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segunda-feira, 31 de março de 2014

Feira nos anos 60




Avenida Senhor dos Passos na confluência com a rua Carlos Gomes, vendo-se o abrigo "O Nordestino" e o Feira Tênis Clube, na rua Visconde do Rio Branco.

Trailer legendado de "Noé"



Trailer de "Noé", que tem lançamento nacional nesta quinta-feira, 3 de abril, no Orient Cineplace. Assista: http://youtu.be/kULOhaYuk8M

Trailer dublado de "Noé"



Trailer de "Noé", que tem lançamento nacional nesta quinta-feira, 3 de abril, no Orient Cineplace. Assista: http://youtu.be/VG34gXdqR-4

Filme bíblico "Noé" também tem lançamento em Feira



Baseado na Palavra de Deus, a passagem está no Velho Testamento, em Gênesis 6:14-20, "Noé" (Noah), de Darren Arenofsky, é o grande lançamento do ano. O filme bíblico também entra em cartaz em Feira de Santana, no Orient Cineplace, a partir desta quinta-feira, 3 de abril, com sessões às 14h40, 17h40 e 20h40. São 142 minutos de projeção. Pena que a cópia anunciada é dublada - esta infame injunção do mercado. Não é recomendável para menores de 14 anos.
Ano 2348 antes de Cristo, o patriarca Noé (Russell Crowe, na foto) cai nas graças de Deus e recebe do Criador a missão de construir uma arca - ele leva 120 anos na execução - para salvar sua família - a esposa Naameh e os filhos Sem, Cam e Jafé - e os animais do dilúvio, que acaba com a vida na Terra, de forma a que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada.
Além da Bíblia, o filme tem roteiro adaptado da graphic novel "Noé: Por Causa da Maldade dos Homens" (Noah: For the Cruelty of Men), de 2011.
Enquanto isso, continua em cartaz, em segunda semana, a animação "Rio 2" (Rio 2), de Carlos Saldanha.
Também a comédia brasileira "S.O.S. Mulheres ao Mar", de Cris D'Amato, em terceira semana, bem como o filme de ação nacional "Alemão", de José Eduardo Belmonte, em terceira semana, e o sangrento épico "300: Ascensão do Império" (300: Rise of a Empire), com o ator brasileiro Rodrigo Santoro chega à quinta semana.

Hospital Estadual da Criança em crise



O Hospital Estadual da Criança (HEC), administrado pelo governo petista, está em crise, como contam profissionais da área de saúde que procuraram o Blog Demais
Paralisação de médicos deve ocorrer nesta terça-feira, 1º de abril. O motivo é o atraso no pagamento dos salários – já são dois meses. O Hospital inclusive está sem diretor médico. O pessoal de enfermagem deve aderir

Boatos sobre chapa da oposição definem ACM Neto como candidato ao governo baiano



Neste fim de semana, boatos correram em Feira de Santana sobre uma suposta definição do candidato único das oposições para o Governo da Bahia. De acordo com rumores, a montagem da chapa está fechada, com o nome de ACM Neto escolhido, Geddel Vieira Lima vice e Paulo Souto senador.
O deputado estadual Carlos Geilson (PTN), que caminha ao lado da oposição, comentou na manhã desta segunda-feira, 31, no "Jornal Transamérica", sobre o assunto. Para o parlamentar, embora a informação ainda esteja no campo da hipótese, nada é impossível. "Dizem que a banda não sai na rua sem ensaio, mas dizer que há algo de concreto, isso não pode ser dito. Os debates estão afunilando e creio que ainda nesta semana o martelo seja batido", avaliou.
(Com informações de Patrícia Oliveira, da Assessoria de Comunicação do Deputado Carlos Geilson)

