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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Notas: revolução cultural, maternidade, Trump, etc"

Por Mário Chainho
Até há umas três décadas atrás a maternidade ainda era valorizada em filmes e séries. Eram comuns as cenas em que a mulher anunciava a gravidez, para alegria geral ou para desmaio do marido por excesso emoção. Eram coisas de uma certa ingenuidade mas que funcionavam porque correspondiam ao sentimento geral das pessoas.
Depois essas cenas foram desaparecendo e sendo substituídas por outras, em que a mulher ficava aliviada por descobrir que não estava grávida. Paradoxalmente, a vinda da menstruação tornava-se num pico de felicidade. Todos suspiravam de alívio. A minha geração viu isto repetido milhares de vezes e acreditou, aliás, aceitou como sendo a coisa mais natural do mundo.
A maternidade e a paternidade passaram a ser vistas como coisas ridículos e que roubavam a liberdade. Aqueles que ainda queriam ser pais eram vistos como uns simplórios e muitos esconderam esse desejo. Toda a gente queria ver o mundo, fazer carreira, explorar tudo o que a sociedade moderna parecia oferecer.
Mas aos trinta anos de idade essa geração ficou esgotada, envelhecida de corpo e mente mas com uma personalidade acriançada. Não viram o mundo (viram apenas aquilo que outros lhe disseram para ver) e nem fizeram carreira. Ostentam desprezo pela vida como se nada mais houvesse a fazer a não ser assistir ao último capítulo da civilização.
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As pessoas que começaram a última vaga de destruição cultural, há cerca de uns quarenta anos, foram muito eficazes não só porque tinham uma estratégia mas porque conheciam muito bem aquilo que iam destruir, que era a sociedade da qual faziam parte.
Combater hoje o abortismo, o casamento gay, a ideologia de gênero e afins é muito fácil em termos intelectuais, porque tudo aquilo é 'non sense' e já foi desmascarado, basta pesquisar um pouco. Contudo, em termos culturais e sociais o efeito tem sido quase nulo e caminhamos aceleradamente para um precipício com fundo desconhecido.
Então, de um lado, temos um lado que tem as ideias todas erradas mas que tem uma estratégia para avançar e conhece o inimigo a abater. E do outro lado há apenas pessoas que têm apenas "ideias certas" (quando têm) mas não têm estratégia de combate e nem conhecem o inimigo. Compreender a psicologia dos revolucionários é fundamental mas quase ninguém se interessa por isso, também porque significa espreitar diretamente para além das portas do inferno.
Assim, a única maneira de inverter a situação é esperar que a Providência faça com que existam deserções do outro lado (feministas, gayzistas etc). Estas pessoas conhecem bem o campo de batalha e têm a energia certa, até porque têm a consciência de que necessitam passar o resto da vida limpando a porcaria que fizeram. Todos aqueles que desconfiam de pessoas que mudaram de posição, como já vi acontecer com ex-feministas, são cretinos incuráveis que devem ser escorraçados a pontapé.

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Ninguém pode se admirar por ver quase todos os jornalistas pelo mundo fora fazer campanha contra Donald Trump, porque é quase um inevitabilidade metafísica.

Contudo, que esses mesmos jornalistas escondam os indícios de que Obama e Hillary Clinton promoveram o Estado Islâmico é muito mais grave. Toda esta gente é cúmplice do terrorismo e deve ser presa por crime de alta traição.
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Obama conseguiu a proeza de ser adorado no mundo inteiro enquanto os americanos continuam a ser odiados. Não deixa de ter a sua lógica porque ele nem americano deve ser.
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O que seria deste mundo sem o futebol? Onde iriam as pessoas aprender a discutir sobre política e religião?
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A ONU fabricou uma nação com refugiados para participar nos jogos olímpicos. Até agora, este deve ser o único facto histórico relevante ocorrido no século XXI.
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

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