, em 2001, resolvi conhecer a ilha dos Castro. Supunha que o comunismo, essa ideologia funesta, estivesse com os dias contados e visitar Cuba era o modo mais econômico de ainda ver de perto uma sociedade sob tal regime. Ao retornar ao Brasil, as pessoas com quem conversava sobre a viagem me pediam que colocasse as observações num livro. Assim, voltei a Havana no ano seguinte para colher subsídios e escrever "Cuba, a tragédia da utopia", publicado em 2004. Nessa viagem, após cometer a imprudência de telefonar, contatar e encontrar-me em público com vários dissidentes, pude experimentar e compartilhar, com eles, o temor, a insegurança e a sensação de viver sob vigilância de um Estado totalitário. Fui seguido, filmado e, por via das dúvidas, busquei (inutilmente, aliás) proteção da embaixada brasileira, já então sob orientação petista. Continuei acompanhando a vida cubana através de correspondentes. Voltei de novo em 2011 atualizando observações e dados para uma edição ampliada do livro de 2004, em fase final de redação.
Em minha biblioteca, dezenas de livros sobre Cuba. Desde os primeiros, escritos ainda em 1960 por jornalistas e membros do mundo acadêmico de esquerda norte-americano, até os mais recentes, de autores que serviram pessoalmente a Fidel Castro como membros do serviço secreto ou segurança pessoal. Mas não se engane, leitor. A maior parte da bibliografia é laudatória. Visa ao proselitismo. Pretende convencer que o regime é muito bom; o resto do mundo é que não presta.
Quem conhece a realidade local sabe que o povo da ilha, faz tempo, jogou a toalha da esperança no tablado da luta cotidiana. Ninguém mais acredita no governo, no regime, ou em dias melhores. Ninguém, fora da nomenklatura, crê que possa haver refeições satisfatórias além da cada vez mais subnutrida libreta de racionamento. Depois de quase seis décadas de semeadura de ódios aos ianques, o maior anseio e único horizonte da população é o retorno deles com suas verdinhas e seus empreendimentos, soprando ares de liberdade.
Estes momentos que seguem à morte do tirano proporcionaram um novo alento à propaganda comunista no Brasil. A mesma mídia que chorou a eleição de Trump aproveitou o embalo e ofereceu compungidos e afetuosos necrológios a Fidel. Dir-se-ia que certos jornalistas tinham perdido o vovô, velhinho bom, que dedicara a vida ao ideal da sociedade igualitária. Uma hipocrisia descomunal! Nestes tempos de Internet, todos sabem que Fidel, desde que chegou ao poder, viveu como um nababo; que se apropriou de uma ilha, Cayo Piedra, onde construiu um paraíso particular (e não diz que é de um amigo dele); que tinha várias residências com diferentes mulheres; que sua despensa sempre foi abastecida das melhores iguarias que o dinheiro pode comprar. Quem descreve com mais detalhes e credibilidade os requintes da cozinha de Fidel Castro (num país com mais de meio século de racionamento) é o irrequieto frei Betto, em "O Paraíso Perdido". Nessa obra, cada capítulo conta algo de sua atividade como intelectual revolucionário itinerante e dos lautos banquetes com que se nutria para essa faina. Muitos deles, sentado à mesa farta do carniceiro do Caribe.
Então, leitor, morreu um ditador, serial killer, hipócrita. Por lógica intrínseca, irrecusável pela razão e pela visão em todas as suas experiências, igualitarismo é o formato que tomou a escravidão no século XX. Os membros da elite política do partido único são os novos senhores dessas poucas senzalas nacionais ainda remanescentes em desditosas nações contemporâneas.
http://puggina.org
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

Lançamento de "Sully: O Herói do Rio Hudson" adiado

O lançamento no Brasil de "Sully: O Herói do Rio Hudson" (Sully), de Clint Eastwood, drama diográfico sobre a história real do piloto de avião que em 1º de janeiro de 2009 fez um pouso considerado milagroso nos Estados Unidos , foi adiada na terça-feira, 29. O longa estrelado por Tom Hanks, Aaron Eckhart e Laura Linney seria lançado no Brasil nesta quinta-feira, 1º, e ainda não tem nova data de entrada em cartaz no país.
A distribuidora do filme, a Warner Bros. Pictures, decidiu cancelar a estreia após a queda na Colômbia do avião que transportava a equipe da Chapecoense, na madrugada de terça-feira.
"A Warner Bros. Pictures está profundamente entristecida por esta terrível notícia. A fim de sermos respeitosos com esta tragédia, tomamos a decisão de adiar a estreia de 'Sully: O Herói do Rio Hudson', anteriormente programada para o dia 1º de dezembro. Estendemos nossas sinceras condolências às famílias e aos entes queridos das vítimas neste triste momento", afirmou a empresa em nota.
O episódio que inspirou o filme, que está cotado para receber indicações ao Oscar 2017 - ocorreu há sete anos, nos Estados Unidos. O piloto Chesley Sullengerger, o Sully (Tom Hanks), havia acabado de decolar em Nova York quando um grupo de aves atingiu as duas turbinas do avião.