Democratas acelera processo para definição de chapa




O Democratas vai acelerar a tomada de posição do partido quanto à sucessão estadual. Em reunião da executiva na manhã desta segunda-feira, 31, ficou decidida a intensificação das conversas para a definição da melhor alternativa à disputa das próximas eleições. O pré-candidato Paulo Souto participou do encontro, que contou com as presenças dos prefeitos ACM Neto, de Salvador, e José Ronaldo, de Feira de Santana, além de José Carlos Aleluia, deputados federais e estaduais, e lideranças da capital e do interior.
(Com informações de Imprensa Democratas Bahia)

Cabine de Imprensa de Capitão América 2 - O Soldado Invernal"



Nesta sexta-feira, 4 de abril, às 10 horas, na Sala 03 do UCI Orient Multiplex Iguatemi, em Salvador, Cabine de Imprensa de "Capitão América 2: O Soldado Invernal", da Marvel. O Blog Demais agradece o convite.
Sinopse: Após os cataclísmicos eventos em Nova York com “Os Vingadores” (The Avengers), da Marvel, "Capitão América 2: O Soldado Invernal" encontra Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vivendo tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado - o Soldado Invernal.
Assista ao TRAILER OFICIAL
(Com informações de Gláucia Zachariadhes, Atendimento Disney, de Selma Santos Produções e Eventos

Sociedade Filarmônica 25 de Março proporciona Ensino de Música



Maestro Estevão Moura reverenciado
Foto: Reprodução
 
Na noite de quinta-feira, 27, no Teatro Frei Felix de Pacatuba, do Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão, na abertura do III Festival de Filarmônicas Princesa do Sertão, um momento significativo para a história de Feira de Santana, com o anúncio da  reativação da Sociedade Filarmônica 25 de Março, segunda banda mais antiga da Bahia, instituição quase sesquicentenária - são 146 anos de existência, completados na terça-feira, 25.
Presidente da instituição, o professor Carlos Alberto Oliveira Brito falou da história de vida e "importância para todos nós" da 25 de Março. Também apresentou a nova diretoria.
O resgate da filarmônica se dá com o lançamento da Escola de Música Estevão Moura. Ele foi compositor e maestro que sonhava em fundar uma escola de música em Feira de Santana. A proposta é trabalhar aspectos musicais e sociais e de interações, através da prática de instrumentos, com o objetivo de proporcionar a prática musical através dos instrumentos utilizados em filarmônicas.
Na oportunidade, Carlos Brito também apresentou o professor Antonio Carlos Batista Neves Júnior, o Tony Neves, feirense e integrante da Filarmônica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que cuidará da tarefa de ensino para a formação de instrumentistas.
A Escola de Música vai funcionar em dependências do Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão e destina-se a jovens de dez a 13 anos, inseridos no bairro Baraúnas.
Homenagem
Os músicos Alfredo Evangelista, Aurelino Dias Costa, João da Hora de Farias, José Carneiro de Oliveira e José Ferreira da Silva, que integraram do corpo musical da Sociedade Filarmônica 25 de Março foram homenageados pela nova diretoria.

Feira nos anos 50



Ginásio Santanópolis e Paço Municipal Maria Quitéria (com seu catavento), no início da avenida Getúlio Vargas, que estava sendo pavimentada a paralelepípedos.

"31 de Março - 3: Surpresa? Há mais brasileiros querendo punir ex-terroristas do que ex-torturadores. No Estado de Direito, as duas coisas são impossíveis!"



Por Reinaldo Azevedo
A Folha publica hoje uma pesquisa sobre a revisão da Lei da Anistia. Há duas maneiras de lê-la: escondendo o que está lá ou chamando a atenção para o que está sendo revelado. De modo genérico, 46% se dizem a favor da revisão, contra 37%, que não apoiam essa ideia. Não souberam responder 17% dos entrevistados. Mas a pesquisa é um pouco mais detalhada. O instituto quis saber: “Você e a favor ou contra a punição de pessoas que torturaram presos políticos durante a ditadura?” A resposta: 46% a favor, e 41% contra. Considerando a margem de erro, há praticamente um empate técnico. A pergunta, convenham, força parte das pessoas a se posicionar contra a tortura — e o aspecto jurídico acaba se perdendo. Suponho que pessoas de bem repudiem tal prática, certo?
Mas o que certamente vai surpreender muita gente é outra coisa. O instituto perguntou: “Policia e Judiciário devem reexaminar os casos de atentados contra o governo durante a ditadura?” Atenção para a resposta: 54% são a favor, 29% são contrários; 11% não sabem, e 6% são indiferentes (os infográficos foram publicados pela Folha).

