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quinta-feira, 3 de março de 2016

Libera o shortinho ou proíbe o shortinho?

Estourou, em Porto Alegre, uma polêmica causada por alunas do Colégio Anchieta que querem usar shortinho curto dentro da escola, após uma delas ter sido retirada da aula por estar usando a peça. A celeuma chegou a tal ponto que, neste domingo, haverá debate público sobre o assunto. O contraponto vem de filha de minha amiga que escreveu este texto no seu perfil do Facebook. E você o que acha? Libera o shortinho ou proíbe o shortinho? 
"Sobre esse movimento aí pra liberar shortinho nas escolas: coisa mais ridícula e hipócrita. 
Muito engraçado essa gente que apoia e acha lindo. São todos defensores apenas dos direitos, e não dos deveres. 
O fato do short ser proibido em algumas escolas é porque em todo lugar que frequentamos há um código de vestimenta. Você não vai à um casamento de regata e chinelo, você não vai à praia de smoking. Você não vai pro tribunal responder a um processo de biquíni. 
Por que pode atrapalhar os homens? NÃO! !! 
É porque a sua vestimenta transmite uma mensagem. Sobre sua personalidade, seu humor, sobre como você está encarando a situação. Por isso quando vamos a um velório, não usamos aquele vestido colado e transparente com glitter. Porque a mensagem que queremos passar não é de glamour e sensualidade, mas de luto e seriedade. 
As escolas são (ou deveriam ser) um lugar sério, de comprometimento. Então devemos usar roupas condizentes com a ocasião. 
Não vejo nenhum homem reclamando que não pode ir sem camisa pra aula, mesmo que isso não seja sexualizado, e esteja muito quente. "Ah, mas eles podem ir de bermuda."
Novidade: mulheres também. Se a desculpa for o calor, saiba que meninas são autorizadas a usar bermudas na escola. Só não pode short curto.
Novidade 2: ao matricular o aluno, principalmente em escola particular, os pais assinam termos de convivência e responsabilidade. Dentre eles, está listado o código de conduta para as dependências escolares. 
Ao apoiar esse processo, estão apoiando o fato de que CRIANÇAS de 12 a 16 anos (sim, choquem. Vocês são crianças.) Possam ir contra não só às normas do estabelecimento de estudo, mas também contra o aval que os pais deram ao realizar a matrícula. 
Estão apoiando que pirralhos aprendam que tem o direito de ir contra qualquer regra que não os agrade, passando por cima de normas de conduta que servem para formar o caráter desses pequenos ignóbeis desrespeitosos. 
Nem todas as regras são injustas apenas pelo fato de não gostarmos delas. Às vezes, é ruim ter bom senso e respeito. Mas na vida e no mercado de trabalho temos que aprender a lidar com isso.

E pais: não é uma boa ideia ensinar aos filhos que não precisam respeitar regras que não os agradem." 
Fonte: Facebook

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