Após avaliar que era impossível retornar ao aeroporto ou chegar a tempo a uma outra pista de pouso na região, o comandante resolveu pousar no rio Hudson. O feito, como adianta o próprio título complementar da produção, rendeu primeiro o status de herói a Sully.

STF descriminaliza aborto até terceiro mês

Após ter legalizado de forma indireta o 'casamento' gay no Brasil em 2013, agora o Supremo Tribunal Federal (STF) parece encaminhar a legalização do aborto. Na terça-feira, 29, a maioria da primeira turma decidiu que a mulher que praticar aborto nos três primeiros meses de gestação não será condenada. Ou seja, deixou de ser crime.
A decisão foi tomada pela primeira turma, composta pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin. Os outros membros, Marco Aurélio e Luiz Fux, não se manifestaram sobre a descriminalização. Trata-se de uma decisão sobre um caso específico, não sendo uma decisão do pleno, onde votariam os 11 ministros.
Mesmo assim, tem um peso legal, uma vez que abre precedente para que outros magistrados, de outras instâncias, possam, a seu critério, seguir o entendimento da primeira turma. O caso julgado por eles era um habeas corpus que revogava a prisão preventiva das pessoas que trabalhavam numa clínica clandestina de aborto em Duque de Caxias-RJ.
Para especialistas, esse seria um passo claro na descriminalização do ato, desde que seja feito no início da gravidez.
O relator, ministro Marco Aurélio, já mostrara esse entendimento em 2014, quando concedeu liminar para soltar os cinco médicos e funcionários da clínica clandestina. Na ocasião, nenhuma mulher que buscou fazer aborto na clínica foi denunciada.
O ministro entende que os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto durante o primeiro trimestre de gestação são uma violação dos direitos fundamentais das mulheres como sua autonomia, sua integridade física e psíquica, seus direitos sexuais e reprodutivos e à igualdade de gênero.
Na justificativa, alegou que criminalizar o aborto seria discriminação contra as mulheres oriundas das classes mais pobres, que não podem arcar com um procedimento médico público e seguro.
A linha de argumentação de Barroso lembra que países democráticos e desenvolvidos não consideram crime o aborto nos três primeiros meses da gestação. São eles Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Espanha, Portugal e Holanda.
O assunto volta ao plenário do Supremo no dia 7 de dezembro, quando será julgada a possibilidade de aborto quando a mulher é infectada pelo vírus da zika. Pode ocorrer uma repetição dos casos de fetos com anencefalia comprovada. Em 2012, o STF decidiu, por 8 votos a 2, que nesses casos, aborto não é crime.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Lamentando por "Elis"



Dois lançamentos nacionais nesta primeira semana do último mês do ano no Orient Cinemas Boulevard, a partir de quinta-feira, 1º de dezembro. Pena que filmes sem qualidade.
Tem o filme de ação e horror "Anjos da Noite: Guerras de Sangue", sequência de "Anjos da Noite: O Despertar", de 2012, com Kate Beckinsale como a vampira Selene, e a comediota brasileira "O Último Virgem".
Com diretores e elenco desconhecidos, "O Último Virgem" é anunciado como o "American Pie" - série de comédias também idiotas do cinema americano - brasileiro e precedido pela consideração ser o pior filme nacional lançado este ano.
Uma pena que o drama biográfico "Elis", de Hugo Prata, não tenha conquistado o público feirense. O filme entra em segunda semana, mas em apenas uma sessão vespertina, às 16h10. Na sexta-feira, 25, segundo dia em cartaz, assisti ao filme na sessão das 18h40 e menos de 20 espectadores estavam na sala. O certo é que o público não se interessou em prestigiar a vida da maior cantora brasileira nas telas.
O filme de ação e aventura "Jack Reacher - Sem Retorno" (Jack Reacher: Never Go Back), de Edward Zwick, com Tom Cruise, também continua em segunda semana.
Ainda continua "Animais Fantásticos e Onde Habitam", em terceira semana.

