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terça-feira, 29 de setembro de 2015

"Não a um papa político"

"Houve momentos na História recente em que os líderes da igreja tiveram um papel fundamental no curso da humanidade. Ninguém nega a importância de Eisenhower e Pio XII, ou Reagan e João Paulo II, no combate ao comunismo enquanto ameaça clara ao cristianismo e ao mundo livre.
A suprema ironia é termos hoje um papa que escolheu como bandeiras políticas - não teológicas - algumas das que são erigidas por Obama e que têm na sua fundamentação o mesmo gene das doutrinas comunistas. Na encíclica pró-verde "Laudato Si" Francisco surge como o mais recente aliado da crença nas alterações climáticas e na necessidade de salvação do planeta. Há uma diferença significativa entre a defesa da ecologia e uma instrumentalização do apocalipse como forma de combate ao capitalismo. A ecologia dignifica o homem, responsabiliza-o pela utilização dos recursos, e convida-o a salvaguardar o planeta em prol das gerações futuras; é obrigação do homem colocar o seu engenho para encontrar as formas mais eficientes de utilizar os recursos do planeta, fomentando o bem-estar de todos, os de hoje e os do amanhã. Já o eco-fanatismo parte de uma crença não comprovada cientificamente, combatendo o modelo econômico que inspira o nosso modo de vida, como forma de evitar a morte iminente do planeta.   
O papa Francisco escolheu para marcar a sua visita aos Estados Unidos toda uma série de causas políticas - emigração, clima, capitalismo, combate às desigualdades - que o colocam de um dos lados da barricada em matérias onde existem enormes clivagens ideológicas, afastando as atenções midiáticas dos temas de índole espiritual onde a igreja precisa de dar respostas. O papa tem as suas opiniões políticas; como católica posso duvidar delas. Preferia ter de Francisco mais respostas espirituais, já que não me parece que um dueto Francisco/Obama consiga salvar o mundo do apocalipse."





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