Não dá para dourar a pílula: os que acham que a extrema esquerda terrorista também deve ser julgada são em maior número do que os que querem punir os torturadores: 54% a 46%; os que defendem que os esquerdistas sejam deixados em paz são em menor número — 29% — do que os que pensam o mesmo sobre os torturadores: 41%. E nada menos de 80% acham que tanto os torturadores como os que praticaram atentados devem ser julgados hoje; 8% avaliam que só os membros do governo têm de passar por essa revisão; 6% a defendem apenas para os agentes do Estado, e outros 6% não sabem.
Vale dizer: a esmagadora maioria dos brasileiros não tem a ambiguidade moral das esquerdas, que acreditam que a Lei da Anistia deva ser revista só para seus adversários. Que fique claro: não é verdade que todos os esquerdistas que participaram de atentados, ou de seu planejamento, foram presos e processados naqueles dias. Alguns foram; outros não.
O Datafolha apresentou ainda a seguinte questão: “O governo brasileiro paga indenização a pessoas ou familiares de pessoas que foram mortas ou perseguidas pela ditadura. Qual é a sua opinião a respeito?” 52% concordam totalmente; 22% concordam em parte; 5% são indiferentes; 5% discordam em parte; 9% discordam totalmente; 7% não sabem. Eu diria que não há como uma pergunta como essa não ter uma maioria de gente que concorda. Afinal, se as pessoas foram mortas ou perseguidas… Será, no entanto, que, se os brasileiros soubessem da penca de desmandos que há nesses pagamentos, haveria a mesma concordância? Duvido.
Só para lembrar. A Lei de Anistia, a 6.683, é de 1979 e, por reivindicação das esquerdas, concedeu anistia “ampla geral e irrestrita” para os crimes políticos e conexos — incluindo a tortura, que só passou a ser definida na legislação em 1997, com a Lei 9.455. O que pretendem? Aplicar uma lei de 1997 para crimes cometidos antes de 1979? No direito penal brasileiro, a lei não retroage para punir ninguém. Mais: a Emenda Constitucional nº 26, que convocou a Constituinte, tinha como pressuposto a anistia. Se tudo isso parecesse pouco, o STF já se pronunciou a respeito e reafirmou a impossibilidade de rever o perdão.
Mais: o Brasil não tem ainda uma lei contra o terrorismo. Se e quando tiver, deve-se retroagir para punir remanescentes de grupos terroristas? Acho que não! A pressão política para processar apenas os torturadores e livrar a cara dos terroristas é grande. Ocorre que uma e outra coisa não resistem a um exame jurídico isento. O que pretendem? Revogar a Lei 6.683, tornar sem efeito parte da Emenda Constitucional nº 26 e aplicar retroativamente a Le 9.455? Isso não seria estado de direito, mas estado de bagunça.
Não acho que vá acontecer.
Por Reinaldo Azevedo

"Cronologia"