Educadora premiada pela Academia de Educação

A Academia de Educação de Feira de Santana realizou sessão solene de outorga do Prêmio Educador do Ano edição 2016 na noite de  segunda-feira, 28, quando foi homenageada a professora Neumam Ribeiro de Brito, da Escola Municipal Comendador Jonathas Telles de Carvalho.
O auditório da Associação Comercial e Empresarial ficou  completamente cheio. Vários acadêmicos, secretária de Educação Jayana Ribeiro,  docentes, alunos e pais da Escola Jonathas Carvalho, familiares e amigos da homenageada, além do coral da Secretaria de Educação, que encantou a todos com belíssimas apresentações. Prestigiando o evento estavam também as professoras Ana Rita de Almeida Neves e Enedith Braz, já homenageadas com o mesmo prêmio. 
Bastante emocionada, a professora Neumam Brito disse sentir-se honrada com a  homenagem, no momento em que já pensa em aposentar-se, e dedicou o prêmio a todos os docentes da Escola Jonathas Carvalho, dizendo que através da sua pessoa está sendo homenageada a rede municipal de ensino. 
A presidente da Academia de Educação professora Anaci Bispo Paim ressaltou a importância desse ato em que a Academia, anualmente, homenageia docentes que tem uma vida dedicada á educação na cidade, como uma "contribuição para a valorização da educação, a partir do destaque  de colaboradores importantes da comunidade".
Uma festa bonita, onde todos tiveram a oportunidade de se confraternizar, em clima de muita alegria.

(Com informações da Academia de Educação de Feira de Santana)

"Sinopse criminal de Fidel Castro"

Por Pedro Corzo
Sua morte não deve significar esquecimento, ao contrário, um firme e exultante jamais deixaremos de ser cidadãos, devemos clamar um e todos os cubanos.
Seu legado, do qual não se pode excluir seu irmão Raúl porque seus aportes foram essenciais para a sobrevivência do regime, é um prontuário delitivo que apequena o de qualquer outro ditador do hemisfério.
Castro irrompeu na política através do bandoleirismo universitário. Não pôde aceder à liderança da Federação Estudantil Universitária, e se associou com os dois grupos mais violentos que operavam na década de 40 na Universidade de Havana.
Sua capacidade para sobreviver se desenvolveu entre aquelas famílias mafiosas. Lá aprendeu a misturar o assassinato com a adulação. Audaz, inteligente e manipulador, se rodeou de um grupo de incondicionais que lhe foram fiéis por décadas.
Mais tarde, um inimigo sem convicções lastreado pela corrupção, lhe permitiu converter umas escaramuças rurais em uma epopéia digna de Homero. A classe dirigente cubana e a imprensa nacional, salvo honrosas exceções, fizeram deixação de sua soberania. O populacho foi consumido por um novo César que desde o princípio lhes deu circo e pouco a pouco lhes roubou o pão.
O totalitarismo se deu novas leis. As paródias de processos legais permitiam assassinatos públicos. Fuzilou-se em parques, cemitérios e detrás das escolas. Militarizou-se a sociedade. Implantou-se o terror. Impôs-se um paradigma que promovia o ódio e o estalido das metralhadoras para resolver as diferenças. As bases culturais e morais da nação, como parte de um Plano Nacional que pretendia recriar a consciência cidadã, foram quebradas para introduzir novos valores e dogmas.
A escola foi quartel e centro de doutrinação, as gerações emergentes cresceram em um ambiente de triunfalismo no qual a fronteira era definida pela frase: "Com a Revolução tudo, contra a Revolução nada".
Dezenas de milhares de pessoas foram para a prisão. Milhares mais partiram para o exílio. A liberdade intelectual desapareceu. Estabeleceu-se um estrito controle dos meios informativos. As religiões foram enclausuradas em seus templos. Uma espécie de nova devoção impôs sus próprias tradições, cultos, lutos e festas.
Paradoxalmente, o chauvinismo que o oficialismo impulsionou de que Cuba e o cubano era melhor e superior, foi se transformando em um profundo sentimento de frustração, segundo o indivíduo foi vivendo os fracassos e padecendo as contradições do regime.
O "companheiro" ficou de imediato sem os suportes teóricos que por décadas lhe haviam sido insuflados. Ele deu-se conta de que havia se formado em um ambiente no qual as palavras de ordem substituíam os pensamentos e a mentira se convertia em verdade e em pouco tempo voltava a ser mentira, que a fraude procedia desde as mais altas esferas e que a igualdade era outro grande estelionato.
O medo e a conveniência substituíram o conceito do direito pessoal. Um amplo setor do país se conduz com feroz individualismo, pratica o cinismo mais grosseiro e conforma uma massa coloidal que se adapta à situação que demande menos esforço.
Os promovidos progressos cubanos, esporte, educação e saúde, foram outra decepção. Acabaram-se as contribuições estrangeiras e o milagre social desabou.
Na ilha estabeleceu-se uma nomenklatura que desfrutou sem interrupção do poder absoluto. Instituiu-se uma aristocracia artística, desportiva e intelectual, subordinadas ao compromisso político. As Forças Armadas serviram como exércitos mercenários, e hoje são geradoras de fortunas para seus generais. O movimento operário é outra empresa do Estado.
A extorsão, a vulgarização da linguagem e dos costumes, a massificação do cidadão fizeram desaparecer o indivíduo e, por conseguinte, a privacidade.
O pudor escorregou para a promiscuidade e a prostituição, presentes em toda a sociedade, porém sempre questionadas, se reconciliaram com a comunidade para ser aceitas como práticas comuns, porque a primeira coisa era "resolver", sem se importar como.
A corrupção, o abuso de poder e o cisma provocado pelo sectarismo moral e ideológico de uma nação, alcançaram níveis nunca imaginados. Décadas de castrismo espargiram uma dolorosa sombra no presente e prometem um angustioso alumbramento de futuro.
O castrismo é o principal responsável pela corrosão moral que ameaça se estender a toda a Nação.
Atualmente a economia é parasita, mendiga, dependente da generosidade de outros países como Venezuela e China. Fala-se de reformas econômicas, porém não se pode negar que o regime reprimiu o desenvolvimento de uma economia independente por décadas.
Fidel deixa uma herança penosa. Os números estão em vermelho, não só porque a economia está destruída, senão pela frustração de milhões de pessoas que compraram o sonho que lhes foi roubado, pela amargura dos que enfrentaram o sistema sem êxitos e por uma sociedade que, salvo exceções, perdeu as esperanças.
Tradução: Graça Salgueiro
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

