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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Bandido cruel, Lucas da Feira não merece homenagem

Tela de Carlo Barbosa, "O Flagelo de Lucas", que pertence ao Município e está jogado no Museu Regional de Arte, fechado há mais de três anos.

"Adeus Saco do Limão".
Neste 2014, não foi lembrado o bicentenário mais dez anos de Lucas Evangelista (1804-1849). Em Feira de Santana não comemoraram os 210 anos de nascimento de Lucas da Feira.
Os que defendem Lucas da Feira não fizeram lobby para tal finalidade. A data de seu nascimento, 18 de outubro, dia de São Lucas -daí o seu nome em cima do calendário católico - passou em branco.
Muitos consideram Lucas da Feira como um temível chefe de um bando, terror de Feira de Santana e região durante 20 anos, um cangaceiro, um bandido cruel, que não merece nem ser lembrado e sim ser esquecido para sempre. Ele acabou condenado à forca.
Pelos seus feitos criminosos, Lucas tornou-se personagem da literatura, até mitificado, como se fosse um Robin Hood sertanejo, que roubava dos ricos para dar aos pobres. Por ser negro, também virou símbolo de luta contra a escravidão.
Ele foi retratado em "Lucas, O Demônio Negro", romance folclórico de Sabino de Campos, em 1957, no "ACB de Lucas da Feira", cordel de Souza Velho, em "Lucas, O Salteador", de Virgílio Martins Reis e Artur Cerqueira Lima; e em "A Flor dos Romances Trágicos", de Câmara Cascudo.
O bandido Lucas da Feira nunca foi retratado no cinema brasileiro, que é tão afeito a personagens do cangaço e bem voltado para personagens marginais e bandidos. O cineasta feirense Olney São Paulo até que tinha projeto de fazer um filme sobre Lucas, mas morreu antes de concretizar o intento.
"Para findar o meu destino". 



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