Por Milton Simon Pires  
1964 – Fica claro às Forças Armadas (FFAA) que membros do Movimento Revolucionário que atuavam no Brasil desde 1961 pretendem implantar no país um regime comunista. As FFAA deixam os pracinhas e a Guerra do Paraguai para trás e tomam o poder.
1966 – Ocorre o primeiro grande ato violento dos revolucionários: o atentado no Aeroporto de Guararapes. A inteligência do Exército Brasileiro, depois de ser informada pela CIA, descobre que bombas matam e ferem gravemente a muitas pessoas.
1967-68 – Membros da luta armada, por ordem do General Golbery do Couto e Silva, são presos na Ilha Grande (RJ), com os primeiros traficantes de maconha do país. A luta armada sofre repressão efetiva e seus militantes optam pela luta cultural e pela "tomada do poder por dentro". Fica mais fácil fazer revolução tomando chope e escutando bossa nova do que levando tiro de fuzil.
1980 – Treze anos após essas prisões, o submundo do sindicalismo, associado ao tráfico de drogas no país e à Universidade fundam, juntos, a maior organização criminosa da história política do Brasil - o PT, o Partido dos Trabalhadores. O pensamento brasileiro sofre traumatismo craniano e o país entra em coma intelectual.
1990 – Dez anos depois após o PT "nascer", Lula e Fidel Castro criam um órgão que vai transformar aquilo que era um plano de poder para o Brasil em um plano para toda América do Sul - o Foro de São Paulo. Nasce também um câncer chamado SUS e avança o "Direito Alternativo".
2003 – Pouco mais de uma década após a criação do Foro de São Paulo, a organização criminosa conhecida como PT chega ao poder federal no Brasil. Fora da veadagem, do aquecimento global e da "não internação" dos viciados em crack, não há salvação.
2005 – Fica claro, para todo Brasil, através do Mensalão, que a organização criminosa é uma organização criminosa. A situação é tão grave que a "verdade está na boca dos bandidos" (Roberto Jefferson).
2013 – O PT inunda o Brasil com médicos cubanos. Apesar dos vinhos, ternos caros e loiras lindas, as pessoas se dão conta de que o PT "não mudou"; ele foi, ainda é, e sempre será um partido revolucionário. Se o comunismo não morreu, "foi sacanagem ter enterrado ele com vida".
Março de 2014 - As pessoas, até porque são brasileiras, "decidem" que entre março e outubro de 2014 vão mudar, com passeatas, caminhadas, marchas, cartazes ou seja lá o que for, tudo isso que descrevi e que levou 50 anos para acontecer.
Dedicado às crianças da primeira série do ensino fundamental.
Porto Alegre, 21 de março de 2014.
Milton Simon Pires é médico.

“Os críticos da Petrobrás não são bons brasileiros. Bons são os que se apossaram dela e a fizeram perder R$ 200 bilhões nestes anos e despencar no ranking das grandes empresas do mundo"