"Escrito na estrela: Lula pode pegar 13 anos"

Com interrogatório marcado para fevereiro de 2017, Lula pode pegar cabalísticos 13 anos de prisão caso seja condenado pelos crimes de obstrução à justiça e exploração de prestígio - um dos três processos a que responde. Para os promotores, Lula participou ativamente do plano de fuga do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para o Paraguai a fim de evitar acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato.
Destino Espanha
O destino final de Cerveró seria a Espanha, de onde, acreditavam, não seria possível extraditá-lo devido a dupla cidadania. Ledo engano.
Morreu pela boca
A proposta foi levada a Bernardo Cerveró, filho de Nestor, por Delcídio Amaral. O encontro foi gravado e o senador acabou preso e cassado.
Equipe de obstrução
Depois de preso, Delcídio fechou delação e explicou que Lula e Dilma atuaram juntos para tentar interferir no andamento das investigações.
Fonte: Claudio Humberto


"A ilha-presídio ficou sem o chefe supremo dos carcereiros"

Por Augusto Nunes
A morte do mais antigo ditador do planeta levou-me de volta à noite de 18 de dezembro de 1987. Vejo-me no imenso salão de festas do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, no meio da multidão de convivas de uma recepção oferecida pelo governo, fazendo o que fizeram antes daquela sexta-feira (e continuariam a fazer até sexta-feira passada) todos os jornalistas estrangeiros que passaram por Havana desde janeiro de 1959: esperando Fidel Castro.
Aguardavam a aparição outros 11 jornalistas brasileiros e 28 deputados paulistas, todos convidados pela Vasp para o voo inaugural da rota São Paulo-Havana. Lembrei que faltavam só 48 horas para a viagem de retorno e saí à procura do diplomata cubano que acompanhava a comitiva brasileira desde o desembarque no dia 11. "Ele vem ou não vem?", repeti a pergunta formulada a cada meia hora por algum de nós. Ouvi a resposta de sempre: "O comandante gostou muito da ideia de conversar com vocês. Ele vai aparecer a qualquer momento".
Fidel frequentemente não aparecia, mas gostava mesmo de conversar.  Gostava tanto que a fila de candidatos a meia hora de prosa não cabia na agenda e, como a fila não andava, os enfileirados se distraíam variando o ponto de espera. No sábado e no domingo, com a ansiedade de noivo na porta da igreja, esperei o comandante no saguão do Hotel Riviera. Passei a segunda e a terça de prontidão em dois restaurantes célebres, La Bodeguita del Medio e El Floridita, caprichando na pose de Ernest Hemingway quando jovem.
Em homenagem ao escritor que bebeu todas quando viveu por lá, tracei meia dúzia de mojitos no bar do primeiro e oito papa dobles no bar do segundo. Achei melhor prosseguir a espera na piscina do hotel quando comecei a ver a miragem de Fidel em dobro. Na quarta, esperei quatro horas na fila da sorveteria Coppelia até chegar ao balcão e pedir o famoso sorvete de limão que tinha acabado quatro horas antes. Na quinta, de volta ao Floridita, descobri que poderia esperar o chefe supremo brincando de figurante de filme de época.
No fim dos anos 80, a capital cubana não saíra dos 50, gritava a paisagem arquitetônica implorando por pinturas, retoques e outras urgências restauradoras. Nem sairia tão cedo, confirmavam os carrões americanos que sacolejavam pelas ruas. Um garçom me contou que qualquer veículo poderia ser usado como táxi. Bastava pagar 1 dólar e dizer o destino. Incrédulo, fui para a calçada, acenei para um Studebaker verde e o motorista parou. O garçom não estava mentindo.
Nas duas horas seguintes, pela módica quantia de três dólares, esperei Fidel num Oldsmobile vermelho, num Chevrolet rabo-de-peixe azul e num Buick de cor indefinida que me devolveu ao hotel. Acordei na sexta-feira perguntando a um jornalista que ano era hoje e em que mês estávamos. Dezembro, 1987, ele informou com expressão intrigada. Avisei que iria dormir mais um pouco e pedi-lhe que me chamasse uma hora antes do começo do coquetel.
