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terça-feira, 10 de maio de 2016

"Planalto se surpreende com reação de Renan"


O Planalto se surpreendeu com a atitude do presidente do Senado, Renan Calheiros, de manter para esta quarta (11) a votação do relatório do impeachment da presidente Dilma. Um líder governista testemunha que Dilma esperava dele "fidelidade canina", ou seja, que atendesse ao ato de Waldir Maranhão sem questioná-lo, devolvendo o processo. Mas ele ignorou o ato do presidente interino da Câmara. 
Faltou combinar
Quem conhece Renan diz que ele foi tão surpreendido quanto qualquer pessoa com a presepada que tentou melar o impeachment.
Ela sabia de tudo
Dilma ontem fingiu surpresa, mas participou de cada passo da armação de domingo que resultaria na assinatura do ato de Waldir Maranhão.
Perfurando poços
Waldir Maranhão recebeu de Dilma, domingo, juras eternas de pronto atendimento as suas "demandas políticas". Do tipo que "furam poço".
Pouca chance
Ministros do Supremo Tribunal Federal acreditam que a decisão de Waldir Maranhão não se sustenta: além de tentar anular uma decisão do plenário soberano, o processo está precluso, é fato vencido.
Autoria intelectual
Nas redes sociais, o governador maranhense Flávio Dino (PCdoB), que mantém o deputado Waldir Maranhão na coleira, não negou sua participação na jogada para melar o impeachment. Até se jactou disso.
Isso vai dar CPI
Além de ampliar seu "espaço" no governo do Maranhão, o presidente interino da Câmara exigiu recompensas do governo Dilma, segundo a oposição, como o ambicionado controle da Codevasf.
Abusando do poder
Para o deputado Arthur Maia (PPS-BA), a tentativa de Waldir Maranhão de melar o impeachment "é um ato de abuso de autoridade" que constitui quebra de decoro. E não tem dúvida de que será cassado.
Mesa ignorada
Seguindo cegamente a orientação de Flávio Dino, seu chefe politico no Estado, o deputado Waldir Maranhão nem sequer consultou a Mesa Diretora da Câmara. Que decidiu fazê-lo pagar caro por isso.
Nas profundezas...
"Foi um acordo produzido nas profundezas do Palácio do Planalto", afirma o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), sobre a decisão de Waldir Maranhão de tentar anular a sessão do impeachment.
Pergunta no Congresso
Se Waldir Maranhão poderia reverter atos de Eduardo Cunha e impedir o impeachment, Michel Temer poderia fazer o mesmo com Dilma?
Fonte: Claudio Humberto

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