Por Fernando Gabeira

Água era o meu foco. Revisitava o Rio Piracicaba castigado pela seca. No passado fui a algumas reuniões do Comitê de Bacia.
Já havia na época uma preocupação com o futuro do rio, tão solicitado: abastece uma região em crescimento e mais 8,8 milhões de pessoas em São Paulo.
Lembrei, à beira do Piracicaba, alguns autores no fim do século passado afirmando que a água seria o petróleo do século XXI, com potencial de provocar conflitos e até guerras.
Mas ao falar no petróleo como algo do passado constatei que está na ordem do dia. Enterraram uma fortuna em Pasadena, no Texas. Outra Pasadena, na Califórnia, é a cidade cenário da sitecom The Big Bang Theory.
Pois é, nossa Pasadena começou com um singular ponto que se expande de forma vertiginosa. Foi uma espécie de Big Bang na consciência dos que ainda duvidavam que a Petrobrás estivesse indo para o buraco nas mãos dos aliados PT e PMDB.
Diante dos fatos, vão-se enrolar de novo na Bandeira Nacional, sobretudo num momento de Copa do Mundo, fulgurante de verde e amarelo.
Os críticos da Petrobrás não são bons brasileiros. Bons são os que se apossaram dela e a fizeram perder R$ 200 bilhões nestes anos e despencar no ranking das grandes empresas do mundo.
O líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que a perda desse dinheiro faz parte do jogo capitalista de perde e ganha. Se fosse numa empresa privada, dificilmente seus diretores resistiriam no cargo.
Em Pasadena enterrou-se dinheiro público. O que deveria ser mais grave em termos políticos.
Pasadena é uma boa versão com sotaque latino para Waterloo. Dilma Rousseff afirma que assinou a compra da refinaria no Texas sem conhecer as cláusulas.
Depois disso conheceu. Ela lançou uma nota para explicar o momento em que não sabia. E se esqueceu de explicar todos os anos de silêncio e inação.
Os diretores que teriam omitido as cláusulas que enterram mais de US$ 1 bilhão em Pasadena continuaram no cargo. Até a coisa explodir mesmo. Tenho a impressão de que tentaram sentar-se em cima da refinaria de Pasadena. Sentaram-se numa baioneta, porque não se esconde um negócio desastroso de mais de US$ 1 bilhão.
Os fatos começam a se desdobrar agora que os olhares se voltam para esse refúgio dos nacionalistas, defensores da Pátria enriquecidos.
Uma empresa holandesa cobrou US$ 17 milhões da Petrobrás por serviços que não constavam do contrato. A primeira parcela da compra em Pasadena foi declarada como US$ 360 milhões, mas no documento americano ela foi registrada como uma compra de US$ 420 milhões. Refinarias compradas no Japão têm as mesmas cláusulas do contrato desastroso de Pasadena.
Um amigo de Brasília me disse ao telefone: "Se esse Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobrás, abrir a boca, a República vai estremecer".
Conversa de Brasília. Quantas vezes não se falou o mesmo de Marcos Valério?! O que pode trazer revelações são os computadores, pen drives e documentos encontrados na casa dele.
A Polícia Federal não acreditava que ele iria falar, tanto que o prendeu com o argumento de que estava destruindo provas.
Passa, passa, Pasadena, quero ver passar. A Petrobrás da nossa juventude, dos gritos de "o petróleo é nosso", se tornou o reduto preferido dos dois grandes partidos que nos governam.
O petróleo é deles, do PT e do PMDB. Levaram o slogan ao pé da letra e suas pegadas na maior empresa do País demonstram que devoram até aquilo que dizem amar.
De certa forma, isso já era evidente para mim nas discussões dos contratos do pré-sal. Eles impuseram uma cláusula que obriga a Petrobrás a participar de todos os projetos de exploração. Não deram a chance à empresa de recusar o que não lhe interessava.
Tudo isso é para fortalecer a Petrobrás, isto é, fortalecer-se com ela, com uma base de grandes negócios, influência eleitoral e, de vez em quando, uma presepada nacionalista, tapas imundos de óleo nas costas uns dos outros, garrafas de champanhe quebradas em cascos de navios.
Lá, no Texas, os magnatas do petróleo usavam aqueles chapéus de cowboy. Lá, em Pasadena. Aqui, os nossos magnatas em verde e amarelo estão com poucas opções no momento. Ou reconhecem o tremendo fracasso que é a passagem dos "muy amigos" da Petrobrás pela direção da empresa ou se enrolam na bandeira e acusam todos de estarem querendo vender a Petrobrás. Diante das eleições e da Copa do Mundo, devem optar por uma alternativa mais carnavalesca.
Mas os fatos ainda não são de todo conhecidos. Deverá haver uma intensa guerra de bastidores para que não o sejam, especialmente os documentos nas mãos da Polícia Federal.
Pasadena. Certos nomes me intrigam. O mensalão não seria o que foi se não houvesse esse nome tão popular inventado por Roberto Jefferson, que no passado apresentava programas populares de TV. Pasadena soa como algo esperto, dessas saidinhas em que você vai e volta em cinco minutos, leve e faceiro. Mas pode ser que Pasadena não passe e fique ressoando por muito tempo, como o mensalão. E se tornar uma saidinha para comprar cigarros, dessas sem volta, para nunca mais.
Criada uma comissão no Congresso Nacional, envolvidos Ministério Público e Polícia Federal, podem sair informações que, somadas às de fontes independentes, deem ao País a clara visão do que é a Petrobrás no período petista. Não tenho esperança de que depois disso todos se convençam de que a Petrobrás foi devastada. Mas será divertido vê-los brigando com os fatos, com as mãos empapadas de óleo.
Diante do Rio Piracicaba meu foco é a água. Na semana passada, vi como na Venezuela o uso político do petróleo deformou o país. No Brasil o alvo da voracidade aliada é a Petrobrás.
E se a água é o petróleo do século 21, daqui a pouco vão descobri-la, quando vierem lavar as mãos nas margens dos nossos rios. 
Fonte: Coluna do Ricardo Setti