Estava no terceiro daiquiri quando a frase multiplicada por centenas de vozes flutuou sobre o oceano de cabeças: "É ele!" O funcionário do governo chegou correndo para dizer, ofegante, que era ele mesmo, e que seríamos recebidos dali a duas horas. Aproveitei o tempo para espantar-me com a tremenda boca-livre financiada pelo governo. Se o povo visse aquilo, constatei em cinco minutos de contemplação, o regime comunista não chegaria à sobremesa.
Extensa, espessa e sólida como um píer inglês, a bancada do bufê suportava uma assombrosa procissão de frutos do mar.Lagostas, camarões, siris e caranguejos de dimensões amazônicas, um tsunami de mariscos e ostras, cardumes de peixes de espantar o velho Santiago imortalizado por Hemingway - parecia um banquete patrocinado por algum Nero de filme épico italiano. E então me surprendi com a descoberta: naquele salão havia até gente gorda.
Fazia oito dias que zanzava por Havana e só vira gente magra. Regime eficiente é isso aí, comentei com um deputado amigo. O governo jurava que ninguém morria de fome, mas nenhum cubano comum comia o suficiente para matá-la. Esse luxo era para frequentadores de recepções oficiais. Admirava uma lagosta abraçada a dois camarões quando me bateu a certeza de que todos os gordos da ilha estavam lá. Beiravam os 70, calculei. Tentava entender como é que eles explicavam aos magros aquelas arrobas a mais quando vi o diplomata cubano me acenando com espalhafato.
O grande momento chegara. Juntei-me ao grupo de jornalistas e fomos todos para uma sala com quatro poltronas e dois sofás de bom tamanho. Cinco minutos mais tarde, a porta se abriu e Fidel enfim apareceu. Aos 61 anos, 28 dos quais desfrutados no comando da ilha, trajava uma farda verde-oliva bem cortada e parecia em ótima forma física. De pé, constatei que nossos queixos se alinhavam na mesma altitude. Ele tinha, portanto, entre 1m85 e 1m97, incluindo o salto carrapeta do coturno preto. Só alcançava 2 metros na imaginação dos devotos.
A expressão satisfeita, o olhar confiante e o que disse ao longo de 120 minutos reafirmaram que o ditador sessentão adorava o emprego e pretendia mantê-lo enquanto vivesse. Com a voz de falsete que ecoava horas a fio nos comícios patrióticos na Praça da Revolução, mostrou que para tudo tinha uma resposta insincera na ponta da língua. Consegui fazer-lhe duas perguntas. Primeira: o que achava das mudanças em curso na União Soviética depois da chegada ao poder de Mikhail Gorbachev?
Fidel afirmou que precisava examinar com mais atenção o que resultaria da glasnost ("transparência", em russo) e da perestroika ("reorganização"). Como se não estivesse insone há muitos meses com as profundas reformas políticas e econômicas embutidas nas duas palavras que decretariam, entre tantas outras implosões históricas, a queda do Muro de Berlim em 1989, a dissolução do Leviatã comunista em 1991 e, por consequência, o sumiço da fonte de recursos financeiros que garantira nos 30 anos anteriores a sobrevivência de Cuba.
Segunda pergunta: se o entrevistado garantia que Cuba era uma nação democrática, como explicar a inexistência de eleições e a existência de presos políticos? Sem ficar ruborizado, Fidel qualificou de criminosos comuns todos os enjaulados na ilha-presídio e reiterou o sistema eleitoral prescindia de candidatos oposicionistas para mostrar-se muito mais eficaz que o vigente, por exemplo, nos Estados Unidos. Terminado o encontro, cumprimentei o entrevistado e voltei ao salão de festas. A maioria dos jornalistas sitiou Fidel e só levantaram o cerco depois da conquista de um autógrafo.
Em dezembro de 1958, quando o jovem Fidel Castro preparava a tomada de Havana, havia em Cuba uma ditadura a derrubar, uma economia asfixiada pela monocultura da cana e prostitutas demais. Em dezembro de 1987, nada havia mudado. Passados quase 30 anos, ao anunciar a partida do chefe supremo dos carcereiros, o irmão e herdeiro Raúl Castro apossou-se de vez da ilha-presídio congelada na primeira metade do século 20: agora como antes, há prostitutas demais em Havana, um oceano de canaviais asfixiando a economia e uma ditadura a sepultar.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Charge de Sponholz

