Lançada a edição
de maio/junho da revista "Polícia em Destaque", que salienta a questão do
trânsito, um problema nacional. A publicação, de circulação na Bahia e estados
nordestinos, é editada pela jornalista Madalena de Jesus.
Como em edições
anteriores, o jornalista Dimas Oliveira escreve sobre cinema, tratando sobre o
filme "Era uma Vez”, drama de Breno Silveira:
Romeu
e Julieta à brasileira
"Era uma Vez...", drama de Breno Silveira - é seu
segundo longa-metragem -, o mesmo diretor de "Dois Filhos de
Francisco", narra a história de um amor entre uma menina rica do asfalto e
um rapaz do morro. Eles são vizinhos em realidades diferentes.
Dé (Thiago Martins) e Nina (Vitoria Frate) se conhecem na Praia de
Ipanema e acabam se apaixonando um pelo outro. Para ele, é o primeiro amor e à
primeira vista. Para ela, a descoberta de uma pureza e uma sensibilidade rara.
Juntos, os apaixonados experimentam alegrias, dificuldades e emoções de viver
um amor improvável num cenário de desigualdade social, num sistema que alimenta
preconceitos velados. O que parecia conto de fadas - como o título sugere -
segue para um final inevitavelmente chocante.
Escrito por Patrícia Andrade e Domingos de Oliveira, o filme
é inspirado em "Romeu e Julieta", de William Shakespeare,
tendo o Rio de Janeiro contemporâneo - e violento - como pano de fundo. É ambientado em três cenários: uma praia, uma favela e um condomínio.
Sugestivo que nas areias de Ipanema, a personagem aparece lendo
o livro "Cidade Perdida", de Zuenir Ventura. A obra literária traça
um paralelo com o filme, quando pessoas da mesma cidade criam realidades
diversas de vida e lutam pelo ideal da sobrevivência.O próprio diretor Breno
Silveira considera que o final de "Era Uma Vez..." remete ao filme
"Ônibus 174", de José Padilha, 2002.
Pena que o filme não atingiu um grande público nas bilheterias,
quando de seu lançamento em 2008. Mas está disponível em DVD.

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