"31 de Março - 1: Viva a democracia! Nada devemos à esquerda armada além de violência, mortes, sequestros, assaltos e indenizações milionárias. O regime de liberdades é obra dos que fizeram a luta pacífica"



Por Reinaldo Azevedo
Oficialmente, o movimento militar que derrubou João Goulart faz hoje 50 anos - o assunto, como sabem, está em todo canto. A quartelada, com amplo apoio civil, se consumou, de verdade, no dia 1º de abril, mas se quis evitar a coincidência com o chamado Dia da Mentira. Hoje, com a tal Comissão da Verdade federal em funcionamento - e algumas outras estaduais ou até corporativas (em universidades, por exemplo) -, prospera a farsa sobre aqueles tempos. A extrema esquerda armada perdeu a batalha porque era minoritária e porque não dispunha de força bélica para enfrentar os militares. Os extremistas, no entanto, venceram a guerra de propaganda, desta feita sem precisar dar um tiro: seus epígonos, isto é, seus seguidores intelectuais, ocuparam a imprensa, o meio universitário, os centros culturais, as escolas, fatias importantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário para inventar o confronto que nunca existiu.
E qual é o confronto que nunca existiu? Aquele que oporia, de um lado, os defensores da liberdade e, de outro, os que a recusavam. Se, durante o regime militar, vivemos sob a mentira de que o golpe foi desfechado para defender a democracia, hoje, 50 anos depois, vive-se a outra face do engodo, que, no caso, é igualmente trapaceiro, mas com o sinal trocado. Comecemos do óbvio: em 1964, João Goulart e os que com ele se alinharam não tinham a democracia como um valor universal e inegociável; tampouco era essa a convicção dos militares e dos organismos civis que lhes deram apoio. O regime de liberdades individuais e públicas morreu de inanição; morreu porque faltou quem estivesse disposto a alimentá-lo. Ao contrário: assistiu-se a uma espécie de corrida rumo ao golpe. Golpista, na prática - e escandalosamente incompetente -, era Jango. Golpistas eram aqueles que o depuseram. Ainda que pudesse haver bem-intencionados em ambos os lados, não foram esses a ditar o rumo dos acontecimentos.
Outras farsas influentes se combinam para fabricar um confronto entre vítimas e algozes que é não menos trapaceiro. Não é verdade, por exemplo, que os atentados terroristas e a luta armada tiveram início depois da decretação do famigerado AI-5, o Ato Institucional que implementou a ditadura de fato no país. Ao contrário até: a muita gente essa medida de força, que deu ao Estado poderes absolutos, pareceu até razoável porque a extrema esquerda decidiu intensificar a rotina de ataques terroristas. O AI-5 só foi decretado no dia 13 de dezembro de 1968. A VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, explodiu uma bomba no Consulado Americano, no Conjunto Nacional, em São Paulo, no dia 19 de março daquele ano. Em abril, novas explosões no Estadão e na Bolsa de Valores de São Paulo. Essas são apenas algumas de uma sequência. No dia 18 de julho, o presidente Costa e Silva ainda recebeu uma comissão de estudantes para negociar. Inútil.
O que pretendiam os movimentos de extrema-esquerda? É certo que queriam derrotar o regime militar inaugurado em 1964; mas que fique claro: o seu horizonte não era a democracia. Ao contrário. Como costumo lembrar, não há um só texto produzido pelas esquerdas então que defendessem esse regime. Ao contrário: a convicção dos grupos armados era a de que os fundamentos da democracia eram apenas um engodo para impedir a libertação do povo. Os extremistas de esquerda também queriam uma ditadura - no caso, comunista.