"MORTE DE FIDEL - Por que não rever também a história e as ambiguidades de Pinochet?"

Por Reinaldo Azevedo
Não deu outra. Tratei da questão no meu texto desta manhã sobre Fidel Castro. Deixem que relembre aqui o segundo parágrafo. Prestem atenção:
"Tenho um pouco de vergonha de muitos da minha profissão. Com as exceções de sempre e de praxe, afirmo de modo categórico: está tomada por pusilânimes, por idiotas, por cretinos incapazes de escolher entre o bem e o mal, entre a democracia e a ditadura, entre a vida e a morte. Já li nesta manhã muita coisa que a imprensa relevante publicou, no Brasil e no mundo, a respeito da morte do ditador. Não fiz a contabilidade, mas creio que 90% dos textos apelam a uma covardia formidável: seu legado seria ambíguo; Fidel nem é o herói de que falam as esquerdas nem o facínora apontado pela direita. Até parece que ele é apenas um objeto ideológico sujeito a interpretações. Não por acaso, esquece-se de abordar, então, o seu legado segundo o ponto de vista da democracia."
Agora vejam o que diz à Folha o jornalista americano Jon Lee Anderson - transcrevo trecho do texto de Sylvia Colombo:
"A história às vezes joga conosco, com contradições e coincidências. Me parece um espanto que justo no momento em que sobe Donald Trump nos EUA, morra Fidel Castro", disse à Folha o jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, autor de uma biografia de Che Guevara, e que vem preparando uma outra, do próprio Fidel Castro.
"Desde que ele fez uma alusão à própria morte, ao parlamento, em abril, e se percebeu sua fragilidade, algo mudou na ilha, pois até então era um tabu falar do seu fim", diz Anderson.
O escritor e investigador, porém, chama a atenção para as interpretações simplistas que estão surgindo no calor da morte do ditador cubano: "Parece que a questão é julgar apenas se foi um vilão ou um herói. Mas creio que é preciso ir além. Fidel foi importante, é preciso entender seu papel histórico no enfrentamento das grandes potências, assim como todos os seus erros", completa.
Além disso, crê que há uma herança simbólica. "Fidel foi o ícone máximo da ideia de um líder radical, configurou-se como o paradigma do que era um líder rebelde, e que se manteve assim até o final de sua vida."
(…)
Retomo
Nem preciso dizer que uma análise temperada, assim, com as especiarias da tolerância e da saudável ambiguidade, jamais seria dispensada a um ditador de direita, certo? Embora Fidel tenha matado muitas vezes mais que Pinochet, quantos foram os jornalistas que decidiram, deixem-me ver, ser tolerantes com o sanguinário chileno? Ah, afinal, ele arrumou a economia daquele país, não? O legado pinochetista para a economia do Chile é muitíssimo mais apreciável do que aquele que deixa o ainda mais sanguinário ditador cubano.
Bem, e dizer o quê do paralelo - ou sei lá como chamar - estabelecido por Anderson entre Fidel e Trump? É de uma delinquência intelectual ímpar. Todos sabemos que este senhor fala a um público que considera o presidente eleito dos EUA a besta do Apocalipse. Logo, Fidel vira, por contraste, o anjo anunciador.
Bem, no terreno dos contrastes, cumpriria ainda lembrar: a falha mais grotesca de Trump, até agora (cabelo à parte), é manter conversas um tanto grosseiras em vestiários - como se sabe, é um lugar em que as pessoas, habitualmente, debatem Kant e Schopenhauer… Fidel foi um assassino em massa.

