Para marcar a comemoração pelo Dia do Professor (15 de outubro), a Associação dos Docentes da Uefs (Adufs) promove um debate, aberto ao público, com o tema "Da Intensificação à Desumanização do Trabalho Docente", às 15h30 da quinta-feira, 14, ao lado do sindicato, Módulo IV, na Uefs.
O palestrante será o professor doutor Eduardo Pinto e Silva, do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), que desenvolve a pesquisa "Os Sentidos do Trabalho do Professor Pesquisador na Universidade Estatal Pública Mercantilizada", em pareceria com o professor João dos Reis Silva Júnior.
O objetivo do evento, segundo a coordenação, é promover reflexões a respeito da precarização do trabalho docente, discutindo pontos como as relações de assédio moral e a lógica produtivista na produção acadêmica. "A intensificação do trabalho afeta a saúde do professor. Precisamos ficar atentos a esse processo e lutar pela qualidade de vida do profissional e da educação", afirma o coordenador da Adufs, Jucelho Dantas.
Segundo o professor Eduardo o produtivismo acadêmico, que exige cada vez mais produção dos professores, e as relações de trabalho são marcados pelo individualismo e competitividade que produzem consequências prejudiciais à vida sócio-familiar e à saúde, assim como implicam em um processo de desumanização. Na sua pesquisa o professor verificou que prevalecem práticas universitárias voltadas às ordens e problemas do crescimento e rentabilidade econômicos sobre aquelas dirigidas aos problemas sociais. "O trabalho intenso e os parâmetros de avaliação dos programas e professores tendem a ser naturalizados e, desse modo, reproduzidos por eles que, não raramente, sofrem ou mesmo adoecem. Existe uma imposição do tempo da economia ao tempo da produção e criação do conhecimento", afirma.
(Com informações de Carla Matos, da Assessoria de Comunicação da Adufs)
O palestrante será o professor doutor Eduardo Pinto e Silva, do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), que desenvolve a pesquisa "Os Sentidos do Trabalho do Professor Pesquisador na Universidade Estatal Pública Mercantilizada", em pareceria com o professor João dos Reis Silva Júnior.
O objetivo do evento, segundo a coordenação, é promover reflexões a respeito da precarização do trabalho docente, discutindo pontos como as relações de assédio moral e a lógica produtivista na produção acadêmica. "A intensificação do trabalho afeta a saúde do professor. Precisamos ficar atentos a esse processo e lutar pela qualidade de vida do profissional e da educação", afirma o coordenador da Adufs, Jucelho Dantas.
Segundo o professor Eduardo o produtivismo acadêmico, que exige cada vez mais produção dos professores, e as relações de trabalho são marcados pelo individualismo e competitividade que produzem consequências prejudiciais à vida sócio-familiar e à saúde, assim como implicam em um processo de desumanização. Na sua pesquisa o professor verificou que prevalecem práticas universitárias voltadas às ordens e problemas do crescimento e rentabilidade econômicos sobre aquelas dirigidas aos problemas sociais. "O trabalho intenso e os parâmetros de avaliação dos programas e professores tendem a ser naturalizados e, desse modo, reproduzidos por eles que, não raramente, sofrem ou mesmo adoecem. Existe uma imposição do tempo da economia ao tempo da produção e criação do conhecimento", afirma.
(Com informações de Carla Matos, da Assessoria de Comunicação da Adufs)
Por Thomas Oliveira

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