Cumpre indagar e responder: o regime democrático que temos hoje é um caudatário, um devedor, dos extremistas que recorreram à guerrilha e ao terrorismo? A resposta mais clara, óbvia e evidente é "Não"! Devemos a democracia aos que organizaram a luta pacífica contra a ditadura militar. Qual foi a contribuição da Ação Libertadora Nacional, a ALN, do terrorista Carlos Marighella, à civilidade política? Nenhuma! A eles devemos sequestros e cadáveres. Qual foi a contribuição da VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, do terrorista Carlos Lamarca, à tolerância política? Nenhuma! A eles devemos violência e mortes. Qual foi a contribuição da terrorista VAR-Palmares, de Dilma Rousseff, à pluralidade política? Nenhuma. A eles devemos assaltos, bombas e sequestros.
Mas devemos, sim, a democracia a Paulo Brossard, a Marcos Freire, a Itamar Franco, a Franco Montoro, a Fernando Henrique Cardoso, a Mário Covas, a José Serra, a Alencar Furtado, entre outros. Devemos a democracia até a ex-servidores do regime que resolveram dissentir, como Severo Gomes e Teotônio Vilela. Outros ainda, dentro do aparelho de estado, tiveram papel relevante para trincar o bloco hegemônico que comandava o país, como Petrônio Portella, Aureliano Chaves e Marco Maciel.
História
O ambiente está viciado. Mistificadores e prosélitos, mais ocupados com a guerra ideológica do que com a realidade, atropelam os fatos. Pretendem inventar uma narrativa que justifique tanto as ações doidivanas do passado como certas safadezas do presente (ainda voltarei a este ponto). O que fazer? Se você não quer se deixar levar pela mera discurseira inconsequente, sugiro que leia este livro.
O historiador Marco Antonio Villa escreveu "Ditadura à Brasileira" (LeYa), que tem um emblemático subtítulo: "1964-1985: A democracia golpeada à esquerda e à direita". Villa vai ao ponto. Cada ano do período constitui um capítulo do livro e evidencia a escalada da radicalização, num confronto em que quase ninguém podia reivindicar o papel do mocinho. Não se trata de "uma outra leitura do golpe", favorável ao movimento. O que Villa faz, com rigor e competência, é alinhavar, de maneira seca, objetiva, a sequência de eventos, com os seus devidos protagonistas, que levaram à deposição de João Goulart, à instauração da ditadura, à abertura do regime e, finalmente, à democracia.
É claro que o autor tem um ponto de vista - e, no caso, é um ponto de vista que protege o leitor: Villa é um democrata, e isso faz com que veja com olhos críticos - e, pois, independentes - as várias agressões havidas no período aos valores da democracia , tanto à direita como à esquerda. No seu livro não há bandidos e heróis. Há pessoas de carne e osso fazendo coisas: muitas em favor da civilidade política; boa parte delas, em favor da barbárie. O volume traz uma útil cronologia, bibliografia e índices onomástico e remissivo, o que o torna também um bom manual de consulta. É um bom instrumento para se defender de fraudes influentes.
Encerro este post
Nada devemos, rigorosamente nada!, às esquerdas armadas. A coragem é, em si, um valor. Quanto ela é tão suicida como homicida, já não é coragem, mas estupidez, e costuma arrastar outros tantos em sua aventura.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"