sábado, 26 de novembro de 2016

" Fidel Castro: a morte do tirano"



Por Yuri Vieira
Ao afirmar que a História julgará Fidel Castro, Obama prova mais uma vez - tal como lemos em A Nova Era e a Revolução Cultural, de Olavo de Carvalho - que não passa de um reles politiqueiro revolucionário. Quando o sujeito é incapaz de reconhecer uma Causa Transcendente da realidade espaço-temporal, adere então, com unhas e dentes, ou ao espaço (discípulos da Nova Era e ambientalistas radicais) ou ao tempo (socialistas, comunistas e revolucionários políticos em geral), passando a adorá-los. Em vez de encarar a Criação como um caminho para Deus, adoram-na como um ídolo. E a História não é senão a "deusa" dos adoradores do tempo.
Por mais que acreditem estar comemorando a morte do indivíduo Fidel Castro, os cubanos exilados nos EUA, assim como seus descendentes, estão apenas comemorando o ocaso de um tirano: o povo sempre aguarda pela morte daquele que o oprime. O indivíduo Fidel Castro, parafraseando Fernando Pessoa, quando tentou tirar a máscara de tirano, notou que ela já lhe pregara à cara. Se é que tentou tirá-la... Fidel Castro, de fato, já estava morto como homem há muito tempo. A misericórdia divina alcança todos os recantos: mas Deus não é um ditador, não obriga ninguém a adorá-Lo e a caminhar com Ele. Os fuzilamentos, as prisões por crime de consciência, o encarceramento de todo um povo, a fome e a miséria... pesaram algum dia em sua consciência? Não vimos sinal disso. E, após a morte do corpo, haverá tempo para o arrependimento? É possível, mas talvez seja ainda mais difícil do que já é aqui. A crermos em C.S. Lewis e Swedenborg, o inferno há de ser a ilusão pura, a armadilha dos próprios desejos, um local onde revolucionários poderiam acreditar que a "luta continua"... eternamente, hasta la vitoria. Se eu acredito na imortalidade da alma? Como dizia Hilda Hilst: "Eu acredito na imortalidade da minha alma. Se você não parar de coçar o saco, talvez não tenha tempo para formar uma".
Com a declaração de Fernando Henrique Cardoso, também vemos quem nosso ex-presidente realmente é: 
"A morte de Fidel faz recordar, especialmente a minha geração, o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses. 
"A luta simbolizada por Fidel dos 'pequenos' contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente. O governo brasileiro se opôs a todas as medidas de cerceamento econômico da Ilha e, desde o governo Sarney até hoje as relações econômicas e políticas entre o Brasil e Cuba fluíram com normalidade.
"Estive várias vezes com Fidel, no Brasil, no Chile, em Portugal, na Argentina, em Costa Rica etc. O Fidel que eu conheci, dos anos noventa em diante, era um homem pessoalmente gentil, convicto de suas ideias, curioso e bom interlocutor.
"Os tempos são outros hoje. Do desprezo altaneiro aos Estados Unidos, Cuba passou a sentir que com Obama poderia romper seu isolamento. As nuvens carregadas de Trump não serão presenciadas por Fidel. Sua morte marca o fim de um ciclo, no qual, há que se dizer que, se Cuba conseguiu ampliar a inclusão social, não teve o mesmo sucesso para assegurar a tolerância política e as liberdades democráticas.
"Junto com meu pesar ao povo cubano pela morte de seu líder, quero expressar meus votos para que a transição pela qual a Ilha passa permita que a prosperidade aumente, mas que se preserve, num ambiente de liberdade, o sentimento de igualdade que ampliou acesso à educação e à saúde." (FHC)
Em suma: Fernando Henrique é outro adorador da História, isto é, da paródia do Reino de Deus que futuramente - tal como crê todo revolucionário - surgirá na Terra mediante o poder político. E, no entanto, não há como mudar a natureza das coisas. Por mais que tentem os revolucionários, o resultado haverá de ser sempre a morte, a dor, o sofrimento, o isolamento, a miséria...
E FHC, claro, atribui o obscurantismo a Trump, que não é senão um homem prático. Se o povo americano o elegeu, não foi por adorá-lo, não foi por "populismo". Sua vitória não foi sua vitória: foi o símbolo de que o senso comum ainda faz sentido para a maioria das pessoas - ora, é o senso (sentido) comum! - por mais ideologias loucas que os intelectuais, a imprensa e os políticos do mainstream tentem lhes impingir. E, como homem prático, Trump, até o momento, foi o único a se pronunciar sobre a morte do ditador Fidel como um verdadeiro estadista: 
"O legado de Fidel Castro é de pelotões de fuzilamento, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação de direitos humanos fundamentais. 
"Enquanto Cuba continua sendo uma ilha totalitária, é minha esperança que hoje marque um afastamento dos horrores suportados por muito tempo, para um futuro em que o maravilhoso povo cubano possa finalmente viver em liberdade.
"Embora as tragédias, mortes e dores provocadas por Fidel Castro não possam ser apagadas, nossa administração fará tudo o que puder para garantir que o povo cubano possa finalmente iniciar sua jornada em direção à prosperidade e à liberdade." (Trump)
Ninguém elegeu Trump como quem elege um salvador comunista, um Lula, uma Dilma, um Maduro, um Correa, isto é, alguém que possa salvar o povo da dureza da realidade, da lei da escassez, do suor na testa... Trump foi, sim, eleito para salvar o povo dessa gente revolucionária - porque o "mundo melhor" só existe se criado por cada um em sua vida particular, com sua família, com aqueles que ama. E o Estado não tem de interferir nisso. "Ah, mas e as injustiças do mundo?" Já foi respondido: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos." (Mateus 5: 6)

Donald Trump chama Fidel de "ditador brutal"



O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu no Twitter: "Fidel Castro is dead!" (Fidel Castro está morto!).
Em comunicado à imprensa, Trump classifica o líder cubano como um "ditador brutal que oprimiu seu próprio povo por quase seis décadas" e que deixa um "legado de pelotões de fuzilamento, roubo, inimaginável sofrimento, pobreza e negação de direitos humanos básicos".
Ele disse esperar que a morte de Fidel Castro "marque um movimento para longe de horrores que duraram demais, e em direção a um futuro em que o maravilhoso povo cubano finalmente viva na liberdade que eles tanto merecem".
Trump também citou os veteranos da fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, e disse esperar que "num dia próximo" eles vejam uma Cuba livre. 
Fonte: G1

Graphic designer feirense em Los Angeles



A graphic designer Clara Cajaiba (Foto), com formação entre 2011 e 2015 em Design Communication Arts na UCLA Extension, em Los Angeles, continua no Estados Unidos, tendo experiências na Sony Pictures Entertainment, The Refinery Creative e J. Paul Getty Trust nas competências de logo design, photoshop e web design, entre outras.
Feirense, ela é filha do empresário Antonio Carlos Cajaiba.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Três cartões postais de Feira de Santana

Cartões postais de Feira de Santana, na época - anos 60 - em que a cidade tinha como maior atração turística a maior feira-livre do Nordeste brasileiro:


1. Praça Bernardino Bahia (com o coreto e o prédio do INSS);

2. "Impressionante movimento da maior feira do Nordeste" (no centro, o extinto Abrigo Santana, na praça João Pedreira);

3. "Vista parcial com a Prefeitura Municipal" (no centro, marinetes fazem ponto)

As fotos têm o crédito de José Kalkbrenner Filho (1 e 3) e Willi Fülgraf (2), da Sociedade Comercial e Representações Gráficas Ltda. - Paraná Card -, de Curitiba.

As imagens fazem  parte do acervo do jornalista Oydema Ferreira.